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© Francisco Romão PereiraSugoi!

Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

É difícil acompanhar o ritmo da cidade? Damos-lhe uma ajuda e indicamos-lhe os novos restaurantes em Lisboa (e aqui ao lado) que não vai querer perder.

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As novidades na restauração multiplicam-se de tal forma que, à medida que damos conta dos restaurantes que abriram nos últimos meses, novas mesas já nos esperam. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há restaurantes de alta-cozinha, comida democrática e street food, refeições para qualquer hora do dia, do pequeno-almoço ao jantar, pratos daqui e do mundo. Fazemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores, abertos nos últimos meses. Não se deixe sentir desactualizado e marque já uma mesa – é só escolher o que mais lhe apetece hoje

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Os melhores novos restaurantes em Lisboa

  • Estrela/Lapa/Santos

Cynthia Bitar é focada. Enquanto há mesas para servir não há quem a veja. Da cozinha só sai quando o serviço está terminado ou, pelo menos, muito bem orientado. Há anos que é assim, embora em Lisboa a aventura seja recente. O Touta abriu junto à Estrela no final de 2023 para nos mostrar que a cozinha libanesa também pode ser criativa, ter assinatura, sem que por isso perca o ADN. Ciosa da gastronomia libanesa tradicional, a chef deixa-se também influenciar pelas viagens que faz e os sítios que conhece. Viveu muitos anos em França, onde aliás se formou no Paul Bocuse Institute, em Lyon. À mesa, é perceptível o cruzamento da cozinha francesa com o Médio Oriente. De um lado, as técnicas, do outro os sabores. Tudo o que pode ser feito em casa é feito em casa, do hummus com sujuk (caseira, ora pois) e uma cesta de pão libanês às batatas harra fritas com raspas de limão. Nos pratos principais, o kebab é um borrego com molho de ginja e iogurte e pão libanês grelhado. Resta dizer que Touta, que dá o nome ao restaurante, é o “petit non” de Cynthia Bitar, que não está sozinha neste projecto. Consigo, estão os sócios-gerentes, também libaneses, Rita e Wael El Haddad.

  • Campo de Ourique

O Maria Food Hub nasceu nos Anjos, em 2021, como montra do bairro inteiro. Agora, encontramo-la também em Campo de Ourique, na Casa Fernando Pessoa, onde nasceu Desassossego by Maria Food Hub. O nome é um aceno ao Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, um dos heterónimos de Pessoa, e calha bem que o único heterónimo feminino do poeta seja Maria José. A coincidência é só essa, mas Miguel Leal e a sua equipa aproveitaram o acaso para “fazer uma brincadeira”: no logótipo do novo restaurante, Maria, de copo de vinho na mão, surge mascarada com um chapéu, uns óculos e até um bigodinho. Já à mesa, a cozinha é, como no irmão mais velho, de inspiração internacional, com opções para todas as dietas e horas do dia, entre opções de pequeno-almoço, como granola caseira, iogurte grego, fruta e mel ou torrada de queijo curado e marmelada; e pratos “mais substanciais” para brunch, almoço e jantar.  O bestseller é a shakshuka verde, com batata-doce, espinafres, bimi (os chamados “brócolos-bebé”, que são um cruzamento de brócolos com couve kailan), pimentos assados e dois ovos escalfados com molho de abóbora, coco e amendoim.

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Abriu no Rio de Janeiro em 1981, pelas mãos de um português, e chegou a Cascais em 2023, graças à sua filha. O espaço elegante é praticamente igual ao do Brasil e serve os grandes clássicos da carta original: a moqueca de peixe, camarão e lulas; o filé bêbado; o pato da fazenda; diversos lombos; pastéis de camarão ou queijo brie. Com uma grande ligação às artes (o que se reflecte nas paredes), o Guimas tem uma identidade vincada e um espírito descontraído de botequim.

+ O que há de novo em Cascais

  • Santa Maria Maior

Um ciclo pode tanto ser uma série de acontecimentos que se sucedem numa ordem determinada, como um conjunto de espectáculos sobre um mesmo tema ou até parte de um fenómeno periódico durante um certo espaço de tempo. São tudo definições do dicionário que se poderiam aplicar também, de alguma forma, ao trabalho de José Maria Neves e Cláudia Abreu da Silva no restaurante que abriram na Mouraria em Fevereiro. O Ciclo é modesto em tamanho, mas ambicioso na missão que se propõe a cumprir: acompanhar o ritmo da natureza e o que esta tem de melhor para dar, sem pressas ou atalhos, prezando sempre a qualidade. Sete anos e muitas aventuras depois, entre Paris e Champagne, o casal decidiu voltar ao ponto de partida, precipitado também pelo nascimento da filha, em 2022. É José Maria quem está na cozinha, enquanto Cláudia controla a sala. A carta é curta e o sonho até seria trabalhar a partir do mercado, sem pratos fechados. Apesar de não ser assim que está a trabalhar, é a teoria que tem aplicado e já se começam a notar uns bestsellers como a couve-flor na brasa, com molho de frango assado e pele de galinha ou o sarrajão com funcho e laranja dalmau. A carta de vinhos, carregada de champanhe, é outro dos destaques.

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É o novo restaurante mexicano do Mercado da Vila, em Cascais. O Azteca aposta nalguns clássicos (como tacos, quesadillas ou alambres, além de diversas entradas) mas também em pratos de fusão que incluem ingredientes portugueses ou de outras origens. 

  • Grande Lisboa

No número 8B da Rua de Macau, a mercearia a granel Ecolonco também é café e espaço de aprendizagens e activismos vários, com programação para todas as idades. A ideia é combater o desperdício e promover-se o consumo responsável. Na zona de café, que inclui uma esplanada e mais meia dúzia de mesas no interior, os menus, um doce e outro salgado, são ajustados diariamente em função dos produtos disponíveis na mercearia. Se estiver com sorte, haverá, por exemplo, tartine do sol, uma tosta com um molho de pimentos e tomate, a que pode acrescentar chouriço, queijo e ovo. Apostam-se ainda nas tostas e nas tartes, que tanto podem ser doces como salgadas, e nos doces, como bolos, cookies e crepes com diferentes molhos. 

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  • Marvila

No 8 Marvila, abriu um restaurante japonês, chefiado por Rui Rosário. Tem um pequeno balcão e umas quantas mesas. O SUGOI! quer prestar homenagem à gastronomia japonesa – e para surpresa de uns e alento de outros, o sushi não entra (pelo menos, para já). Nos pratos de peixe cru, há uma cavala com ponzu e rábano; uma “cebolada” de sarrajão e um choco, wakame e yuzu kosho. E depois há o ramen: o shoyu, com um caldo shintan de frango, shoyu tare, yo tsong, pimenta sichuan, chasu de porco e ajitama; o buta curry mazemen, com noodles, caril de porco japonês, katsuobushi, gema, cebolete e óleo de chalota; e o spicy miso veggie, com um caldo cremoso de vegetais e aveia, miso tare, ma-yu, inari, ajitama e sésamo.

  • São Sebastião

De barra japonesa a balcão ibérico a barra japonesa novamente. No Praia no Parque, a passagem de Lucas Azevedo foi de tal forma marcante que quando se tentou mudar, com a saída do chef, continuou a faltar alguma coisa. Apostou-se em petiscos e numa carta descomplicada, mas a saída de Paulo Alves do Kabuki, restaurante com uma estrela Michelin, não muito longe daqui, acabou por abrir espaço a uma mudança também no Parque Eduardo VII que decidiu voltar a criar um sushi bar. Só funciona ao almoço, de segunda a sexta-feira. Longe da refeição ritualista que Lucas Azevedo impunha, mas ainda assim focado na qualidade do produto, Paulo Alves está solto e feliz. Consigo trouxe Gonçalo Cabral, com quem trabalha há muitos anos. A carta é, à primeira vista, simples, sendo a grande aposta o menu omakase, em que se pede uma entrega ao chef – e há, igualmente, um menu vegetariano.

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  • São Sebastião

Na cozinha, há espaço para o Vietname, para a Tailândia e para a Coreia. No prato, a simplicidade e autenticidade dos sabores asiáticos querem dar a provar criações inspiradas na comida de rua destes países. Do pad thai ao bo bun, dos noodles ao curry, o Street Chow, em Picoas, quer proporcionar uma experiência de comunhão e convívio à volta da mesa. 

Já existia no Rio de Janeiro e abriu em Março de 2024 bem no centro de Cascais. Idealizado pelo chef brasileiro Nelson Soares, aposta na culinária italiana, sobretudo de inspiração transalpina, mas com um conceito influenciado pelo minimalismo nórdico, em que cada prato tem, no máximo, cinco ingredientes base. No Rio de Janeiro, a cozinha é completamente aberta. Ali, como não puderam deitar abaixo a parede estrutural que separa a cozinha da sala, optaram por uma solução diferenciadora: têm uma mesa triangular às portas da cozinha onde finalizam a preparação e o empratamento de todos os pratos, à vista dos clientes. O Sult conta ainda com uma ampla carta de vinhos, com muitas referências de pequenos produtores.

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Na Rua de Santa Marta, o Descalabro quer dar a provar pratos irreverentes, em que se destacam os sabores tradicionais portugueses. Como entradas, tem à escolha a trouxinha de rabo de boi, os espargos grelhados com molho de amêndoa e raspa de gema curada e o polvo com espuma de chouriço. Nos pratos principais, destacam-se o arroz malandrinho de bacalhau com camarão, o skirt steak de vitela maronesa DOP, e ainda as presas com migas de broa, farinheira e brócolos. As três sobremesas encerram a carta: mousse de chocolate com gel de framboesa e crocante de amendoim e chocapic, pudim abade priscos com caramelo salgado e crocante de corn flakes e tarte de limão com merengue de hibisco. 

  • Xabregas

Idealizada antes da pandemia, a Praça acabou por nascer ao contrário do que seria suposto: primeiro veio a venda online de produtos de pequenos produtores; e só depois um espaço aberto ao público, no Hub Criativo do Beato, e que tem vindo a crescer ao seu ritmo. Quase três anos depois, ganhou um restaurante, onde em breve será possível comprar tudo o que vem para o prato. O Refeitório, numa referência aquando ali se fez a cantina dos trabalhadores da manutenção militar, é um restaurante como há poucos na cidade. No menu todos os produtos e produtores vêm identificados. Seja no arroz de míscaros ou na barriga de porco bísaro. Ao almoço, de segunda a sexta-feira, há um menu de almoço mais em conta que, por 15€, inclui prato, sumo, sopa, sobremesa e café. 

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O Aires propõe uma viagem pela Argentina sem sair do Monte Estoril. Tem os tradicionais (e muito famosos) cortes de carne argentina, bem como os vinhos locais, mas também serve especialidades regionais que não é habitual encontrar noutros espaços. Com um ambiente sofisticado e um serviço de gama alta, está prometida uma experiência imersiva pelos sabores argentinos desde as entradas às sobremesas.

  • Parque das Nações

Nas redes sociais, especialmente no TikTok, os hot pots são o novo fetiche dos foodies. E o que são? Alfredo Lacerda explica: "No centro da mesa, está o sítio do hot pot. O hot pot é uma espécie de tacho aberto com divisórias. No último almoço que lá fiz, escolhemos três divisórias para outros tantos caldos: o de Sichuan, picante (nível 3, o máximo), outro à base de cogumelos e outro com polpa de tomate. É nesses caldos que depois vamos imergir os ingredientes. Que ingredientes? A lista é imensa e exuberante. Um dos atractivos dos hot pots, para os chineses são as texturas – e também por isso o Xiaolongkan é um festim de vísceras e miudezas: línguas (de pato, porco, vaca), tripas, tendões, veias. Devemos por isso abraçar a experiência como uma aventura no mundo da anatomia animal."

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  • Princípe Real

No final de 2023, o Príncipe Real ganhou um novo restaurante, inspirado nas barras bascas onde entre cañas, vermut e cava se partilham uns pintxos. A aposta é da Plateform e a carta não tem nada que saber: há tapas individuais e para partilhar, frias e quentes. Do salmorejo às croquetas e à tortilla. Não faltam os ibéricos nem os huevos rotos ou a tarta de queso para acabar. Tudo num balcão dinâmico, cheio de vida e com música sempre a acompanhar.

É um espaço de brunch (e café de especialidade) que abriu no centro de Cascais pelas mãos de um russo que em Moscovo já tinha uma empresa de torrefacção de café. Pretende ser um ponto de encontro para todos, com um menu internacional que inclui diversas especialidades do leste da Europa mas que não se fica por aí, dos crepes aos waffles, passando pelas tostas e pratos mais compostos. Não deixe de experimentar também os múltiplos cafés e seus derivados que ali abundam, bem como os chás e vinhos naturais. O Unity Coffee Roasters tem ainda uma loja online onde vendem os seus produtos.

Conversas na cozinha

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