Couto, SA

Casas Vila Nova de Gaia
Fábrica Couto
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Para grandes males, grandes remédios. Em 1931, numa pequena farmácia no Largo de São Domingos, no Porto, Alberto Ferreira do Couto, tio de Alberto Gomes da Silva, actual dono da marca, descobria, com a ajuda de um médico dentista, que se juntasse clorato de potássio à sua pasta dos dentes tratava muitos “males da boca”.

E a epifania desse dia foi semelhante
 à descoberta da pólvora, já que o sucesso retumbante permitiu a muita gente da altura manter a dentadura que tinha.

“Naquela época havia uma doença muito comum chamada sífilis que fazia com que os dentes caíssem. As pessoas inclusivamente iam à farmácia comprar saquetas de 50 gramas de clorato de potássio que dissolviam na água. O meu tio juntou-o à pasta e as vendas correram muito bem”, conta Alberto, sorridente, e a rebolar uma bisnaga de 60 gramas entre os dedos.

A fórmula manteve-se intacta desde então, mesmo quando as normas impostas pela União Europeia obrigaram a que a pasta medicinal Couto, que festeja este ano seu 85º aniversário, passasse a chamar-se pasta dentífrica Couto.

Primeiro pesam-se os ingredientes 
que, depois, são introduzidos no reactor 
por sucção. Numa manhã fazem-se cerca
de 300 quilos de pasta branca que ficam 
de quarentena, a aguardar o resultado da microbiologia, durante quatro ou cinco dias. Se o lote estiver perfeito, segue para o enchimento e daí para o embalamento. Nada é testado em bichos e componentes de origem animal ficam de fora.

A produção é feita num pequeno armazém a cheirar a menta no complexo industrial
da Utic, em Vila Nova de Gaia, onde seis trabalhadores, com a ajuda de quatro máquinas, fazem até 30 mil bisnagas por dia. É muita pasta.

Por Mariana Morais Pinheiro

Publicado:

Nome do local Couto, SA
Contato
Endereço Largo da Utic, 100 H2
Vila Nova de Gaia
4430-099
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