Óscares 2021

Tudo o que precisa de saber para estar preparado para os Óscares, incluindo nomeações, previsões, críticas de filmes e entrevistas

Oscars 2020
Foto: ShutterstockOscars 2020

Dos filmes que nunca deveriam ter ganho uma estatueta dourada aos nomeados mais improváveis, trazemos-lhe tudo o que precisa de saber sobre os Óscares em 2021. Entre o melhor filme, o melhor actor ou a melhor actriz, fique a par dos candidatos mais fortes aos cobiçados prémios da indústria cinematográfica norte-americana.

RECOMENDADO: Os melhores filmes de 2020

Óscares 2021

Óscares 2021: conheça os nomeados para Melhor Filme
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Óscares 2021: conheça os nomeados para Melhor Filme

A 93.ª cerimónia de entrega de uns Óscares dominados pelas plataformas de streaming e marcados pela pandemia acontece, extraordinariamente, a 25 de Abril. Como sempre, vai ser uma longa noite em frente à televisão à espera de ver se as previsões se confirmam. Para já, Mank, de David Fincher, com dez nomeações, é o favorito na corrida às estatuetas douradas. Logo atrás estão Os 7 de Chicago, O Som do Metal, Nomadland, Minari, Judas e o Messias Negro e O Pai, nomeados para seis categorias. Uma Miúda Com Potencial é outra das fitas a ter debaixo de olho. Conheça os oito nomeados para Melhor Filme. Recomendado: Os nomeados aos Óscares 2021

Óscares 2021: conheça os nomeados para Melhor Actor
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Óscares 2021: conheça os nomeados para Melhor Actor

É uma lista com pesos pesados e com estreias nesta 93.ª cerimónia de entrega de uns Óscares dominados pelas plataformas de streaming. Riz Ahmed (O Som do Metal) e Steven Yeun (Minari) são novatos nestas lides de nomeações à estatueta dourada de Melhor Actor. Mas Anthony Hopkins (O Pai) e Gary Oldman (Mank), por sua vez, já sabem ao que vão. Chadwick Boseman está indicado, a título póstumo, pelo seu papel em Ma Rainey – A Mãe do Blues. Conheça os cinco nomeados aos Óscares na categoria de Melhor Actor. O vencedor é anunciado a 25 de Abril. Recomendado: Os nomeados para Melhor Filme

Óscares 2021: conheça as nomeadas para Melhor Actriz
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Óscares 2021: conheça as nomeadas para Melhor Actriz

Duas estreantes e três veteranas nestas andanças da passadeira vermelha dos Óscares. São assim, em traços gerais, as nomeadas na categoria de Melhor Actriz para a edição dos Óscares deste ano, dominada pela quantidade expressiva de filmes que chegaram ao público através do streaming. Frances McDormand é a protagonista de Nomadland e arrasou a concorrência nos Globos de Ouro, mas a prestação de Viola Davis em Ma Rainey – A Mãe do Blues ou da estreante Vanessa Kirby em Pieces of a Woman são de ter em conta. Andra Day e Carey Mulligan são as outras nomeadas para o Óscar de Melhor Actriz. A vencedora é anunciada a 25 de Abril. Recomendado: Os nomeados para Melhor Actor

Nomeados para os Óscares: os filmes que tem mesmo de ver em streaming
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Nomeados para os Óscares: os filmes que tem mesmo de ver em streaming

Os nomeados para as 23 categorias dos Óscares, que serão entregues a 25 de Abril em Los Angeles, foram anunciados esta segunda-feira. A Netflix parte em vantagem na corrida às estatuetas douradas, com 35 nomeações no total. Mank, realizado por David Fincher para a gigante do streaming, lidera com dez nomeações, nas quais se incluem a de Melhor Filme, Realizador, Actor Principal e Actriz Secundária. Os 7 de Chicago (Netflix) e O Som do Metal (Amazon Prime Video) são outras das produções mais bem lançadas na corrida às estatuetas douradas com seis nomeações cada. Mas entre os favoritos estão também Ma Rainey: A Mãe do Blues (Netflix) ou Uma Noite em Miami (Amazon Prime Video). E pelo menos o Óscar de Melhor Filme de Animação deve ir para Soul – Uma Aventura com Alma (Disney+). Damos conta dos melhores filmes nomeados para os Óscares que pode ver nos serviços de streaming. Recomendado: Os nomeados para os Óscares 2021

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Netflix vai à frente (outra vez) na corrida aos Óscares
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Netflix vai à frente (outra vez) na corrida aos Óscares

Os nomeados para as 23 categorias dos Óscares, que são entregues a 25 de Abril, foram anunciados esta segunda-feira, numa emissão em streaming conduzida a partir de Londres por Nick Jonas e Priyanka Chopra. À semelhança do cenário traçado nos Globos de Ouro, a Netflix parte em vantagem na corrida aos Óscares com 35 nomeações (no ano passado partiu com 24 e venceu apenas duas). Mank, realizado por David Fincher para a Netflix, lidera com dez nomeações, nas quais se incluem a de Melhor Filme, Realizador, Actor Principal e Actriz Secundária. Mas há outros dois filmes da plataforma de streaming com fortes pretensões: Nomadland – Sobreviver na América e Os 7 de Chicago são outras das produções mais bem lançadas na corrida às estatuetas douradas com seis nomeações cada. Judas e o Messias Negro (dos estúdios da Warner Bros), O Pai, Minari e O Som do Metal (da Amazon) encontram-se igualmente bem posicionados com o mesmo número de nomeações. As polémicas em relação à falta de diversidade e representatividade da comunidade afro-americana voltarão a acender-se, já que Ma Rainey: A Mãe dos Blues, que conta com cinco nomeações, e Uma Noite em Miami (da Amazon Prime, com três) ficaram de fora da lista de nomeados a Melhor Filme. Apenas Judas e o Messias Negro, filme sobre Fred Hampton (Daniel Kaluuya), uma das figuras de proa do Partido dos Panteras Negras, integra a lista de candidatos à estatueta principal. Por outro lado, em 93 anos de Óscares, esta será a primeira edição em que duas mulheres disputam a estatueta de Melhor Realizador. Chloé Zhao (Nomadland) e Emerald Fennell (Uma Miúda com Potencial) entram assim para a história, já que Kathryn Bigelow foi a única premiada em 2010, com Estado de Guerra. A Academia tentou também apostar na diversidade no que diz respeito às nomeações para a categoria de Melhor Actor Principal: Riz Ahmed (O Som do Metal), Steven Yeun (Minari) e Chadwick Boseman (Ma Rainey: A Mãe dos Blues), a título póstumo, integram a lista onde apenas Gary Oldman (Mank) e Anthony Hopkins (O Pai) fogem à tendência. Na categoria de Melhor Actriz, a escolha será entre Viola David (Ma Rainey: A Mãe dos Blues), Andra Day (Estados Unidos vs. Billie Holiday), Carey Mulligan (Uma Miúda com Potencial), Vanessa Kirby (Pieces of a Woman) e Frances McDormand (Nomadland). Consulte aqui a lista completa dos nomeados à edição de 2021 dos Óscares.  + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana + Os vencedores dos Globos de Ouro

Críticas: Óscares 2021

Mank
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Mank

As discussões sobre se Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés é o melhor filme alguma vez feito vão durar para sempre. Mas o melhor filme sobre Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés (e provavelmente sobre qualquer outro filme) é este. Definitivamente. O 11.º filme de David Fincher é uma pródiga carta de amor à velha Hollywood em toda a sua glória, cinismo e extravagância. É trabalhado com o tipo de elegância monocromática que implora para ser absorvida no grande ecrã – embora a televisão sirva perfeitamente por enquanto. “Mank” é Herman J. Mankiewicz (Gary Oldman), o dramaturgo irreverente, encharcado em álcool e viciado no jogo a que Orson Welles (Tom Burke) recorre para o ajudar a escrever o guião de Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés. Trata-se de um dos melhores escritores de Hollywood, um talentoso dramaturgo da Broadway aliciado pela promessa de muito dinheiro e pela possibilidade de desempenhar o papel de bobo sagrado numa corte de magnatas movidos pelo ego. Mas, para pormos as coisas educadamente, Mank é uma pedra no sapato de Tinseltown, e Oldman tira todo o partido de cada aparte espertalhão, de cada tirada arrogante e grandiloquente, num argumento que é rico em ambos. Esse argumento é a conquista póstuma do pai de Fincher, Jack, cuja história estava a aguardar financiamento desde 1997. Ou talvez estivesse apenas à espera que aparecesse a Netflix, porque quando Welles se gaba a Mankiewicz de conseguir sempre a “edição final, tudo final” para Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés, esse pedaço de diálogo conta a dobrar para Mank. Este opus de época, feito a preto e branco, sobre um argumentista relativamente desconhecido não é exactamente o que chamaríamos de uma proposta mainstream, e Fincher tem carta branca para usar todos os brinquedos e técnicas à sua disposição. Mas não é preciso ser um cinéfilo empedernido para o ver. Nem por sombras. Mank apresenta o seu protagonista em 1940, a caminho da ruína: um acidente de carro deixa-o acamado, e Welles assegura-se de que a cama em questão esteja num remoto rancho da Califórnia, onde uma secretária britânica, Rita Alexander (Lily Collins, Emily in Paris), e uma fisioterapeuta alemã (Monika Gossmann) conseguem mantê-lo longe da bebida por tempo suficiente para cumprir o seu exigente prazo. Um flashback faz-nos então retroceder uma década. Dá-nos a ver uma versão de Mank em plena actividade, alinhavando com os seus colegas novas ideias para filmes, no escritório do patrão da Paramount, David O Selznick, antes de passar para a órbita do fanfarrão Louis B Mayer, o manda-chuva da MGM (Arliss Howard interpreta-o carregando na malícia e na intimidação). Esta fase do filme é um quem-é-quem das mais altas figuras de Tinseltown que nunca cai na caricatura, uma enfermidade de que padecem outros filmes sobre a indústria do cinema. As estrelas surgem de forma tão densa e rápida que nem se sente particularmente a ausência de uma Joan Crawford aqui ou um Charlie Chaplin ali. Mank está completamente comprometido com o seu estilo wellesiano, com fades teatrais no fim das cenas, eco nas misturas de som, uma banda sonora de Trent Reznor e Atticus Ross a pedir meças a Bernard Herrmann, e uma grande profundidade de campo. O director de fotografia, Erik Messerschmidt, emula o seu homólogo de Kane, Gregg Toland, capturando cada troca de olhar conspirativa e desdenhosa nos planos de fundo das cenas de festa sumptuosamente encenadas. Messerschmidt baseia-se na autenticidade da cinematografia daquele período, certificando-se de que o seu trabalho nunca se transforma num pastiche. Há poucas coincidências quando está em causa Fincher, e o número de britânicos no elenco não será uma delas. O realizador persegue deliberadamente um estilo de época no que diz respeito à interpretação, e encontra-o em Collins, toda Vivien Leigh e Deborah Kerr. As cenas delicadas com Oldman são pontos altos e podem mesmo merecer-lhe o reconhecimento da Academia nos Óscares. A contenção também lá está, com a interpretação que Charles Dance faz de William Randolph Hearst, o magnata da imprensa que inspirou a personagem Charles Foster Kane. O “Cidadão Hearst” é uma besta completamente diferente do magnata ficcional: uma presença taciturna e vampiresca nas festas em que é ele próprio o anfitrião, num castelo semelhante a Xanadu. É numa dessas festas que Mank finalmente – e fatalmente – vai para fora de pé. Nada falha. Burke é maravilhoso, como sempre, apesar de um nariz protético que, de perfil, o faz parecer tanto Sam, a Águia (dos Marretas) quanto Orson Welles. Tuppence Middleton é demasiado jovem para interpretar a mulher de Mankiewicz, Sara (um casal que na vida real é da mesma idade). Mas a actriz faz um excelente trabalho em diálogos que decorrem sobretudo por telefone, enquanto a vida do marido se transforma num furibundo caos. Amanda Seyfried está na melhor forma de sempre como Marion Davies, a amante de Hearst, alguém muito mais inteligente do que a personagem que terá inspirado em Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés, Susan Alexander. Inevitavelmente satisfatório é o show de Oldman. Seja em cenas que o têm preso à cama, seja rezingando espirituosamente com os anfitriões de mais um sarau decadente, ou distanciando-se das corrosivas alianças políticas de Hollywood, Oldman é magnético. Interpreta Mank como um patife adorável, com uma língua que o põe em apuros e uma caneta que o salva deles. A última vez que Oldman deu corpo a um alcoólico na década de 1940, ganhou um Óscar por isso. Não será surpreendente se isso voltar a acontecer.

A Time Out diz
5 /5 estrelas
Soul – Uma Aventura com Alma
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Soul – Uma Aventura com Alma

Vale a pena viver uma vida infeliz? O que nos espera para lá da morte? As questões que o último filme da Pixar coloca não são o ponto de partida habitual para uma animação. A história segue Joe (Jamie Foxx), um professor de música que sonha ser um pianista de jazz, até que um acidente lhe separa a alma do corpo. E, a menos que consiga persuadir uma alma perdida e mal-humorada (Tina Fey) de que vale a pena viver, vai deixar passar a sua grande oportunidade. Mesmo quando o artifício narrativo da corrida contra o tempo começa a parecer desgastado, o mundo do filme brilha. O título tem um inteligente duplo sentido: a ascensão ao reino espiritual e o fervor associado à cultura afro-americana. O dramaturgo Kemp Powers, que assina a realização e o argumento com Pete Docter (Up – Altamente e Divertida-Mente), deixa aqui a sua marca indelével: do brilho da pele negra à textura de uma afro e à autenticidade das conversas na barbearia. Nada disso é forçado, e é testemunho do envolvimento de pessoas que viveram de facto essas experiências. Se há algo a apontar, é que Soul é demasiado ambicioso nesse campo. A magia e a graça estão lá, mas falta a consabida habilidade da Pixar em tornar temas complexos apelativos para os jovens. Misturando coração e angústia existencial, fala mais para gerações mais velhas do que para os mais pequenos. É inteligente e, sim, comovente, mas nunca chega a levantar voo.

A Time Out diz
3 /5 estrelas
Pieces of a Woman
Filmes

Pieces of a Woman

O húngaro Kornél Mundruczó abre Pieces of a Woman, o seu primeiro filme em língua inglesa, estreado na Netflix, com um rolo compressor de tragédia sofrida, gritada e chorada, para a seguir passar todo o resto da história em surdina emocional. Num longuíssimo, serpenteante e aflitivo plano-sequência de quase meia hora, Mundruczó filma o parto caseiro falhado de Martha Weiss (Vanessa Kirby), perante a impotência do marido e da parteira, que resulta na morte do bebé, uma menina. Segue-se, na restante hora e meia de filme, em oito dias separados uns dos outros por um mês, o luto calado, contido e interiorizado de Martha; o desmoronar do seu casamento com o desfeito e desesperado Sean (Shia LaBoeuf); as fricções com a mãe, Elizabeth (Ellen Burstyn), uma viúva rica e dominadora; e um processo em tribunal contra a parteira. Apesar de se ambientar nos EUA, Pieces of a Woman é, na sensibilidade que o molda, no naturalismo impenitente, na abordagem formal e na gestão das emoções, um filme europeu, e de Leste. No papel de Martha, Vanessa Kirby, premiada no Festival de Veneza, é formidável e dá o mote dramático ao filme com a sua interpretação reservada, quase anestesiada. Embora por vezes haja reserva, elipses e metáforas a mais, e ansiemos por um repente de visceralidade melodramática.

A Time Out diz
3 /5 estrelas
A Ovelha Choné - O Filme: A Quinta Contra-Ataca
Filmes

A Ovelha Choné - O Filme: A Quinta Contra-Ataca

Quando um adolescente rouba as chaves do carro ao pai para ir dar uma volta por aí, arrisca acabar por o meter numa valeta, espetá-lo contra uma árvore ou ser engavetado pela Brigada de Trânsito. Quando um pequeno extraterrestre rouba o comando da nave espacial ao pai para ir dar uma volta pela galáxia, arrisca acabar na Terra, perder o comando num bosque, conhecer a Ovelha Choné e todos os seus amigos da quinta de Mossy Bottom e meter-se numa confusão de proporções cósmicas. É exactamente o que sucede em A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca, de Will Becher e Richard Phelan, a segunda longa-metragem da ovelha mais irresistível da animação, criada nos estúdios da Aardman, a casa de Wallace e Gromit, dos Creature Comforts e de filmes como A Fuga das Galinhas ou A Idade da Pedra. Choné encontra Lu-La, um pequeno extraterrestre fofinho cuja nave aterrou no bosque ao pé da quinta. Ao tentar mandá-lo para casa, envolve-se, e a toda a pandilha animal, mais o fazendeiro e os habitantes da vila, numa odisseia que é parte comédia burlesca esfuziante, parte paródia genial ao cinema de ficção científica pós-Guerra das Estrelas, bem como a séries de televisão como Ficheiros Secretos, com uma chapelada-relâmpago a H. G. Wells. Tudo isto, e como é tradição no ecossistema narrativo da Ovelha Choné, sem que seja pronunciada uma só palavra, recorrendo apenas a efeitos sonoros, grunhidos esparsos e a uma banda sonora muito variada; e combinando a animação fotograma a fotograma com efeitos digitais, sem que fique uma suspeita de costura a ver-se. A história é tão gloriosamente delirante como cuidadosamente arrumada, o ritmo não dá um minuto de descanso, a metralha de partes gagas, pastiches e piadas visuais, em primeiro ou segundo plano, é em moto contínuo e mantém-se no patamar mais alto da imaginação e da qualidade cómica da primeira à última imagem (e tudo serve para fazer humor em A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca: uma pizza voadora, um contentor do lixo inspirado em Steven Spielberg, um cão disfarçado de astronauta, a moda das selfies, um arroto de extraterrestre que bebeu gasosas a mais, os maluquinhos dos óvnis, um primo inglês e burocrata de WALL-E, um Transformer do pobre ou um cartucho com batatas fritas). Paralelamente à história principal, com a qual se vai encontrar a certa altura, decorre um enredo secundário no qual o fazendeiro encarrega o cão Blitzer de construir um parque temático ovnilógico (o Farmageddon do título original), e de cujos trabalhos se encarregam as restantes ovelhas da quinta, em sequências do melhor slapstick ovino, que os realizadores aproveitam para homenagear Buster Keaton, Charlot, Harold Lloyd ou Bucha e Estica. A Ovelha Choné: A Quinta Contra-Ataca é o filme de animação do ano, a comédia do ano, a aventura de ficção científica do ano e a produção de temática rural do ano. Simplesmente méééééééééravilhoso. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
5 /5 estrelas
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Mulan
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Mulan

Estreada em 1998, a longa-metragem animada Mulan, da Disney, sobre uma rapariga que, na China antiga, finge ser um rapaz e vai combater no exército do imperador no lugar do seu debilitado pai, apresentava uma forte influência gráfica da arte chinesa e tinha entre as personagens principais um dragão, amigo da heroína, chamado Mushu, cuja voz estava a cargo de Eddie Murphy e que se encarregava da parte cómica da história. A nova versão de Mulan, realizada por Niki Caro e disponível na Disney+, a partir de dia 4 de Dezembro, inclui-se no plano do estúdio de fazer remakes em imagem real (e com muitos efeitos digitais) das suas longas-metragens de animação. Perdida a componente de comédia e as canções do original (o dragão pachola foi substituído por uma silenciosa fénix), este Mulan não passa de mais uma bisarma histórico-fantasiosa de acção e aventuras como se fazem muitas actualmente na China, solene e laboriosa, que tem como único atractivo a presença de Gong Li numa bruxa que tanto se pode transformar numa águia como num bando de pardais.

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Tenet
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Tenet

Este é o mais ambicioso filme feito até agora por Christopher Nolan, que após ter contado em Intersteller uma história de ficção científica (FC) onde abordava temas como as viagens no tempo e os paradoxos temporais, realiza agora uma fita de James Bond elevada ao cubo e cruzada com um enredo de FC que volta a tratar aqueles dois assuntos, mais uma vez seguindo princípios teóricos da Física Quântica. John David Washington é o enigmático Protagonista, que procura impedir uma catástrofe mundial nunca imaginada. E em Tenet a ameaça não está tanto no presente como chega do futuro pela mão de um vilão bilionário russo, Sator (Kenneth Branagh). Só que a ousadia de Nolan, que, tal como fez em A Origem e Interstellar, quer voltar a dar ao público um grande espectáculo de cinema que também o ponha a pensar, é maior do que a sua capacidade de alinhar uma narrativa plausível, arrumada e clara com base em especulações científicas. Tenet torna-se arrevesado, inconsistente e confuso, e uma vez quebrada a suspensão da descrença do espectador, não há avanço ou recuo no tempo que lhe valha.

A Time Out diz
2 /5 estrelas
O Céu da Meia-Noite
Filmes

O Céu da Meia-Noite

Em O Céu da Meia-Noite, de e com George Clooney (em estreia na Netflix), passado num futuro próximo, o nosso planeta está a morrer e a humanidade em extinção devido a uma catástrofe planetária. Há uma sofisticadíssima nave espacial que regressa à Terra, depois de ter detectado um planeta semelhante ao nosso algures no cosmos, e cujos tripulantes ainda não sabem o que aconteceu. E Clooney é um cientista com uma doença terminal que ficou sozinho numa estação no Árctico e desafia a neve, os gelos e as temperaturas frígidas, acompanhado por uma criança esquecida na evacuação, para chegar a uma antena com alcance suficiente para avisar os astronautas do que se passa. Mas o que é que descobrimos estar, afinal, no centro dramático desta dispendiosa ficção científica distópica cheia de efeitos digitais? Uma história de remorso e redenção paternal corriqueira, estereotipada e pegajosamente hollywoodesca. Interstellar, de que O Céu da Meia-Noite parece um epígono medíocre, fez tudo muito melhor: o enredo de ficção científica apocalíptica e o drama familiar. E Matthew McConaughey nem precisou de arvorar uma barba severamente bíblica como a de Clooney.

A Time Out diz
2 /5 estrelas

Tudo o que precisa de saber sobre os Óscares

Erros que ficaram para a história na entrega dos Óscares
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Erros que ficaram para a história na entrega dos Óscares

A história dos Óscares também é feita de erros. O mais recente, e sem dúvida o mais grave, foi a troca do envelope na entrega do prémio de Melhor Filme em 2017. Um lapso que, ainda por cima, demorou algum tempo a ser rectificado, e só quando a equipa de  La La Land – A Melodia do Amor já estava em palco e os discursos de agradecimento iam a meio é que a produção explicou aos envolvidos que, afinal, Moonlight é que tinha vencido. Mas ao longo dos anos houve mais problemas e complicações. Recordamos outras gafes, entre trocas de nomes e homens nus. E esperamos que não aconteça nada parecido nos Óscares de 2019. Recomendado: Óscares 2019 – "A Favorita" e "Roma" destacam-se com dez nomeações cada

Os dez musicais que ganharam o Óscar de Melhor Filme
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Os dez musicais que ganharam o Óscar de Melhor Filme

Desde a primeira cerimónia de entrega dos Óscares, em Maio de 1929, até hoje, apenas dez musicais venceram o ambicionado Óscar de Melhor Filme. Entre os vencedores, estão clássicos como Um Americano em Paris (1951) e Gigi (1958), ambos de Vincente Minnelli, My Fair Lady (1964), de George Cukor, ou Música no Coração (1965), de Robert Wise. Mas nos últimos 50 anos só um filme (Chicago, de Rob Marsall) arrebatou a principal estatueta da Academia de Hollywood. E ainda não vão ser os Óscares de 2019 a mudar estas contas. O que só prova que o género já conheceu melhores dias. Recomendado: Comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme

As únicas comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme
Filmes

As únicas comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme

Os Óscares – como a maior parte das cerimónias de prémios – tendem a privilegiar um certo tipo de filmes, mais sérios, por assim dizer, em detrimento de quase tudo o resto. É claro que há sempre excepções, e estas preferências vão mudando com o tempo, mas as comédias raramente estiveram nas boas graças da Academia de Hollywood. E é pouco provável que esta tendência se inverta nos Óscares de 2019. Afinal, ao longo dos anos, só seis filmes cómicos levaram para casa o cobiçado Óscar de Melhor Filme. Frank Capra, Leo McCarey, Billy Wilder, Tony Richardson e Woody Allen foram os realizadores dos filmes premiados. Recomendado: Os dez musicais que ganharam o Óscar de Melhor Filme

Grandes actores e actrizes que nunca ganharam o Óscar
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Grandes actores e actrizes que nunca ganharam o Óscar

Numa cidade em que o estatuto de A List diz muito, Hollywood continua a ser implacável com algumas das caras mais conhecidas da indústria. Na cidade dos anjos contam-se histórias que traduzem amores e desamores da condição humana, histórias de força e superação, histórias de desastre e redenção, para que nos seja possível suportar a existência. Mas, no fim, há mais em jogo do que uma linha que nos estremece ou um monólogo que nos acompanha como bíblia para o resto dos dias. A estatueta dourada é a bitola que separa o que é bom do que é divino, mas nem sempre é consensual. Esta é a lista dos actores e actrizes que nunca ganharam o Óscar. Recomendado: Os 50 melhores filmes clássicos de sempre

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Oito grandes realizadores que nunca ganharam Óscares
Filmes

Oito grandes realizadores que nunca ganharam Óscares

Já se sabe que nem sempre os melhores realizadores (e os melhores actores e os melhores filmes...) são aqueles que ganham os Óscares, e já por muitas ocasiões as estatuetas de Hollywood foram parar às pessoas erradas, deixando de mãos a abanar quem as merecia. Neste aspecto, os Óscares de 2019 não hão-de ser excepção. Todavia, às vezes, estas injustiças acabam por ser corrigidas, com realizadores que não foram premiados pelas suas obras-primas a ganharem o Óscar anos mais tarde, ainda que por filmes menores. Noutros casos é tarde demais para corrigir o erro, e no máximo pode atribuir-se um Óscar Honorário. Foi o que aconteceu a cineastas do gabarito como Howard Hawks, Ernst Lubitsch e outros figurões. Recomendado: Grandes actores e actrizes que nunca ganharam o Óscar

As actrizes e os actores com mais Óscares
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As actrizes e os actores com mais Óscares

Foram muitos os actores e actrizes que, desde 1929, data da primeira cerimónia dos prémios, ganharam um Óscar. Pouco mais de 40 conseguiram levar para casa duas estatuetas da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood ao longo da sua carreira. Mas mais do que isso? Quase nenhuns. Katharine Hepburn é a actriz mais premiada, tendo recebido quatro Óscares de Melhor Actriz entre 1934 (por Glória de Um Dia) e 1982 (por A Casa do Lago). Depois vêm Daniel Day-Lewis, Meryl Streep, Jack Nicholson, Ingrid Bergman e Walter Brennan – o único que nunca foi eleito melhor actor principal, vencendo apenas por papéis secundários. São muito poucos os actores com mais Óscares. É um clube muito restrito e é pouco provável que alguém se junte a ele quando tudo acontecer nos Óscares de 2019. Talvez para o ano. Recomendado: Grandes actores e actrizes que nunca ganharam o Óscar

Cinco músicos nomeados para os Óscares
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Cinco músicos nomeados para os Óscares

Em Mudbound - As Lamas do Mississípi, Mary J. Blige interpreta uma mãe de família que enfrenta o racismo e sofre os efeitos da Segunda Guerra Mundial num Mississippi rural. A lista que se segue dá-lhe outros exemplos de músicos com sucesso na hora de se vestirem de actores, de tal forma que que chegaram mesmo a uma nomeação para os Óscares. Não contamos aqui, claro está, todas as nomeações para canções originais e banda-sonora, quase sempre dominada e ganha por músicos.

Filmes gays nos Óscares: os dez mais marcantes a concorrer à estatueta dourada
Gay

Filmes gays nos Óscares: os dez mais marcantes a concorrer à estatueta dourada

É uma época de ouro para o cinema LGBT+. Filmes como Moonlight, Chama-me Pelo Teu Nome ou Um Homem Singular trouxeram uma representação muito necessária para o grande ecrã, ao mesmo tempo que proporcionam experiências cinematográficas surpreendentes. A democratização das questões de género e da orientação sexual é um tópico que ganha cada vez mais força e a Academia vai reconhecendo o talento — ainda que a plenitude ainda não tenha sido alcançada. Saia do armário connosco, instale-se confortavelmente no sofá e recorde os filmes gays nos Óscares que marcaram a indústria dos sonhos. Recomendado: Dez filmes gays essenciais

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Filmes de animação que ganharam um Óscar
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Filmes de animação que ganharam um Óscar

Tem até ao dia 4 de Março, data da 90ª cerimónia dos Óscares, para sentar a família toda no sofá e fazer uma maratona pelos filmes de animação que ganharam a estatueta dourada nos últimos 16 anos. Comédia, suspense, drama, musical, western – vale tudo, desde que meta desenhos animados. Recomendado: Os filmes mais esperados até aos Óscares

Oito filmes que ganharam o Óscar de Melhor Guarda-roupa
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Oito filmes que ganharam o Óscar de Melhor Guarda-roupa

Chegados aos Óscares 2018, retomamos alguns filmes mais bem-vestidos de sempre e confirmamos a tendência: nada como um enredo de época para conquistar quem tem a palavra final. 

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Recorde os Óscares 2020

Os melhores filmes de Margot Robbie
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Os melhores filmes de Margot Robbie

Em meia-dúzia de anos, e após aparecer em O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese, ao lado de Leonardo DiCaprio, a australiana Margot Robbie chegou ao topo de Hollywood, já teve duas nomeações para os Óscares de Melhor Actriz e Melhor Actriz Secundária e foi considerada pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Passamos aqui em revista os melhores filmes de Margot Robbie desde que se revelou naquela realização de Scorsese, e que incluem títulos como Eu, Tonya, Esquadrão Suicida ou Era Uma Vez... em Hollywood. Esta semana, Robbie volta às telas em Birds of Prey. Recomendado: Os 20 melhores filmes de super-heróis

Saoirse Ronan está uma mulherzinha
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Saoirse Ronan está uma mulherzinha

Quando Saoirse Ronan soube que Greta Gerwig estava a trabalhar numa nova versão de Mulherzinhas, o clássico romance de Louisa May Alcott, exigiu um papel no filme. E não foi um papel qualquer. “Estávamos a dar entrevistas, antes da estreia do Lady Bird, e eu fui falar com ela”, conta a actriz norte-americana de origem irlandesa. “Disse-lhe que sabia que ela estava a trabalhar em Mulherzinhas e que eu tinha de ser a Jo [Marsh, a protagonista].” Ficou com o papel, e acaba de ser indicada para o Óscar de Melhor Actriz pela sua prestação. Nada de novo, apesar de ter apenas 25 anos. Foi nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Secundária pela primeira vez com 13 anos, pelo seu papel em Expiação, de Joe Wright, voltou a ser nomeada, desta vez na categoria de Melhor Actriz, por Brooklyn, em 2016 e, dois anos depois repetiu o feito com Lady Bird, a sua primeira colaboração com Gerwig. Por que razão era tão importante fazeres de Jo no filme?Cresci com a personagem: é icónica. E a ideia de fazer este papel sob a direcção de alguém que admiro tanto [como a Greta Gerwig] entusiasmou-me. Queria ver o que conseguíamos fazer juntas. Cresceste a ver o filme de 1994? Sim. Li o livro pela primeira vez no início da adolescência, mas tive o primeiro contacto com a história através do filme dos anos 90. Adorei-o. Sentiste alguma pressão por interpretares uma história tão conhecida?É estranho, mas não. Este filme tem uma identidade própria. Todas as versões parecem ter sido feitas com uma geração

Óscares 2020: as mulheres que deviam ter sido nomeadas
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Óscares 2020: as mulheres que deviam ter sido nomeadas

A ausência de Greta Gerwig, a realizadora de Mulherzinhas, a nova e muito elegiada adaptação do clássico de Louisa May Alcott, na lista dos nomeados ao Óscar de Melhor Realizador tem sido muito comentada, embora a fita tenha sido indicada para a estatueta de Melhor Filme. Mas este ano há mais mulheres, não só realizadoras como também actrizes, que tinham esperanças de marcar presença nas listas de nomeados, o que acabou por não suceder. É o caso de Awkwafina (A Despedida) ou Lupita Nyong'o (Nós) em Melhor Actriz, ou de Marielle Haller (Um Amigo Extraordinário) em Melhor Realizador. Recomendado: Grandes actrizes e actores que nunca ganharam o Óscar

Sam Mendes: “Não quero que o público se aperceba da câmara”
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Sam Mendes: “Não quero que o público se aperceba da câmara”

Sam Mendes realizou os dois últimos filmes de James Bond, Skyfall e Spectre, mas não tem grande vontade de falar do novo título da série, que se estreia este ano e no qual não esteve envolvido. “Não há melhor maneira de parar de pensar nisso do que fazer um filme tão absorvente como este”, responde a dada altura, referindo-se a 1917 e voltando a centrar a conversa no seu épico de guerra, entretanto nomeado para dez Óscares. Percebe-se: o seu novo filme sobre a I Guerra Mundial foi exigente, levando-o frequentemente ao limite. É a história de dois soldados britânicos atrás das linhas inimigas (George MacKay e Dean- Charles Chapman), que parte de uma história que o avô, veterano da guerra, lhe contou. E foi filmado praticamente como dois longos planos-sequência, com as várias cenas cosidas através de cortes invisíveis. Durante a rodagem do 1917, chegou a pensar: “Onde me fui meter...”? Todos os dias pensava por que é que estava a fazer uma coisa daquelas a mim próprio. Mas era o argumento que, de certa forma, me obrigava a fazer o que fiz. Escrevi-o com a Krysty [Wilson-Cairns], se bem que a ideia foi minha e não queria mudar nada, portanto não havia muito a fazer. Às vezes, estava a filmar um take de sete minutos e, depois de seis minutos e meio de magia, alguém tropeçava e tínhamos de começar do princípio. Era de partir o coração. No entanto, quando corria tudo bem, era uma sensação incrível. Tem um plano-sequência favorito no cinema? Há um plano de Os Filhos do Homem em q

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E o Óscar de Melhor Canção Original vai para...
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E o Óscar de Melhor Canção Original vai para...

Desde a década de 1930 que a Melhor Canção Original é premiada pela Academia das Artes e das Ciências de Hollywood com uma estatueta dourada. Entre os vencedores encontram-se nomes tão diferentes como Irving Berlin, Isaac Hayes, Bruce Springsteen, Bob Dylan ou Eminem. E ainda Randy Newman, Elton John e o duo de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, que voltam a estar nomeados para os Óscares de 2020 e já ganharam no passado. As suas três canções disputam o prémio com composições de Diane Warren e Joshuah Brian Campbell e Cynthia Erivo. E o Óscar de Melhor Canção Original vai para... Que ganhe a melhor. Recomendado: Óscares 2020

Os melhores filmes com Joaquin Phoenix
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Os melhores filmes com Joaquin Phoenix

Há quem o compare a Marlon Brando e quem diga que é o melhor actor norte-americano do momento. Ou pelo menos um dos melhores. Eis Joaquin Phoenix visto através de oito das suas maiores interpretações – incluindo as três que lhe valeram nomeações para os Óscares – e dirigido por realizadores como Gus Van Sant, Ridley Scott ou Paul Thomas Anderson. Depois da estreia de Joker de Todd Phillips, protagonizado pelo actor e premiado com o Leão de Ouro em Veneza, recordamos alguns dos melhores filmes com Joaquin Phoenix. Recomendado: Entrevista a Joaquin Phoenix: “Quero que o Joker nos ponha a pensar”

Os melhores filmes de Adam Driver
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Os melhores filmes de Adam Driver

Revelado em 2012 na série Girls, graças à qual teve três nomeações consecutivas para os Emmys, e tendo pouco depois sido escolhido para interpretar o papel de Kylo Ren em Star Wars: Episódio VII: A Força Desperta, Adam Driver não levou muito tempo a mostrar que é um dos actores mais interessantes da sua geração. Para o que têm igualmente contribuído os filmes que fez sobre a direcção do seu amigo Noah Baumbach, o último dos quais é Marriage Story, que pode ser visto na Netflix e poderá valer a Driver uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor. Recomendado: Os melhores filmes de Scarlett Johansson

Os 15 melhores filmes com Brad Pitt
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Os 15 melhores filmes com Brad Pitt

Falar de William Bradley Pitt é falar de pedaços cinematográficos como Snatch – Porcos e Diamantes, Sete Pecados Mortais ou Clube de Combate. É, também, falar do Óscar que nunca recebeu, e de toda a injustiça que nesse tópico possa caber. Mas isso não o impediu de continuar a dar vida a histórias icónicas – personagem atrás de personagem, a sua carreira foi-se fazendo com escolhas serpenteantes de papéis, cruzando caminhos com alguns dos nomes mais importantes da indústria, incluindo realizadores do calibre de Quentin Tarantino, Steven Soderbergh, Ridley Scott, David Fincher ou os irmãos Coen. Estes são alguns dos melhores filmes com Brad Pitt. Recomendado: Os melhores filmes com Keanu Reeves

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Críticas: Óscares 2020

Mulherzinhas
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Mulherzinhas

Pode temer-se o pior quando Greta Gerwig abre a sua adaptação de Mulherzinhas, de Louisa May Alcott (a sétima para cinema), já muito adiantada na acção, com a Jo de Saoirse Ronan a mostrar os seus contos a um editor em Nova Iorque. Em vez de contar a história em linha recta, Gerwig optou por a desarrumar e andar em jiga-joga cronológica, o que não era realmente necessário. Mas a história das quatro irmãs March e da sua família, dos seus amores e dos seus diferentes destinos, resiste a tudo. E em tudo o resto, a realizadora faz todo o jus emocional, cinematográfico e evocativo ao clássico de Alcott sobre a vida entre irmãs, o fim da infância e a queda na maturidade, o porto seguro da família e sobretudo a vontade ardente da arrapazada, inquieta, imaginativa e impetuosa Jo ser independente, escritora reconhecida, feliz nos termos que deseja. A fulgurante Ronan e Florence Pugh (Amy) são esplêndidas, Emma Watson (Meg) e Eliza Scanlen (Beth) cumprem, Laura Dern e Meryl Streep estão perfeitas como Marmee e tia March, e a realização de Gerwig comunga do afã convicto e intenso de Jo. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
4 /5 estrelas
Joker
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Joker

Depois da desmitificação 
e da desconstrução dos super-heróis, eis agora, com Joker, o biografismo dos vilões. Já não chega estes cumprirem as funções para que foram criados, serem os representantes do mal e das forças negativas e perversas da sociedade. Há também que inventar uma história e criar um contexto para “explicar”, ou até justificar, o que são e como se comportam. Em Joker, passado nos anos 80, Todd Phillips tira do saco os mais fatigados lugares comuns da sociologia pronta-a-usar, para contar como é que o anónimo Arthur Fleck se transformou no Joker, um dos arqui-inimigos de Batman. É a vulgata da “vítima da sociedade” em toda a sua vitimização fácil, desgraça pingona e autocomiseração em jorro contínuo. Não há mal que não venha a Fleck, interpretado com cabotinismo exibicionista por Joaquin Phoenix, uma colecção de tiques, caretas e contorções. Fleck quer ser cómico de stand up mas não tem piada, sofre de uma condição neurológica que lhe provoca um riso incontrolável e ridiculo, perde os benefícios da Segurança Social, é gozado na TV e descobre coisas tenebrosas sobre a mãe e a sua própria infância. Ainda por cima, é destratado pelo insensível milionário Thomas Wayne, pai do futuro Batman e figura chapadamente “trumpiana”. Logo, diz o filme, é perfeitamente compreensível que Fleck se torne no assassino psicopata chamado Joker e se vire contra a “sociedade” que tanto o maltratou. Joker é cinema tão banal como demagógico. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Era Uma Vez em... Hollywood
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Era Uma Vez em... Hollywood

Exemplo da ousadia deleitosamente humorística tão característica dos filmes
 de Quentin Tarantino, Era Uma Vez em... Hollywood é uma intricada e imensamente divertida narrativa que junta factos e ficção, colocando personagens inventadas no epicentro de acontecimentos trágicos reais
 e desafiando a história a fazer o seu pior. Encostando-se ao extremo amadurecido, mais Jackie Brown, da obra de Tarantino, o filme é também uma carta de amor à cidade de Los Angeles e à indústria cinematográfica, cuja ironia é primorosamente executada e impulsionada pelo desempenho de Brad Pitt e Leonardo DiCaprio nos papéis principais. É, ainda assim, um filme marcadamente tarantinesco, ora genuinamente emotivo, ora descaradamente absurdo. Tarantino abre com Hollywood na era dos homicídios cometidos pela família Manson – especificamente, com o assassínio da actriz Sharon Tate e dos seus amigos, em Agosto de 1969 – recontando a história à sua maneira, primeiro retratando alguns dias de Fevereiro desse ano e depois o fim-de-semana do massacre, seis meses mais tarde. Isto significa que passamos o filme praticamente todo a indagar sobre a forma como o realizador irá lidar com a tragédia histórica em si. A resposta vem a custo de sangue, suor e lágrimas. Ainda assim, podemos afirmar: Tarantino consegue esculpir circunstâncias abomináveis com um surpreendente bom gosto. Personagens verídicas pontuam o enredo: a malfadada Tate (Margot Robbie), celebridades da era de Nixon como Steve McQueen (Damian Le

A Time Out diz
5 /5 estrelas
1917
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1917

Não faltam na história do cinema filmes rodados num único plano-sequência, ou simulando que foram feitos assim. No primeiro caso, estão Wavelenght, de Michael Snow, Timecode, A Arca Russa, de Alexander Sokurov, ou Utoya, 22 de Julho, de Erik Poppe. No segundo, encontramos A Corda, de Alfred Hitchcock, Birdman, de Alejandro G. Iñárritu, e agora 1917, de Sam Mendes, com a novidade de a montagem que oculta os vários planos ser digital. O filme, com direcção de fotografia de Roger Deakins, não passa o tempo a chamar a atenção para o artifício técnico em que se apoia, nem a câmara a fazer malabarismos visuais para embasbacar o espectador. Mas o dispositivo formal de 1917, que esconde sem dúvida um grande e exaustivo trabalho, técnico e com os actores, apresenta-se ao serviço de uma história de fórmula (dois soldados incumbidos de uma missão aparentemente suicida, neste caso nas trincheiras da I Guerra Mundial). Após um bom arranque, as peripécias dos protagonistas vão parecendo, pouco a pouco, que se desenrolam nos níveis sucessivos de um sofisticado jogo de vídeo, e menos na realidade suja, horrenda e sangrenta das trincheiras e do campo de batalha. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
3 /5 estrelas
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O Irlandês
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O Irlandês

O novo filme de Martin Scorsese, que em Portugal pode ser visto apenas na Netflix, é a longa despedida do realizador a uma geração extinta de mafiosos, e ao próprio género de gangsters tal como ele o definiu e celebrizou. Robert De Niro interpreta Frank Sheeran, o irlandês do título, que serviu a Máfia ao longo de várias décadas, foi muito próximo do desaparecido líder sindical Jimmy Hoffa, e já velho e doente, tendo sobrevivido a toda a gente, recorda esses tempos. Em O Irlandês, o Scorsese de Tudo Bons Rapazes e Casino encontra o Scorsese de A Última Tentação de Cristo e Silêncio. A sobreexcitação visual e a violência espectacular são substituídos pela calma, pela compostura, pela melancolia, pelo peso do tempo, pela agonia moral e pelo sentimento de culpa. Também com Al Pacino num Hoffa espalha-brasas e Joe Pesci surpreendente num chefe mafioso todo ele ponderação, bom senso e discrição. Até quando manda matar alguém, é de forma reservada. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
5 /5 estrelas
Jojo Rabbit
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Jojo Rabbit

Em o grande conquistador, a personagem interpretada por Woody Allen tinha Humphrey Bogart como amigo imaginário e conselheiro sentimental. Em Jojo Rabbit, de Taika Waititi, o protagonista, um miúdo de dez anos, o Jojo do título (um óptimo Roman Griffin Davis), que vive na Alemanha nazi e é um entusiástico adepto do regime, tem o próprio Adolf Hitler (interpretado por Waititi) como amigo imaginário. Taika Waititi não é o primeiro a fazer humor com Hitler e com o nazismo, para melhor os atacar. Charlot fê-lo em O Grande Ditador, tal como Ernst Lubitsch e Mel Brooks em Ser ou Não Ser, original e remake, e como os Monty Python num memorável sketch de Os Malucos do Circo, em que Hitler, que se refugiou em Inglaterra, mudou o nome para Hilter e concorre a umas eleições regionais intercalares. O problema com Jojo Rabbit é que Waititi não consegue conciliar dois registos opostos, a comédia satírica e o drama pungente, acabando por deixar que o filme se torne caricaturalmente simplista e forçadamente lamechas, com uma pesada mochila de didactismo pueril.

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Parasitas
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Parasitas

Há duas maneiras de fazer um
 filme sobre os problemas, as tensões,
as idiossincrasias, as desigualdades e os fantasmas colectivos de uma sociedade e de um país. A primeira é realizar uma fita abertamente política, militante, engajada, a palpitar de indignação e a martelar a mensagem que se quer fazer passar. A segunda é fazer como o sul-coreano Bong Joon-ho (A Criatura, Uma Força Única, Expresso do Amanhã) em Parasitas, que ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes. Rodar um filme em que todos estes assuntos são expostos, analisados
e transmitidos ao espectador através das peripécias de um enredo e das características e das relações das várias personagens, com rigor, compostura e subtileza. E porque não, algum humor. Em Parasitas, há duas famílias, uma em cada extremo do espectro social e habitando em locais completamente diferentes de Seul. A primeira, os Ki-taek, é pobre, aglomera-se numa subcave esquálida num bairro popular. O pai, a mãe e a filha estão desempregados,
 o filho chumbou quatro vezes a admissão
 à faculdade, e vivem de expedientes, como dobrar caixas para uma empresa de pizzas. A segunda, os Park, é rica, mora numa moderna e ampla vivenda adquirida ao prestigiado arquitecto que a construiu e lá viveu. O pai tem uma empresa ligada às novas tecnologias, a mãe não faz nada o dia todo, a filha adolescente anda no liceu, o filho miúdo faz a vida negra à governanta e os três cães de raça da casa comem mais vezes ao dia, e melhor, do que os quatro Ki-taek. S

A Time Out diz
5 /5 estrelas
Bombshell - O Escândalo
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Bombshell - O Escândalo

Depois de Russell Crowe ter aparecido quase irreconhecível sob quilos de próteses de borracha na figura de Roger Ailes – o falecido criador e presidente da Fox News e dos canais Fox – na série da HBO The Loudest Voice (e ganho o Globo de Ouro de Melhor Actor numa Série Dramática), é agora a vez de John Lithgow lhe seguir as pisadas e aparecer no mesmo papel, também artificial e grotescamente engordado, qual Jabba the Hutt do assédio sexual, em Bombshell – O Escândalo, de Jay Roach. A engorda artificial mascarada de interpretação iniciada por Christian Bale em Vice parece estar a fazer escola. Ao contrário da série, o filme é feito do ponto de vista de Megyn Kelly (Charlize Theron), a antiga pivô-vedeta da Fox News que foi assediada por Ailes, e que, com a Gretchen Carlson de Nicole Kidman e a Kayla Pospisil de Margot Robbie (esta uma personagem inventada), forma o triunvirato de vítimas da predação sexual do falecido peso-pesado (em mais do que um aspecto) dos media e do Partido Republicano. Bombshell – O Escândalo é feito apartir de uma perspectiva “liberal” (no sentido que a palavra tem nos EUA). A intenção do realizador Jay Roach e do argumentista Charles Randolph (que escreveu o excelente A Queda de Wall Street, em 2015) não se limita a documentar de forma dramatizada os abusos cometidos por Ailes na pessoa das suas jornalistas, durante a sua vigência na Fox News e mesmo antes disso. Roach e Randolph aproveitam também para se atirarem à própria Fox News, que nasceu, sob

A Time Out diz
2 /5 estrelas
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Recorde os Óscares 2019

Em noite de surpresas, o prémio maior foi para Green Book
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Em noite de surpresas, o prémio maior foi para Green Book

Foi uma noite de surpresas, com a maior de todas a ser guardada para o fim: Green Book – Um Guia Para a Vida venceu o Óscar de Melhor Filme, deixando para trás o favorito Roma. O filme de Peter Farrelly valeu ainda a Mahershala Ali a estatueta de Melhor Actor Secundário. Sem o habitual, e tantas vezes controverso, apresentador, depois de a Academia ter afastado Kevin Hart por declarações homofóbicas, a noite de Óscares deste domingo foi diferente com a diversidade em cima do palco e com os prémios a serem distribuídos pelos vários filmes. Se olharmos para os números, não deixa de ser surpreendente que Bohemian Rhapsody, o filme sobre a vida de Freddy Mercury que tanto apaixonou os fãs de Queen como chateou os críticos, seja o grande vencedor com quatro Óscares. O filme que teve o seu realizador despedido, depois de várias acusações de abuso sexual, valeu a Rami Malek o Óscar de Melhor Actor. Bryan Singer, no entanto, nunca foi mencionado. Logo atrás, ficaram Black Panther, Green Book e Roma com três estatuetas. Pela primeira vez, o México venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com Roma, de Alfonso Cuarón. O filme da Netflix era um dos grande favoritos aos prémios com dez nomeações, a par de A Favorita, mas acabou por arrecadar apenas três. Ainda assim, as memórias de infância de Cuarón numa clara homenagem à empregada doméstica que o ajudou a criar valeram-lhe o Óscar de Melhor Realizador. Roma venceu ainda na categoria de Melhor Fotografia. Nunca a Netflix tinha co

E o Óscar devia ir para...
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E o Óscar devia ir para...

Eurico de Barros e Joshua Rothkopf, crítico da Time Out Nova Iorque, fazem apostas sobre os vencedores desta edição dos Óscares, que acontece já neste domingo em Los Angeles, e discutem sobre quem merecia ganhar cada estatueta. Esquecendo a justiça, os dois críticos apostam ainda nos vencedores – eles nem mereciam, mas quase de certeza que vão ganhar, dizem. Mas como isto tem sempre alguma coisa de aleatório, decidimos criar um jogo do bingo para o entreter nas partes chatas da noite. A Favorita, de Yorgos Lanthimos, e Roma, de Alfonso Cuarón, são os favoritos aos prémios mais importantes de Hollywood com dez nomeações cada. Recomendado: Os injustiçados das nomeações aos Óscares

Conheça os nomeados a Melhor Filme
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Conheça os nomeados a Melhor Filme

Mais uma vez, esta é aquela altura do ano em que os cinéfilos se preparam para uma longa noite em frente à televisão para verificarem se as suas previsões se confirmam. Para já, A Favorita, de Yorgos Lanthimos, e Roma, de Alfonso Cuarón, cada um com dez nomeações, são os filmes na linha da frente, com Assim Nasce Uma Estrela, de Bradley Cooper, e Vice, de Adam McKay, na sua pegada, ambos com oito nomeações. Logo atrás está a única verdadeira surpresa, Black Panther, realizado por Ryan Coogler, nomeado em sete categorias. Mas isto nunca se sabe para que lado se vira o júri… Conheça os nomeados a Melhor Filme.  Recomendado: Guia para os Óscares 2019

O melhor filme estrangeiro
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O melhor filme estrangeiro

O Melhor Filme Estrangeiro é o parente pobre na cerimónia de entrega de Óscares. Ainda assim, poucos são os países que não apresentam candidatos, e ainda menos os cineastas que não gostariam de uma estatueta na mão. Entre dezenas de candidatos, caíram no goto do júri cinco nomeados de diferentes latitudes estéticas e geográficas. Há um, no entanto, que se tem destacado: Roma, de Alfonso Cuarón. O filme da Netflix é um dos grandes favoritos aos Óscares deste ano. Além de nomeado para Melhor Filme Estrangeiro, Roma concorre ainda nos prémios principais (Melhor Filme e Realizador).  Recomendado: Os injustiçados das nomeações aos Óscares

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Estas são as nomeadas para melhor actriz
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Estas são as nomeadas para melhor actriz

Uma cantora, uma desconhecida, uma veterana, uma cara da comédia agora num papel dramático e uma actriz que depois de anos no meio conseguiu finalmente o seu grande protagonismo. São assim, em traços gerais, as nomeadas na categoria de melhor actriz para a edição dos Óscares deste ano. Olivia Colman, Lady Gaga, Melissa McCarthy, Glenn Close e Yalitza Aparício são as escolhidas da Academia. Conheça as cinco nomeadas aos Óscares na categoria de Melhor Actriz. A vencedora é anunciada a 24 de Fevereiro. Recomendado: Óscares 2019 – estes são os nomeados para melhor actor

Estes são os nomeados para melhor actor
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Estes são os nomeados para melhor actor

É uma lista de pesos pesados, embora com duas estreias para Rami Malek e Willem Dafoe, já nomeado no passado na categoria secundária da representação, mas nunca na principal. Juntamente com Malek (Bohemian Rhapsody) e Dafoe (À Porta da Eternidade), estão na corrida Christian Bale, por Vice, Bradley Cooper, por Assim Nasce Uma Estrela e Viggo Mortensen, por Green Book – Um Guia para a Vida. Dos cinco, só Cooper dá vida a uma personagem fictícia, todos os outros são retratos reais de figuras tão conhecidas como Freddy Mercury, Vincent Van Gogh ou Dick Cheney. Conheça os cinco nomeados aos Óscares na categoria de Melhor Actor. O vencedor é anunciado a 24 de Fevereiro. Recomendado: Os injustiçados das nomeações aos Óscares

Os injustiçados das nomeações aos Óscares
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Os injustiçados das nomeações aos Óscares

É inevitável. Todos os anos há faltas, omissões e esquecimentos de lamentar, incompreensíveis, ou pura e simplesmente injustos na lista dos indicados aos Óscares da Academia. A lista deste ano não é excepção, muito pelo contrário. Robert Redford e O Cavalheiro com Arma, Clint Eastwood e Correio de Droga, Bradley Cooper (na categoria de Melhor Realizador por Assim Nasce uma Estrela, em vez estar nomeado como Melhor Actor), Emily Blunt, John David Washington (como Melhor Actor em BlaKkKlansman: O Infiltrado) e o aclamadíssimo filme sul-coreano Burning, de Lee Chang-dong (em Melhor Filme Estrangeiro), são ausências verdadeiramente gritantes. Recomendado: Oito grandes realizadores que nunca ganharam Óscares

Os melhores filmes de Bradley Cooper
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Os melhores filmes de Bradley Cooper

Um dos nomes mais activos e notados de uma nova geração de intérpretes do cinema americanos, Bradley Cooper já trabalhou sob a direcção de cineastas como Clint Eastwood, Cameron Crowe e David O. Russell, e é um actor capaz de se mexer entre os grandes estúdios e o cinema independente Ei-lo em sete filmes fundamentais para o entendimento da sua ascensão em Hollywood, recentemente coroada pela realização e interpretação de Assim Nasce Uma Estrela, ao lado de Lady Gaga. A que se seguirá Bernstein, que vai também realizar e onde personificará o maestro e compositor Leonard Bernstein.  Recomendado: Filmes em cartaz esta semana

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Os filmes essenciais de Willem Dafoe
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Os filmes essenciais de Willem Dafoe

Frequentador de filmes independentes como de grandes produções de estúdio e de fitas europeias de autor, Willem Dafoe é um actor para todas as estações, que não se deixou estereotipar nos papéis de vilão, como ameaçava suceder no início da sua carreira no cinema.  Agora está nomeado para o Óscar de Melhor Actor pela sua interpretação em The Florida Project. Recomendado: Entrevista a Willem Dafoe: "As pessoas agora estão a engatar-se a elas próprias."

Os melhores filmes de Spike Lee
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Os melhores filmes de Spike Lee

Apesar do engajamento político de Spike Lee e da estridência da sua expressão cinematográfica, o seu mais recente filme, BlacKkKlansman: O Infiltrado, acaba por ser bastante moderado. Isso podia não ser um problema, se não fosse também um filme menor do realizador, sem a tensão nem a pertinência de películas como Não Dês Bronca, de 1989, ou A Última Hora, de 2002, entre outros marcos da sua obra. Recordamos os melhores filmes do clelebrado cineasta americano, no activo desde o final dos anos 70. Recomendado: O Ku Klux Klan no cinema

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Recorde os Óscares 2018

Óscares 2018: e o Melhor Guarda-Roupa vai para…
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Óscares 2018: e o Melhor Guarda-Roupa vai para…

Vestir um filme é território, embora muito percorrido e concorrido, propício à imaginação e à precisão. Um pormenor e, salvo seja, pode ser a morte do artista. Nesta edição dos Óscares, fantasia e rigor histórico dominam a disputa nesta categoria. É difícil dizer quem vence. Por isso, ganhe quem tiver mais votos.

Jimmy Kimmel volta a apresentar os Óscares em 2018
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Jimmy Kimmel volta a apresentar os Óscares em 2018

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou ontem que voltou a convidar Jimmy Kimmel e os produtores Michael De Luca e Jennifer Todd para assumirem o comando da 90ª edição dos Óscares, marcada para 4 de março de 2018. No one can throw a party 90 years in the making like @JimmyKimmel and producers Michael De Luca & Jennifer Todd! Welcome back! #Oscars90 pic.twitter.com/uIlZZ8cWtN — The Academy (@TheAcademy) 16 de maio de 2017 O comediante confirmou, dizendo à IndieWire: "Se pensam que estragámos o final [da cerimónia] este ano, esperem só para ver o que planeámos para o 90.º aniversário." O apresentador referia-se obviamente à gafe que marcou a cerimónia deste ano com a troca de envelopes quando chegou o momento de anúncio do prémio para Melhor Filme. Ganhou Moonlight e não La La Land, como foi inicialmente dito pelo actor Warren Beatty.  + Jimmy Kimmel: mestre nas cerimónias + Erros que ficaram para a história dos Óscares + Os cinco melhores vídeos de Jimmy Kimmel       

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Os melhores filmes de Steven Spielberg
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Os melhores filmes de Steven Spielberg

Talentoso, sem dúvida, mas carente de densidade artística, disse dele a famosa crítica de cinema Pauline Kael. E se, por um tempo, Steven Spielberg não ligou e se entregou de alma e coração a criar êxitos de bilheteira, verdade é que o resto da sua carreira é uma busca por essa densidade artística via abordagem aos “grandes temas”. Sete exemplos dizem que às vezes conseguiu. + A série da HBO sobre os primeiros passos de Spielberg

Dez filmes fantásticos e de terror que ganharam Óscares
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Dez filmes fantásticos e de terror que ganharam Óscares

Não está na tradição da Academia de Hollywood distinguir com Óscares o cinema da fantasia e do sobrenatural. Mesmo assim, ao longo das décadas, vários filmes fantásticos e de terror têm sido recompensados, quase sempre nas categorias secundárias. Mas há excepções. Recomendado: Especial Óscares 2018

Sete monstros de culto do cinema fantástico e de ficção científica
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Sete monstros de culto do cinema fantástico e de ficção científica

O Monstro da Lagoa Negra, o Blob que veio do espaço, o gigantesco Rodan ou o demoníaco Creeper são algumas das atracções desta selecção de horrores cinematográficos inesquecíveis, que lembramos na semana em que chega às salas de cinema portuguesas A Forma da Água, candidato a 13 Óscares.  Descubra sete monstros de culto do cinema fantástico e de ficção científica. Recomendado: Óscares 2018 - conheça os nomeados na categoria a Melhor Filme

Dez grandes filmes sobre jornais e jornalistas
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Dez grandes filmes sobre jornais e jornalistas

Passadas em redacções de jornais de várias épocas, estas dez fitas destacam o papel fulcral de uma imprensa livre na vida das sociedades, e algumas delas lançam mesmo um olhar crítico sobre os perigos do mau jornalismo. Para ver na semana em que estreia The Post, de Steven Spielberg. 

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'Chama-me Pelo Teu Nome': Michael Stuhlbarg é o pai do ano
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'Chama-me Pelo Teu Nome': Michael Stuhlbarg é o pai do ano

Bem falante e um pouco admirado, Michael Stuhlbarg ainda não acredita na sorte que teve. “Quando os irmãos Coen me puseram no filme deles, a minha vida deu uma grande volta, porque praticamente tudo o que tinha feito até então era teatro”, assume o actor de 49 anos. Refere-se à sua experiência em Um Homem Sério, a obra-prima comicamente negra em que o actor, no papel de Larry Gopnik, um patriarca do Minnesota, deu por si no olho de um furacão de ruína pessoal e profissional. Desde então, Stuhlbarg aceitou lidar com problemas semelhantes na versão televisiva de Fargo, fez-se a Cate Blanchett em Blue Jasmine, de Woody Allen, e interpretou um extraterrestre respondão em Homens de Negro 3. Mas há uma sensação de simetria no último papelão de Stuhlbarg, que dá corpo ao pai silenciosamente atento de um adolescente muito inteligente, Elio (Timothée Chalamet), em Chama-me Pelo Teu Nome, de Luca Guadagnino. Um romance homossexual de uma euforia generosa, torrado pelo sol da Itália de 1983 e inspirado num livro de André Aciman. “Não foi uma decisão consciente da minha parte”, insiste o actor, quando se lhe pergunta se gosta de fazer de pai. “O professor Perlman tem as suas paixões, os seus interesses, os seus desejos, a sua história, e é apenas um espectador da história do filho, num dos Verões mais importantes da vida de Elio.” O filme foi uma das revelações deste ano, no Festival de Sundance, onde levou os espectadores às lágrimas, e tem dado que falar a caminho dos

Joe Wright: "Churchill teve de cometer muitos erros"
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Joe Wright: "Churchill teve de cometer muitos erros"

Joe Wright é conhecido sobretudo por filmes retintamente britânicos, como Orgulho e Preconceito, de 2005, ou Expiação, de 2007. Depois do fracasso de Pan – Viagem à Terra do Nunca, de 2015, regressou agora à sua terra de origem com A Hora Mais Negra, uma exploração intimista da decisão de Winston Churchill enfrentar Hitler, com um Gary Oldman em plena forma, que desaparece no papel do primeiro-ministro britânico. Qual era a tua relação com Churchill antes deste filme? Não posso dizer que fosse um dos meus heróis. Sabia o que maior parte das pessoas aprende sobre ele na escola no Reino Unido. Até que recebi este argumento, e fiquei chocado por me identificar com ele. Em que sentido? É um homem que teve de cometer muitos erros, e deu por si numa posição de extrema responsabilidade. Teve uma grande crise de confiança e foi capaz de transformar essas dúvidas em algo positivo e seguir em frente. Leste o argumento na sequência do fracasso de Pan – Viagem à Terra do Nunca? Sim. Em parte, foi isso. Mas também teve a ver com responsabilidade de ser pai e de ser homem. Churchill neste filme é quase um arquétipo de uma parte de mim que lida com essa responsabilidade. Investi muito de mim no argumento. Como é que lidas com as restrições impostas por uma história baseada em acontecimentos reais? Muitas vezes essas limitações são libertadoras. Depois é só uma questão de encontrar pequenos detalhes que vão ao encontro da minha interpretação dos eventos. Às vezes ouvia uma história

Paul Thomas Anderson: "O Reino Unido é um lugar cinemático"
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Paul Thomas Anderson: "O Reino Unido é um lugar cinemático"

Linha Fantasma é mais uma pérola de Paul Thomas Anderson, com Daniel Day-Lewis no papel de Reynolds Woodcock, um costureiro controlador e vaidoso. Enquanto bebia um chá verde, numa suíte de hotel, o realizador californiano contou-nos a história por detrás deste filme estranho e engenhoso.   Este é o teu primeiro filme rodado ou passado fora da Califórnia. O que surgiu primeiro: a ideia ou a localização? Há tempos que andava activamente à procura de algo que fazer no Reino Unido. É um lugar inerentemente cinemático, sobretudo para uma história de época. Originalmente tinha pensado filmar em Cornwall, mas não se concretizou. Linha Fantasma parece uma carta de amor à cidade, mas estranhamente não tem muitos monumentos reconhecíveis. O filme existe num plano efabulado que se encontra para lá do real. A realidade teria sido um pouco mais escura, um pouco mais suja, um pouco mais bombardeada. A Vicky Krieps foi uma descoberta incrível. Tem uma presença e energia muito invulgares. Ela tem um bom olhar. Consegue neutralizar a cara de maneira a que nunca saibas bem com o que contar. O Daniel está incrível no filme. Quando saiu a notícia de que se tinha reformado, alguém escreveu no Twitter que ele se estava a preparar para interpretar um actor reformado. (Risos) Que ele estava a estudar para o papel? Exacto. As pessoas têm uma ideia errada dele? Aposto que aquilo que as pessoas não vêem é o quão engraçado ele consegue ser. Ele não tem essa reputação, mas é mesmo engraçado.

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Sem ele o mundo seria diferente. Hitler tinha provavelmente ganho a II Guerra Mundial e… Churchill é um exemplo de estadista. Em momentos de crise, como agora, lá vem ele à baila, com os seus discursos corajosos e poderosos estados de alma, mais, com o seu visionarismo, aqui exemplificado em sete filmes.

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