15 coisas grátis para fazer no Porto
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Seis lojas para comprar biquínis e fatos de banho no Porto
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As melhores cervejarias no Porto
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Já abriu o Capa no Rio, do grupo Capa Negra
Notícias Já abriu o Capa no Rio, do grupo Capa Negra

Depois do Capa na Baixa, em 2016, o grupo Capa Negra abriu o Capa no Rio, em plena marginal, este fim-de-semana. Os rissóis de carne e as francesinhas são...

Hoje há Jazz e Lindy Hop para ver, ouvir e dançar no Ateneu Comercial do Porto
Notícias Hoje há Jazz e Lindy Hop para ver, ouvir e dançar no Ateneu Comercial do Porto

O Grupo de Jazz da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o HOP Dance Studio vão apresentar hoje, no Ateneu Comercial do Porto, o...

Grupo Pestana vai abrir dois hotéis na Baixa e outro em Gondomar
Notícias Grupo Pestana vai abrir dois hotéis na Baixa e outro em Gondomar

Depois de abrir o Pestana Porto – A Brasileira em Março, o maior grupo hoteleiro do país tem planeada a abertura de mais dois hotéis na Baixa da cidade e um...

Taxify chega ao Porto nas próximas semanas
Notícias Taxify chega ao Porto nas próximas semanas

Dentro de poucas semanas vai ter mais um motivo para deixar o carro em casa. Depois de se estrear em Lisboa, a Taxify vai começar a operar no Porto. "Após...

Investigadores do Porto estudam proteína que pode tratar Alzheimer
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Um grupo de investigadores do Porto está a criar novas terapias para o tratamento da doença de Alzheimer que afecta cerca de 47 milhões de pessoas no mundo....

Há um arraial de São João vegetariano no Porto
Notícias Há um arraial de São João vegetariano no Porto

Nem só de sardinhas e bifanas se faz o São João no Porto. Pelo oitavo ano consecutivo, na tarde de 23 de Junho, o São João Vegetariano acontece junto à...

As melhores feiras medievais a menos de uma hora do Porto
Notícias As melhores feiras medievais a menos de uma hora do Porto

Com a chegada dos dias quentes, multiplicam-se as feiras medievais. Por todo o lado há recriações históricas, comida com fartura, música tradicional e muita...

Parque da Cidade acolhe Festival da Comida Continente
Notícias Parque da Cidade acolhe Festival da Comida Continente

O Parque da Cidade do Porto vai receber, mais uma vez, o Festival da Comida Continente, nos dias 7 e 8 de Julho. Ao longo destes dois dias vai poder provar...

A partir de hoje há Cinema Insuflável para crianças
Notícias A partir de hoje há Cinema Insuflável para crianças

A partir de hoje há uma sala itinerante de Cinema Insuflável para crianças a passear pelo Porto. E o que é isto? É uma sala móvel de cinema, inserida no...

Música e pôr-do-sol nas Virtudes todas as sextas-feiras
Notícias Música e pôr-do-sol nas Virtudes todas as sextas-feiras

Música e pôr-do-sol: aqui está uma combinação à qual é difícil ficar indiferente. Vai poder encontrar esta dupla imbatível no jardim da Cooperativa Árvore,...

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Comer & Beber

Tem a certeza de que sabe servir a Coca-Cola perfeita?
Restaurantes Tem a certeza de que sabe servir a Coca-Cola perfeita?

Diz a tradição que só é um verdadeiro fã e entendido de Coca-Cola quem a bebe com gelo e limão. A frescura e a acidez adicionadas são complementos quase que obrigatórios no realce do seu sabor e na satisfação proporcionada. Vai daí, para que não haja dúvidas, a Coca-Cola decidiu deixar bem claro o que é necessário para realizar um Perfect Serve. E nós damos uma ajuda - é só seguir estas cinco etapas: Primeiro, há que garantir que a garrafa esteja à temperatura adequada: 3ºC. Segundo, o copo: nada mais clássico e ideal do que o copo oficial da marca, com o seu topo alargado, que garante uma explosão do aroma e frescura.  O terceiro passo foca-se na regra dos 2/3 - a quantidade perfeita de grandes cubos de gelo. De seguida, juntar meia rodela de limão, que apesar de ser uma escolha pessoal, acaba por ser quase que indispensável, pois confere à bebida um toque cítrico e fresco. Por fim, a arte de abrir e servir a Coca-Cola: incline o copo num ângulo de 45º e sirva. Um ritual, baseado em cinco passos simples, mas fundamentais para se viver a experiência sensorial completa, a nível de palato, desta bebida tão clássica e intemporal. Assim, propomos-lhe o desafio de encontrar, na imagem abaixo, todos estes elementos necessários e, depois, nada melhor do que experimentar por si próprio. #naoeapenasumacocacola

Oito sítios para tomar um pequeno-almoço saudável no Porto
Restaurantes Oito sítios para tomar um pequeno-almoço saudável no Porto

É a refeição mais importante do dia e, se for recheada de coisas boas, como açaí, smoothie bowls, tapiocas e papas de aveia, melhor ainda. Nesta lista, tem oito sítios para tomar um pequeno-almoço saudável no Porto. Bom apetite.

Os melhores sítios para comer e beber na Rua Passos Manuel
Restaurantes Os melhores sítios para comer e beber na Rua Passos Manuel

Nesta artéria pode comer algumas das melhores francesinhas da cidade, é certo, mas também há bons pratos portugueses, alternativas vegetarianas e bons spots para começar a noite: estes são os melhores sítios para comer e beber na Rua Passos Manuel.

As melhores pastelarias francesas no Porto
Restaurantes As melhores pastelarias francesas no Porto

Ir a França e não se empanturrar de croissants, baguetes, éclairs, tartes e profiteroles é o mesmo que ir a Itália e não devorar massas e pizzas. Mas não precisa de fazer a viagem: leia antes o que se segue e descubra as melhores pastelarias francesas no Porto.

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O melhor do Porto

Os melhores bares de praia no Porto
Bares Os melhores bares de praia no Porto

Sol, mar, areia nos pés, copo na mão e barriga cheia. Melhor combinação é impossível. Se quer aproveitar ao máximo as estações quentes que se avizinham, tenha esta lista com os melhores bares de praia no Porto por perto. Temos a certeza que lhe vai dar um jeitaço. 

As melhores mercearias no Porto
Compras As melhores mercearias no Porto

Queijos, azeites, compotas, charcutaria, bacalhau, frutos secos e conservas. Biológicos, lá da terra, gourmet ou que foram produzidos do outro lado do mundo. Fizemos-lhe uma lista com as melhores mercearias no Porto que lhe vendem tudo isto e muito mais.

Oito sítios para petiscar ao ar livre no Porto
Restaurantes Oito sítios para petiscar ao ar livre no Porto

Farto de sair do trabalho e ir directo para casa? Tome nota destes oito sítios para petiscar ao ar livre no Porto e aproveite o que lhe resta do dia antes de ir para casa. Há petiscos para todos os gostos e boas bebidas para acompanhar.

As melhores coisas para fazer sozinho no Porto
Coisas para fazer As melhores coisas para fazer sozinho no Porto

Às vezes não há como uma tarde, ou mesmo um dia inteiro, sem ninguém por perto. É para esses dias que esta lista das melhores coisas para fazer sozinho no Porto dá jeito. E acredite: com tanta coisa para ocupar o tempo e a mente não vai sentir falta de companhia nenhuma.

Os melhores restaurantes na Foz
Restaurantes Os melhores restaurantes na Foz

O Porto é uma cidade que conhece como poucas a arte de bem comer. A Foz, uma das zonas mais famosas, não será a excepção que foge à regra. Banhada por rio e mar, recebe para almoçar ou jantar os clientes já conhecidos da cidade, ou aqueles que ainda não conhecem os seus mais distinguidos encantos. Nesta zona come-se bom peixe, boa carne e não só – sempre com o serviço cuidado e exímio que procura não descurar nunca a fama e qualidade que são atribuídas a este cantinho ao pé do mar. 

Cinco wine bars no Porto que tem de conhecer
Restaurantes Cinco wine bars no Porto que tem de conhecer

Não há ninguém que conjuge o verbo relaxar tão bem quanto nós. A pensar nisto, e porque somos muito adeptos da modalidade de beber um copo ao fim do dia antes de irmos para casa, aqui tem uma lista com cinco wine bars no Porto que tem de conhecer. Com vinhos nacionais e estrangeiros, petiscos e tapas, música ou estantes de livros, estes espaços vão fazer de tudo para o deixar beeeem descontraído.

Os melhores restaurantes do mundo no Porto
Restaurantes Os melhores restaurantes do mundo no Porto

Itália, EUA, Israel, China, México e Índia são alguns dos países representados (e bem) nesta lista. Faça check-in nestas mesas e mude de ares nos melhores restaurantes do mundo no Porto.

Seis sítios para alugar bicicletas no Porto
Coisas para fazer Seis sítios para alugar bicicletas no Porto

Se começou cedo a andar de bicicleta já sabe uma coisa: nunca se desaprende. E como quem pedala por gosto não se cansa lá muito, mesmo que já tenha uma quantidade considerável de quilómetros nas pernas, sabemos que está sempre pronto para galgar mais estrada. Esqueça os altos e baixos: a Invicta é daquelas cidades que revela melhor os encantos da proximidade do mar sobre as duas rodas de uma bicicleta. Junto ao Atlântico, à beira-rio ou pela cidade adentro: a escolha é sua. 

Oito lugares no Porto que parecem o estrangeiro
Coisas para fazer Oito lugares no Porto que parecem o estrangeiro

Estes lugares no Porto que parecem o estrangeiro são a prova de que a Invicta é um mundo e que não é preciso sair daqui para impressionar nas redes sociais e conhecer outras culturas. Há muitas vantagens em visitar estes sítios, portanto. Troque o avião pelo metro (ou pelas sapatilhas) e beba um copo em Marrocos, durma em Paris ou relaxe na Tailândia. 

10 coisas que os turistas fazem e todos os portuenses deviam experimentar
Coisas para fazer 10 coisas que os turistas fazem e todos os portuenses deviam experimentar

Sim, é difícil andar em linha recta em muitas ruas da cidade graças à avalanche de turistas. Mas também é divertido almoçar ao som de cinco línguas diferentes. Além disso, temos de concordar que, muitas vezes, os estrangeiros tiram melhor partido da cidade do que nós. Por isso, fomos tentar perceber o que os turistas fazem e todos os portuenses deviam experimentar. 

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Guia de zonas e ruas

Rua Costa Cabral
Rua Costa Cabral

A rua mais extensa da cidade.

Foz
Foz

As cores, o mar, as avenidas largas e as velhas ruas estreitas. 

Avenida da Boavista
Avenida da Boavista

Nesta artéria com 5,5 quilómetros vai encontrar de tudo.

Baixa
Baixa

15 segredos sobre esta zona da cidade.

Matosinhos
Matosinhos

Quer ir para fora cá dentro? Aqui tem uma sugestão.

Rua de Cedofeita
Rua de Cedofeita

É uma das artérias mais movimentadas da cidade e tem muita coisa boa para devorar. 

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As melhores coisas para fazer este mês

Extinção - O início ou o fim?
icon-location-pin Miragaia
Extinção - O início ou o fim?

“Estará o futuro da biodiversidade da Terra nas nossas mãos?", "Serão os humanos a terminar com a sua própria espécie?" ou "Como sobreviveram algumas espécies à extinção?”. Nesta exposição poderá encontrar algumas respostas e observar uma colecção com 60 espécies, muitas delas extintas, que chega de Londres.

Colecção Sonnabend
icon-location-pin Porto
Colecção Sonnabend

Esta é a segunda parte da Coleccção Sonnabend (a primeira, chamada de “A Colecção Sonnabend. Meio Século de Arte Europeia e Americana. Parte I” foi apresentada no Museu em 2016). Esta exposição dá especial importância à fotografia, “uma técnica a que a galeria Sonnabend, de forma pioneira, dedicou particular atenção”, adianta o Museu. A Colecção Sonnabend é considerada uma das mais importantes colecções de arte americana e europeia da segunda metade do século XX.

Escola do Silêncio
icon-location-pin Bonfim
Escola do Silêncio

Jogar xadrez pode ser mais do que ter uma estratégia vencedora. É isso que defende Daniel Gonçalves Quintã, mentor da Escola do Silêncio, dedicada à divulgação desta modalidade. A Escola do Silêncio está a promover formações na Biblioteca Municipal do Porto. Aprende-se a jogar xadrez, mas também a sua história e pontos de contacto com a filosofia e a arte. Nesse sentido, Daniel Quintã organiza ainda a edição de livros e sessões de cinema.  Inscrições: bmp.cm-porto.pt/contact

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Entrevistas

Nuno Baltazar: "Um francês não vem ao Porto comprar Chanel. Para quê?"
Compras Nuno Baltazar: "Um francês não vem ao Porto comprar Chanel. Para quê?"

2018 é um ano de mudanças... É. Há dois anos fiz 40 anos e este ano faço 20 de carreira. Acho que quando chegamos a determinadas etapas na vida é impossível não olhar para trás e não fazer um balanço.Percebi que as coisas me aconteceram muito cedo. Comecei a apresentar colecções na Moda Lisboa com apenas 22 anos e abri uma loja e um ateliê também muito novo. E, claro, as coisas foram ganhando uma estabilidade que, apesar de ter coisas boas, se não estivermos alerta nos faz estagnar. Por isso, há dois anos comecei a perceber que precisava de sair da zona de conforto. Qual foi o primeiro o passo? Sair desta loja [até Março, a loja de Nuno Baltazar ocupava o número 856 da Avenida da Boavista]. A avenida mudou e à medida que a Baixa se foi desenvolvendo, perdeu-se muito comércio aqui. Dificilmente as pessoas vêm à Boavista fazer compras. E eu também precisava de sair do ateliê, ir beber um copo de vinho, ver pessoas a passar. Há muito tempo que andava à procura de um espaço e quando o encontrei coincidiu com a abertura  da nova loja do Luís Buchinho. Vamos estar muito próximos [a próxima loja vai ser no número 37, da Rua do Bolhão]. Achas que a zona junto ao Bolhão poderia ser um novo quarteirão criativo? Sem dúvida. Acho que deveria haver uma estratégia municipal para agregar projectos criativos. É importante que as marcas internacionais vejam o que aqui temos. Um francês não vem ao Porto comprar Chanel. Para quê? Quer é encontrar outras coisas, especiais e únicas. E, por i

Rui Poças: “Gosto de usar a luz como uma gramática, uma língua”
Filmes Rui Poças: “Gosto de usar a luz como uma gramática, uma língua”

(Entrevista originalmente publicada na Time Out Porto 91, de Outubro de 2017.) Trocaste o Porto por Lisboa quando foste tirar o curso de Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema. Fui no final dos anos 80. Já tinha a noção de que ia ser muito difícil fazer carreira no cinema no Porto. E agora? As coisas mudaram bastante, mesmo a forma de produzir. Para alguém que tenha vontade de fazer um filme hoje em dia não é absolutamente obrigatório, do ponto de vista técnico, que tenhas que estar numa capital. Mas é verdade que, em termos de carreira profissional, é igual em todos os países: tem de ser feita nos centros de decisão, que estão nas grandes cidades, normalmente nas capitais. Para mim, a troca do Porto por Lisboa foi um casamento por conveniência. O que é que o Porto te diz em 2017? Ainda me diz bastante. Não vou tão frequentemente como gostaria mas quando vou fico muito contente e admirado com a forma como a cidade se tem desenvolvido nos últimos anos. Não falo só do que é geral (o urbanismo, a forma de viver a cidade) mas também do que se faz, sobretudo do ponto vista cultural. No final dos anos 80 deixei um Porto um pouco provinciano, para o bem e para o mal, com um olhar atravessado em relação a Lisboa e às outras cidades. Hoje verifico que as pessoas do Porto continuam a ter orgulho em si mesmas mas já não olham desconfiadas para a capital. Foi fácil afeiçoares-te a Lisboa? Foi. Afeiçoo-me facilmente a qualquer lugar, o que dá jeito porque viajo bastante [ri

Nina Gruntkowski: "O prazer é o mais importante. O saudável vem logo depois"
Coisas para fazer Nina Gruntkowski: "O prazer é o mais importante. O saudável vem logo depois"

Aterrou em Portugal como jornalista, apaixonou-se por Dirk Niepoort e pelas camélias do Norte. Daí à dedicação ao chá verde biológico e à cultura japonesa do chá foi um passo. Li que a plantação de chá que possui em Fornelo [freguesia de Vila do Conde], e onde em 2017 se fez a primeira colheita, experimental, é caso único na Europa continental. Há várias iniciativas na Europa de miniplantações de chá mas, até agora, sem produção comercial. Há, por exemplo, uma no Sul da Suíça, na fronteira com Itália, mas é uma plantação de um museu [Casa del Tè Monte Verità], muito lindo e que faz um grande esforço para informar sobre a cultura do chá. Em geral, não é assim tão fácil encontrar o clima certo para plantar camélias [Camellia sinensis, a planta do chá]. Ela é muito adequada ao clima da zona costeira do norte de Portugal por raramente haver temperaturas abaixo de zero. Ou seja, a terra não gela. E há imensa humidade.  O clima, só por si, explica esta raridade europeia? Há outra razão: a produção é muito, muito exigente. Primeiro, a planta demora cinco anos a crescer até à primeira colheita, o que é um investimento imenso. Na Ásia, até dizem que uma plantação só começa a render a partir dos dez anos. Por outro lado, o investimento em máquinas e mão-de-obra não é fácil. Depois, a produção do chá em si é complicada, porque não é só secar a folha – implica quebrá-la, saber manipulá-la em termos de reacção enzimática e secá-la durante um certo período para criar os diferentes sabo

Helder Pacheco: "Está tudo por fazer no Porto. Reabilitação urbana. Repovoamento. Novas linhas de metro. O Salgueiros voltar à Primeira Divisão."
Notícias Helder Pacheco: "Está tudo por fazer no Porto. Reabilitação urbana. Repovoamento. Novas linhas de metro. O Salgueiros voltar à Primeira Divisão."

Aos olhos de um dos maiores pensadores e documentadores da cidade, o futuro do Porto é um campo aberto e pode ser radioso. Jorge Lopes foi ao encontro de Helder Pacheco em Lordelo do Ouro. Marco Duarte captou-o entre papéis.   As crónicas reunidas no Porto nos Dias do Meu Tempo vão de 2014 a meados deste ano. Começam assombradas pela troika e seguem por uma, digamos, tentativa de reerguer dos escombros. Foi dos períodos mais conturbados que viu o Porto e o país atravessarem? Do ponto de vista das pessoas, sim. Primeiro, porque eu próprio sentia na pele a questão da chamada austeridade. Depois, como ando muito de transportes públicos, ouvia as queixas das pessoas e apercebia-me das dificuldades. Além disso, tinha amigos que ficavam insolventes, amigos com graves problemas por causa dos filhos desempregados, etc. Do ponto de vista da cidade, a verdade é que assistimos ao início da reabilitação urbana, que já vinha de trás mas que nos últimos cinco, seis anos avançou contra a corrente dos acontecimentos. É das tais contradições: nem todas as crises são negativas para todos os sectores.   A cidade foi, durante um período, como que um amortecedor para o ambiente de crise? É. E a verdade é que este boom começa a desenhar-se nesse período.   Com o correr dos acontecimentos, as crónicas vão reflectindo a mudança da paisagem desde 2014 até 2017. Reflecte. A partir de certa sinto que as pessoas começam a viver melhor. E a respirar melhor. E a pensar melhor. E a serem mais opt

Beatriz Machado: "Quem vem para o Yeatman quer conhecer os vinhos portugueses"
Hotéis Beatriz Machado: "Quem vem para o Yeatman quer conhecer os vinhos portugueses"

A fiel depositária da vasta e preciosa colecção de vinhos do Yeatman anda por estes dias ocupada com o World of Wine, um centro de visitas gigantesco que ocupará 30.000 m2 no centro histórico de Vila Nova de Gaia e com abertura prevista para o Verão de 2020. Apesar de concentrada no futuro bê-á-bá do néctar, encontrou algum tempo para conversar com a Time Out... Tem uma rotina de trabalho específica para esta época das vindimas? É a altura em que recebemos mais pessoas mais direccionadas para esta área [do vinho]. Não há propriamente uma rotina, mas Setembro é um momento muito importante porque visitam-nos imensos grupos, jornalistas e opinion makers de vinhos e gastronomia.  No site do Yeatman deixou de ser apresentada como directora de vinhos do hotel. Agora é directora de vinhos da Fladgate Partnership. Desde Julho do ano passado que não estou só no Yeatman. Também me dedicado ao World of Wine, um projecto que há-de nascer daqui a uns anos, e isso implica que me discipline para criar os conteúdos para a Wine Experience, que terá 30.000 m2: criar a experiência, desenhar a experiência. O que vai ser a Wine Experience? Vai ser quase como um complexo cultural para um segmento acima de 21 anos. Será “o” sítio em Portugal para aprender sobre vinho. Quem vem para o Porto e quer conhecer vinho do Porto vai às caves. Quem quer conhecer vinho de todo o país irá ao World of Wine, à Wine Experience. Algum dia se imaginou a dar corpo a algo como o World of Wine? Não, nunca! Mas

Sérgio Cambas: “O que faz a cozinha portuguesa é o receituário”
Restaurantes Sérgio Cambas: “O que faz a cozinha portuguesa é o receituário”

Somando a Póvoa de Varzim da infância à experiência internacional, Sérgio Cambas, responsável por O Paparico e pelas cervejarias Brasão concluiu que o caminho estava em abanar a cozinha e os conceitos portugueses datados, resgatando-os para um presente arrojado. Por sorte, fá-lo a partir do Porto. Antes da idade adulta querias ser biólogo. O que liga a biologia à cozinha? Tudo. Tudo é biologia. Estamos sempre a falar de matérias-primas, do entendimento da matéria. Eu vivo para a matéria, de alguma forma. Acabei o 12º ano na área de Científico-Natural. Claro que [nessa altura] já tinha uma paixão enorme pela hotelaria graças ao background dos meus pais. Quando temos alguma noção de como as reacções acontecem, como a matéria se desenvolve… Quando a restauração passou a ser a tua profissão, não tiveste receio de perder a paixão? Desenvolvi alguns interesses desde pequeno. Um pela biologia, pelos animais, pelas plantas, pela natureza, pelos ritmos das coisas. Outro pelas belas artes – um dos grandes mentores e influências que tive era um artista chamado Fernando [Gonçalves], dos melhores da Póvoa [de Varzim, de onde Sérgio Cambas é natural], e o ateliê dele era ao lado do meu restaurante. Pintava azulejos, fazia escultura, e sempre me deu muito barro para brincar, para estragar. Até determinada idade queria seguir belas artes, mais tarde foi biologia, mas houve algo sempre presente nestes processos entre a infância e a adolescência. A hotelaria. Cresci dentro de um resta

Sónia Araújo: "O pessoal do Norte que leva as coisas a peito sentiu-se muito magoado"
Coisas para fazer Sónia Araújo: "O pessoal do Norte que leva as coisas a peito sentiu-se muito magoado"

Há 21 anos que Sónia Araújo trata das manhãs televisivas da RTP a partir do Monte da Virgem. No resto do tempo, dança (e bem) e canta lições para os miúdos. Daqui a nada revelará novos talentos da costura em horário nobre. A licenciatura em Direito serviu como plano de contingência ou era mesmo esse o seu rumo inicial?Era um bocado plano B porque no fundo nunca quis ser advogada. Já trabalhava em televisão [no 1, 2, 3] quando acabei o curso. Em miúda eu queria era dançar e depois, mais lá para a frente, pensaria numa vida mais “séria” [risos]. Não que as bailarinas não sejam sérias, mas sabia que era complicado o percurso na dança em Portugal, algo como o dos músicos e dos actores: um dia tem-se trabalho, no outro dia não. Mas é uma área que sempre me preencheu. Teve alguém em casa a servir de exemplo?Nunca tive ninguém na família ligado às artes, mas desde pequenina que gosto imenso de tudo o que esteja relacionado com o palco. Fazia teatrinhos de fantoches e participava nas festas da escola, mas sempre de forma muito tímida. Tímida?Sempre fui muito tímida, mas estudar dança tornou-me mais comunicativa. Queria ser bailarina, fiz força para que os meus pais me matriculassem numa escola de dança e consegui negociar isso com eles, mas tive de assumir um compromisso: para continuar no ballet tinha de ter notas razoáveis. Se a coisa corresse mal, se não tivesse tempo suficiente para estudar… O que nunca chegou a acontecer.Felizmente. Mas nunca fui aluna brilhante, apenas razo

José Pacheco Pereira: "O Ephemera é um arquivo omnívoro. A gente come tudo e nunca se arrependeu"
Coisas para fazer José Pacheco Pereira: "O Ephemera é um arquivo omnívoro. A gente come tudo e nunca se arrependeu"

José Pacheco Pereira lançou a bola de neve que se transformou no maior arquivo privado do país. O Ephemera, uma epopeia em crescimento exponencial, recolhe a memória particular e pública do país e não só. E tudo começou pela biblioteca da família, no Porto. Quando percebeu que não seria cidadão residente no Porto por muito tempo? Acabei por ir dar aulas para Lisboa, para o ISCTE, e isso fixou-me lá. Nunca pensou em regressar e fixar-se cá? Não pensei em voltar mas também de cá nunca saí. Há uma convenção no teatro japonês que já citei uma vez num artigo sobre o Porto: as personagens que levantam os pés são normalmente os mortos, almas danadas ou demónios; os que não levantam os pés são normalmente aqueles que se mantêm sobre a terra. E eu, de facto, nunca levantei os pés do Porto. A semente para o que veio a transformar-se no Ephemera foi a biblioteca da sua família. Consegue descrever como era essa biblioteca? Vivi sempre no meio de livros. Inclusive fisicamente, em casa dos meus pais – arranjei maneira de me mudar para o sítio onde estava uma grande parte dos livros, uma cave que não era bem uma cave. Isto significa que, além de ter lido muita coisa, conheci desde muito cedo o funcionamento de uma biblioteca. Ou seja, encontrar um critério para arrumar milhares de livros e ajudar a fazer as fichas. Peças cruciais numa biblioteca. As fichas na biblioteca do meu pai [Álvaro Pacheco Pereira] e do meu avô [Gonçalo Pacheco Pereira] compravam-se numa antiga tipografia, M

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