“A minha música dá muita importância à imagem que se cria quando se ouve a canção”

MEO x TIME OUT || Conversa Afinada - A Sul
MEO
D.R. | MEO
Time Out em associação com MEO
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Compositora e produtora, A Sul explora as fronteiras entre duas das suas grandes paixões – a música e a sonoplastia –, apresentando canções com um forte carácter cinematográfico. A jovem artista sobe ao palco do MEO KALORAMA no dia 28 de Agosto para apresentar QUER QUER QUER, o seu álbum de estreia. Até lá, fique a conhecê-la melhor em mais uma Conversa Afinada.

Porque escolheste fazer esta entrevista aqui?

Decidi fazer esta entrevista aqui porque fez-me sentido irmos para um lugar que me é familiar e nostálgico. Estamos no sítio onde eu cresci, no prédio da minha família, e aqui é o meu estudiozinho que eu estou a construir com muito carinho.

Que canções associas à tua infância?

Músicas dos Carlos Paião, “Samba Pa Ti”... Mas também associo muito à minha infância o tocar do piano, só. O meu pai adora tocar piano e isso para mim é muito a infância, ouvir o meu pai a tocar piano.

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Quando percebeste que querias viver da música?

Isso não é assim tão linear porque eu faço música e faço som e para mim é sempre um híbrido, ou seja, vejo-me como sonoplasta primeiro, e a música esteve sempre aqui e é cada vez mais presente, mas diria que é uma junção dessas duas áreas que me vejo a viver de.

Como descreverias a tua música a quem nunca a ouviu?

É uma música que dá muito valor às camadas sonoras além dos instrumentos musicais e da melodia. Dá muita importância à imagem que se pode criar quando se ouve a canção. E isso está muito ligado com ter estudado cinema, está muito presente nas minhas composições e nas minhas produções. Diria que é experimental e sonoplástico.

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Como funciona a inspiração para ti?

Diria que não tenho uma rotina por si criativa, acho que a criação ao estar inspirada é um constante meio passivo,
somos antenas, e se algo pode ser interessante, se sinto que pode ter sumo para o que eu ando já a pensar, retiro essa
ideia ou registo, para mais tarde se calhar, quando fizer mais sentido, ir buscar essa inspiração.

De onde vem o teu nome artístico A Sul?

O meu nome artístico vem do meu apelido que é Sul, sou. Cláudia Sul. Mas tendo um projecto artístico não queria usar o meu nome próprio, e A Sul pareceu-me meio ambíguo, é uma expressão, é um nome próprio, não se sabe bem...

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Como tem sido a reacção do público ao teu primeiro álbum QUER QUER QUER?

A receptividade ao QUER QUER QUER tem sido uma bela surpresa, acho que tem sido muito positivo, tenho recebido feedback muito sentido.

Vais tocar no MEO KALORAMA, o que te entusiasma mais?

O desafio que é tocar num festival em banda, portanto vai ser um duplo desafio, e no pico do calor, o que também vai ser
interessante, e não só eu mas também a banda está muito entusiasmada por ir tocar ao KALORAMA. É uma grande oportunidade para dar a conhecer o projecto e espero que corra tudo bem.

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Há algum artista do MEO KALORAMA que gostasses especialmente de conhecer?

Sim, a Maro, gostava de a conhecer.

Qual foi a última música que ouviste?
“This Room”, dos Fat Freddy’s Drop

Que música tens ouvido em repeat ultimamente?
Qualquer uma do novo álbum dos
Gorillaz.

Que música gostavas de ter sido tu a criar?
“The End”, dos Doors.

Qual é o teu guilty pleasure musical?
Não é bem guilty pleasure se é
bom ouvir. Gosto muito de Sabrina
Carpenter.

Que artista português nunca sai da tua playlist?
B Fachada.

Qual foi o último concerto a que foste?
Gorillaz.

E o melhor concerto a que foste?
Gostei muito deste último dos Gorillaz, confesso, foi muito bom. Mas houve um concerto que eu adorei, que foi no festival Reverence, dos Electric Wizard, que foi uma experiência incrível. 

Com que artista mais gostarias de tocar?
Talvez o Damon Albarn [risos], dos Gorillaz

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