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Do pequeno ao grande ecrã, os filmes em cartaz, o que vem a caminho e as nossas críticas, listas de filmes e notícias de cinema

18 estreias de cinema para ver nos próximos meses
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18 estreias de cinema para ver nos próximos meses

A conversar é que a gente se entende. A pensar nisso, damos-lhe 18 bons tópicos de conversa – em forma de estreias de cinema – para não ficar de fora das discussões cinematográficas. Desde blockbusters como Venom, de Ruben Fleischer, Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, de David Yates, ou O Regresso de Mary Poppins, de Rob Marshall, a filmes mais ao gosto da crítica, como Guerra Fria, do polaco Paweł Pawlikowski, Shoplifters, do japonês Hirokazu Kore-eda, ou O Amante Duplo, do francês François Ozon – aqui encontra-se de tudo. Como num hipermercado. Recomendado: Os melhores filmes de 2018 (até agora)

Filmes em cartaz esta semana
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Filmes em cartaz esta semana

Tanto cinema, tão pouco tempo. Há filmes em cartaz para todos os gostos e feitios. Das estreias da semana aos filmes que, semana após semana, continuam a fazer carreira nas principais salas. Saiba que filmes estão em que cinemas, e quando é que os pode ver. E, se não souber o que escolher, leia as nossas críticas.

Os melhores filmes de 2018 (até agora)
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Os melhores filmes de 2018 (até agora)

É bom fazer balanços. Olhar para trás e pensar no melhor e no pior seja do que for. Neste caso, do cinema. Ainda faltam três meses para o fim de 2018, mas como todos os anos, já se estrearam filmes maus, assim-assim, bons, muito bons e uns quantos que merecem um lugar nos livros, como é o caso de Guerra Fria, do polaco Paweł Pawlikowski, The Incredibles 2 – Os Super-Heróis, a mais recente animação da Pixar, com realização de Brad Bird, O Lamento, do sul-coreano Na Hong-jin, ou Linha Fantasma, do americano Paul Thomas Anderson. Estes são por agora os melhores filmes de 2018 (até agora).

Os 100 melhores filmes de terror de sempre
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Os 100 melhores filmes de terror de sempre

O cinema de terror é monstruoso. Destratado, incompreendido e alvo de virulentos ataques críticos, consegue ainda assim andar para a frente, deixado um rasto de destruição no seu caminho. Para alguns, os filmes de terror são pouco melhores do que pornografia, preocupando-se apenas em gerar uma reacção no público – seja horror, desassossego ou repugnância – e sem tempo a perder com aspirações mais elevadas. Para outros, são filmes que se vêem bem, engraçados até: uma oportunidade de gritar e/ou rir dos pesadelos alheios. Mas quem presta atenção reconhece que a história do terror é uma história de inovação e inconformismo cinematográfico, um lugar onde ideias perigosas podem ser exprimidas, técnicas radicais exploradas, e onde realizadores afastados da corrente dominante conseguem ter impacto cultural. Se o cinema tiver um inconsciente, um lugar escuro de onde emergem novas ideias, trémulas e deformadas, tem de ser o terror. A verdadeira questão é: quais são os melhores filmes de terror? Depois de consultarem um painel de actores, realizadores, argumentistas e fãs do género, os críticos da Time Out elegeram os 100 melhores filmes de terror de sempre. Recomendado: As escolhas dos peritos

Os 100 melhores filmes de comédia de sempre
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Os 100 melhores filmes de comédia de sempre

Qualquer lista de melhores filmes de comédia de sempre é discutível (mas qual é que não é?), que isto do humor varia muito de pessoa para pessoa. Então como é que se escolhem os melhores? Com seriedade e abrangência. Mais concretamente, falando com peritos, desde cómicos a actores, realizadores e escritores.  Desde películas clássicas a outras mais recentes e de sucessos de bilheteira a filmes mais experimentais, por assim dizer, estas comédias são fonte contínua de gargalhadas ou sorrisinhos sarcásticos, tanto faz, perante a imaginação cómica ou o puro disparate transformado em arte de fazer rir. Recomendado: As escolhas dos peritos

As últimas críticas de cinema

O Primeiro Homem na Lua
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O Primeiro Homem na Lua

O homem chegou à Lua a 20 de Julho de 1969, mas foi preciso esperar quase meio século para que se fizesse o primeiro filme sobre essa proeza histórica. Em rigor, esta fita de Damien Chazelle é menos sobre a viagem da Apollo XI do que sobre o primeiro homem a pisar a superfície lunar, Neil Armstrong, como reza o título. O registo do filme é totalmente filtrado e ditado pela personalidade de Armstrong, um brilhante engenheiro aeronáutico, aviador dotado e homem modesto e reservado. Daí que O Primeiro Homem na Lua seja um anti-Os Eleitos, de Philip Kaufman (1983),
a celebração exuberante e patriótica dos astronautas do projecto Gemini. Do
 ambiente intimista à escassa espectacularidade, a fita de Chazelle é construída tendo como referente um Armstrong ensimesmado e parco de palavras e emoções, interpretado por um Ryan Gosling paradíssimo e falho de carisma, a quem Claire Foy, no papel da mulher, Jane, come as papas na cabeça. O maior mérito do filme é a recriação do projecto Apollo, dos testes iniciais até à meta lunar, que torna ainda mais espantoso o feito, tendo em conta a tecnologia da época. E não tinha ficado mal ao realizador ter mostrado, nem que brevemente, a bandeira dos EUA a ondular na Lua. Afinal,
 foi uma proeza americana, e concretizada em plena Guerra Fria. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
3 /5 estrelas
A Mulher
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A Mulher

Estamos em 1992 e o escritor americano Joseph Castleman acaba de ganhar o Nobel da Literatura, que celebra com a sua discreta e meticulosa mulher, Joan (Glenn Close). O casal ruma a Estocolmo, para a cerimónia da entrega do prémio, acompanhado do filho, David (Max Irons), também ele escritor e ansioso pela aprovação do pai, e seguidos por Nathaniel Bone (Christian Slater), que quer escrever a biografia
do nobelizado. Mas há um grande segredo por trás do sucesso e da respeitabilidade literária de Castleman. Baseado num livro de Meg Wolitzer, A Mulher é uma parábola ao gosto feminista, que força a credibilidade (os dois filhos do casal não teriam acabado por descobrir o grande segredo?) e é sustentada pela interpretação 
de Glenn Close, exímia a transmitir um máximo de significado e informação num mínimo de expressão. Uma grande actriz que é também uma estrela. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
3 /5 estrelas
Pedro e Inês
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Pedro e Inês

Leitão de Barros realizou, em 1944, Inês de Castro, onde contou com a colaboração de dois poetas, um português (Afonso Lopes Vieira) e outro espanhol (Manuel Machado). Mais de 70 anos depois, o cinema nacional regressa à narrativa do mito inesiano do amor eterno, pela mão de António Ferreira, em Pedro e Inês, que adapta A Trança de Inês, de Rosa Lobato Faria e conta a história de D. Pedro e D. Inês em três tempos diferentes, unidos por uma mesma paixão trágica e transcendente: no século XIV em que foi vivida, no presente, e num futuro distópico. Os dois papéis principais são sempre interpretados pelos mesmos actores – Diogo Amaral e Joana de Verona – tal como as personagens secundárias. É uma empresa ambiciosa
por parte do realizador de Esquece Tudo o que te Disse, e só parcialmenteconseguida,porque falta ao filme a necessária coesão formal, de tom e dramática. A sequência passada no Portugal medieval é minguada na recriação da época e Diogo Amaral não consegue ser um D. Pedro convincentemente brutal e temível; a actual é a mais aceitável, e a futurista, passada numa comunidade agrária,
roça às vezes a comicidade involuntária. Um dos Pedros
é o narrador omnipresente e omnisciente, mas também prolixo e pomposo. Há esforço, qualidade e vontade de fazer bem em Pedro e Inês, embora o filme fique aquém do desejado. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Assim Nasce Uma Estrela
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Assim Nasce Uma Estrela

Quem viu o segundo emake de Nasceu Uma Estrela, realizado por Frank Pierson em 1976, lembra-se que o filme é um hino ao colossal narcisismo de Barbra Streisand, que além de personificar a heroína, também produziu esta versão, com Jon Peters, o ex-cabeleireiro de Hollywood que se tornou seu amante e gestor de carreira. Kris Kristofferson, com quem Streisand contracena, passa o filme a apanhar bonés e ouvi-la cantar. Assim Nasce Uma Estrela, a terceira versão da velha história da anónima talentosa (de novo, uma cantora e compositora) que é ajudada a triunfar por um veterano na mó de baixo, realizada por Bradley Cooper depois de Clint Eastwood ter desistido de a rodar com Beyoncé, tem o mérito de recalibrar as relações e distribuir de forma mais equitativa o tempo – de antena e de palco – entre as duas personagens principais, interpretadas por Cooper e por Lady Gaga. O filme está no seu melhor durante a primeira hora, quando a desconhecida
Ally (Gaga, mostrando que também sabe representar) e Jackson Maine (Cooper), a estrela rock alcoólica, toxicodependente e com problemas auditivos se conhecem por acaso, passeiam à noite pelos bares e ruas de uma cidade, cantam juntos, apaixonam-se
e ele a leva em digressão com a sua banda e ficam em êxtase de felicidade. O que faltava em química, sintonia e voltagem emocional e dramática ao par Streisand/Kristofferson na versão de 1976, sobra ao par Gaga/Cooper. É pena que, depois de a personagem se tornar famosa, a singela e fresca Ally se

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Mais críticas de cinema

Em cartaz

Sete Estranhos no El Royale
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Sete Estranhos no El Royale

Neste filme com argumento e direcção de Drew Goddard, Dakota Johnson, Chris Hemsworth e Jon Hamm, entre outros, interpretam um enredo em que sete estranhos, cada qual com seu segredo cabeludo escondido, se encontram num hotel de Lago Tahoe. É no El Royale do título, durante uma noite, quando tudo parece indicar que cada um terá a sua possibilidade de redenção, que... enfim, se abrem as portas do inferno. Por Rui Monteiro

Não Deixeis Cair Em Tentação
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Não Deixeis Cair Em Tentação

O novo filme de Cédric Kahn
 foi um dos que contribuiu 
para a quota do drama entre as antestreias da Festa do Cinema Francês agora transitando para
a exibição comercial. Género a que o realizador está habituado
 e no qual já deu provas, esta produção do ano passado, com Anthony Bajon (que venceu
 Urso de Prata de representação 
no Festival de Berlim), Damien Chapelle, Alex Brendenmuhl e Louise Grinberg na representação, conta como Thomas, esforçando-se por ultrapassar a sua toxicodependência, se junta a uma comunidade de antigos drogados que procuram, no isolamento nas montanhas e através da oração, uma forma de cura. Por Rui Monteiro

Beatriz e Romeu
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Beatriz e Romeu

Ora aqui está uma história, contada em cinema de animação, passada no tempo de valentes cavaleiros, lindas princesas e habilidosos feiticeiros, onde o realizador, Oleh Malamuzh, faz Ruslan, um artista vagueante com desejo de ser cavaleiro, conhecer Mila, e de pronto se apaixonar sem sequer suspeitar que a beldade é filha do rei. Problema que podia ser ultrapassado não fora Chernomor, o feiticeiro com maus fígados, criar um vórtice mágico e raptar a moça para com ela transformar o poder do amor no seu próprio e mágico e negro poder. Por Rui Monteiro

Verão 1993
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Verão 1993

O pai e a mãe morrem de súbito de misteriosa doença e Frida, aos seis anos, deixa Barcelona com os avós para ir viver para a província, debaixo do tecto
do tio Esteve e da tia Marga.
 No filme de Carla Simón, com argumento seu e interpretação de Laia Artigas, Paula Robles e Bruna Cusí, a rapariga descobre o seu novo ambiente, o que parecendo agradável choca com o trauma da jovem e influencia o seu comportamento de maneira, digamos, desagradável. Por Rui Monteiro

Mais filmes em cartaz

Notícias de filmes e séries

Os ricos e os pobres da nova aposta espanhola da Netflix
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Os ricos e os pobres da nova aposta espanhola da Netflix

Elite é a segunda produção original espanhola da Netflix e chega esta sexta-feira ao serviço de streaming. Fazemos-lhe as apresentações desta série de adolescentes. Durante uns meses, parecia que andava toda a gente a falar de La Casa de Papel. E não foi só cá que a série foi um fenómeno. Em França e na Alemanha, por exemplo, a histeria chegou ao ponto de “Bella Ciao”, a canção tradicional italiana cantada pelos protagonistas, entrar para o top de vendas. Pouco depois, a Netflix anunciou que tinha sido a série numa língua que não o inglês mais vista de sempre no serviço. Um sucesso que a plataforma gostaria de repetir com Elite. Os oito episódios da segunda produção original espanhola do serviço de streaming podem ser vistos a partir de sexta-feira. E, por acaso, há três actores de La Casa de Papel no elenco: Jaime Lorente (Denver), Miguel Herrán (Río) e María Pedraza (Alison Parker). A história centra-se no colégio privado de Las Encinas, descrito como o mais elitista de Espanha, para onde três alunos de classe trabalhadora são enviados depois da escola onde estudavam ruir. A tensão entre as diferentes classes sociais é evidente desde o início. Também sabemos desde o primeiro momento que a coisa vai acabar mal. A acção vai saltando entre os primeiros dias dos novos alunos no colégio e os momentos imediatamente a seguir à morte de uma estudante, cuja identidade é revelada no final do episódio inaugural, com a polícia a interrogar os colegas da vítima. Além das questões de

UCI Cinemas asseguram estreia dos filmes mais arriscados da Bold
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UCI Cinemas asseguram estreia dos filmes mais arriscados da Bold

O norueguês Joachim Trier inaugura programação de seis meses no El Corte Inglés. Ali Abbasi, Gaspar Noé e Joe Penna chegam em 2019. É com o thriller de terror Thelma, de Joachim Trier, antecedido de A Estranha Casa na Bruma, de Guilherme Daniel, a curta portuguesa vencedora do MOTELX 2018, que, a partir de 4 de Outubro, a Cinema Bold, uma marca da distribuidora Alambique, dedicada a filmes mais experimentais, arriscados e inovadores, passa a ter os seus títulos exibidos em exclusivo nos UCI Cinemas de Lisboa e Porto. E será um modelo de exibição original: sempre um filme por mês, com sessões diárias às 00.00, às quintas-feiras às 21.30 e aos domingos às 19.00. Os filmes ficarão também disponíveis em DVD e VOD uma semana depois de serem estreados, como é política da Bold. Até ao final do ano vão ser também exibidos O Interminável, de Justin Benson e Aaron Moorehead (1 de Novembro), e A Árvore da Discórdia, de Hafsteinn Gunnar Sigurosson. Para 2019, estão já previstos Border, de Ali Abbasi (3 de Janeiro), Clímax, de Gaspar Noé (7 de Fevereiro), e Arctic, de Joe Penna (7 de Março). + Os 100 melhores filmes de terror de sempre

"The Good Place" está de volta à Netflix
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"The Good Place" está de volta à Netflix

The Good Place, cuja terceira temporada se estreia esta sexta-feira na Netflix, parecia inicialmente uma sitcom pueril sobre um grupo de desajustados que, sem se perceber bem como, dá por si no paraíso (o “bom lugar” do título).  Mas foi-se revelando, ao longo das duas primeiras temporadas, um objecto cultural complexo e curioso, em todos os sentidos da palavra. A série de Michael Schur (também o co-criador de Parks and Recreation e Brooklyn Nine-Nine) é ao mesmo tempo uma sátira e análise do potencial reabilitador e das falhas dos sistemas correcionais/prisionais, assim como um tratado sobre as ideias de ética e moral, e a forma como valores aparentemente benignos podem ser subvertidos e mesmo pervertidos, muitas vezes de forma inconsciente. Nos novos episódios, que se vão estrear semanalmente na Netflix, os protagonistas Eleanor (Kristen Bell), Chidi (William Jackson Harper), Tahani (Jameela Jamil) e Jason (Manny Jacinto) foram ressuscitados, devido à intervenção de Michael (Ted Danson) no final da anterior temporada, e têm uma segunda oportunidade de se tornarem melhores pessoas e conseguirem a boa vida eterna. O problema é que eles se esqueceram de tudo o que lhes aconteceu desde o primeiro episódio. O que levanta uma nova questão: é possível melhorar e crescer como pessoa, ignorando as lições do passado? + Cinco razões para ligar a televisão esta semana + "This Is Us" está de volta para nos pôr a chorar

"This Is Us" está de volta para nos pôr a chorar
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"This Is Us" está de volta para nos pôr a chorar

A terceira temporada de This Is Us estreia-se esta semana e nem precisámos de ver nada para saber que o drama continua. E ainda bem. Voltámos àquela altura do ano em que, quase sem nos apercebermos, This Is Us inunda-nos as redes sociais e ocupa os temas de muitas conversas à mesa. A terceira temporada está aí e apesar de não terem sido reveladas muitas imagens não é difícil adivinhar o que nos espera: muito drama, mas também algumas gargalhadas. É uma autêntica montanha russa. Ora nos sentimos bem com o que vemos, ora nos sentimos miseráveis ao mesmo tempo que limpamos as lágrimas que vão caindo pela cara. Foi assim ao longo de 36 episódios e é assim que vai continuar a ser. E é esta a grande virtude da série criada em 2016 por Dan Fogelman para o horário nobre da NBC e que justifica todo o buzz gerado nos últimos dois anos, além de um consenso nas críticas que acaba também por se reflectir nos muitos prémios de televisão, com destaque para os Emmys e os Globos de Ouro. A NBC não inventou a roda com This Is Us, mas pegou num género televisivo que funciona e fê-lo bem, dando-nos algo com que nos relacionamos facilmente. This Is Us é a história da família Pearson, que podia também ser a nossa história – não é por acaso o título da série. Mas será que a fórmula vai continuar a resultar, agora que o maior mistério da série já foi desvendado? Sim, falamos da morte de Jack (Milo Ventimiglia), cujo episódio dramático inundou redes sociais e chegou até às notícias. Arriscam

A segunda parte de "Making a Murder" chega já em Outubro
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A segunda parte de "Making a Murder" chega já em Outubro

A Netflix acaba de anunciar dez novos episódios sobre a série que ganhou eco na opinião pública. Foi há três anos que Making a Murder, sobre Steven Avery, actualmente a cumprir pena pelo homicídio da fotógrafa Teresa Albach em 2005, nos pôs a todos a questionar a justiça norte-americana. A série documental obrigou até o Presidente Barack Obama a pronunciar-se sobre o assunto, depois de vários pedidos de repetição do julgamento e petições dirigidas à Casa Branca. Como se suspeitava, as condenações foram apenas o início desta história. A 19 de Outubro chegam à Netflix dez novos episódios. “A Parte 1 documentou a experiência dos acusados, a Parte 2 narra a experiência da condenação e aprisionamento, dois homens que cumprem penas perpétuas por crimes de que dizem ser inocentes. Estamos muito entusiasmadas por partilhar esta nova fase da história com os espectadores”, escrevem as realizadoras Laura Ricciardi e Moira Demos na nota que anuncia o regresso da série. Quando falam dos dois homens, Ricciardi e Demos referem-se também a Brendan Dassey, sobrinho de Avery que confessou ter participado na violação e homicídio de Albach – uma história com muitas pontas soltas como se descobriu na série. A Parte 2 apresenta aos espectadores Kathleen Zellner, advogada de Avery, e a sua luta por provar que o seu constituinte foi injustamente condenado. O objectivo é só um: conseguir a liberdade de Avery. Para percebermos os caminhos da justiça, as realizadoras não só recuam no tempo a

'Marilyn' eleita a melhor longa-metragem do Queer Lisboa
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'Marilyn' eleita a melhor longa-metragem do Queer Lisboa

Marilyn, de Martín Rodríguez Redondo, foi considerado o melhor filme em competição no Queer Lisboa. Foi a escolha do júri – composto por Didier Roth-Bettoni, Hugo van der Ding e Leonor Silveira –, que o descreveu como “uma primeira longa-metragem, com uma linguagem nunca manipuladora, um olhar realista que nos propõe um retrato de uma pesada sociedade”. O prémio de melhor actor foi para Victor Polster, que entrou em Girl. O filme de Lukas Dhont venceu também o prémio do público. E Kristín Thóra Haraldsdóttir foi votada a melhor actriz, pela sua interpretação em And Breathe Normally, de Ísold Uggadóttir. O júri atribuiu ainda uma menção especial à longa-metragem brasileira Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Room For A Man, de Anthony Chidiac, venceu a competição de documentários. O júri, constituído por Esra Özban, Margarida Leitão e Rui Filipe Oliveira, atribuiu também uma menção especial para Cartas para um Ladrão de Livros, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros. Lunàdigas – Ovvero Delle Donne Senza Figli, de Nicoletta Nesler e Marilisa Piga, conquistou o prémio do público. Maria Leite, Rob Eagle e Thomas Mendonça atribuíram o prémio de melhor curta a Would You Look At Her, de Goran Stolevski. O filme será exibido pela RTP2, que comprou os direitos de exibição. Além disso, O Órfão (Brasil, 2018), realizado por Carolina Markowicz, foi distinguido com uma menção especial e o prémio do público na competição de curtas-metragens. E ainda

Mais notícias de cinema

Listas de filmes para se perder em frente ao ecrã

50 filmes clássicos imprescindíveis
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50 filmes clássicos imprescindíveis

Comédias e westerns, policiais e melodramas, ficção científica e fantástico, sem esquecer o musical, fazem parte desta lista de fitas clássicas. Nela encontramos obras de realizadores como Buster Keaton, Fritz Lang, Ingmar Bergman, John Ford, Howard Hawks, Fellini, Truffaut, Godard, Luchino Visconti ou Martin Scorsese, entre muitos, muitos outros.

20 filmes sobre feminismo
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20 filmes sobre feminismo

O movimento #metoo é o responsável por este novo interesse no feminismo. Mas a causa já é antiga. Causa que o cinema tem representado, ou de que pelo menos há muito vem dando sinais, alguns involuntários (até por a maioria dos filmes continuar a ser feito por homens), mas nem por isso menos importantes. Eis 20 filmes sobre feminismo essenciais. 

25 filmes portugueses obrigatórios
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25 filmes portugueses obrigatórios

Nas várias fases do cinema português, há filmes e realizadores de se lhes tirar o chapéu, alguns, e mais do que uma vez, reconhecidos internacionalmente. Há nomes que se repetem, claro, porque como o resto na vida há realizadores melhores do que outros. Como estes 25 filmes portugueses.

As dez melhores comédias românticas de sempre
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As dez melhores comédias românticas de sempre

As comédias românticas podem ser dolorosamente más - pirosas e esquecíveis, tudo menos cómicas e sem pinga de romance. Mas seria preciso termos um coração de pedra para não nos apaixonarmos por estas divertidíssimas comédias românticas. Hilariantes, com humor negro e amargo-doce por vezes, dificilmente o cinema nos terá dado uma melhor, mais divertida mas também mais detalhada anatomia das relações amorosas.

Sete filmes sobre músicos
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Sete filmes sobre músicos

Filmar a vida dos músicos é vulgar. Fazê-lo bem (há um longo rol de películas medíocres) é outra conversa. Com as injustiças próprias de uma lista, esta orienta-se pela qualidade cinematográfica propriamente dita, isto é, por esse raro saber de equilibrar a obra e a vida de um músico com a sétima arte. 

Sete grandes filmes futuristas
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Sete grandes filmes futuristas

No cinema o lugar do futuro é geralmente na ficção científica. Uma espécie de albergue capaz de acolher tudo que, nos melhores casos, nasce da observação do presente para depois fantasiar e projectar uma ideia e apresentar uma visão – quase sempre má sobre como vai ser a vidinha, é certo, mas com o futuro nunca se sabe. Estes sete filmes futuristas tentaram isso mesmo, e são sete que vale mesmo a pena ver.  Recomendado: Sete filmes épicos de ficção científica

As melhores séries de televisão

As 20 séries que devoramos em 24 horas na Netflix
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As 20 séries que devoramos em 24 horas na Netflix

O binge racing, depois do binge watching. Sabe do que falamos? Até pode não saber, mas é provável que o faça habitualmente. Falamos de ver um episódio atrás do outro, a nova forma de ver televisão que a Netflix nos proporcionou, mas de forma acelerada: uma temporada em 24 horas. Quantas vezes não começamos a ver uma série e damos por nós a não fazer mais nada que não seja devorar os episódios? Um estudo do serviço de streaming, divulgado nesta terça-feira, revela que 8,4 milhões de subscritores em todo o mundo fizeram já uma maratona acelerada, o binge racing lá está – um comportamento em crescendo: entre 2013 e 2016, o número de maratonistas cresceu em mais de 20 vezes. Ainda assim, Portugal não é o país onde isto mais acontece. É o Canadá o país com maior percentagem de utilizadores a terminar uma temporada em 24 horas, seguido dos Estados Unidos e da Dinamarca. O top 5 fecha-se com a Finlândia e a Noruega. Portugal aparece apenas na 18.ª posição. E quais são as séries mais devoradas? Vão variando conforme o país, mas o estudo aponta um título preferido: Gilmore Girls: A Year in the Life. De referir, no entanto, que a série que marcou o regresso das protagonistas Lauren Graham e Alexis Bledel dez anos depois, tem apenas quatro episódios, facilitando assim a maratona acelerada. Em Portugal, a série mais vista em 24 horas foi aquela que nos deu o encontro dos quatro super-heróis da Marvel, Os Defensores, e que se estreou no Verão. O top português não deixa, no entanto, de

As 20 melhores séries de comédia
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As 20 melhores séries de comédia

As listas, como quase tudo nesta vida, são relativas. Mas depois de enchermos uma espécie de conselho de aministração com loucos de séries televisivas e outros consultadores da redacção da Time Out, chegámos a estas 20. Portanto, se vai começar a disparar insultos e a pedir justificações para as suas séries de comédia preferidas não estarem aqui avisamos já que não vai ter sucesso. Podiam ser outras, mas são estas. E pedimos desculpa às que ficaram de fora. Mais um alerta à tripulação: elas não estão por nenhuma ordem, que não queremos alimentar ainda mais a polémica. Ria-se connosco. 

As séries da juventude sobrenatural
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As séries da juventude sobrenatural

Buffy, a adolescente que caça vampiros e outras criaturas das trevas, o jovem Super-Homem, um lobisomem "teen" ou uma bruxinha que tem um gato que fala e se mete em trapalhadas, eis alguns dos heróis e heroínas destas séries, que têm culto e ganharam Emmys.

Dez séries originais Netflix que tem de ver
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Dez séries originais Netflix que tem de ver

Não há volta a dar: a criação (ou pelo menos a aquisição) de conteúdos originais é a grande aposta da Netflix. Assim se explicam negócios como a compra da editora de banda desenhada Millarworld, de Mark Millar, ou os contratos milionários para produção de conteúdos exclusivos assinados com vários criadores. Mas, antes de todos estes desenvolvimentos, houve House of Cards, a série de intriga política protagonizada por Kevin Spacey e adquirida pela Netflix no início da década, que em 2013 confirmou a validade deste modelo. Desde então estrearam-se dezenas de séries originais Netflix (ou mais ou menos originais), de Orange Is The New Black a The End of the F***ing World. Estas são dez das melhores, listadas por ordem alfabética. Recomendado: 11 filmes originais Netflix que tem de ver

Dez séries históricas inesquecíveis
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Dez séries históricas inesquecíveis

A Inglaterra isabelina, Roma antiga, os EUA da Guerra Civil, a Rússia da invasão napoleónica ou a Índia colonial, são alguns dos cenários destas dez séries históricas inesquecíveis, que ficaram como referências televisivas deste género. 

Sete séries clássicas que gostávamos de voltar a ver
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Sete séries clássicas que gostávamos de voltar a ver

Não foi só nos últimos anos que se começaram a fazer boas séries de televisão. Eis sete clássicos, feitos entre as décadas de 60 e 80 e com enorme sucesso em todo o mundo, que mereciam repetição entre nós

Os melhores filmes de...

Robert Redford
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Robert Redford

Robert Redford já tinha anunciado, em 2016, a vontade de se reformar. Agora confirmou, numa entrevista à Entertainment Weekly, que The Old Man and the Gun, de David Lowery, que se estreia a 8 de Novembro em Portugal, será o último filme em que o vamos ver. A seguir, o actor e realizador de 81 anos não mais aparecerá na tela, mas não descarta a hipótese de continuar a trabalhar como realizador. Em vésperas do fim de uma longa, prestigiada e premiada carreira de actor que começou na televisão, há quase 60 anos, recordamos alguns dos melhores filmes do americano, à frente e atrás das câmaras. Recomendado: Quando o cinema entra nas redacções dos jornais

Daniel Day-Lewis
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Daniel Day-Lewis

De A Minha Bela Lavandaria a Lincoln, passando por O Último dos Moicanos ou O Meu Pé Esquerdo, eis 10 das maiores interpretações do único actor da história a vencer três Óscares de Melhor Actor.

Meryl Streep
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Meryl Streep

Faça lá as contas: 80 papéis, 19 nomeações aos Óscares, 3 vitórias. Se isto não merece um prémio de carreira, então não sabemos o que merece. A 74ª edição dos Globos de Ouro distinguiu Meryl Streep, de 67 anos, com o prémio Cecil B. DeMille. Enquanto o discurso da actriz norte-americana se tornou viral, nós fomos à procura dos seus 10 melhores filmes.

Jeanne Moreau
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Jeanne Moreau

Patti Smith comparou-a a “uma vedação de arame farpado em chamas.” E essa pode muito bem ser a melhor definição do trabalho de Jeanne Moreau, a actriz que se tornou ícone da nova vaga do cinema francês, mas não ficou por aí. Além do teatro, entrou em dezenas de filmes. Muitos maus, ou assim-assim. Mas nestes sete que seguem, A Moreau é sempre sublime.  

Mary Tyler Moore
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Mary Tyler Moore

A série de comédia The Dick Van Dyke Show e filmes como Millie, Rapariga Moderna ou Gente Vulgar (este a estreia de Robert Redford na realização) destacam-se no longo e distinto currículo de Mary Tyler Moore.