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Do pequeno ao grande ecrã, os filmes em cartaz, o que vem a caminho e as nossas críticas, listas de filmes e notícias de cinema

Bem-vindos ao novo mundo encantado do Disney+
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Bem-vindos ao novo mundo encantado do Disney+

Não se trata da chegada de mais uma época de folhetos natalícios carregados de brinquedos, mas o lançamento do Disney+ em Portugal podia bem ser anunciado pela velhinha Leopoldina: há reis, princesas, dragões, heróis de banda desenhada e até um muito famoso Yoda bebé – sabe mesmo a prenda de Natal antecipada. Quase um ano depois de ter chegado aos Estados Unidos, o serviço de streaming da Disney fica disponível por cá esta terça-feira, mas antes disso, no fim-de-semana, pode espreitar os primeiros episódios de algumas das mais aguardadas séries originais, entre as quais The Mandalorian, nos canais FOX, Disney Channel, National Geographic e 24 Kitchen. Depois da transferência de Cristina Ferreira para a TVI, a chegada do Disney+ é sem dúvida o maior acontecimento de 2020 no mundo da televisão e do entretenimento em Portugal. E não é exagero: em apenas um ano, o Disney+ é já o terceiro maior serviço de streaming, com mais de 55 milhões de subscritores, ficando atrás apenas da Netflix e da Amazon Prime. O número impressiona, até porque a Disney estimava alcançar 50 milhões de subscritores apenas em 2025. Mas não é difícil perceber porquê. Desde que foi anunciado, que o mercado tem mexido, desde logo porque este novo serviço de streaming não inclui apenas os conteúdos da Disney, mas de todas as marcas que a gigante foi adquirindo ao longo dos anos, com especial destaque para a Pixar e a Marvel. Vale a pena lembrar que, até agora, a Marvel tinha uma forte presença no catálogo da Netflix. Sem surpresa fomos ouvindo os cancelamentos de O Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, O Punho de Ferro, O Justiceiro e Os Defensores.  O Disney+ é ainda casa da Fox, da National Geographic e da Lucasfilm. E foi a série The Mandalorian, o spin-off de Star Wars protagonizado por Pedro Pascal, a principal aposta do serviço – não houve quem não tivesse ouvido falar do “baby Yoda”, que até hoje continua a inundar as redes. A segunda temporada chega em Outubro.  Há ainda mais razões para o sucesso do Disney+, ou não tivesse este um dos catálogos mais adorados. Estão lá os clássicos da Disney, os acarinhados filmes da Pixar, todo o universo da Lucasfilm e, claro, os gigantes da Marvel.  A Disney foi ainda a primeira a arriscar tirar um filme com orçamento de blockbuster – cerca de 244 milhões de euros – do cinema para o estrear no seu serviço. Depois de sucessivos adiamentos por causa da pandemia, Mulan, o remake em imagem real, já não vai para as salas e poderá ser visto apenas no Disney+. Nos Estados Unidos, o filme já se estreou por um custo extra de 30 dólares (25 euros), mas a partir de Dezembro ficará disponível no catálogo. Em Portugal, o filme ficará disponível apenas a 4 de Dezembro, sem mais custos associados, como parte integrante da oferta para todos os subscritores. Até 14 de Setembro, um dia antes do lançamento oficial, a assinatura anual do Disney+ tem o preço de 59,99€. Depois disso, a subscrição anual custa 69,99€, ou 6,99€ por mês. O serviço vai funcionar em todas as principais plataformas, dispositivos móveis, consolas de videojogos ou smart TVs. E, tal como os serviços mais conhecidos a operar por cá, o Disney+ não terá anúncios a interferir com o conteúdo. Será também possível fazer o download ilimitado de episódios em até dez aparelhos, para poderem ser vistos offline. Recomendado: Os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema

Mais que ver
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Propostas excepcionais para dias de excepção.

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Os piores e os melhores filmes da Disney
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Os piores e os melhores filmes da Disney

Será que os filmes da Disney são sensatos, divertidos e visualmente estimulantes – perfeitos para toda a família? Ou são uma lamechice que só serve para fazer uma lavagem cerebral às crianças? Todas a gente tem uma opinião sobre os mais de 50 filmes de animação que foram lançados ao longo dos anos pela empresa fundada por Walt Disney, a começar pela Branca de Neve, em 1937, até à galinha dos ovos de ouro que foram Frozen: O Reino do Gelo e a sua continuação. Mas quais são afinal aqueles que merecem um lugar de destaque na prateleira? E quais os que mais valia serem esquecidos? Elencámos os piores e os melhores filmes de animação da Disney, disponíveis no serviço de streaming Disney+ a partir de 15 de Setembro. Recomendado: Filmes de animação que ganharam um Óscar

15 filmes e séries sobre racismo para combater a indiferença
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15 filmes e séries sobre racismo para combater a indiferença

A morte do norte-americano George Floyd trouxe à luz uma América de preconceito e brutalidade policial, de intolerância e divisão. Mas trouxe, também, uma discussão que nunca deixou de estar em cima da mesa: a história do país e a forma como este esteve sempre embebido no racismo e na discriminação. A realidade é que, apesar da abolição da escravatura, implementada nos Estados Unidos pela 13.ª Emenda (que é também um documentário e que pode ver de forma gratuita no YouTube), em 1865, a sociedade continua dividida e a braços com essa herança. A literatura retratou-o muitas vezes, e há recursos que nos ajudam a compreender a problemática em vários meios, mas o audiovisual é talvez o mais forte. Como se percebe por estes 15 filmes e séries sobre racismo. Recomendado: O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim

O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim
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O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim

Às vezes o mais difícil é escolher. Por onde começar ou o que ver a seguir. Os amigos não são unânimes nas sugestões: todos têm a sua série ou filme favorito e o complicado é acompanhar o andamento da carruagem. Depois, há aquele filme de que todos estão a falar. E para complicar as contas, novos títulos a serem adicionados todas as semanas. Parece uma canseira, mas não desespere nem se desoriente. Estamos cá para o ajudar. Diga-nos como se sente e o que procura e diremos o que ver a seguir na Netflix. Recomendado: As melhores séries do momento

As melhores séries de televisão

As melhores séries para ver em Setembro
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As melhores séries para ver em Setembro

Setembro é o mês em que tudo volta a acontecer. Em que a vida volta ao normal depois da pouca emoção do Verão. Seja na política ou nas artes, a verdade é que este é um mês em que se regista mais actividade e no qual há sempre novidades. Em matéria de séries, há coisas boas para ver. Digno de nota é também o lançamento do novo serviço de streaming da Disney, o Disney+. A adaptação para o pequeno-ecrã de Pátria, aclamada obra do escritor basco Fernando Aramburu, a estreia de Ratched na Netflix ou o muito aguardado Raised by Wolves, na HBO, são algumas das nossas propostas para o final da estação. Recomendado: As melhores séries do momento

As melhores séries do momento
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As melhores séries do momento

Não param de se estrear novas e boas séries. Com a chegada da Netflix, HBO, Amazon Prime e outras tantas ao radar nacional, a vida ficou bastante mais complicada. No bom sentido, claro; é que o que não falta são produções muito bem conseguidas para ver, da segunda temporada de Narcos: Mexico à chegada de Feud: Bette and Joan, a série que nos conta a rivalidade entre as actrizes Bette Davis e Joan Crawford. Tente evitar as maratonas nocturnas – ou não –, tenha atenção aos spoilers que aqui vai ver e siga as nossas sugestões das melhores séries do momento. Recomendado: As séries originais Netflix que tem de ver

As 23 séries da HBO que tem de ver
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As 23 séries da HBO que tem de ver

Desde que chegou a HBO (para não falar nos outros serviços de streaming que apareceram entretanto) ficou ainda mais complicado gerir a agenda – e não falamos apenas da vida social, mas do calendário de estreias de séries. A pensar nisso, fizemos-lhe uma selecção das séries na HBO que vale a pena ver e que nunca o farão perder tempo. Recuperamos os clássicos que não pode perder e as novidades que têm dado que falar. De Os Sopranos e A Guerra dos Tronos até à aclamada Zero Zero Zero, de Roberto Saviano, estas são as 23 séries na HBO que tem de ver. Recomendado: O melhor da Netflix   

Dez séries na Amazon Prime Video que valem a pena
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Dez séries na Amazon Prime Video que valem a pena

Hoje, o difícil é escolher. As plataformas de streaming revolucionaram o mercado dos filmes e séries e é lá que se encontra o melhor da ficção e não-ficção. A Amazon de Jeff Bezos não quis ficar de fora da corrida e criou a sua plataforma, o Prime Video. Em 2016, o serviço ficou disponível em Portugal para gáudio dos amantes da arte de fazer streaming e elaborou um catálogo com conteúdos para todos os gostos. Fazem parte do cardápio clássicos como Seinfeld ou A Teoria do Big Bang e séries aclamadas pela crítica nos últimos anos como Mr. Robot, The Walking Dead ou The Good Wife. Recomendado: As séries originais que tem de ver na Amazon Prime

Oito séries originais que tem de ver na Amazon Prime
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Oito séries originais que tem de ver na Amazon Prime

No mundo das plataformas de streaming e da criação de conteúdos originais, há um rol significativo de opções por onde escolher. A Amazon de Jeff Bezos lançou, em 2016, o seu serviço pago de streaming de séries e filmes em Portugal, que continua a conquistar novos assinantes, e a apostar na criação de conteúdos originais feitos e protagonizados por nomes sonantes. A adaptação da obra de Philip K. Dick, The Man in The High Castle foi uma das primeiras apostas bem-sucedidas. Seguiram-se Transparent, The Marvelous Mrs. Maisel, Fleabag e muitas outras. Recoste-se e desfrute das melhores séries que este serviço online tem para lhe dar. Recomendado: As melhores séries de comédia de sempre

11 novas séries da Netflix que vale a pena ver
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11 novas séries da Netflix que vale a pena ver

Não é possível falar de séries sem falar do serviço de streaming. É muito graças à forte aposta da Netflix na produção audiovisual que o panorama televisivo melhorou nos últimos anos. É a nova era dourada da televisão. Todas as semanas se estreiam no popular serviço de streaming séries e filmes que não se encontram em mais lado nenhum. O difícil muitas vezes é, na verdade, acompanhar o ritmo. Como escolher o que ver quando a opção é tanta? Damos-lhe uma ajuda, apontando as séries novas da Netflix que vale a pena ver.  Recomendado: Dez séries originais Netflix que tem de ver

Listas de filmes para se perder em frente ao ecrã

Os melhores filmes musicais deste século
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Os melhores filmes musicais deste século

A exemplo do western, o filme musical é um género clássico cuja morte é regularmente anunciada. Mas a verdade é que continuam a ser feitos musicais nos Estados Unidos e também, a espaços, na Europa. Certo é que a força não é a mesma que fez de títulos como O Feiticeiro de Oz ou Serenata à Chuva pedaços inesquecíveis de cinema, mas se as grandes produções dentro do género continuam a levar gente às salas de cinema e, mais tarde, aos sofás de casa, é um claro sinal de que alguma coisa continua a ser bem feita. Na lista que se segue encontra alguns desses exemplos; cinema bem feito, com um toque fresco, com uma visão diferente, com uma prestação memorável. São os melhores filmes musicais deste século. Recomendado: Os melhores filmes de luta no cinema

Os melhores filmes gay
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Os melhores filmes gay

Nas últimas décadas, o preconceito parece ter-se esbatido. Não é que a posição da indústria em relação ao assunto seja unânime, mas há cada vez mais espaço para grandes histórias que, numa outra altura, teriam ficado arquivadas na gaveta. Ainda bem que assim o é, caso contrário, títulos como Felizes Juntos, de Wong Kar-Wai, Os Rapazes Não Choram, de Kimberly Pierce ou Moonlight, de Barry Jenkins nunca teriam chegado à tela. Na lista abaixo estão 13 filmes gay essenciais a qualquer cinéfilo, mas há sempre espaço a mais. Arranje tempo e não lhes tire os olhos de cima. Recomendado: Os melhores filmes italianos sobre amor e traição

Dez filmes de adolescentes para ver na Netflix
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Dez filmes de adolescentes para ver na Netflix

Vamos à parte honesta: a adolescência é um interminável conjunto de situações estranhas, experiências novas, inesperadas, castigos sociais, dores de crescimento, paixões não correspondidas (ou sim). É também um poço sem fundo para todo o tipo de urgências, porque tudo é hoje, porque crescer é a única coisa que interessa, porque a idade adulta parece incrível. E como é que se retrata tudo o que cabe na psique de um teenager? Não há uma resposta empírica. O que há, são tentativas infindáveis, ao longo de décadas, em traduzi-las no ecrã para que tudo pareça um bocadinho mais simples. E a Netflix tem no seu catálogo alguns dos títulos que vão resumindo – mal ou bem – aqueles anos. Eis dez filmes de adolescentes para ver na Netflix. Recomendado: 13 filmes românticos para ver na Netflix

Ir de viagem com o cinema: Sete filmes para ver o mundo sem sair de casa
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Ir de viagem com o cinema: Sete filmes para ver o mundo sem sair de casa

Graças ao cinema, podemos viajar para todo o mundo sem sair de casa. Numa altura tão crítica como aquela que estamos a viver, em que não podemos sequer deixar os nossos lares, eis um conjunto de filmes em que podemos ir livremente, e sem gastar um cêntimo, até ao Tibete com Brad Pitt, ao principado do Mónaco de iate de luxo com Adam Sandler e Jennifer Aniston, ao Mali de carro com Jean Reno, surfar na Califórnia na companhia de Helen Hunt, ou ir à Tanzânia com John Wayne, entre outros. Recomendado: Guia TV: filmes para ver em tempo de ficar em casa

Os piores e os melhores filmes da Marvel
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Os piores e os melhores filmes da Marvel

Por muito que a gente adore o Homem-Aranha de Sam Raimi (e até ache alguma piada a O Incrível Hulk de Ang Lee), o universo cinematográfico da Marvel só começou a ganhar forma em 2008, com o Homem de Ferro de Jon Favreau. E passados mais de dez anos encontra-se em grande, com filmes como Black Panther, de Ryan Coogler, a ganharem Óscares. Mas não foi fácil chegar até aqui. Sabendo que nos estamos a pôr a jeito das caixas de comentários, elencámos os 23 capítulos desta narrativa épica estreados até à data. Eis os piores e os melhores filmes da Marvel. Recomendado: Filmes 'Star Wars': dos melhores aos piores

Os piores e os melhores filmes de ‘Star Wars’
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Os piores e os melhores filmes de ‘Star Wars’

Será O Império Contra-Ataca, realizado por Irvin Kershner em 1980, o melhor de todos os filmes de Star Wars? E será mesmo A Ameaça Fantasma (1999), de George Lucas, o pior? Mas onde se encaixam aventuras paralelas como Rogue One (2016), de Gareth Edwards, ou Han Solo (2018), creditado a Ron Howard, no meio disto tudo? Agora que parece ter chegado ao fim a saga dos Skywalker, iniciada há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, respondemos a estas e outras perguntas com uma lista em que cabem todos os filmes da série. Recomendado: As melhores personagens de Star Wars

Últimas críticas

Undine
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Undine

E se comunicassem à vossa namorada que queriam acabar com a relação e ela respondesse: “Então tenho que te matar.” Das duas, uma: ou ela é uma psicopata, ou então uma ninfa aquática da mitologia popular, uma ondina. É que, perante a infidelidade do seu companheiro, as ninfas perdem a sua alma humana e estão condenadas a morrer, se não o matarem antes, após o que têm que regressar à água. É o que se passa logo na abertura de Undine, o novo filme do alemão Christian Petzold. Johannes, o namorado de Undine Wibeau (a magnífica Paula Beer), uma historiadora que trabalha no departamento de desenvolvimento urbano da Câmara de Berlim, diz-lhe que quer terminar com a relação e que a engana com outra mulher. E ela logo: “Então tenho que te matar.” Passa-se que, muito longe de ser uma psicopata, Undine é uma ninfa do rio Spree, que atravessa Berlim. E que logo a seguir a ser rejeitada pelo namorado, conhece Christoph (Franz Rogowski), um simpático, carinhoso e algo desajeitado mergulhador industrial, que anda a fazer verificações nos pilares das pontes do Spree. Apaixonam-se e começam até a mergulhar juntos, e tudo leva a crer que Undine não irá infligir a Johannes a morte que fatalmente o esperava, porque encontrou de novo o amor, e desta vez, muito mais verdadeiro e sólido do que o anterior. Só que, certo dia, Christoph tem um acidente durante um dos seus mergulhos, fica 12 minutos sem oxigénio e é internado, em situação de morte cerebral. O destino da ninfa está traçado. Depois do embaraçoso passo em falso que foi Em Trânsito, Christian Petzold volta a apresentar-se, em Undine, na boa forma dos dois filmes anteriores àquele, Barbara e Phoenix, regressando às protagonistas femininas e a uma narrativa enquadrada pela história recente da Alemanha (neste caso, particularizada na história de Berlim e no seu desenvolvimento urbano), acrescentando-lhe uma modalidade de romantismo fatalista de sabor bem germânico. Undine é um filme fantástico que dispensa o espectáculo de efeitos digitais e que cultiva o maravilhoso ancestral com roupagens contemporâneas, singeleza e um lirismo discreto, na escrita, na câmara e na interacção das personagens. Alguns dos melhores momentos da fita passam-se, naturalmente, no elemento líquido: a cena nocturna na piscina da vivenda de Johannes; Undine cavalgando, para espanto de Christoph, o enorme e célebre peixe-gato que nada no Spree; a mão alva da ninfa saindo de súbito da arcada do pilar da ponte para acariciar a de Christoph; ou o silencioso e fantasmagórico encontro final entre os dois amantes, à noite e debaixo de água. Pura poesia aquática com mediação cinematográfica. E embora Christian Petzold pareça transgredir em Undine as regras das narrativas populares relativas a ninfas e outras criaturas do elemento líquido, a verdade é que as cumpre escrupulosamente, e com amarga ironia. Christoph não tem o mesmo destino que Johannes, porque tecnicamente, já esteve morto numa cama de hospital, razão também pela qual a sua amada teve que regressar ao seu habitat natural. Em resumo, o ano não podia abrir melhor do que com um filme como Undine.

A Time Out diz
4 /5 estrelas
Death to 2020
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Death to 2020

Um falso documentário, que passa em revista em registo satírico o ano sinistro que acaba de se despedir, é uma boa ideia. Chamar, entre outros, os dois criadores da série Black Mirror para o escrever é outra boa ideia. Só que Death to 2020, o dito falso documentário, é a prova que duas boas ideias juntas não produzem necessariamente um bom resultado. Tendo como pivô Samuel L. Jackson num jornalista de um prestigiado e imaginário órgão de informação de Nova Iorque, Death to 2020 é quase tão deprimente e desolado de comédia como o ano que traz no título. Demasiadamente centrado nos EUA e no Reino Unido, e dando muito mais tempo de antena às eleições americanas do que à pandemia de covid, sem qualquer dúvida o acontecimento de 2020, pelo seu devastador impacto planetário, o filme é de uma pobreza abaixo de ordem mendicante em termos de humor, sátira, iconoclastia (veja-se como se põe sério e dobra o joelhinho quando fala do Black Lives Matter) e da mais elementar imaginação cómica (até quando se mete com a própria Netflix, que o produziu e onde se estreou, é nulo de piada). Arquivo morto, já!

A Time Out diz
1 /5 estrelas
Missão: Vingança
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Missão: Vingança

Dantes, as crianças que se portavam mal recebiam no sapatinho, como castigo, um pedaço de carvão em vez de brinquedos. Ficavam tristes, choravam baba e ranho e prometiam portar-se melhor, para no Natal seguinte voltarem a ter presentes bonitos. Em Missão: Vingança, de Eshom e Ian Nelms, Billy Wenan, um rapaz de 12 anos rico, despótico, insuportavelmente mimado, com um pai ausente e que vive com a avó doente, recebe um bocado de carvão no Natal, e não faz a coisa por menos. Decide vingar-se e contrata um assassino profissional para descobrir onde vive o Pai Natal, ir lá matá-lo e trazer a cabeça do bom velhinho como troféu. (Billy também recorre ao dito assassino para aterrorizar colegas da escola.) Este é apenas um dos aspectos mais sinistros de Missão: Vingança, que pretende ser uma comédia negra natalícia, mas mais não é do que um dos filmes de Natal mais desastrada e desagradavelmente grosseiros e infelizes já feitos. O Pai Natal (Mel Gibson) está desanimado, decadente e enfraquecido, porque a existência de cada vez mais crianças malcomportadas traduz-se em cada vez menos presentes, uma queda de produção na fábrica e uma situação financeira catastrófica. A crise é tão grande que ele e a mulher, Ruth (Marianne Jean-Baptiste), têm que se resignar a ceder às tentadoras propostas do governo e pôr os elfos a produzir material militar em vez de brinquedos (o único gag decente de toda a fita envolve precisamente os elfos, os seus hábitos alimentares e o menu da cantina da fábrica). Entretanto, o assassino profissional (Walter Googins) vai deixando um rasto de cadáveres à medida que se aproxima da casa e da fábrica de brinquedos do Pai Natal, algures no Canadá. Uma vez lá chegado, começa a massacrar os militares que as protegem, tenta destruir as instalações com explosivos, deixa os elfos em polvorosa e protagoniza um sangrento duelo a tiro com aquele, deixando-o por morto e alvejando também a mulher. Como se tudo isto não bastasse, o jovem Billy tenta envenenar a avó, mas a intervenção atempada de um Pai Natal mais escalavrado do que Sylvester Stallone no final de um dos filmes da série Rambo, e tão ameaçador como o próprio John Rambo, impede o pior. O que quer que os irmãos Nelms queriam fazer em Missão: Vingança (Fatman, no original), falharam em todas as declinações. Na ideia de história que a ele preside, na forma e no discurso, na intenção da “mensagem”, na violência verdadeiramente gratuita e totalmente autocomplacente, e da primeira à última imagem, este é um filme de um lamentável, incomensurável e insondável mau gosto. Está destinado a constar em todas as futuras listas de horrores cinematográficos com tema natalício. Até temos pena dos actores envolvidos, Mel Gibson à cabeça, que vão ficar para sempre com uma nódoa destas nas suas filmografias. Se fosse um acidente, Missão: Vingança era uma colisão em cadeia numa auto-estrada em dia de chuva e hora de ponta. E se o Pai Natal existisse mesmo, Esholm e Ian Nelms passavam a ter no sapatinho, para o resto das suas vidas, fruta podre, baratas e arame farpado.

A Time Out diz
1 /5 estrelas
Sibéria
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Sibéria

Estão já muito distantes os tempos em que Abel Ferrara saía de câmara em riste para as ruas e os antros de vício de Nova Iorque, e muito especialmente da sua Bronx natal, para rodar policiais violentos, crus e moralmente sombrios como Vingança de uma Mulher, Nova Iorque, Duas Horas da Manhã, A Rapariga da China, O Rei de Nova Iorque ou Polícia Sem Lei, dramas de família crispados e intensos como O Funeral e R Xmas-O Nosso Natal ou ainda fitas de vampiro fora da norma como Os Viciosos. Ferrara, que vive em Itália desde os ataques terroristas de 11 de Setembro, passou a filmar muito na Europa e a tentar construir uma reputação de realizador “autorista” com preocupações intelectuais e até mesmo espirituais. Mas a verdade é que já há muito tempo que não assina uma fita à altura dos seus tempos nova-iorquinos e das histórias ambientadas nas “mean streets” da cidade. Sibéria é mais um daqueles filmes que fica aquém das intenções e das ambições do realizador, que talvez não tenha bem consciência dos seus limites criativos. Mais uma vez interpretado pelo actor favorito do realizador, Willem Dafoe, Sibéria é uma desconcertante, desarticulada e opaca tentativa de dar expressão cinematográfica não só ao mundo dos sonhos como à vida do subconsciente. Jung anda algures por aqui, mas de forma tão vaga como simplista. Dafoe personifica Clint, um americano que vive algures na tundra árctica, dirigindo um pequeno bar onde vão beber inuítes, caçadores e avozinhas russas. Entre servir vodkas, ir para a cama com uma bela cliente, ver outro jogar flippers e sair de trenó com os cães, Abel Ferrara filma o mundo onírico e interior de Clint: medos, remorsos, recordações, problemas familiares mal resolvidos, visões, terrores profundos. E é tudo muito pouco imaginativo, bastante banal, superficialmente simbólico ou simplesmente incompreensível. Clint ora sonha que está a ser atacado por um urso no bar, ora lhe aparece, numa caverna, o pai (também interpretado por Dafoe) com a cara cheia de espuma da barba. Ora troca recriminações com uma mulher do seu passado (com a qual poderá ter sido casado ou não), ora é visitado por um estranho indivíduo que poderá ser uma entidade maléfica e com o qual acaba a dançar ao som de “Runaway”, de Del Shannon – um dos momentos inadvertidamente risíveis de Sibéria. Ferrara não consegue dar um sentido perceptível, um mínimo de ordem, um semblante de associação entre todos estes elementos, que parecem coexistir na maior arbitrariedade. Uma das poucas coisas que conseguimos perceber da mole de sequências oníricas, irracionais e subliminares que formam Sibéria, é que Clint tinha problemas com o pai. A partir de certa altura, desistimos pura e simplesmente do filme, perdemos o pouco interesse que tínhamos nas deambulações e nos encontros da personagem no mundo real e no interior de si mesmo. E não é o peixe falante do final que nos vai convencer nem dos eventuais méritos de Sibéria, nem de que Abel Ferrara tinha coisas muito profundas e relevantes para nos comunicar através dele.

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Mulher-Maravilha 1984
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Mulher-Maravilha 1984

Gal Gadot volta para mostrar que é uma excelente escolha para o papel de Diana Prince, a semideusa amazona da DC. Neste filme, ela desenvolve novos superpoderes da Mulher-Maravilha – incluindo a capacidade de se desenvencilhar de diálogos rendilhados – e dá um novo brilho a um franchise que enfatiza tanto a moralidade da história como as cenas espectaculares. A realizadora Patty Jenkins começa logo por aí: através de uma analepse que mostra uma jovem Diana (Lilly Aspell) a enfrentar adversários mais velhos numa espécie de versão sobredimensionada de Gladiador. Ela faz batota, e a mãe, Hippolyta (Connie Nielsen), ensina-lhe da forma mais dura que “nenhum herói nasce da mentira”. É uma cena de acção tão extraordinária que não nos importamos que o desfecho seja este. Mas a verdadeira batalha ainda está por vir: uma luta que se trava em Washington DC, nos anos 1980, entre a verdade e a mentira. É um mundo de lycras, bolsas à cintura e homens com comportamentos inapropriados. E Mulher-Maravilha 1984 não receia a arena política – afinal, o principal vilão é um empresário falhado feito celebridade televisiva com uma paixão por muros e péssimo corte de cabelo. É interpretado por Pedro Pascal, que corporiza o melhor vilão da DC em muito tempo. Mas não é o único antagonista neste filme (há ainda Barbara Minerva, papel de Kristen Wiig), e mesmo com 151 minutos nota-se uma certa dificuldade em manter o equilíbrio narrativo entre dois vilões, reservando ainda tempo para o romance entre Diana e Steve (Chris Pine). Claro que, para o final, a história torna-se um pouco pateta, e a prometida cena pós-créditos é só para fiéis devotos. Mas num ano em que o cinema tem visto tão pouco os seus espectadores, não podemos criticá-lo por se esticar um bocadinho.

A Time Out diz
3 /5 estrelas
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Outros filmes em cartaz

O Melhor Ainda Está Para Vir
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O Melhor Ainda Está Para Vir

Os americanos têm o buddy movie, os franceses têm o film de copains. Vai tudo dar ao mesmo, o filme de amigos dos quatro costados. Foi já um subgénero muito cultivado em França, mas que não se vê nas telas com a regularidade – e a qualidade – com que se via nas décadas de 70 e 80, mais porque têm vindo a desaparecer os argumentistas, dialoguistas, realizadores e actores que o faziam bem, do que por uma mudança no público e nos seus gostos. O duo de argumentistas Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte estreou-se na realização em 2012 com uma muito divertida comédia, O Nome da Discórdia, dando ao cantor e actor Patrick Bruel o papel principal. Sete anos depois, de La Patellière e Delaporte escreveram e realizaram aquele que é um dos melhores films de copains dos últimos anos: O Melhor Ainda Está para Vir, de novo com Bruel, agora emparelhado com Fabrice Luchini. Arthur (Luchini) e César (Bruel) estão ambos na casa dos 50 e são amigos desde que se conheceram num colégio interno, eram ainda miúdos. São diferentes como o ovo e o espeto, mas une-os uma amizade em betão armado. Arthur, divorciado e com uma filha adolescente, é médico e investigador no Instituto Pasteur, um coca-bichinhos crónico e um cidadão exasperante de tão exemplar. César nunca teve um emprego certo, é um estoira-vergas que colecciona amantes e é adepto da filosofia chapa ganha, chapa gasta. De tal forma, que o filme abre com a penhora de tudo o que tem. Devido a um equívoco, Arthur descobre que César tem um cancro e poucos meses de vida, enquanto que este pensa que é o amigo que está canceroso. Arthur não tem coragem de dizer a verdade a César, que entretanto se mudou para casa deste porque a ex-namorada o expulsou da sua, e os amigos combinam ir viver a vida em pleno, concretizando cada qual, alternadamente, um desejo de longa data. E enquanto que entre os sonhos de Arthur estão ganhar o Nobel da Medicina ou visitar a campa de Albert Schweitzer, os de César são mais simples: paródia, jantaradas, casinos e mulheres. Aqui chegados, e ao contrário do pudéssemos pensar, O Melhor Ainda Está para Vir não resvala nem para a farsa grosseira e bagunçada, nem para o melodrama fungado e rameloso. Graças a uma escrita rigorosamente equilibrada, com todas as palavras, situações e emoções certas nas alturas certas; a uma gestão de relojoeiro suíço da comédia e da gravidade, da espirituosidade e do drama, da ligeireza e da melancolia; e às interpretações arrebatadoras de Luchini e Bruel, verdadeiras e vivas na efervescência do riso como na punção do drama, Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte arrancam um filme na boa cepa tradicional francesa sobre o significado mais corpóreo, mais real, mais efusivo e mais pungente da amizade entre dois homens que, à partida, tudo daria a entender que nunca poderiam ser amigos. Como diria o imenso argumentista e dialoguista Michel Audiard, “Ça, c’est des copains!”.

A Time Out diz
4 /5 estrelas
Listen
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Bela (Lúcia Moniz) e Jota (Ruben Garcia) vivem nos arredores de Londres com os três filhos, um dos quais, Lu (Maisie Sly), uma menina surda. Bela faz limpezas e Jota está desempregado. Um dia, na escola de Lu, detectam o que parecem ser marcas de agressões nas suas costas. O casal, que aguarda uma visita da Segurança Social para pedir um apoio, vê entrarem-lhe pela casa dentro um técnico e polícias, que os separam dos filhos, Lu, o rapaz mais crescido e a bebé Jessie. Foram sinalizados como pais violentos e vão viver um calvário, porque ao abrigo do sistema inglês as crianças serão entregues para adopção a famílias pagas para o efeito. Apesar de um ou dois pormenores que forçam a verosimilhança (os médicos que examinam Lu não verem que a menina não foi agredida, e tem sim uma doença de pele), Listen conta esta aflitiva história do estilhaçar de uma família, e mostra a realidade chocante de um sistema que peca por excesso de zelo na protecção das crianças, com muita economia narrativa e dramática, e sem pieguice. Surda mas sempre atenta, a frágil Lu é o pivô emocional do filme.

A Time Out diz
3 /5 estrelas
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Miss

Os meninos costumam querer ser astronautas, bombeiros ou cowboys. Alex, o herói de Miss, segunda longa-metragem de Ruben Alves (A Gaiola Dourada), queria ser Miss França. Um desejo que vai tentar realizar quando crescido, interpretado pelo andrógino manequim Alexandre Wetter. Para isso conta com a ajuda da sua excêntrica família adoptiva, que vive na mesma pensão que ele, e inclui desde Lola, um travesti veterano, até duas indianas que ali têm um ateliê de costura ilegal. Ruben Alves pisa terreno delicado em Miss, que quer ser, ao mesmo tempo, uma farsa de transformismo na linha de A Gaiola das Malucas, que atraia o espectador médio, e um filme sobre um rapaz que, não pretendendo mudar de sexo, se sente mais mulher do que homem (ambicionando assim falar para o sector LGBT e ser inspirador de tolerância à diferença em geral). E não convence em nenhuma das vertentes, apesar do confortável orçamento, de um robusto pelotão de secundários (a patusca Isabelle Nanty na dona da pensão, Thibault de Montalembert desopilante em Lola, Stéfi Celma na azougada Miss PACA) e de alguns bons gags sortidos. Sem falar numa aparição da octogenária Amanda Lear.

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Pinóquio
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Pinóquio

Não é a primeira vez que o clássico infantil Pinóquio, de Carlo Collodi, é filmado com actores de carne e osso. Antes desta nova versão de Matteo Garrone, o realizador de Gomorra, O Conto dos Contos e Dogman, houve outras, sendo a mais recente a de 2002, de e com Roberto Benigni, que aqui interpreta Gepeto. Mas esta adaptação à tela de Pinóquio é decerto uma das mais próximas do livro de Collodi, no tom e nos ambientes, do espírito e das atmosferas dos contos de fadas que ele adaptou no citado O Conto dos Contos, e ainda das ilustrações originais de Enrico Mazzanti. Neste Pinóquio, Matteo Garrone cultiva aquilo a poderíamos chamar de neo-realismo fantástico, ao situar a história na Itália rural de há 200 ou 300 anos, uma Itália de quintas, pequenos ofícios, estalagens, gente que trabalha duramente e vivia com pouco, pequenos circos remendões e espectáculos ambulantes pobrezinhos. Mas no meio da qual se manifesta uma plêiade de animais antropormorfizados, falantes e vestidos como humanos, fantoches de madeira com vida própria e uma fada com poderes mágicos, que tanto é uma menina como uma mulher de meia idade, e vive numa quinta, sendo servida por um enorme caracol feminino que se mexe e fala muito devagar, entre outros. O naturalismo dos ambientes do filme convive sem choques nem rupturas com episódios grotescos que constam no livro (o teatro das marionetas, onde Pinóquio, personificado pelo pequeno Federico Ielapi, é recebido como um igual pelos bonecos, vivos como ele, e o confronto com Mangiafuoco, o seu assustador dono, que afinal tem um coração mole); e de terror e crueldade, como aquele em que Pinóquio é atacado de noite pelo Gato e pela Raposa disfarçados de assassinos para o roubar, e que o enforcam numa árvore, deixando-o lá pendurado até raiar o dia, enquanto discorrem se ele já terá ou não morrido. E tal como também sucede no livro, o Grilo Falante só aparece duas ou três vezes, sendo sempre insultado e tratado com violência por Pinóquio. Walt Disney está muito, muito longe daqui. Matteo Garrone recorre a um mínimo de efeitos digitais, preferindo quase sempre confiar nas maquilhagens sofisticadas (a “madeira” que cobre o Pinóquio de Ielapi obrigava o actor a ser submetido a três horas diárias de aplicação de maquilhagem), nos cenários tradicionais, na animação e noutras trucagens, algumas delas artesanais. Por aqui passam referências a A Parada dos Monstros, de Tod Browning, a filmes de Terry Gilliam como A Fantástica Aventura do Barão, e mesmo ao cinema de Fellini, no caso, pelo mesmo gosto do artifício assumido (ver as sequências com Gepeto e Pinóquio no interior do monstro marinho). E tudo isto sem que o filme perca de vista ou subverta a lição de vida do livro: só sendo bom, obediente e cumpridor Pinóquio poderá tornar-se num menino de carne e osso. Este Pinóquio bem equilibrado entre o realista e o mágico de Matteo Garrone entra directamente para o topo das adaptações ao cinema da obra de Carlo Collodi, e sem ser preciso bater na madeira.

A Time Out diz
4 /5 estrelas
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Os melhores filmes de...

Brad Pitt
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Brad Pitt

Falar de William Bradley Pitt é falar de pedaços cinematográficos como Snatch – Porcos e Diamantes, Sete Pecados Mortais ou Clube de Combate. É, também, falar do Óscar que nunca recebeu, e de toda a injustiça que nesse tópico possa caber. Mas isso não o impediu de continuar a dar vida a histórias icónicas – personagem atrás de personagem, a carreira de Pitt foi-se fazendo com escolhas serpenteantes de papéis, cruzando caminhos com alguns dos nomes mais importantes da indústria. Tarantino, os irmãos Coen, Soderbergh, Ridley Scott ou  Fincher fizeram-nos chegar clássicos onde as prestações do oklahoman se imortalizaram. E esta é a lista que o mostra, com os melhores filmes de Brad Pitt. Recomendado: Os melhores filmes de Keanu Reeves

Leonardo DiCaprio
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Leonardo DiCaprio

À beira de fazer 45 anos, Leonardo Wilhelm DiCaprio é uma das poucas figuras do cinema americano que pode reivindicar o estatuto de estrela de cinema e ser, ao mesmo tempo, um actor considerado e respeitado. DiCaprio conseguiu ultrapassar a imagem de ídolo juvenil adquirida no início da carreira, sobretudo graças à sua participação em Titanic, e distinguir-se sob a direcção de vários dos mais exigentes realizadores de Hollywood. Enquanto esperamos pela estreia do seu novo filme, Once Upon a Time in Hollywood, de Quentin Tarantino, onde contracena com Brad Pitt, seleccionámos oito dos seus papéis imperdíveis. São os melhores filmes de Leonardo DiCaprio. Recomendado: Os melhores filmes de Kate Winslet

Robert Redford
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Robert Redford

Robert Redford já tinha anunciado, em 2016, a vontade de se reformar. Agora confirmou, numa entrevista à Entertainment Weekly, que The Old Man and the Gun, de David Lowery, que se estreia a 8 de Novembro em Portugal, será o último filme em que o vamos ver. A seguir, o actor e realizador de 81 anos não mais aparecerá na tela, mas não descarta a hipótese de continuar a trabalhar como realizador. Em vésperas do fim de uma longa, prestigiada e premiada carreira de actor que começou na televisão, há quase 60 anos, recordamos alguns dos melhores filmes do americano, à frente e atrás das câmaras.

Robert Rodriguez
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Robert Rodriguez

Filho de mexicanos, mas nascido e criado no Texas, Robert Rodriguez é uma figura de culto de um certo cinema americano. O mundo descobriu-o no início dos anos 90, quando filmou El Mariachi por apenas sete mil e poucos dólares e fez dois milhões de dólares de bilheteira só nos Estados Unidos. De então para cá, dividiu o seu tempo entre violentas homenagens ao cinema de série B com aspirações hollywoodescas (de Aberto Até de Madrugada a Machete), adaptações de banda desenhada (como Sin City – A Cidade do Pecado ou o novo Alita: Anjo de Combate) e até aventuras para toda a família (a série Spy Kids). Alguns dos seus filmes deixam um pouco a desejar, mas outros valem muito a pena. Estes são os melhores filmes de Robert Rodriguez.

Spike Lee
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Spike Lee

Apesar do engajamento político de Spike Lee e da estridência da sua expressão cinematográfica, o seu mais recente filme, BlacKkKlansman: O Infiltrado, acaba por ser bastante moderado. Isso podia não ser um problema, se não fosse também um filme menor do realizador, sem a tensão nem a pertinência de películas como Não Dês Bronca, de 1989, ou A Última Hora, de 2002, entre outros marcos da sua obra. Recordamos os melhores filmes do clelebrado cineasta americano, no activo desde o final dos anos 70.