
Procure em Destaques |
|
|
 |
|
|

Spank Rock

Lux Frágil Sexta-feira
|
Tudo começa em Naeem Juwan, o rapper que assina como Spank Rock, e em cuja banda alinham DJs e produtores como Devlin, Darko e XXXChange. E ainda há o colectivo, que por vezes se reúne ao vivo e envolve rappers como Pase Rock ou Amanda Blank. Tudo gente que gosta de discorrer sobre uma enorme panóplia de temas – que vai do sexo ao sexo, passando pelo sexo, sem nunca esquecer o sexo – por cima de batidas electro-rap e hip-house contemporâneas. É um regresso a outros tempos, mas com uma consciência totalmente diferente. Os pais espirituais de Spank Rock são os 2 Live Crew, lendária banda de Miami que samplou a citação de uma prostituta vietnamita do filme Full Metal Jacket, de Stanley Kubrick, para transformá-la num êxito planetário chamado “Me So Horny” (também é provável que conheça a frase “Face down, ass up, that’s the way we like to fuck”: veio deles). Tal como Spank Rock, usavam muitos palavrões, pouco decoro e linguagem misógina. Só que há uma grande diferença: a misoginia de Spank Rock é inclusiva. Isto porque Amanda Blank, do colectivo, também trata os homens como objectos. Como já não se vive durante a era disco-sound, a coisa mais próxima do sexo que se pode fazer numa discoteca é dançar – e uma é uma metáfora para a outra. É aí que entra em jogo o concerto. Calcula-se que muita gente vai acordar em casas alheias. Dança provoca suor que provoca sexo, é tão simples quanto isso.
Rodrigo Nogueira
terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Veja também


O que pensa? Coloque a sua opinião
|