Dez séries originais Netflix que tem de ver

Os conteúdos próprios são hoje a grande aposta da Netflix. Eis as dez séries originais Netflix que tem mesmo de ver
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Não há volta a dar: a criação (ou pelo menos a aquisição) de conteúdos originais é a grande aposta da Netflix. Assim se explicam negócios como a compra da editora de banda desenhada Millarworld, de Mark Millar, ou os contratos milionários para produção de conteúdos exclusivos assinados com vários criadores.

Mas, antes de todos estes desenvolvimentos, houve House of Cards, a série de intriga política protagonizada por Kevin Spacey e adquirida pela Netflix no início da década, que em 2013 confirmou a validade deste modelo. Desde então estrearam-se dezenas de séries originais Netflix (ou mais ou menos originais), de Orange Is The New Black a The End of the F***ing World. Estas são dez das melhores, listadas por ordem alfabética.

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10 séries originais Netflix que tem de ver

Black Mirror

Charlie Brooker é o autor de uma das séries mais relevantes dos últimos anos. Neste caso, uma antologia de ficção científica com actores e enredos diferentes em todos episódios, à moda de A Quinta Dimensão, mas sintonizada com o espírito dos tempos – a ansiedade e dependência tecnológicas e a sua intercepção com o espaço público são recorrentes. Começou no Channel 4 britânico, mas à terceira temporada passou para a Netflix, que produziu entretanto mais duas séries de seis capítulos. E a quinta já está confirmada.

BoJack Horseman

Poucas séries retratam a depressão de uma forma tão genuína e destemida como BoJack Horseman – um feito notável quando falamos de uma comédia animada sobre um cavalo antropomórfico que é uma estrela de televisão tornada irrelevante pelo tempo. Mas não é só isso que a torna especial. Criada por Raphael Bob-Waksberg, com Will Arnett, Amy Sedaris, Alison Brie, Paul F. Tompkins e Aaron Paul nos papéis principais, é verdadeiramente hilariante, uma brilhante e bem escrita sátira de Hollywood. A quarta temporada destacou-se pela forma como colocou a ênfase noutros personagens e nos seus problemas, sem nunca se esquecer de BoJack, e a quinta vai estrear-se no dia 14 de Setembro. Cá a esperamos.

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Demolidor

Quando se estreou, em Abril de 2015, Demolidor subiu a fasquia para as séries de super-heróis. Tirou-as do (cada vez maior e mais lucrativo) nicho geek e mostrou que podiam ser séries de prestígio e qualidade, bem filmadas e capazes de chegar a toda a gente. Um trabalho que continuou a ser desenvolvido nas séries da Marvel que se seguiram na Netflix, ou pelo menos em Jessica Jones e Luke Cage, mas conheceu o seu apogeu na primeira temporada de Demolidor, criada por Drew Goddard e ancorada na relação antagonística entre o protagonista, interpretado por Charlie Cox, e Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio), um vilão humano e complexo. A segunda temporada não é tão consistente, mas vê-se tão bem como a primeira.

House of Cards

Foi a primeira série original a meter o nome da Netflix no mapa, em 2013. Criada por Beau Willimon, a partir de uma minissérie da BBC de 1990, girou durante cinco temporadas em torno de Frank Underwood, interpretado por Kevin Spacey, que começou por ser o whip (o encarregado de assegurar a disciplina de voto) da maioria democrata no congresso americano, subiu para vice-presidente e chegou à presidência. Até que Kevin Spacey foi despedido, depois de ter sido acusado de assédio sexual. Na sexta e última temporada, que se deve estrear no fim deste ano, a protagonista será Robin Wright, vulgo Claire Underwood, que já era uma peça fulcral desta engrenagem.

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Love

Nos seus melhores momentos, ao longo de três anos, Love foi uma comédia romântica quase perfeita, com uma sensibilidade indie e um espectro referencial que ia de Woody Allen a Judd Apatow – um dos criadores, com Lesley Arfin e Paul Rust. Os argumentistas souberam desde o início aproveitar o facto de estarem a contar uma história serializada, e de não terem de se cingir à hora e meia ou duas horas de um filme, e é isso que eleva Love acima das suas referências cinematográficas. A narrativa desenvolve-se e respira melhor, as pequenas histórias das personagens não são apenas contadas, são exaltadas. Tudo isto com um elenco óptimo, encabeçado pelo parzinho de Gus (o co-criador Paul Rust, perfeito na pele do totó insuportável) e Mickey (Gillian Jacobs, o coração da série).

Master of None

Dez curtas-metragens. Foi assim que o co-criador Alan Young se referiu, em 2015, aos dez episódios da primeira temporada de Master of None. Quando se vê a série de Aziz Ansari, que além de protagonista é também o principal argumentista e um dos realizadores, percebe-se porquê. E a descrição assenta ainda melhor à segunda temporada. Há uma história que se estende por toda a temporada, mas cada episódio é um objecto singular, que pode ser visto independentemente dos restantes. Do ponto de vista estético, a série é tão ou mais fluída, mas o bom gosto impera. O verdadeiro triunfo, contudo, é que apesar da amplitude formal e referencial, Master of None nunca parece uma manta de retalhos; tem uma identidade própria, é consistente e coerente.

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Narcos

Não é possível falar de Narcos sem falar de Pablo Escobar, muito também por causa da interpretação do brasileiro Wagner Moura, que conquistou tudo e todos. Foi em torno do patrão do cartel de Medellín que a série foi erguida e orbitou ao longo das duas temporadas. Até que ele morreu. Mas, na ficção como na realidade, a vida continuou e o narcotráfico também. A terceira temporada centrou-se no cartel de Cáli, mais concretamente nos manda-chuvas Gilberto Rodriguez Orejuela (Damian Alcazar), Miguel Rodriguez Orejuela (Francisco Denis), Pacho Herrera (Alberto Ammann) e Chepe Santacruz Londono (o português Pêpê Rapazote). E agora vai voltar a mudar. A série deve voltar aos nossos ecrãs ainda este ano, mas com novos personagens, uma nova localização e um novo nome, Narcos: Mexico.

Orange Is The New Black

Inspirada pelo livro Orange Is the New Black: My Year in a Women's Prison, de Piper Kerman (na série Piper Chapman, interpretada por Taylor Schilling), a série de Jenji Kohan mostra a vida como ela é atrás das grades. E não tem medo de abordar questões de raça, género, privilégio e orientação sexual, entre vários assuntos pertinentes como o stress pós-traumático de guardas prisionais. Na sexta e mais recente temporada, abandonamos a prisão federal de segurança mínima de Litchfield. Depois do motim que ocupou toda a quinta temporada, o futuro das protagonistas passa pela prisão de segurança máxima – “uma prisão com prisioneiras a sério”, diz às tantas a protagonista. Algumas caras conhecidas desapareceram, depois de terem sido transferidas para outras prisões do país, mas o núcleo duro continua, no entanto, de pedra e cal, a ser testado todos os dias com as novas regras que uma prisão de segurança máxima impõe.

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Stranger Things

Foi um dos maiores fenómenos mediáticos e populares da Netflix e quando se estreou, em 2016, parecia que ninguém falava de outra coisa. Criada pelos irmãos Duffer, que antes tinham trabalhado na adaptação de Wayward Pines, é uma série de ficção científica nostálgica e encantadora que nos leva de volta para os anos 1980, com constantes citações e referências à década, dos filmes da Amblin e de Steven Spielberg ao terror de John Carpenter e aos retratos da adolescência de John Hughes. As duas primeiras temporadas estrearam-se respectivamente em 2016 e 2017, e a terceira só deve chegar durante o próximo ano.

The End of the F***ing World

Inspirada na fulgurante banda desenhada (quase) homónima de Charles Forsman, The End of the F***ing World é uma história de violência e amor adolescente. Aliás, é uma história de amor, estrada e violência (por esta ordem), uma narrativa tipicamente americana, transferida para o Reino Unido nesta adaptação – é uma das muitas liberdades criativas tomadas pelo argumentista Charlie Covell. Protagonizada por Alex Lawther (James) e Jessica Barden (deslumbrante no papel de Alyssa), tem pontos de contacto com Badlands (1973), de Terrence Malick, ou True Romance (1993), realizado por Tony Scott e escrito por Tarantino, mas a sua atitude e moderna estética indie (Submarino, de Richard Ayoade, também mora aqui) são diferentes de qualquer um destes filmes.

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