Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Festival de Almada 2017: uma peça por dia a não perder

Festival de Almada 2017: uma peça por dia a não perder

Entre teatro, dança e música são 44 as produções inscritas no programa do 34ª Festival de Almada, aquela altura do ano em que o teatro europeu se concentra na margem sul do Tejo com umas incursões pela capital

tempestade
©DR "Tempestade"
Por Rui Monteiro |
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Distribuídos pelas duas semanas entre 4 e 18 de Julho há um ror de espectáculos de um vasto programa. E para as desbravar sem dor, impõe-se um guia, o primeiro que a Time Out dedica ao assunto, um guia de peças a não perder, que segue já com um exemplo por dia.

Peça a peça

CANTICOS DE BARBEARIA  OU O DIA EM QUE TONY DE MATOS E LUPICINIO RODRIGUES SE ENCONTRARAM ENCENACAO DE LUISA PINTO
©DR

Cânticos de Barbearia

É um encontro tão improvável, este, entre os cantores Tony de Matos e Lupicínio Rodrigues, que, para acontecer, teve de ser imaginado por Carlos Tê, que criou este texto e acumula a direcção musical da peça encenada por Luísa Pinto para a companhia Narativaensaio – AC, com interpretações de Pedro Almendra, Allex Miranda e Filipa Guedes. Os dois grandes românticos das músicas populares de Portugal e do Brasil, segundo esta versão, encontram-se numa barbearia a discutir o género musical que mais os marcou e do qual foram porta-estandartes: a canção de dor de corno, que é “a mais democrática que existe, por ser transversal a todas as classes sociais.”

Sexta, 14, Escola D. António da Costa, 22.00

a morte do principe
©DR

A Morte do Príncipe

Ricardo Boléo não fez a coisa por menos nesta sua encenação. Juntou textos de Fernando Pessoa, Heiner Müller e William Shakespeare, para fazer de Lídia Muñoz e José Condessa um dos casais mais amorosamente trágicos da história da literatura: Hamlet e Ofélia, vivendo num “espaço sombrio onde predomina o elemento terra, ponteado apenas por alguns ecrãs”, entre o lirismo e a crueza.

Sábado, 15, Fórum Romeu Correia, 18.00

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diário de uma assistente de sala
©Lucas Doyle

Diário de Uma Assistente de Sala

Na origem desta peça está precisamente o diário tuítado mantido por uma estudante de teatro argentina enquanto trabalhou como assistente de sala num museu. A dramaturgia de Mariano Clemente e Victoria Casellas (que ainda interpreta o papel principal), com encenação de Gonzalo Facundo López, vira-se para os “mundos” criados pela protagonista “quando se vê obrigada a fixar diariamente, durante oito horas, a parede branca” de sala de exposições à sua responsabilidade. Por outras palavras, interrogam-se os criadores: “até onde estamos dispostos a ir para realizarmos os nossos sonhos?”

Domingo, 16, Teatro-Estúdio António Assunção, 15.00

uma ilha flutuante
©DR

Uma Ilha Flutuante

A ilha flutuante, isto é, um pedaço de farófias a boiar em lago de creme de leite, uma sobremesa, portanto, é o conceito escolhido por Christoph Marthaler, que encena este trabalho dos Theater Basel e Théâtre Vidy-Lausanne, para exercitar aquilo que já são marcas características da sua obra: a mistura do teatro com os universos da música e da ópera. Agora através da peça La Poudre aux Yeaux, de Eugène Labiche, “um enredo baseado no infindável filão da ridicularização do mundo de aparências burguês.”

Segunda, 17, Teatro Municipal Joaquim Benite, 21.30

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Sonho de Uma Noite de Verão

E aqui estamos, no último dia do Festival de Almada, assinalando o regresso da companhia galega Voadora que, depois de apresentar A Tempestade, em 2015, volta William Shakespeare com uma dramaturgia de Marco Layera, encenada por Marta Pazos. Como é costume da companhia, dessacralizar autores e obras clássicas é a sua, digamos, forma de vida. Por isso não vale a pena esperar uma versão de modo nenhum canónica, pois este Sonho de Uma Noite de Verão serve de “pretexto para abordar a sexualidade queer” e trazer para a cena, “inclusivamente, um transexual que nos fala da sua experiência enquanto militar.”

Terça, 18, Escola D. António da Costa, 22.00

Teatro a não perder

História do Cerco de Lisboa
(c).RuiCarlosMateus.1954
Notícias, Arte

34º Festival de Almada: a importância do tamanho

Quem pensa que o tamanho importa tem muitos exemplos para contrariar essa ideia disponíveis entre as 44 produções de teatro, dança e música que fazem a programação do Festival de Almada, este ano dividida por 14 espaços daquela cidade e de Lisboa. 

Karnart - Grupo de Teatro 1
©Alipio Padilha
Coisas para fazer

Oito grupos de teatro que tem que conhecer

Por aqui entram em cena os clássicos e as novas dramaturgias, os cânones e o cruzamento de linguagens. Do Júlio de Matos a um armazém, re(descubra) as companhias de teatro mais alternativas que completam o roteiro de Lisboa. 

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