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Zack Snyder's Justice League
Photograph: Warner Bros. Pictures

Princípio, meio e ainda sem fim: a cronologia possível dos filmes da DC

Apesar de não estarem tão interligados como os filmes e séries do Universo Cinematográfico da Marvel, também há uma ordem certa para ver os filmes da DC.

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
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O universo alargado ou estendido da DC é uma criação relativamente recente e instável. Durante décadas, os super-heróis da DC viveram isolados nos respectivos cantos do grande ecrã: o Super-Homem de um lado, o Batman do outro e os restantes membros da Liga da Justiça fora de cena. Contudo, depois do monumental sucesso de Os Vingadores e, por arrasto, dos restantes filmes do Universo Cinematográfico da Marvel, os patrões da Warner Bros. tentaram repetir a fórmula com as longas-metragens da sua filial aos quadradinhos, a DC. Ignorando tudo o que estava para trás e o que se passava ao mesmo tempo nas séries televisivas da CW, o Homem de Aço de Zack Snyder foi o primeiro capítulo do que seria um universo alargado da DC, erguido em torno dos blockbusters dirigidos por Snyder. Mas após os fracassos de Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça e sobretudo de Liga da Justiça, a Warner Bros. inverteu a marcha. Os filmes que se estrearam depois, como AquamanShazam! ou O Esquadrão Suicida de 2021, aludem discretamente ao que aconteceu antes e situam-se no mesmo universo, mas são obras independentes, sem os elos narrativos que ligam as produções da Marvel sob a alçada da Disney. Ainda assim, quem quiser, pode ver as suas histórias desenrolarem-se cronologicamente. Esta é a ordem certa para ver os filmes da DC.

Recomendado: A ordem certa para ver os filmes da Marvel

A ordem certa para ver os filmes da DC

Mulher-Maravilha

Apesar de só ter estreado em 2017 e de um par de cenas se passarem depois dos eventos de Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça (2016), cronologicamente Mulher-Maravilha, de Patty Jenkins, é o primeiro filme do universo alargado da DC. A acção recua um século, até à I Guerra Mundial, quando Diana, a Mulher-Maravilha, conhece Steve Trevor e se vê envolvida no conflito, abandonando a ilha escondida de Themyscira, no Mediterrâneo, onde sempre vivera.

Mulher-Maravilha 1984

Patty Jenkins e os argumentistas Geoff Johns e Dave Callaham voltam a situar a acção do segundo filme da Mulher-Maravilha no passado. Mais concretamente, em 1984. No decorrer da história, descobrimos que Diana continuou a ajudar a humanidade, ou pelo menos algumas pessoas, mas evitando os holofotes tanto quanto possível. O enredo não tem quaisquer pontos de contacto com outras adaptações da DC que não sejam o anterior filme da realizadora.

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Homem de Aço

Realizado por Zack Snyder, foi o filme que lançou as bases para o universo partilhado da DC, em 2013. A trama ignora os anteriores (e francamente superiores) filmes do Super-Homem e acompanha o último filho de Krypton desde o período em que abandonou o seu planeta e aterrou na Terra até ao momento em que o General Zod ataca o terceiro calhau a contar do Sol.

Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça

A continuação de Homem de Aço é mais um reboot. Desta feita, são os filmes de Batman realizados por Tim Burton, Joel Schumacher e Christopher Nolan (todos, sem excepção, melhores do que este pequeno desastre) que são atirados para baixo do tapete. Além dos dois heróis do título, a Mulher-Maravilha também dá o primeiro ar da sua graça nesta fita de 2016. 

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Esquadrão Suicida

No rescaldo da morte do Super-Homem uns meses antes, em Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça, Amanda Waller convence o governo dos Estados Unidos a financiar um grupo de criminosos e meta-humanos que combate ameaças à segurança nacional dos EUA em troca de uma redução das suas penas de prisão. Harley Quinn (Margot Robbie) é uma das escolhidas. Voltaremos a vê-la noutras adaptações da DC. O Batman e o Flash também têm pequenas participações neste filme de David Ayer, vilipendiado pela crítica e pelos fãs da BD.

Liga da Justiça

Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash, Ciborgue e um Super-Homem acabado de ressuscitar juntam-se para combater Steppenwolf, neste filme realizado por Zack Snyder e terminado por Joss Whedon. A primeira aventura da icónica equipa de super-heróis devia ter sido a pedra basilar do universo cinematográfico da DC, mas foi um fracasso comercial. E forçou a Warner a repensar a ideia de integrar todos os seus super-heróis no mesmo universo narrativo.

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Aquaman

Jason Momoa volta a mergulhar no papel de Aquaman nesta longa-metragem de James Wan. Amber Heard também veste mais uma vez a pele e o maiô de Meera, como em Liga da Justiça, e a acção passa-se depois do final desse filme, mas as ligações entre ambas as realizações acabam aí. Apesar de estar integrado no universo cinematográfico da DC, Aquaman conta uma história independente do que veio antes. A sua continuação deve estrear para o ano.

Shazam!

Shazam! também existe nas margens do universo cinematográfico da DC. Há referências aos outros super-heróis e até um cameo do Super-Homem, todavia esta divertida história centrada em Billy Batson (Asher Angel), um órfão de 14 anos que cresce e se transforma num adulto sobre-humano (interpretado Zachary Levi) quando diz "Shazam!", tem princípio, meio e fim.

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Birds of Prey (E a Fantabulástica Emancipação de Uma Harley Quinn)

Sabemos que a acção se passa depois do primeiro Esquadrão Suicida, mas não é claro quando. Harley Quinn separou-se do Joker de Jared Leto (uma boa decisão) e deu por si sozinha nas ruas de Gotham. Mas não tarda a encontrar novas companheiras, neste filme de Cathy Yan.

O Esquadrão Suicida

Mais um filme da DC que não requer quaisquer conhecimentos nem contactos prévios com este universo. A acção passa-se depois do primeiro Esquadrão Suicida e de Birds of Prey, e há uns quantos repetentes no elenco (incluindo Viola Davis, como Amanda Waller, e Margot Robbie), mas o realizador James Gunn faz tabula rasa do que está para trás, optando por lançar as bases para o futuro da franquia. John Cena vai brevemente voltar a interpretar o papel de Peacemaker, uma das novas personagens apresentadas, numa série criada e realizada por Gunn para a HBO.

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