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'Small Axe'
DR 'Small Axe' é um conjunto de cinco telefilmes do cineasta Steve McQueen

As 34 séries da HBO que tem de ver

Clássicos obrigatórios e novidades que dão que falar: são estas as séries da HBO que não pode perder.

Por Cláudia Lima Carvalho e Sebastião Almeida
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Desde que chegou a HBO (para não falar nos outros serviços de streaming que apareceram entretanto) ficou ainda mais complicado gerir a agenda – e não falamos apenas da vida social, mas do calendário de estreias de séries. A pensar nisso, fizemos-lhe uma selecção das séries na HBO que vale a pena ver e que nunca o farão perder tempo. Recuperamos os clássicos que não pode perder e as novidades que têm dado que falar. De Os Sopranos e A Guerra dos Tronos até à aclamada Zero Zero Zero, de Roberto Saviano, e a mais recente criação de Joss Whedon, The Nevers, estas são as séries na HBO que tem de ver.

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As séries da HBO que tem de ver

1. A Amiga Genial

A tetralogia A Amiga Genial, de Elena Ferrante (editada em Portugal pela Relógio d’Água), deu uma série que chegou a Portugal em 2019. São duas temporadas de oito episódios que contam a história das jovens Lila e Lenù, protagonizadas por Elisa del Genio e Ludovica Nasti, em crianças, e Margherita Mazzucco e Gaia Girace, em adolescentes. Elena Ferrante, o pseudónimo literário da autora que teima em manter-se no anonimato, colaborou na escrita do argumento.

2. A Guerra dos Tronos

É o maior fenómeno televisivo dos últimos anos, tendo conquistado até aqueles que diziam que não gostavam de séries de fantasia. Adaptada dos livros de George R.R. Martin, As Crónicas de Gelo e Fogoeditados em Portugal pela Saída de Emergência, A Guerra dos Tronos ensinou-nos a esperar o inesperado. Não é um cliché: esta foi a primeira série que matou protagonistas a torto e a direito. Chegou ao fim em 2019. Oito temporadas depois. Mas não se apoquente, a HBO tem vários projectos em mãos com este universo. 

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3. Barry

Pode um assassino ser boa pessoa? Barry Berkman, brilhantemente interpretado por Bill Hader, acredita que sim e luta todos os dias para se convencer disso – até porque só é contratado para matar os tipos maus de quem ninguém vai ter saudades. Foi assim que o vimos na primeira e surpreendente temporada de Barry, uma comédia negra que tanto nos põe a rir como a ter pena da fragilidade humana.

4. Big Little Lies

Foi anunciada como uma minissérie de uma temporada apenas, mas o sucesso foi tal que a HBO fez mais uma leva de episódios. Big Little Lies, a série que trouxe Hollywood para a televisão, foi o melhor que vimos em 2017, em parte pelo efeito surpresa que causou. Uma história de mulheres, protagonizada por Shailene Woodley, Laura Dern, Nicole Kidman e Reese Witherspoon – as duas últimas são também as produtoras. Destaque para a interpretação dos miúdos e para a banda sonora de luxo. A segunda temporada juntou ao elenco um peso pesado: Meryl Streep.

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5. Chernobyl

Mais do que recordar-nos tudo o que aconteceu no dia 26 de Abril de 1986, esta série mostra-nos a dura realidade de todos aqueles que sofreram directamente com as explosões num dos reactores da central nuclear de Chernobil. Ainda mal se sabia que se tratava do pior desastre nuclear da história da Humanidade com marcas ainda bem presentes nos dias de hoje. Chernobyl, de apenas cinco episódios, conquistou a crítica e o público num raro momento de consenso na televisão.  

6. Doom Patrol

Os personagens de Doom Patrol apareceram pela primeira vez em Titans, disponível em Portugal na Netflix, no entanto as duas séries são muito diferentes. Ao contrário da primeira produção própria da DC, a nova série tem muito bom aspecto, um elenco onde se destacam nomes com experiência em Hollywood  como Timothy Dalton e Brendan Fraser  e sobretudo uma abordagem inteligente e pós-moderna às histórias de super-heróis, inspirada nos comics de Grant Morrison.

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7. Euphoria

Baseada na série israelita com o mesmo título, esta produção americana é protagonizada por Zendaya, Austin Abrams e Sydney Sweeney. Acompanha um grupo de liceais que têm que lidar com drogas, sexo, problemas de identidade, traumas, romances, amizade e com as redes sociais. A primeira temporada foi para o ar em 2019, e mais recente estrearam-se dois especiais, centrados em Rue (Zendaya) e Jules (Hunter Schafer).

8. I May Destroy You

Michaela Coel, a talentosa actriz e argumentista de Pastilha Elástica (Netflix), a sitcom obcecada por sexo com que ganhou dois prémios Bafta em 2016, está de volta à intimidade – mas desta vez numa série dramática que gira em torno do consentimento e da violação. Coel protagoniza, escreve, produz e co-realiza I May Destroy You e, logo no primeiro dos 12 episódios, confronta-nos com o mais insidioso dos preconceitos de que são alvo as vítimas de violência sexual: que culpa parcial carregam elas no crime? Eis uma mulher livre, estouvada mas emancipada, de cabelo tingido de cor-de-rosa, divertida, consumidora de intoxicantes vários e socialmente ágil entre homens. Se estiver no limite da consciência, o consentimento para o sexo é garantido por omissão?

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9. Industry

Seguindo a tendência de Billions ou Succession, que dão a conhecer a precariedade e a dureza do mundo dos negócios, esta série criada por Konrad Kay e Mickey Down, ex-trabalhadores na área, é especialmente desoladora e explícita. Exemplo desse mundo alimentado a drogas, excesssos e sexo é o dia-a-dia do grupo de estagiários recém-licenciados que a série acompanha. O objectivo é tão somente conseguir lugar num banco de investimento da City londrina, a custo de quase tudo.

10. Irmãos de Armas

Steven Spielberg e Tom Hanks foram os produtores executivos desta série da HBO que adapta e dramatiza o livro do historiador Stephen E. Ambrose, sobre os pára-quedistas da companhia “Easy” da 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA, desde a recruta até à rendição do Japão e ao final da II Guerra Mundial. Irmãos de Armas (Band of Brothers, no original americano) teve um orçamento de blockbuster: 125 milhões de dólares.

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11. It's a Sin

O cancro que só se manifestava em gays – assim era conhecida a sida nos anos 1980. O aclamado guionista Russell T. Davies (Years and Years mais recentemente, ou Doctor Who) enfrentou o passado e pôs mãos à obra para contar, em seis episódios, como era a vida durante esses tempos sombrios. It’s a Sin ilumina-nos, com clareza, sobre como seria ser-se jovem e homossexual no Reino Unido. Em comum com os tempos que vivemos, tem o facto de ser uma série sobre uma epidemia que virou o mundo do avesso. Com Olly Alexander, Omari Douglas, Callum Scott Howells e Lydia West no centro do enredo, esta série mostra como um grupo de jovens se sente acolhido por uma comunidade dizimada pela doença.

12. Liar

Uma professora em processo de divórcio, um cirurgião viúvo, um jantar, uma acusação muito grave. Assim começa esta série da HBO que quer trocar as voltas ao espectador. Laura Nielson (Joanne Froggatt) é uma professora dedicada que se está a divorciar. Andrew Earlham (Ioan Gruffudd) é um cirurgião conceituado que enviuvou recentemente e cujo filho é aluno da escola de Laura. Os dois encontram-se e sentem-se de imediato atraídos. Combinam jantar fora, mas no dia seguinte tudo parece ter mudado e a sensação de normalidade foi substituída pela tensão e pela inquietação associadas a uma situação que correu mal.

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13. Mundos Paralelos

A adaptação da famosa trilogia de Philip Pullman chegou ao pequeno ecrã depois de não ter sido o sucesso que se esperava no cinema – estreou em 2007 com Nicole Kidman e Daniel Craig. Na HBO, a história de Lyra Belacqua (Dafne Keen), uma órfã de 12 anos que luta contra um grupo de raptores de crianças, os Gobblers, com a ajuda do seu tio Lord Asriel (James McAvoy), tem duas temporadas.

14. Normal People

O aclamado romance de Sally Rooney deu origem à série  realizada por Lenny Abrahamson, que está agora disponível na plataforma de streaming. Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones dão vida a Connel Waldron e a Marianne Sheridan, dois adolescentes que protagonizam uma história de amor profunda e moderna. Ao longo de seis episódios,  assiste-se à evolução da relação e à transformação por que ambos passam ao saírem da bolha do liceu onde estudavam  e da nova vida numa grande cidade. Tudo narrado com sensibilidade e bastante realismo.

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15. Painting with John

Podemos resumi-la como uma visita guiada pelas memórias de um artista marcante. John Lurie atingiu o pico da fama há mais de 30 anos. Fez filmes com Jim Jarmusch, Martin Scorsese ou David Lynch, mas a doença afastou-o da ribalta e fez dele um eremita. A série recém-estreada na HBO abre as portas do eremitério a que chama casa numa ilha das Caraíbas, através da lente de Erik Mockus, e presenteia os espectadores com um rol de histórias e considerações sobre a vida. Produzido por Adam McKay (realizador de A Queda de Wall Street, produtor de Succession) e Todd Schulman (Borat, o Filme Seguinte) aparenta ser uma das mais interessantes séries deste início de 2021. Para ver e lembrar que é preciso divertimo-nos todos os dias.

16. Pátria

O livro homónimo de Fernando Aramburu, escritor basco, deu origem à série da HBO. Adaptada ao pequeno ecrã por Aitor Gabilondo e realizada por Félix Viscarret e Óscar Pedraza, debruça-se sobre a vida de duas famílias bascas e o impacto das mais de três décadas de terrorismo que assolou a região. Tudo se baseia nas histórias de duas mulheres, que em tempos foram amigas, até ao dia em que o marido de uma delas é assassinado. A narrativa tem início no dia em que a ETA anuncia o fim da luta armada – a partir daí a trama vai-se tornando mais complexa, cruzando-se histórias e ligações. Um drama poderoso, que para alguns será real.

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17. Roma

Três pesos-pesados da televisão mundial, BBC, HBO e RAI juntaram forças para pôr de pé esta ambiciosa série passada na Roma antiga e rodada em Itália, que conta com John Milius entre os seus criadores, e apresenta uma pormenorizada recriação de época. A acção passa-se no século I aC, seguindo dois militares romanos, Lucius Vorenus e Titus Pullus, que se vêem envolvidos nos principais acontecimentos dessa era.

18. Sete Palmos de Terra

Já sabemos que vamos todos morrer, mas não é fácil alguém conseguir deixar-nos a rir com isso. E esse é um dos muitos méritos de Sete Palmos de Terra, criada por Alan Ball, argumentista de Beleza Americana. E qual a melhor forma para falar da morte senão através de uma agência funerária? Aqui nas mãos dos disfuncionais Fisher. Eles lidam, com todo o profissionalismo, com a morte, a não ser quando lhes desaparece alguém querido. Mas a vida continua.

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19. Small Axe

A compilação de filmes antológicos do cineasta Steve McQueen ganha vida em cinco episódios que mostram a realidade do quer era ser-se negro em Londres, entre o final dos anos 1960 e 1980. A primeira das histórias, Mangrove, narra como uma comunidade caribenha de Notting Hill se junta à volta de um restaurante com o mesmo nome que é alvo da atenção da polícia nesses anos. Apesar de as cinco partes poderem ser vistas sem uma ordem específica, McQueen pensou-as na sequência que é apresentada no catálogo da plataforma de streaming. Em suma, um dos trabalhos mais pessoais do realizador que retrata a Londres em que cresceu, a comunidade de que fez parte e algumas das experiências que familiares, amigos e conhecidos enfrentaram.

20. Sopranos

Em 2021 não há ninguém que não tenha ouvido falar de Sopranos. E não é por acaso: esta foi a série que marcou uma viragem na televisão, que provou que a qualidade na ficção não se resumia ao cinema. Nem as duas décadas que separam a estreia da série fazem esquecer James Gandolfini no papel de Tony Soprano, o pai de família e chefe da máfia de Nova Jérsia que recorre frequentemente à sua terapeuta para superar os problemas nos negócios e na vida privada. Criada por David Chase, a série, que chegou ao fim seis temporadas depois em 2007, venceu 21 Emmys e cinco Globos de Ouro.

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21. Succession

A série estreou-se há três anos na HBO e apresenta ao público uma sátira familiar, cheia de humor negro. Uma família rica, os Roy, inspirada nos Murdoch, vive abastadamente. O pai, Logan Roy (Brian Cox) dita os comandos da empresa, enquanto os seus filhos tentam ser os predilectos e ganhar a gestão do império. São donos de um grupo que detém um meio de comunicação, cruzeiros, parques de diversão. Dinheiro não lhes falta. No mundo dos negócios há que olhar sempre por cima do ombro, e as peripécias sucedem-se. Brian Cox, que dá vida a Logan Roy, um dia foi abordado num café, em Londres, por um homem que lhe disse que a mulher considerava difícil assistir à série. A mulher era Elisabeth Murdoch, filha de Rupert Murdoch.

22. State of The Union

A vida já foi mais fácil e feliz para Louise (Rosamund Pike) e Tom (Chris O’Dowd) e por isso é que juntos procuram uma terapeuta conjugal, daí o nome da série. Por aqui não se debate o estado da nação, mas o estado das coisas lá de casa. Cada episódio acontece num pub, precisamente antes da sessão de terapia. Uma comédia perfeita para quem não tem muito tempo a perder: não há episódios com mais de 12 minutos. Nick Hornby, nomeado para os Óscares com os argumentos de Brooklyn e Uma Outra Educação, é o autor.

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23. The Outsider

Esta é mais uma série baseada em livros. The Outsider, de Stephen King, foi publicado em 2018 e rapidamente adaptado para série. A história passa-se em Flint City, uma cidade no Oklahoma, e cruza o policial e o sobrenatural. O assassínio brutal de uma criança dá origem a uma investigação que, aparentemente, é resolvida sem grandes dificuldades. Mas acaba por se perceber que o assassino não poderá ter cometido o crime. The Outsider tem como principais intérpretes Ben Mendelsohn (Ralph Anderson), Cynthia Erivo (Holly Gibney) e Jason Bateman (Terry Maitland), contando ainda com a participação de nomes como Paddy Considine, Mare Winningham e Bill Camp. Mendelsohn, Bateman e o argumentista Richard Price são também produtores executivos da série.

24. The Leftovers

Criada por Damon Lindelof, um dos cérebros por detrás de Lost, e Tom Perrotta, o escritor do livro homónimo, The Leftovers é uma das melhores séries dos últimos anos. A acção começa três anos depois do desaparecimento súbito e literal de 140 milhões de pessoas (mais ou menos 2% da população mundial), um acontecimento traumático que mudou o mundo de maneiras que não são imediatamente óbvias. Uma boa premissa, que se torna excepcional precisamente porque os autores optam por centrar a histórica num pequeno grupo de pessoas e não nas consequências sociológicas deste evento.

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25. The Nevers

Londres, era vitoriana. Em Agosto de 1896, a capital britânica é atingida por um fenómeno sobrenatural que concede a algumas pessoas – sobretudo mulheres – capacidades especiais. Criado por Joss Whedon (Buffy, A Caçadora de Vampiros), a primeira parte de The Nevers mostra Amalia True (Laura Donnelly) e Penance Adair (Ann Skelly) na sua tentativa de proteger e cuidar de todos que, de uma forma ou de outra, fazem agora parte deste grupo que desenvolveu habilidades incomuns e que está sob ameaça.

26. The Undoing

A primeira coisa que captura a nossa atenção é o elenco, encabeçado por Nicole Kidman e Hugh Grant, com Donald Sutherland num papel secundário. Mas não são menos importantes para o sucesso desta minissérie da HBO o argumento de David E. Kelley, que já tinha trabalhado e bem com Kidman em Big Little Lies, nem a realização da dinamarquesa Susanne Bier (The Night Manager). Todos contribuem para que esta história, que começa como um policial e termina num drama de tribunal, nos prenda ao ecrã durante horas.

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27. The Wire

Aclamada como uma das melhores séries de sempre, The Wire (2002-2008) é a história do crime e do mundo da droga nas ruas de Baltimore. Criada por David Simone, a série continua actual nos dias de hoje, mostrando que a justiça e a verdade nem sempre está do lado da polícia. A decadência das instituições e a violência das ruas são um retrato muitas vezes real do que se passa no mundo.

28. True Detective

A primeira temporada chegou em 2012, com Matthew McConaughey e Woody Harrelson como protagonistas, e arrebatou a crítica. As expectativas elevaram-se e à nova leva de episódios, em 2015, seguiram-se vozes de descontentamento. A segunda temporada da série policial de antologia não estava ao nível e as audiências sofreram. A terceira temporada estava anunciada, mas nunca foi chegando até 2019. Mahershala Ali é o protagonista e True Detective parece ter voltado à ribalta.

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29. Veep

À sétima e última temporada, Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus) tenta regressar à Casa Branca, candidatando-se a Presidente, não de todos os americanos mas dos verdadeiros americanos – “E depois logo se vê o que é que isso significa”, diz às tantas. Como se pode ver, ela continua egocêntrica e, muito provavelmente, incompetente. Não parece ter aprendido grande coisa durante o tempo em que foi vice e Presidente. Não tivesse Veep aparecido em 2012, ainda antes de imaginarmos que Donald Trump seria Presidente, e seria fácil dizer de onde vinha a inspiração de Armando Iannucci. Mas, na verdade, Iannucci aproveitou o sucesso de The Thick of It e criou uma versão adaptada à realidade política norte-americana. Conseguiu com isso um novo sucesso, que conquistou Emmys em todos os anos em que concorreu.

30. Years And Years

O drama familiar futurista Years And Years, escrito por Russell T. Davies, marca o regresso de Emma Thompson ao pequeno ecrã. A série segue a dispersa família Lyons, que converge para um momento crucial: o nascimento do mais novo membro do clã, Lincoln. Nos quinze anos seguintes, à medida que a Grã-Bretanha cai num futuro cada vez mais instável, a família navega nas suas próprias reviravoltas, triunfos e tragédias.

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31. Watchmen

Watchmen não é uma adaptação do romance gráfico de culto criado há 30 anos por Alan Moore e Dave Gibbons. A mais recente série Damon Lindelof, que nos deu clássicos como Lost ou The Leftovers, passa-se na actualidade, mas no mesmo mundo que a história original: uma realidade alternativa à que conhecemos, em que o aparecimento de super-heróis nos anos 40 e 60 mudou o rumo da história. Os veteranos Don Johnson e Jeremy Irons (no papel de Ozymandias) são dois dos rostos principais.

32. We Are Who We Are

Luca Guadagnino, realizador de Call Me By Your Name, estreou-se no pequeno ecrã com uma série na HBO. A produção, que conta com a participação de Chloe Sevigny, Kid Cudi, Alice Braga ou Jack Dylan Grazer, conta a história de Fraser William (Grazer) e da mudança para uma base militar em Veneto, Itália. É aí que conhece Caitlin (Jordan Kristine Seamón). Os dois tornam-se próximos, mas os problemas próprios da adolescência põem a relação à prova.

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33. Westworld

A primeira temporada, estreada em 2016, foi um fenómeno. Cativou multidões e garantiu uma legião de fãs. A terceira temporada da série criada por Jonathan Nolan e Lisa Joy foge ao que estávamos à espera. Há entradas novas de actores. Aaron Paul, Vincent Cassel, Lena Waithe ou John Gallagher Jr. são as novas contratações. E a batalha entre humanos e andróides tem um novo palco. O que deve reter sobre esta série é que tudo começa quando humanos inventam uma forma de realidade virtual que lhes permite viver num mundo em que são imortais e que não sofrem consequências das suas acções. Ou se calhar não.

34. Zero Zero Zero

Em 2013, o jornalista italiano Roberto Saviano escreveu o livro homónimo que serviria de base a esta série. Nas suas primeiras página escreveu: “Anda a consumir coca quem vai agora sentado ao teu lado no comboio e que a tomou para acordar hoje de manhã, ou o motorista ao volante do autocarro que te leva para casa, por querer fazer todas as horas extraordinárias sem sentir cãibras na cervical…”.  A série mostra a realidade e a dimensão assustadora do tráfico de droga. Eurico de Barros, crítico da Time Out, deu-lhe cinco estrelas e ficou arrebatado com a forma como esta produção expõe “a dimensão, os canais, os recursos, o aparato económico e os múltiplos actores, dos mais anónimos aos mais importantes, das modernas redes de contrabando mundial de estupefacientes”.

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