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Restaurantes Por favor, tente fazer isto em casa

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Música Ao vivo lá em casa

O Stingray Premium é um serviço agregador de música exclusivo criado pelo MEO, que agrega o serviço on demand Stingray Qello e três canais de música: o Stingray Retro, o Stingray Loud e o Stingray iConcerts. Para lhe dar uma amostra do que por lá pode ver e ouvir, fizemos uma selecção de concertos do seu extenso catálogo. A escolha, felizmente, não foi fácil. Para conferir a nossa selecção basta aderir no botão amarelo do comando MEO ou na posição 43 da TV. Ainda na área da música, o MEO disponibiliza o Stingray Karaoke, com centenas de músicas e playlists para cantar; o Stingray Music, com mais de uma dezena de canais de áudio abrangendo diferentes géneros, e o Stingray Classica, com o melhor da música clássica, ballet e ópera.

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As melhores coisas para fazer em casa

Receitas para fazer em casa
Coisas para fazer Receitas para fazer em casa

Estar em casa permite-lhe passar mais tempo a cozinhar, experimentando novos ingredientes e outras formas de os usar. Nesta lista de receitas para fazer em casa, disponibilizadas por chefs e bloggers, tem sugestões para todos os gostos. Mirtilos, rabanete e trigo sarraceno são alguns dos ingredientes-chave destes pratos, que pode confeccionar para e com toda a família. Há hambúrgueres para os miúdos (uma dica: pode congelar para comer mais tarde), um risoto de gorgonzola que o vai fazer esquecer que está dentro de quatro paredes, e um bolo para o lanche de domingo. Arregace as mangas e atire-se aos tachos. Recomendado: Os melhores takeaways no Porto

Três canais do YouTube para fazer exercício físico em casa
Saúde e beleza Três canais do YouTube para fazer exercício físico em casa

Praticar exercício físico é uma das recomendações mais frequentes quando se fala em hábitos de vida saudáveis. Também é uma das formas de fortalecer o sistema imunitário, a par de uma boa alimentação. Assim sendo, e tendo em conta que ficar em casa é a melhor forma de prevenção face à propagação do novo Coronavírus, continue a treinar. Nesta lista recomendamos três canais do YouTube para fazer exercício físico em casa.  Recomendado: Sete séries a não perder este mês

24 restaurantes do Porto com entregas ou take-away
Restaurantes 24 restaurantes do Porto com entregas ou take-away

Depois do fecho das portas dos teatros e museus municipais e do cancelamento de eventos que estavam marcados para os próximos tempos no Porto, os restaurantes começaram também a encerrar temporariamente ao público, de forma a combater a propagação do surto de Covid-19. Mas isso não significa que não possa devorar os pratos dos seus restaurantes favoritos em casa. Nesta lista encontra espaços que fecharam temporariamente mas funcionam com take-away ou entregas ao domicílio, para que possa continuar a conhecer o que de melhor se faz na cidade no conforto da sua casa. Recomendado: Os melhores take-aways no Porto

As melhores séries para ver na Netflix
Filmes As melhores séries para ver na Netflix

Começou timidamente em Portugal, com uma mão cheia de bons conteúdos e algumas apostas menos conseguidas. Com o passar dos anos, ganhou terreno, fez muitos de nós trocar as noitadas na rua pelas noites no sofá e na cama, e é difícil imaginar a vida sem saber que a temos ali. Filmes, séries, documentários, docusséries, há muito material para ver e fazer verdadeiras maratonas visuais sem sair de casa (e mesmo se o quiser fazer, é só levá-la no telefone). Junte-se à febre do streaming e conheça as melhores séries para ver na Netflix. Recomendado: As 25 melhores séries de comédia

As músicas para trabalhar em casa que fazem bem à produtividade
Música As músicas para trabalhar em casa que fazem bem à produtividade

Há já uns anos que a internet nos trouxe esta lindíssima possibilidade de não ter de sair da cama para despachar serviço. Mas nos últimos anos, por decisão ou obrigação, a tendência tornou-se bastante mais acentuada. Os freelancers foram os grandes pioneiros e, daí em diante, abriu-se a porta já dentro das empresas a fazer o mesmo com o posto remoto. Seja como for, não há nada mais entediante do que trabalhar sem uma banda sonora digna, que nos dê aquele empurrão necessário à criatividade, que nos relaxe ou que nos leve a viajar uns minutos para voltarmos ao trabalho. Na Time Out queremos que faça a sua jorna caseira com (algum) entusiasmo e, por isso, damos-lhe 13 músicas para trabalhar em casa. Recomendado: Veja concertos em directo a partir de casa

13 lojas online do Porto que tem de conhecer
Compras 13 lojas online do Porto que tem de conhecer

Há quem considere o acto de fazer compras muito terapêutico. A pensar em todos os shopaholics que não querem (nem podem) sair do conforto da sua casa, fizemos esta lista com as lojas online do Porto e arredores que tem de conhecer. Desde joalharia, sapatilhas, óculos de sol ou champôs sólidos, não lhe vai faltar nada. Assim, não precisa de recorrer às marcas de fast fashion e vai conseguir apoiar pequenos negócios portugueses.  Enquanto está em casa, também pode aproveitar para encomendar comida e para ver séries novas.  Recomendado: Os melhores sabonetes do Porto

As 25 melhores séries de comédia
Filmes As 25 melhores séries de comédia

As listas, como quase tudo nesta vida, são relativas. Mas depois de enchermos uma espécie de conselho de administração com loucos de séries televisivas e outros consultores da redacção da Time Out, chegámos a estas 25. Portanto, se vai começar a disparar insultos e a pedir justificações para as suas séries de comédia preferidas não estarem aqui avisamos já que não vai ter sucesso. Podiam ser outras, mas são estas. E pedimos desculpa às que ficaram de fora. Mais um alerta à tripulação: estas séries de comédia estão ordenadas apenas por ordem alfabética, que não queremos alimentar ainda mais a polémica. Ria-se connosco.  Recomendado: Séries a não perder este mês

10 obras de arte que nos lembram como é bom estar em casa
Arte 10 obras de arte que nos lembram como é bom estar em casa

Quantos de nós desejam, todos os dias, ter mais tempo para estar em casa? Agora que o temos de sobra devido ao surto de Covid-19, mal podemos esperar para sair à rua de novo. E se nunca foi tão fácil estar entretido dentro de portas, a ausência de rotina pode tornar esta quarentena penosa. Por isso, reunimos dez obras de arte que mostram como o interior pode ser um lugar de conforto e lazer. Nelas, vemos actividades rotineiras como estrelar ovos ou ver o mundo pela janela, passatempos como tocar piano ou trocar cartas ou detalhes preciosos como o raio de sol que preenche uma sala vazia. Aproveite e veja como é bom estar em casa. Recomendado: Galerias de arte que deve conhecer no Porto

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Entrevistas

Carolina Marcello: "Podemos fazer tudo sozinhas, mas fazemos com medo"
Coisas para fazer Carolina Marcello: "Podemos fazer tudo sozinhas, mas fazemos com medo"

“Quanto é o broche?”Poderíamos recorrer a um eufemismo,
 mas não nos apetece. E não vamos pedir desculpa. Fotografávamos a Carolina numa rua do Porto, à hora de almoço, depois de uma conversa que resultou nesta entrevista – onde a violência sexual e a violência doméstica, a objectificação do corpo da mulher, a proibição da lei aborto e o medo foram alguns dos assuntos discutidos – quando um homem, na casa dos 50 anos, lançou a pergunta abjecta. Poderíamos também dizer que desconhecemos
 a razão de tal acto, mas estaríamos a mentir. Sabemos que a resposta é uma
 e, infelizmente, fácil. Tanto eu como a Carolina somos putas, obviamente, porque somos mulheres, como fez questão de frisar este indivíduo que alegou a liberdade de expressão para dizer o que 
lhe apetecia. Foi um acto deliberado e gratuito que passou impune, porque na sociedade em que vivemos é desvalorizado. “Ó meninas, deixem lá. Ele não sabe o 
que diz”, ouvimos. Ele sabe muito bem o que diz e só o disse porque sabia que não sofreria consequências. E a prova disso é que na sequência de mais insultos ligámos para fazer queixa e perguntar se algum agente se poderia dirigir ao local. Mandaram-nos procurar a esquadra 
mais próxima, que estava fechada. Ninguém quis saber. Podia ter sido mais grave? Claro. E é por isso que marchas
 e entrevistas como estas são precisas. Cada vez mais. Em prol das conquistas do passado, do presente, mas, sobretudo, do futuro. O que é a Slutwalk, também conhecida como Marcha das Galdéria

Wandson Lisboa: “Sou o ídolo mais acessível de Portugal"
Coisas para fazer Wandson Lisboa: “Sou o ídolo mais acessível de Portugal"

Aceitaste fazer a capa da revista deste mês, vestido de São João. Podemos afirmar que és um ídolo acessível, tal como fazes nas tuas stories do Instagram quando encontras um famoso simpático? Exactamente, sou o ídolo mais acessível de Portugal [risos]. Acho isto engraçado, porque eu nunca busquei fama. Eu só queria fazer o que eu gostava realmente de fazer, sabe. E as pessoas ficam um bocado assustadas quando eu falo directamente com elas. Eu sou tranquilo, eu brinco com isso do ídolo acessível porque uma vez estive numa festa grande e uma pessoa, que era um grande ídolo para mim, não me tratou assim tão bem. E depois encontrei-me com o Rodrigo Santoro e muita outra gente de fora e foram superacessíveis e eu falei: “Meu Deus, um ídolo acessível.” É isso. Se não estavas à procura de fama, como é que isso aconteceu? Cheguei ao Porto em 2010 — pode parecer um bocado pedante dizer isto, mas eu sempre quis que as pessoas olhassem para algum material meu, para alguma coisa minha, consistente visualmente, e percebessem logo que me pertencia, a nível gráfico, digital, de paleta de cores ou de ideias. Ser reconhecido por aí – e depois aconteceu aquela cena do The Huffington Post [que em 2015 o considerou um dos instagrammers mais criativos do mundo] que toda a gente já está cansada de saber e não vale a pena sequer ir por aí. Eu brincava com o que fazia e quando menos esperava, as pessoas começaram a reconhecer-me pelo meu trabalho. Foi uma fase muito

Clara Não: “É preciso criar os filhos de uma forma feminista”
Arte Clara Não: “É preciso criar os filhos de uma forma feminista”

Por que razão Clara Não e não Sim? Primeiro porque não [risos] e depois porque eu sou Silva, e Silva é o apelido mais comum em Portugal e no Brasil, segundo a Wikipédia – acho que nisto posso acreditar [risos] – e quando comecei a pensar em criar uma página e em fazer alguma coisa com o meu nome, redigi uma lista apenas com apelidos, porque Clara eu queria manter. Só que não gostava de nenhum. E cortei uns a seguir aos outros enquanto dizia: não, não, não. E de repente: ‘Por que não Não?’. E ficou Não. Esta é mesmo a história verdadeira. Com o tempo, comecei a reparar nas coisas à minha volta e a ficar mais indignada e, então, o Não fez ainda mais sentido. Gostas de confundir as pessoas, portanto? Eu faço de propósito. Há dois anos fiz uma exposição nos Maus Hábitos chamada Clara Não Está Online e as pessoas vinham ter comigo e perguntavam-me se eu não tinha wi-fi [risos]. A minha próxima exposição em Lisboa, na Apaixonarte, até 25 de Maio de Maio, chama-se Não é Hoje. A malta continua a ficar confusa. E, volta e meia, alguém me diz que é muito esquisito receber uma notificação no telemóvel a dizer: ‘Clara Não gosta da tua foto’. O teu poema “O meu coração é esquerdino” vale a pena ser lido e aparece com frequência nas tuas exposições. Que ligação é esta com a palavra? És mais escrita ou mais ilustração? Essa questão de “O meu coração é esquerdino” partiu da minha vontade de ler histórias a crianças no Hospital de São João. Enquanto resolvia burocracias para levar o proj

Nuno Cardoso: “Os autocarros STCP são melhor do que o cinema”
Coisas para fazer Nuno Cardoso: “Os autocarros STCP são melhor do que o cinema”

Qual foi o primeiro espectáculo que viu no Teatro Nacional São João [TNSJ]? Era miúdo, foi A Tempestade do [encenador Silviu] Purcarete. Lembro-me também de ter ido ver o Dom Duardos [de Gil Vicente]. Pouco tempo depois, fiz lá um espectáculo chamado Porto Monocromático. Que idade tinha? Já estava a viver cá nessa altura? Sim. Tinha 25. Nasci em Canas de Senhorim e fui estudar Direito para Coimbra. Lá, com 17 anos, descobri que não tinha jeito nenhum para ser um causídico ou um jurista e andei perdido durante uns tempos, armado em poeta e boémio, como muita gente fazia em Coimbra naquela altura. Até que entrei para o CITAC [Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra]. Lá encontrei pessoas que sentiam o mesmo. Criámos um grupo, chamado Visões Úteis, e mudámo-nos para o Porto. E como é que em Coimbra foi parar ao teatro? Na Sé Velha havia um café chamado Oásis que tinha colada numa parede uma fotocópia a dizer: “Estão abertas as inscrições para o curso de iniciação do CITAC”. E tinha uma fotografia extraordinária do Kazuo Ohno, mestre do Butoh. Eu não sei muito bem porquê (talvez porque em 1992 Coimbra era a capital do teatro), mas decidi experimentar. Fui o último a ser seleccionado na audição. Depois, contaram-me que só fui escolhido porque era muito alto e podia subir ao escadote e chegar à teia [estrutura com os projectores] [risos]. Chegou ao Porto no final de 1994. Como era o panorama artístico da cidade? Fui viver para a Senhora da Hora, para um quarto nu

Márcia: "A música é o meu divã"
Música Márcia: "A música é o meu divã"

Márcia a olhar para o cd: Isto ainda faz sentido?Faz. Qual?Sem isto, para mim, era como se o disco não existisse. É importante o suporte físico. Sem isto não há noção de obra, de todo?Fica disperso. É como a quantidade de fotografias que tens no iphone, a quantidade de conversas que tens no email, no whatsapp. Consegues ter dez conversas ao mesmo tempo em janelinhas. Acontece-me, reconheço, não consigo não responder… isto é mais saudável. Os objectos são saudáveis?Não os objectos, não… sou desprendida dos objectos. Mas como artista - não só como cantora, eu vim das Belas Artes, fiz Pintura, fiz Desenho - o material físico é importante… O analógico.Sim. Senão, às tantas, é tudo muito virtual. Como é que as Belas Artes e o Cinema, que também estudaste, te influenciaram?Fiz um documentário muito pessoal, que se chamava Mana, precisamente sobre a minha irmã. As pessoas desconfiaram: que disparate isto não vai ter piada nenhuma. No final acabou por ser uma surpresa, toda a gente acabou por adorar o documentário. E aí percebi que talvez o meu caminho era falar do meu universo íntimo. E as artes plásticas?Eu habituei-me muito a evadir-me dos sítios onde me sentia aborrecida. Foi assim que comecei a fazer pintura e foi assim que comecei a fazer música. Em ambos os casos a mesma matriz... Imaginar cenários.Isso, imaginar que estou noutro cenário. Um prazer no outro sítio onde não estou. Neste disco há uma sensação transversal d

José Mário Branco: "Ainda é só inquietação, inquietação"
Música José Mário Branco: "Ainda é só inquietação, inquietação"

A comemoração dos 50 anos de carreira já valeu um álbum de inéditos, a reedição integral da sua discografia e uma nova colectânea. Aqui, pouco se fala disso. Nesta tarde em sua casa, fala-se de música e política, porque uma sempre levou à outra. Fala-se do fado que não mais foi o mesmo, depois que o músico que lhe tinha aversão se apaixonou por uma mulher apaixonada pela canção. Fala-se de um mundo que não se recomenda e que o deixa sem saber o que dizer, mesmo que não se cale quando começa a falar disso. Fala-se sobretudo da inquietação que não passa. Eis José Mário Branco, 76 anos, do Porto, muito mais vivo que morto. Contai com isto dele, para cantar e para o resto. Estava aqui a refazer a frase final do “FMI”. José Mário Branco, 76 anos, do Porto… Precisamente. Freguesia de Santo Ildefonso, Ordem da Trindade, atrás da Câmara Municipal. Número 4, segundo andar. Nascido em 1942, Maio, mês das flores. Comemorar 50 anos de carreira. Se tivesse que adivinhar, diria que tiveram de o convencer... O motivo passa-me completamente ao lado, confesso. Havia um tipo que tinha um grupo em Oeiras… como é que ele se chamava?... Bem, um grupo de teatro semiprofissional lá no auditório em Oeiras. De repente telefonava-me e dizia: “ó Zé Mário, no dia tal, gostava de fazer aqui uma homenagem a propósito dos 17 anos e seis meses da publicação da tua música tal. Depois telefonava ao Carlos Paulo a convidar para uma homenagem dos 23 anos de carreira. Fazia isso com actores, músicos, etc. É

Luis Lobianco: “Todos os dias morrem Gisbertas no Brasil, sem qualquer tipo de comoção”
Teatro Luis Lobianco: “Todos os dias morrem Gisbertas no Brasil, sem qualquer tipo de comoção”

Depois da estreia no Rio de Janeiro em 2017, Luis Lobianco traz o monólogo Gisberta, sobre Gisberta Salce Junior - mulher transgénero brasileira que foi agredida, violada e assassinada no Porto em 2006 por um grupo de adolescentes -, ao Teatro Sá da Bandeira, terça 27 e quarta 28, seguindo depois para Lisboa. Num Brasil onde políticos como Jair Bolsonaro (na altura desta entrevista ainda não se sabia que Bolsonaro ganhara as eleições), legitimam as agressões e o ódio contra pessoas LGBTI, Lobianco acredita que “o teatro funciona como um espaço de urgência, um pedido de socorro”. Lá e cá, a transfobia precisa de ser um assunto sempre em cima da mesa. Quando e como soube da história de Gisberta? Foi através da música “Balada de Gisberta”, de Pedro Abrunhosa, na interpretação de Maria Bethânia. Eu já buscava uma história para contar num projecto a solo de teatro. Num momento de férias pude escutar a música com mais atenção e fui pesquisar a história. Naquele exacto dia o assassinato da Gisberta fazia 10 anos. Comecei a aprofundar a pesquisa imediatamente e a mobilizar pessoas. Isso foi em Fevereiro de 2016. Em Março de 2017 estreámos. O assassinato dela foi falado no Brasil? O crime ainda é muito pouco falado por aqui. Mesmo nos círculos LGBTI [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans, Intersexuais], a história de Gisberta é mais conhecida entre a militância. A peça, junto com a música de Abrunhosa e a interpretação de Bethânia, tem a função de consciencializar fora da nossa bolha

Ricardo Rodrigues: "Para ser igual aos outros, abria uma casa de francesinhas"
Coisas para fazer Ricardo Rodrigues: "Para ser igual aos outros, abria uma casa de francesinhas"

Ninguém te arranca de Leça da Palmeira. Eu só não nasci cá porque não havia hospital. A minha vida foi toda feita em Leça, muito perto dos meus restaurantes. A casa da minha mãe, por exemplo, fica nas traseiras da Esquina do Avesso e do Fava Tonka, e o meu primeiro emprego foi mesmo ao lado, num bar chamado Giz é de Borla. Comecei lá aos 16 anos como bartender. Não tinha formação nenhuma, era uma espécie de moço de recados. Mas a noite deu-me um traquejo interessante. Aprendi sobre gestão humana, isto é, sobre a forma como geres as pessoas e as emoções. As pessoas são diferentes à noite? Muito diferentes. As amizades vão-se construindo ao longo da vida. Na noite, no espaço de uma hora, fazes um amigo que te parece para sempre. As pessoas relaxam ao ponto de te contarem a vida toda. Tu, como barman, acabas por ser um psicólogo. Aprendeste a ser barman sozinho? Fui muito autodidacta, sim. Aos 20 anos comecei a trabalhar no BitBar e, como fui pai muito novo, agarrei a oportunidade. Era um bar carismático, já com 20 anos, que estava a decair. Eu agarrei-o e transformei-o num sucesso. Passou a ser um bar que, de repente, à sexta-feira tinha 300 pessoas e ao sábado 500. Percebi, nessa altura, que tinha jeito para organizar festas temáticas e isso reflectiu-se nos números, que começaram a subir. Como é que passas da noite para a restauração? O Francisco [o filho] chegou, a noite era muito pesada e os horários eram incompatíveis. Senti a necessidade de ter alguma coisa mais sa

Groove Ball: “Quando fizemos o primeiro concurso de vogue as pessoas não sabiam o que isso era"
Gay Groove Ball: “Quando fizemos o primeiro concurso de vogue as pessoas não sabiam o que isso era"

O lema na vossa página no Facebook é: “New Way, Old Way, Vogue Femme, Dramatics, Comedians!!!!” Porquê? Inês Pando – Antes de começarmos a Groove Ball tínhamos um projecto chamado Jungle Cabaret. Era um cabaré louco. Daí vêm o “Dramatics” e o “Comedians”. E o resto? IP – O “New Way, Old Way, Vogue Femme” tem a ver com as correntes do voguing. O Igor [Ribeiro, aliás Ghetthoven, músico, ausente em digressão com Moullinex à data desta entrevista] seria a melhor pessoa para explicar isso. Arranjámos alguma coisa com que nos identificávamos para fazer uma festa queer, livre e segura. Simone Francisco – Já foi há algum tempo [as festas Groove Ball começaram em 2011]. A noite do Porto não era o que é. Agora há muito mais diversidade. O Igor era superligado ao movimento [voguing], cresceu a tentar trazer para cá um bocado dessa cultura americana que nasceu nos anos 1970, 80. Além disso, também gostávamos daquela cena dos Club Kids dos anos 80, e tudo se misturava um bocado, num nicho de pessoas que queriam ser ouvidas, ou ter um sítio para se expressar. E surge a Groove Ball. SF – Também se deve falar do Paris Is Burning [documentário de 1991 sobre a cultura das ballrooms nova-iorquinas]. Havia várias houses de vogue feitas por pessoas que eram postas de lado: queer, da comunidade afro-americana, latina. Ou seja, todos os que eram vistos como weirdos. As ballrooms eram casas de acolhimento dessas pessoas, uma forma de elas se sentirem integradas em qualquer coisa. Uma es

Nuno Baltazar: "Um francês não vem ao Porto comprar Chanel. Para quê?"
Compras Nuno Baltazar: "Um francês não vem ao Porto comprar Chanel. Para quê?"

2018 é um ano de mudanças... É. Há dois anos fiz 40 anos e este ano faço 20 de carreira. Acho que quando chegamos a determinadas etapas na vida é impossível não olhar para trás e não fazer um balanço.Percebi que as coisas me aconteceram muito cedo. Comecei a apresentar colecções na Moda Lisboa com apenas 22 anos e abri uma loja e um ateliê também muito novo. E, claro, as coisas foram ganhando uma estabilidade que, apesar de ter coisas boas, se não estivermos alerta nos faz estagnar. Por isso, há dois anos comecei a perceber que precisava de sair da zona de conforto. Qual foi o primeiro o passo? Sair desta loja [até Março, a loja de Nuno Baltazar ocupava o número 856 da Avenida da Boavista]. A avenida mudou e à medida que a Baixa se foi desenvolvendo, perdeu-se muito comércio aqui. Dificilmente as pessoas vêm à Boavista fazer compras. E eu também precisava de sair do ateliê, ir beber um copo de vinho, ver pessoas a passar. Há muito tempo que andava à procura de um espaço e quando o encontrei coincidiu com a abertura  da nova loja do Luís Buchinho. Vamos estar muito próximos [a próxima loja vai ser no número 37, da Rua do Bolhão]. Achas que a zona junto ao Bolhão poderia ser um novo quarteirão criativo? Sem dúvida. Acho que deveria haver uma estratégia municipal para agregar projectos criativos. É importante que as marcas internacionais vejam o que aqui temos. Um francês não vem ao Porto comprar Chanel. Para quê? Quer é encontrar outras coisas, especiais e únicas. E, por i

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