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Dahlia
Mariana Valle Lima

Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Após um inesperado travão, a restauração está a renascer. Há novos restaurantes em Lisboa, e aqui pertinho, nos quais vale a pena fazer uma reserva.

Escrito por
Cláudia Lima Carvalho
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As novidades na restauração multiplicam-se de tal forma que, à medida que damos conta destes restaurantes que abriram nos últimos meses, novas mesas já nos esperam. Felizmente, a pandemia começou a dar tréguas e aqueles projectos que tinham ficado em suspenso dão-se agora a conhecer. Há restaurantes a piscar o olho à estrela Michelin, comida democrática, refeições para qualquer hora, pratos daqui e do mundo. Fizemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa, e aqui à beira, abertos nos últimos meses. Não se sinta desactualizado e marque já mesa – é só escolher o que mais lhe apetece hoje.

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Os melhores novos restaurantes em Lisboa

  • Restaurantes
  • Cascais

Cascais foi o sítio escolhido por Tiago Penão para realizar um sonho antigo: abrir um restaurante japonês onde pode brilhar em equipa ao mesmo tempo que nos ensina um pouco da sua arte. O nome escolhido é o mesmo do estilo de cozinha japonesa que numa tradução literal significa “cortar e cozinhar”, mas que vai muito para além disso, focando-se na proximidade entre chef e quem à sua frente se senta – à frente porque é à volta de um balcão onde se sentam pouco mais de dez pessoas que tudo acontece. Apesar de ser possível escolher à carta, para quem tem menos apetite ou pouco tempo para a refeição, o ideal é entregar-se a um dos dois menus de degustação, Saikai (50€), o mais pequeno e que significa união, e Danketsu (90€), reencontro em português. “Porque esta equipa que está aqui foi a equipa que ganhou a estrela no restaurante Midori. Trabalhámos muito tempo juntos e agora conseguimos juntar-nos todos outra vez”, explica o chef. A ideia é que quem aqui se senta não tenha de pensar no que vai comer, estabelecendo uma relação de confiança com o chef. Um dos momentos mais marcantes da refeição acontece no sushi: são oito niguíris ao estilo edomae, uma técnica antiga onde todo o peixe passa por uma cura, em sal ou em algas, com um arroz sem adição de açúcar e trabalhado com três vinagres, um branco e dois feitos com o mosto do saké.

  • Restaurantes
  • Fusão
  • Estrela/Lapa/Santos
  • preço 2 de 4

O passa-a-palavra e a extensão até à esplanada do Fun Track, na Doca de Alcântara Rocha, têm vindo – e bem –, a tirar o The Chippy da sombra. Quase escondido no hub gastronómico WEAT, o britânico Justin Brown está a provar como o célebre fish and chips pode ser um assunto sério na gastronomia. Envoltos num polme de cerveja rijo, crocante e seco, há dois peixes à escolha, bacalhau fresco e peixe-galo, e acompanham com uma batata frita cortada à mão (11,50€-12,50€) e um molho à escolha. Mas se as atenções se viram imediatamente para o fish and chips, aqui também vale a pena provar as tartes (12,50€) que também têm fama no Reino Unido: há de frango e cogumelos, bife e rim, carne picada e cebola e vegan. As cervejas são da casa, blonde e IPA, e para sobremesa peça umas barras de chocolate Mars panadas, servidas com chantily – sim, isto existe.

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  • Restaurantes
  • São Vicente 
  • preço 3 de 4

Lara Espírito Santo e George McLeod deixaram a Comporta para abrir em Alfama um restaurante, onde a preocupação em mudar o mundo é o mais importante. Chama-se Sem precisamente porque aqui não se usa nada que não seja estritamente necessário. Os produtores seleccionados praticam agricultura regenerativa e os ingredientes, usados na sua totalidade, ditam o menu – os pratos de hoje podem não ser os de amanhã. Não há desperdício alimentar, não se usam plásticos e foi criado um sistema para que seja gerada a menor quantidade possível de lixo. É Sem, mas o sabor está lá por inteiro em pratos que têm tanto de imaginativo como de sabor, seja no menu de degustação (45€) ou no menu do bar de vinhos (todos naturais), mais informal.

  • Restaurantes
  • Princípe Real

O sítio é pequeno e quase passa despercebido a quem passa na Rua da Escola Politécnica. A carta não tem que enganar: para comer há apenas sandes de cachaço, croquetes de cachaço e sopa. E o nome do espaço não é só para abrir o apetite: aqui sujam-se realmente as mãos. Ora se engorduram os dedos com o molho da sandes, ora é a carne que quase cai do pão e que obriga a uma ligeira ginástica rítmica entre mãos e boca. Depois de uma vida dedicado à gestão, Luís Cabral, que abriu o Sujamãos com João Arbués Moreira, decidiu que estava na altura de parar. “O que me apetecia fazer agora era uma coisa destas, um espaço com boa música, onde se bebessem umas imperiais, se comessem umas sandes de cachaço e se sujassem as mãos”, diz. “Para mim, sempre foi uma iguaria.” As imperiais (1,50€) têm um preço difícil de bater na zona no Príncipe Real, os croquetes (1,30€) podem ser pedidos normais ou picantes e as sandes (4,50€) vêm recheadas com pedaços de cachaço de porco bem tenro e suculento – não são picantes para que possam servir a todos, crianças inclusive.

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  • Restaurantes
  • Cubano
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 1 de 4

Era para ter começado como uma carrinha de street food à beira-rio, mas o pequeno restaurante na Rua de O Século acabou por abrir primeiro. Não há lugares sentados, só uns bancos à porta que podem dar jeito na hora de esperar pelo pedido – a ideia é que pegue na comida e vá, por exemplo, para o jardim do Príncipe Real. Sob a consultadoria de Maurício Vale, chef executivo do SOI e do Asian Lab, no Los Manolos há comida gulosa ao melhor estilo da street food de Miami, que tem tanto de americana como das comunidades que ali fizeram vida, em especial a cubana. Daí que um dos bestsellers seja precisamente a Cuban sandwich (11,50€), uma sandes em pão cubano com porco assado cítrico, fiambre de leitão, queijo suíço, pickles e mostarda. E não falta o Maine lobster roll (16€), uma espécie de cachorro quente de lagosta fresca em pão brioche, maionese de kimchi e manteiga de alho e gengibre. Para partilhar, há ainda croquetes venezuelanos de queijo com creme de abacate e jalapeño com molho barbecue (5,50€), batatas fritas crocantes com queijo fundido e tacos com camarão panado, molho de lagosta, coleslaw, requeijão e salada marroquina (8,50€). A carrinha à beira-rio vem já a seguir.

  • Restaurantes
  • Pizza
  • Lisboa
  • preço 2 de 4

Com seis restaurantes em Madrid e um em Ibiza, a Totale Pizzeria Pop chegou a Lisboa para dar a provar “pizzas de alta qualidade a um preço justo”. Quem o diz é Tiago Pereira, um dos sócios e o responsável pelo restaurante na Praça José Fontana, em frente ao Liceu Camões. Aqui, as pizzas são artesanais e têm quantidades mínimas de gorduras adicionadas. As massas são elaboradas com farinhas seleccionadas, passando por um período de fermentação mínimo de 72 horas, existindo quatro variedades à escolha. Os ingredientes são quase todos italianos e de qualidade, oriundos da sua fábrica – já os frescos vêm do Mercado 31 de Janeiro, ali ao lado. A experiência no restaurante está pensada para ser rápida e prática: o pedido é feito através de um formulário em papel que é entregue ao balcão. Depois, pode optar por esperar à mesa ou dar uma volta pelas redondezas (receberá um pager que o informa de quando o pedido estiver pronto). Os nomes das pizzas remetem para referências da cultura musical e pop. A Thriller (13€), por exemplo, tem creme de abóbora piemontesa, mozzarella fior di latte, pancetta romana fumada, queijo pecorino romano e queijo scamorza, numa associação ao Halloween mas também à música de Michael Jackson, enquanto a Enola Gay (13€) tem mortadela de Bolonha com trufa, mozzarella fior di latte, queijo de cabra, cebola caramelizada e rúcula.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Cascais

Foi durante mais de duas décadas o típico restaurante de comida tradicional em que marido e mulher tomam conta da casa e tratam os clientes como se fossem família. O “Senhor Manuel” ficava na cozinha, a “Dona Gina” na sala e, à mesa, chegavam sempre travessas cheias, a preços simpáticos. Nos últimos tempos, porém, Manuel Trindade Castro adoeceu, e antes de se afastar quis garantir que este seu canto emblemático em Cascais não se perdia. O proprietário ainda conseguiu escolher quem para ali iria, mas não chegou a ver a casa renovada, pelas mãos de Frederico Vidal, responsável também pelo conhecido restaurante Páteo do Petisco. “Infelizmente, acabou por não resistir e sem o ter nesta transição não nos fez sentido manter tudo igual, já não era a mesma coisa”, acrescenta, explicando ter sido feito um “upgrade”, respeitando sempre a cozinha tradicional e a história da casa. A carta não é extensa, mas como bom restaurante tradicional tem sempre sugestões do dia – quando a Time Out por lá passou, havia, por exemplo, uma caldeirada de peixe (13,50€) e um entrecosto de porco com esmagada de batata (12,50€). As arrozadas, que deram fama à casa, têm direito a uma entrada específica no menu. Há arroz de cabidela (14€), de pato (14€), de polvo (14€), de lavagante (29€) e de lingueirão (14,50€). Nas carnes, está lá o bife do lombo à Pereira (14€), mas também há novidades como os secretos de porco preto com migas (13,50€) ou o tomahawk, com aproximadamente 900 g (50€/kg).

  • Restaurantes
  • Cais do Sodré

O novo restaurante da Calçada do Ferragial está pronto há um ano, mas a pandemia manteve-o fechado. Agora, finalmente de portas abertas, convida a cidade a ver o Josper em acção. O equipamento, que combina churrasqueira e forno num só objecto, não só é uma referência entre chefs e restaurantes por todo o mundo, como a verdadeira pièce de résistance do projecto de Robson Oliveira. Natural de Brasília, o chef é historiador, especialista em cozinha francesa e mestre em ciências gastronómicas. Mas assume-se, sem hesitar, um artista. Os seus pratos, diz, são obras efémeras: para ver, cheirar, sentir, provar e até ouvir, desde a primeira à última garfada. Pensados para tirar partido da sazonalidade, são inventivos e coloridos. Com uma cozinha totalmente aberta, atrás do balcão corrido que percorre toda a largura do espaço, o Bono promete apostar em técnicas clássicas, fumados na brasa e produtos locais. No menu, os pratos principais competem com as sobremesas e os cocktails, servidos como peças de arte.

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  • Restaurantes
  • Cais do Sodré

“Chefs que gostam de má música não sabem cozinhar.” Quem o diz é o britânico Adam Purnell, que deixou Berlim este ano para abrir no Cais do Sodré um listening bar que garante ser “um restaurante a 100%”. A descrição pode ser confusa, mas de forma simples e resumida o Dahlia é o sítio aonde se vai para ouvir música (vinil, apenas), através de um sistema de som clássico e de alta qualidade, para beber um bom vinho natural e comer o que a época tem para oferecer. Apesar de o foco parecer estar na música e nos vinhos naturais, com uma carta com cerca de 30 referências (portuguesas e de países como França, Espanha, Itália ou até Nova Zelândia), a comida é preparada com todo o cuidado e técnica. “Todos os dias, os chefs vão ao mercado, temos fornecedores locais, usamos tudo o que é da época e o mais local possível”, garante Adam. Na carta, há três entradas, quatro pratos de vegetais (todos disponíveis em opção vegan), quatro pratos de carne e peixe e duas sobremesas. “Não é uma lista gigante.” Até porque mudará conforme os ingredientes da estação.

  • Restaurantes
  • Nepalês
  • Baixa Pombalina
  • preço 2 de 4

Aos 23 anos Hari Chapagain trocou o Nepal pela Europa. Passou pela Alemanha, por Espanha e, em 2015, criou raízes em Portugal. Seis anos depois – e com uma passagem pelo Yakuza, de Olivier –, conseguiu finalmente concretizar o seu sonho: abrir o seu próprio restaurante. O Oven abriu no número 232 da Rua dos Fanqueiros, em plena baixa lisboeta, e combina os sabores da Índia com o Nepal. O nome é uma referência à estrela do restaurante e que se destaca na cozinha aberta para a sala: um majestoso forno tandoor, feito na Índia, especialmente para este restaurante. É por aqui que passa grande parte do menu, dos famosos pães naans (2,95€-4,95€) ao frango ou borrego. Aqui tanto pode provar pratos típicos como o Butter chicken (10,95€), frango com manteiga cremosa, amêndoa, molho de tomate e especiarias, como descobrir especialidades menos convencionais como o Goan salmon (14,95€), um salmão com leite de coco, especiarias Oven, molho de tamarindo, caril e um toque de sementes de mostarda – sempre com uma apresentação cuidada e num ambiente sofisticado.

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  • Restaurantes
  • Brasileiro
  • Benfica/Monsanto
  • preço 1 de 4

Há uma frase, mesmo por cima da cozinha, que define o mote desta nova Lanchonete: “Pessoas que gostam de comer são sempre as melhores pessoas.” E aqui come-se muito daquilo que se come nas lanchonetes do outro lado do Atlântico: pastéis de feira, pão de queijo, coxinhas, hambúrgueres e lanches brasileiros. Tudo aquilo que Pedro Bento já nos tinha dado a descobrir em 2019, quando deu uma nova vida à casa mãe em Belém. O sonho de crescer e não ficar apenas por ali, no mesmo sítio em que o pai havia aberto, em 1986, a Raio Laser Pastelaria e Lanchonete Lda, existia desde o momento em que Pedro assumiu o negócio. A carta é a mesma que existe n’A Lanchonete em Belém e por isso não faltam coisas boas. Às sextas e sábados, os clientes habituais já sabem, e Benfica está agora a descobrir, é dia de feijoada à brasileira (9,50€) – um dos grandes sucessos da casa.

  • Restaurantes
  • Grande Lisboa

Há muito tempo que estava prometido e era só o que estava a faltar num dos museus mais badalados de Lisboa: um restaurante. Depois da cafetaria que abriu no final do ano passado, é a vez do maat Kitchen receber clientes. O restaurante é do Grupo Mercantina, mas distingue-se pela aposta no fine dining. Se de um lado fica o maat Kitchen, do outro fica o maat Café e o Riverside Bar & Bistro, que ocupa o lugar da cafetaria depois das 18.00, estando os dois espaços divididos apenas por um balcão e um jogo de cores. Mas é para o restaurante que se viram as atenções. Natanael Silva é o chef executivo e Bruno Salvado o chef residente e o menu divide-se entre pratos para partilhar, carne, peixe, arrozes e brasa, tudo dentro da gastronomia mediterrânica. 

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  • Restaurantes
  • Cascais

Qualquer que seja o plano, o mais certo é o EMMA encaixar como uma luva. O restaurante na Praia da Conceição, em Cascais, tanto é perfeito para um petisco em dias de praia, como é uma óptima solução para almoçar ou jantar com vista para o mar sem pôr o pé na areia. Dá para levar os miúdos, mas também para uma saída a dois. E não é por acaso: foi tudo pensado para responder às necessidades da zona, sempre muito procurada, ou não fosse em cima da praia, com vista para a Marina de Cascais. Quem por lá anda saberá que o restaurante já ali existe há algum tempo, embora não com esta vida. Era o Bar da Praia – se dúvidas existissem sobre a localização –, mas em Abril, juntamente com uma renovação que lhe deu maior luminosidade, em tons brancos e azuis, ganhou também um novo nome: EMMA. E uma nova carta, que não podia ser mais sinónimo de Verão. Há uma salada de polvo fresquíssima (7€) e umas amêijoas à Bulhão Pato (200 g, 15€), uns enxutos peixinhos da horta (5€), um choco frito com maionese de coentros (8€), uns pimentos Padrón com flor de sal de malagueta (4€), umas gulosas gambas ao alhinho (8€) ou um pica-pau de novilho com pickles de cenoura e demi glace (9€). O cheesecake americano de maracujá (6,5€) é o remate perfeito para os dias de calor.

  • Restaurantes
  • Vegano
  • Grande Lisboa

Chama-se AlterEgo, pertence ao grupo Atalho – especializado em carne –, e oferece street food vegan. O restaurante abriu em Julho de 2021, no Mercado de Campo de Ourique, e apresenta um novo conceito no que respeita a refeições vegan. Prima pela semelhança à carne, tanto no aspecto exterior, como no sabor. Há empanadas, chamuças, salsichas, hambúrgueres e tacos para desfrutar. 

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