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O seu guia para uma Lisboa gay, lésbica, bi ou transexual

Na festa Pop Heart, o Carnaval nunca acaba
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Na festa Pop Heart, o Carnaval nunca acaba

Há bons motivos para sair à noite a meio da semana. A Pop Heart, a festa das quartas-feiras do Friends, no Bairro Alto, junta música pop com pop art e é um sucesso. Falámos com os criadores, um DJ e um maquilhador. 

Gaydar 2018 - o melhor da agenda LGBT para o novo ano
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Gaydar 2018 - o melhor da agenda LGBT para o novo ano

O ano novo ainda agora arrancou e já conta com sete eventos que prometem marcar a vida LGBT de Lisboa em 2018. Séries, filmes, festas e até uma nova discoteca: descubra agora o que vai dar mais cor à cidade.  

Sylvia Koonz, rainha de 2017
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Sylvia Koonz, rainha de 2017

Uma coisa é certa na nossa bola de cristal para 2018. Sylvia Koonz, a actual Miss Drag Lisboa, vai entregar a coroa à nova rainha drag da cidade. O ritual começou em 2017 e vai prolongar-se – se tudo correr bem – por muitos anos graças a Miss Moço (personagem do luso-canadiano Adam Moço), a organizadora e apresentadora do concurso. Adam Moço vai mudar-se em breve de Lisboa para o Canadá, mas promete voltar a tempo de tratar da segunda edição do concurso que escolhe a melhor drag queen da cidade. Por enquanto, continuamos a fazer vénias à realeza de 2017: Sylvia Koonz, ainda a recuperar da vitória de Novembro, na Galeria Zé dos Bois. Sylvia, personagem criada por Pedro, tem menos de um ano de vida. “Já tinha vontade de fazer drag há muito tempo, mas não tinha coragem”, conta à Time Out. Não tinha coragem, mas já tinha um nome sonante, criado para uma personagem do jogo Second Life. “Uma personagem feminina”, sublinha. “Sempre fui muito fascinado pela moda feminina e pela maquilhagem.” Há oito meses, um amigo que faz drag (Cher No-Bylzz, também concorrente da Miss Drag Lisboa 2017) incentivou-o a fazer um show conjunto no Finalmente, no Lugar Às Novas. “Já tinha treinado em casa, mas nada de jeito. Quando voltei para o camarim, pensei: ‘Uau, consegui estar num palco’.” Aliás, quem pesquisar no YouTube ainda encontra a performance Príncipe Encantado, em que Koonz e Cher No-Billz acabam a dançar ao som da banda de trashmetal Comme Restus no Finalmente. “Sou uma pessoa muito tím

As melhores festas LGBT em Lisboa
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As melhores festas LGBT em Lisboa

Todas as semans há festas LGBT a colorir a cidade. Marque na agenda as que não pode perder. 

Q Revolt. Uma revolta queer fotográfica
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Q Revolt. Uma revolta queer fotográfica

A portuguesa Rita Braz fotografou 100 mulheres que gostam de outras mulheres para combater o preconceito e o resultado está num livro que acaba de ser lançado e numa exposição que chega a Lisboa em Fevereiro. Falámos com ela e percebemos como se fez a revolução. Foi depois de uma viagem aos Balcãs com uma amiga que Rita Braz teve a ideia de começar um projecto fotográfico com mulheres. “Vivíamos em Berlim e o contraste que encontrámos na Croácia e na Bósnia fez-nos pensar quão diferentes seriam as nossas vidas se vivêssemos ali”, conta. “Isso levou-me a querer fotografar mulheres como nós e tentar quebrar o estereótipo existente.” Numa parede algures em Sarajevo encontrou Q Revolt escrito a vermelho e pensou que seria um bom nome para o projecto. “Automaticamente achámos que queria dizer Queer Revolt e partir desse momento o nome ficou e fez todo o sentido para mim.” Foram precisos quatro anos até a ideia de fotografar mulheres que gostam de outras mulheres ganhar força, em grande parte graças a um projecto de crowdfunding online. “Ficou um pouco estagnado devido à falta de financiamento e de tempo, até que em Março deste ano, ao falar com amigos sobre o assunto, achei que seria uma boa ideia recomeçar e o Kickstarter pareceu-me uma boa plataforma para tentar angariar dinheiro”, explica a fotógrafa, que vive em Berlim há sete anos. Ao todo, perto de cem pessoas contribuíram – “amigos, família e até completos desconhecidos” – e foram angariados mais de cinco mil euros

Coisas para fazer

A sociedade secreta gay das quartas-feiras
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A sociedade secreta gay das quartas-feiras

Conde de Sodoma. É assim que o organizador das noites Queer Lust prefere que o tratemos. E apesar do título nobiliárquico, às quartas-feiras os nomes e apelidos não contam para nada no Mise Em Scène, num rés-do-chão perto do Parque Eduardo VII.  Desde Agosto que este erotic night lounge – é esta a descrição que encontra na página do Facebook do espaço com decoração vintage, além de uma citação do Marquês de Sade – quer chamar outro tipo de clientela, sempre sob anonimato. A ideia foi “testar o conceito de um clube de sexo straight num público queer”, explica o Conde. E pelos vistos tem dado resultado.  O “clube de gentlemen”, como lhe chama, reúne-se duas quartas-feiras por mês desde Agosto com vários pretextos. “Para debater erotismo, sexualidade, o PIB nacional e a monarquia”, por exemplo. Ou para experimentar “um serviço de bar exemplar, quartos repletos de fantasias, sex toys e performances artísticas”, continua. A entrada é limitada a 40 pessoas e já que não vai encontrar a morada do espaço em lado nenhum terá de mandar um e-mail para grupodaquartafeira@gmail.com e esperar indicações – e que o aceitem, claro. A porta costuma abrir a partir das 22.30 e há que tocar à campainha como se fosse visitar um familiar a viver perto do El Corte Inglés.  Perfeito para Quem quer experimentar um clube de sexo gay Quando Quarta, a partir das 22.30, no Mise En Scène. Entrada a 15€, mediante inscrição

A guesthouse gay onde toda a gente quer ficar
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A guesthouse gay onde toda a gente quer ficar

All-male gay urban resort. O rótulo aparece logo assim que abrimos o site da The Late Birds, a desencorajar casais hetero ou mulheres de marcarem aqui a sua escapadela romântica em Lisboa. “Quer dizer, não discriminamos ninguém, mas queremos deixar o nosso target bem claro”, diz Carlos Sanches Ruivo, de 48 anos, um dos dois sócios (ao lado de Sónia Santiago) da guest house no Bairro Alto.  Já tiveram “uns três ou quatro casais hetero”, recorda Carlos, mas sempre com o consentimento dos outros hóspedes, até porque não querem “que se crie um desfasamento entre o que é expectável”, explica. “É raro haver um sítio assim no centro de Lisboa e há muita gente a querer vir para aqui. Tentamos é sempre responder ao nosso público.” De facto, é raro encontrar um sítio assim: um verdadeiro oásis gay no meio da cidade, onde não falta uma piscina onde os hóspedes nadam em pleno Inverno – ok, estamos a falar de um hóspede escocês a banhos, ficamos a saber, mas mesmo assim medimos a temperatura da água e estava a 18 graus. Na guesthouse com 12 quartos, Carlos sabe de cor o nome de todos os hóspedes e quer que, tal como ele, que ali vive, “se sintam em casa”. Tão em casa que pelos quartos estão espalhados livros seus e objectos que foi coleccionando ao longo dos tempos. Por exemplo, uma enorme fotografia antiga em frente a um barco que encontrou no lixo. “Vi um vizinho meu em Paris deitá-la fora e nem queria acreditar.”  Por falar em fotografias, nas escadas e nos corredores estão espalha

Vai uma rapidinha?
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Vai uma rapidinha?

Quartos que parecem o interior de um avião – bem, pelo menos tentam –, lofts com piscina interior, suites com SporTv para não perder o clássico do próximo domingo e quartos em que o principal encanto é estarem mesmo no centro da cidade. Sugerimos-lhe seis motéis para uma rapidinha (alguns com garagem para entrar pela porta das traseiras, sem trocadilhos dignos de uma música pimba).     Xroomz No Xroomz os quartos são temáticos e pode fingir que está no cinema, num avião, no Egipto ou em alto mar. Claro que tem de dar mesmo asas à imaginação para esquecer que na verdade está só num motel no centro de Lisboa e até é provável que sinta o cheiro a comida dos restaurantes das redondezas. www.xroomz.com. Rua Santo António da Glória, 90-A. 21 603 40 31. A partir de 20€/hora     Motel Requinte A IC 19 dificilmente teria lugar num artigo da Time Out Lisboa, não fosse o maior antro de motéis da capital. Quer divertir-se com a amante, o marido ou o desconhecido que acabou de contactar no Tinder, atravesse as localidades da Buraca ou de Ranholas e acelere até à Abrunheira. Se não levar brinquedos na mala, o motel mais antigo da zona de Sintra tem sex-shop, bolas de espelhos sobre as camas e canais para maiores de 18. Além de SporTv, não vá estar a decorrer um derby imperdível. www.requinte.pt. Rua Cerrado do Metro, 11. 21 915 6590. A partir de 25€ (2 horas)       H2ON Tal como o nome indica, o H2ON é ideal para casais com dinâmicas mais aquáticas. Camas de água, jacuzzi, um

Os melhores bares gay de Lisboa
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Os melhores bares gay de Lisboa

Os primeiros bares gays em Lisboa começaram a espreitar pela fresta do armário nos anos 60. Hoje, os dedos de duas mãos não chegam para os contar. Este é só um sinal de que a cidade está cada vez mais arejada e pronta para acolher toda a gente. 

Outras sugestões

O refúgio dos ursos
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O refúgio dos ursos

“Daqui a pouco há mais bares gays do que clientes”, comentava alguém no balcão do Shelter, o mais recente bar do Príncipe Real. Rui Couto, um dos três sócios, e um dos fundadores da discoteca Construction (entretanto com outra gerência), não concorda. O bar que abriu em Agosto de 2016 e que teve em Outubro a sua maior festa, com música dos anos 80 e a coincidir com o 50.º aniversário de Rui, é “diferente dos outros”, garante. “É um refúgio, um abrigo. Um sítio onde as pessoas podem vir beber um copo ao fim da tarde depois do trabalho, como em Londres”, continua. “E para um tipo de clientes diferente dos clientes da noite, até porque têm de acordar cedo para ir trabalhar.” O bar abre portas às seis da tarde e em breve vai abrir ainda mais cedo, às cinco, para tardes de petiscos italianos e vinho, às segundas e quartas. A ideia foi do italiano Massimiliano Trovarelli, outro dos sócios e companheiro de Rui durante 15 anos, que antigamente geria no mesmo espaço uma loja de gravuras antigas. As gravuras passaram a ser vendidas online e o espaço tornou-se um bar “mais clean do que o habitual”, dizem eles. Não há quarto escuro como noutros bares das redondezas – embora a casa de banho seja sempre um “lugar divertido”, reconhece Max, como é conhecido – e no espaço em tons de cinzento sobressaem as cores da bandeira bear, também no logotipo do Shelter. “Somos os três bears mas não estagnámos o nosso mercado nos bears, recebemos toda a gente”, sublinha Rui. “Homens e mulheres” são

A Fonda chegou
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A Fonda chegou

Acabaram-se os dias a suar em frente ao ecrã num treino de fitness roubado do YouTube. Acabaram-se as aulas de pilates num ginásio low-cost a abarrotar. A Fonda, a nova festa criada pelos rapazes da Conga, promete queimar mais calorias do que qualquer personal trainer. A inspiração, claro, é Jane Fonda, agora com 78 anos, “rainha do fitness [quando] ainda não tinham nascido os personal trainers que habitam os ginásios de hoje”, diz João Gaspar, um dos cinco organizadores (ao lado de António, Pedro, Diogo e Nuno) . “E com mais ritmo, sensualidade e noção de estilo.” A Conga, festa mensal que começou em 2011 e que este ano celebrou a 50ª edição (com o DJ Dimitri From Paris como convidado principal), também foi feita a pensar numa mulher, a brasileira Gretchen, autora da canção “Conga, Conga, Conga”. “Talvez seja a nossa forma de agradecer às mulheres que nos inspiram”, continua. A primeira festa, em Outubro, uma “gigantesca aula de fitness” no Kremlin (o espaço não é fixo), trouxe música “para dançar, transpirar e inspirar a alma”. Haver apenas uma Conga deixou de fazer sentido a partir do momento em que começou a haver só uma pista. “A Conga conseguiu juntar vários públicos no mesmo espaço, mas quando deixámos de ter sítios em Lisboa com duas pistas sentimos necessidade de ter uma versão assumidamente pop e provar que este registo cultural não é um parente pobre da música das pistas de dança”, explica João. A primeira edição desta versão pop da Conga contou com os DJs Már

Nestas saunas gay nunca é Inverno
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Nestas saunas gay nunca é Inverno

Na Trombeta Bath e na SaunApolo 56, as duas saunas gay da cidade, o frio fica sempre à porta. Trombeta Bath Do meio-dia de sexta até à madrugada de segunda, a Trombeta Bath, a sauna gay do Bairro Alto, está sempre a funcionar. Só para homens e muito frequentada por turistas, a sauna costuma organizar festas com DJs e ao primeiro sábado de cada mês acolhe um encontro de bears, das 14.00 às 18.00, a matiné mais peluda que pode encontrar. Tem um staff de massagistas disposto a “many kinds of pleasure”, entre as 12.00 e as 00.00, e com massagens a vários preços, a partir de 20€. O centro de rastreio rápido CheckpointLx também tem uma equipa na sauna, para testes gratuitos e anónimos de VIH, sífilis e vírus da hepatite C. Rua do Trombeta, 1C (Bairro Alto). A partir de 9€. Sáb-Dom aberto 24 horas; Seg 00.00-06.00; 12.00-06.00 SaunApolo 56 Na única sauna mista da cidade, a funcionar das 15.00 até às 04.00 aos fins-de-semana, e até às 03.00 no resto da semana, pode esquecer o frio. Aberta a “homens, mulheres, trans e casais liberais com diferentes orientações sexuais”, lê-se no site, a sauna tem um gabinete de massagens, fotógrafo disponível para sessões (só por marcação), glory holes, uma sala de cinema, duches colectivos, sling, um quarto escuro e tratamentos de spa. O espaço pode ser alugado para festas (por exemplo, filmagens, eventos ou despedidas de solteiro) e costuma acolher eventos como sessões de striptease misto e festas da máscara e do fetiche “com apagão”, sublinham

Tchinda, a rainha trans de Cabo Verde
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Tchinda, a rainha trans de Cabo Verde

Em várias ilhas de Cabo Verde, principalmente em Santiago e São Vicente, “tchinda” é a palavra usada por muita gente para se referir a alguém da comunidade LGBT. Na verdade, o nome partiu de Tchinda Andrade, a “heroína transgénero”, como lhe chamou a CNN num artigo, uma das personagens mais conhecidas do Mindelo, São Vicente, e o centro das atenções do documentário Tchindas, que estreou em Setembro no Queer Lisboa. Foi o jornalista Marc Serena, realizador e um dos convidados do festival, quem descobriu Tchinda, a vendedora de coxinhas, enquanto entrevistava pessoas para o livro Isto Não É África, “com gente gay, lésbica e trans de países africanos em diferentes situações”, conta-nos o catalão Pablo Garcia, outro dos realizadores do filme. “No Mindelo, o Marc encontrou um lugar que lhe pareceu de esperança absoluta para a comunidade, depois de conhecer a Tchinda e a Edinha [outra activista transgénero da ilha].” Por recomendação de Cesária Évora, com quem Marc esteve pouco antes de a cantora morrer,e também ela amiga de Tchinda, voltou à ilha em 2013, desta vez com Pablo, para filmar as preparações do Carnaval do Mindelo, impulsionadas em grande parte pelas transgénero da ilha. “Quando chegámos, percebemos logo que a Tchinda era a líder do bairro e uma pessoa muito querida. Obviamente que Cabo Verde não é um paraíso [Tchinda chegou a ser agredida na cidade da Praia, em Santiago, por causa da sua identidade sexual e ainda tem cicatrizes visíveis na cara], mas é um exemplo de