Seis máscaras de Carnaval catitas saídas de filmes

É Carnaval, pois, ninguém leva a mal, pelo que é aproveitar para assustar, arrepiar, pregar um cagaço, ou simplesmente surpreender com uma máscara bem sacada. A um filme, por exemplo
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Por Rui Monteiro |
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Bruce Wayne e Clark Kent não servem de disfarce. Batman e Super-Homem ainda vá que não vá, mas é sinal de fraca imaginação. No problemo, resolve-se já tudo com seis máscaras, entre o simples e o sofisticado, o aterrorizador, o fofinho e a caricatura, todas saídas de filmes. Ah! Caraças de Trump também são de mau gosto.  

Seis máscaras de Carnaval catitas saídas de filmes

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Jason Voorhees

Este é fácil, mas a quem não reconhece o nome de baptismo, Jason é o herói maléfico da série Sexta-feira 13, embora no primeiro dos, até agora, 12 filmes produzidos, ainda não usasse máscara. É simples e barato. Apesar da dificuldade em encontrar uma máscara de hóquei sobre o gelo, pouco mais é necessário que um facalhão sujo de sangue e meia dúzia de acessórios, estilo roupa rasgada, cotoveleiras ou joalheiras fanadas e, naturalmente, má atitude. 

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Joker

Se Batman, seja na versão Tim Burton ou Christopher Nolan, na interpretação de Joel Schumacher, ou em qualquer outra variante, incluindo a nostálgica kitsch de Leslie H. Martinson; se Batman – dizia – como máscara está um pouco visto, já o Joker é uma conversa completamente diferente. E claro, o melhor e mais marado de todos os Jokers, embora o de Jack Nicholson seja tentador, é, sem dúvida, o composto por Heath Ledger em O Cavaleiro das Trevas, o segundo filme da série dirigida por Christopher Nolan. Um bocado de pintura, uma cabeleira desgrenhada, um fato púrpura puído e sarcasmo criminal são mais do que suficientes.

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Pale Man

Elevando um pouco o nível de sofisticação eis-nos chegados a uma personagem que, não só no filme de Guillermo del Toro, O Labirinto do Fauno, é levada da breca, como se costuma dizer. Em primeiro lugar este mostrengo com apetite por criancinhas (quem quiser ver a metáfora, faz favor) não tem os olhos no sítio devido. Mas, pronto, é para isso que serve a ciência, e com certeza há-de encontrar-se um tecno-tecido qualquer que permita ver além, ou disfarçar uma go-pro de olho e andar com ele na mão. Depois, não esquecer, é um fatinho completo e repleto de rugas nojentas. O mais relevante, porém, é o costume em qualquer vilão: má atitude. E, por último mas não menos importante, mesmo sendo Carnaval, comer criancinhas (metaforicamente e literalmente falando) não é nada bem visto.

 

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A Bruxa Má do Oeste

Ora aqui está um caso em que má atitude não chega para compor bem o retrato. É preciso pelo menos um par de macacos voadores críveis. Caso contrário a Bruxa Má do Oeste, que tanto atormenta Dorothy e os seus camaradas (todos, já agora, belos disfarces carnavalescos) em O Feiticeiro de Oz, é apenas mais uma bruxa, estilo Madame Min, não Maga Patalogika (que também não são má máscara, não senhor). Saber voar numa vassoura é um requisito muito apreciado (e ainda serve para jogar quidditch), mas difícil de alcançar, pelo que se recomenda investimento em maquilhagem e guarda-roupa. E má atitude, porque apesar de tudo macacos voadores são ainda mais raros que as vacas do primeiro-ministro ou os porcos lisérgicos dos Pink Floyd.

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Nanny McPhee

É um pouco trabalhosa a máscara da ama com poderes mágicos criada por Emma Thompson e uma equipa de maquilhadores, mas Nanny McPhee é um disfarce e uma tentação. Afinal, quantas vezes é que uma pessoa pode mostrar o seu mau feitio e a sua severidade educativa e disciplinadora e ainda sair como o salvador da família? Pronto, pelo menos duas vezes (se a série ficar por aqui). Por outro lado, é preciso uma certa predisposição, quer dizer, lata, para encarnar ama mais feia que noite de trovões sem deixar cair o dente postiço ou a verruga mudar acidentalmente de sítio. 

 
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Jack Sparrow

O pirata mais esperto das Caraíbas, o primeiro e único Jack Sparrow, é um desafio cheio de… Enfim, não é fácil, com aquela melena e aquelas trancinhas, mais os anéis e as fitas e o chapéu e o fato andrajoso. Mas isso ainda é o menos. Difícil são os trejeitos, a afectação, os maneirismos que fazem da personagem interpretada por Johnny Depp um disfarce apenas disponível aos mais aptos dos perseverantes. Tem as suas compensações: não é preciso má atitude, apenas maradice e malandrice. Por outro lado, não assusta ninguém e, em contrapartida, faz rir multidões. Pelo que se a cidadã ou o cidadão estiverem virados para ser gozados e eventualmente sair como rei da festa, já se sabe: não descure os pormenores. 

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©Lais Pereira
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