Para Que o Céu não Caia

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Para Que o Céu não Caia
Sammi Landweer Para Que o Céu Não Caia, de Lia Rodrigues

“Qualquer trabalho que faças na Maré vai ser diferente. É um lugar muito rico e muito desafiador”, diz à Time Out Lia Rodrigues, a mais internacional das coreógrafas brasileiras, que vai estar no Teatro Campo Alegre, sexta 8 e sábado 9, com o espectáculo Para Que O Céu Não Caia. Lia Rodrigues instalou a sua companhia na favela da Maré, em 2004, onde ajudou a erguer o Centro de Artes e a Escola Livre de Dança, hoje com cerca de 300 alunos. E foi nessa escola, em 2015, que começou a ser germinada esta criação.

No Brasil, esta queda do céu pode ter vários significados: o genocídio das populações indígenas a par da destruição das florestas, o país com “um governo ilegítimo que está a andar para trás a todos os níveis, económico, cultural, social, político”.

Para Que O Céu Não Caia é também um espectáculo sobre resistir. “É uma alquimia, um laboratório… A gente segura o céu para não cair, fazemos rituais para continuarmos vivos, para continuarmos a segurar o céu um dos outros”, diz.

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