Música

O seu guia para os melhores concertos, festivais e novidades musicais

A veia electrónica dos Lambchop
Música

A veia electrónica dos Lambchop

Os Lambchop são uma das principais referências do alt-country americano desde a década de 90. Mas no ano passado revigoraram e reinventaram o seu som em FLOTUS, um disco em que a as canções do líder Kurt Wagner recebem um verniz electrónico e se abrem à experimentação. Terça-feira, começam a mostrar o disco ao vivo no Teatro Maria Matos, em Lisboa. FLOTUS costuma ser um acrónimo de "First Lady Of The United States" [Primeira Dama dos Estados Unidos], mas aqui tem outro significado: "For Love Often Turn Us Still". Quer isso dizer que não há nada de político neste disco? "Apenas no sentido em que a política faz parte das nossas vidas", declara Wagner. "O que é pessoal pode e deve ser político." Volte-se então a falar de música. É difícil negar que o som do grupo mudou, mas para o músico americano essa mudança não é brusca – é perfeitamente natural. "Esta ideia foi uma extensão de outra ideia que foi uma extensão de outra antes dessa", garante. "Insere-se tudo num mesmo contínuo." De facto, há um precedente para o que se ouve neste disco: a música dos HeCTA, projecto paralelo de Kurt Wagner com Scott Martin e Ryan Norris, também dos Lambchop. Lançaram o primeiro disco no ano passado, e o cantor admite que foi "uma boa maneira de aprender a fazer música electrónica com músicos de electrónica". Mas apenas isso. Tentar encontrar semelhanças com o trabalho de outros artistas também é infrutífero. Poderá haver parecenças entre a maneira como FLOTUS se insere na discografia dos La

10 promessas do jazz a ter debaixo de olho em 2017
Música

10 promessas do jazz a ter debaixo de olho em 2017

Os melhores concertos em Lisboa esta semana
Música

Os melhores concertos em Lisboa esta semana

Por toda a cidade há concertos. Alguns valem mais a pena do que outros, por isso siga a nossa sugestão dos melhores concertos em Lisboa esta semana.

tfvsjs: Regalar o estômago, os ouvidos e os olhos
Blog

tfvsjs: Regalar o estômago, os ouvidos e os olhos

Há muitos – demasiados – restaurantes com música ao vivo, mas o tfvsjs Café tem uma proposta nova na aliança entre música e comida. Fica em Hong Kong mas o conceito é exportável para todo o planeta.Apesar da rapidez com que a informação hoje circula, ainda há fronteiras e inércias a vencer: por exemplo, boa parte do pop-rock que se faz na Ásia não tem visibilidade no Ocidente. Uma das facetas mais interessantes dessa produção asiática é o math rock, música dominantemente instrumental alicerçada em elaborados rendilhados de guitarra e padrões rítmicos fora do comum (recorrendo frequentemente a outras métricas que não o usual 4/4 – daí a alusão à “matemática”) e em rápida mutação. O género nasceu nos EUA no início dos anos 90 com os Don Caballero e os Slint e, no século XXI, encontrou terreno propício no Japão, irradiando daí para as regiões limítrofes.Os mais notáveis representantes do math rock na Ásia continental são os tfvsjs, de Hong Kong, cujos membros tocam juntos (mesmo que sob outros nomes) desde os primeiros anos deste século, mas só em 2013 lançaram o primeiro disco, Equal unequals to equal.  [“Days of Daze”, do álbum Equal unequals to equal (White Noise Records)] A sua principal referência são os japoneses Toe, com os quais partilham os contrapontos entre as duas guitarras, a percussão irrequieta – no caso dos tfvsjs fazendo intervir dois bateristas em simultâneo – e as atmosferas elegíacas e melancólicas que podem gradualmente acastelar-se em nuvens de tempesta

Jambinai: Há vida na Coreia para lá de “Gangnam Style”
Blog

Jambinai: Há vida na Coreia para lá de “Gangnam Style”

Os Jambinai e a sua fascinante síntese da música e instrumentos tradicionais da Coreia do Sul com post rock e metal são ainda pouco conhecidos no Ocidente, mas deveriam servir de alerta para as riquezas musicais que estão a despontar na Ásia.Entre os aspectos negativos da globalização há um que raramente é mencionado: é o facto de a trash culture se ter tornado planetária e de o melómano indefeso não estar hoje apenas sujeito ao refugo sonoro fabricado no seu país como ao que é gerado do outro lado do planeta. Disso se teve penosa prova em 2012, quando milhões de terráqueos que não faziam ideia de que existisse uma coisa chamada K-pop, que nunca tinham ouvido música feita por coreanos e nem sequer saberiam situar Seul no mapa, foram bombardeados com “Gangnam Style”, uma canção de Psy, uma vedeta da pop sul-coreana (K-pop). O vídeo de “Gangnam Style” tornou-se, rapidamente, no mais visto de sempre no YouTube e continua, ainda hoje, em nº1, com um total de 2.6 mil milhões de visualizações.Uma vez que a componente musical de “Gangnam Style” é tão anódina, padronizada e desprovida de identidade como um terminal de aeroporto, nem sequer se lhe pode apontar o mérito de dar a conhecer no Ocidente algum aspecto da cultura coreana. Para isso será mais proveitoso escutar os Jambinai, um grupo que combina influências ocidentais – na área do post rock – com tradições e instrumentos típicos da Coreia.O grupo formou-se em 2009 e tem um “núcleo duro” de três elementos: Lee Il-woo, que toca

Jazz & Clássica

10 obras para dar graças ao Todo-Poderoso
Música

10 obras para dar graças ao Todo-Poderoso

Na Lisboa setecentista vigorava a tradição de executar um Te Deum no dia 31 de Dezembro, em sinal de reconhecimento por tudo o que de bom se recebera durante o ano, prática que também era seguida noutros países católicos. Além disso, os Te Deum eram também tocados quando da coroação de reis, nascimento de príncipes ou celebração de tratados de paz. A tradição cristã atribui a autoria do texto aos santos Agostinho de Hipona e Ambrósio de Milão, no ano de 387 (o que explica que seja também conhecido como “hino ambrosiano”), mas alguns especialistas apontam antes para Aniceto, bispo de Remesiana (hoje Bela Palanka, na Sérvia), que também viveu no século IV. Seja qual for o autor, o certo é que o texto inflamou a imaginação dos compositores ao longo dos séculos.

10 Messias para redimir a humanidade
Música

10 Messias para redimir a humanidade

O Messiah é das raras obras da história da música que pode orgulhar-se de possuir uma tradição interpretativa ininterrupta de mais de 270 anos, mas a forma como foi abordado foi mudando ao longo do tempo. Tendo sido tocado no tempo de Handel pelas pequenas formações corais e instrumentais típicas do barroco, a partir do final do século XVIII ganhou voga conferir à obra um carácter monumental – esta tendência teve como momento fundador uma série de concertos de homenagem ao compositor na Abadia de Westminster, em 1784, que tiveram a participação de 525 cantores e instrumentistas. O apetite por Messiahs bombásticos enraizou-se tão rapidamente que, três anos depois, o anúncio de um novo concerto na Abadia de Westminster já prometia 800 executantes. A escalada prosseguiu ao longo do século XIX: em 1857, no Great Handel Festival, no Crystal Palace de Londres, apresentaram-se 2000 cantores e 500 instrumentistas. O recurso a forças tão vastas obrigou a que obra fosse profundamente reorquestrada (até Mozart foi contratado para realizar tal tarefa) e a que alguns instrumentos fossem dispensados – quem seria capaz de distinguir um cravo no meio de uma massa coral e instrumental de centenas? No século XX registou-se um regresso a efectivos mais modestos, tendência que se acelerou a partir do advento da “interpretação historicamente informada” (HIP, na sigla inglesa), que repôs as partituras, efectivos e práticas instrumentais e vocais da época do compositor. As 10 superlativas versões

10 clássicos rock reinventados pelo jazz
Música

10 clássicos rock reinventados pelo jazz

Em tempos, julgou-se que o jazz só se alimentava de standards, mas tem vindo a descobrir-se que o seu estômago é capaz de digerir todo o tipo de música, como é o caso destas canções, maioritariamente dos anos 70

10 encontros felizes entre jazz e bossa nova
Música

10 encontros felizes entre jazz e bossa nova

Em 1961, o guitarrista Charlie Byrd fez parte de uma embaixada cultural que foi ao Brasil mostrar o jazz norte-americano e ficou fascinado com a bossa nova, um género então ainda com poucos anos de vida – Chega de Saudade, o álbum de estreia de João Gilberto, fora editado apenas dois anos antes. De regresso aos EUA, mostrou os discos de bossa nova que comprara no Brasil ao saxofonista Stan Getz, que também ficou cativado e convenceu o produtor Creed Taylor, da Verve, a registar um disco. Taylor não se arrependeria da aposta, pois o disco, Jazz Samba, editado em 1962, trepou até ao primeiro lugar do top. Não era frequente que o jazz figurasse nos lugares cimeiros das vendas e logo vários outros jazzmen se apressaram a explorar o filão, por iniciativa própria ou empurrados pelas editoras. Oportunismos à parte, a verdade é que o jazz – e em particular o jazz mais cool – e a bossa nova tinham afinidades e o seu conúbio gerou frutos deliciosos. A partir de meados da década, o interesse do público declinou e o jazz tomou outro rumo. Em décadas mais recentes o namoro entre jazz e bossa nova seria retomado, mas agora na área do jazz vocal, embora com menos felicidade: o “jazz samba” cultivado pelas cantoras de hoje não passa de um smooth jazz com discretos condimentos tropicais. 

As nossas escolhas

10 concertos pop-rock ao vivo com orquestra
Música

10 concertos pop-rock ao vivo com orquestra

O pop-rock sofre de algum complexo de inferioridade face à música dita “erudita” e é por essa razão que alguns grupos vêem na actuação com uma orquestra clássica uma forma de ganhar respeitabilidade. Quem pensa assim está equivocado, pois o pop-rock não precisa de envergar traje de cerimónia para ser digno, fica muito bem de calças de ganga rasgadas e t-shirt desbotada. A verdade é que, em muitos casos, a adição de uma orquestra traz pompa e espalhafato em vez de um acréscimo de sofisticação ou acaba até por pôr em evidência a pobreza da composição. A adequação dos arranjos é fundamental, mas se o material original não for bom, não é cobrindo-o com um glacé de metais e creme de cordas que vai tornar-se tragável.

Sete filmes sobre músicos
Filmes

Sete filmes sobre músicos

Filmar a vida dos músicos é vulgar. Fazê-lo bem (há um longo rol de películas medíocres) é outra conversa. Com as injustiças próprias de uma lista, esta orienta-se pela qualidade cinematográfica propriamente dita, isto é, por esse raro saber de equilibrar a obra e a vida de um músico com a sétima arte. 

Aerosmith em Lisboa – cinco discos obrigatórios
Música

Aerosmith em Lisboa – cinco discos obrigatórios

Quarenta e cinco anos e mais de 100 milhões de álbuns vendidos depois, os Aerosmith decidiram que já chega e anunciaram uma digressão de despedida. Chama-se Aero-Vederci Baby!, arranca em Maio de 2017 em Israel e passa por Lisboa, mais propriamente pelo MEO Arena, no dia 26 de Junho. Até lá, vale a pena recordar estes cinco discos da banda de rock' n'roll norte-americana liderada pelo rebelde Steven Tyler.

As 10 melhores canções dos Foo Fighters
Música

As 10 melhores canções dos Foo Fighters

Quando editaram o primeiro disco, em 1995, os Foo Fighters eram apenas o projecto paralelo do baterista dos Nirvana. Duas décadas depois, são talvez a melhor banda de rock mainstream no activo. Com uma sensibilidade pop apurada, que se traduz em refrões maiores do que a vida, e raízes no underground americano, que informou (e informa) algumas das suas melhores canções. Dia 7 de Julho tocam no NOS Alive, por isso resolvemos listar as canções da banda que gostávamos de ouvir no concerto de Lisboa – perdão, de Oeiras.

As dez melhores salas de concertos de Lisboa
Música

As dez melhores salas de concertos de Lisboa

Rock, jazz, metal, hip-hop, música electrónica. Há muita música para ouvir em Lisboa. A Time Out elenca as melhores salas de concertos da cidade para todos os gostos.