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O seu guia para uma Lisboa gay, lésbica, bi ou transexual

A sociedade secreta gay das quartas-feiras
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A sociedade secreta gay das quartas-feiras

Conde de Sodoma. É assim que o organizador das noites Queer Lust prefere que o tratemos. E apesar do título nobiliárquico, às quartas-feiras os nomes e apelidos não contam para nada no Mise Em Scène, num rés-do-chão perto do Parque Eduardo VII.  Desde Agosto que este erotic night lounge – é esta a descrição que encontra na página do Facebook do espaço com decoração vintage, além de uma citação do Marquês de Sade – quer chamar outro tipo de clientela, sempre sob anonimato. A ideia foi “testar o conceito de um clube de sexo straight num público queer”, explica o Conde. E pelos vistos tem dado resultado.  O “clube de gentlemen”, como lhe chama, reúne-se duas quartas-feiras por mês desde Agosto com vários pretextos. “Para debater erotismo, sexualidade, o PIB nacional e a monarquia”, por exemplo. Ou para experimentar “um serviço de bar exemplar, quartos repletos de fantasias, sex toys e performances artísticas”, continua. A entrada é limitada a 40 pessoas e já que não vai encontrar a morada do espaço em lado nenhum terá de mandar um e-mail para grupodaquartafeira@gmail.com e esperar indicações – e que o aceitem, claro. A porta costuma abrir a partir das 22.30 e há que tocar à campainha como se fosse visitar um familiar a viver perto do El Corte Inglés.  Perfeito para Quem quer experimentar um clube de sexo gay Quando Quarta, a partir das 22.30, no Mise En Scène. Entrada a 15€, mediante inscrição

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A guesthouse gay onde toda a gente quer ficar
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A guesthouse gay onde toda a gente quer ficar

All-male gay urban resort. O rótulo aparece logo assim que abrimos o site da The Late Birds, a desencorajar casais hetero ou mulheres de marcarem aqui a sua escapadela romântica em Lisboa. “Quer dizer, não discriminamos ninguém, mas queremos deixar o nosso target bem claro”, diz Carlos Sanches Ruivo, de 48 anos, um dos dois sócios (ao lado de Sónia Santiago) da guest house no Bairro Alto.  Já tiveram “uns três ou quatro casais hetero”, recorda Carlos, mas sempre com o consentimento dos outros hóspedes, até porque não querem “que se crie um desfasamento entre o que é expectável”, explica. “É raro haver um sítio assim no centro de Lisboa e há muita gente a querer vir para aqui. Tentamos é sempre responder ao nosso público.” De facto, é raro encontrar um sítio assim: um verdadeiro oásis gay no meio da cidade, onde não falta uma piscina onde os hóspedes nadam em pleno Inverno – ok, estamos a falar de um hóspede escocês a banhos, ficamos a saber, mas mesmo assim medimos a temperatura da água e estava a 18 graus. Na guesthouse com 12 quartos, Carlos sabe de cor o nome de todos os hóspedes e quer que, tal como ele, que ali vive, “se sintam em casa”. Tão em casa que pelos quartos estão espalhados livros seus e objectos que foi coleccionando ao longo dos tempos. Por exemplo, uma enorme fotografia antiga em frente a um barco que encontrou no lixo. “Vi um vizinho meu em Paris deitá-la fora e nem queria acreditar.”  Por falar em fotografias, nas escadas e nos corredores estão espalha

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Casamento gay? Este assunto é com ele
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Casamento gay? Este assunto é com ele

Rui Antunes tenta manter o ar impecável dentro do fato de cerimónia por entre os milhares de turistas que se atravessam no caminho na subida para o Castelo de São Jorge. Ossos do ofício de um wedding planner – mais ainda, de um wedding planner de casamentos gays, esse nicho de mercado que o levou a criar a empresa Gay Wedding PT, juntamente com outro sócio.“Trabalhamos mais com turistas, que nos procuram mais ou na Primavera ou depois do Verão, quando está menos calor”, conta. Melhor, pelo menos para quem tem de vestir camisa e fato debaixo de um sol abrasador. A ideia de organizar casamentos gays partiu de uma outra empresa sua, já com 11 anos e mais virada para eventos de empresas (inclusive diz já ter feito “uma banheira” para uma marca de bebidas numa festa Time Out).“A nossa empresa também já fazia casamentos hetero [parece que continua a organizá-los] e, entretanto, em 2012, fomos solicitados por duas senhoras que queriam casar e lembrámo-nos que seria interessante focarmo-nos numa coisa mais específica, principalmente a pensar nos estrangeiros que vêm cá para casar”, conta. “Até porque Portugal é um dos poucos países em que isso é permitido.”As leis mudam consoante os países e alguns casamentos entre pessoas do mesmo sexo perdem validade fora de Portugal. “Por exemplo, na Alemanha não são reconhecidos, mas já significam mais do que uma união de facto comum.”Talvez por isso, lidar com a papelada é a parte mais difícil de organizar num casamento deste género. Mais do que

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Os melhores filmes gay
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Os melhores filmes gay

Pedro Almodóvar, Gus van Sant, Wong Kar-wai, Kimberly Peirce e Ang Lee: a história dos filmes gay é feita de alguns dos grandes nomes do cinema. Descubra os melhores entre os melhores do género queer na Sétima Arte e repare como um mundo nos separa hoje do que era o cinema homossexual nos anos 90 do século passado.

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A onda de surfistas gay
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A onda de surfistas gay

Thomas Castets pensava que era “o único surfista gay no mundo” quando se mudou de França para a Austrália aos 18 anos, em 1996, explica-nos por telefone directamente de Sydney. Quase 15 anos mais tarde, em 2010, e quando grande parte dos amigos começou “a casar e a ter bebés e a surfar menos”, lembrou-se de criar um site para procurar outros surfistas gays, tarefa aparentemente mais difícil do que encontrar a onda perfeita.Ou não. “Na primeira semana do site inscreveram-se 50 pessoas, não só da Austrália, como da América, de África e da Europa”, conta. “Surfistas de várias partes do mundo que se sentiam intimidados em contar aos amigos que eram gays, porque a homossexualidade não é muito bem aceite no mundo do surf.”O número foi crescendo e hoje em dia a comunidade Gay Surfers, uma rede social para surfistas, tem só em Portugal mais de dois mil surfistas inscritos, homens e mulheres.“Os grupos maiores são em França [há quatro] e nos Estados Unidos [com 12] e aí as pessoas costumam encontrar-se todos os domingos para surfar, como acontece, por exemplo, em Los Angeles”, conta Thomas. Também costumam organizar surf trips noutros países e partilhar telefones ou dicas de viagem para praias exóticas, como por exemplo a Praia 19, na Costa da Caparica.“Tenham muito cuidado ao deixar o carro no parque de estacionamento”, escreveu em Julho o surfista Peter. “Nos últimos dois anos fiquei duas vezes na Praia 19 e a minha autocaravana foi assaltada. A polícia disse que os assaltos aumenta

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Coisas para fazer

Os melhores bares gay de Lisboa
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Os melhores bares gay de Lisboa

Os primeiros bares gays em Lisboa começaram a espreitar pela fresta do armário nos anos 60. Hoje, os dedos de duas mãos não chegam para os contar. Este é só um sinal de que a cidade está cada vez mais arejada e pronta para acolher toda a gente. 

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Seis noites que não pode perder no Lux até ao fim do ano
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Seis noites que não pode perder no Lux até ao fim do ano

Quem melhor do que Pedro Fradique, um dos responsáveis pela programação do Lux, para lhe dizer que noites não pode mesmo perder? Falámos com um dos ideólogos da melhor discoteca de Lisboa e devolvemos-lhe a conversa em discurso directo e mais que optimizada – data de actuação, nome do DJ, explicação da escolha e sets para cada um deles. Quanto aos motivos que determinaram esta agenda para o que ainda resta de 2016, a máxima é a seguinte (e também serve de resolução de ano novo): “Às vezes vale a pena insistir naquilo ou, melhor dizendo, naqueles em quem se acredita.”

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Vai uma rapidinha?
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Vai uma rapidinha?

Quartos que parecem o interior de um avião – bem, pelo menos tentam –, lofts com piscina interior, suites com SporTv para não perder o clássico do próximo domingo e quartos em que o principal encanto é estarem mesmo no centro da cidade. Sugerimos-lhe seis motéis para uma rapidinha (alguns com garagem para entrar pela porta das traseiras, sem trocadilhos dignos de uma música pimba).     Xroomz No Xroomz os quartos são temáticos e pode fingir que está no cinema, num avião, no Egipto ou em alto mar. Claro que tem de dar mesmo asas à imaginação para esquecer que na verdade está só num motel no centro de Lisboa e até é provável que sinta o cheiro a comida dos restaurantes das redondezas. www.xroomz.com. Rua Santo António da Glória, 90-A. 21 603 40 31. A partir de 20€/hora     Motel Requinte A IC 19 dificilmente teria lugar num artigo da Time Out Lisboa, não fosse o maior antro de motéis da capital. Quer divertir-se com a amante, o marido ou o desconhecido que acabou de contactar no Tinder, atravesse as localidades da Buraca ou de Ranholas e acelere até à Abrunheira. Se não levar brinquedos na mala, o motel mais antigo da zona de Sintra tem sex-shop, bolas de espelhos sobre as camas e canais para maiores de 18. Além de SporTv, não vá estar a decorrer um derby imperdível. www.requinte.pt. Rua Cerrado do Metro, 11. 21 915 6590. A partir de 25€ (2 horas)       H2ON Tal como o nome indica, o H2ON é ideal para casais com dinâmicas mais aquáticas. Camas de água, jacuzzi, um

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7 coisas que precisa de saber sobre o Rive-Rouge
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7 coisas que precisa de saber sobre o Rive-Rouge

O bar/discoteca do mesmo dono do Lux abriu na quinta-feira passada no Time Out Market   1. Funciona de terça a domingo a partir das cinco da tarde, o que quer dizer que as festas agora começam mais cedo – e mesmo aos dias de semana 2. Já está a ser pensado há seis anos, mas alguns problemas técnicos, como a insonorização, atrasaram as obras e fizeram com que só abrisse na quinta-feira passada 3. Este é o primeiro bar de Manuel Reis fora de uma zona periférica (depois do Frágil, que abriu no Bairro Alto nos anos 80, e do Lux, no fim dos anos 90 em Santa Apolónia) 4. Há dois cocktails especiais da casa: o Rive e o Rouge 5. Cada noite terá dois DJs de serviço, um no turno da tarde, a partir das 17.00, e outro no turno da noite, a partir das 22.00 e até às quatro da manhã 6. A entrada faz-se pelo Time Out Market, junto à Praça D. Luís I 7. No domingo, 27, o Rive-Rouge vai receber a matiné Dança Com Ela, organizada por Inês Meneses, da Radar, e com entrada livre (https://www.facebook.com/events/666393246874835) Leia mais sobre o Rive-Rouge na edição de papel de amanhã. 

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Outras sugestões

A Fonda chegou
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A Fonda chegou

Acabaram-se os dias a suar em frente ao ecrã num treino de fitness roubado do YouTube. Acabaram-se as aulas de pilates num ginásio low-cost a abarrotar. A Fonda, a nova festa criada pelos rapazes da Conga, promete queimar mais calorias do que qualquer personal trainer. A inspiração, claro, é Jane Fonda, agora com 78 anos, “rainha do fitness [quando] ainda não tinham nascido os personal trainers que habitam os ginásios de hoje”, diz João Gaspar, um dos cinco organizadores (ao lado de António, Pedro, Diogo e Nuno) . “E com mais ritmo, sensualidade e noção de estilo.” A Conga, festa mensal que começou em 2011 e que este ano celebrou a 50ª edição (com o DJ Dimitri From Paris como convidado principal), também foi feita a pensar numa mulher, a brasileira Gretchen, autora da canção “Conga, Conga, Conga”. “Talvez seja a nossa forma de agradecer às mulheres que nos inspiram”, continua. A primeira festa, em Outubro, uma “gigantesca aula de fitness” no Kremlin (o espaço não é fixo), trouxe música “para dançar, transpirar e inspirar a alma”. Haver apenas uma Conga deixou de fazer sentido a partir do momento em que começou a haver só uma pista. “A Conga conseguiu juntar vários públicos no mesmo espaço, mas quando deixámos de ter sítios em Lisboa com duas pistas sentimos necessidade de ter uma versão assumidamente pop e provar que este registo cultural não é um parente pobre da música das pistas de dança”, explica João. A primeira edição desta versão pop da Conga contou com os DJs Már

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Nestas saunas gay nunca é Inverno
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Nestas saunas gay nunca é Inverno

Na Trombeta Bath e na SaunApolo 56, as duas saunas gay da cidade, o frio fica sempre à porta. Trombeta Bath Do meio-dia de sexta até à madrugada de segunda, a Trombeta Bath, a sauna gay do Bairro Alto, está sempre a funcionar. Só para homens e muito frequentada por turistas, a sauna costuma organizar festas com DJs e ao primeiro sábado de cada mês acolhe um encontro de bears, das 14.00 às 18.00, a matiné mais peluda que pode encontrar. Tem um staff de massagistas disposto a “many kinds of pleasure”, entre as 12.00 e as 00.00, e com massagens a vários preços, a partir de 20€. O centro de rastreio rápido CheckpointLx também tem uma equipa na sauna, para testes gratuitos e anónimos de VIH, sífilis e vírus da hepatite C. Rua do Trombeta, 1C (Bairro Alto). A partir de 9€. Sáb-Dom aberto 24 horas; Seg 00.00-06.00; 12.00-06.00 SaunApolo 56 Na única sauna mista da cidade, a funcionar das 15.00 até às 04.00 aos fins-de-semana, e até às 03.00 no resto da semana, pode esquecer o frio. Aberta a “homens, mulheres, trans e casais liberais com diferentes orientações sexuais”, lê-se no site, a sauna tem um gabinete de massagens, fotógrafo disponível para sessões (só por marcação), glory holes, uma sala de cinema, duches colectivos, sling, um quarto escuro e tratamentos de spa. O espaço pode ser alugado para festas (por exemplo, filmagens, eventos ou despedidas de solteiro) e costuma acolher eventos como sessões de striptease misto e festas da máscara e do fetiche “com apagão”, sublinham

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Tchinda, a rainha trans de Cabo Verde
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Tchinda, a rainha trans de Cabo Verde

Em várias ilhas de Cabo Verde, principalmente em Santiago e São Vicente, “tchinda” é a palavra usada por muita gente para se referir a alguém da comunidade LGBT. Na verdade, o nome partiu de Tchinda Andrade, a “heroína transgénero”, como lhe chamou a CNN num artigo, uma das personagens mais conhecidas do Mindelo, São Vicente, e o centro das atenções do documentário Tchindas, que estreou em Setembro no Queer Lisboa. Foi o jornalista Marc Serena, realizador e um dos convidados do festival, quem descobriu Tchinda, a vendedora de coxinhas, enquanto entrevistava pessoas para o livro Isto Não É África, “com gente gay, lésbica e trans de países africanos em diferentes situações”, conta-nos o catalão Pablo Garcia, outro dos realizadores do filme. “No Mindelo, o Marc encontrou um lugar que lhe pareceu de esperança absoluta para a comunidade, depois de conhecer a Tchinda e a Edinha [outra activista transgénero da ilha].” Por recomendação de Cesária Évora, com quem Marc esteve pouco antes de a cantora morrer,e também ela amiga de Tchinda, voltou à ilha em 2013, desta vez com Pablo, para filmar as preparações do Carnaval do Mindelo, impulsionadas em grande parte pelas transgénero da ilha. “Quando chegámos, percebemos logo que a Tchinda era a líder do bairro e uma pessoa muito querida. Obviamente que Cabo Verde não é um paraíso [Tchinda chegou a ser agredida na cidade da Praia, em Santiago, por causa da sua identidade sexual e ainda tem cicatrizes visíveis na cara], mas é um exemplo de

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As melhores lojas para homem em Lisboa
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As melhores lojas para homem em Lisboa

Nem todas as lojas lisboetas pensam só nelas. Os homens pensam cada vez mais no guarda-roupa e, na cidade, cresce o número de marcas e espaços dedicados exclusivamente à moda masculina. Dos fatos por medida à streetwear, estas são as melhores lojas de Lisboa para homens com pinta.

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