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O show da Mónica está de volta – mas mudou-se

A stripper mais famosa do Cais do Sodré está de volta, agora fora do Viking, com um espectáculo aos sábados na Alfaiataria.

Por Clara Silva
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Nas idas noites loucas do Cais do Sodré, o show de striptease do Viking, à uma e às três da manhã, era um dos pontos altos. “Havia gente que entrava só para ver o show”, conta Mónica, a antiga estrela do bar que encerrou durante a pandemia e que agora está em obras.

Sem trabalho desde Março, quando o bar do antigo red light district alfacinha foi forçado a fechar portas, Mónica ainda tentou arranjar outras coisas. “Perguntei a amigos se sabiam de algum trabalho, como empregada de mesa num café, num restaurante, nas limpezas…”, diz. “Mas estava difícil.”

Não encontrou nada, até que uma amiga, dona de outro bar no Cais do Sodré e também cliente do Viking, a desafiou para voltar a dançar em Setembro. “Convidou-me para fazer o show na Alfaiataria uma vez por semana, e uma vez por noite, para poder trabalhar”, conta. “Tenho passado mal.”

No Viking, Mónica já era uma pioneira das desinfecções e antes de subir ao palco para a actuação costumava limpar o chão e o varão. “As pessoas subiam ao palco com os pés sujos”, justifica. “Muitas vezes vinham da casa de banho.”

A dança, que durava poucos minutos e com um aglomerado de gente à volta, desenrolava-se ao som de Alicia Keys e culminava com uma pessoa escolhida da plateia – homem ou mulher – a subir ao palco e a levar chicotadas. Tudo com as suas regras, sem tocar nem fotografar. As chicotadas, o delírio da plateia, eram encenação, garante Mónica. “Era mais o barulho. Até pedia ao DJ para baixar a música.”

Quando veio da Roménia para Portugal, em 2005, não sabia dançar. “Foi uma amiga que me ensinou”, conta. Trabalhou noutra casa nocturna até chegar ao Viking, em 2013, para substituir Fabiana, antiga stripper que conquistara os frequentadores da rua.

O sucesso não foi imediato. “As pessoas perguntavam pela Fabiana, ela já tinha umas brincadeiras com o público e eu não sabia fazer isso.” Foi ganhando confiança, apesar de ser tímida e não tocar em álcool, sublinha. Ao fim de uns tempos o strip era mencionado em roteiros turísticos e as pessoas regressavam propositadamente para vê-lo.

Na Alfaiataria, na Rua de São Paulo, não muito longe do Viking, Mónica também teve de se adaptar a um espaço com uma dinâmica diferente. Reservas, lugares sentados, mais mulheres, um público mais exigente e uma pandemia que altera as interacções.

“Mónica à Medida”, assim se chama o novo show, que começou a semana passada, assegura que toda a gente consegue ver a stripper, sem ter de lutar com uma multidão. Mais ainda, promete puxar pela sensualidade de Mónica, que esteve sete meses longe do varão. O espectáculo acontece todos os sábados, às 23.00, e a entrada, a 10 euros, dá direito a uma bebida (cerveja ou copo de vinho) e uma tapa. O bar tem também uma carta de petiscos, para jantar.

Sábados, 23.00, na Alfaiataria. Rua de São Paulo, 168 (Cais do Sodré). alfaiatariabar@gmail.com. 10€ (com uma bebida e uma tapa)

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