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13 séries de super-heróis que tem de ver

Não é só no cinema que os super-heróis são ubíquos. Também há cada vez mais séries de super-heróis no pequeno ecrã

Por Editores da Time Out Lisboa |
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Watchmen HBO

Há cada vez mais e melhores séries de super-heróis na televisão. Dos personagens da DC no chamado Arrowverse do canal CW – Arrow, The Flash, Legends of Tomorrow e Supergirl – à comitiva da Marvel na Netflix – Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Os Defensores e O Justiceiro –, passando pelos inúmeros vigilantes (e não só) que se desdobram por outros canais e plataformas, sem se inserirem num complexo universo partilhado, com The Watchmen da HBO à cabeça. Dito isto, não é de agora que há super-heróis na televisão. E há uma ou outra velha série que merece ser revista. A começar pelos desenhados animados de Batman dos anos 90.

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13 séries de super-heróis que tem de ver

Arrow

O mais impressionante em Arrow é o quão pouco impressionante é. Ou era. A representação, a escrita, a coreografia, os efeitos especiais... Tudo era mais ou menos banal quando a criação de Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Andrew Kreisberg se estreou em 2012, nos Estados Unidos. Contudo, as aventuras de Oliver Queen (Stephen Amell), o Arqueiro Verde da DC, foram bem recebidas por um público com sede de histórias de super-heróis na televisão. Com o passar dos anos, a série foi melhorando, ficando mais complexa e arriscada, até se tornar na peça central de um universo partilhado que hoje inclui também as adaptações de The Flash, Supergirl, Legends of Tomorrow.

Netflix. T1 a T6

Black Lightning

Criada por Salim Akil, Black Lightning é uma série de super-heróis interessante, politizada e um tanto ou quanto diferente da maioria das produções do género. O protagonista aqui é Jefferson Pierce (Cress Williams), um homem afro-americano de meia-idade que se reformou do super-heroísmo há nove anos e agora trabalha como reitor de um liceu. Mas quando as filhas são raptadas por um bando de criminosos, tem de voltar a envergar as vestes de Black Lightning – o Raio Negro, em português.

Netflix. T1 e T2

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Demolidor

Quando se estreou, em Abril de 2015, esta série de acção contemplativa, ainda que violenta, subiu a fasquia para os super-heróis na televisão. Estas séries, afinal, não tinham de ser produtos de nicho, podiam ser produções de prestígio e qualidade, bem filmadas e capazes de chegar a toda a gente. A primeira temporada de Demolidor, criada por Drew Goddard e ancorada na relação antagónica entre o Demolidor (Charlie Cox) e Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio), um vilão humano e complexo, continua a ser melhor. Mas as duas que se lhe seguiram não deixam de estar muito a cima de quase tudo o que se faz por aí.

Netflix. T1 a T3

Doom Patrol

Os personagens de Doom Patrol apareceram pela primeira vez em Titans, disponível em Portugal na Netflix, no entanto as duas séries são muito diferentes. Ao contrário da primeira produção própria da DC, a nova série tem muito bom aspecto, um elenco onde se destacam nomes com experiência em Hollywood como Timothy Dalton e Brendan Fraser  e sobretudo uma abordagem inteligente e pós-moderna às histórias de super-heróis, inspirada nos comics de Grant Morrison.

HBO. T1

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Heroes

Nas semanas e nos meses que se seguiram à estreia da primeira temporada, em Setembro de 2006, a crítica e o público renderam-se a Heroes. Afinal, nunca até então se tinha visto uma série de super-heróis tão bem feita na televisão. E as nomeações para prémios como os Emmy e os Globos de Ouro não tardaram em chegar. Só que a partir daí foi sempre a descer, até que a NBC se viu obrigada a cancelar o programa e tirar o elenco e os espectadores da miséria. Entre 2006 e 2007, porém, o seu potencial parecia ilimitado.

Amazon Prime Video. T1 a T4

Jessica Jones

É discutível que Jessica Jones possa ser considerada uma série de super-heróis. Mas ninguém discute que é óptima televisão. A primeira (e melhor) temporada é uma meditação de 13 episódios sobre stress pós-traumático e relações de poder, ancorada nas interpretações confiantes de Krysten Ritter, no papel da protagonista homónima, e David Tennant, como Kilgrave, um vilão que foi vítima de abuso e hoje é ele o abusador.

Netflix. T1 a T3

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Luke Cage

Mais uma série de super-heróis que transcende as limitações do género. Luke Cage é uma montanha de músculos à prova de balas. E é afro-americano. O que podia ser apenas um pormenor (apesar de nunca ser apenas isso) dá o mote, nas mãos do produtor Cheo Hodari Coker, para uma crítica ao racismo sistémico nos Estados Unidos e uma celebração da cultura negra americana. A segunda temporada foi a última, mas Luke Cage deixou saudades.

Netflix. T1 e T2

Batman: A Série Animada

A série de desenhos animados de Batman dos anos 90 ainda hoje é lembrada com saudade. Criada pelo genial Bruce Timm, com a ajuda de Eric Radomski, tinha um traço estilizado e uma estética negra e tensa, que bebia dos filmes de Tim Burton e dos comics de Frank Miller. Foi o primeiro contacto de muita gente com o icónico vigilante da DC, inspirou histórias várias contadas noutros meios, criou novas personagens, foi acarinhada e premiada – até arrecadou o Emmy de melhor série animada em 1993. É um clássico da animação americana.

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Legion

Criada por Noah Hawley, que também foi responsável pela adaptação de Fargo para o pequeno ecrã, e protagonizada por Dan Stevens, no papel de David Haller, Legion tem mais a ver com Twin Peaks, por exemplo, do que com qualquer história de super-heróis. Exagero? Nem por isso. É uma superprodução esteticamente arrojada, narrativamente ambígua e tematicamente complexa, com uma marca autoral clara e sem medo de lidar com questões delicadas e problemáticas. Fazem falta mais programas assim.

FOX Portugal. T1 e T2

The Boys

Depois de Preacher, Seth Rogen e Evan Goldberg, agora com Eric Kripke, adaptaram outra banda desenhada de Garth Ennnis. The Boys é uma história negra e cínica, mas com sentido humor, sobre um grupo de vigilantes que lutam contra super-heróis que, na realidade, são péssimas pessoas e não querem saber daqueles que dizem defender.

Amazon Prime. T1

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The Middleman

The Middleman foi cancelada a meio da primeira temporada, e dos 13 episódios originalmente encomendados só 12 é que foram produzidos. Não obstante, poucas adaptações de banda desenhada funcionaram tão bem na televisão e tiveram tanta piada – talvez porque o criador Javier Grillo-Marxuach era também o autor da BD. Os diálogos estavam repletos de referências pop e remetiam para outras séries e comics de super-heróis, mas não só. E os episódios andavam à volta das aventuras do protagonista do título e a sua ajudante, Wendy, um par de agentes secretos que lidavam com problemas estranhos e macabros, como gorilas mafiosos, fantasmas, zombies, extraterrestes, robôs descontrolados e mestres de artes marciais mexicanos. Uma série de culto. De série B.

Watchmen

Watchmen não é uma adaptação do romance gráfico de culto criado há 30 anos por Alan Moore e Dave Gibbons. A nova série Damon Lindelof, que nos deu clássicos como Lost ou The Leftovers, passa-se na actualidade, mas no mesmo mundo que a história original: uma realidade alternativa à que conhecemos, em que o aparecimento de super-heróis nos anos 40 e 60 mudou o rumo da história. Os veteranos Don Johnson e Jeremy Irons (no papel de Ozymandias) são dois dos rostos principais.

HBO. T1

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X-Men

Os desenhos animados dos X-Men foram um fenómeno na década de 90. E uma das melhores adaptações de sempre dos livros de banda desenhada dos X-Men, condensando para uma nova geração quase três décadas de histórias (todas as que se tinham feito até então), sem nunca trair o espírito dos originais. Apesar de técnica e artisticamente não chegar aos calcanhares de Batman: A Série Animada, o mérito e o impacto de X-Men sobre toda uma geração de fãs nem se discutem. 

Maluquinhos das séries

Filmes, Comédia

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Sul (série)
RTP
Filmes

O que é nacional é bom: nove séries portuguesas para ver e recordar

Longe vão os tempos em que a ficção na televisão nacional se resumia sobretudo às telenovelas. Nos últimos anos, a produção nacional de séries cresceu e provou que o formato pode funcionar. Conta-me Como Foi, adaptação do original espanhol Cuéntame Cómo Pasó, marcou em 2007 o início da mudança. Nos anos que se seguiram, a RTP trouxe ao público apostas bem sucedidas como Último a Sair, Mistérios de Lisboa ou As Linhas de Torres. Sara, de Bruno Nogueira, ou Sul, de Ivo M. Ferreira, confirmaram que o panorama nacional mudou de vez. Mas também vale a pena voltar aos anos 1980 e recordar Duarte e Companhia – que está de volta ao epqueno ecrã, na RTP Memória, e a nossa única fuga ao século XXI.

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