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Do pequeno ao grande ecrã, os filmes em cartaz, o que vem a caminho e as nossas críticas, listas de filmes e notícias de cinema

Bem-vindos ao novo mundo encantado do Disney+
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Bem-vindos ao novo mundo encantado do Disney+

Não se trata da chegada de mais uma época de folhetos natalícios carregados de brinquedos, mas o lançamento do Disney+ em Portugal podia bem ser anunciado pela velhinha Leopoldina: há reis, princesas, dragões, heróis de banda desenhada e até um muito famoso Yoda bebé – sabe mesmo a prenda de Natal antecipada. Quase um ano depois de ter chegado aos Estados Unidos, o serviço de streaming da Disney fica disponível por cá esta terça-feira, mas antes disso, no fim-de-semana, pode espreitar os primeiros episódios de algumas das mais aguardadas séries originais, entre as quais The Mandalorian, nos canais FOX, Disney Channel, National Geographic e 24 Kitchen. Depois da transferência de Cristina Ferreira para a TVI, a chegada do Disney+ é sem dúvida o maior acontecimento de 2020 no mundo da televisão e do entretenimento em Portugal. E não é exagero: em apenas um ano, o Disney+ é já o terceiro maior serviço de streaming, com mais de 55 milhões de subscritores, ficando atrás apenas da Netflix e da Amazon Prime. O número impressiona, até porque a Disney estimava alcançar 50 milhões de subscritores apenas em 2025. Mas não é difícil perceber porquê. Desde que foi anunciado, que o mercado tem mexido, desde logo porque este novo serviço de streaming não inclui apenas os conteúdos da Disney, mas de todas as marcas que a gigante foi adquirindo ao longo dos anos, com especial destaque para a Pixar e a Marvel. Vale a pena lembrar que, até agora, a Marvel tinha uma forte presença no catálogo da Netflix. Sem surpresa fomos ouvindo os cancelamentos de O Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, O Punho de Ferro, O Justiceiro e Os Defensores.  O Disney+ é ainda casa da Fox, da National Geographic e da Lucasfilm. E foi a série The Mandalorian, o spin-off de Star Wars protagonizado por Pedro Pascal, a principal aposta do serviço – não houve quem não tivesse ouvido falar do “baby Yoda”, que até hoje continua a inundar as redes. A segunda temporada chega em Outubro.  Há ainda mais razões para o sucesso do Disney+, ou não tivesse este um dos catálogos mais adorados. Estão lá os clássicos da Disney, os acarinhados filmes da Pixar, todo o universo da Lucasfilm e, claro, os gigantes da Marvel.  A Disney foi ainda a primeira a arriscar tirar um filme com orçamento de blockbuster – cerca de 244 milhões de euros – do cinema para o estrear no seu serviço. Depois de sucessivos adiamentos por causa da pandemia, Mulan, o remake em imagem real, já não vai para as salas e poderá ser visto apenas no Disney+. Nos Estados Unidos, o filme já se estreou por um custo extra de 30 dólares (25 euros), mas a partir de Dezembro ficará disponível no catálogo. Em Portugal, o filme ficará disponível apenas a 4 de Dezembro, sem mais custos associados, como parte integrante da oferta para todos os subscritores. Até 14 de Setembro, um dia antes do lançamento oficial, a assinatura anual do Disney+ tem o preço de 59,99€. Depois disso, a subscrição anual custa 69,99€, ou 6,99€ por mês. O serviço vai funcionar em todas as principais plataformas, dispositivos móveis, consolas de videojogos ou smart TVs. E, tal como os serviços mais conhecidos a operar por cá, o Disney+ não terá anúncios a interferir com o conteúdo. Será também possível fazer o download ilimitado de episódios em até dez aparelhos, para poderem ser vistos offline. Recomendado: Os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema

Mais que ver
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Mais que ver

Propostas excepcionais para dias de excepção.

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Os piores e os melhores filmes da Disney
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Os piores e os melhores filmes da Disney

Será que os filmes da Disney são sensatos, divertidos e visualmente estimulantes – perfeitos para toda a família? Ou são uma lamechice que só serve para fazer uma lavagem cerebral às crianças? Todas a gente tem uma opinião sobre os mais de 50 filmes de animação que foram lançados ao longo dos anos pela empresa fundada por Walt Disney, a começar pela Branca de Neve, em 1937, até à galinha dos ovos de ouro que foram Frozen: O Reino do Gelo e a sua continuação. Mas quais são afinal aqueles que merecem um lugar de destaque na prateleira? E quais os que mais valia serem esquecidos? Elencámos os piores e os melhores filmes de animação da Disney, disponíveis no serviço de streaming Disney+ a partir de 15 de Setembro. Recomendado: Filmes de animação que ganharam um Óscar

15 filmes e séries sobre racismo para combater a indiferença
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15 filmes e séries sobre racismo para combater a indiferença

A morte do norte-americano George Floyd trouxe à luz uma América de preconceito e brutalidade policial, de intolerância e divisão. Mas trouxe, também, uma discussão que nunca deixou de estar em cima da mesa: a história do país e a forma como este esteve sempre embebido no racismo e na discriminação. A realidade é que, apesar da abolição da escravatura, implementada nos Estados Unidos pela 13.ª Emenda (que é também um documentário e que pode ver de forma gratuita no YouTube), em 1865, a sociedade continua dividida e a braços com essa herança. A literatura retratou-o muitas vezes, e há recursos que nos ajudam a compreender a problemática em vários meios, mas o audiovisual é talvez o mais forte. Como se percebe por estes 15 filmes e séries sobre racismo. Recomendado: O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim

O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim
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O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim

Às vezes o mais difícil é escolher. Por onde começar ou o que ver a seguir. Os amigos não são unânimes nas sugestões: todos têm a sua série ou filme favorito e o complicado é acompanhar o andamento da carruagem. Depois, há aquele filme de que todos estão a falar. E para complicar as contas, novos títulos a serem adicionados todas as semanas. Parece uma canseira, mas não desespere nem se desoriente. Estamos cá para o ajudar. Diga-nos como se sente e o que procura e diremos o que ver a seguir na Netflix. Recomendado: As melhores séries do momento

As melhores séries de televisão

As melhores séries para ver em Setembro
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As melhores séries para ver em Setembro

Setembro é o mês em que tudo volta a acontecer. Em que a vida volta ao normal depois da pouca emoção do Verão. Seja na política ou nas artes, a verdade é que este é um mês em que se regista mais actividade e no qual há sempre novidades. Em matéria de séries, há coisas boas para ver. Digno de nota é também o lançamento do novo serviço de streaming da Disney, o Disney+. A adaptação para o pequeno-ecrã de Pátria, aclamada obra do escritor basco Fernando Aramburu, a estreia de Ratched na Netflix ou o muito aguardado Raised by Wolves, na HBO, são algumas das nossas propostas para o final da estação. Recomendado: As melhores séries do momento

As melhores séries do momento
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As melhores séries do momento

Não param de se estrear novas e boas séries. Com a chegada da Netflix, HBO, Amazon Prime e outras tantas ao radar nacional, a vida ficou bastante mais complicada. No bom sentido, claro; é que o que não falta são produções muito bem conseguidas para ver, da segunda temporada de Narcos: Mexico à chegada de Feud: Bette and Joan, a série que nos conta a rivalidade entre as actrizes Bette Davis e Joan Crawford. Tente evitar as maratonas nocturnas – ou não –, tenha atenção aos spoilers que aqui vai ver e siga as nossas sugestões das melhores séries do momento. Recomendado: As séries originais Netflix que tem de ver

As 23 séries da HBO que tem de ver
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As 23 séries da HBO que tem de ver

Desde que chegou a HBO (para não falar nos outros serviços de streaming que apareceram entretanto) ficou ainda mais complicado gerir a agenda – e não falamos apenas da vida social, mas do calendário de estreias de séries. A pensar nisso, fizemos-lhe uma selecção das séries na HBO que vale a pena ver e que nunca o farão perder tempo. Recuperamos os clássicos que não pode perder e as novidades que têm dado que falar. De Os Sopranos e A Guerra dos Tronos até à aclamada Zero Zero Zero, de Roberto Saviano, estas são as 23 séries na HBO que tem de ver. Recomendado: O melhor da Netflix   

Dez séries na Amazon Prime Video que valem a pena
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Dez séries na Amazon Prime Video que valem a pena

Hoje, o difícil é escolher. As plataformas de streaming revolucionaram o mercado dos filmes e séries e é lá que se encontra o melhor da ficção e não-ficção. A Amazon de Jeff Bezos não quis ficar de fora da corrida e criou a sua plataforma, o Prime Video. Em 2016, o serviço ficou disponível em Portugal para gáudio dos amantes da arte de fazer streaming e elaborou um catálogo com conteúdos para todos os gostos. Fazem parte do cardápio clássicos como Seinfeld ou A Teoria do Big Bang e séries aclamadas pela crítica nos últimos anos como Mr. Robot, The Walking Dead ou The Good Wife. Recomendado: As séries originais que tem de ver na Amazon Prime

Oito séries originais que tem de ver na Amazon Prime
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Oito séries originais que tem de ver na Amazon Prime

No mundo das plataformas de streaming e da criação de conteúdos originais, há um rol significativo de opções por onde escolher. A Amazon de Jeff Bezos lançou, em 2016, o seu serviço pago de streaming de séries e filmes em Portugal, que continua a conquistar novos assinantes, e a apostar na criação de conteúdos originais feitos e protagonizados por nomes sonantes. A adaptação da obra de Philip K. Dick, The Man in The High Castle foi uma das primeiras apostas bem-sucedidas. Seguiram-se Transparent, The Marvelous Mrs. Maisel, Fleabag e muitas outras. Recoste-se e desfrute das melhores séries que este serviço online tem para lhe dar. Recomendado: As melhores séries de comédia de sempre

11 novas séries da Netflix que vale a pena ver
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11 novas séries da Netflix que vale a pena ver

Não é possível falar de séries sem falar do serviço de streaming. É muito graças à forte aposta da Netflix na produção audiovisual que o panorama televisivo melhorou nos últimos anos. É a nova era dourada da televisão. Todas as semanas se estreiam no popular serviço de streaming séries e filmes que não se encontram em mais lado nenhum. O difícil muitas vezes é, na verdade, acompanhar o ritmo. Como escolher o que ver quando a opção é tanta? Damos-lhe uma ajuda, apontando as séries novas da Netflix que vale a pena ver.  Recomendado: Dez séries originais Netflix que tem de ver

Listas de filmes para se perder em frente ao ecrã

Os melhores filmes musicais deste século
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Os melhores filmes musicais deste século

A exemplo do western, o filme musical é um género clássico cuja morte é regularmente anunciada. Mas a verdade é que continuam a ser feitos musicais nos Estados Unidos e também, a espaços, na Europa. Certo é que a força não é a mesma que fez de títulos como O Feiticeiro de Oz ou Serenata à Chuva pedaços inesquecíveis de cinema, mas se as grandes produções dentro do género continuam a levar gente às salas de cinema e, mais tarde, aos sofás de casa, é um claro sinal de que alguma coisa continua a ser bem feita. Na lista que se segue encontra alguns desses exemplos; cinema bem feito, com um toque fresco, com uma visão diferente, com uma prestação memorável. São os melhores filmes musicais deste século. Recomendado: Os melhores filmes de luta no cinema

Os melhores filmes gay
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Os melhores filmes gay

Nas últimas décadas, o preconceito parece ter-se esbatido. Não é que a posição da indústria em relação ao assunto seja unânime, mas há cada vez mais espaço para grandes histórias que, numa outra altura, teriam ficado arquivadas na gaveta. Ainda bem que assim o é, caso contrário, títulos como Felizes Juntos, de Wong Kar-Wai, Os Rapazes Não Choram, de Kimberly Pierce ou Moonlight, de Barry Jenkins nunca teriam chegado à tela. Na lista abaixo estão 13 filmes gay essenciais a qualquer cinéfilo, mas há sempre espaço a mais. Arranje tempo e não lhes tire os olhos de cima. Recomendado: Os melhores filmes italianos sobre amor e traição

Dez filmes de adolescentes para ver na Netflix
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Dez filmes de adolescentes para ver na Netflix

Vamos à parte honesta: a adolescência é um interminável conjunto de situações estranhas, experiências novas, inesperadas, castigos sociais, dores de crescimento, paixões não correspondidas (ou sim). É também um poço sem fundo para todo o tipo de urgências, porque tudo é hoje, porque crescer é a única coisa que interessa, porque a idade adulta parece incrível. E como é que se retrata tudo o que cabe na psique de um teenager? Não há uma resposta empírica. O que há, são tentativas infindáveis, ao longo de décadas, em traduzi-las no ecrã para que tudo pareça um bocadinho mais simples. E a Netflix tem no seu catálogo alguns dos títulos que vão resumindo – mal ou bem – aqueles anos. Eis dez filmes de adolescentes para ver na Netflix. Recomendado: 13 filmes românticos para ver na Netflix

Ir de viagem com o cinema: Sete filmes para ver o mundo sem sair de casa
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Ir de viagem com o cinema: Sete filmes para ver o mundo sem sair de casa

Graças ao cinema, podemos viajar para todo o mundo sem sair de casa. Numa altura tão crítica como aquela que estamos a viver, em que não podemos sequer deixar os nossos lares, eis um conjunto de filmes em que podemos ir livremente, e sem gastar um cêntimo, até ao Tibete com Brad Pitt, ao principado do Mónaco de iate de luxo com Adam Sandler e Jennifer Aniston, ao Mali de carro com Jean Reno, surfar na Califórnia na companhia de Helen Hunt, ou ir à Tanzânia com John Wayne, entre outros. Recomendado: Guia TV: filmes para ver em tempo de ficar em casa

Os piores e os melhores filmes da Marvel
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Os piores e os melhores filmes da Marvel

Por muito que a gente adore o Homem-Aranha de Sam Raimi (e até ache alguma piada a O Incrível Hulk de Ang Lee), o universo cinematográfico da Marvel só começou a ganhar forma em 2008, com o Homem de Ferro de Jon Favreau. E passados mais de dez anos encontra-se em grande, com filmes como Black Panther, de Ryan Coogler, a ganharem Óscares. Mas não foi fácil chegar até aqui. Sabendo que nos estamos a pôr a jeito das caixas de comentários, elencámos os 23 capítulos desta narrativa épica estreados até à data. Eis os piores e os melhores filmes da Marvel. Recomendado: Filmes 'Star Wars': dos melhores aos piores

Os piores e os melhores filmes de ‘Star Wars’
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Os piores e os melhores filmes de ‘Star Wars’

Será O Império Contra-Ataca, realizado por Irvin Kershner em 1980, o melhor de todos os filmes de Star Wars? E será mesmo A Ameaça Fantasma (1999), de George Lucas, o pior? Mas onde se encaixam aventuras paralelas como Rogue One (2016), de Gareth Edwards, ou Han Solo (2018), creditado a Ron Howard, no meio disto tudo? Agora que parece ter chegado ao fim a saga dos Skywalker, iniciada há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, respondemos a estas e outras perguntas com uma lista em que cabem todos os filmes da série. Recomendado: As melhores personagens de Star Wars

Últimas críticas

Listen
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Listen

Bela (Lúcia Moniz) e Jota (Ruben Garcia) vivem nos arredores de Londres com os três filhos, um dos quais, Lu (Maisie Sly), uma menina surda. Bela faz limpezas e Jota está desempregado. Um dia, na escola de Lu, detectam o que parecem ser marcas de agressões nas suas costas. O casal, que aguarda uma visita da Segurança Social para pedir um apoio, vê entrarem-lhe pela casa dentro um técnico e polícias, que os separam dos filhos, Lu, o rapaz mais crescido e a bebé Jessie. Foram sinalizados como pais violentos e vão viver um calvário, porque ao abrigo do sistema inglês as crianças serão entregues para adopção a famílias pagas para o efeito. Apesar de um ou dois pormenores que forçam a verosimilhança (os médicos que examinam Lu não verem que a menina não foi agredida, e tem sim uma doença de pele), Listen conta esta aflitiva história do estilhaçar de uma família, e mostra a realidade chocante de um sistema que peca por excesso de zelo na protecção das crianças, com muita economia narrativa e dramática, e sem pieguice. Surda mas sempre atenta, a frágil Lu é o pivô emocional do filme.

A Time Out diz
3 /5 estrelas
Da Eternidade
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Da Eternidade

Com base apenas em três filmes, Canções do Segundo Andar (2000), Tu, que Vives (2007) e Um Pombo Pousou Num Ramo a Reflectir na Existência (2014), o sueco Roy Andersson adquiriu, nalguns sectores da crítica e corredores dos festivais de cinema, a reputação de ser um dos mais “profundos” cineastas contemporâneos, autor, naquela trilogia, de uma importante e pertinente reflexão sobre o absurdo da condição humana e a angústia abissal da existência. Diz muito sobre os tempos que vivemos que um cineasta tão superficial, amaneirado e limitado seja referido em termos que habitualmente se reservam para pensadores a sério, e as bagatelas cinematográficas que mercadeja passem por uma qualquer reflexão pertinente. Laboriosamente construídos e encenados como uma sucessão de quadros rígidos, artificiais, descoloridos e lúgubres, povoados por personagens inexpressivas, monocórdicas e passivas até à exasperação, “distanciados e distanciadores”, como os descreveu o crítico americano J. Hoberman, os filmes de Andersson não passam de um lento e maçudo repositório de banalidades pseudo-filosofantes, rasamente surreais e absurdistas de babar na gravata, sobre a forma como a humanidade sofre a sua passagem por este mundo. E na visão do cineasta, ela sofre com uma inércia tristonha, trombuda e resignada, regada àquilo que no sentir de Andersson passa por humor negro, e decorada com algum simbolismo de carregar pela boca. No seu mais recente filme, Da Eternidade (só o título é todo um programa de presunção cabotina), Roy Andersson insiste no seu cardápio de trivialidades com maquilhagem poético-absurdo-trágica, e ainda mais destiladas de emoção, de consequência e de sentido do que é costume. Percebe-se que o realizador pretende que alguns dos sketches da fita sejam como que pequenas máximas visuais, miniaturas aforísticas, mas resultam ou desconcertantes (um trio de adolescentes pára à beira de um café de beira de estrada, saracoteia-se ao som da música ambiente deste, recebe uma salva de palmas e segue o seu caminho), ou pomposas (os prisioneiros de um exército derrotado arrastam-se pela neve). E o gag recorrente do padre que perdeu a fé, sonha que anda com uma cruz às costas pelas ruas enquanto uma multidão o apupa e agride, e consulta um psiquiatra muito rigoroso com os horários de atendimento, além de não ser particularmente cómico, rapidamente se gasta e começa a moer a rosca. Mais do que na trilogia de fitas atrás referida, em Da Eternidade torna-se bastante óbvio que Roy Andersson tem muita dificuldade em ocultar que na verdade tem muito pouco para dizer. E o que tem é trivial, pretensioso, rente à inteligência e faltoso de profundidade. E ainda por cima, chatíssimo. Da Eternidade é uma das mais descaradas, vácuas e insofríveis estopadas do ano.

A Time Out diz
1 /5 estrelas
O Sal das Lágrimas
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O Sal das Lágrimas

O novo filme de Philippe Garrel podia ser uma ilustração do provérbio que diz “Quem tudo quer, tudo perde” aplicado às relações amorosas. Luc, um jovem carpinteiro que trabalha com o pai idoso, e vai candidatar-se a uma grande escola técnica de Paris, envolve-se brevemente com a jovem Djemila, logo a seguir com Geneviève, uma antiga colega de liceu, que engravida e abandona, e finalmente com Betsy, uma enfermeira, submetendo-se a uma relação a três, já que esta dorme também com o colega de casa, indo finalmente pagar pela sua inconstância. Garrel filma, como sempre, a preto e branco austero e no seu registo sobejamente conhecido, o realismo fino e emocionalmente hipersensível, com interpretações naturalistas, mas em O Sal das Lágrimas os diálogos soam demasiado como os das telenovelas, o percurso sentimental de Luc força a verosimilhança e o filme parece uma bolha da espuma que ficou de uma Nova Vaga há muito desfeita na praia. Fica apenas o segundo plano da relação cúmplice e comovedora entre Luc e o seu sempre preocupado pai, interpretado pelo veterano André Wilms.

A Time Out diz
2 /5 estrelas
O Ano da Morte de Ricardo Reis
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O Ano da Morte de Ricardo Reis

É muito, muito raro, vermos fantasmas no cinema português, e há um em O Ano da Morte de Ricardo Reis, a adaptação do livro homónimo de José Saramago por João Botelho. E logo um fantasma de peso: o de Fernando Pessoa (Luís Lima Barreto), que passa todo o filme a visitar o seu heterónimo Ricardo Reis (o brasileiro Chico Diaz), que aqui tem existência própria. Reis é médico e monárquico dos quatro costados e exilou-se no Brasil depois do falhanço da instauração da chamada Monarquia do Norte, em 1919. E volta a Lisboa em 1936, um mês depois da morte do seu criador, encontrando um país sob o regime do Estado Novo, e também o espectro de Pessoa. Em vez de morrer de medo, Reis encara como perfeitamente naturais estas aparições do defunto, com o qual conversa longamente sobre a vida e a morte, sobre este mundo e o outro, sobre poesia e sobre as duas mulheres completamente diferentes com as quais se envolve. Lídia (Catarina Wallenstein), criada no hotel onde se hospeda quando chega à capital, e Marcenda (Victoria Guerra), a filha de um notável de Coimbra que está no mesmo hotel com o pai e que tem o braço esquerdo paralisado. Depois de ter adaptado obras de Agustina (A Corte do Norte), Eça (Os Maias) e Fernão Mendes Pinto (Peregrinação), João Botelho continua aqui a sua jornada cinematográfica pelo cânone da literatura portuguesa. Filmando num preto e branco muito contrastado (que recorda outro filme do realizador, Tempos Difíceis, que transporta o livro de Charles Dickens para um contexto português), plúmbeo e fantasmagórico, Botelho tenta, mais uma vez, não ficar preso ao livro que passa para a tela, não deixar que o cinema fique submetido ao universo literário de que se apropriou, evitar que a imagem seja cativa da palavra. Apesar deste esforço para que a fita não saia muito literária, o que passa por lhe dar uma personalidade visual poético-fantástica, embora ancorada numa real e reconhecível Lisboa dos anos 30, quer aproveitando locais ainda existentes, quer recriando outros (o Hotel Astória de Coimbra passa pelo desaparecido Hotel Bragança da capital), O Ano da Morte de Ricardo Reis acaba por se tornar repetitivo, monocórdico e bocejante, também pela escassez de peripécias vividas pela personagem principal (uma boa parte do enredo é ocupado pelos palavrosos encontros entre Reis e o espectro de Pessoa). Algumas das quais, aliás, servem apenas para ilustrar uma vulgata antifascista tão fatigada como previsível (agentes da PIDE viscosos, porteiras coscuvilheiras e delatoras, burgueses bem-falantes colados ao regime, um comício roncante da União Nacional no Campo Pequeno). Há ainda outro problema. Nem sempre conseguimos perceber bem o que diz Chico Diaz, já que a tentativa do actor brasileiro de falar português com o sotaque de um português que viveu quase 20 anos no Brasil, não resulta em pleno. Sobretudo quando contracena com um actor com uma dicção tão impecável como Luís Lima Barreto.

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Verão de 85
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Verão de 85

Perante Verão de 85, os conhecedores da filmografia de François Ozon poderão ficar com a sensação que esta fita está como que deslocada do conjunto. Não andam longe da verdade, porque ela esteve para ser a longa-metragem de estreia do realizador, que aos 17 anos se entusiasmou com o romance Dance on my Grave, do inglês Aidan Chambers, e resolveu que o transformaria no seu primeiro filme. Acabou por não ser assim e só agora Ozon, com mais de 50 anos, concretizou esse desejo de juventude. Este teen movie pega no velho tema do amor de Verão que marca para o resto da vida e conta-o num contexto homossexual. Estamos em 1985, numa estância balnear da Normandia. Alexis (Félix Lefevbre) vive ali com os pais há dois anos e é um rapaz de 16 sem experiência sexual e sentimental. Um dia, vai velejar, há uma súbita tempestade de Verão e o barco vira-se. Surge então David (Benjamin Voisin), que ajuda o rapaz a voltar ao barco e o reboca até ao porto. David tem 18 anos, um brinco e uma moto, mais rodagem de vida e de amores que Alex, vive com a mãe e trabalha na loja de artigos de pesca desta. Alex deixa-se fascinar pela espontaneidade, generosidade e energia de David, a mãe deste oferece-lhe um emprego de Verão na loja e, uma noite, depois de uma rixa numa feira, Alex e David passam de amigos a namorados. Mas enquanto o tenro e ingénuo Alex se deixa arrebatar pela relação, o mesmo já não sucede com o blasé e sexualmente omnívoro David, que um dia se envolve com Kate, uma rapariga inglesa que Alex conheceu na praia. Transtornado de ciúmes, Alex confronta David com a traição e ambos dizem um ao outro daquelas palavras que magoam fundo e que, uma vez ditas, já não podem ser retiradas. Alex sai da loja em lágrimas, furioso, e foge na sua bicicleta; David pega na moto para ir atrás dele e a tragédia acontece. Seguida de um equívoco que levará Alex perante a lei. Contado em flashback por Alex, Verão de 85 é um filme de primeiro amor adolescente em ambiente estival, que François Ozon leva para longe da habitual ligeireza destas histórias (há um subenredo sobre o interesse que Alex tem pelo tema da morte e pelos rituais do Antigo Egipto que lhe estão associados, e que vai ser importante para a narrativa principal). E embora envolva dois rapazes, podia muito bem passar-se entre um rapaz mais novo e uma rapariga um pouco mais velha, ou o contrário. O tom do filme nunca é demasiado carregado, como se Ozon nos estivesse a dizer que, apesar de tudo que se passou, não estamos perante o fim do amor ou do mundo, embora pareça que sim a Alex. O realizador dá-nos a época através de pormenores do décor, de objectos, das roupas e das músicas de então, sem forçar qualquer nota nem jogar a cartada da nostalgia, e os dois rapazes são muito bons. Verão de 85 não é um Ozon de primeira linha e, embora tardio na concretização, é perfeitamente coerente em termos da sua filmografia. Talvez tenha até beneficiado com o facto de Ozon só o ter feito aos 50 anos em vez de aos 20, como queria.

A Time Out diz
3 /5 estrelas
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Outros filmes em cartaz

O Fim do Mundo
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O Fim do Mundo

Este O Fim do Mundo será talvez o que de mais próximo no cinema português se fará de um hood movie americano, mas sem os clichés sociais, a violência estereotipada e as doses cavalares de rap. Está à medida da realidade em que se passa e que revela. A desesperança, mais do que a raiva ou a revolta, é o sentimento que predomina. Segunda longa-metragem do luso-suíço Basil da Cunha, O Fim do Mundo segue Spira (Michel David Pires Spencer), um rapaz que passou oito anos numa casa de correcção e regressa ao bairro da Reboleira, onde nasceu e cresceu, e à casa da madrasta e dos dois irmãozinhos. As casas do bairro estão a ser demolidas aos poucos, há tensão e agressividade no ar, os seus amigos traficam droga, cometem pequenos delitos e preguiçam, e a rapariga que Sipra quer impressionar tem já um filho pequeno e é malvista pelas mulheres da zona. Não há nada a que ele se possa agarrar e cedo volta ao mesmo, que é quase nada. Trabalhando com os moradores do bairro e actores quase todos não-profissionais, Basil de Cunha assina um filme limitado mas honesto, no retrato, no discurso e no desconsolo.

A Time Out diz
3 /5 estrelas
Em Fúria
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Em Fúria

A vida de Rachel (Caren Pistorius), a heroína de Em Fúria, de Derrick Borde, não corre nada bem. Está a divorciar-se e o marido quer ficar-lhe com a casa, perdeu o salão de cabeleireiro de que era proprietária e agora tem que ir atender clientes ao domicílio, e o irmão e a noiva vieram morar com ela sem pagarem renda ou contribuírem para as despesas do dia-a-dia. E como se deixou dormir, perdeu a hora de levar o filho à escola e este vai ser castigado por chegar tarde; e perdeu também a sua melhor cliente, farta dos seus atrasos. A vida de Rachel não está a correr mesmo nada bem. Mas vai passar a correr ainda pior, porque Tom Cooper (Russell Crowe), o condutor do jipe a quem Rachel deu umas valentes buzinadelas por nunca mais avançar depois de cair o sinal verde, e com o qual trocou a seguir umas palavras ríspidas, é a mesma pessoa de quem a polícia anda à procura desde madrugada, altura em que matou a ex-mulher, o namorado dela e depois pôs fogo à casa onde eles viviam. É que o homem vai centrar nela todas as suas frustrações e transformar-lhe a vida num filme de terror do departamento serial killer à solta. Russell Crowe, que ainda não perdeu os muitos quilos que teve que engordar para interpretar Roger Ailes na minissérie The Loudest Voice, tem aqui um papel de assassino psicopata de aspecto quotidiano que não lhe exige grande esforço. Ao ponto de nos perguntarmos o que está ele a fazer nesta série B de terror rodoviário suburbano com pretensões a ter um discurso “importante” sobre a falência da civilidade nas sociedades contemporâneas e a sua expressão na raiva e na violência ao volante. Se foi porque lhe apeteceu variar e interpretar um vilão odioso e descontrolado, então a escolha de Crowe foi infeliz. É que Tom Cooper é uma personagem de cartão e cola, um cliché ambulante do ressentimento masculino e da agressividade social extremados, transfigurado em máquina homicida. Ao nível, aliás, do estereótipo da vítima feminina representada por Rachel, que pouco mais dá a Caren Pistorius para fazer do que andar em pânico. Vagamente reminiscente de outros filmes bem melhores que tocam nos mesmos temas, como Um Assassino Pelas Costas, de Steven Spielberg, Um Dia de Raiva, de Joel Schumacher, ou Manobra Perigosa, de Roger Michel, Em Fúria rapidamente abdica de toda e qualquer lógica e começa a acumular coincidências forçadas e inverosimilhanças em série (sendo a primeira o facto de Rachel não ter password no seu telemóvel), e a história torna-se de uma previsibilidade descarada. Embora aqui e ali o realizador nos consiga distrair com os aparatosos acidentes rodoviários (também eles esperados) que pontuam a acção. Tudo considerado, Em Fúria chumba nas personagens, não satisfaz no argumento e é insuficiente na realização. Veredicto: multa pesada e carta apreendida.

A Time Out diz
1 /5 estrelas
Tenet
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Tenet

Este é o mais ambicioso filme feito até agora por Christopher Nolan, que após ter contado em Intersteller uma história de ficção científica (FC) onde abordava temas como as viagens no tempo e os paradoxos temporais, realiza agora uma fita de James Bond elevada ao cubo e cruzada com um enredo de FC que volta a tratar aqueles dois assuntos, mais uma vez seguindo princípios teóricos da Física Quântica. John David Washington é o enigmático Protagonista, que procura impedir uma catástrofe mundial nunca imaginada. E em Tenet a ameaça não está tanto no presente como chega do futuro pela mão de um vilão bilionário russo, Sator (Kenneth Branagh). Só que a ousadia de Nolan, que, tal como fez em A Origem e Interstellar, quer voltar a dar ao público um grande espectáculo de cinema que também o ponha a pensar, é maior do que a sua capacidade de alinhar uma narrativa plausível, arrumada e clara com base em especulações científicas. Tenet torna-se arrevesado, inconsistente e confuso, e uma vez quebrada a suspensão da descrença do espectador, não há avanço ou recuo no tempo que lhe valha.

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Ordem Moral
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Ordem Moral

A história de Maria Adelaide Coelho da Cunha, filha de Eduardo Coelho, fundador do Diário de Notícias, co-proprietária do mesmo e mulher do seu director, Alfredo da Cunha, já foi contada várias vezes nos media, num filme, Solo de Violino, de Monique Rutler (1990) e num livro, Doida Não e Não!, de Manuela Gonzaga. Em 1918, aos 48 anos, a culta e rica Maria Adelaide fugiu com Manuel, o motorista da família, pouco mais velho do que o seu filho, causando enorme comoção social. Alfredo da Cunha mandou prender Manuel e internou a mulher num hospital psiquiátrico, sendo diagnosticada como “louca lúcida” por Júlio de Matos, Egas Moniz e Sobral Cid. Ela conseguiu sair em 1920, escreveu um livro sobre o caso e libertou o amante em 1922, com o qual ficou até morrer, em 1954. Em Ordem Moral, e com Maria de Medeiros no papel principal, Mário Barroso revista esta história de uma paixão escandalosa com rigor formal e poder de síntese, embora a intriga tivesse beneficiado de maior voltagem dramática.

A Time Out diz
3 /5 estrelas
Radioactivo
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Radioactivo

O começo de Radioactivo, de Marjane Satrapi (Persépolis), não deixa espaço para dúvidas. Este filme sobre Marie Curie, a descobridora do rádio e do polónio, juntamente com o marido, Pierre Curie, única mulher a ganhar duas vezes um Prémio Nobel e única pessoa a receber o mesmo prémio em duas disciplinas diferentes, Física e Química, vai contemplar todos os lugares comuns do filme biográfico. Radioativo abre – obviamente! – com a cientista (interpretada por Rosamund Pike), já idosa, a desmaiar no seu laboratório e a ser hospitalizada, fazendo logo a seguir um enorme flashback da sua vida e da sua obra enquanto a levam numa maca. Seguem-se quase duas horas de aborrecido, sensaborão e previsível cinema do tipo Selecções do Reader’s Digest, durante as quais Satrapi não se esquece, num didactismo parolo, de recordar ao espectador as futuras aplicações boas e más da radioactividade, com os tratamentos contra o cancro na medicina, a bomba atómica e a energia nuclear (com recriação do bombardeamento de Hiroxima e do acidente de Chernobyl). Radioativo é abaixo de televisão medíocre.

A Time Out diz
1 /5 estrelas
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Os melhores filmes de...

Brad Pitt
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Brad Pitt

Falar de William Bradley Pitt é falar de pedaços cinematográficos como Snatch – Porcos e Diamantes, Sete Pecados Mortais ou Clube de Combate. É, também, falar do Óscar que nunca recebeu, e de toda a injustiça que nesse tópico possa caber. Mas isso não o impediu de continuar a dar vida a histórias icónicas – personagem atrás de personagem, a carreira de Pitt foi-se fazendo com escolhas serpenteantes de papéis, cruzando caminhos com alguns dos nomes mais importantes da indústria. Tarantino, os irmãos Coen, Soderbergh, Ridley Scott ou  Fincher fizeram-nos chegar clássicos onde as prestações do oklahoman se imortalizaram. E esta é a lista que o mostra, com os melhores filmes de Brad Pitt. Recomendado: Os melhores filmes de Keanu Reeves

Leonardo DiCaprio
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Leonardo DiCaprio

À beira de fazer 45 anos, Leonardo Wilhelm DiCaprio é uma das poucas figuras do cinema americano que pode reivindicar o estatuto de estrela de cinema e ser, ao mesmo tempo, um actor considerado e respeitado. DiCaprio conseguiu ultrapassar a imagem de ídolo juvenil adquirida no início da carreira, sobretudo graças à sua participação em Titanic, e distinguir-se sob a direcção de vários dos mais exigentes realizadores de Hollywood. Enquanto esperamos pela estreia do seu novo filme, Once Upon a Time in Hollywood, de Quentin Tarantino, onde contracena com Brad Pitt, seleccionámos oito dos seus papéis imperdíveis. São os melhores filmes de Leonardo DiCaprio. Recomendado: Os melhores filmes de Kate Winslet

Robert Redford
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Robert Redford

Robert Redford já tinha anunciado, em 2016, a vontade de se reformar. Agora confirmou, numa entrevista à Entertainment Weekly, que The Old Man and the Gun, de David Lowery, que se estreia a 8 de Novembro em Portugal, será o último filme em que o vamos ver. A seguir, o actor e realizador de 81 anos não mais aparecerá na tela, mas não descarta a hipótese de continuar a trabalhar como realizador. Em vésperas do fim de uma longa, prestigiada e premiada carreira de actor que começou na televisão, há quase 60 anos, recordamos alguns dos melhores filmes do americano, à frente e atrás das câmaras.

Robert Rodriguez
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Robert Rodriguez

Filho de mexicanos, mas nascido e criado no Texas, Robert Rodriguez é uma figura de culto de um certo cinema americano. O mundo descobriu-o no início dos anos 90, quando filmou El Mariachi por apenas sete mil e poucos dólares e fez dois milhões de dólares de bilheteira só nos Estados Unidos. De então para cá, dividiu o seu tempo entre violentas homenagens ao cinema de série B com aspirações hollywoodescas (de Aberto Até de Madrugada a Machete), adaptações de banda desenhada (como Sin City – A Cidade do Pecado ou o novo Alita: Anjo de Combate) e até aventuras para toda a família (a série Spy Kids). Alguns dos seus filmes deixam um pouco a desejar, mas outros valem muito a pena. Estes são os melhores filmes de Robert Rodriguez.

Spike Lee
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Spike Lee

Apesar do engajamento político de Spike Lee e da estridência da sua expressão cinematográfica, o seu mais recente filme, BlacKkKlansman: O Infiltrado, acaba por ser bastante moderado. Isso podia não ser um problema, se não fosse também um filme menor do realizador, sem a tensão nem a pertinência de películas como Não Dês Bronca, de 1989, ou A Última Hora, de 2002, entre outros marcos da sua obra. Recordamos os melhores filmes do clelebrado cineasta americano, no activo desde o final dos anos 70.