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Livros
Secção reservada aos lançamentos de livros semanais e acontecimentos literários |
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“Uma bem modesta pessoa”
Assim se apresentava António de Oliveira Salazar no discurso de 28 de Maio de 1930. José Carlos Fernandes deparou-se com um perfil bem diverso na nova biografia do ditador por Filipe Ribeiro de Meneses.
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Critica
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Se tivesse um cognome, Stan Lauryssens seria o provocador. Há uns anos esteve preso por vender Dalís falsos e começou a escrever livros. Em Dalí e Eu (Ed. Presença), defende que metade da produção dos quadros de Dalí é falsa.
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Um dia, Rema, a jovem argentina casada com o psiquiatra Leo Liebenstein (o narrador), entra em casa com um cão que encontrou e Leo é subitamente assaltado pela convicção de que ela não é Rema mas um simulacro. ... Mais» |

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Os marinheiros gritam “homem ao mar”, Margarida Vale de Gato grita, no seu primeiro livro de poemas, Mulher ao Mar. Pode dizer-se que abrir o pequeno volume de 67 páginas editado pela Mariposa Azual é, literalmente, um mergulho.... Mais» |

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O escritor de sucesso acabou um novo livro. Uma obra assumidamente arriscada, pouco óbvia, à qual dedicou vários anos da sua vida. “Acerca de que é o seu livro?”, perguntam-lhe os editores. E o escritor fecha-se nas suas incertezas.
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Ajuda ter um lápis e uma folha por perto quando começamos a ler Os Olhos Amarelos dos Crocodilos. As personagens saltam como coelhos de uma cartola a bom ritmo até se atingir um diagrama... Mais» |

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A Ilha da Inhaca fica numa margem de Moçambique. Algumas horas de barco, aos saltos, ou 15 minutos de avião, a partir de Maputo, e aí está a ilha. Pequena, sem alcatrão, praias, e um porto... Mais» |

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Katherine Pancol, ex-jornalista que viaja há cinco anos pelo mundo, escreveu Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, um dos maiores sucessos da literatura francesa dos últimos anos, com um milhão de exemplares vendidos só em França. ... Mais» |

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O primeiro volume dos diários de Susan Sontag já pode ser lido em português. Renascer é um testemunho precioso e uma via de acesso privilegiada para o pensamento e a personalidade de uma figura tão intensa como foi a da escritora.... Mais» |

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Na semana em que o seu novo livro, Geração A, chega a Portugal, Douglas Coupland fala com Alan Rutter, da Time Out Londres, sobre algumas noções de cultura e o futuro incerto da palavra impressa.
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Flannery O’Connor é capaz de falar de velhice, racismo e inadaptabilidade de uma alma sulista na cidade, tudo a partir de uma simples flor. É isso que acontece em «O Gerânio», que abre o volume publicado pela Cavalo de Ferro.... Mais» |

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Todos os museus têm coisas em comum. Todos, mesmo este, que não tem quadros de Picasso nem conta a vida de uma individualidade mundial. Este que guarda uma memória simples, feita de beatas de cigarro e cães de porcelana.... Mais» |

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Se há coisa que salta à vista nos livros de Vikas Swarup é o ritmo, rápido e cheio de vivacidade. Era assim com Quem Quer Ser Bilionário, que deu origem a um dos filmes mais falados e premiados dos últimos anos, e é assim com Seis Suspeitos.
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Don DeLillo lança uma bola de basebol no primeiro capítulo de um romance de 840 páginas e Catarina Homem Marques foi ver com que força ela chega ao final.
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Fernando Pessoa é um dos homens da vida de Inês Pedrosa. Actualmente, é ela quem lhe toma conta da casa. Mas agora chegaram Os Íntimos. Rui Lagartinho foi saber quem são os cinco marmanjos que se juntam para jantar…... Mais» |

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Com A Arte de Morrer Longe (Caminho), regressa em forma um dos melhores cronistas sociais de Lisboa e da literatura portuguesa. Bárbara, Arnaldo e uma tartaruga são o triângulo deste “cronovelema” que arranca no Campo Grande.
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Pode um mágico cegar e sobreviver sem luz? Manual de Escuridão (Dom Quixote), de Enrique de Hériz, responde a este desafio. Conversámos com o escritor espanhol em Lisboa.
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Será que Lisboa mudou muito nos últimos 150 anos? Rui Lagartinho foi tentar perceber conversando com um historiador que se estreou a escrever romances com Os Dias da Febre. E viajou até 1857.
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É interessante, reservado. Um escritor famoso, vencedor de um Prémio Nobel e de dois Booker Prize. E é natural imaginá-lo biografado ou a autobiografar-se. Felizmente, tratando-se de Coetzee, a fórmula nunca poderia ser tão simples. ... Mais» |

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A literatura de Héctor Abad Faciolince tem raízes profundas no universo feminino. Catarina Homem Marques apanhou o escritor em Lisboa e viu que ele sabe do que está a falar: cresceu rodeado por cinco irmãs.
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A Rua da Estrada mapeia um território fabuloso que começa onde o alcatrão acaba. José Carlos Fernandes aventurou-se nas bermas deste país e descobriu coisas como churrasqueiras-turbo.
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É a primeira biografia por extenso de José Saramago. Sara Figueiredo Costa ficou a saber quase tudo sobre a vida e a obra do Nobel português.
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Soa a mal. Cheira a mal. Confronta-nos a moral como se fosse mal. E, como nas brincadeiras infantis, a conclusão só pode ser uma – é mal. Derrocada, do escritor espanhol Ricardo Menéndez Salmón, não nos poupa a tripas de fora…
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Depois do torpor do Natal e do fim do ano, precisávamos de um livro que apontasse ao futuro. A máquina de fazer espanhóis, primeiro acontecimento literário português de 2010, é uma excelente bússola.
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José Carlos Fernandes passou uma temporada a ir a Bayreuth com Hitler e a caçar patos com Franco em duas biografias. E deixa um aviso: cuidado com os homenzinhos ridículos e medíocres.
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Do Brasil chega-nos um romance arrebatador sobre a espera e a mentira do amor. Graças à escritora Manoela Sawitzki, Ana Dias Ferreira nunca mais vai esquecer o nome Júlia Capovilla.
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Desta vez só há boas notícias: o livro de fotografia Lisboa, Cidade Triste e Alegre voltou a ver a luz do dia depois de várias décadas desaparecido. Ana Dias Ferreira perdeu-se nas fotografias e na cidade captada...... Mais» |

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A biografia de Teresa Ricou mostra como uma menina “bem”, que tocava piano e falava francês, se transforma numa das mulheres mais marcantes das últimas décadas. João Cepeda leu e gostou da mulher-palhaço.... Mais» |

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Judite Sousa não é bem o nosso Larry King, mas anda lá perto. Como entrevistadora, pelo menos, é das poucas profissionais que consegue conduzir conversas sérias, sem criar grandes dificuldades aos entrevistados, mas esclarecendo e entretendo quanto baste…
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Não é fácil converter impressões sonoras em palavras – por isso é com reverência que se lê alguém que, evocando o bop, fala de “séries eléctricas de notas [que] saltavam por toda a parte como cabos de alta tensão tombados sobre um pavimento molhado”.
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São Geraldo é a ameaça à cidade sitiada. O subúrbio cresce à medida que as personagens que a habitam respiram: estamos nos anos 20 do século passado, os aviões, os automóveis, as máquinas em geral instalaram um desejo de velocidade, de rapidez....
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Com excepção da ex-Jugoslávia, há 64 anos que a Europa não corre o risco de o jantar em família ser interrompido por uma granada de morteiro. Do que ninguém está a salvo é de um obus de kitsch lhe entrar pela casa dentro.
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Astérix e Obélix deveriam ir à esquadra de polícia mais próxima queixar-se de violência doméstica: um dos seus pais anda há anos a fio a bater-lhes sem dó nem piedade. Neste 34º volume das aventuras do pequeno gaulês – um álbum que devia celebrar os 50 anos de vida da série...
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Muito do que sabemos sobre os cenários de guerra deve-se aos jornalistas que, escrevendo ou captando imagens, arriscam a vida para testemunharem aquilo que o resto do mundo prefere manter ao longe. Pode parecer conversa hagiográfica…
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O primeiro romance de Nick Cave em 20 anos é levado por uma escrita febril que umas vezes anda aos círculos e outras avança às golfadas. Mas quer de uma forma, quer de outra, nem Cave nem quem o lê se desorientam muito…
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São clássicos, foram escolhidos por RAP e são os livros mais bonitos que andam pelas livrarias nestes dias. A colecção de literatura humorística da Tinta da China acaba de inaugurar…
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“Magistral” disse, na altura, o New York Times sobre A Segunda Guerra Mundial de Martin Gilbert. Os superlativos não faltam ao autor e à obra, que originalmente apareceu em 1989…
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As mulheres que dão voz a estas frases são personagens reais do livro Eu que Amo Tanto, da brasileira Marília Gabriela. Apesar de diferentes, partilham um drama comum: amam em excesso, de forma compulsiva, destrutiva, patológica…
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Anna Sam licenciou-se em literatura mas só arranjou trabalho como caixa de supermercado. Um dia resolveu contar o dia-a-dia num blogue que virou livro. Ana Dias Ferreira já o leu e falou com a autora.
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Não espere ouvir as imprecações da populaça, o sibilar da lâmina da guilhotina e o relinchar dos cavalos ou sentir o cheiro da pólvora, nem tão pouco o rol de pequenos detalhes íntimos.... Mais» |

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Os sonhos nascem sempre simples. É assim com Ethel, a personagem que Le Clézio fez nascer da sombra da sua própria mãe e que, em A Música da Fome, nos leva sem artifícios pela forma também simples como os sonhos se desfazem.... Mais» |
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