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Sete stripteases (ou quase) que o cinema não esquece

Há muita nudez no cinema? É uma questão de perspectiva. Mas striptease, isso, é que não há tanto assim. Muita pesquisa depois, encontrámos sete filmes a não perder

Os melhores strips do cinema

Os puritanos arrepiam-se e qualquer pedaço de carne à mostra é um pecado. Os outros apreciam, uns com elegância e discrição, outros com boçalidade, outros, ainda, mais intelectualmente, gostam da integração da nudez na narrativa como antes diziam comprar a Playboy pelas entrevistas.  

Sete stripteases (ou quase) que o cinema não esquece

Flashdance (1983)

É verdade que Jennifer Beals nem chega a tirar a roupa toda (mas é preciso deixar alguma coisa para a imaginação, certo?). Ainda assim esta cena de dança, que cumpre todos os preceitos cénicos e sexuais do stripteasee, foi um pequeno escândalo na época. O que não impediu o quadro que coloca em cena uma cadeira e um balde de água despejado sobre o corpo curvilíneo da protagonista de se tornar um dos mais citados/ copiados/ homenageados (a escolha é à vontade do freguês) pelo cinema e especialmente pela televisão.  

Nove Semanas e Meia (1996)

Kim Basinger nem precisa do chapéu da canção interpretada por Joe Cocker para usar a sua música no que foi, e talvez ainda seja, um dos mais sensuais e marcantes tirar de roupa das últimas décadas do cinema norte-americano. Com Mickey Rourke como parceiro misterioso e guia deste roteiro pelo sexo mais ou menos psicologicamente perverso, em Nove Semanas e Meia Basinger ainda deixa mais outra cena de sexo antológica, quando o casal enfrenta uns rufias e se abriga numas catacumbas durante uma chuvada. 

Aberto Até de Madrugada (1996)

Ainda hoje Salma Hayek continua na lista das actrizes mais sensuais de Hollywood. Agora imagine-se há 20 anos atrás, quando o realizador Roberto Rodriguez, com argumento de Quentin Tarantino, explorou o seu corpo numa cena que, sendo sexy, é principalmente cómica. O que aliás está completamente de acordo com este pastiche do cinema xunga da década de 1970, esta fantasia vampiresca dirigida como uma mistura de filme de terror e cinema de exploração sexual. 

Striptease (1996)

Com Striptease, Demi Moore deu um pequeno empurrão a uma carreira a caminho da estagnação. E se a cena de dança erótica é, digamos, um clássico estudado por muitas dançarinas de varão, a coisa não foi fácil para a actriz. Na altura, Moore relatou como passou muitas e muitas horas treinando e conversando com strippers e dançarinas exóticas profissionais de maneira a, por assim dizer, aprender o ofício e tornar as cenas o mais realistas possível. Homens e mulheres por todo o mundo agradecem-lhe o esforço. 

Femme Fatale (2002)

Rebecca Romijn é a ladra Laura Ash, a mesma que roubou um caríssimo diamante durante uma apresentação no Festival de Cannes. A mesma que usurpou a identidade de uma morta. A mesmíssima que se mete numa data de sarilhos, principalmente depois sacar a massa, voltar à América, e casar com um ricalhaço que – ironia – se torna embaixador em França. Sarilhos que incluem uma escaldante cena de sedução ao som da música de uma jukebox

Magic Mike (2012)

Porque isto do striptease não é um exclusivo feminino, nenhuma lista estaria completa sem Magic Mike (de Steven Soderbergh) e a sua trupe de strippers. Se alguém está a pensar naqueles desajeitados de Ou Tudo ou Nada, de Peter Cattaneo, pode tirar o cavalinho da chuva, pois aqui a sexualidade é um espectáculo para descarados. É claro que há uma história por detrás das cenas de cabaré, que Mike é ambicioso e quer estabelecer-se por conta própria, que ama verdadeiramente… Mas, convenhamos, o que toda gente quer ver é Channing Tatum dar o corpo ao manifesto. 

Trip de Família (2013)

Nesta comédia de trafulhas e constrangidos traficantes de droga, espécie de filme de estrada em que uma falsa família tenta fazer o negócio das suas vidas, sem saber a trabalheira e o perigo em que se mete, o realizador Rawson Marshall Thurber dá a Jennifer Aniston um papel raro na sua carreira. E esta stripper que quer reformar-se, que no início da película tem o seu programa próprio de golpe de baú, vai aos poucos amolecendo o coração e graças ao corpinho e à experiência profissional (da personagem, claro) usa muito adequadamente os seus dotes para tirar toda a gente de um aperto e executar uma cena de grande erotismo industrialista. 

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