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Dez séries de super-heróis que tem de ver

Não é só no cinema que os super-heróis são ubíquos. Também há cada vez mais séries de super-heróis na televisão

Demolidor
Por Luís Filipe Rodrigues |
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Há cada vez mais e melhores séries de super-heróis na televisão. Dos personagens da DC no chamado Arrowverse do canal CW – Arrow, The Flash, Legends of Tomorrow e Supergirl – à comitiva da Marvel na Netflix – Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Os Defensores e O Justiceiro –, passando pelos inúmeros vigilantes (e não só) que se desdobram por outros canais e plataformas, sem se inserirem num complexo universo partilhado. Dito isto, não é de agora que há super-heróis na televisão. E há uma ou outra velha série que merece ser revista. A começar pelos desenhados animados de Batman dos anos 90.

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Dez séries de super-heróis que tem de ver

Arrow

O mais impressionante em Arrow é o quão pouco impressionante é. Ou era. A representação, a escrita, a coreografia, os efeitos especiais... Tudo era mais ou menos banal quando a criação de Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Andrew Kreisberg se estreou em 2012, nos Estados Unidos. Contudo, as aventuras de Oliver Queen (Stephen Amell), o Arqueiro Verde da DC, foram bem recebidas por um público com sede de histórias de super-heróis na televisão.

Com o passar dos anos, a série foi melhorando, ficando mais complexa e arriscada, até se tornar na peça central de um universo partilhado que hoje inclui também as adaptações de The Flash, Supergirl, Legends of Tomorrow.

Batman: A Série Animada

A série de desenhos animados de Batman dos anos 90 ainda hoje é lembrada com saudade. Criada pelo genial Bruce Timm, com a ajuda de Eric Radomski, tinha um traço estilizado e uma estética negra e tensa, que bebia dos filmes de Tim Burton e dos comics de Frank Miller. Foi o primeiro contacto de muita gente com o icónico vigilante da DC, inspirou histórias várias contadas noutros meios, criou novas personagens, foi acarinhada e premiada – até arrecadou o Emmy de melhor série animada em 1993. É um clássico da animação americana.

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Black Lightning

Criada por Salim Akil, Black Lightning é uma série de super-heróis interessante, politizada e um tanto ou quanto diferente da maioria das produções do género. O protagonista aqui é Jefferson Pierce (Cress Williams), um homem afro-americano de meia-idade que se reformou do super-heroísmo há nove anos e agora trabalha como reitor de um liceu. Mas quando as filhas são raptadas por um bando de criminosos, tem de voltar a envergar as vestes de Black Lightning – o Raio Negro, em português.

Demolidor

Quando se estreou, em Abril de 2015, esta série de acção contemplativa, ainda que violenta, subiu a fasquia para os super-heróis na televisão. Estas séries, afinal, não tinham de ser produtos de nicho, podiam ser produções de prestígio e qualidade, bem filmadas e capazes de chegar a toda a gente.

A primeira temporada de Demolidor, criada por Drew Goddard e ancorada na relação antagónica entre o Demolidor (Charlie Cox) e Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio), um vilão humano e complexo, continua a ser melhor. Mas as duas que se lhe seguiram não deixam de estar muito a cima de quase tudo o que se faz por aí.

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Heroes

Nas semanas e nos meses que se seguiram à estreia da primeira temporada, em Setembro de 2006, a crítica e o público renderam-se a Heroes. Afinal, nunca até então se tinha visto uma série de super-heróis tão bem feita na televisão. E as nomeações para prémios como os Emmy e os Globos de Ouro não tardaram em chegar. Só que a partir daí foi sempre a descer, até que a NBC se viu obrigada a cancelar o programa e tirar o elenco e os espectadores da miséria. Entre 2006 e 2007, porém, o seu potencial parecia ilimitado.

Jessica Jones

É discutível que Jessica Jones possa ser considerada uma série de super-heróis. Mas ninguém discute que é óptima televisão. A primeira temporada é uma meditação de 13 episódios sobre stress pós-traumático e relações de poder, ancorada nas interpretações confiantes de Krysten Ritter, no papel da protagonista homónima, e David Tennant, como Kilgrave, um vilão que foi vítima de abuso e hoje é ele o abusador. A segunda leva de episódios, de 2018, já não é tão boa, mas continua muito acima da média.

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Legion

Criada por Noah Hawley, que também foi responsável pela adaptação de Fargo para o pequeno ecrã, e protagonizada por Dan Stevens, no papel de David Haller, Legion tem mais a ver com Twin Peaks, por exemplo, do que com qualquer história de super-heróis. Exagero? Nem por isso. É uma superprodução esteticamente arrojada, narrativamente ambígua e tematicamente complexa, com uma marca autoral clara e sem medo de lidar com questões delicadas e problemáticas. Fazem falta mais programas assim.

Luke Cage

Mais uma série de super-heróis que transcende as limitações do género. Luke Cage é uma montanha de músculos à prova de balas. E é afro-americano. O que podia ser apenas um pormenor (apesar de nunca ser apenas isso) dá o mote, nas mãos do produtor Cheo Hodari Coker, para uma crítica ao racismo sistémico nos Estados Unidos e uma celebração da cultura negra americana. A segunda temporada, estreada este ano, foi a última, mas Luke Cage vai deixar saudades.

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The Middleman

The Middleman foi cancelada a meio da primeira temporada, e dos 13 episódios originalmente encomendados só 12 é que foram produzidos. Não obstante, poucas adaptações de banda desenhada funcionaram tão bem na televisão e tiveram tanta piada – talvez porque o criador Javier Grillo-Marxuach era também o autor da BD.

Os diálogos estavam repletos de referências pop e remetiam para outras séries e comics de super-heróis, mas não só. E os episódios andavam à volta das aventuras do protagonista do título e a sua ajudante, Wendy, um par de agentes secretos que lidavam com problemas estranhos e macabros, como gorilas mafiosos, fantasmas, zombies, extraterrestes, robôs descontrolados e mestres de artes marciais mexicanos. Uma série de culto. De série B.

X-Men

Os desenhos animados dos X-Men foram um fenómeno na década de 90. E uma das melhores adaptações de sempre dos livros de banda desenhada dos X-Men, condensando para uma nova geração quase três décadas de histórias, nunca traindo o espírito dos originais. Apesar de técnica e artisticamente não chegar aos calcanhares de Batman: A Série Animada, o mérito e o impacto de X-Men sobre toda uma geração de fãs nem se discutem. 

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