O Quadrado

Filmes, Drama
Escolha dos críticos
4 /5 estrelas
O Quadrado

A Time Out diz

4 /5 estrelas

‘O Quadrado’, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, poderia ser um filme muito mau, que mesmo assim teria duas sequências geniais, antológicas, em que o realizador Ruben Ostlund espeta duas valentes bandarilhas no lombo do politicamente correcto. Na primeira, durante uma conversa aberta ao público com um artista que expõe no museu de arte contemporânea
 de Estocolmo onde O Quadrado se passa em parte, um dos assistentes, que sofre do Sindroma de Tourette, começa a dizer os piores palavrões, sem que ninguém tenha a coragem
 de pedir que o retirem da sala. Pelo contrário: um dos presentes pede “compreensão” pelo seu distúrbio. Na outra, um performer russo aterroriza os comensais de um jantar de gala com a sua interpretação de um macaco, e aqueles só reagem quando o “artista”, depois de provocar e humilhar vários dos presentes, simula violar uma mulher. O quadrado do título é uma instalação que pretende acordar nobres sentimentos humanitários nas pessoas. Mas por causa dela, do roubo da sua carteira e do seu telemóvel na rua e de uma campanha de promoção desastrosa da obra feita por uma agência de comunicação cool, Christian (Claes Bang), o curador do museu, vai ser precipitado numa espiral de situações embaraçosas e dramáticas, que expõem a mistificação e o vazio de boa parte da arte contemporânea, a distância que há entre o discurso público do protagonista e o seu comportamento pessoal, e entre os impulsos profundos das pessoas e as piedades socialmente incutidas.

Sátira negra e desassombrada, apenas um tudo-nada “clínica” no tom (é o gene nórdico...) e algo redundante para o final, O Quadrado é um dos filmes do ano.

Por Eurico de Barros

Por Eurico de Barros

Publicado:

Detalhes

Detalhes da estreia

Elenco e equipa

Realização
Ruben Östlund
Argumento
Ruben Östlund
Elenco
Claes Bang
Elisabeth Moss
Dominic West
Terry Notary

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