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Arctic Monkeys e outros concertos a não perder no MEO Kalorama

O novo MEO Kalorama quer impor-se como “o último grande festival de Verão europeu”. Estes são os concertos a não perder na edição inaugural, entre 1 e 3 de Setembro.

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
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Foi anunciado na recta final de 2021, como um “festival de música, arte e sustentabilidade”. Hoje, apresenta-se como “o último grande festival de Verão europeu” – e é mesmo verdade. Durante os três primeiros dias de Setembro, o MEO Kalorama junta quatro dezenas de bandas e artistas no Parque da Bela Vista, o habitual poiso do Rock in Rio Lisboa e não só. The Chemical Brothers, Arctic Monkeys e Nick Cave & The Bad Seeds são os cabeças de cartaz e, além de muita música para ouvir, há arte urbana para ver, numa parceria com a galeria Underdogs.

Recomendado: Underdogs invade Kalorama com momentos de aproximação às artes

Os concertos a não perder no MEO Kalorama

James Blake

O homem que vai subir em Setembro ao palco do MEO Kalorama é muito diferente do rapaz de 20 e poucos anos que conhecemos no final dos anos zero e início da década passada, a fazer canções numa ressaca pós-dubstep. Hoje, a sua música é mais pop ou pelo menos acessível – à excepção de Wind Down, disco de música ambiental deste ano. Ao vivo, no entanto, continuam a ouvir-se ecos (e canções) do antigo James Blake.

Palco MEO. Qui 19.00

Bomba Estéreo

Oscilando entre um electro tropical e a cumbia psicadélica, os colombianos Bomba Estéreo estão juntos desde 2006 e desde a década passada que são regularmente nomeados para Grammys e Grammys Latinos. Porém, este ano, a sua música entrou em mais ouvidos que nunca, à boleia de Bad Bunny, que os convidou para tocarem numa canção do último disco. O resultado foi “Ojitos Lindos”, um dos temas mais populares nas plataformas de streaming.

Palco Colina. Qui 20.00

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Kraftwerk

Fundados em 1970 por Ralf Hütter (o único resistente da formação clássica do grupo) e o falecido Florian Schneider, os alemães foram pioneiros da electrónica e instrumentais na sua popularização. Mais: abriram o caminho e lançaram as bases para a synthpop, o house, o techno, o electroclash e muita da pop digital contemporânea. Ouvi-los é como assistir a uma aula de história e, ao mesmo tempo, escutar o futuro. É um privilégio.

Palco Colina. Qui 22.00

The Chemical Brothers

São uma presença tão frequente nos nossos festivais de Verão que vamos acreditar que mal souberam que havia um novo festival em Portugal eles próprios se convidaram para tocar. Se calhar não foi o que aconteceu, mas isso pouco importa. O que importa é que a electrónica maleável do duo britânico, que editou o álbum No Geography em 2019, agrada a gregos e troianos, e consegue transformar qualquer relvado numa pista de dança.

Palco MEO. Qui 23.30

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Róisín Murphy

Desde que se separou de Mark Brydon, o seu parceiro nos Moloko, Róisín Murphy tem flirtado com vários sons electrónicos e estéticas. No último disco, Róisín Machine, de 2020, a cantora irlandesa está mais virada para as pistas de dança, ouve-se muito disco-sound e electropop, algum house e funk. E a mudança foi tão bem recebida pela crítica, com muitas publicações a considerarem o álbum um dos melhores do ano, como pelo grande público, que nunca tinha ouvido e gostado tanto da sua música. É obra.

Palco Colina. Sex 21.45

Arctic Monkeys

Há muito que os Arctic Monkeys deixaram de ser o fenómeno indie que tantos conheceram no Myspace e se tornaram numa das maiores bandas do rock britânico, capazes de encher arenas e encabeçar festivais. Não faziam um álbum de originais desde Tranquility Base Hotel & Casino, de 2018, mas já têm dez novas canções gravadas, além de título – The Car – e data marcada para edição do novo registo: 21 de Outubro. Na Bela Vista, iremos ouvir algumas das suas canções em primeira mão.

Palco MEO. Sex 23.00

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Ornatos Violeta

A banda do Porto dispensa apresentações. É um nome de culto, com fiéis espalhados por todo o país e todas as redacções. Já passaram 20 anos desde que se separaram, em 2002, e dez desde a primeira reunião, em 2012, e ainda continuam a encher corações e a mexer com as pessoas sempre que se apresentam ao vivo. O mérito é todo deles e das canções que gravaram nos anos 90 e imortalizaram em Cão! e em O Monstro Precisa de Amigos

Palco MEO. Sáb 19.00

Nick Cave & The Bad Seeds

No activo desde a década de 70, Nick Cave é um dos grandes mestres da canção em inglês. Nem três meses depois de um concerto no NOS Primavera Sound, regressa a Portugal. A julgar pelo que se ouviu no Porto, Ghosteen, o mais recente álbum de originais, gravado entre 2018 e 2019, na sequência da morte do filho, é apenas uma nota de rodapé num alinhamento que cobre toda a carreira dos seus Bad Seeds, desde 1984 até hoje.

Palco MEO. Sáb 21.00

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Chet Faker

O cantor e compositor australiano conhecido como Chet Faker entre 2012 e 2016, e mais tarde como Nick Murphy, voltou a usar o nome que o fez famoso desde 2020, altura em que lançou um novo single, “Low”. E Hotel Surrender, o seu primeiro LP como Chet Faker desde que editou o álbum de estreia Built on Glass, em 2014, chegou em Julho do ano passado. Entretanto, em Dezembro, partilhou mais um disco, Take in The Roses, sob o nome de Nick Murphy & The Program, mas as suas faixas não se vão ouvir em Portugal. Na actual tour, está a tocar sobretudo as canções soul de olhos azuis que gravou enquanto Chet Faker.

Palco Colina. Sáb 23.15

Agenda cheia

  • Música

De dia para dia, há mais e melhores concertos em Lisboa. Até os artistas internacionais começam a regressar em força à cidade. E porque alguns concertos valem mais a pena do que o resto, ou porque uns são potenciais surpresas enquanto outros são valores mais ou menos seguros, toda a informação ajuda. Siga estas dicas e sugestões para todos os gostos. Não se vai arrepender.

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