Global icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O melhor guia de Lisboa
Dez sinais de que a Primavera chegou
Dez sinais de que a Primavera chegou icon-chevron-right
Monstra: um filme para ver todos os dias
Monstra: um filme para ver todos os dias icon-chevron-right
Rally tascas: beba como Fernando Pessoa
Rally tascas: beba como Fernando Pessoa icon-chevron-right

Últimas notícias

Adamastor: vedação aprovada, mas pode ser provisória
Notícias Adamastor: vedação aprovada, mas pode ser provisória

A discussão esteve relativamente amena na reunião pública de Câmara que decorreu esta sexta-feira. O ponto de discórdia foi a vedação que irá rodear o...

Saiba como ajudar as vítimas do ciclone em Moçambique
Notícias Saiba como ajudar as vítimas do ciclone em Moçambique

A Câmara Municipal de Lisboa está a promover uma recolha de alimentos, a ZDB convidou músicos e artistas para um evento solidário e é ainda possível enviar...

Festival do Choco atraca em Setúbal durante uma semana
Notícias Festival do Choco atraca em Setúbal durante uma semana

Quantas vezes já salivou pelo famoso choco frito à setubalense? Calha tão bem ao final do dia, sobretudo nas horas de maior calor. Mas há muitas outras...

Pêra rocha e algodão doce dentro do copo
Notícias Pêra rocha e algodão doce dentro do copo

O 86 abriu portas em Fevereiro na Rua do Telhal e traz novos ingredientes para o mundo dos cocktails da cidade. Fomos conhecer o bar e aprendemos que o...

O Talkfest está de regresso para nos pôr a falar sobre festivais
Notícias O Talkfest está de regresso para nos pôr a falar sobre festivais

Está de regresso o fórum anual sobre o futuro dos festivais. A 8.ª edição do Talkfest, que arrancou dia 13 em Espanha, chega a Lisboa esta sexta-feira, 22. ...

“Oh meu querido Santo António”: conheça a música da Grande Marcha de Lisboa
Notícias “Oh meu querido Santo António”: conheça a música da Grande Marcha de Lisboa

É o tema que será interpretado por todas as marchas que vão desfilar na Avenida da Liberdade na noite de Santo António. O autor, vencedor do concurso, é o...

Meat Me: do franguinho ao chuletón de topo, este é o novo restaurante de carnes do Chiado
Notícias Meat Me: do franguinho ao chuletón de topo, este é o novo restaurante de carnes do Chiado

O muito ansiado novo projecto do grupo Sea Me dedicado ao mundo da carne abriu finalmente as portas no Chiado, entre o Teatro São Luiz e o São Carlos. O nome...

Marlene Vieira é uma das finalistas do concurso de pataniscas do Peixe em Lisboa
Notícias Marlene Vieira é uma das finalistas do concurso de pataniscas do Peixe em Lisboa

É primeira vez que a chef Marlene Vieira participa no concurso do Peixe em Lisboa que há três anos elege as melhores pataniscas da capital. Na apresentação...

Família reúne-se em homenagem: o fado de Celeste Rodrigues está vivo
Notícias Família reúne-se em homenagem: o fado de Celeste Rodrigues está vivo

Camané, Katia Guerreiro e muitos outros grandes fadistas portugueses vão prestar uma última homenagem a Celeste Rodrigues, esta quinta-feira, no CCB. Diogo...

Jaloo: o ícone gay Jaloo está de volta a Lisboa
Notícias Jaloo: o ícone gay Jaloo está de volta a Lisboa

Prestes a lançar um álbum de colaborações, Jaloo volta a Lisboa para dois concertos, um já nesta quinta-feira, no Espaço Espelho d’Água, em Belém, e outro...

icon-chevron-right
icon-chevron-right

Coisas para fazer em Lisboa

Coisas para fazer no Dia do Pai em Lisboa
Coisas para fazer Coisas para fazer no Dia do Pai em Lisboa

Ser pai é difícil, as crianças não têm livro de instruções e uma pessoa faz o que pode com o que tem. Para celebrar o Dia do Pai, há programas em Lisboa para todas as espécies de pais, desde os bacanos, que deixam a mãe maluca quando se põem a fazer espectáculo de wrestling com os filhos, aos mais autoritários, que fazem sempre de polícia mau mas depois dão aquele beijinho na testa antes de ir dormir – e até para as mães, avós e tios que são como se fossem nossos pais. Está sem ideias? Inspire-se nestas actividades em família.  Recomendado: Fim-de-semana perfeito em família

O vintage hoje: os eventos para ter debaixo de olho
Coisas para fazer O vintage hoje: os eventos para ter debaixo de olho

Segue-se uma agenda que não cheira a mofo, mas podia pelo tempo a que cada evento remete. São feiras, festivais e mercados para se entreter e olhar para a frente, com um pé no passado. Dos grandes bólides e carros desportivos aos vinis, uma das mais notáveis expressões de culto do vintage. Se quiser enfeirar, tem sempre mercados fixos na cidade, seja no primeiro fim-de-semana do mês ou todas as terças, as banquinhas e charriots com trapinhos em 2.ª mão e vintage estão lá prontos para serem levados para casa.  Aqui tem uma mão cheia de oportunidades de olhar para trás e fazer agora.  Recomendado: As lojas vintage em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Roteiro de livrarias independentes em Lisboa
Coisas para fazer Roteiro de livrarias independentes em Lisboa

Sítios onde é pouco provável que encontre um exemplar de “Maria Vieira no País do Facebook” mas de certeza que tropeça numa obra de Konsalik. Já agora, por que raio há tantos livros de Konsalik à venda em Lisboa? Não sabemos a resposta a essa pergunta, mas sabemos bem quais são as nossas livrarias independentes preferidas. Nota: uma livraria independente é uma loja de venda de livros que não está presa a uma cadeia, um franchising, um conglomerado ou qualquer tipo de substantivo colectivo usado para designar agremiações do género. A nossa lista também não inclui alfarrabismos de qualquer espécie. Recomendado: Dos códices e incunábulos ao Harry Potter: uma viagem pelas bibliotecas em Lisboa

Descubra o melhor da agenda cultural de Cascais
Coisas para fazer Descubra o melhor da agenda cultural de Cascais

Do EDPCOOLJAZZ aos grandes poetas portugueses, passando, claro, pela incontornável Casa das Histórias da Paula Rego. A agenda cultural de Cascais está preenchidérrima e há himalaias de coisas para fazer em Cascais nos próximos meses. É também bastante provável, senão certo, que esta lista que lhe apresentamos agora vá crescendo nas próximas semanas e nos próximos meses – como sempre, estamos cá para acompanhar o cada vez mais acelerado ritmo da vila e seus arredores. Uma coisa é certa: há muitas coisas para fazer em Cascais até ao final do ano. Recomendado: Comer, comprar e passear: as melhores coisas para fazer em Cascais

Três sítios para fazer tatuagens vintage em Lisboa
Coisas para fazer Três sítios para fazer tatuagens vintage em Lisboa

Amor de mãe, um coração vermelho, rosas em volta e uma flecha: podia começar assim a história da sua próxima tatuagem, uma espécie de viagem kitsch com agulhas e cores garridas. Pintar a pele à moda antiga é uma opção para quem gosta de viver o presente com um pezinho no passado, noutras épocas, diga-se. Estes estúdios de tatuagens em Lisboa foram bater à porta dos clássicos, dos corações e das âncoras aos punhais e piratas, o tempo das pin-ups e dos marinheiros ainda vive e pode ser eternizado num qualquer cantinho de epiderme.  Recomendado: Os melhores estúdios de tatuagens em Lisboa

Seja um naturalista: passeios e workshops para respirar ar puro
Coisas para fazer Seja um naturalista: passeios e workshops para respirar ar puro

A vida na cidade não tem de se resumir às manhãs com brunches da moda, a tardes intelectuais de roteiro literário ou a jantares prolongados com banda sonora. Para além da beleza celestial, também a natureza está disponível durante o ano inteiro, para meter as mãos na terra ou os olhos no céu. Enquanto os responsáveis pelo urbanismo não encontram o ponto de equilíbrio entre a construção humana e os espaços verdes naturais, o desafio de conciliar a cidade e a natureza é de cada um de nós. Não precisa de começar a criar uma horta na varanda, nem de se tornar (muito menos do pé para a mão) guru do zero desperdício, mas passar mais tempo ao ar livre é remédio santo para vários males. Em Lisboa, há tantos cursos zen para deixar de stressar, como passeios e workshops na natureza. Entre aulas de jardinagem, visitas a campos arqueológicos, observação de aves ou passeios micológicos, o difícil é escolher. Respire fundo (onde o ar for mais puro) e prepare a lista para o fim-de-semana ou para as próximas férias em família. Recomendado: Os 21 melhores parques e jardins em Lisboa

Uma viagem pela arte do Metro de Lisboa
Arte Uma viagem pela arte do Metro de Lisboa

São 56 as estações de toda a rede do Metropolitano de Lisboa. E todas, mas mesmo todas, são verdadeiras galerias de arte urbana, não a céu aberto, mas debaixo de terra. Artistas consagrados da nossa praça deixaram o seu cunho na história dos transportes públicos alfacinhas e, embora difícil, escolhemos sete estações que merecem um olhar especial, entre as obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva e Arpad Szénés, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Maria Keil, Júlio Resende ou mesmo do célebre cartoonista António Antunes. Uma viagem para apreciar e partilhar. Recomendado: Uma viagem pelo túneis fechados do Metro de Lisboa

Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Coisas para fazer Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa

Há pessoas que acham que os adultos não devem brincar. Que existe uma data de validade para 
a diversão e, terminado esse prazo, há que viver uma vida séria, empilhando responsabilidades, suportando maus empregos e péssimos casamentos. Felizmente, há cada vez mais adultos a escapar a essa armadilha – e a brincar pela vida fora. A diversão está descentralizada, democratizou-se, e a infância é um estado intermitente que nos visita de vez em quando. Fizemos o roteiro 
da Lisboalândia, um parque de diversões disfarçado de cidade onde há muito mais para fazer para além de tocar às campainhas e fugir. Recomendado: Coisas para fazer sozinho em Lisboa

Lisboa do futuro: os 50 projectos que vão mudar a cidade
Coisas para fazer Lisboa do futuro: os 50 projectos que vão mudar a cidade

Como será Lisboa dentro de uma década? Partimos desta pergunta para reunir os projectos que vão marcar a paisagem da cidade e até a forma como os alfacinhas a vivem. Das intervenções no espaço público e na mobilidade aos investimentos privados que estão a reinventar edifícios históricos e a tornar a cidade mais alta, são 50 as obras que vão levantar muito pó até que tudo fique pronto – e seja tempo de avançar para outras.  Manuel Aires Mateus e Patrícia Barbas, dois arquitectos com obras marcantes em Lisboa, dizem-nos isso mesmo. “A cidade é feita pelo tempo, por camadas, por histórias que se contaminam e complementam”, segundo a co-autora da Torre de Picoas, edifício de 17 andares na Av. Fontes Pereira de Melo, que projectou com Diogo Seixas Lopes. “O património não tem época. Construímos património. Construímos com a convicção de contribuir para uma cidade melhor e mais qualificada.” Aires Mateus, Prémio Pessoa de 2017 e autor da sede da EDP na Av. 24 de Julho (e do controverso hotel conhecido como “mono” do Rato, assinado a meias com Frederico Valsassina), defende que “o nosso tempo precisa de se explanar. É um tempo complicado, porque é tão poderoso que pode destruir os outros. Temos de ter o cuidado de acrescentar respeitando o resto. Mas temos de construir o nosso tempo”. O arquitecto acredita, aliás, que “a Lisboa de 2030 não será muito diferente da de hoje. Terá mais camadas de contemporaneidade, mas a sua identidade vai permanecer”. “Os edifícios levam algum tempo

Lisboa vai ter 200 quilómetros de ciclovia
Coisas para fazer Lisboa vai ter 200 quilómetros de ciclovia

Chegar aos 200 quilómetros pedaláveis em Lisboa – a meta foi traçada no final de 2016 por José Sá Fernandes, vereador das Estruturas Verdes. Na altura, foram definidos seis eixos principais que atravessariam a cidade de uma ponta à outra: o Eixo Marginal, o Eixo BenficaBraço de Prata, o Eixo Alcântara-Luz, o Eixo Circular Exterior, o Eixo Central e o Eixo Olivais-Beato. À volta destes, seriam levantadas ciclovias complementares. Três anos depois, o tema vai voltar a ser o centro das atenções: em Março, a Câmara Municipal de Lisboa vai anunciar o plano de trabalhos da construção de ciclovias, que aumentará a rede de 90 quilómetros para (pelo menos) 200 quilómetros até 2021, divulgando informação relativa aos prazos e às características de cada ciclovia. Destacamos sete entre as dezenas de trajectos que vão mudar a mobilidade (e a vida) de Lisboa. Veja o mapa completo das ciclovias na plataforma da rede ciclável. Recomendado: Lisboa é a “capital da bicicleta” em 2021

Os melhores sítios para jogar bowling em Lisboa
Coisas para fazer Os melhores sítios para jogar bowling em Lisboa

Para jogar bowling, a perícia do jogador é mais importante do que ter força ou resistência física. Entretenimento milenar, contam-se que foram encontrados pinos e bolas em tumbas egípcias. Outra lenda, um tanto macabra, afirma que guerreiros de tribos antigas se divertiam após as batalhas, usando os ossos das coxas dos seus inimigos como alvo de crânios, que eram lançados colocando-se o polegar e outro dedo nas cavidades dos olhos. Felizmente, já não se joga bowling assim e, se é fã da modalidade, esta é a lista certa para si (sobretudo no Inverno, para fugir ao vento e à chuva sem renunciar de umas boas horas de galhofa com os amigos ou a família). Preparado para deitar os pinos abaixo? Eis os melhores sítios para jogar bowling em Lisboa. Brevissímo glossário de Bowling Approach: área anterior à pista até a linha de falta, onde o jogador caminha fazendo os movimentos para o arremesso. All events: total geral da pontuação de todas as partidas disputadas no evento. Back up: jogada de efeito na qual a trajectória da bola lançada com o braço direito faz uma curva à direita ou, quando lançada com o braço esquerdo, faz uma curva à esquerda. Baby split: figura formada quando restam dois pinos para a segunda jogada (podem ser os pinos 2-7 ou 3-10). É "baby" porque a distância entre estes pinos é menor do que o diâmetro da bola, tornando possível derrubá-los fazendo a bola passar entre eles. Blind: pontos do jogador ausente numa rodada de um torneio ou campeonato. Geralment

Uma viagem pelos túneis fechados do Metro de Lisboa
Atracções Uma viagem pelos túneis fechados do Metro de Lisboa

Os últimos comboios a circular nos subterrâneos de Lisboa partem de cada estação terminal por volta da 1.00 da madrugada. Meia hora depois, quando os passageiros já estão todos à superfície, recolhem às oficinas da Pontinha. A corrente eléctrica é desligada nas linhas e entra em circulação uma locomotiva a diesel, que acompanha os trabalhadores que fazem a manutenção da rede nas galerias vazias. Este trabalho no Metro é invisível às centenas de milhares de passageiros que a ele recorrem para percorrer a cidade durante o dia. A Time Out acompanhou estas operações de manutenção da linha, que é feita ao longo da madrugada para garantir o bom funcionamento de carris, sinalizações e sistemas elétricos. Tudo ao som do motor da locomotiva e orquestrado pelo inspector de via, numa obra verdadeiramente sincronizada. No fim, uma composição electrificada percorre todas as linhas para garantir que não existem perturbações – e que a circulação de passageiros pode ser retomada às 6.30, quando as estações voltam a abrir ao público. Os trabalhos de reparação continuam durante o dia, à superfície, no Parque de Material e Oficinas III do Metropolitano de Lisboa, na Estrada da Pontinha. Uma reportagem para ler na revista desta semana, com um tema dedicado à Lisboa subterrânea.

icon-chevron-right
icon-chevron-right

Comer & Beber

Ladurée: um salão de chá que tem mais do que macarons
Restaurantes Ladurée: um salão de chá que tem mais do que macarons

Os macarons, delicados e coloridos, são a imagem de marca da Ladurée mas quem entra neste salão no Tivoli Fórum percebe rapidamente que é muito mais do que isso. À montra de sobremesas perfeitamente alinhadas, dos clássicos Saint Honoré ou éclairs e ispahans, bestsellers produzidos no piso de baixo com a mão delicada do chef pasteleiro Joaquim de Sousa, junta-se um menu muito completo com opções de refeições e pratos com base na cozinha francesa. Aos fins-de-semana e feriados, entre as 10.00 e as 16.00, há um brunch que pede para se ir deixando ficar na mesa até à última migalha: inclui um cesto com mini viennoiseries, pequenas baguetes e outros pães, manteiga, mel e compota, uma selecção de queijos e enchidos, iogurte natural com granola da casa e salada de frutas e ainda um ovo mexido cuidadosamente empratado que esconde tiras de abacate fresco no interior e pode ter salmão fumado ou bacon. A acompanhar há ainda o pain perdu, uma espécie de fatia dourada, servida com maple syrup, chantilly ou compota. Para beber pode escolher um sumo natural (laranja, laranja e frutos vermelhos, limonada, multivitaminas ou de tomate) e uma bebida quente, acompanhada por dois macarons (tudo a 35€).

Santuário Cucina: o novo supper club de comida italiana
Notícias Santuário Cucina: o novo supper club de comida italiana

A siciliana Alessandra Lauria mudou-se para Portugal em Novembro e encontrou uma casa para mostrar a sua especialidade: a massa fresca. No Santuário Cucina, faz workshops e jantares à porta fechada. Pusemos as mãos na massa no novo supper club da cidade. Isto não é um restaurante e o mais provável é chegar e ver Alessandra ainda com as mãos na massa, cheia de farinha, enquanto estica, corta e molda orecchiette, um tipo de massa fresca sem ovos com a forma de uma pequena orelha. Mas também podem ser gnocchi ou raviólis, depende do dia e da ocasião. Num primeiro andar luminoso e arejado em Santos nasceu o Santuário Cucina, um espaço que quer ser um supper club italiano mas também escola de cozinha, com workshops de pasta.    Há workshops dados por Alessandra Lauria Fotografia: Inês Félix   “Juntar pessoas à volta de uma mesa é uma coisa sagrada para mim. Não interessa o que tens na mesa, mas interessa estares a aproveitar, chegares a diferentes culturas e partilhares conhecimento”, diz Alessandra Lauria, em Lisboa desde Novembro. Chegou à capital para trabalhar no Ruvida, o restaurante pequenino de massa fresca que abriu em Alcântara no início deste ano, mas nos entretantos não quis ficar parada e começou a dar workshops de massa e a conhecer pessoas – pelo meio encontrou Ana Paula Várzea, a responsável do antigo CoolCook Club e do actual Santuário Cinematoca do piso de baixo, deu nova vida ao espaço da escola de cozinha e conheceu os donos do In Bocca al Lupo, o rest

Três sítios para comer cozido de grão
Restaurantes Três sítios para comer cozido de grão

É uma tachada daquelas que pede algumas horas na mesa e uma boa pinga a acompanhar (nos dias mais quentes, reforce os líquidos)  – não é por acaso que o prato não se encontra facilmente nem todos os dias. É uma das receitas mais tradicionais da culinária de Portugal, preparado com grão-de-bico, diversos legumes e vários tipos de carne e enchidos, que podem variar de região para região. Nestes três restaurantes tradicionais em Lisboa, são servidos ora em panelas de barro ora em tachos grandes, sempre em doses generosas e com um bom caldinho. Reserve já a almoçarada. Recomendado: Os melhores restaurantes alentejanos em Lisboa

Os melhores restaurantes de peixe em Lisboa
Restaurantes Os melhores restaurantes de peixe em Lisboa

Se já deu por si no Oceanário a olhar para um tanque e a pensar “este aqui ia bem com umas batatinhas cozidas”, então se calhar está na altura de marcar mesa num restaurante de peixe e antecipar, ou prolongar, a sensação de Verão e maresia o ano inteiro (na época delas, é sentar-se na esplanada e aumentar os níveis de vitamina D). A Time Out juntou-se ao cardume dos piscívoros e diz-lhe quais são os melhores restaurantes de peixe em Lisboa. Garantimos que aqui é tudo fixe e fresco, sem espinhas.  Recomendado: As melhores cervejarias em Lisboa

Ljubomir sem manias e com toda a paixão no novo restaurante
Notícias Ljubomir sem manias e com toda a paixão no novo restaurante

O novo restaurante de Ljubomir Stanisic no Bairro Alto abriu há pouco mais de uma semana.  A música dita a experiência: ouve-se “Born Slippy” dos Underworld, música do alucinante Trainspotting. Não é por acaso. O novo 100 de Ljubomir Stanisic é uma viagem empolgante, com muito rock, não apenas pelo mundo, mas pela vida do chef. Neste novo espaço, umas portas ao lado do antigo restaurante, Ljubomir reinventa-se, sem perder o que é: um chef apaixonado e que só quer que os seus clientes desfrutem da refeição. Sem regras nem peneiras. Ao contrário do 100 Maneiras, agora fechado, o ambiente neste restaurante é escuro. O branco deu lugar ao preto, tornando tudo mais íntimo e sofisticado mas, ao mesmo tempo, mais descontraído. Parece uma contradição, mas é provavelmente a melhor definição de Ljubomir Stanisic. Fabrice Demoulin/100 Maneiras À entrada, depois de uma pequena escadaria, está a zona do bar, onde também se pode jantar. Mas a verdadeira experiência mora do outro lado do corredor. É aqui que fica a mesa do chef com 12 espaçosos lugares e vista privilegiada para a cozinha – o que permite não só acompanhar todo o processo, como ouvir algumas tiradas de Ljubomir, ou não fosse ele também conhecido por isso, especialmente depois do programa de televisão Pesadelo na Cozinha. Mas há mesas mais recatadas, se for caso disso. O que interessa é que descontraia e embarque na experiência. Se o conceito de fine dining pode assustar os mais cépticos ou conservadores — e não esqu

Os melhores novos restaurantes em Lisboa
Restaurantes Os melhores novos restaurantes em Lisboa

A restauração floresce a grande velocidade na capital. Aliás, a nossa cidade tem uma diversidade cada vez maior no que à restauração diz respeito. E é mesmo caso para dizer: venham eles. Queremos toda a comida do mundo, chefs a abrir restaurantes de fine dining ou conceitos mais democráticos, restaurantes asiáticos ou boa comida portuguesa com o bacalhau como estrela. Queremos ficar sentados no restaurante a apreciar as vistas, ou pegar e levar para casa. Fizemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa abertos nos últimos meses. Não se sinta desactualizado. Recomendado: Os melhores restaurantes em Lisboa

Os melhores sítios para comer filetes de polvo
Restaurantes Os melhores sítios para comer filetes de polvo

Os filetes de polvo são típicos do Norte e bem-feitinhos, em Lisboa, contam-se pelos dedos de uma mão. Mas em restaurantes como o Faz Gostos LX, Os Courenses, a Taberna Moderna, a Tasquinha do Lagarto ou o Zapata são de confiança. Lá em cima, costumam vir acompanhados por arroz de polvo, e acontece o mesmo nos sítios da capital onde eles são servidos por homens e mulheres do Norte, mas também os há com outros acompanhamentos, como arroz de coentros, arroz negro ou mesmo umas belas migas, no caso do Zapata. Recomendado: Os 148 melhores restaurantes em Lisboa

Descubra estes três cocktails clássicos reinventados
Bares Descubra estes três cocktails clássicos reinventados

Clássico não é uma receita, é uma forma de estar. Lisboa tem um lado vintage que ainda passa ao lado de muitos, e nem sempre esse vintage tem de ser antigo, pode sempre ser um clássico com um twist. Foi disso mesmo que fomos à procura porque nem os bares ficam de fora. Damos-lhe três sugestões de clássicos reinventados em bares modernos da cidade. Tem desde uma reinterpretação do whisky sour a uma versão renovada do vodka Martini, ou até um whisky Cardhu com málico e bacon (sim, leu bem). Tudo isto bem apresentado com aquele aspecto a pedir uma foto para o Instagram.  Recomendado: Os bares históricos que tem mesmo de conhecer em Lisboa

Os melhores restaurantes para comer comida coreana em Lisboa
Restaurantes Os melhores restaurantes para comer comida coreana em Lisboa

Não é fácil encontrar restaurantes de apenas comida coreana autêntica no centro de Lisboa – mas a riquíssima gastronomia da Coreia está a ganhar seguidores e importância na cena gastronómica da cidade e já há várias opções para arriscar e provar. Neste roteiro, identificámos dois restaurantes coreanos, um em Odivelas, outro no food court do Mercado Oriental, no Martim Moniz. Mas se é fã destes sabores, há maneira de comer alguns pratos típicos nos bons pan-asiáticos que proliferam em Lisboa. Junte ao seu vocabulário gastronómico os nomes kimchi, bibimbap, japchae ou gojuchang, coma novos caldinhos, massas ou pratos de conforto.  Recomendado: Os melhores restaurantes do mundo em Lisboa

Os melhores restaurantes alentejanos em Lisboa
Restaurantes Os melhores restaurantes alentejanos em Lisboa

Não precisa de pegar no carro e fazer-se à autoestrada para comer à grande e à alentejana. Da Casa do Alentejo ao Zé Varunca, passando por clássicos como O Galito e O Magano, o que não falta em Lisboa são bons restaurantes alentejanos, onde é possível provar os melhores pratos da região – a começar pelos torresmos e queijos da terra, continuando pela açorda e restantes sopas de pão, umas migas com entrecosto frito ou uns ovos com espargos. Para já nem falar na sericaia com ameixas. Há muitos sítios onde pode provar estas e outras iguarias, e estes são os melhores. Recomendado: Os melhores sítios para comer sopa de tomate alentejana

Os melhores restaurantes para comer comida coreana em Lisboa
Restaurantes Os melhores restaurantes para comer comida coreana em Lisboa

Não é fácil encontrar restaurantes de apenas comida coreana autêntica no centro de Lisboa – mas a riquíssima gastronomia da Coreia está a ganhar seguidores e importância na cena gastronómica da cidade e já há várias opções para arriscar e provar. Neste roteiro, identificámos dois restaurantes coreanos, um em Odivelas, outro no food court do Mercado Oriental, no Martim Moniz. Mas se é fã destes sabores, há maneira de comer alguns pratos típicos nos bons pan-asiáticos que proliferam em Lisboa. Junte ao seu vocabulário gastronómico os nomes kimchi, bibimbap, japchae ou gojuchang, coma novos caldinhos, massas ou pratos de conforto.  Recomendado: Os melhores restaurantes do mundo em Lisboa

Os melhores bares de vinho em Lisboa
Bares Os melhores bares de vinho em Lisboa

Lisboa foi eleita um dos melhores destinos vínicos do ano no último número da Wine Enthusiast, revista de referência internacional no sector vitivinícola. Entre elogios à intersecção entre a “preservação do património” e a “bem-vinda mudança”, destaca-se “a posição de Lisboa ao longo do Atlântico” e as vinhas de Colares, com castas como Ramisco para “tintos saborosos” e Malvasia para “brancos salinos”. Não será de estranhar, por isso, que os bares de vinho (ou wine bars), garrafeiras e lojas da especialidade estejam cada vez mais na moda. Nesta lista, para se aconchegar ao fim do dia, reunimos os melhores bares de vinho da cidade, às vezes acompanhados de petiscos igualmente saborosos. Recomendado: Os melhores cursos de vinhos em Lisboa

icon-chevron-right
icon-chevron-right

O melhor do Time Out Market

Time Out Market: o melhor dos próximos dias
Coisas para fazer Time Out Market: o melhor dos próximos dias

Em dez mil metros quadrados de Time Out Market há sempre muita coisa a acontecer. Muito mais do que comida e bebida.  Mas há mais: a Academia Time Out, por exemplo, vai estar animada nos próximos dias, com workshops e até um curso de cozinha. Claro está que pode apenas passear pelos corredores do mercado, que tem uma selecção dos melhores restaurantes da cidade, ou beber um cocktail no Time Out Bar. No final, se planear bem, ainda consegue apanhar um mercado, uma festa ou um concerto no Estúdio ou mesmo no food hall.  Dê uma espreitadela à programação do Mercado da Ribeira. Eis o melhor dos próximos dias no Time Out Market Recomendado: Fim-de-semana perfeito em Lisboa

Queridos, mudámos o Mercado
Restaurantes Queridos, mudámos o Mercado

Estão abertos quase 365 dias por ano, de tal forma que até podiam ser chamados de “o mercado que nunca dorme”, mas há alturas em que é preciso mesmo fechar portas para fazer trabalhos de manutenção que vão melhorar a experiência de quem os visita. Foi o que aconteceu em Janeiro quando o Time Out Market fechou dois dias para limpeza e manutenção e, em alguns espaços, parecem ter passado aqueles programas do tipo “extreme makeover”. Ficam os resultados para apreciação. Recomendado: Time Out Market: o melhor dos próximos dias

As melhores bebidas para se aquecer no Time Out Market
Restaurantes As melhores bebidas para se aquecer no Time Out Market

Há quem corra, quem se cole à lareira ou ao aquecedor, ou quem dê saltinhos, tudo em prol de aquecer nos dias mais frios. No Time Out Market temos outras ideias para fazer subir a temperatura corporal. Com ou sem álcool, é como quiser e lhe apetecer. Não é novidade que por aqui não falta nada, seja vinho quente ou chocolate quente ou até mesmo um chá com Licor Beirão (sim, leu bem). Aí vão três bebidas para se aquecer no Time Out Market. Recomendado: Time Out Market – O melhor dos próximos dias

Os workshops de cozinha da Academia Time Out a não perder em Fevereiro
Coisas para fazer Os workshops de cozinha da Academia Time Out a não perder em Fevereiro

O ambiente na Academia Time Out nunca arrefece. Em Fevereiro, a agenda de cursos de cozinha está bem recheada, à espera apenas de gente com vontade de pôr as mãos na massa. A Academia Time Out tem uma agenda perfeita para quem quer arrancar o mês em grande com workshops que dão a volta ao mundo. Aproveite e aprenda as melhores dicas para uma mesa farta. Os miúdos, como sempre, não foram esquecidos e para eles também há aulas de volta dos tachos: que tal aprender a fazer umas cookies americanas? Toca a vestir o avental. Recomendado: Coisas para fazer em Fevereiro em Lisboa

As melhores combinações com vinho do Porto no Time Out Market
Restaurantes As melhores combinações com vinho do Porto no Time Out Market

Se dúvidas existissem de que o quiosque da Taylor’s, que abriu no Time Out Market, foi um óptimo casamento, aqui ficam as provas de que os vinhos do Porto de uma das mais antigas marcas do mundo casam bem com qualquer produto do Mercado. Recomendado: O Time Out Market tem agora um quiosque dedicado ao vinho do Porto

Os pratos mais lisboetas do Time Out Market
Restaurantes Os pratos mais lisboetas do Time Out Market

Tanto para escolher e não sabe por onde começar? E umas pataniscas e peixinhos da horta para início de conversa. Amêijoas à bulhão pato a seguir e um bacalhau à brás e uns ovos verdes de bacalhau para continuar, sem esquecer o clássico do prego para terminar. Por fim, um docinho: o pastel de nata da Manteigaria, cujas fornadas estão sempre a sair. Debaixo do mesmo tecto, o Time Out Market reúne muito do melhor de Lisboa. Mas há uns pratos que são mais alfacinhas do que outros. São esses que destacamos esta semana. Recomendado: Time Out Market – o melhor dos próximos dias

icon-chevron-right
icon-chevron-right

Bilheteira Time Out

Shawn Mendes
icon-location-pin Parque das Nações
Shawn Mendes

Histerismo em catadupa. Se assim não for mal Shawn Mendes pisar o palco devolvemos-lhe o dinheiro. É mentira, claro que não devolvemos,...

MIL - Lisbon International Music Network
icon-location-pin Lisboa
MIL - Lisbon International Music Network

Ponha-se fino para acompanhar tudo o
que acontece em três dias de festival – são cerca de 70 concertos e duas dezenas de debates,...

A Verdade/A Mentira
icon-location-pin Campolide
A Verdade/A Mentira

A nova estreia do Teatro Aberto são duas. Um dois-em-um, no fundo. A Verdade e A Mentira, do francês Florian Zeller, estarão ambas em...

O Feiticeiro de Oz
icon-location-pin Carnide/Colégio Militar
O Feiticeiro de Oz

Dorothy e os seus sapatinhos vermelhos estão de volta, desta vez a Carnide ao Teatro Armando Cortez, pelas mãos do Teatro Infantil de Lisboa....

André Rieu
icon-location-pin Parque das Nações
André Rieu

O apetite por valsas, polcas e galopes está longe de se esgotar nos Concertos de Ano Novo, pelo que o violinista...

Zoom
icon-location-pin Chiado
Zoom

A mais recente encenação de Diogo Infante coloca-o fora de cena. João Reis, Sandra Faleiro, Sara Matos e Virgílio Castelo assumem...

Fenda
icon-location-pin Grande Lisboa
Fenda

A nova criação da Companhia de Teatro de Almada é um texto e encenação de Rodrigo Francisco, coisa inédita, os seus...

#Emigrantes
icon-location-pin Chiado
#Emigrantes

A partir de Fernando Pessoa, Al Berto e Slawomir Mrozek, Ricardo Boléo leva-nos a #Emigrantes, espectáculo que quer reflectir essa...

Terror e Miséria no Terceiro Reich
icon-location-pin Bairro Alto
Terror e Miséria no Terceiro Reich

A nova criação do Teatro do Bairro, com encenação de António Pires, é Terror e Miséria no Terceiro Reich,...

Disney On Ice
icon-location-pin Parque das Nações
Disney On Ice

As princesas e os restantes personagens da Disney voltam a patinar na Altice Arena entre os dias 21 e 24 de Março. Disney On Ice...

icon-chevron-right
icon-chevron-right

O melhor de Lisboa, bairro a bairro

Parque das Nações
Coisas para fazer Parque das Nações

Esqueça o sentimento de culpa caso decida refastelar-se numa das mesas que se seguem. É que depois do repasto não faltam quilómetros e mais quilómetros de áreas verdes para fazer a digestão a preceito. Para os mais atléticos, aconselhamos a saltar cedinho da cama ou a aproveitar o melhor da vista ao cair do dia. Em plena zona oriental da cidade, o Parque das Nações é um convite descarado à boa vida, com opções gastronómicas, culturais, desportivas e de lazer. Aproveite o melhor de um bairro que é para toda a família.   Recomendado: As melhores coisas para fazer à beira rio

Alvalade
Coisas para fazer Alvalade

Alvalade é um bairro a ter em conta sempre que falamos do melhor da cidade. 

Santos e Madragoa
Santos e Madragoa

Um jardim pronto, cafés da moda, gelados a chamar pelo Verão, restaurantes imperdíveis e muito mais. Venha daí por Santos e Madragoa.

Chiado
Chiado

Corremos o bairro de uma ponta à outra e reunimos o melhor do Chiado nesta lista. Lojas, restaurantes, hotéis. Estas são as melhores coisas para fazer no Chiado.

Avenida de Roma
Avenida de Roma

Dez sítios que fazem da Avenida de Roma um dos melhores bairros para viver em Lisboa.

Baixa
Baixa

Finte as armadilhas para turistas e descubra pérolas históricas e um fresquíssimo hype traçado a régua e esquadro que quer devolver a Baixa aos lisboetas.

Lx Factory
Lx Factory

Peças de decoração, oficinas criativas, jogos com temática burlesca, vista para o Tejo, noites encantadas e muito mais. Explore esta cidade dentro da cidade com as nossas sugestões de coisas para fazer na Lx Factory.

Príncipe Real
Príncipe Real

Por muito que se conheça e palmilhe o bairro, há sempre qualquer coisa para descobrir.

Alcântara
Alcântara

Se passa por lá sempre que ruma ao ocidente da cidade, desta vez pare e descubra o melhor de Alcântara.

Graça
Graça

Dos restaurantes aos bares, este bairro tem um encanto especial. Descubra o melhor da Graça

icon-chevron-right
icon-chevron-right

Não perca, já nas bancas

A Time Out desta semana
Coisas para fazer A Time Out desta semana

Nesta edição dizemos-lhe onde beber o café perfeito. Damos-lhe um ABC do café de especialidade, espreitamos fábricas e lojas, rastreamos origens, refinamos gostos. Mostramos como nos últimos tempos o consumo do café evoluiu, acompanhou os tempos, vestiu outras modas, apurou a exigência. Mas lembramos também que o café é mais do que a bebida cultivada, a arte da torrefacção ou a geografia dos lotes. Que o café é mais do que a ciência do C8H10N4O2 que lhe dá a força, e a que mais vale simplesmente chamar cafeína para não complicar o que é simples, até porque os lisboetas já baralham o mundo com tantas formas de pedir uma bica. O maior estimulante do café é o encontro. Porque café é também o lugar que se ergueu simbolicamente em redor da chávena, que se fez cultura do país e instituição da cidade. E por isso nesta edição também apontamos o dedo aos novos lugares onde vale a pena nos irmos encontrando. E onde o café continua a ser alibi para manter acordada a cidade que somos. Não perca ainda as nossas ofertas 2 por 1. Esta revista vale uma refeição na Food Mercearia Bio, um bolo pequeno da Doces Teresa Pyrrait, uma cerveja no Delirium Café, óculos de sol da Maria Mangerica, uma refeição no Saldanha Mar, um tratamento no Cityspa.

Guia dos melhores restaurantes de Lisboa
Notícias Guia dos melhores restaurantes de Lisboa

Saíram 16, entraram 36, mas ficaram os mesmos. Podia ser o princípio de uma adivinha bem engendrada ou o final de uma conta mal feita, mas é apenas o resumo desta edição do Guia de Restaurantes de Lisboa da Time Out. Este ano, além dos 150 melhores restaurantes e das 25 melhores tascas, acrescentamos 20 apostas. São casas que não abriram há tempo suficiente para entrar nestas contas e que não tivemos tempo oportunidade de criticar, mas que já experimentámos ou que, por experiência, apostamos que vão valer a pena. Porquê fazer esta ginástica? Recapitulemos então. Os críticos da Time Out visitam os restaurantes anonimamente e pagam pelas suas refeições - o mesmo é dizer, como qualquer cliente – e, na melhor parte dos casos, repetem a visita antes de se pronunciar. Acresce que nenhum restaurante é criticado antes de cumprir três meses de porta aberta e, por princípio, nenhum é aclamado com cinco estrelas ou despachado com apenas uma sem que um segundo crítico subscreva essa avaliação. Já sabia de tudo isto? É provável que sim. Estes últimos 470 caracteres são descaradamente copiados do guia do ano passado. Mas podiam também ter sido roubados à edição do ano anterior a esse ou à de outro antes ainda. Porque há onze anos que a Time Out faz questão de repetir esta cartilha em tudo o que faz e de a respeitar sem cedências. O que é que isso vale? Ainda e sempre, é a si que cabe dizer.   Os guias do Porto e de Lisboa Fotografia: Inês Félix     O que temos, contas redondas

Guia de Hotéis 2019
Guia de Hotéis 2019

A Time Out diz-lhe tudo sobre a sua cidade, incluindo como fugir dela. Desde o final de 2017 que todas as nossas edições em Lisboa e no Porto fecham com um Plano de Fuga e ao fim  de tanta viagem somamos já um bom repertório de evasões e escapadinhas para todos os pontos do país. É dessa experiência que nasce a primeira edição deste guia. São mais de 70 hotéis, turismos rurais e guesthouses para descobrir por todo o país. E estes hotéis são dos melhores. É verdade, confessamos, que a tentação de subtrair uma letrinha à frase anterior é grande. Mas dizer apenas que estes hotéis são os melhores do país não seria justo nem sério. Eles são, isso sim, os melhores de entre os muitos que a equipa da Time Out experimentou ou revisitou ao longo de 2018 e que recomenda vivamente para 2019. Quase todas essas experiências, importa dizer, foram tidas a convite e quase todas as estadias  oferecidas. Mas em nenhuma delas aceitámos reserva para uma boa avaliação ou deixámos a nossa palavra de caução. Aconteceu-nos, aliás, não escrever sobre lugares onde estivemos a convite. O que significa que sempre que escrevemos sobre um hotel, estamos já a recomendá-lo e que, de entre todos eles, estes mereceram distinção. E que, portanto, o que tem em mãos é um roteiro de grandes refúgios, feito por uma equipa de gente séria, embora um tanto vadia e dada a escapadinhas, que apenas escreve sobre o que experimenta, conhece, escolhe e avalia pessoalmente. E isso permite-nos, sem hesitação, colocar todos

Lisbon for Visitors
Notícias Lisbon for Visitors

Em 2010 a Time Out fez uma capa com o título “Tem turistas em casa?”. No mesmo ano do tremor de terra no Haiti, do eclipse solar mais longo do terceiro milénio, da vitória da selecção espanhola no Mundial da África do Sul, e do fenómeno Wikileaks, o turista era, como o amor no filme de Sofia Coppola, um lugar estranho. Nesse número há uma ilustração de uma nave espacial a sobrevoar uma casa, dotando o turista de um passaporte intergaláctico. Em oito anos Lisboa escalou tendências e tornou-se destino obrigatório de quem quer conhecer uma cidade do velho mundo repleta de mundos novos. Passear em toda a terra dos alfacinhas (os "little lettuce" dos anglo-saxónicos), e não apenas na Baixa ou em Alfama transformou-se num encontro de culturas e de linguagens: uma Torre de Babel, como a que está no Museu Nacional de Arte Antiga, pintada por Joos Momper II. É a pensar nesses aliens legais, lá dizia o Sting, que a Time Out voltou a criar uma revista com o melhor de Lisboa para quem a visita. Está escrita em inglês mas destina-se a todos os que queiram descobrir a nossa cidade. Podem começar por entrar em 101 portas lisboetas e desvendar o que escondem, almoçar numa tasca, percorrer as lojas da Avenida, provar um dos 21 pratos que seleccionámos no Time Out Market, beber um copo ao fim do dia e ver até onde a noite os leva. No dia seguinte basta abrir outra vez a revista e seguir pistas novas, podendo, quem sabe, acabar o dia a comer um travesseiro em Sintra ou a brindar com um vinho

icon-chevron-right
icon-chevron-right

Cinema e televisão

“Este filme traz o desejo de um outro cinema”
Filmes “Este filme traz o desejo de um outro cinema”

João Salaviza e Renée Nader Messora passaram quase um ano na aldeia dos índios Krahô, no Brasil, que Renée já visitava desde 2009. Lá rodaram, sem equipa, Chuva é Cantoria na Aldeia
dos Mortos. É um filme algures entre o documental e o ficcional, sobre Henrique Ihjãc Krahô, um jovem índio, casado e com um bebé, que não consegue consumar o luto pelo pai e foge da aldeia para a vila. Foi Prémio do Júri da secção paralela Un Certain Regard no Festival de Cannes. Os seus filmes são todos feitos em Lisboa e arredores. De repente, depois de Montanha, atravessa o oceano, vai para o Brasil, para o mato, filmar uma tribo de índios. O que motivou esta vontade radical de mudar o seu cinema?João Salaviza (JS) – Por um lado, senti
 que o Montanha era o culminar de um processo de pesquisa e de aproximação a temáticas que me interessavam muito. A adolescência, Lisboa, coisas que considero próximas. E também senti um certo esgotamento de um modelo de fazer cinema que me começava a espartilhar. A Renée
 foi assistente de realização no Montanha, conhecemo-nos em Buenos Aires, em 2006, na Universidad del Cine, onde estudámos. Desde 2009 que ela vai à aldeia Krahô,
 e tem uma relação de proximidade com eles. Começámos a ser um casal depois da rodagem do Montanha e eu acabo por a acompanhar à aldeia, para limpar a cabeça e depois começar essa outra odisseia que é a montagem. E fiquei encantado pelos Krahô e por algumas pessoas que conheci nessa primeira viagem. 
E como s

Dez filmes sobre Marte e sobre os marcianos
Filmes Dez filmes sobre Marte e sobre os marcianos

O planeta Marte e os marcianos chegaram ao cinema ainda este não tinha voz e era acompanhado por música, e nunca mais se foram embora. Nesta selecção de dez filmes sobre Marte, de forma alguma exaustiva, mostra-se a forma diversa como o cinema de ficção científica tem representado Marte e os marcianos, e se tem até servido deles para falar de situações e de problemas bem do nosso mundo, encontramos títulos que vão do tempo do mudo até aos nossos dias. Eles vão do dinamarquês Himmelskibet e do russo Aelita até superproduções de Hollywood como John Carter ou Perdido em Marte.  Recomendado: “The First”: quanto vale uma ida a Marte?

Idris Elba retoma carreira de DJ em série da Netflix
Notícias Idris Elba retoma carreira de DJ em série da Netflix

Farto que o levem demasiado a sério, Idris Elba criou uma série com um papel à sua medida. Um DJ sem carreira que acaba babysitter da filha do melhor amigo. Para ver na Netflix. Não é o papel em que estamos habituados a ver Idris Elba, especialmente se nos lembrarmos de Luther, a aclamada série policial da BBC. Mas a verdade é que o actor britânico tem mais em comum com este DJ solteirão sem rumo na vida do que possamos pensar. Ainda não tinha entrado no mundo da representação e já animava festas e discotecas. Idris Elba foi DJ durante muitos anos, uma paixão que não largou e que surpreendeu os fãs já este ano quando foi anunciado que iria actuar no Coachella. Em Turn Up Charlie, Elba é Charlie, um eterno solteirão a viver em casa de uma tia em Londres. Os pais vivem na Nigéria e acreditam que o filho é um DJ bem sucedido. Ele diz, por exemplo, que vai ter “concertos”, quando na verdade vai animar casamentos – uma tarefa que já coube realmente a Elba, que foi no ano passado o DJ de serviço do casamento real de Harry e Meghan Markle. Mas à medida que o seu amigo de infância, David (JJ Field), vai ganhando destaque em Hollywood como actor, Charlie surge como solução para fazer babysitting à sua filha, dando-lhe uma oportunidade de endireitar a vida. Tudo o que Charlie tem de fazer é esquecer as noitadas e tomar conta de Gabby (Frankie Hervey), uma miúda de 11 anos um tanto ao quanto problemática e bem mais esperta do que ele. Daqui, como já se pode imaginar, nasce uma inusi

Os filmes de super-heróis que vamos ver até ao Verão
Filmes Os filmes de super-heróis que vamos ver até ao Verão

A Marvel está em maioria no lote de fitas de super-heróis que têm estreia marcada até ao Verão nas salas nacionais. Grande parte deles são "repetentes", como é o caso de Os Vingadores, do Homem-Aranha, dos X-Men (que até se vão manifestar em duas declinações) ou de Hellboy (este já sem Ron Perlman no papel do título nem Guillermo del Toro na realização). Mas há também lugar para novidades, com duas estreias de super-heróis: o Capitão Marvel no feminino de Carol Danvers, interpretada por Brie Larson, e o Shazam de Asher Angel e Zachary Levi. Recomendado: Os piores e os melhores filmes da Marvel

Quatro séries para ver em Março
Filmes Quatro séries para ver em Março

O mês de Março promete grandes estreias na televisão, com especial destaque para Sean Penn. Contam-se pelos dedos os grandes papéis do actor nos últimos anos e The First não se trata apenas disso: é a primeira vez que Penn faz televisão. E não se podia ter estreado da melhor forma, ao lado de Beau Willimon, autor de House of Cards. Março traz ainda Ricky Gervais, sem filtros, como sempre, e Idris Elba como não estamos habituados a vê-lo – ambos com o dedo também na produção destas séries da Netflix. Se não consegue acompanhar tudo o que passa na televisão, em Março dedique-se a estas quatro séries. Recomendado: As estreias de cinema que não pode perder até Maio

Os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema
Filmes Os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema

Já lá vão os tempos em que o cinema de animação só aparecia nos cinemas por ocasião das festas: no Natal, pelo Carnaval e na Páscoa. Agora, temos filmes do género nas salas ao longo de todo o ano, e já não vêm apenas dos Estados Unidos na sua esmagadora maioria, como se pode ver pelos dez títulos que estão previstos estrearem-se nos próximos três meses, entre Março e Maio. Vamos ter várias fitas vindas do Japão, produções russas, co-produções entre países europeus, e destes com o Canadá, além do habitual lote de animações "made in USA". Eis os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema.  Recomendado: As estreias de cinema que não pode perder até Maio  

Óscares: em noite de surpresas, o prémio maior foi para Green Book
Notícias Óscares: em noite de surpresas, o prémio maior foi para Green Book

Foi uma noite de surpresas, com a maior de todas a ser guardada para o fim: Green Book – Um Guia Para a Vida venceu o Óscar de Melhor Filme, deixando para trás o favorito Roma. O filme de Peter Farrelly valeu ainda a Mahershala Ali a estatueta de Melhor Actor Secundário. Sem o habitual, e tantas vezes controverso, apresentador, depois de a Academia ter afastado Kevin Hart por declarações homofóbicas, a noite de Óscares deste domingo foi diferente com a diversidade em cima do palco e com os prémios a serem distribuídos pelos vários filmes. Se olharmos para os números, não deixa de ser surpreendente que Bohemian Rhapsody, o filme sobre a vida de Freddy Mercury que tanto apaixonou os fãs de Queen como chateou os críticos, seja o grande vencedor com quatro Óscares. O filme que teve o seu realizador despedido, depois de várias acusações de abuso sexual, valeu a Rami Malek o Óscar de Melhor Actor. Bryan Singer, no entanto, nunca foi mencionado. Logo atrás, ficaram Black Panther, Green Book e Roma com três estatuetas. Pela primeira vez, o México venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com Roma, de Alfonso Cuarón. O filme da Netflix era um dos grande favoritos aos prémios com dez nomeações, a par de A Favorita, mas acabou por arrecadar apenas três. Ainda assim, as memórias de infância de Cuarón numa clara homenagem à empregada doméstica que o ajudou a criar valeram-lhe o Óscar de Melhor Realizador. Roma venceu ainda na categoria de Melhor Fotografia. Nunca a Netflix tinha co

As estreias de cinema que não pode perder até Maio
Filmes As estreias de cinema que não pode perder até Maio

A conversar é que a gente se entende. A pensar nisso, damos-lhe uma dezena de bons tópicos de conversa – em forma de estreias de cinema – para não ficar de fora das discussões cinematográficas.Uma comédia satírica e surreal portuguesa que se mete com Cristiano Ronaldo, um documentário sobre o génio de John McEnroe tal como se expressava nos courts de ténis de todo o mundo, duas adaptações para imagem real de longas-metragens de animação clássicas da Disney, um thriller dramático sul-coreano, uma fita de espionagem inglesa, e os inevitáveis blockbusters de super-heróis: eis alguns dos filmes mais destacados que vão chegar aos cinemas portugueses nos próximos três meses, assinados por realizadores como Tim Burton, Guy Ritchie, Trevor Nunn, Lee Chang-dong ou Gabriel Abrantes, e que seleccionámos nesta antevisão.   Recomendado: Filmes em cartaz esta semana

O primeiro mês da HBO Portugal é grátis: as sete séries que tem de ver
Filmes O primeiro mês da HBO Portugal é grátis: as sete séries que tem de ver

A televisão acabou de ficar mais interessante: depois de uma entrada tímida em 2015 através do TV Séries, a HBO chegou finalmente a Portugal com o seu serviço de streaming. Chama-se HBO Portugal e disponibiliza, desde esta segunda-feira, na mesma plataforma todos os títulos da gigante norte-americana, do fenómeno A Guerra dos Tronos a clássicos como Os Sopranos, Sete Palmos de Terra ou O Sexo e a Cidade. O serviço custa 4,99€ por mês e, além de estar online, está também disponível para clientes Vodafone. O primeiro passo para esta estreia foi dado em 2015, quando o TV Séries passou a ser "Home of HBO", uma casa para programação da produtora norte-americana estreando todos os seus títulos. O ensaio ganhou agora forma e dimensão: na plataforma de streaming estão mais de 4500 conteúdos, “incluindo todas as temporadas” das séries originais da HBO, como se lê no comunicado da empresa. “A oferta da HBO Portugal incluirá ainda novos títulos, a estrear em simultâneo com os EUA”, lê-se na mesma nota. Uma das dúvidas que permanecia era se, por exemplo, A Guerra dos Tronos estaria disponível no serviço, uma vez que em Portugal é o SyFy que detém os direitos de transmissão da série. Mas eis que todos os episódios da saga estão online – a oitava temporada chega a 15 de Abril com uma emissão em simultâneo. Ou seja, não vai ter de esperar 24 horas como de costume para ver o novo episódio, basta esperar até às 02.00. Já a nova temporada de Big Little Lies, anunciada este fim-de-semana par

O novo programa de Ricardo Araújo Pereira sabe a pouco
Cinemas O novo programa de Ricardo Araújo Pereira sabe a pouco

Juntos ou avulso, os Gato Fedorento fazem muita falta na televisão, e ao humor português. Gente que Não Sabe Estar (TVI, Dom 21.30) marca o regresso do grupo em formato incompleto (Ricardo Araújo Pereira + dois), reforçado por uma mão-cheia de jovens humoristas.

icon-chevron-right
icon-chevron-right

Arte e Cultura

Herman José: “É mais difícil ser consensual do que controverso”
Comédia Herman José: “É mais difícil ser consensual do que controverso”

Foi preciso esperar até aos 64 anos para subir em nome próprio ao palco do Coliseu de Lisboa. Herman José, referência da cultura popular e ídolo de meio país (será mais?), estreia-se no palco lisboeta a 12 e 13 de Abril. Não há drama nem mágoa por só agora acontecer, “com Amália foi a mesma coisa”. A espera permitiu, na verdade, aprimorar o espectáculo que o tem posto na estrada. Apesar de ainda faltar pouco mais de um mês para Herman de Big Band em Ris-te, o artista tem-se dedicado à imprensa. Quando nos sentámos com Herman José, já o humorista tinha perdido a conta às entrevistas. Mesmo assim, não contou o tempo, nem perdeu a piada ou o charme. Tem sido um dia difícil? Como o espaço é benigno e a causa é muito gira não me chateia nada. Mas ainda tem paciência para dias assim? Ou agora é que tem paciência? Acho que agora dou um bocadinho mais de valor. A pessoa quando é nova é tudo um grande enfado. Ai, que maçada, estão estas pessoas a pedir autógrafos. Às vezes, quando os meus colegas mais novos se vêm queixar, aquelas miúdas das novelas, eu digo: ó filha, vai para Badajoz que já ninguém te conhece. A razão que nos traz aqui é tão simpática. O espectáculo que vou fazer aqui é uma maneira de homenagear os fiéis, aqueles que querem muito estar com o artista. São momentos tão simpáticos que falar neles é uma coisa agradável. Isso é fruto da experiência? Temos obrigação de descobrir quais são os mecanismos de compensação do processo de envelhecimento. Na juventude é tud

Jimmy Carr: É o público que define os limites do humor
Comédia Jimmy Carr: É o público que define os limites do humor

Tem uma gargalhada característica, um sentido de humor próprio e piadas rápidas, conhecidas por one liners. Já gozou com crianças com síndrome de Down, soldados feridos no Afeganistão e Reeva Steenkamp, assassinada por Oscar Pistorius – três exemplos do humor negro e desconcertante de Jimmy Carr. O britânico, um dos mais destacados humoristas da actualidade, vem pela primeira vez a Portugal. Tem quatro sessões marcadas em Lisboa (uma das quais é uma entrevista com Ricardo Araújo Pereira), esta sexta-feira e sábado no Cinema São Jorge, mais uma em Braga (17) e outra no Porto (18). Em Lisboa, a primeira data anunciada esgotou em menos de 24 horas, um feito que não é novidade para Carr, que anda há mais de um ano em digressão pelo mundo com o seu The Best Of, Ultimate Gold, Greatest Hits. O nome diz tudo: é o melhor daquilo que já fez e que pode ser visto também na Netflix, onde tem ainda o espectáculo de stand-up Funny Business e o programa The Fix. Apanhámo-lo entre voos, a caminho de Nova Iorque, antes de chegar a Lisboa. Nunca pára? Não. Tem sido uma digressão muito ocupada. No ano passado, acho que fui a 30 países, apanhei cerca de 165 voos. Estou sempre a viajar. Acho que é aquela coisa encantadora de as pessoas quererem ouvir as piadas e estarem dispostas a ir ter com elas. Adoro este trabalho. Quando é que tudo começou? Oh, meu deus, foi no virar do século, por volta de 2000. Já foi há 18, 19 anos que comecei na comédia. Tive um bom emprego durante um temp

Almada dá palco às más notícias que não vêm no jornal
Notícias Almada dá palco às más notícias que não vêm no jornal

A nova criação da Companhia de Teatro de Almada é um texto e encenação de Rodrigo Francisco. Fenda, que se estreia esta sexta-feira no Teatro Municipal Joaquim Benite, é o declínio do jornalismo e das relações humanas. Sentada na cama, Catarina come arroz de bacalhau à meia-noite e meia. Imaginamos que não tenha tido tempo para o fazer antes. Leva umavida madrasta, de jornalista prestigiada, de rosto da informação e do comentário, sem horários, praticamente sem privacidade. E Fenda – o novo espectáculo da Companhia de Teatro de Almada, com texto e encenação de Rodrigo Francisco, que nunca havia levado a palco um texto de sua autoria – joga muito com o binómio privacidade/espaço público. Através de uma cenografia (de Jean-Guy Lecat) rapidamente mutável, as mesmas paredes e diferentes perspectivas dão-nos a sala de Catarina ou o estúdio onde comenta mais um naufrágio ao largo de Lampedusa. Há câmaras de televisão e projecção de vídeo, que servem para nos deixar ver melhor. Pontos de vista para um mundo onde não se está bem, como sublinha Rodrigo Francisco. “Acho que passa por este texto um certo mal-estar, que é mais ou menos comum a nós todos, pessoas que nos preocupamos com estas coisas, a certa altura na conversa entre a jornalista e o patrão ela diz: ‘A sensação que eu tenho é que isto que andamos a fazer já não faz sentido, vem aí outra coisa’. Essa outra coisa que vem aí, que tem que ver com a ascensão dos populismos, é algo que ainda não entendemos mas que nos faz sent

As peças de teatro em Lisboa a não perder em Março
Teatro As peças de teatro em Lisboa a não perder em Março

Deixe-se de desculpas e vá ao teatro. Em Lisboa, não faltam opções, grande parte delas com preços bem apetecíveis. Até nos meses mais parados, Lisboa tem um cartaz preenchido de peças de teatro para todos os gostos. Algumas, graças aos estranhos caminhos da programação e não ao desprezo do público, estão tão pouco tempo em cena que, a bem dizer, é preciso correr e ver, que isto nunca se sabe se e quando são repostas. Outras há que vêm de trás e para a frente continuam. Podemos dizer que há de tudo nesta selecção, em constante actualização. Há companhias históricas, mas também emergentes. Nomes bem conhecidos e outros sobre os quais ainda vai ouvir falar garantidamente. Está à espera de quê para ir ao teatro? Março é tanto mês de continuação de carreiras, como de estreias. E não é avaro na diversidade das propostas que apresenta, venham elas dos clássicos ou tenham sido acabadas de escrever – se calhar é a Primavera à espreita. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa este mês

Miguel Loureiro: “Não me apetece fazer programa político ou autoral”
Teatro Miguel Loureiro: “Não me apetece fazer programa político ou autoral”

A Sala Garrett do Teatro Nacional Dona Maria II recebe Frei Luís de Sousa, obra central do teatro português, escrita por quem dá nome à sala onde agora se apresenta: Almeida Garrett. Fala-nos de ser português, de um fantasma que afinal estava vivo, do casamento de D. Madalena de Vilhena e de Manuel Sousa Coutinho, assombrado por D. João Portugal, que se julgava morto na Batalha de Alcácer Quibir. E fala-nos de política. Ainda que isso não seja aquilo que mais importa a Miguel Loureiro, encenador do espectáculo que estreia esta sexta-feira e fica até dia 7 de Abril."" Lembra-se da primeira vez que leu Frei Luís de Sousa?Foi na escola. Gostei. Não tinha gostado d’Os Lusíadas, da lírica, e deste gostei, não só porque tinha várias personagens, era teatro, mas porque se lia muito bem, tinha essa coisa do romeiro, do fantasma, do “há-de saber-se no mundo que ainda há um português em Portugal”, aquelas coisas que nos habituámos a ouvir e depois encontrei a referência. Gosto do Garrett, ao contrário do Camilo Castelo Branco, que me custou mais. Quando aparece a vontade de fazer isto?Foi o José Luís Ferreira, que me desafiou a fazer, ele tinha um projecto que era desafiar outros encenadores a fazer coisas como O Livro do Desassossego, assim marcos ligados à nacionalidade ou ao pulsar português. Achei um piadão à proposta. E como gosto do lirismo do texto, da acepção que tem, aceitei. Era para ser um coisa mais pequena, com duas ou três personagens, e depois o Tiago Rodrigues inter

“That’s All Folks”: uma exposição para os adultos lembrarem a infância
Notícias “That’s All Folks”: uma exposição para os adultos lembrarem a infância

De uma colecção de telas de arte sacra pode nascer um imaginário, quase infantil, de personagens animadas bem conhecidas – tanto pelos adultos, como pelos mais novos. Foi mais ou menos essa a ideia da artista Filipa Sáragga quando trouxe de volta à vida uma série de telas destruídas e as transformou em obras com personagens da Disney, Warner Bros e do universo de Hergé ou de Elzie Crisler Segar. São 14 no total, entre obras mais pequenas e outras maiores que a estatura média de uma pessoa, que formam “That’s All Folks”, a exposição que inaugura esta quinta, 21, no ateliê e galeria de Filipa, em Belém. A história podia começar com aquela lengalenga de “Professora, o cão comeu os meus trabalhos de casa”. Mudavam apenas as circunstâncias reais da situação, porque a culpa não morreria solteira. Há três anos, a artista tinha acabado a tal colecção de arte sacra, pronta a ser apresentada, mas o seu cão pôs um travão à coisa. Fotografia: Manuel Manso “Na altura, pintava na garagem dos meus pais e nós tínhamos um cão, ainda novinho. Precisamente na semana em que eu acabo as telas, ele fica fechado na garagem e destrói tudo. Panos de três metros todos desfeitos em pedaços”, conta-nos Filipa que, deparando-se com o cenário de guerra, arrumou o assunto e guardou as sobras artísticas para outra altura. Só há um ano e picos, quando se mudou para a Rua da Junqueira para montar o seu ateliê, é que voltou a deitar mãos às obras para virar a arte sacra do avesso. “Quando reencontr

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana
Arte Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Acha que não se passa nada em Lisboa este fim-de-semana? Temos mais de duas mãos cheias de exposições para provar que está bem enganado. Queremos ajudar a tornar os próximos dias mais culturais, sozinho ou com a família toda atrelada (sim, há exposições kids friendly). Com tantos museus e galerias na cidade, é impossível não ter o que ver. Não queremos que se perca e por isso dizemos-lhe quais as exposições a que deve prestar atenção em Lisboa. Não há desculpas para não sair de casa. Recomendado: Guia para não pagar entrada nos museus em Lisboa

Abaixo o quotidiano! Três actores à procura do vazio
Notícias Abaixo o quotidiano! Três actores à procura do vazio

O que há na escuridão para além do escuro? É a pergunta que faz Umbra – segunda criação da jovem companhia Bestiário, que se estreia na Escola de Mulheres. Tentemos encontrar a resposta.  Um muro imperfeito de caixas de cartão cobrem toda a boca de cena. Tolda-nos a visão. Espreitar, tentar dar descanso à curiosidade, é inútil, pelo menos até três figuras começarem a desconstruir o muro, isto é, a mover as caixas para outras zonas. Escutam-se sussurros, diálogos fragmentados, coisas que parecem pensamentos, angústias, listas de tarefas, dúvidas existenciais, no fundo, desorganização pela oralidade. É uma espécie de coreografia, uma cadência de atropelo, reciclagem do cérebro, balões que expõem o que vai na cabeça daqueles três. Está escuro. Não se vê bem. Como é suposto. Umbra é a segunda criação da jovem companhia Bestiário, para ver de quinta-feira a domingo na Escola de Mulheres com direcção artística de Miguel Ponte.   Oficialmente, o Bestiário nasceu em 2018 pelas mãos de Afonso Viriato, Helena Caldeira, Miguel Ponte e Teresa Vaz. Ainda que a coisa venha de antes, da partilha da sala de aula na ESTC, do gosto pela pesquisa e pela filosofia e pela antropologia. Em Abril de 2018 apresentaram, no Teatro da Garagem, o seu primeiro trabalho: ATMAVICTU, com encenação de Teresa Vaz. Depois disso, receberam um convite do Gerador para fazerem uma performance de meia-hora nas Caves do Liceu Camões. Umbra vem daí: “Achámos que tinha corrido bem, então demos uma volta ao projecto,

O amor é uma revolução – e vai desenterrar as memórias coloniais
Notícias O amor é uma revolução – e vai desenterrar as memórias coloniais

Amores Pós-Coloniais abre um novo ciclo no teatro documental do Hotel Europa, que volta a tirar da sombra as histórias envergonhadas do fim do império. Subimos-lhe o pano para estas relações amorosas em tempo de violência. Um mainato é um subordinado que cuida da roupa – lava, passa – e cozinha. Era uma figura comum na vida doméstica das antigas colónias portuguesas. Quando rebentou a guerra, os soldados adoptaram o hábito – e deram-lhe outros contornos. Um mainato servia para tudo aquilo e para “apoio”, sexo. “Para a gente se amanhar.” A expressão é de um dos homens entrevistados para a nova peça do Hotel Europa, Amores Pós-Coloniais, que se estreia quinta-feira, no Teatro D. Maria II. André Amálio e Tereza Havlickova estão a fazer a transição de uma trilogia – Portugal Não É Um País Pequeno (2015), Passa-Porte (2016) e Libertação (2017) – em que estiveram a trabalhar a nostalgia colonial, as memórias dos colonizados e os processos de independência. Teatro documental: os testemunhos levados para palco são reais. Agora iniciam um novo ciclo, dedicado aos amores, que prosseguirá em 2020 com Amores de Leste, sobre a relação de Portugal com a Europa comunista e sobre os jovens afectos ao PCP que estudaram nesses países. Talvez venha a incluir estudantes africanos. Deixarão cair a ligação ao colonialismo, mas continuarão em busca dos muitos lados de cada história, relacionando o encantamento de uns com a opressão de outros. É o que acontece aqui. Na residência artística que a

As peças de teatro em Lisboa a não perder em Fevereiro
Teatro As peças de teatro em Lisboa a não perder em Fevereiro

Deixe-se de desculpas e vá ao teatro. Em Lisboa, não faltam opções, grande parte delas com preços bem apetecíveis. Até nos meses mais parados, Lisboa tem um cartaz preenchido de peças de teatro para todos os gostos. Algumas, graças aos estranhos caminhos da programação e não ao desprezo do público, estão tão pouco tempo em cena que, a bem dizer, é preciso correr e ver, que isto nunca se sabe se e quando são repostas. Outras há que vêm de trás e para a frente continuam. Podemos dizer que há de tudo nesta selecção, em constante actualização. Há companhias históricas, mas também emergentes. Nomes bem conhecidos e outros sobre os quais ainda vai ouvir falar garantidamente. Está à espera de quê para ir ao teatro? Com a temporada em velocidade de cruzeiro, Fevereiro é mês de estreias, mas também de continuação de carreira e reposição de peças acarinhadas pelo público. Aqui vão dez peças de teatro a não perder em Fevereiro. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa este mês

icon-chevron-right
icon-chevron-right

Música

Samuel Úria: "Não sonhava viver da música"
Música Samuel Úria: "Não sonhava viver da música"

Samuel Úria foi um dos pioneiros da FlorCaveira e subiu a pulso do underground para o mainstream nacional. Entre quarta-feira e domingo, vai estar no Auditório Carlos Paredes, em Benfica, a tocar as canções do EP Marcha Atroz, lançado no ano passado. Sempre bem acompanhado pelos amigos Márcia (quarta), Gisela João (quinta), Tiago Guillul (sexta), Benjamim (sábado) e Joana Espadinha (domingo). Antes dos concertos, encontrámo-nos na Graça, onde viveu durante anos. Vais dar cinco concertos em Lisboa nesta semana e ainda conseguias esgotar mais um ou dois dias se quisesses. Estavas à espera disto?Para ser sincero, fomos para uma sala mais pequena mesmo para fazer esta espécie de residência em que conseguíssemos estar vários dias com a casa mais ou menos preenchida. De alguma forma, havia já esse planeamento. Porque é que querias fazer uma coisa mais pequena?Por um lado, queria fazer essa espécie de residência. É muito confortável para um músico fazer concertos seguidos, sem ter de montar os instrumentos todos os dias e sem ter de fazer som. E não conseguia fazer isso numa sala muito grande, porque não sou o André Rieu nem o [António] Zambujo. Por outro lado, tem a ver com o cariz do próprio EP que estamos a apresentar, gravado com o Miguel Ferreira, que vai estar comigo em palco. O Marcha Atroz tem um som muito cru, parece pouco trabalhado. Eram canções que tinhas enfiadas numa gaveta e decidiste gravar só para ter qualquer coisa nova a acompanhar as reedições do ano passa

Dez bandas indie americanas dos anos 80
Música Dez bandas indie americanas dos anos 80

Houve quem nunca conseguisse – ou quisesse – ultrapassar o estatuto de “banda de culto”, conhecida apenas de uma pequena hoste de fãs, e houve outros que foram ascendendo no firmamento e passaram a encher estádios. O público “não-especializado” provavelmente não terá ouvido falar de Tuxedomoon ou de Hüsker Dü, mas não há quem não tenha trauteado canções de R.E.M. e Pixies, e Sonic Youth e Yo La Tengo continuaram a fazer excelentes discos muito para lá dos anos 80. Também rvale a pena recordar Wall of Voodoo, Violent Femmes, Throwing Muses e American Music Club. Recomendado: Uma história do pós-punk britânico em dez canções  

Dez óperas oitocentistas inspiradas em Shakespeare
Música Dez óperas oitocentistas inspiradas em Shakespeare

Poucos dramaturgos forneceram inspiração aos compositores como Shakespeare – estima-se em cerca de 300 o número de óperas baseadas nas suas peças. Nem todos os libretistas recorreram directamente à fonte, preferindo trabalhar a partir de adaptações teatrais, às quais impuseram, por sua vez, cortes, enxertos e distorções, pelo que os conhecedores da obra de Shakespeare se aperceberão de várias discrepâncias. O Roméo et Juliette de Gounod sobe ao palco do Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, retomando o enredo de Romeu e Julieta. É um pretexto para lembrar algumas das muitas óperas inspiradas nas peças do Bardo. Recomendado: Sete peças clássicas inspiradas em Romeu e Julieta

Oito videoclips que fizeram história
Música Oito videoclips que fizeram história

A ideia de criar um filme breve para promover uma canção através da televisão é antiga e não tem um momento inicial identificável – ainda que Tony Bennett reclame ter sido o primeiro a fazê-lo com “Stranger in Paradise”, de 1956. Os Beatles não foram certamente os primeiros, mas estiveram na vanguarda na produção de videoclips em moldes similares aos actuais e a ter apreciável difusão. Claro que os videoclips pioneiros – mesmo os das bandas mais afamadas e com maiores orçamentos – têm hoje um ar ingénuo e amador e só com a MTV, nos anos 80, emergiu uma nova cultura visual e o videoclip ganhou a sofisticação que hoje conhecemos. Até lá houve um longo percurso de aprendizagem. Recomendado: Uma história do trip hop em 10 (+1) canções

O bairro de Stereossauro tem hip-hop com fado dentro
Música O bairro de Stereossauro tem hip-hop com fado dentro

Quando Stereossauro entrou no arquivo da Valentim de Carvalho, parecia um adulto numa loja de doces: um lambão criterioso. Tinha à sua frente as gravações originais da Valentim de Carvalho, a que a editora, numa abertura sem precedentes, lhe deu acesso privilegiado. “Já levava uma ideia do que me iria interessar mais”, diz o DJ e produtor. Pegava num tema e levava-o a Fernando Rascão. O técnico, que o acompanhava e “conhece aquele catálogo de trás para a frente”, afinava a selecção: “Neste estilo, nesta velocidade, com este ambiente ou com esta emoção, tens este e este, a melhor gravação é de 77.” Os olhos ainda brilham ao contar esta história. Passaram quase dois anos. Uma colaboração que não está na ficha técnica de Bairro da Ponte, mas fundamental para o álbum que é apresentado ao vivo nesta quinta-feira, 28, no Lux. Um concerto-festa cheio de convidados. Gisela João é uma delas. E uma das muitas vozes do fado que participam no disco. Ouvimo-la em “Vento”, um original escrito especificamente para a sua voz, carregado de mágoa, gutural. “Fiz o exercício de ouvir os dois álbuns dela e perceber as escalas em que ela andava mais frequentemente. Percebi que havia uma escala que ela repetia sete ou oito vezes. E isso foi a base para fazer uma sequência de acordes muito minimal”, recorda Stereossauro. “Gravei só as teclas, os acordes de piano e enviei-lhe. E passei à parte de escrever a letra. O arranque foi muito difícil: era a primeira vez. Não fazia ideia por onde começar. Se

Dez bandas indie islandesas que precisa de ouvir
Música Dez bandas indie islandesas que precisa de ouvir

Talvez o clima ajude a explicar a proliferação de bandas islandesas: sendo inóspito, ou até mesmo agreste, durante a maior parte do ano, faz as pessoas ficarem em casa a ler ou ouvir música... ou a fazer música. O facto de ocupar o sexto lugar no ranking de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas também pode contribuir para elucidar o enigma. Uma vez que a área metropolitana de Reikjavík, concentra 2/3 da população da ilha, é inevitável que a maioria das bandas tenha nascido na capital ou nela tenha fixado a base de operações. Recomendado: 12 bandas indie pop a ter debaixo de olho em 2019

Dez versões jazz de “Blue Moon”
Música Dez versões jazz de “Blue Moon”

Quando esta “lua” nasceu, em 1933, pouco ou nada tinha a ver com a que conhecemos: o título era “Prayer (Oh, Lord, Make Me a Movie Star)” e deveria expressar, através de uma oração, a ambição da personagem de Jean Harlow de se tornar numa vedeta de Hollywood. A cena foi imaginada por Richard Rodgers (música) e Lorenz Hart (letra) para um filme musical da MGM, Hollywood Party (1934), uma amálgama de várias sequências independentes, cada uma delas com diferentes actores, argumentistas e realizadores, e que tinha por único fito a auto-celebração de Hollywood. A ideia não foi a lado nenhum: Harlow nem sequer entrou no filme e a canção não foi gravada. Rodgers & Hart reciclaram-na para o pouco menos olvidável filme Manhattan Melodrama, desse mesmo ano, mas a sequência em que figurava a canção, agora com nova letra e título – “It’s Just That Kind of Play” –, acabou por ser suprimida. Todavia, a MGM entendeu que fazia falta uma canção numa sequência passada num nightclub e encomendou-a a Rodgers & Hart, que requentaram a sua canção pela terceira vez, agora com o título “The Bad in Every Man”. Desta vez a canção figurou na montagem final, mas tal não significou o fim das suas metamorfoses: a MGM entendeu que a canção teria potencial comercial se sofresse algumas modificações e Hart lá foi convencido a escrever a quarta letra. O instinto do pessoal da MGM estava certo e a canção, agora com o título “Blue Moon”, tornou-se num sucesso, primeiro pela Casa Loma Orchestra e Benny Goodman

Dez clássicos do jazz para ouvir ao luar
Música Dez clássicos do jazz para ouvir ao luar

Algumas canções, mais melancólicas, traçam um retrato de solidão e melancolia, outras descrevem, com ironia, os efeitos perturbadores que o luar produz no comportamento dos casais de apaixonados. Pelas vozes de Ella Fitzgerald ou Frank Sinatra, ou pelas teclas de Dave Brubeck ou Brad Mehldau, escolhemos uma dezena de canções lunares. Identificamos os autores, o ano da criação, o que esteve na origem das composições e escolhemos as melhores interpretações para cada uma delas. Não deixamos nenhuma coordenada escondida: até os discos em que estas versões foram editadas estão aqui para que ninguém se perca. Recomendado: Dez versões clássicas de “‘Round Midnight” 

Panda Bear: "Quis fazer um disco mais vazio"
Música Panda Bear: "Quis fazer um disco mais vazio"

Noah Lennox, o homem que conhecemos como Panda Bear, é um dos mais influentes e inovadores músicos independentes deste século. A viver em Lisboa há mais de uma década, foi responsável por discos seminais como Person Pitch, de 2007, ou Merriweather Post Pavillion (2009), dos Animal Collective, mas isso não lhe subiu à cabeça. Quando nos encontramos para conversar sobre o seu novo álbum, Buoys, está a passar na rádio uma canção dos Oasis e ele está a adorar. “Esta canção é do caraças”, diz, entusiasmado e sem um pingo de ironia. Pode ser uma estrela indie, no entanto nunca deixou de ser um gajo normal. Sem manias. Recomendado: Panda Bear ainda nos consegue surpreender O Buoys é um álbum muito esparso. Não tem nada a ver com o som caleidoscópico do anterior, Panda Bear Meets the Grim Reaper. O que motivou esta mudança?Quando comecei a trabalhar no disco não sabia bem o que ia sair dali. Só sabia que ia ser diferente. Queria fazer um disco mais vazio, que não tivesse tantas vozes e harmonias empilhadas umas sobre as outras, porque sentia que já tinha feito tudo o que havia para fazer nesse registo. Não queria que fosse mais do mesmo. Este disco tem qualquer coisa de dub, porém também me lembra muito do trap triste que se anda a fazer. Tenho razão, ou estou a imaginar coisas só porque o Rusty Santos é o produtor do disco e ele anda a trabalhar com malta do trap?Não sei. Como ele estava a trabalhar nessa área, eu sabia que o disco ia reflectir o trap de alguma maneira e esta

James Blake sempre foi um chato. E chato continua
Música James Blake sempre foi um chato. E chato continua

Muita da porosa escrita sobre Assume Form, o mais recente disco de James Blake, prende- se  com o facto de, aparentemente, ser um disco mais feliz e luminoso. Segundo esta narrativa, o cantor, compositor e produtor britânico trocou Londres por Los Angeles e está feliz, ou pelo menos apaziguado, numa relação com uma actriz conhecida da televisão, Jameela Jamil, dá-se com uma data de artistas famosos – Kendrick Lamar, Frank Ocean, Kanye West, Beyoncé, Jay-Z, etc. – e começou a ter mais cuidado com a saúde mental. A té faz tweets todo indignado, a queixar-se por o caracterizarem  como “um rapaz triste”. Está um homem novo, dizem, e até é capaz de verdade. Mas dizer que o novo álbum é radicalmente diferente do que veio antes é mentira. A música de James Blake, obviamente, mudou com os anos e há uma grande diferença  entre o pós-dubstep dos primeiros EP e a pop electrónica do presente. Mesmo assim, muitas destas faixas podiam perfeitamente aparecer num disco anterior de Blake. O que não seria um problema se os discos anteriores dele não fossem uma seca. James Blake sempre foi um chato. E chato continua em Assume Form. As letras são confessionais e solipsistas, a toada é geralmente melancólica, falta força e vigor à base instrumental e às produções, mesmo quando até são teoricamente interessantes. A maior parte das canções sucedem-se e confundem-se umas com as outras, indiferenciadas e inconsequentes. No meio disto tudo, o melhor são mesmo os convidados. Moses Sumney não é

icon-chevron-right
icon-chevron-right

As melhores escapadinhas

Grand House: os loucos anos 20 no Algarve
Hotéis Grand House: os loucos anos 20 no Algarve

Em 1999, o anúncio televisivo do atum Ramirez mandava-nos para a cozinha para testar novas receitas para além de rissóis, saladas e sandes com “a carne do mar”. O século XXI entretanto tornou-se profícuo no desenrascanço culinário e os arrozes e massas tornaram-se o destino óbvio da conserva de atum. Com isto tudo perdemos o rumo deste texto e demos por nós no site da marca a vasculhar o separador de receitas só para percebermos que dá para fazer bacalhau no forno com as postas em conserva, batatas recheadas com sardinhas em azeite ou, o que mais nos impressionou, ervilhas estufadas com carpaccio de polvo – o de lata, entenda-se. Recomendado: Escapadinhas de Lisboa – os melhores novos turismos

Viagem ao centro da Terra no Torel 1884
Hotéis Viagem ao centro da Terra no Torel 1884

Em A Viagem do Elefante, José Saramago conta a história de Salomão, um elefante nascido em Goa a viver em Lisboa, em meados do século XVI, que D. João III decide oferecer ao primo, Maximiliano da Áustria, como presente de casamento. A história é real com uns pozinhos de ficção, que o autor decidiu juntar ao enredo para atacar, entre outras coisas, a necessidade que Portugal tinha, na altura, de parecer bem no contexto europeu, mostrando e ofertando as riquezas usurpadas – perdão, trazidas – das geografias longínquas por onde o império ia passando. Recomendado: Os melhores hotéis no Porto

Dá Licença: o maior elogio à arte e à natureza
Hotéis Dá Licença: o maior elogio à arte e à natureza

Se me dão licença, tomo a liberdade de começar este texto com um relato na primeira pessoa. A tentativa tosca de manter a distância para não corromper a ética que se exige à prática jornalística obrigar-me-ia a ser uma mera espectadora de uma das melhores experiências que tive o privilégio de viver, e isso, sendo perfeitamente possível, não é o que quero fazer.  O Dá Licença, antes de ser o sítio magnífico que é, era para ser só uma casa de férias de Victor Borges e Frank Laigneau, que procuravam um pequeno refúgio no campo para onde pudessem fugir quando a vida em Paris se tornasse demasiado frenética. Acabaram por se mudar definitivamente para a antiga Herdade das Freiras, em Estremoz, depois de assistirem àquele que dizem ter sido o pôr-do-sol mais inspirador que viram na vida. De repente viram-se a braços com uma propriedade de 120 hectares com três edifícios, um olival a perder de vista, muito mato por desbravar e um potencial tremendo para dar vida à ideia acabadinha de surgir: criar uma casa aberta onde se reunissem arte e natureza nas suas formas mais puras e que pudesse ser vivida como uma viagem sensorial pelas artes e ofícios numa perspectiva simultaneamente utilitária e contemplativa.

Cerdeira Village: a criatividade mora aqui
Hotéis Cerdeira Village: a criatividade mora aqui

As previsões apontam para queda de neve na Serra da Estrela, o que significa que as estradas até à Torre vão estar cortadas. Portugal padece deste mal de não saber funcionar com condições climatéricas extremas (chove, há inundações; neva, cortam-se acessos; está calor, deixa de haver água), mas como também é um país que sabe, como nenhum outro, viver em negação permanente, todo o santo ano lá vai disto de mandar as pessoas à Serra da Estrela como se fosse possível lá chegar. Ora não é direito do cidadão comum poder ir à Serra sem ter de pernoitar no carro à beira da estrada? Pois é. Recomendado: Paraísos perto de Lisboa

Volta a Coimbra em 24 horas
Viagens Volta a Coimbra em 24 horas

Coimbra demorou a acordar para a modernidade e viveu a última década entretida com a ideia confortável de ser uma cidade de estudantes virada para a movida nocturna. Os bares de shots e bebidas baratas com selecção musical duvidosa, néons e público acabadinho de atingir a maioridade tomaram conta do centro histórico e assim se foi vivendo até a cidade perceber que, sendo maioritariamente da população universitária, também é dos outros todos. A procura turística disparou nos últimos dois anos e com ela apareceram uma série de negócios que, juntamente com os clássicos, deram novo fôlego à vida “coimbrinha”. Traçamos-lhe o roteiro ideal pela cidade dos estudantes, terminando invariavelmente já de manhã. Só lamentamos não termos tido tempo para mais.

Os 50 melhores destinos para 2019
Viagens Os 50 melhores destinos para 2019

Dificilmente encontrará melhor guia para os seus planos de fuga. Porque para onde quer que esteja virado, há uma
Time Out lá por perto. Para fazer esta edição, chateámos gente em todos os fusos horários e pusemos a família toda a trabalhar. O resultado é um roteiro de 50 experiências, espalhadas por todo o mundo, que vale a pena ter agora. Sempre lhe dissemos que o que faz em casa é consigo, mas que o que faz na rua é connosco – seja aqui ou nos antípodas. A verdade é que dificilmente encontrará melhor parceiro para engendrar um plano de fuga do que nós. Aqui tem uma lista de 50 destinos ancorados em outras tantas experiências que vale mesmo a pena viver hoje, um pouco por todo o globo. Recomendado: Os dez bairros mais cool no mundo

Uma Casa na Arriba
Hotéis Uma Casa na Arriba

Esta é uma história que esteve quase para não acontecer. Chris Kraus, alemão, vivia em Londres até ao início do ano passado, onde trabalhava no sector bancário. Entretanto, a história do costume, apaixonou-se pelo país e mudou-se para Lisboa. Um dia decidiu que queria uma casa com um campo de basquetebol e em passeio pelas Azenhas do Mar, Sintra, reparou numa casa abandonada à beira da falésia da Praia da Aguda que lhe pareceu ter um cesto lá atrás. Não era esta de que falamos, era outra que entretanto já não se lembra onde, mas noutra prospecção de terreno, já sem grande esperança de se cruzar com um bom negócio, deu de caras com uma vivenda branca, linda, empoleirada na falésia e meteu na cabeça que havia de a comprar. Assinou o contrato em Outubro de 2017 e em Março do ano passado, num prazo histórico de cinco meses, conseguiu transformá-la no Outpost Casa das Arribas, um conjunto de cinco apartamentos de charme com cozinha e vista directa para o mar. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Sintra

Escapadinhas para aprender coisas novas
Hotéis Escapadinhas para aprender coisas novas

Somos fortes em gastronomia, mas também não estamos nada mal nas artes plásticas nem na agricultura biológica. O booking lançou recentemente as tendências de viagem para 2019. Surpreendentemente, numa altura em que parece que cada vez mais se viaja só para alimentar as redes sociais, mais de 50% dos viajantes globais manifestaram preferência por destinos com hotéis onde possam desenvolver uma nova competência. Entre na onda do turismo em 2019 e aproveite que vai dar uma volta para aprender qualquer coisinha. Dizemos-lhe sete turismos onde vai com toda a certeza aprender alguma coisa nova. Recomendado: Escapadinhas gastronómicas que valem a viagem

Férias de sonho sobre rodas: cinco autocaravanas para alugar
Coisas para fazer Férias de sonho sobre rodas: cinco autocaravanas para alugar

O pão de forma é um culto com muitos anos, um pouco por todo o mundo. Símbolo de paz e de liberdade, muito associado ao movimento hippie, a carrinha da Volkswagen de 1959 continua a ser uma imagem de marca dos surfistas. Talvez por isso tenha também inspirado a popularidade das autocaravanas, que podem ser uma excelente opção para um fim-de-semana na estrada ou férias prolongadas sobre rodas. E, se pensar bem, Portugal tem grande potencial para roadtrips. Primavera ou Outono, Verão ou Inverno, é sempre altura de trocar o apartamento do Airbnb ou o tradicional hotel pela van life. Dizemos-lhe cinco autocaravanas para alugar. Recomendado:  O melhor da Costa Alentejana

Nove parques de campismo em Portugal para dormir à luz das estrelas
Hotéis Nove parques de campismo em Portugal para dormir à luz das estrelas

Quando pensamos em acampar, a indecisão ataca entre enumerar os lugares bonitos onde o podemos fazer e entrar em pânico com a parte chata de ter de o fazer, como termos de andar com o papel higiénico atrás ou demorarmos dias a lavar o pó do corpo. Mas, a verdade é que passar férias num parque de campismo já não é o que era. Há cada vez mais e melhores opções. E são muitos os encantos em dormir no meio da natureza, do ar puro à oportunidade de adormecer com uma banda sonora natural. Desde parques dedicados ao ecoturismo até aos glampings, o difícil será escolher – se existir acesso directo à praia, melhor. Desligue-se do mundo nestes parques de campismo. Recomendado: Paraísos perto de Lisboa

Na rota do contrabando do café em Marvão
Viagens Na rota do contrabando do café em Marvão

Durante a ditadura, o café produzido em Portugal não podia sair para Espanha e, portanto, decretou o Estado Novo que qualquer tentativa de o vender por lá seria punida com pena de prisão. Ora isto para quem vivia da venda de café era um contratempo, mas nem por isso um impedimento. Lá encontraram maneira de contrabandeá-lo para o país vizinho, escapando (às vezes, outras nem por isso) às vigias apertadas de guardas e carabineiros que patrulhavam a raia. De Marvão e das aldeias vizinhas, onde na altura havia meia dúzia de torrefacções em actividade, noite sim, noite sim partiam grupos de corajosos em direcção a La Fontañera com sacos de café cru às costas. O caminho fazia-se a pé, à noite, e durava até de manhã. Eram 10 km em direcção à fronteira com Espanha com sacos de café às costas, que nem sempre lá chegavam. Os homens com os mais pesados, de 60 kg, e as mulheres com os mais pequenos, de 20 kg. O percurso de 10 km fazia-se a pé pela Serra de São Mamede adentro, no breu total, levando geralmente a noite inteira a caminhar. De Espanha trazia-se dinheiro (muito) e todo o tipo de produtos que se pudesse vender nas aldeias – a bombazine, por exemplo, na altura, valia o risco. O tempo passou e hoje aquele que é conhecido como o “Percurso do Contrabando do Café” no Alto Alentejo virou passeio turístico, apadrinhado pela Câmara Municipal de Marvão, que anualmente organiza uma caminhada comentada na primeira pessoa por quem sobreviveu à clandestinidade. Integrado na Rede de Pe

Sete sugestões de escapadinhas por Portugal
Viagens Sete sugestões de escapadinhas por Portugal

A Equipa Time Out adora a sua cidade do fundo do coração, mas às vezes sabe-lhe bem ir dar uma volta. Vai daí e fez uma selecção de sete hotéis onde a palavra de ordem é descansar. Seja em quartos com vista para o Douro, em casas nas árvores ou em tendas de luxo, seja para entrar em casas modernas de inspiração nórdica, num spa desenhado por Álvaro Siza ou provar um menu de Ljubomir Stanisic, são várias as sugestões que encontrámos para que possa passar uns dias longe de tudo. Recomendado: Os novos turismos que valem a viagem  

icon-chevron-right
icon-chevron-right

Os melhores hotéis em Lisboa

Tivoli Palácio de Seteais: à noite no museu
Hotéis Tivoli Palácio de Seteais: à noite no museu

Alerta excêntricos, criados de um dia para o outro ou não: uma das grandes novidades do Tivoli Palácio de Seteais é o programa “Own a Palace for a Day” (30 mil euros), que, como o próprio nome indica, permite que o hotel de luxo em Sintra seja vosso por um dia. Todo vosso: os 30 quartos (incluindo a impressionante suite diplomática e os cinco quartos deluxe), os salões cheios de frescos e outras obras de arte impecavelmente recuperadas e restauradas pela Fundação Ricardo Espírito Santo, os jardins ao estilo francês e a piscina com vista para o mar de um lado e para o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros do outro.

Regresso ao passado: o Maxime renasceu como hotel
Hotéis Regresso ao passado: o Maxime renasceu como hotel

"Já fui aqui tão feliz". As palavras são de um antigo cliente do bar, que, entrando porta adentro, foi assolado por boas memórias. Quem conta o episódio é António Gonçalves, administrador do Grupo Hotéis Real, cadeia que não só devolveu o Maxime a Lisboa (embora reinventado) como ampliou a experiência. E ampliar a experiência significou ocupar os pisos superiores do edifício, outrora com escritórios e onde agora encontramos 70 quartos standard (um deles para pessoas com mobilidade reduzida) e mais cinco temáticos com 25 metros quadrados cada. Já subimos o elevador. Vale a pena voltar atrás: a experiência começa logo à entrada com um peepshow. Numa parede, encontra um pequeno buraco a que vai querer dedicar um segundo ou dois: é que ao espreitar vemos uma criação da artista Diana Coelho, profissional do cruzamento entre as artes performativas e visuais, que aqui nos diz que as paredes têm ouvidos. Ao espreitar por esse buraquinho vemos um vídeo com caras bem conhecidas: Humphrey Bogart ou Sean Connery, sentados à mesa e rodeados de bailarinas. Uma peça inspirada em factos verídicos por alturas da II Guerra Mundial, quando Lisboa era um ninho de espiões e as bailarinas vendiam informações de uns a outros. Logo a seguir, não uma cara mas uma peça também conhecida dos antigos clientes. O grande balcão do Maxime está lá, aquela que chegou a ser a maior barra da Europa não foi a lado nenhum, num espaço que acumula como bar e restaurante (liderado pelo chef Luca Bordino) e onde se

Neya Hotel Lisboa: pegada e dormida ecológica
Hotéis Neya Hotel Lisboa: pegada e dormida ecológica

Preparado para uma estadia ecológica no meio da cidade?  Carimbado com selos de sustentabilidade e ecologia, o Neya é um eco-hotel que aquece a própria água, faz reciclagem de resíduos e tem bicicletas para os hóspedes. Quem dorme por aqui vai carregar o peso das responsabilidades sociais e ambientais – e ninguém fica ilibado no que toca ao futuro do planeta. 

12 novos hotéis em Lisboa
Hotéis 12 novos hotéis em Lisboa

Cama, mesa e roupa lavada pode ser um objectivo de vida tão válido como sonhar com uma casa no campo ou um saudoso emprego das 9 às 5. Pernoitar num hotel pode ajudar a alcançar a meta, ou sonho, de não ter de fazer a cama, de preparar uma refeição ou de engomar a roupa. E a cidade está cheia deles, alguns ainda a cheirar a novo. O mais recente inaugurou no início de Outubro e renova uma das mais antigas casas dedicada ao burlesco de Lisboa: o Maxime, na Praça da Alegria. Recomendado: Os 18 melhores hotéis com SPA em Lisboa

Os melhores hotéis em Lisboa
Hotéis Os melhores hotéis em Lisboa

Passa por cá a correr ou vem para ficar? Quer namorar ou fazer amigos? Traz a família toda a reboque ou chega só e abandonado? Saiu-lhe o Euromilhões ou já está a contar tostões? Seja qual for o seu perfil de turista e o seu ideal de férias, juntámos os melhores hotéis em Lisboa para todos – nenhum com menos de 9 na pontuação atribuída pelos hóspedes no Booking. Escolha o seu preferido e faça bom proveito.

Hotéis bons e baratos em Lisboa
Hotéis Hotéis bons e baratos em Lisboa

Hotéis em Lisboa há muitos e difícil é arranjar uma boa pechincha. Andámos à caça de hotéis baratos em Lisboa e descobrimos oito bons, com preços entre os 50 e os 70 euros por noite. Se o preço não for um problema, espreite os melhores hotéis de luxo em Lisboa. E se vier em clima de romance, vale a pena espreitar os melhores hotéis românticos em Lisboa.

Os melhores hotéis românticos em Lisboa
Hotéis Os melhores hotéis românticos em Lisboa

Que Lisboa é a cidade mais romântica já nós sabíamos, mas que tinha tantos hotéis para levar as escapadinhas românticas a um novo nível foi uma surpresa. Seja com pequenos-almoços na cama ou vistas de cortar a respiração, os melhores hotéis românticos em Lisboa não desiludem.

Os melhores hotéis de luxo em Lisboa
Hotéis Os melhores hotéis de luxo em Lisboa

Dos clássicos incontornáveis que já pertencem à história da cidade, aos mais recentes que apostam no design ou no conceito boutique, estes são os melhores hotéis de luxo em Lisboa. Destinados a um público alvo muito específico, com sangue azulado a correr-lhe nas veias, estes hotéis nasceram e existem para todos os que se recusam a abdicar dos seus caprichos.

Os melhores hotéis com jacuzzi no quarto em Lisboa
Hotéis Os melhores hotéis com jacuzzi no quarto em Lisboa

Entre os melhores hotéis de Lisboa, há uns que convidam mais ao romantismo. Não é fácil encontrar um hotel que tenha jacuzzi no quarto mas a verdade é que se tiver uma banheira aos pés da cama ou no terraço, com água aquecida borbulhante, tudo fica melhor. Reunimos os melhores hotéis com jacuzzi no quarto em Lisboa.   RECOMENDADO: Os melhores hotéis com spa em Lisboa

Os 20 melhores hotéis boutique em Lisboa
Hotéis Os 20 melhores hotéis boutique em Lisboa

Lembra-se de quando a sua avó dizia que ia à boutique? Na altura, em tempos que a fast-fashion não dominava o mundo, uma ida a uma loja de roupa era um evento com direito a um francesismo. Algumas décadas depois, o requinte do termo alargou-se à hotelaria, passando a nomear pequenos hotéis de luxo, quase sempre discretos e com uma arquitectura de autor ou de matriz histórica. Os hotéis boutique distinguem-se também pelo ambiente acolhedor e pela descontracção que leva os hóspedes a sentirem-se em casa (mesmo estando a dividir um T15 com pessoas que não conhecem). Espreite a nossa lista com os 20 melhores boutique-hotéis de Lisboa.  Recomendado: Os 14 melhores hotéis com piscina em Lisboa

icon-chevron-right
icon-chevron-right