Dor e Glória

Filmes, Drama
Escolha dos críticos
4 /5 estrelas
Dor e Glória

A Time Out diz

4 /5 estrelas

Se Dor e Glória é o 8 1⁄2 de 
Pedro Almodóvar, então Antonio Banderas é o seu Marcello Mastroianni. Neste filme semi-autobiográfico, de uma enorme gravidade introspectiva e rememorativa, Banderas faz
 um célebre realizador chamado Salvador Mallo, que está à beira dos 70 anos, é afligido por uma série
 de dores físicas e existenciais, não se consegue dispor a escrever um guião ou a rodar um filme e julga ter deixado para trás os seus dias
 de glória. A exibição, em cópia restaurada, na Cinemateca de Madrid, de um filme que rodou nos anos 80, vai fazê-lo reencontrar Alberto (Asier Etxeandia), um actor com o qual se zangou durante as filmagens, e rever Federico, com
o qual viveu uma grande paixão 
30 anos antes, em Madrid, no
 auge da movida. E Salvador irá também recordar-se da infância
 no campo, pobre mas feliz e cheia de esperança, duas coisas a que hoje já não pode aspirar, e da mãe, primeiro quando jovem (Penélope Cruz) e depois já idosa (Julieta Serrano), pouco antes de morrer. Este filme circunspecto mas semeado de lampejos de comédia, sobre a velhice e o agridoce passar em revista das memórias familiares, amorosas e profissionais, está cheio de melancolia mas também de afectuosidade e ternura, e limpo
de narcisismo e condescendência. Banderas, numa interpretação de grande reserva emocional e em meia-luz anímica, é um taciturno e tocante Salvador.

Por Eurico de Barros

Publicado:

Detalhes

Detalhes da estreia

Elenco e equipa

Realização
Pedro Almodóvar
Argumento
Pedro Almodóvar
Elenco
Penélope Cruz
Antonio Banderas
Leonardo Sbaraglia

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