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Sean Paul

Imperial Blaze VP/Warner
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No dancehall, ainda é norma encher um CD até à borda, o que dá ao quarto álbum de Sean Paul (quase 67 minutos) um ar retro reminiscente da década de 90. É uma saudável obstinação em contra-ciclo com os mais chiques 40 e tal minutos, o padrão narrativo da pop e do vinil. Infelizmente, é essa duração quase saturante que impede Imperial Blaze de atingir o brilhantismo. Sean Paul é um intérprete carismático e subtilmente elástico, e o seu talento como compositor de copiosas canções com cara de single deve ser celebrado – tão celebrado quanto este dancehall que abre com naturalidade a porta à pop, ao electro, ao r&b e ao hip-hop sem se tornar um medonho mutante pós-moderno. Mas nem Sean Paul tem conversa para manter o sangue a ferver durante 20 faixas.
Jorge Manuel Lopes
terça-feira, 13 de Outubro de 2009

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