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Tudo o que precisa de saber sobre tendências, moda e lojas em Lisboa

Pau-Brasil: as marcas que atravessaram o Atlântico
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Pau-Brasil: as marcas que atravessaram o Atlântico

É a nova atracção do Príncipe Real e traz a Lisboa um Brasil diferente do que estamos habituados a ver. A Pau-Brasil abre as portas no sábado, no espaço anteriormente ocupado pelo Entre Tanto, com 17 marcas brasileiras pouco conhecidas por cá. O foco está no design de autor e, do mobiliário à moda, as opções são de perder a cabeça. Lenny Niemeyer, Sergio Rodrigues, os irmãos Campana, Granado e a Chocolate Q são algumas das marcas que ocupam o primeiro andar do Palácio Castilho. Ao longo de 600 metros quadrados, Joana Astolfi foi a responsável por deixar salas e corredores com o mesmo ambiente. Candeeiros que são cocos, paredes verdes, apontamentos de mata atlântica e uma instalação que deixa o átrio a cheirar a café – é este o Brasil de Astolfi. Por detrás do projecto está Rui Gomes Araújo, há vários anos representante de algumas das marcas em Portugal e na Europa. Mais do que uma simples loja, o espaço foi pensado como montra do que melhor se está a fazer no Brasil. A Pau-Brasil veio para ficar e, no dia da inauguração, convida os visitantes a experimentar produtos de cosmética e a provar iguarias exóticas. A Embaixada junta-se à festa com música ao vivo. Rua da Escola Politécnica, 42. Seg-Sex 12.00-20.00, Sáb 10.00-20.00 e Dom 12.00-18.00.

100 biquínis e fatos de banho para arrasar neste Verão
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100 biquínis e fatos de banho para arrasar neste Verão

Este Verão vai ter espaço para tudo: para marcas portuguesas, para biquínis brasileiros, para fatos de banho recatados e para flores e frutas exóticas. Haja sol e calor para poder experimentá-los todos. Porque os preparativos para a época balnear já começaram, escolhemos os nossos 100 modelos favoritos, entre biquínis, triquínis e fatos de banho. Prepare-se para ir a banhos e, de caminho, espreite o que as marcas portuguesas de fatos de banho andaram a preparar na revista desta semana. 

Os melhores estúdios de tatuagens em Lisboa
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Os melhores estúdios de tatuagens em Lisboa

O que é que todos estes espaços têm em comum? Bem, além de serem os melhores estúdios de tatuagens em Lisboa, trazem um extra: os piercings. Do estilo old school àquela frase sentimentalóide que, a certa altura da vida, muita gente sente necessidade de gravar no corpo, estes artistas dão conta de qualquer recado. Conheça na revista Time Out desta semana o novo estúdio de tatuagens da Família Amorim, no Chiado. 

Corte ou cor? 10 cabeleireiros em Lisboa para mudar o visual
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Corte ou cor? 10 cabeleireiros em Lisboa para mudar o visual

Preparada para se desembaraçar de vários centímetros de cabelo? É hoje que faz aquela madeixa azul? Mesmo que tenha respondido "não" a ambas a questões, recomendamos 10 dos melhores cabelereiros em Lisboa para que se possa entregar aos cuidados de quem percebe do assunto.

20 tendências de moda para a Primavera
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20 tendências de moda para a Primavera

Vá por nós: sem estas dez peças no guarda-roupa, vai continuar preso ao Inverno. As tendências de moda para a Primavera estão aí e valem cada minuto perdido a tentar encaixá-las no dress code de todos os dias. Elas querem-se com folhos, ombros de fora (os dois ou apenas um) e malas bem grandes. Eles amanham-se com muitas riscas, calções curtos e mochilas dignas de escuteiro. O amarelo não tem género e é o denominador comum da estação.

Lojas em Lisboa

Lisboa tem uma loja só de patinhos de borracha
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Lisboa tem uma loja só de patinhos de borracha

A Lisbon Duck Store abriu há menos de um mês e quem passa à porta não fica indiferente, seja lisboeta ou turista. O produto é só um: patos de borracha. Há 180 diferentes e vão do amarelo clássico a personagens de filmes, profissões variadas, animais e celebridades mundiais. A ideia não é inédita, embora à frente desta loja estejam dois portugueses. A primeira Duck Store abriu há dois anos em Amesterdão, mas foi em Barcelona que um dos sócios deu de caras com este negócio tão específico. Entre os best sellers estão o pato unicórnio, a versão Darth Vader e o casal de noivos. Os patos são mesmo a única atracção da loja, por isso, há mais a caminho. A maioria (os que flutuam, de facto) custa 8,95€, mas há sempre as miniaturas a 5€. As edições especiais e limitadas também existem e custam 18€. Felizmente, entrar e fotografar os espécimes é grátis. Rua da Madalena, 54. 96 501 5240. Seg-Dom 10.00-20.00. Saiba mais sobre a Lisbon Duck Store na revista da próxima semana.

Bow
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Bow

Chegou aquela altura do ano em que já só apetece pensar em fatos de banho, biquínis, toalhas e areais dourados. Nem de propósito, a marca portuguesa de swimwear Bow abriu uma nova loja em Campo de Ourique. Fica na mesma rua da loja anterior, mas agora não divide casa com ninguém. Têm um espaço maior e a nova colecção, com menos folhos, já está lá pendurada. As almofadas da Caia também lá andam.

Vagabunds & Co.
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Vagabunds & Co.

A Vagabunds & Co. destaca-se na paisagem. Apesar dos toldos e da placa em ferro meio enferrujado, dá para perceber que é novinha em folha. Lá dentro, cheira a madeira, resultado das inspirações nórdico-urbano-minimais. Mas atenção, esta loja está bem guarnecida, junta bicicletas, óculos, roupa e relógios, tudo debaixo do mesmo tecto. A holandesa Johnny Loco é a estrela da companhia e consegue captar a atenção até do ser mais descrente em veículos de duas rodas. Todas as bicicletas têm um toque retro e as cores não podiam assentar melhor na Primavera. Os óculos de sol são a segunda especialidade da casa. É aqui que a Vagabunds se estreia como marca própria, e com 30€ já leva um par bem jeitoso. Os topos de gama da RetroSuperFuture estão logo ao lado. De volta à Johnny Loco, mais óculos. A marca sabe diversificar bem o produto e, depois das bicicletas, atirou-se aos acessórios de moda. Também tem relógios e qualquer um deles faz um vistão. A roupa fica por conta da Boom Bap e da Lyle & Scott, dois estilos bem diferentes, mas que até encaixam no interior da loja.

Rosawild
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Rosawild

Foi um dos últimos espaços a abrir no Bairro Alto e é uma autêntica loja de variedades. Com o nome inspirado pela própria rua, a Rosawild combina o melhor de todos os mundos, da moda feminina e da roupa para miúdos cheios de pinta à cosmética e à decoração, o bom gosto está mais do que apurado no número 31 da Rua da Rosa.

Le Moose
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Le Moose

A busca pelo vestido perfeito pode muito bem passar por aqui. Quem diz vestidos, diz também malas de festa ou sandálias de fazer parar o trânsito. A Le Moose mantém as portas abertas ali para os lados de São Sebastião, se bem que esta boutique também já chegou ao Centro Comercial Roma. Escolha a loja que lhe fica mais a caminho e antecipe a época dos casamentos.

A Mula
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A Mula

Esta Mula não veio aqui parar sozinha. É o sonho de Ema Ribeiro, fundadora da Ó! Galeria, que, quando reabriu a catedral da ilustração na Calçada de Santo André, tratou logo de arranjar poiso para a tão ambicionada loja. Lá dentro, somam-se as marcas nortenhas, quase todas dedicadas à casa e à decoração. Não julgue A Mula pelo tamanho, porque, apesar de pequena, está cheia de bom conteúdo.

Onde ir às compras em Lisboa

As melhores lojas da Avenida da Liberdade para todos os bolsos
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As melhores lojas da Avenida da Liberdade para todos os bolsos

O encanto da 10ª rua mais luxuosa do mundo está nas lojas que não têm vergonha na cara e enchem as belíssimas montras de peças de roupa, sapatos, jóias e relógios com preços com mais de quatro digitos. Junte-se aos turistas mais ricos para ver as modas, cumprimentar o segurança à porta e estoirar o ordenado. Não tem onde cair morto? Entre as melhores lojas da Avenida da Liberdade também se encontram espaços acessíveis e até pechinchas. 

Vamos às compras em Campo de Ourique
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Vamos às compras em Campo de Ourique

Em Campo de Ourique, o comércio de rua está vivo e de boa saúde e, entre novidades e clássicos, há lojas onde vale sempre a pena entrar.

Os negócios da Rua das Flores
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Os negócios da Rua das Flores

Podem acusar a rua de ter um grau de inclinação pouco amigo, mas não a podem acusar de falta de variedade. Passeie connosco entre dois restaurantes, uma loja de banda desenhada, uma queijaria, uma garrafeira, um cabeleireiro, uma loja de tatuagens e outra de chocolates.

Vamos às compras ao Chiado?
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Vamos às compras ao Chiado?

No coração da cidade moram ainda algumas das melhores lojas de Lisboa.  Ao lado de sítios com mais de 100 anos, há marcas modernas, procuradas por quem quer encontrar peças diferentes.  Dos sapatos às carteiras, das roupas aos óculos, passando pela decoração, esta é a nossa escolha das melhores lojas do Chiado. Trocando por miúdos, 18 sítios onde é muito tentador passar o cartão. 

As melhores lojas de decoração de Lisboa
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As melhores lojas de decoração de Lisboa

Acaba o Verão, acaba-se a galderice. A hora de arrumar a toalha e os calções de banho e voltar para casa não é fácil, há quem acabe no psicólogo, mas nós damos-lhe ideias para que a coisa seja encarada de forma mais leve. Siga as nossas dicas de decoração e a sua casa vai ser tão quente como são os Verões.

As melhores lojas para...

Comprar ténis em Lisboa
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Comprar ténis em Lisboa

A moda rebentou e ainda não deu sinais de abrandamento. Basicamente, o mundo percebeu que os ténis eram calçado para toda a obra. Dão para ir trabalhar, para ir jantar fora, para sair à noite e até para dar nas vistas numa festa. Mas têm de ser especiais e, na cidade, há um punhado de lojas especialistas na matéria. Dos modelos mais raros das marcas que todos conhecemos a etiquetas que só os entendidos sonham ter, estas são as melhores lojas para comprar ténis em Lisboa.

Homem em Lisboa
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Homem em Lisboa

Nem todas as lojas lisboetas pensam só nelas. Os homens pensam cada vez mais no guarda-roupa e, na cidade, cresce o número de marcas e espaços dedicados exclusivamente à moda masculina. Dos fatos por medida à streetwear, estas são as melhores lojas de Lisboa para homens com pinta.

Descobrir marcas de jóias de Lisboa
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Descobrir marcas de jóias de Lisboa

As melhores marcas de jóias de Lisboa estão mesmo ao virar da esquina. Dos ateliês onde se põem as mãos na massa, às lojas onde abrilhantam as montras, dizemos-lhe quais as grandes joalheiras da cidade.

As melhores concept stores em Lisboa
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As melhores concept stores em Lisboa

Não se assuste com o estrangeirismo. As concept stores são lojas com universos próprios, com espaço para moda, decoração, livros e até comida. E ninguém se chateia, nem as marcas, nem os designers, nem os artistas. Juntos, fazem destas 12 magníficas a elite do roteiro de compras de Lisboa. Fique a conhecer as melhores concept stores em Lisboa.

Últimas notícias de compras

A Fora já abriu no Chiado
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A Fora já abriu no Chiado

De certeza que já tropeçou nuns óculos destes. A Fora é portuguesa e há quase quatro anos que anda à procura de um lugar ao sol. Bem, esse dia chegou. A loja na Rua da Misericórdia abriu ao público na quinta-feira e fica num espaço anteriormente ocupado por um talho. Felizmente, os meses de obras deixaram-no irreconhecível. A nova loja mantém os traços da primeira, na Avenida Álvares Cabral, mas é maior e dá para expor todas as edições limitadas, dos acetatos raros às lentes planas. Tem paredes brancas, estantes em madeira desenhadas com uma esquadria perfeita, um pé direito que mete respeito e até um jardim vertical no saguão. Actualmente, a Fora produz todos os seus óculos em Portugal. Os oito modelos renovam-se com um rol quase infinito de acetatos e há ainda um nono elemento, fruto da colaboração com o designer de moda Luís Carvalho. Os preços vão dos 118€ aos 160€. Com o encerramento do Entre Tanto no Príncipe Real (agora morada da Vintage Department e da Pau-Brasil), a Fora tinha ficado limitada a um único ponto de venda, mas Miguel Barral, dono da marca, já andava à cata de um espaço maior e mais central. E vão dois. O novo espaço tem oficina própria: lentes personalizadas e graduações já não têm de ser recambiadas para a fábrica. A Fora trouxe a maquinaria para o Chiado e trata de tudo aqui mesmo. Até porque, depois de cá estar, a ideia é não arredar pé.   Rua da Misericórdia, 90. Seg-Dom 12.00-20.00

Quando vestir ganga vale uma bebida
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Quando vestir ganga vale uma bebida

É simples e pode valer-lhe uma bebida à pala na sexta-feira à noite. All Denim é, claramente, uma festa com dress code. Mas porquê vestir só uma peça de ganga se pode ter o look total? A mana Kardashian faz, a Gigi também... a Britney e o Justin fizeram e, por causa disso, nunca vão morrer totalmente. Como vê, inspiração para se vestir de ganga da cabeça aos pés não falta. A festa é no 49 da ZDB, no Bairro Alto, e a organização promete oferecer uma bebida a quem rockar um total denim. Nada mau para começo de noite, ainda por cima a música vai estar alinhada com a vestimenta — "2000s popalhada [...] e também algumas canções modernaças", como está explicado na página da festa. Da nossa parte: boa sorte e vá com tudo. Rua da Barroca, 49. 23.00-03.00. Entrada livre. via GIPHY  

Bordallo Pinheiro? Paula Rego chamou-lhe um figo
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Bordallo Pinheiro? Paula Rego chamou-lhe um figo

Aos 82 anos, Paula Rego deitou mãos à cerâmica pela primeira vez. Em colaboração com a Bordallo Pinheiro, a artista baseou-se na escultura têxtil de um figo, que fez por volta de 1967, reduziu-lhe a escala e recriou-a seguindo o naturalismo bordalliano. Figo saiu directamente da Fábrica de Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, para ser apresentado na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais. A partir daqui, será vendida apenas por subscrição. O que não quer dizer que não vai poder ver a dita peça de perto. Para já, só está lojas Vista Alegre do Chiado e do Colombo, mas aos poucos vai chegar a todos os pontos de venda próprios da marca. E este Figo é só o começo. A colaboração com Paula Rego dá início à colecção WorldWide Bordallianos, uma forma de aproximar artistas plásticos de dimensão internacional através de peças assinadas e limitadas a 125 exemplares.   + Bordallo Pinheiro vai à pesca + Cinco filmes que Paula Rego recomenda ver na Cinemateca  

Mercado de Verão de Maria Guedes já tem data
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Mercado de Verão de Maria Guedes já tem data

O mercado mais aguardado da estação quente já tem data. No fim-de-semana de 27 e 28 de Maio, a Stylista, Maria Guedes para os amigos, regressa ao recinto da Feira de Artesanato do Estoril. Isto, depois de meses em busca de novas marcas. A blogger contou-nos que a próxima edição do Summer Market vai ser marcada pela renovação, com novas marcas a conquistarem terreno às bancas dos veteranos. Ao todo, serão cerca de 100. Às compras desenfreadas juntam-se os comes e bebes. Maria quer pôr a cozinha do mercado mais verde, com a ajuda de sumos naturais e de novos projectos de comida saudável. I always do. ☝🏻 @catitaillustrations ⚡️👊🏻⚡️ Uma publicação partilhada por Maria Guedes (@stylista_mg) a Mar 18, 2017 às 9:25 PDT Os workshops voltam a estar na agenda. Ainda há muito por fechar, mas Sofia Cotrim do blogue Mundo de Sofia já está confirmada. No dia 10 de Junho, o Summer Market ruma ao Porto.   + As melhores feiras e mercados de Lisboa

Tudo sobre a 48ª edição da ModaLisboa

O melhor street style da ModaLisboa: dia #3
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O melhor street style da ModaLisboa: dia #3

Ao terceiro dia, a ModaLisboa rebentou a escala de estilo fora da sala de desfiles. Dos famosos aos ilustres desconhecidos, os convidados capricharam na indumentária para celebrar o último de moda no CCB.

ModaLisboa: tudo se usa, tudo se troca
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ModaLisboa: tudo se usa, tudo se troca

Chegar ao fim de um dia de desfiles com uma wishlist que dá duas voltas ao CCB não é difícil. Mas e aquela roupa que continua a esbanjar bom aspecto, mas que, por variadíssimas razões, está parada no armário? Como ideia iluminada que é, a solução chega no domingo. Numa estreia em solo português, o Global Fashion Exchange (GFX) associa-se à ModaLisboa e aproveita a parceria para organizar uma troca de vestuário. O evento já andou pelos quatro cantos do mundo e, de passagem por Lisboa, acaba por orientar toda a programação paralela em torno da moda sustentável. A missão é simples e é agora abraçada pela semana da moda lisboeta: dar ao público uma alternativa a uma ida às compras mais convencional. Trocando por miúdos, o objectivo é incutir alguma moderação ao ritmo com que compramos peças novas. “Enquanto há uns meses, eu podia parecer uma freak quando dizia que havia outra maneira de consumir, agora vai ser real, as pessoas vão poder experimentar”, afirma Graziela Sousa, designer, professora e investigadora na área do empreendedorismo na moda. E disto percebe ela. Além de estar a coordenar a estreia do GFX em Portugal, tem-se dedicado a estudar formas como novos modelos de negócio podem contribuir para uma moda mais ética e sustentável. À ecologia da coisa, Graziela adiciona a questão social. “As pessoas estão habituadas a comprar uma t-shirt por dois euros sem sequer pensarem no que está por trás e por quantas mãos é que a peça passou para chegar ali”, acrescenta. Criar uma

Caras da ModaLisboa #5: a comunicação é de Manuela Oliveira
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Caras da ModaLisboa #5: a comunicação é de Manuela Oliveira

Não conhece outra casa para trabalhar que não esta, a ModaLisboa. Ainda não tinha terminado o curso de Ciências de Comunicação, já estava a estagiar nesta área na ModaLisboa. Foi há 12 anos. “Às vezes penso que se calhar devia ter mudado, ter outro tipo de experiências, mas o facto é que aqui sempre me senti bem e sempre achei o trabalho desafiante”, diz Manuela Oliveira, coordenadora de comunicação nacional e internacional. Quem vê Manuela, simpática, de baton vermelho e a usar os designers que passam pela ModaLisboa não diz que não gosta de câmaras de filmar ou de fotografias, gosta dos bastidores e de criar a ponte entre o jornalista e o designer, sugerir formas de cobrir a mesma história de maneiras diferentes. Desde a faculdade que manteve a ideia da comunicação cultural e um gosto especial pela moda e pode exercê-lo nesta função que é muito mais, diz, do que fazer a comunicação deste evento duas vezes por ano, em Março e em Outubro. “Como somos uma equipa pequenina tudo ao nível da organização é discuto com todos, mesmo o planeamento, a cenografia... é um trabalho super criativo, a cada edição é diferente.” Quando começou, a equipa de comunicação era maior. No escritório, todos os dias, são oito pessoas; nos três dias de ModaLisboa são precisas 600. Os recursos têm vindo a diminuir e, se entre as apresentações das estações quase não dá por ela, de repente chega a hora h e tem 500 pessoas acreditadas para cobrir a ModaLisboa. É preciso encaminhá-las a designers, guiá-

ModaLisboa: quatro dias bem coordenados
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ModaLisboa: quatro dias bem coordenados

À 48.ª edição, a ModaLisboa muda-se para o Centro Cultural de Belém para se reinventar. A partir de quinta-feira e até domingo, há conversas e debates, exposições e um mercado de troca de roupa abertos ao público. Em paralelo, os criadores de moda nacionais apresentam as suas colecções para o próximo Outono/Inverno. O tema desta edição é Boundless porque a moda ultrapassa todas as barreiras físicas. 

Caras da ModaLisboa #3: a maquilhagem de Antónia Rosa e os cabelos de Helena Vaz Pereira
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Caras da ModaLisboa #3: a maquilhagem de Antónia Rosa e os cabelos de Helena Vaz Pereira

Já várias vezes experienciaram aquela sensação de “desta é que não vai dar mesmo”, mas dá sempre. Até porque já lá vão alguns anos nos bastidores da ModaLisboa: para Helena Vaz Pereira são 20, para Antónia Rosa, são 26, tantos quantos os anos do próprio evento. A última vez que sentiram que o mundo ia colapsar foi no desfile de Dino Alves no Teatro Municipal São Luiz, em 2015. Os cabelos e a maquilhagem era difíceis: cada manequim levava apanhados complexos e uma espécie de coroas em metal, a maquilhagem era forte nos olhos e no carmim das maçãs do rosto. Até aqui, tudo normal, mais um desfile. Mas equipa teve de mudar-se em uma hora para o teatro e, quando chegaram, os camarins que iam servir de backstage estavam fechados. Quando se abriram, “estávamos todos separados em camarins pequeninos”, relembra Helena, “dois cabeleireiros em cada sala, quase não nos conseguimos mexer”. “Já estava a dar a música de entrada e ainda estávamos a maquilhar. O que eu faço nestas alturas é meter três a maquilhar a mesma pessoa e um faz um olho, outro faz o outro, outro faz a boca”, conta Antónia, “Depois é mesmo à entrada da passerelle que vamos confirmar se está tudo bem e aperfeiçoar. Trabalhamos muito aí”.    Antónia RosaManuel Manso         Na primeira edição de ModaLisboa, Antónia Rosa maquilhou 120 pessoas sozinha. As manequins ajudavam, faziam a sua própria boca, e aplicavam o rímel, mas não havia um patrocínio de maquilhagem e tinha de ser tudo preparado em casa pela maq

ModaLisboa: a playlist dos desfiles #2
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ModaLisboa: a playlist dos desfiles #2

Continuamos de ouvidos bem abertos para dar conta de todo o repertório musical desta 48.ª ModaLisboa. Desta vez contámos com a ajuda do público, que mal ouve um grande êxito dos anos 1990 ou, no sentido inverso, uma música mais comercial, não se cala.  Não nos fizemos rogados e também trauteámos uns versos. Eis a sua oportunidade de dançar ao ritmo da moda, com as melhores músicas dos desfiles do segundo dia. Amanhã há mais.      Ricardo Andrez foi ao baú dos anos 1990 e escolheu a música “World In My Eyes” dos Depeche Mode para o desfile no Museu Berardo.     Está fresquinha, fresquinha, esta “Renaissance”, da banda portuguesa Best Youth. Foi apresentada na discoteca Lux nem há um mês e este sábado já fez parte da estreia da marca de calçado Eureka na ModaLisboa.   A colecção de Inverno Lidija Kolovrat pedia intimismo. Com a passerelle mais apertada, a música “God Is In The House” de Nick Cave foi a escolhida para um desfile a ritmo e passada lenta. E como não há regra que diga que só se pode escolher uma música, ainda houve tempo para “Love Is The Only Thing” de Aretha Franklin.     Há lá coisa mais bonita do que David Bowie a cantar a “My Way” de Frank Sinatra. Filipe Faísca concorda e vai daí escolheu-a para as suas mulheres multifacetadas que fazem e vestem o que lhes dá na gana. Para o final trocou-lhes as voltas e escolheu a música pop “Love On The Brain” de Rihanna.    O fim da noite chegou com uma versão electrónica de “Underwater Love”, escolh

Foi assim o Portugal Fashion em Lisboa

Portugal Fashion: como tudo começou (em Lisboa)
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Portugal Fashion: como tudo começou (em Lisboa)

A 40.ª edição do Portugal Fashion não foi excepção, com Lisboa a inaugurar o calendário. Foram quatro desfiles à moda antiga na Cordoaria Nacional e com uma apresentação bem mais recatada, que levou amigos e convidados à loja dos Storytailors. No final da noite, além do cheiro a pinho (já explicamos), ficaram vislumbres de um Outono cheio de conforto no vestir.     Storytailors © Cláudia Damas   Às quatro, lá em casa Ao mesmo tempo que inauguraram o calendário de desfiles do Portugal Fashion, os Storytailors deram à volta ao texto, que é como quem diz trocaram a passerelle por uma apresentação bem mais intimista na própria loja, na Calçada do Ferragial. Se houve modelos? Houve, sim senhor. Deram corpo a Alexithymia Black Hills, uma colecção marcada por padrões saídos do próprio ateliê da dupla. As quatro estações estiveram na base de tudo e ditaram as cores, do princípio ao fim da performance. Sim, os coordenados deambularam, pousaram e estiveram à disposição de quem assistia. Mas a contracorrente de João Branco e Luís Sanchez não fica por aqui. Enquanto os restantes criadores antecipam ou próximo Inverno, a dupla voltou a apresentar a colecção Primavera-Verão, seduzida pelo famoso formato see now, buy now.       Pedro Pedro © Portugal Fashion   À faina Depois de Milão, Pedro Pedro veio a Lisboa apresentar as suas propostas para o próximo Inverno. Na verdade, numa noite de chuva e frio como a de ontem, as borrachas e os encerados tinham dado um jeitão n

Portugal Fashion em Lisboa: os bastidores
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Portugal Fashion em Lisboa: os bastidores

Pedro Pedro, Alexandra Moura, Alves/Gonçalves e TM Collection – foi este o alinhamento do primeiro dia de desfiles do Portugal Fashion, na Cordoaria Nacional. Na passerelle, a lente de Arlindo Camacho captou a passada certa dos modelos. Mas foi dos bastidores, o lado menos visível de um desfile de moda, que o nosso agente infiltrado nos trouxe o melhor da noite.

Portugueses pela Fashion Week #7: Vasco Freitas
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Portugueses pela Fashion Week #7: Vasco Freitas

Pode não lhe conhecer o nome mas nos bastidores das grandes semanas de moda toda a gente sabe quem é Vasco Freitas. Foi há sete anos que o cabeleireiro de Leça da Palmeira começou nestas andanças dos desfiles de moda internacional – faz o roteiro completo, ou seja, penteia as modelos das grandes casas de moda – e o primeiro desfile foi logo Dolce&Gabbana, em Milão. “Foi logo uma emoçãozinha extra, caí ali num tanque de tubarões mas foi um bom primeiro teste”, relembra. Temos de recuar ao início dos anos 2000 para perceber a história completa. “Era um catraio e trabalhava na Isabel Queiroz do Valle”, quando um dia uma cliente lhe deu convites para o desfile do criador Felipe Oliveira Baptista (actualmente director criativo da Lacoste). Diz que foi aí que ficou com a lágrima no canto do olho e que definiu que, desse por onde desse, ia ser hairstylist no mundo da moda.  Dito e feito. “Já não é trabalho. Por mais que esta seja a minha 7.ª ou 8.ª semana de moda consecutiva, continuo com o mesmo entusiasmo”, garante. É o único português na equipa internacional, que já é quase como uma família. “Quem faz Nova Iorque faz Milão, faz Paris, por aí fora. Somos sempre os mesmos e há muito respeito. Para mim é muito bom ver aquelas pessoas que eram os meus ídolos, uma fonte de inspiração, e trabalhar com eles”, conta.    A post shared by ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Vasco Freitas (@vascofreitashairstylist) on Feb 8, 2017 at 4:28pm PST   O truque para se manter saudável nesta

Portugueses pela Fashion Week

Portugueses pela Fashion Week #6: Maria Clara
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Portugueses pela Fashion Week #6: Maria Clara

Nas últimas semanas, Maria Clara voltou a dar nas vistas. A modelo de 19 anos correu três fashion weeks, uma gincana que começou em Nova Iorque e que ainda não acabou. A ModaLisboa e o Portugal Fashion estão aí, só depois é que a menina prodígio da moda portuguesa terá direito ao merecido descanso. Foram 22 desfiles e uma verdadeira escalada rumo às grandes casas. Do outro lado do Atlântico, Maria Clara abriu o desfile de Lacoste, mas também percorreu as passerelles de marcas como Self-Potrait, Delpozo e Proenza Schouler. O último valeu-lhe um destaque no site da Vogue americana, ao lado de outras três modelos internacionais, sob o tema The Next Cool-Girl Haircut. Em Milão, as coisas não foram muito diferentes. Dolce & Gabbana e MSGM já cá cantam, sem esquecer o preto integral com que desfilou para a Diesel Black Gold, nem os coordenados minimais com que abriu e encerrou o desfile da marca italiana GIADA.   Golden confetti of happiness backstage at Chloé 🎗6️⃣🎗 #clarewaightkeller #chloe #chloeGIRLS #lovemyjob #backstage #fw17 #fashionweek #pfw #mariaclara #moments Uma publicação partilhada por Maria Clara (@mariaclara.v) a Mar 3, 2017 às 11:28 PST   Mas a cereja no topo do bolo foi mesmo Paris. Houve Chloé, Sacai, Giambattista Valli, Moncler e Dior. Maria Clara voltou a desfilar para a histórica casa francesa e vestiu o look mais romântico da temporada. Descubra outros portugueses pela Fashion Week: + Alexandra Moura + Rachide + Hugo Costa + Gonçalo

Portugueses pela Fashion Week #1: Freakloset
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Portugueses pela Fashion Week #1: Freakloset

"Onde é que já vimos estes sapatos?” – se não foi essa a reacção por aí quando olhou para as primeiras imagens do desfile da Sibling, por aqui não se falou de outra coisa. São portugueses e têm a etiqueta da Freakloset, uma das marcas de calçado que 2016 trouxe ao mundo (sim, para quê fecharmo-nos em Lisboa, quando estes sapatos já voaram até às passerelles londrinas?). Para contar como tudo aconteceu, temos de voltar a Agosto de 2016, quando as duas marcas se descobriram uma à outra. Em Lisboa, A Freakloset já tinha dado provas de que os sapatos personalizáveis eram diferentes de tudo o que já se tinha visto. Em Londres, para a Sibling, marca originalmente dedicada à moda masculina, era preciso uma marca que calçasse a colecção do próximo Inverno na perfeição. Foi amor à primeira vista. Depois de meses de trabalho à distância entre Joana Lemos, fundadora e designer da Freakloset, e Cozette McCreery e Sid Bryan, directores criativos da Sibling, chegaram juntos a um consenso. Os sapatos que iriam desfilar nos The Store Studios, dia 8 de Janeiro, iriam ter quatro tons: preto, branco, vermelho e azul escuro, introduzido na paleta de propósito para a ocasião. O burburinho foi instantâneo e começou logo nos bastidores do desfile. Inicialmente, apenas os modelos masculinos iam calçar Freakloset. À última hora, foi tudo corrido a rasos. Afinal, até a própria directora criativa da Sibling estava a calçar os portugueses sapatos de pele e neoprene e não tardou até alguns modelos com

Portugueses pela Fashion Week #2: Gonçalo Silva
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Portugueses pela Fashion Week #2: Gonçalo Silva

Enquanto dezenas de fotógrafos cirandam pelos bastidores dos grandes desfiles, Gonçalo Silva percebeu muito depressa o potencial de se estar do lado de fora. Aos 27 anos, as quatro principais semanas da moda já lhe orientam o calendário anual. Nova Iorque, Londres, logo a seguir, Milão e, por fim, Paris, numa maratona que quase não deixa tempo para respirar. E, se há cinco anos, Gonçalo era o rapaz que ansiava pelo dia em que entraria nos backstages mais cobiçados do mundo, hoje é uma peça indispensável para um punhado de bloggers e digital influencers. Eles não vivem sem ele e ele fez deles o seu passaporte para entrar. Mas para perceber como tudo começou, é preciso recuar até 2012, quando o designer gráfico de Almada se mudou para Paris. Algumas entrevistas de trabalho e já lhe diziam que tinha mais jeito para a fotografia do que para o design. Era só uma questão de arrancar e não havia dúvida de que Paris era a cidade certa. Começou a circular nos desfiles de marcas e designers mais pequenos, até ao dia em que se plantou à porta de um desfile, à espera que lhe saísse a sorte grande. E saiu-lhe uma Chiara Ferragni, desprevenida, mas cheia de graça, como sempre. A fotografia valeu-lhe uma projecção simpática nas redes sociais. Acabou por trabalhar com Camila Coutinho, a blogger das bloggers no Brasil, também na correria das modas. Quando deu por ele, passava mais tempo de olho (ou de objectiva) nos passeios do que nas passerelles.     LOEWEFW17 @loewe @jonathan.an

Portugueses pela Fashion Week #3: Hugo Costa
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Portugueses pela Fashion Week #3: Hugo Costa

Hugo Costa foi do Porto a Paris em sete anos. Designer de moda andrógina, o jovem de São João da Madeira estreou-se na plataforma de novos talentos Bloom, do Portugal Fashion, em 2010, e em Janeiro deste ano entrou na liga dos grandes: tornou-se o primeiro português a desfilar no calendário oficial da Semana de Moda Masculina de Paris, com o apoio do evento de moda do Porto. É preciso ter estofo (e uma colecção com 30 coordenados).  Ninguém diria que Hugo Costa nem sempre quis seguir a área da moda: começou por estudar engenharia informática e só depois testou o caminho do design, com um estágio num gabinete de design e modelação de calçado. Afinal, tinha ligações privilegiadas ao sector: o pai é dono de uma fábrica de calçado e a mãe trabalhava como costureira de calçado. Daí ao curso de Design de Moda e Têxtil na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco foi um pulinho e os prémios começaram a aparecer (o concurso de fardamentos da empresa MiniPreço em 2007 ou o prémio de Melhor Coordenado Masculino no AcrobActic em 2009 são exemplos disso).  Com a marca criada e apresentada no Bloom em 2010 veio o processo de internacionalização e o salto para a passerelleprincipal do Portugal Fashion em 2014. Primeiro participou em feiras especializadas de calçado e vestuário e agora tem já clientes em Portugal, Suíça, China, Tailândia e Taiwan. Em Paris, onde se estreou no calendário paralelo da Semana de Moda de Homem de Paris com o apoio do Portuga

Portugueses pela Fashion Week #4: Rachide
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Portugueses pela Fashion Week #4: Rachide

Paris já nos disse o que é que os homens vão vestir no próximo Inverno, e este português esteve no centro das atenções. Aos 19 anos, esta não foi a estreia de Rachide em passerelles internacionais. Na temporada anterior, integrou parte do alinhamento da Lanvin, em Paris, e ainda fez uma perninha no desfile de Strateas Carlucci, em Milão. Em Janeiro, mudou-se para a Cidade-luz durante uma semana e quatro dias. Não houve tempo para grandes passeios (só para a Torre Eiffel e para o Arco do Triunfo, vá). Afinal, a agenda estava apertada. Os primeiros quatro dias foram passados em castings. Na semana seguinte, lá estava ele a desfilar para a Cerruti 1881 e, num registo bem mais desportivo, para a Y-3, de Yohji Yamamoto. O terceiro desfile foi a cereja no topo do bolo. Pela primeira vez, Rachide fez parte do exército Balmain e desfilou dois coordenados da casa francesa.   #Repost @weare_models with @repostapp ・・・ RACHIDE walking for @adidasy3 FW 17/18 Paris Fashion Week #rachideembalo #y3 #fashion #models #runway #wearemodelsportugal🔥🔥🔥 Uma publicação partilhada por Rachide Embaló (@rachide_outlaw) a Jan 22, 2017 às 6:48 PST   “Senti-me bastante confortável e confiante durante todos os desfiles. O profissionalismo e a simpatia das equipas de bastidores também ajudaram. Entretanto, acabei por reencontrar alguns modelos com quem já tinha trabalhado”, conta. Agora, está de volta a Portugal e, muito provavelmente, vai desfilar em casa. ModaLisboa e Portugal Fash