“É preciso sentir, a minha música é sobre sentimento”

MEO x TIME OUT || Conversa Afinada - Soraia Ramos
MEO
D.R. | MEO
Time Out em associação com MEO
Publicidade

Aos 33 anos, Soraia Ramos é um dos nomes mais sonantes da diáspora cabo-verdiana quando o assunto é música. Autora de temas de êxito como “Bai”, “O nosso amor”, “Nunca mais” e “Nha Terra”, que quase virou um hino no país, a cantora viu recentemente a sua presença confirmada no palco principal do MEO Marés, que decorre em Matosinhos, de 17 a 19 de Julho. Enquanto o festival não chega, a Time Out esteve à conversa com a jovem diva da pop lusófona em mais uma Conversa Afinada.

Porque escolheste fazer esta entrevista aqui, neste beauty bar?

Escolhi fazer esta entrevista aqui, neste beauty bar, porque me identifico muito com o conceito. É um local onde cuidam de mulheres e saímos daqui com a autoestima lá em cima. Achei que fazia sentido a entrevista ser aqui.

Que canções associas à tua infância?

Associo muito a Floribella, adorava ouvi-la. Depois um pouco mais crescida ouvia muito Anselmo Ralph, Mariah Carey, Whitney Houston.

Publicidade

Quando é que percebeste que querias viver da música?

Percebi que queria viver da música quando tinha nove anos. Costumava cantar à janela da casa da minha avó e as minhas vizinhas diziam-me: “Soraia, tu cantas tão bem, tu tens um futuro brilhante pela frente”. E eu respondia: “Não, só gosto mesmo de cantar.” E elas diziam: “Tu vais brilhar um dia.” E não é que elas tinham razão?

Como descreverias a tua música a alguém que nunca te ouviu?

Descreveria a minha música como uma música de alma, de coração, de sentimento. É preciso sentir, a minha música é sobre sentimento.

Publicidade

Como funciona a inspiração para ti? E tens uma espécie de rotina criativa ou a inspiração surge quando surge?

A inspiração para mim é algo super natural,
surge do nada. Estou no
banho, começo a inventar uma letra, saio, e
penso “é hoje, tenho de ir para
o estúdio”.

Nunca tinhas ido a Cabo Verde antes de ir como artista. Como recordas essa viagem?

A primeira vez que fui a Cabo Verde tinha 19 anos, fui lá cantar. Nunca tinha ido a Cabo Verde antes de ir com Soraia Ramos. Foi uma surpresa porque fui como artista e com filha da terra, ao mesmo tempo. Foi muito gratificante saber que já me conheciam, gostavam das minhas músicas, mas eu nunca tinha ido lá. Adorei aquele bafo, aquele calor, as pessoas, os sorrisos, a cultura, tudo isso fez-me apaixonar pela minha terra. Já era apaixonada à distância, mas após esta viagem senti-me ainda mais orgulhosa de ser cabo-verdiana e poder cantar também em crioulo.

Publicidade

Como é que tem sido a receptividade do público ao teu novo tema “Suficiente”?

A reacção a este meu novo tema tem sido incrível. As pessoas têm amado, as mulheres têm-se identificado muito porque, como é óbvio, por vezes passamos por uma relação em que estamos a dar tudo mas ainda assim não somos suficientes. Esta música também é para alertar as mulheres e lembrá-las que nós somos suficientes para nós mesmas, sempre, nunca duvidem disso.

Alguma vez sentiste que não eras suficiente?

Já. Já aconteceu, mas por muito pouco tempo. Depois voltei a acordar para a vida e pensei: “espera, eu sou suficiente, sim”. Como é óbvio, e como mulher, é normal por vezes termos esse sentimento mas que não é real. Por vezes pomos a culpa em nós, achamos que nós é que estamos erradas, nós é que não somos suficientes, e somos.

Publicidade

O que é que te entusiasma mais no concerto que vais ter no MEO MARÉS dia 19 de Julho?

O que me entusiasma mais é saber que é a primeira vez, tenho lá muitas pessoas que estão à minha espera. Vou dar um show incrível, tenho lá um público que nunca viu um show meu. Acaba por ser uma pressão também, mas é uma pressão boa, porque vai ser incrível, tenho a certeza.

Qual foi a última música que ouviste no Spotify?

A minha, “Suficiente”. Vinha a ouvi-la no volume máximo quando estava a caminho daqui.

Recomendado
    Últimas notícias
      Publicidade