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O seu guia para uma Lisboa gay, lésbica, bi ou transexual

O alfaiate sai do armário e traz uma Sapataria
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O alfaiate sai do armário e traz uma Sapataria

A partir da próxima semana, os sábados na Alfaiataria vão ser dedicados ao público LGBT. Vanessa Vargas, dona do bar em Santos, também promete uma nova festa arco-íris na cidade, com localização secreta. A Sapataria. A festa já tem página de instagram (@sapataria_ lx), assume-se como um “evento LGBTI” e tem algumas imagens sugestivas de sapatos com frases como a do poeta e letrista brasileiro Chacal: “Vai ter uma festa/ que eu vou dançar/ até o sapato pedir pra parar. Aí eu paro/ tiro o sapato/ e danço o resto da vida.” Vanessa Vargas, mentora da Lesboa, uma das primeiras festas LGBT da cidade, que depois de 11 anos teve a sua última edição em 2017, prepara-se agora para lançar a Sapataria, um novo evento para o mesmo público arco-íris, ainda com localização por revelar, mas já com data definida: 2 de Março, no sábado antes do Carnaval. O evento vai ser apresentado na próxima semana no seu bar em Santos, a Alfaiataria, num espaço que durante 30 anos pertenceu a um alfaiate e que até agora ainda não tinha acolhido eventos especificamente LGBT. “O bar estava muito friendly e acabou ele próprio por se rotular”, explica Vanessa, de São Paulo, mas a viver em Lisboa há mais de uma década. A partir de sábado, 2 de Fevereiro, a Alfaiataria “sai do armário” oficialmente e passa acolher “eventos temáticos LGBT” todas as semanas. O primeiro será a apresentação desta nova Sapataria. Quando escolheu o nome para a nova festa, Vanessa diz que “todo o mundo [o] renegou”. “Várias pessoas

Pixa Bixa: a street art queer que chegou para provocar Lisboa
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Pixa Bixa: a street art queer que chegou para provocar Lisboa

O projecto Pixa Bixa começa a invadir as paredes de Lisboa com frases provocadoras e uma “arte de rua poc”, como lhe chamam. Os autores não se querem identificar, mas aceitaram responder às nossas perguntas
. Com sotaque do Brasil. Como surgiu o Pixa Bixa?Surgiu em Novembro a partir
 de uma inquietação artística provocada pela ausência de trabalhos mais voltados para
 a temática queer nas ruas de Lisboa. Como artistas de práticas diversas, tivemos a ideia de usar as nossas experimentações para propor um discurso provocativo que utilizasse esta temática como ponto de partida. O que querem com o projecto?É uma tentativa de provocar a cidade de Lisboa com aquilo
 que criamos e com o que nos inquieta enquanto homossexuais curiosos. Fazemos o que pode
 ser considerado uma “arte de rua poc”. Poc?É “poc” mesmo, e não pop, uma gíria utilizada no Brasil para se referir ao universo das “bixas”. Usamos adesivos [autocolantes], cartazes, stencils e stickers 
para criticar as normatividades sociais e fazer do “discurso veado” algo comum. Queremos que o universo queer ganhe espaço noutros lugares do quotidiano das pessoas e por isso desejamos quebrar estereótipos de artistas que fazem arte na rua. Em quem se inspiraram?Na cena da arte urbana internacional há vários artistas
a explorar a temática queer: o brasileiro Suriani, o italiano Aloha Oe e o português Vampiralho, por exemplo. Depois, personalidades queer no mundo artístico pop,
 a [cantora] Liniker, a [cantora] Linn Da Quebrada e

O gaydar de 2019: o que não pode perder no novo ano queer
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O gaydar de 2019: o que não pode perder no novo ano queer

O ano novo queer começou quando o calendário ainda estava em 2018. A street art provocatória de Pixa Bixa, que deve inundar Lisboa em 2019, surgiu nas paredes nos últimos meses (um dos cartazes que já se lê por aí: “Just because you wanna fuck me... that doesn’t make you gay”). Também foi no ano passado que começamos a ansiar pela RuPaul's Drag Race, quando a digressão foi cancelada e o espectáculo em Lisboa empurrado para 2019. E quando é que Pabllo Vittar nos visitou de surpresa? Em 2018. Mas só agora é que se vai estrear nos palcos alfacinhas. Puxe da agenda e anote bem o que vem a seguir. Recomendado: Sair do armário – o melhor da agenda LGBT em Lisboa

ILGA: uma chuva de prémios arco-íris
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ILGA: uma chuva de prémios arco-íris

A 16.ª edição da entrega dos prémios da ILGA acontece no sábado no Estúdio Time Out. Depois da cerimónia, há farra da grande. As previsões para o início do ano são sempre de chuva. Pelo menos de prémios arco-íris. Pela 16.ª vez a ILGA Portugal distingue várias personalidades e instituições que se destacaram ao longo do ano na luta contra a discriminação das pessoas LGBTI e entrega os troféus, criados pelo artista plástico Vasco Araújo, numa cerimónia no sábado no Estúdio Time Out, no Time Out Market. A Rita Ferro Rodrigues, uma habituée na apresentação, junta- -se um dos galardoados de 2017, pelo “coming out público”, Rui Maria Pêgo. Este ano, Ana Aresta, vice-presidente da ILGA, destaca o prémio conseguido pela RTP. “Sentimos que, numa altura complexa na carga que é colocada sobre o jornalismo e sobre a informação e sobre os serviços públicos, queremos destacar o trabalho que [a RTP] desenvolveu durante 2018 ao dar visibilidade às pessoas LGBTI e ao promover conteúdos criados e representados por pessoas LGBTI.” A AMPLOS — Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual atribuiu pela primeira vez um prémio a Jorge Pelicano, pelo seu documentário Até Que o Porno Nos Separe, que conta a história de Fostter Riviera, o primeiro actor porno gay premiado internacionalmente, e da sua mãe, Eulália, de 65 anos, conservadora e católica. A campanha #respectbattles da APAV será outra das galardoadas – e até poderá originar uma surpresa nas actuações nos intervalos dos p

Nestas saunas gay nunca é Inverno
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Nestas saunas gay nunca é Inverno

O tabu, esse palavrão. A eterna bengala de tudo o que é, à partida, desconhecido ou tido como errado, a reacção facilitista ao diferente. Pois bem, aqui o tema é precisamente o contrário. Nos últimos anos a Lisboa do conservadorismo transformou-se e floresceu para um fantástico novo mundo, uma existência democrática, all serving, que abraça todos os credos. Não é de estranhar, portanto, que os espaços acompanhem a tendência e que a capital tenha hoje uma oferta particularmente atractiva quando o assunto é LGBT. É certo que os bares são parte obrigatória do roteiro mas relaxe, as saunas também já o são, e este é o guia Time Out para que, independentemente do frio que o termómetro marque, possa tirar o casaco – e tudo o resto – e desfrutar. Aproveite as massagens, os tratamentos spa, as festas e siga noite dentro com as nossas sugestões. Recomendado: Dez filmes gays essenciais

Coisas para fazer

A toca dos bears na Caparica
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A toca dos bears na Caparica

O novo hotel na Costa da Caparica abriu no fim de Outubro e dois dos sócios têm o bar TR3s, no Príncipe Real. Está aberto a não-hóspedes, com sauna gay e piscina aquecida.  Até agora este é “o maior investimento nacional no turismo LGBT”, diz o belga Eddy Van Wallendael, um dos quatro sócios do recém- -inaugurado Villa 3, na Charneca da Caparica, o novo hotel direccionado para um público gay masculino. A localização não é de todo despropositada. Apesar de ficar afastado do mar, numa zona de moradias encostada à A33, a auto-estrada que ajuda a fugir ao trânsito da Caparica, fica a “oito minutos” de carro da Praia 19, uma das praias gays mais famosas da Europa, que cada vez atrai mais turistas. Mas quem ficar hospedado na Villa 3 nem precisa de ir à praia. A piscina aquecida (no Verão chega aos 30 graus), o jacuzzi e a sauna são mais do que suficientes para os hóspedes que desde 20 de Outubro começaram a ocupar os 13 quartos duplos do hotel. A ideia de criar um hotel com um target gay na Caparica – “o cliente-alvo são homens com mais de 25 anos”, sublinham – partiu de dois casais bear: António Marco & Eddy Van Wallendael (que já conhecemos do bar TR3S, no Príncipe Real, que acaba de comemorar oito anos) e Carlos Neves & José Mendo (ligados à construção civil). Em 2016, os quatro compraram o imóvel com 2700 metros quadrados. Dois anos de obras de remodelação e muita burocracia depois, a Villa 3 recebe as primeiras reservas e as primeiras festas. O espaço pode ser alugado

A guesthouse gay onde toda a gente quer ficar
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A guesthouse gay onde toda a gente quer ficar

All-male gay urban resort. O rótulo aparece logo assim que abrimos o site da The Late Birds, a desencorajar casais hetero ou mulheres de marcarem aqui a sua escapadela romântica em Lisboa. “Quer dizer, não discriminamos ninguém, mas queremos deixar o nosso target bem claro”, diz Carlos Sanches Ruivo, de 48 anos, um dos dois sócios (ao lado de Sónia Santiago) da guest house no Bairro Alto.  Já tiveram “uns três ou quatro casais hetero”, recorda Carlos, mas sempre com o consentimento dos outros hóspedes, até porque não querem “que se crie um desfasamento entre o que é expectável”, explica. “É raro haver um sítio assim no centro de Lisboa e há muita gente a querer vir para aqui. Tentamos é sempre responder ao nosso público.” De facto, é raro encontrar um sítio assim: um verdadeiro oásis gay no meio da cidade, onde não falta uma piscina onde os hóspedes nadam em pleno Inverno – ok, estamos a falar de um hóspede escocês a banhos, ficamos a saber, mas mesmo assim medimos a temperatura da água e estava a 18 graus. Na guesthouse com 12 quartos, Carlos sabe de cor o nome de todos os hóspedes e quer que, tal como ele, que ali vive, “se sintam em casa”. Tão em casa que pelos quartos estão espalhados livros seus e objectos que foi coleccionando ao longo dos tempos. Por exemplo, uma enorme fotografia antiga em frente a um barco que encontrou no lixo. “Vi um vizinho meu em Paris deitá-la fora e nem queria acreditar.”  Por falar em fotografias, nas escadas e nos corredores estão espalha

Vai uma rapidinha?
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Vai uma rapidinha?

Quartos que parecem o interior de um avião – bem, pelo menos tentam –, lofts com piscina interior, suites com SporTv para não perder o clássico do próximo domingo e quartos em que o principal encanto é estarem mesmo no centro da cidade. Sugerimos-lhe seis motéis para uma rapidinha (alguns com garagem para entrar pela porta das traseiras, sem trocadilhos dignos de uma música pimba).     Xroomz No Xroomz os quartos são temáticos e pode fingir que está no cinema, num avião, no Egipto ou em alto mar. Claro que tem de dar mesmo asas à imaginação para esquecer que na verdade está só num motel no centro de Lisboa e até é provável que sinta o cheiro a comida dos restaurantes das redondezas. www.xroomz.com. Rua Santo António da Glória, 90-A. 21 603 40 31. A partir de 20€/hora     Motel Requinte A IC 19 dificilmente teria lugar num artigo da Time Out Lisboa, não fosse o maior antro de motéis da capital. Quer divertir-se com a amante, o marido ou o desconhecido que acabou de contactar no Tinder, atravesse as localidades da Buraca ou de Ranholas e acelere até à Abrunheira. Se não levar brinquedos na mala, o motel mais antigo da zona de Sintra tem sex-shop, bolas de espelhos sobre as camas e canais para maiores de 18. Além de SporTv, não vá estar a decorrer um derby imperdível. www.requinte.pt. Rua Cerrado do Metro, 11. 21 915 6590. A partir de 25€ (2 horas)       H2ON Tal como o nome indica, o H2ON é ideal para casais com dinâmicas mais aquáticas. Camas de água, jacuzzi, um

Os melhores bares gay de Lisboa
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Os melhores bares gay de Lisboa

Os primeiros bares gays em Lisboa começaram a espreitar pela fresta do armário nos anos 60. Hoje, os dedos de duas mãos não chegam para os contar. Este é só um sinal de que a cidade está cada vez mais arejada e pronta para acolher toda a gente. 

Outras sugestões

Dez filmes gays essenciais
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Dez filmes gays essenciais

São estes dez, como poderiam ser dez outros, ou ainda mais alguns. Na certeza de que a dezena de filmes que compõem esta lista conseguem abordar vários matizes, registos e temas ligados à realidade gay e à sua múltipla (e nem sempre consensual) representação no cinema. Entre os realizadores destas fitas estão nomes como William Friedkin, Jonathan Demme, Robert Towne, Wong Kar-Wai e o português João Pedro Rodrigues, e as suas histórias decorrem em várias épocas e em países tão diversos como os EUA, a França ou a Argentina, e em cidades como Nova Iorque, Hong Kong ou Lisboa.  Recomendado: Os melhores filmes italianos sobre amor e traição

O refúgio dos ursos
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O refúgio dos ursos

“Daqui a pouco há mais bares gays do que clientes”, comentava alguém no balcão do Shelter, o mais recente bar do Príncipe Real. Rui Couto, um dos três sócios, e um dos fundadores da discoteca Construction (entretanto com outra gerência), não concorda. O bar que abriu em Agosto de 2016 e que teve em Outubro a sua maior festa, com música dos anos 80 e a coincidir com o 50.º aniversário de Rui, é “diferente dos outros”, garante. “É um refúgio, um abrigo. Um sítio onde as pessoas podem vir beber um copo ao fim da tarde depois do trabalho, como em Londres”, continua. “E para um tipo de clientes diferente dos clientes da noite, até porque têm de acordar cedo para ir trabalhar.” O bar abre portas às seis da tarde e em breve vai abrir ainda mais cedo, às cinco, para tardes de petiscos italianos e vinho, às segundas e quartas. A ideia foi do italiano Massimiliano Trovarelli, outro dos sócios e companheiro de Rui durante 15 anos, que antigamente geria no mesmo espaço uma loja de gravuras antigas. As gravuras passaram a ser vendidas online e o espaço tornou-se um bar “mais clean do que o habitual”, dizem eles. Não há quarto escuro como noutros bares das redondezas – embora a casa de banho seja sempre um “lugar divertido”, reconhece Max, como é conhecido – e no espaço em tons de cinzento sobressaem as cores da bandeira bear, também no logotipo do Shelter. “Somos os três bears mas não estagnámos o nosso mercado nos bears, recebemos toda a gente”, sublinha Rui. “Homens e mulheres” são

A Fonda chegou
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A Fonda chegou

Acabaram-se os dias a suar em frente ao ecrã num treino de fitness roubado do YouTube. Acabaram-se as aulas de pilates num ginásio low-cost a abarrotar. A Fonda, a nova festa criada pelos rapazes da Conga, promete queimar mais calorias do que qualquer personal trainer. A inspiração, claro, é Jane Fonda, agora com 78 anos, “rainha do fitness [quando] ainda não tinham nascido os personal trainers que habitam os ginásios de hoje”, diz João Gaspar, um dos cinco organizadores (ao lado de António, Pedro, Diogo e Nuno) . “E com mais ritmo, sensualidade e noção de estilo.” A Conga, festa mensal que começou em 2011 e que este ano celebrou a 50ª edição (com o DJ Dimitri From Paris como convidado principal), também foi feita a pensar numa mulher, a brasileira Gretchen, autora da canção “Conga, Conga, Conga”. “Talvez seja a nossa forma de agradecer às mulheres que nos inspiram”, continua. A primeira festa, em Outubro, uma “gigantesca aula de fitness” no Kremlin (o espaço não é fixo), trouxe música “para dançar, transpirar e inspirar a alma”. Haver apenas uma Conga deixou de fazer sentido a partir do momento em que começou a haver só uma pista. “A Conga conseguiu juntar vários públicos no mesmo espaço, mas quando deixámos de ter sítios em Lisboa com duas pistas sentimos necessidade de ter uma versão assumidamente pop e provar que este registo cultural não é um parente pobre da música das pistas de dança”, explica João. A primeira edição desta versão pop da Conga contou com os DJs Már

Tchinda, a rainha trans de Cabo Verde
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Tchinda, a rainha trans de Cabo Verde

Em várias ilhas de Cabo Verde, principalmente em Santiago e São Vicente, “tchinda” é a palavra usada por muita gente para se referir a alguém da comunidade LGBT. Na verdade, o nome partiu de Tchinda Andrade, a “heroína transgénero”, como lhe chamou a CNN num artigo, uma das personagens mais conhecidas do Mindelo, São Vicente, e o centro das atenções do documentário Tchindas, que estreou em Setembro no Queer Lisboa. Foi o jornalista Marc Serena, realizador e um dos convidados do festival, quem descobriu Tchinda, a vendedora de coxinhas, enquanto entrevistava pessoas para o livro Isto Não É África, “com gente gay, lésbica e trans de países africanos em diferentes situações”, conta-nos o catalão Pablo Garcia, outro dos realizadores do filme. “No Mindelo, o Marc encontrou um lugar que lhe pareceu de esperança absoluta para a comunidade, depois de conhecer a Tchinda e a Edinha [outra activista transgénero da ilha].” Por recomendação de Cesária Évora, com quem Marc esteve pouco antes de a cantora morrer,e também ela amiga de Tchinda, voltou à ilha em 2013, desta vez com Pablo, para filmar as preparações do Carnaval do Mindelo, impulsionadas em grande parte pelas transgénero da ilha. “Quando chegámos, percebemos logo que a Tchinda era a líder do bairro e uma pessoa muito querida. Obviamente que Cabo Verde não é um paraíso [Tchinda chegou a ser agredida na cidade da Praia, em Santiago, por causa da sua identidade sexual e ainda tem cicatrizes visíveis na cara], mas é um exemplo de