Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Gay

Gay

O seu guia para uma Lisboa gay, lésbica, bi ou transexual

Vista a camisola: estas colecções de moda ajudam associações LGBT+
Gay

Vista a camisola: estas colecções de moda ajudam associações LGBT+

É hora de vestir a camisola. E o casaco, as cuecas e os ténis. Durante o mês do Pride, marcas como a Levi's, a Puma ou a Calvin Klein, entre muitas outras, vão lançar colecções coloridas e ajudar associações LGBT+. Esmiuçámos as prateleiras virtuais e destacamos algumas das peças que nos encheram o olho. Na lista que se segue, encontram-se desde T-shirts e hoodies arco-íris a bandoletes da Minnie, passando pelas meias coloridas da Happy Socks. Tudo para dar mais cor ao seu armário. Recomendado: O Pride este ano é digital

LGBTQuê? Eles explicam
Notícias

LGBTQuê? Eles explicam

Ary e Isaac criaram um canal no YouTube, T Guys Cuddle Too, onde ajudam outras pessoas trans e tiram dúvidas sobre várias questões queer. Verdadeiro serviço público. O que é ser cisgénero ou transgénero? Em que consiste a mastectomia? Quais as diferenças entre trans, transexual, transgénero e travesti? A transição completa existe? Que casa de banho deve uma pessoa trans usar? Ary Zara Pinto e Isaac Santos esclarecem todas as dúvidas que lhe possam surgir – e outras de que nunca se lembrou – no novo canal de YouTube T Guys Cuddle Too. Tudo isto numa linguagem simples e divertida que já levou a que vários professores mostrassem os seus vídeos nas salas de aula. “E até a outros colegas para conseguirem compreender”, diz Isaac, de 23 anos, barbeiro. “Estamos a começar com o ABC: o que é uma pessoa trans, o que é uma pessoa cis... Vamos começar a falar de temas sobre como fazer o coming out, vamos ter convidados [o youtuber Kiko Is Hot é um deles, num vídeo já publicado] e queremos debater os temas mais relevantes não só da comunidade trans mas de toda a comunidade LGBTI”. Este era o canal que gostavam de ter encontrado quando começaram o processo de transição, há três anos. “Não é uma coisa que vás propriamente ao Google pesquisar: ‘Como começar a minha transição em Portugal’. Não é automático”, continua Ary, de 32 anos, da área audiovisual. “Surgem muitas dúvidas sobre o que vai acontecer com o teu corpo, como lidas com a disforia. São coisas difíceis de compreender e nem t

11 filmes gays essenciais
Filmes

11 filmes gays essenciais

São estes 11, como poderiam ser outros 11, ou ainda mais alguns. Na certeza de que os filmes que compõem esta lista conseguem abordar vários matizes, registos e temas ligados à realidade gay e à sua múltipla (e nem sempre consensual) representação no cinema. Entre os realizadores destas fitas estão nomes como William Friedkin, Jonathan Demme, Robert Towne, Wong Kar-Wai e o português João Pedro Rodrigues, e as suas histórias decorrem em várias épocas e em países tão diversos como os EUA, a França ou a Argentina, e em cidades como Nova Iorque, Hong Kong ou Lisboa.  Recomendado: Os melhores filmes italianos sobre amor e traição

O Pride este ano é digital
Notícias

O Pride este ano é digital

Em tempos de pandemia, a comunidade LGBT do mundo inteiro planeia comemorar as celebrações do mês do orgulho com um Global Pride online, a 27 de Junho.Mais de 220 eventos de comemoração do Pride, o Orgulho LGBT+, normalmente celebrado nos meses de Junho/Julho, foram adiados ou cancelados devido ao coronavírus. Segundo um artigo publicado pela revista Time, a Interpride e a European Pride Organisers Association, duas das maiores associações ligadas ao Pride, estão a planear uma celebração global digital, o Global Pride, a 27 de Junho. “As pessoas LGBT do mundo inteiro são incrivelmente resilientes, mas deparam-se com o isolamento todos os dias da sua vida”, disse à mesma revista J. Andrew Baker, co-presidente da Interpride, associação internacional de organizadores do Pride. "Um dos desafios de hoje é o das pessoas LGBT estarem ainda mais isoladas." Para combater esse isolamento, a organização do Global Pride está a preparar um evento de 24 horas para ser transmitido online com discursos, workshops, participações nas paradas Pride de várias partes do mundo, performances e concertos de artistas ainda por confirmar. O ano passado, o World Pride, que de dois em dois anos acontece numa cidade diferente, foi celebrado em Nova Iorque, nos 50 anos da Revolta de Stonewall, um dos eventos mais importantes da luta pelos direitos LGBT. Em 2021, e pela primeira vez na história, deverá acontecer simultaneamente em duas cidades: Malmö, na Suécia, e Copenhaga, na Dinamarca. Para já, a ILGA P

Pode ir ao Trumps sem sair de casa
Notícias

Pode ir ao Trumps sem sair de casa

A discoteca do Príncipe Real foi das primeiras a adaptar-se à quarentena com uma emissão online de quinta a domingo com actividades que vão de DJ sets a reviews de RuPaul’s Drag Race. Esta semana também há aulas de cozinha. O Trumps, no Príncipe Real, a discoteca LGBT+ mais famosa do país, já tinha uma app para telemóveis com conteúdos digitais, descontos e até passes VIP para evitar as filas. Com a quarentena, ganhou ainda mais vida online e actividades diárias de quinta a domingo. Desde Março, e em tempos de pandemia, a discoteca preocupa-se em manter os clientes entretidos com animação dos DJs, drag queens e bailarinos da casa. Esta semana, a programação da discoteca – para acompanhar na app Trumps e na conta de Instagram @TrumpLisboa – começa na quinta-feira, às 18.00, com uma sessão de contos eróticos drag lidos por Sylvia Koonz, eleita Miss Drag Lisboa em 2017. Na sexta-feira, à mesma hora, há um DJ set de MCDJ (Mariana Carvalho) e no sábado a habitual review do último episódio do concurso RuPaul’s Drag Race, desta vez comentado por Lexa Black – também eleita Miss Drag Lisboa em 2018. No domingo, às 18.00, o fim-de-semana acaba com uma aula de culinária especial com Pilar Prieto. A programação do Trumps muda todas as semanas e a informação é divulgada na conta de Facebook da discoteca. De quinta a domingo, às 18.00, na app Trumps e no Instagram @TrumpsLisboa + Leia aqui a revista Time In Portugal desta semana

Coisas para fazer

A toca dos bears na Caparica
Notícias

A toca dos bears na Caparica

O novo hotel na Costa da Caparica abriu no fim de Outubro e dois dos sócios têm o bar TR3s, no Príncipe Real. Está aberto a não-hóspedes, com sauna gay e piscina aquecida.  Até agora este é “o maior investimento nacional no turismo LGBT”, diz o belga Eddy Van Wallendael, um dos quatro sócios do recém- -inaugurado Villa 3, na Charneca da Caparica, o novo hotel direccionado para um público gay masculino. A localização não é de todo despropositada. Apesar de ficar afastado do mar, numa zona de moradias encostada à A33, a auto-estrada que ajuda a fugir ao trânsito da Caparica, fica a “oito minutos” de carro da Praia 19, uma das praias gays mais famosas da Europa, que cada vez atrai mais turistas. Mas quem ficar hospedado na Villa 3 nem precisa de ir à praia. A piscina aquecida (no Verão chega aos 30 graus), o jacuzzi e a sauna são mais do que suficientes para os hóspedes que desde 20 de Outubro começaram a ocupar os 13 quartos duplos do hotel. A ideia de criar um hotel com um target gay na Caparica – “o cliente-alvo são homens com mais de 25 anos”, sublinham – partiu de dois casais bear: António Marco & Eddy Van Wallendael (que já conhecemos do bar TR3S, no Príncipe Real, que acaba de comemorar oito anos) e Carlos Neves & José Mendo (ligados à construção civil). Em 2016, os quatro compraram o imóvel com 2700 metros quadrados. Dois anos de obras de remodelação e muita burocracia depois, a Villa 3 recebe as primeiras reservas e as primeiras festas. O espaço pode ser alugado

A guesthouse gay onde toda a gente quer ficar
Gay

A guesthouse gay onde toda a gente quer ficar

All-male gay urban resort. O rótulo aparece logo assim que abrimos o site da The Late Birds, a desencorajar casais hetero ou mulheres de marcarem aqui a sua escapadela romântica em Lisboa. “Quer dizer, não discriminamos ninguém, mas queremos deixar o nosso target bem claro”, diz Carlos Sanches Ruivo, de 48 anos, um dos dois sócios (ao lado de Sónia Santiago) da guest house no Bairro Alto.  Já tiveram “uns três ou quatro casais hetero”, recorda Carlos, mas sempre com o consentimento dos outros hóspedes, até porque não querem “que se crie um desfasamento entre o que é expectável”, explica. “É raro haver um sítio assim no centro de Lisboa e há muita gente a querer vir para aqui. Tentamos é sempre responder ao nosso público.” De facto, é raro encontrar um sítio assim: um verdadeiro oásis gay no meio da cidade, onde não falta uma piscina onde os hóspedes nadam em pleno Inverno – ok, estamos a falar de um hóspede escocês a banhos, ficamos a saber, mas mesmo assim medimos a temperatura da água e estava a 18 graus. Na guesthouse com 12 quartos, Carlos sabe de cor o nome de todos os hóspedes e quer que, tal como ele, que ali vive, “se sintam em casa”. Tão em casa que pelos quartos estão espalhados livros seus e objectos que foi coleccionando ao longo dos tempos. Por exemplo, uma enorme fotografia antiga em frente a um barco que encontrou no lixo. “Vi um vizinho meu em Paris deitá-la fora e nem queria acreditar.”  Por falar em fotografias, nas escadas e nos corredores estão espalha

Vai uma rapidinha?
Notícias

Vai uma rapidinha?

Quartos que parecem o interior de um avião – bem, pelo menos tentam –, lofts com piscina interior, suites com SporTv para não perder o clássico do próximo domingo e quartos em que o principal encanto é estarem mesmo no centro da cidade. Sugerimos-lhe seis motéis para uma rapidinha (alguns com garagem para entrar pela porta das traseiras, sem trocadilhos dignos de uma música pimba).     Xroomz No Xroomz os quartos são temáticos e pode fingir que está no cinema, num avião, no Egipto ou em alto mar. Claro que tem de dar mesmo asas à imaginação para esquecer que na verdade está só num motel no centro de Lisboa e até é provável que sinta o cheiro a comida dos restaurantes das redondezas. www.xroomz.com. Rua Santo António da Glória, 90-A. 21 603 40 31. A partir de 20€/hora     Motel Requinte A IC 19 dificilmente teria lugar num artigo da Time Out Lisboa, não fosse o maior antro de motéis da capital. Quer divertir-se com a amante, o marido ou o desconhecido que acabou de contactar no Tinder, atravesse as localidades da Buraca ou de Ranholas e acelere até à Abrunheira. Se não levar brinquedos na mala, o motel mais antigo da zona de Sintra tem sex-shop, bolas de espelhos sobre as camas e canais para maiores de 18. Além de SporTv, não vá estar a decorrer um derby imperdível. www.requinte.pt. Rua Cerrado do Metro, 11. 21 915 6590. A partir de 25€ (2 horas)       H2ON Tal como o nome indica, o H2ON é ideal para casais com dinâmicas mais aquáticas. Camas de água, jacuzzi, um

Os melhores bares gay de Lisboa
Noite

Os melhores bares gay de Lisboa

Os primeiros bares gays em Lisboa começaram a espreitar pela fresta do armário nos anos 60. Hoje, os dedos de duas mãos não chegam para os contar. Este é só um sinal de que a cidade está cada vez mais arejada e pronta para acolher toda a gente. 

Outras sugestões

Dez filmes gays essenciais
Filmes

Dez filmes gays essenciais

São estes dez, como poderiam ser dez outros, ou ainda mais alguns. Na certeza de que a dezena de filmes que compõem esta lista conseguem abordar vários matizes, registos e temas ligados à realidade gay e à sua múltipla (e nem sempre consensual) representação no cinema. Entre os realizadores destas fitas estão nomes como William Friedkin, Jonathan Demme, Robert Towne, Wong Kar-Wai e o português João Pedro Rodrigues, e as suas histórias decorrem em várias épocas e em países tão diversos como os EUA, a França ou a Argentina, e em cidades como Nova Iorque, Hong Kong ou Lisboa.  Recomendado: Os melhores filmes italianos sobre amor e traição

O refúgio dos ursos
Gay

O refúgio dos ursos

“Daqui a pouco há mais bares gays do que clientes”, comentava alguém no balcão do Shelter, o mais recente bar do Príncipe Real. Rui Couto, um dos três sócios, e um dos fundadores da discoteca Construction (entretanto com outra gerência), não concorda. O bar que abriu em Agosto de 2016 e que teve em Outubro a sua maior festa, com música dos anos 80 e a coincidir com o 50.º aniversário de Rui, é “diferente dos outros”, garante. “É um refúgio, um abrigo. Um sítio onde as pessoas podem vir beber um copo ao fim da tarde depois do trabalho, como em Londres”, continua. “E para um tipo de clientes diferente dos clientes da noite, até porque têm de acordar cedo para ir trabalhar.” O bar abre portas às seis da tarde e em breve vai abrir ainda mais cedo, às cinco, para tardes de petiscos italianos e vinho, às segundas e quartas. A ideia foi do italiano Massimiliano Trovarelli, outro dos sócios e companheiro de Rui durante 15 anos, que antigamente geria no mesmo espaço uma loja de gravuras antigas. As gravuras passaram a ser vendidas online e o espaço tornou-se um bar “mais clean do que o habitual”, dizem eles. Não há quarto escuro como noutros bares das redondezas – embora a casa de banho seja sempre um “lugar divertido”, reconhece Max, como é conhecido – e no espaço em tons de cinzento sobressaem as cores da bandeira bear, também no logotipo do Shelter. “Somos os três bears mas não estagnámos o nosso mercado nos bears, recebemos toda a gente”, sublinha Rui. “Homens e mulheres” são

A Fonda chegou
Gay

A Fonda chegou

Acabaram-se os dias a suar em frente ao ecrã num treino de fitness roubado do YouTube. Acabaram-se as aulas de pilates num ginásio low-cost a abarrotar. A Fonda, a nova festa criada pelos rapazes da Conga, promete queimar mais calorias do que qualquer personal trainer. A inspiração, claro, é Jane Fonda, agora com 78 anos, “rainha do fitness [quando] ainda não tinham nascido os personal trainers que habitam os ginásios de hoje”, diz João Gaspar, um dos cinco organizadores (ao lado de António, Pedro, Diogo e Nuno) . “E com mais ritmo, sensualidade e noção de estilo.” A Conga, festa mensal que começou em 2011 e que este ano celebrou a 50ª edição (com o DJ Dimitri From Paris como convidado principal), também foi feita a pensar numa mulher, a brasileira Gretchen, autora da canção “Conga, Conga, Conga”. “Talvez seja a nossa forma de agradecer às mulheres que nos inspiram”, continua. A primeira festa, em Outubro, uma “gigantesca aula de fitness” no Kremlin (o espaço não é fixo), trouxe música “para dançar, transpirar e inspirar a alma”. Haver apenas uma Conga deixou de fazer sentido a partir do momento em que começou a haver só uma pista. “A Conga conseguiu juntar vários públicos no mesmo espaço, mas quando deixámos de ter sítios em Lisboa com duas pistas sentimos necessidade de ter uma versão assumidamente pop e provar que este registo cultural não é um parente pobre da música das pistas de dança”, explica João. A primeira edição desta versão pop da Conga contou com os DJs Már

Tchinda, a rainha trans de Cabo Verde
Gay

Tchinda, a rainha trans de Cabo Verde

Em várias ilhas de Cabo Verde, principalmente em Santiago e São Vicente, “tchinda” é a palavra usada por muita gente para se referir a alguém da comunidade LGBT. Na verdade, o nome partiu de Tchinda Andrade, a “heroína transgénero”, como lhe chamou a CNN num artigo, uma das personagens mais conhecidas do Mindelo, São Vicente, e o centro das atenções do documentário Tchindas, que estreou em Setembro no Queer Lisboa. Foi o jornalista Marc Serena, realizador e um dos convidados do festival, quem descobriu Tchinda, a vendedora de coxinhas, enquanto entrevistava pessoas para o livro Isto Não É África, “com gente gay, lésbica e trans de países africanos em diferentes situações”, conta-nos o catalão Pablo Garcia, outro dos realizadores do filme. “No Mindelo, o Marc encontrou um lugar que lhe pareceu de esperança absoluta para a comunidade, depois de conhecer a Tchinda e a Edinha [outra activista transgénero da ilha].” Por recomendação de Cesária Évora, com quem Marc esteve pouco antes de a cantora morrer,e também ela amiga de Tchinda, voltou à ilha em 2013, desta vez com Pablo, para filmar as preparações do Carnaval do Mindelo, impulsionadas em grande parte pelas transgénero da ilha. “Quando chegámos, percebemos logo que a Tchinda era a líder do bairro e uma pessoa muito querida. Obviamente que Cabo Verde não é um paraíso [Tchinda chegou a ser agredida na cidade da Praia, em Santiago, por causa da sua identidade sexual e ainda tem cicatrizes visíveis na cara], mas é um exemplo de