Concertos a não perder no festival O Sol do Caparica

O Sol da Caparica impôs-se nos últimos anos como um festival diferente, privilegiando Portugal e a lusofonia, mas com um cartaz que vai a todas
PAUS
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Por Luís Filipe Rodrigues |
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Musicalmente, o Sol da Caparica vai a todas. Mas não é apenas isso que distingue o festival, é também a aposta na produção musical portuguesa e do espaço lusófono, com um cartaz amplo e carregado de artistas mediáticos. Bem carregado. De tal forma que seria injusto destacar este ou aquele nome, e a própria organização prefere não comunicar os horários das actuações para as pessoas irem ao recinto e verem os concertos que, no momento, lhes capturarem a atenção. E há actividades paralelas no Parque Urbano da Costa da Caparica, incluindo algumas para toda a família.

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Concertos a não perder em O Sol do Caparica

Carminho

Quinta-feira

O alinhamento do primeiro dia é um exemplo do que nos espera. Quem quer ouvir soul e r&b tem aqui Virgul, outrora dos Da Weasel. Noutro comprimento de onda há a kizomba, ainda que sofisticada e à boleia dos sons e técnicas de produção do r&b contemporâneo, de Anselmo Ralph. Ou o fado de Carminho. E a música popular portuguesa do veterano Jorge Palma.

Também há uma comitiva brasileira, onde se encontram Filipe Catto, que cantou a “Canção de Engate” de António Variações no disco Catto de 2017, e Silva, que editou este ano o álbum Brasileiro. Mais os são-tomenses Calema e Deejay Kamala.

Ainda não se falou de rock, no entanto as guitarras fazem barulho bom no dia inaugural. Começando pelos mais velhos, há um concerto dessas lendas do punk rock português que são os Peste & Sida – a actual formação vai partilhar o palco com os antigos membros João Pedro Almendra, Orlando Cohen e Fernando Raposo, mais as Cotonetes. Os Linda Martini levam à Costa o indie rock do álbum homónimo de 2018. E os PAUS dão a ouvir Madeira, disco deste ano onde continuam a aprimorar uma linguagem própria que combina rock e a electrónica, com rigor matemático e boa onda tropical.

MIguel Araújo
Fotografia: João Saramago

Sexta-feira

A diversidade sonora continua bem vincada no segundo dia. Está lá Miguel Araújo, um dos mais populares (a todos os níveis) escritores de canções portugueses revelados nos últimos anos. O cabo-verdiano Djodje, que vai mostrar o que vale a sua afro-pop rodeado por convidados. O produtor de electrónica Moullinex, a fechar a noite com um DJ set. E Frankie Chavez, que vai partilhar o palco com três outros guitarristas: Peixe (Ornatos Violeta), João Cabeleira (Xutos & Pontapés) e Fast Eddie Nelson.

No meio disto tudo, ainda não falámos dos UHF, um nome histórico do rock português, e dessa instituição pop-rock que são os GNR. Nem do prato do dia, neste caso o hip-hop, com Jimmy P em destaque e ainda Deau, Bispo, Piruka , Wet Bed Gang.

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Rodrigo Leão

Sábado

O terceiro round continua esquizóide. Os Amor Electro e os Expensive Soul são os nomes com maior exposição radiofónica. Os veteranos de serviço são João Gil, fundador dos Trovante, da Ala dos Namorados e de outros projectos pop portugueses, e Rodrigo Leão, ex-Sétima Legião, a celebrar 25 anos de carreira a solo. Além disso, a Orquestra Bamba Social & Tiago Nacarato vêm do Porto para trazer um pouco do Brasil ao festival. Também está confirmada a presença de Ana Bacalhau, cantora dos Deolinda. E April Ivy, Carolina Deslandes, VIA e Sara Tavares. Por fim, há uma homenagem a Cesária Évora, com Lura, Nancy Vieira, Elida Almeida, Lucibela e Teófilo Chantre. Rich & Mendes são os DJs de serviço.

Sol da Caparica - Dia das Crianças
Anabela Luís

Domingo

O festival termina com um programa para os mais novos e um bilhete a preço reduzido. No meio de outras actividades, vão ouvir-se As Canções da Maria, Rita Guerra a cantar temas da Disney e O Gato Pintor, novo projecto infantil de Manuel Paulo e João Monge, dois dos fundadores da Ala dos Namorados.

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©DR
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