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O seu guia para os melhores concertos em Lisboa, festivais e últimas notícias de música

Os concertos mais aguardados de 2019
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Os concertos mais aguardados de 2019

Desde figurões da música popular brasileira como Gal Costa a veteranos da canção anglo-saxónica como Tom Jones e Rod Stewart, passando por bandas de pop-rock progressivo como os Muse, lendas do indie rock americano como os Yo La Tengo ou instituições vivas do thrash metal como os Metallica, há muita música para ouvir em 2019. E ainda há tantos nomes por confirmar. Portanto, tem de se organizar. Fazer contas à vida, olhar para o orçamento mensal e anual, escolher ao que vai, no fundo. E estamos aqui para o ajudar. Estes são os 20 concertos mais aguardados em Lisboa para 2019. Recomendado: Os melhores bares com música ao vivo em Lisboa

Concertos em Lisboa em Janeiro
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Concertos em Lisboa em Janeiro

Ano novo, vida nova. Pelo menos é o que se diz. Janeiro é altura de balanços, de mudanças e promessas de melhoramento pessoal que não tardam muito a ser quebradas. Talvez por isso, ou por causa do frio que se costuma sentir, os concertos não abundam – a agenda ainda vai encher-se um pouco mais, de semana para semana, mas não muito. O que não quer dizer que não haja quem se esforce para nos fazer sair de casa. E é gente boa. De Gal Costa e Steven Wilson (dos Porcupine Tree) à fadista Aldina Duarte, passando por Rokia Traoré ou Mulatu Astatke, entre outros. Recomendado: Concertos em Lisboa

Os melhores concertos em Lisboa esta semana
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Os melhores concertos em Lisboa esta semana

Por toda a cidade há concertos. Há bandas de rock e suas derivações, artistas populares de diferentes proveniências, metais leves e pesados, música portuguesa e estrangeira, inevitavelmente americana mas não só. Há concertos para todos os gostos e carteiras, é o que queremos dizer. Só que nem todos são iguais. Alguns valem mais a pena do que o resto, uns são potenciais surpresas enquanto outros são valores mais ou menos seguros, e por isso toda a informação ajuda. Siga as nossas sugestões dos melhores concertos em Lisboa esta semana. Recomendado: Os melhores concertos de jazz e clássica em Lisboa esta semana

Os melhores discos portugueses de 2018
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Os melhores discos portugueses de 2018

O que é nacional é bom. E, pelo menos no caso da música, está cada vez melhor. Da música popular portuguesa de António Zambujo, Sérgio Godinho ao fado de Carminho e Cristino Branco, passando pela nova tradição de B Fachada, a música todo-o-terreno dos Dead Combo, a batida mutante de DJ Nigga Fox, a pop electrónica dos Iguanas, a liberdade indie de Filipe Sambado ou o rock dos Glockenwise. Estes foram os melhores discos de 2018, ordenados de A (de António Zambujo) a Z – ou pelo menos a S (de Sérgio Godinho). Recomendado: Os melhores discos de jazz de 2018

Os melhores álbuns estrangeiros de 2018
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Os melhores álbuns estrangeiros de 2018

Mais uma volta, mais ou viagem, como se costuma dizer nos carrinhos de choque. Ou, neste caso, mais um ano, mais uma remessa de discos que vão ficar para a história de quem os ouviu. Passou muita música pelas colunas dos críticos da Time Out Lisboa ao longo destes 12 meses, mas nem toda bateu com a mesma força. Nem toda a música deixou uma marca indelével. Do hip-hop de Jay Rock ao indie rock dos Yo To La Tengo, passando pela dream-pop dos Beach House, estes foram os discos que mais nos marcaram. Recomendado: Os melhores discos de jazz de 2018  

Bilheteira Time Out

Joan Baez

Joan Baez

Com mais de 60 anos de carreira, marcados pelo activismo por várias e justas causas, Joan Baez é uma referência da música folk e da canção de protesto americana. No primeiro de Fevereiro regressa ao Coliseu dos Recreios, naquela que é anunciada como a sua última digressão. O alinhamento não estará, ainda assim, circunscrito ao seu valoroso passado, que esta mulher ainda tem coisas para dizer e editou em 2018 o primeiro álbum de música nova em dez anos, Whistle Down the Wind.

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Yo La Tengo

Yo La Tengo

São os maiores. Também são um bom exemplo de longevidade e consistência, de seriedade. Os Yo La Tengo andam nisto desde 1984 e os fundadores Ira Kaplan e Georgia Hubley tocam com James McNew desde 1991. É este trio que vem a Lisboa e que, em 2018, lançou There’s A Riot Going On, que partilha o nome com um discaço de Sly and the Family Stone. Um disco nocturno e vasto, desapressado, onde faixas distorcidas de cinco minutos ou mais coexistem com pequenas canções de dois minutos, mas nem sempre nem por isso mais directas.

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Snow Patrol

Snow Patrol

Os Snow Patrol são uma banda de pop-rock com uma pegada global, apesar de não venderem tantos discos (nem terem tantos streams) como alguns dos seus correligionários. Regressaram às prateleiras em 2018, com Wildness, sete anos depois do anterior Fallen Empires (2011) e 20 anos depois da estreia com o álbum Songs for Polarbears. Em Julho vieram ao NOS Alive e voltam a Lisboa em Fevereiro do próximo ano.

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A História do Hip-Hop Tuga

A História do Hip-Hop Tuga

O espectáculo "A História do Hip-Hop" foi apresentado pela primeira vez em 2017, no Sumol Summer Fest. Era para ter sido um concerto único, mas a pedido de muitas famílias vai repetir-se a 8 de Março na Altice Arena. A ideia é a mesma de 2017: juntar em palco alguns dos maiores nomes do hip-hop nacional ao longo dos últimos 25 anos, num concerto que é uma aula de história rimada. E ritmada.  O elenco é vasto e inclui rappers como Ace, Presto, Bispo, Black Company, Bob Da Rage Sense, Boss AC, Capicua, Carlão, Chullage, Dealema, Deau, Dillaz, General D, GROGNation, Holly Hood, Micro, NBC, Nerve, NGA, Phoenix, RDC, Piruka, ProfJam, RDC, Sam The Kid, Sanryse & Blasph, Sir Scratch, SP & Wilson, Tekilla, Tribruto, Vado Mas Ki Ás, Wet Bed Gang e Xeg. E ainda os DJs Bomberjack, Cruzfader, Kronic e Nel Assassin, os bboys 12 Macacos e Gaiolin City Breakers e os writers Nomem e Youthone, numa celebração do hip-hop em todas as suas vertentes.

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Jazz & Clássica

Concertos gratuitos de Jazz e Clássica em Janeiro
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Concertos gratuitos de Jazz e Clássica em Janeiro

Do barroco francês à música contemporânea portuguesa, passando pela música de câmara eslava, há música para todos os gostos no programa de Janeiro. E, para combinar com a estação, até há uma apresentação integral do ciclo de canções Viagem de Inverno, de Schubert. Continua o Festival CriaSons, dedicado à música de câmara contemporânea, e há ainda Brahms e Zemlinsky (que se cruzam na História e neste palco), Ravel e Shostakovich, Dvorák e Kodály, e Beethoven e Mozart. Tal e qual: aos pares. No Jazz, o destaque vai para Arsénio Martins. Recomendado: Concertos em Lisboa em Janeiro

Os melhores concertos de jazz e clássica em Lisboa esta semana
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Os melhores concertos de jazz e clássica em Lisboa esta semana

Há concertos de jazz e música clássica em Lisboa para todos os gostos e circunstâncias e esta selecção reflecte essa variedade. 

Os melhores discos de jazz de 2018
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Os melhores discos de jazz de 2018

A Grã-Bretanha anda desnorteada e a angústia em relação ao pós-Brexit adensa-se, mas o jazz britânico nunca esteve tão pujante: quatro dos grupos responsáveis pelos melhores discos de jazz de 2018 são súbditos de Sua Majestade (embora um dos músicos envolvidos não se reveja nela). O jazz português também está cá representado, por direito próprio e não por enviesamento nacionalista. Há música brutal e tenebrosa, que muitos verão como estando mais próximo do metal e sendo mais apropriada para sonorizar pesadelos do que para proporcionar uma escuta descontraída – Starebaby e Insurrection. Mas também há lirismo sereno e rarefeito – o Live do Marcin Wasilewski Trio – e música inclassificável, como a do álbum Short Stories, que desafia os cartógrafos do mundo musical. Recomendado: Os melhores discos de música clássica de 2018

Os melhores discos de música clássica de 2018
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Os melhores discos de música clássica de 2018

A ópera barroca é um universo que só há pouco começou a ser explorado e que ainda tem imensos tesouros para revelar. Este ano há duas excepcionais selecções de árias de dois mestres consagrados – Handel e Vivaldi – em interpretações tão frescas e vivas que se diria que a música foi composta na véspera e não há quase 300 anos, e iniciou-se a prospecção das cerca de 40 óperas de Porpora, filão que levará anos a explorar. Mas 2018 foi também o ano em que chegou ao disco uma inquietante ópera estreada em 2005, da autoria de um dos mais notáveis compositores de ópera vivos e que termina com o clarão deslumbrante que marca a entrada da Humanidade na era nuclear, e o ano do centenário da morte de Debussy, assinalado com novas gravações de alto coturno. Feitas as contas, estes foram os melhores discos de música clássica de 2018. Recomendado: Os melhores discos de jazz de 2018

As nossas escolhas

10 melhores salas de concertos de Lisboa
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10 melhores salas de concertos de Lisboa

Rock, jazz, metal, hip-hop, música indie, electrónica... Há muita música para ouvir na capital e muitos sítios onde ouvi-la. Eis as dez melhores salas de concertos em Lisboa, com música para todos os gostos e públicos. Desde pequenas salas com concertos gratuitos, como o Lounge ou as Damas, a grandes palcos como o Coliseu dos Recreios ou a MEO Arena. É só escolher.

Sete canções sobre cidades e vida urbana
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Sete canções sobre cidades e vida urbana

Poluição, especulação imobiliária, gentrificação, engarrafamentos, violência e desigualdades sociais podem ser assuntos mais estimulantes para compor canções do que a beleza radiosa de um amanhecer nos campos. Ben Gibbard, dos Death Cab For Cutie, lamenta que a especulação imobiliária esteja a desfigurar o seu bairro em Seattle. Ian Curtis sente-se prisioneiro de uma Manchester decadente e mergulhada em sombras. Lou Reed contrasta o glamour e a sordidez de Nova Iorque. Tom Waits evoca uma parte de Minneapolis onde "todos os donuts têm nomes que soam como prostitutas". E David Byrne anda à procura de uma cidade perfeita onde instalar-se. Recomendado: Dez canções com cheiro a maresia

Uma história do grunge em 10 canções
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Uma história do grunge em 10 canções

Época e local: Seattle, estado de Washington, EUA, finais dos anos 80 até meados dos anos 90 Origem do nome: “Grunge” significa “sujidade, imundície, sebentice”. Consta que foi Mark Arm, que viria a ser vocalista dos Green River e dos Mudhoney, o primeiro a empregar a palavra em contexto musical, em 1981, quando dava os primeiros passos na cena rock de Seattle. O termo colou-se aos Green River e outras bandas afins activas em Seattle no final dos anos 80, mas manteve-se em circulação local durante anos, até o sucesso de Nevermind, dos Nirvana, lhe ter dado curso planetário. O termo tem, à primeira vista, um cunho depreciativo, mas como as bandas de grunge pioneiras se afirmavam em contraposição ao rock polido e tecnicamente imaculado, à música fabricada em série, aos valores burgueses e à sociedade de consumo e comungavam do espírito punk, não é de estranhar a identificação com uma palavra evocativa de desleixo, desordem e desalinhamento. Isto não quer dizer que todas as bandas catalogadas como grunge aceitassem tal designação: por um lado porque, na verdade, o termo é vago e acabou por ser aplicado a bandas com sonoridades muito diversas, por outro porque tendo muitas dessas bandas um posicionamento anti-sistema tenderiam, quanto mais não fosse por pirraça, a rejeitar o rótulo empregue pelos media do sistema para os arrolar colectivamente. Como é usual no mundo do pop-rock o termo inglês acabou por impor-se a nível global e em Portugal não foi excepção, embora seja legítim

Uma história do trip hop em 10 (+1) canções
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Uma história do trip hop em 10 (+1) canções

Época e local: surgiu nos primeiros anos da década de 1990, em Bristol, alastrou vertiginosamente, atingiu o seu cume de popularidade em 1996 e declinou rapidamente no início do novo século. Origem do nome: a partir de “hip hop” e “trip”, no sentido de viagem mental alimentada por substâncias psicotrópicas. Primeira ocorrência registada em 1994. Sinónimos: “downtempo”, “Bristol sound”. Se a associação do grunge a Seattle não reflectia a dispersão geográfica das bandas que o praticavam, os primeiros anos do trip hop tiveram o seu epicentro claramente localizado em Bristol, antes de o género ganhar cultores no resto da Inglaterra e de atravessar o Canal da Mancha (com os belgas Hooverphonic) e o Atlântico (com o primeiro disco das Cibo Matto, um duo de japonesas radicadas em Nova Iorque). Uma prova de que a designação trip hop está longe de ser pacífica é o facto de a banda tida como fundadora do género, os Massive Attack, a rejeitar. Características: Como acontece com qualquer outro género do pop-rock, os requisitos para que uma banda ou uma canção seja catalogada no trip hop são vagos e subjectivos. Entre os ingredientes mais frequentes estão um groove gerado por máquinas de ritmos ou outras programações e aparentado com o hip hop e drum’n’bass, mas desacelerado para um balanço hipnótico (por vezes a roçar a letargia); uma voz (quase sempre feminina) que tanto pode ser etérea e como dar expressão a mágoas profundas e irremediáveis e que está quase sempre envolta numa aura

Uma história do pós-punk britânico em 10 canções
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Uma história do pós-punk britânico em 10 canções

Época e local: Grã-Bretanha, de finais dos anos 70 a meados de 80, com principais pólos em Manchester, Liverpool e outras cidades industriais que já tinham conhecido melhores dias. Um dos eventos fundadores do movimento foi um concerto dos Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall, em Manchester, em Junho de 1976: não foi muito concorrido, mas muitos dos miúdos que lá foram ficaram tão impressionados que decidiram formar uma banda – entre eles estavam futuros elementos dos Joy Division. Origem do nome: “post-punk” é uma designação vaga e discutível que engloba estéticas muito diversas, a que por vezes também se apõe o não menos nebuloso e controverso rótulo de “new wave”. Nesta selecção deixar-se-ão de fora as facetas industrial/experimental (ex.: Cabaret Voltaire) e dançável (ex.: A Certain Ratio) e privilegiar-se-á o lado mais “urbano-depressivo” e “gótico”. “Música urbano-depressiva” foi o rótulo, não muito feliz, que se cunhou em Portugal para o género; excepcionalmente, não parece ter sido decalcado da língua inglesa, que, por vezes, utilizou “dark wave” em sentido análogo; os francófonos preferem o termo “cold wave” (mas com pronúncia francesa). “Rock gótico” tem algum curso, mas há quem prefira reservá-lo a bandas que, mais tardiamente, se apropriaram do lado tétrico e teatral dos “urbano-depressivos” (como os Sisters of Mercy), embora também aqui as fronteiras sejam indefinidas. Talvez o linguista Malaca Casteleiro pudesse contribuir, com a sua infinita erudição, para pô

Entrevistas Time Out

Pedro Abrunhosa: “O amor é uma forma de resistência”
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Pedro Abrunhosa: “O amor é uma forma de resistência”

Depois de cinco anos de silêncio discográfico, Pedro Abrunhosa está de volta com um novo álbum, Espiritual. E surge bem acompanhado, com convidados como Lucinda Williams, Lila Downs, Carla Bruni ou Ney Matogrosso, entre outros. Falámos sobre o novo disco e os novos populismos.

Carminho: “O fado é tão pop como  o hip-hop. Ou a pop”
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Carminho: “O fado é tão pop como o hip-hop. Ou a pop”

Carminho quis perceber o que era para ela o fado, e até onde é que o que género podia ir sem se afastar muito da sua matriz tradicional. O resultado pode ouvir-se em Maria, o seu novo disco de originais e o ponto de partida para uma conversa sobre o que é, afinal, para ela o fado.

Luísa Sobral: "'Amar Pelos Dois’ não é a melhor canção que já escrevi"
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Luísa Sobral: "'Amar Pelos Dois’ não é a melhor canção que já escrevi"

Rosa é o quinto disco de Luísa Sobral, mas o primeiro depois de “Amar pelos Dois”, a canção que escreveu para o irmão Salvador, ter vencido a Eurovisão. Ligámos-lhe para saber como é que isso afectou o álbum e a sua vida. Spoiler: não mudou grande coisa.

António Zambujo: “Os discos são o reflexo daquilo  que vivemos”
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António Zambujo: “Os discos são o reflexo daquilo que vivemos”

António Zambujo é um dos mais populares músicos portugueses da actualidade. Poucos têm tantos fãs e enchem salas com a mesma facilidade, mas o sucesso não lhe parece ter subido à cabeça. Continua a ser fácil falar com ele, parece humilde, exprime-se com calma e ouve o que lhe dizem com atenção. A conversa começou pelo novo disco, Do Avesso, mas não tardou em descarrilar.

José Mário Branco: "Ainda é só inquietação, inquietação"
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José Mário Branco: "Ainda é só inquietação, inquietação"

A comemoração dos 50 anos de carreira já valeu um álbum de inéditos, a reedição integral da sua discografia e uma nova colectânea. Aqui, pouco se fala disso. Nesta tarde em sua casa, fala-se de música e política, porque uma sempre levou à outra. Fala-se do fado que não mais foi o mesmo, depois que o músico que lhe tinha aversão se apaixonou por uma mulher apaixonada pela canção. Fala-se de um mundo que não se recomenda e que o deixa sem saber o que dizer, mesmo que não se cale quando começa a falar disso. Fala-se sobretudo da inquietação que não passa. Eis José Mário Branco, 76 anos, do Porto, muito mais vivo que morto. Contai com isto dele, para cantar e para o resto.