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Ceia
Francisco Romão Pereira

Os melhores novos restaurantes em Lisboa

É difícil acompanhar o ritmo da cidade? Damos-lhe uma ajuda e indicamos-lhe os novos restaurantes em Lisboa que não vai querer perder.

Editado por
Cláudia Lima Carvalho
e
Teresa David
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As novidades na restauração multiplicam-se de tal forma que, à medida que damos conta dos restaurantes que abriram nos últimos meses, novas mesas já nos esperam. Felizmente, os projectos que tinham ficado em suspenso dão-se agora a conhecer. Há restaurantes de alta-cozinha, comida democrática e street food, refeições para qualquer hora, pratos daqui e do mundo. Fazemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa, abertos nos últimos meses. Não se deixe sentir desactualizado e marque já uma mesa – é só escolher o que mais lhe apetece hoje.

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Os melhores novos restaurantes em Lisboa

  • Restaurantes
  • São Vicente 
  • preço 4 de 4

A mesa rectangular, com lugar para 14 pessoas, continua a estar no centro da sala. Também lá permanece um quadro a óleo, livros, peças em cerâmica e focos de luz. Tudo simples, requintado, bonito. Estamos de volta ao Ceia – o restaurante intimista no interior do Santa Clara 1728, um pequeno hotel apalaçado, na Graça –, que reabriu em Maio, quase três anos depois de ter encerrado com a saída de Pedro Pena Bastos, quando se mudou para o Cura, onde viria a conquistar uma estrela Michelin. Quem nos recebe agora é o novo chef, Diogo Caetano. A sua descontracção e simpatia faz antever o ambiente do jantar prestes a começar: divertido e descontraído, ainda que sofisticado. À mesa do Ceia, o chef de Mira de Aire, com um currículo feito na alta-cozinha, leva-nos numa viagem gastronómica pelas várias paisagens do país, do fundo do mar à floresta, num menu de degustação de vários momentos (100€/150€ com harmonização de vinhos, 130€ com harmonização de sumos), que aposta na sazonalidade e nos produtos locais.

  • Restaurantes
  • Grande Lisboa

A julgar pelas redes sociais, e pela afluência que se verifica poucos meses depois da sua abertura, podemos dizer que a Casa Reîa é já um dos destinos de Verão. Com capacidade para receber mais de 300 pessoas, o bar na praia do Pescador é um sítio sofisticado, e ao mesmo tempo descontraído, onde pode provar os pratos frescos do chef israelita Udi Barkan e do chef brasileiro Dário Costa, ao mesmo tempo que se refresca com uma das muitas bebidas na carta. As cenouras grelhadas com crème fraîche, citrinos e pistáchio (16€) são um dos pratos favoritos, e para beber o melhor é deixar-se levar pelos vinhos, com opções vindas de vários países do mundo. Além de restaurante, funciona como loja, café, e venue para eventos (musicais e não só).

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  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade

O Hotel Hotel abriu as portas à cidade através do Animal, um restaurante pensado para ser um oásis, com cocktails de fim de tarde e uma carta suficientemente eclética para agradar a todas as faunas. Antes sequer de abrir a ementa, é o espaço a ditar as primeiras impressões – sofás confortáveis, néons dignos de Instagram, lugar para 80 pessoas e uma inspiração tropical que invade o interior da sala. Não há como evitar – os olhos pendem para o lado de fora, um pátio nas traseiras do hotel, onde uma piscina e um deck com espreguiçadeiras servem os hóspedes do hotel e há um jardim vertical (dos suecos Vertical Garden Design) que, entretanto, já ganhou vida própria. Mas foquemo-nos no que mais interessa. Se o balcão de sushi logo à entrada, o bar bem apetrechado e a janela para a cozinha nos sugeriam, logo à entrada, uma multiplicidade de confecções, a carta do Animal não deixa dúvidas – as opções vão das refeições ligeiras e plant based à carne maturada. Pelo meio, um piscar de olho às cozinhas do mundo que inclui Japão, Itália e Peru. Um menu com assinatura de Carlos Soares, o homem que deixou o restaurante de praia do Vila Joya, em Albufeira, para rumar a Lisboa e construir um menu do mais eclético que há.

  • Restaurantes
  • Chiado/Cais do Sodré

Era uma padaria de bairro, ponto de encontro de moradores na zona, que ali tinham o ritual de tomar o seu café. Em meia dúzia de meses, a Padaria Renascente, nome marcado num bonito fresco no tecto, deu lugar ao Magnólia, um bar de vinhos e petiscos (e em breve de brunch também). O ponto de encontro, esse, mantém-se, agora ao final do dia. A pequena esplanada enche-se em menos de nada e prolonga-se para lá da estrada, para a Praça das Flores, cada vez mais cheia de vida. Tem sido assim desde que Camila Martins e Yves Callewaert abriram o Magnolia. O nome é o das flores que existem naquele pequeno jardim, mas é também do filme de 1999 de Paul Thomas Anderson. Antes de abrir o Magnolia, Camila estava no Café São, não muito longe daqui, na Rua de São Bento, mas o bichinho para abrir um espaço seu já existia há algum tempo e acabou por desafiar Yves, fotógrafo belga em Lisboa há 14 anos, conhecido por organizar belas jantaradas em casa. A carta é muito simples, até porque a ideia é variar os petiscos que Camila prepara na pequena cozinha. Para acompanhar, as atenções viram-se para os vinhos, nem só naturais, nem só portugueses. A ideia é ter uma carta de brunch durante o dia e outra de petiscos para entardecer.

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  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Ao passar na Rua de Santa Marta é impossível desviar o olhar do número 25. Ainda não tinha aberto e já dava nas vistas pelos janelões que permitem espreitar para dentro: um pé-direito bem alto, luminoso e de tons claros, com algumas plantas à mistura. É assim o Avenida Restaurant & Bar, no novo Browns Avenue: um restaurante virado para a rua com uma carta versátil, mas muito focada na carne. A aposta é de Pedro Luz, que com a chancela Brown’s tem outros dois hotéis (Apartments e DownTown), na Baixa, e a quem devemos os saudosos Alcântara-Café e Alcântara-Mar. Durante a semana, há um menu executivo, que inclui uma sopa, um prato e uma sobremesa pelo preço fixo de 19€. A carta, porém, é mais flexível. Há pratos rápidos, que também podem servir como entrada, como o carpaccio de bacalhau fresco (18€), ou os peixinhos da horta (8€), mas também opções frescas como a salada de lavagante (26€). A maior selecção recai nas carnes, sendo o chuletón com flor de sal e tomilho (38€) o grande destaque, dando à vontade para duas/três pessoas. Aos fins-de-semana, prevalece o brunch buffet (25€) com todas as opções habituais desta grande refeição. 

  • Restaurantes
  • São Sebastião

Não há Verão que o Ritz não tenha uma novidade pensada não só para hóspedes, mas para todos aqueles que queiram entrar no luxuoso hotel, sem precisar de fazer check-in. Para este ano, abriu o Ritz Pool Bar, um restaurante e bar de ambiente descontraído, colado à piscina e com vista para o Parque Eduardo VII. Ocupando a estrutura circular original de 1959 no terraço do hotel, este espaço estava prometido há algum tempo e inaugurou neste Verão com um menu bem fresco, feito pelo chef-executivo da casa, o francês Pascal Meynard. A carta é curta, mas certeira. Está lá a salada caesar (26€ com frango/28€ com camarão) e a sandwich club (24€), com ovo, frango, bacon, alface romana e tomate, que se esperam de um bar de piscina do género, mas também é possível pedir, por exemplo, tacos de camarão (25€/3uni), ceviche de atum (28€) e carpaccio de novilho (26€). Há um hambúrguer de novilho wagyu (30€) e um lobster roll (36€), que promete dar que falar.

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  • Restaurantes
  • Alcântara

A destreza com que William Vargas domina a faca, que a olhos leigos se confunde com uma catana, impressiona. Diz-nos o chef que foi feita por um artesão, aquando da abertura do Omakase Ri, em Alcântara, em meados de Junho. É com ela, e com as mãos, que trabalha o sushi, ao jeito tradicional, que é depois servido ao balcão, onde só cabem sete pessoas. “O estilo omakase significa deixar nas mãos do chef”, diz, para justificar o nome do restaurante. O processo é este: “Vou ao mercado de manhã, escolho os melhores produtos, faço o envelhecimento do peixe, as técnicas de cura.” E depois, isso resulta num menu de 15 momentos (65€), que varia todos os dias consoante o que estiver disponível no mercado. No dia em que a Time Out visitou o Omakase Ri, provou um sashimi de lírio do Japão; um tsumetai edamame, com carapau e gengibre; vários niguiris, que nos chegam com os mais variados peixes, entre os quais o shima-aji (aqui com yuzo), o pregado, e três partes do atum, entre outras peças. Para uma experiência mais completa, pode sempre optar pelo pairing de saké (30€).

  • Restaurantes
  • Princípe Real

Restaurantes de comida tradicional há muitos, nem tantos a abrir, e poucos com um chef com nome feito na praça a dar-lhe forma. É isso o Pica-Pau, um restaurante que bebeu das receitas de Maria de Lourdes Modesto, em pleno Príncipe Real e com Luís Gaspar, da Sala de Corte, aos comandos. Açorda de gambas à segunda-feira, mão de vaca com grão à terça, filetes de pescada com arroz de tomate e coentros à quarta, cozido à portuguesa à quinta e arroz de cabidela à sexta. Eis os pratos do dia deste novo restaurante – que nasceu no lugar do antigo Pesca, de Diogo Noronha –, sempre disponíveis ao almoço e ao jantar com o preço único de 12€. O sábado é dia de massada de garoupa e camarão (18€) e ao domingo come-se cabrito assado com arroz de forno e grelos (20€). Maria de Lourdes Modesto e o seu Cozinha Tradicional Portuguesa serviram de bússola a Luís Gaspar, tal como o clássico Tesouro das Cozinheiras, de Mirene, e o próprio gastrónomo Virgílio Nogueira Gomes. A carta não tem que saber. Além dos pratos do dia, divide-se entre petiscos e principais. Na primeira parte, está, por exemplo, o pica-pau que dá nome à casa (14€). O couvert não é de se deixar passar. O pão de Mafra chega à mesa quente, acompanhado de manteiga dos Açores e molho Pica-Pau (3€) – isso mesmo, o molho do pica-pau. Nas sobremesas (4€), está lá a doçaria tradicional, claro: farófias com leite creme, mousse de chocolate, arroz doce e pudim abade de priscos.

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  • Restaurantes
  • Chiado

Num espaço fechado há muito tempo, num largo no Chiado que se faz de restaurantes, nasceu o Cru, com uma carta essencialmente de sushi. A aposta é do grupo Fullest, que tem restaurantes como a BYF Steakhouse ou a Bellalisa Valmor. Cru é o peixe que é servido, mas também o ambiente do espaço, de paredes despidas, em betão, mas ainda assim cheio de onda. A carta é grande o suficiente para agradar a puristas amantes do tradicional e fãs do sushi de fusão. 

  • Restaurantes
  • Italiano

Primeiro uma mercearia, depois um libanês e agora um italiano. Assim são as várias vidas deste espaço na Rua Amarela, em Cascais, que no final de Junho deste ano abriu portas como La Cosa Nostra Pastas & Pizzas. Qualquer uma das nove pizzas disponíveis no menu são feitas com massa fermentada durante 48 horas. Já nas pastas, há receitas simples como a Penne alla Amatriciana, com barriga fumada tipo artesanal e molho de tomate, bem como edições limitadas de Verão, caso da Tagliatelle al Limoni com molho de limão e queijo grana padano DOP.

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  • Restaurantes
  • Japonês

O espaço é pequeno, mas cheio de pinta. Um balcão para menos de 20 pessoas, iluminado em parte por néons vermelhos. O ambiente é frenético: a música está alta, as pessoas falam alto e na cozinha à nossa frente é difícil acompanhar o ritmo acelerado (mas não menos regrado) com que tudo acontece. É assim o Izakaya, o novo restaurante de Tiago Penão, o chef do Kappo, que fica a poucos metros dali. E são assim os izakayas no Japão. De forma curta, e simplista até, podem definir-se como sítios onde se serve comida para acompanhar a bebida. Como boa tasca japonesa, não faltam opções de saké para acompanhar a refeição, a copo (8€-18€) ou à garrafa (71€-250€), mas também cocktails clássicos dos izakayas. Quanto à comida, há muito por onde escolher, doses pequenas e várias, a pedir uma partilha ao balcão. “Isto é uma coisa muito virada para a comida do dia-a-dia. Uma grande vertente são os yakitoris e depois temos os otsumamis, que são literalmente petiscos”, aponta o chef. Na dúvida, entregue-se nas mãos de quem sabe e faça o menu Omokase (65€).

Mais novidades gastronómicas

  • Restaurantes
  • Italiano

Do risotto e das pizzas em forno de lenha à massa fresca, não esquecendo a burrata, o tiramisù e as bebidas típicas, como o limoncello, o aperol ou o negroni. Os portugueses ainda dizem "ciao" e "prego" à gastronomia vinda de Itália, que continua a ser uma das favoritas e indispensáveis na oferta da cidade. Prova disso são os vários restaurantes italianos em Lisboa que apareceram nos últimos tempos e aos quais não faltam clientes, ansiosos por uma boa dose de hidratos de carbono.

  • Restaurantes
  • Japonês

A vida retoma a (quase) normalidade e as novidades gastronómicas sucedem-se em Lisboa. Nos últimos meses, apareceram na cidade e arredores novos restaurantes japoneses que prometem dar que falar – na verdade, alguns já têm dado e a prova disso é a dificuldade em arranjar mesa. Há propostas arrojadas onde reina a fusão e casas onde manda a tradição, sem grandes espalhafatos. Há preços em conta, mas também contas que podem pesar mais porque os restaurantes não são todos iguais – e ainda bem que assim é.

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