Global icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Abrem à velocidade a que nascem cogumelos. Damos-lhe um guia dos melhores novos restaurantes em Lisboa
Mamasan
Duarte Drago
Por Inês Garcia |
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A restauração floresce a grande velocidade na capital. Aliás, a nossa cidade tem uma diversidade cada vez maior no que à restauração diz respeito. E é mesmo caso para dizer: venham eles. Queremos toda a comida do mundo, chefs a abrir restaurantes de fine dining ou conceitos mais democráticos, restaurantes asiáticos ou boa comida portuguesa com o bacalhau como estrela. Queremos ficar sentados no restaurante a apreciar as vistas, ou pegar e levar para casa. Fizemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa abertos nos últimos meses. Não se sinta desactualizado.

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Os melhores novos restaurantes em Lisboa

1
Paco Bigotes
©Manuel Manso
Restaurantes, Mexicano

Paco Bigotes

icon-location-pin Grande Lisboa

A nova taqueria chama-se Paco Bigotes, fica em São Pedro do Estoril, e é fiel à comida mexicana. Há botanas para partilhar, dois ceviches, tostadas (e aqui é preciso desde já aceitar que se vai sujar as mãos – e vai ser bom) – são tortilhas crocantes, fritas, com tudo no topo: tanto podem ser de atum fresco (7,50€) como de frango desfiado (6,50€). Por fim, os clássicos tacos, servidos em doses de dois e com livro de instruções na mesa a indicar como os deve comer. São todos feitos com tortilhas de milho azul (não estranhe a cor). Atenção às malaguetas e bota abaixo com uma margarita de manga (4,50€). Ou um shot de Mezcal, que a dona, mexicana, diz que não faz ressaca como a tequilla.

2
Mamasan
Fotografia: Duarte Drago
Restaurantes, Japonês

Mamasan

icon-location-pin Grande Lisboa

Este restaurante é japonês mas escusa de perguntar por peças de sushi. O Mamasan é um restaurante especializado em yakitori, um termo que se refere a comida em pequenos espetos, grelhados em carvão. No Japão, os restaurantes especializados em yakitori são habitualmente espaços pequenos, só com lugares ao balcão. Aqui há o balcão, com vista para a grelha a carvão, feita a medida em Portugal mas seguindo o modelo da mais tradicional grelha japonesa. O menu é pequeno e foca-se nas opções “na grelha”, com as espetadas com frango, cachaço de porco preto, camarão selvagem algarvio com lima e chili, ostras do Sado (6,50€) ou duas opções vegetarianas, couve coração e manteiga de chili ou beringela. 

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3
Bacalhoaria Moderna
Duarte Drago
Restaurantes

Bacalhoaria Moderna

icon-location-pin Grande Lisboa

Bacalhoaria Moderna – o nome não deixa margem para dúvidas. A chef Ana Moura (ex-Cave 23) regressou ao activo num restaurante dedicado ao bacalhau, perto do Marquês de Pombal. O grande foco do restaurante é o bacalhau – está evidente no nome escolhido, mas também na decoração, com bacalhaus em loiça Bordallo Pinheiro pendurados e iluminados numa parede azul profundo, como as águas em que é apanhado; e cordas a pender do tecto como candeeiros.  Aqui utilizam o bacalhau com cura 100% tradicional portuguesa, que vem da Islândia para uma carta com pratos essencialmente à base de bacalhau, do couvert aos pratos principais – para a sobremesa ainda não estudaram o produto o suficiente para o tornar num doce digno –, e a carta deixa claro qual a parte do bacalhau usada, da posta longa ao lombo, cachaço e posta asa branca.  

4
Restaurantes, Português

Harmonia

icon-location-pin Areeiro/Alameda

O Zé do Cozido cresceu e mudou de nome. O restaurante-tasca de cozinha tradicional portuguesa na Alameda começou a ficar pequeno demais para tanta clientela, por isso decidiram fazer uma coisa maior, sem perder a sua génese. Houve mexidas na carta – entraram algumas especialidades do chef, como o arroz de lavagante (60€ para duas pessoas), a cataplana de garoupa (42€ para duas pessoas), o robalo ao sal (39,80€ para duas pessoas). Outra das grandes novidades são as carnes maturadas, que começaram a trabalhar ainda no Zé do Cozido, mas agora têm duas câmaras de maturação próprias.Mas também ficaram uma série de clássicos pratos do dia, como a feijoada de choco ou as favas com entrecosto (8,50€ a meia dose, 12,50€ a dose inteira). 

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5
Ruvida
© Manuel Manso
Restaurantes, Italiano

Ruvida

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

No Ruvida "áspero" na tradução para português o dia começa com um pedaço de massa de tamanho considerável e tudo é feito à mão. Valentina, uma das figuras do negócio define o conceito como uma cozinha atípica que procura trazer receitas ultra tradicionais só possíveis de encontrar em determinadas zonas de Itália, numa viagem que quer, aos poucos, dar a provar todo o país. A carta abriu a jogar em casa, com apostas na gastronomia do Norte, mas a sazonalidade é um factor que o Ruvida vai levar a sério. No menu há clássicos como o tortellini em caldo ou em creme de parmesão (18€), e o tagliatelle com ragu (10€). Segue-se o tortelloni com manteiga à moda de Bolonha (12€) cujo recheio leva parmesão, salsa e noz moscada — ou bigoli com ragu branco de pato (16€). Nos pratos para partilhar, a costeleta petroniana (40€) um dos mais famosos pratos de Bolonha, com vitela panada, presunto de Parma, parmesão e gotas de bechamel leva cerca de 35 minutos a preparar. Há ainda bochecha de vaca braseada com vinho tinto (18€) ou língua de vaca vertical com pesto de salsa, anchovas e alcaparras (16€).

6
O hambúrger 86
© Manuel Manso
Restaurantes, Brasileiro

A Lanchonete

icon-location-pin Belém

A Lanchonete, de sotaque brasileiro, abriu em 1986. Três décadas depois, a casa sofreu transformações: os espelhos, o metal, a identidade de padaria antiga, deram lugar a uma fórmula renovada, da carta ao espaço. Os hambúrgueres, um ex-líbris, permaneceram, mas é a herança do lado de lá do Atlântico que distingue o sabor. Há pastéis de feira à moda de São Paulo (1,80€) – também conhecidos como pastéis de vento – de carne de vaca picada ou de pizza, com mozzarela, tomate e orégãos. Mas também pode abrir o apetite com pão de queijo (1,60€ duas unidades), ou mini coxinhas de galinha (1,60€ duas unidades). No prato, os lanches brasileiros na chapa dão seguimento em três variedades: Bauru (5€) – com pão saloio, carne assada, tomate, queijo e alface –, o americano (5€), com ovo estrelado em pão de forma, bacon, queijo e fiambre, e o beirute (5,80€), onde o queijo creme, a carne assada, o ovo e queijo se encontram em pão de pita. Se optar pelos clássicos hambúrgueres – em pão ou no prato –, o 86 (6,85€), com molho especial de barbecue, carne de vaca, bacon e queijo é uma das opções. Há ainda o clássico (5,75€), ou o da horta (6,25€) para opção vegetariana. Para terminar, a tartelete de lima (1,50€), o bolo brigadeiro (1,95€) ou o pudim de leite condensado (1,95€), todos de fabrico caseiro, são mais um dos recortes canarinhos.

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7
© Manuel Manso
Restaurantes, Árabe e Médio Oriente

Farès

icon-location-pin Cais do Sodré

Abriu como o prolongar do legado que lá fazia morada — um restaurante de kebabs —, mas a reivenção foi além da comida de mão. No Farès o sotaque é francês, mas o coração e o prato chegam directamente do Médio Oriente, num espaço marcado pela crueza de materiais onde o cimento serve de pele às paredes e ao chão. Há bancos ao balcão a denunciar o adn de bar, mesas com sofás para tudo o que chegue de comida e ainda um espaço para sentar à janela. No menu, as opções passam por tahini cremoso com zhug (um condimento feito com malagueta vermelha ou verde, temperado com coentros, alho, sal e especiarias) e pimento vermelho (3,50€) para entrada. Segue-se o carpaccio de beringela fumada com menta fresca e romã (7,50€) para vegetarianos, o grão de bico torrado, zhug, sumac, tahini e ervas frescas (7,50€) ou cassoulet com carne moída, tahine com ervas, cominho, paprica e tomate assado (12€) como uma das sugestões de carne.

8
Arkhe
©Manuel Manso
Restaurantes, Vegetariano

Arkhe

icon-location-pin Grande Lisboa

As arcadas antigas, em pedra, estão intactas, o espaço está luminoso, com paredes brancas, e muitas plantas naturais a dar o verde que também se vê, depois, nos pratos. João começou idealizar este restaurante, de cozinha vegetariana de autor, quando voltou de Bali, onde trabalhou no Fivelements, um resort com um restaurante de renome no mundo do vegetarianismo. O menu do Arkhe é baseado nas estações do ano – a cada três meses muda totalmente, mas de mês a mês vai havendo novidades – e é muito pequeno, com umas quatro entradas, três pratos principais, duas a três sobremesas, mas há um menu de degustação a rondar os 30€-35€ por pessoa, que é a melhor maneira de conhecer o trabalho do chef. Tem duas entradas, um prato principal e uma sobremesa.

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9
Attla
Manuel Manso
Restaurantes

Attla

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Não tem a formalidade de um restaurante de fine dining – nem os preços – mas tem toda a técnica, cuidado no empratamento e serviço atencioso, num restaurante despido de grandes ornamentos mas em tons terra confortáveis, com uma cozinha à vista e um balcão de bar. O menu divide-se em couvert – com o bom pão do vizinho Diogo Amorim, da Gleba, e manteigas feitas na casa, como a de sardinha e funcho –, entradas, pratos principais e sobremesa. 

10
Yallah
©Manuel Manso
Restaurantes, Libanês

Yallah

icon-location-pin Chiado

“É uma mistura do Médio Oriente. Não é um restaurante libanês, israelita ou sírio”, diz Hagay, o dono, esclarecendo que este não é um sítio para formalismos e que ele próprio não é chef, é um entusiasta da cozinha, perfeccionista, que cozinha de raiz tudo o que se faz aqui. Há uma mesa comunitária com dez lugares sempre posta, com os talheres no meio para cada um se servir como se estivesse em casa, mas a ideia é também pegar e levar. Ou pegar e yallah – “yallah”  significa qualquer coisa como “bora lá” e é uma expressão transversal a vários países do Médio Oriente; portanto, na altura de escolher um nome para este conceito, teria de ser este. O menu é pequeno, como a cozinha, mas é tudo caseiro e feito com ingredientes frescos. Tem os clássicos hummus (6€) e babaganoush (7€), servidos em pratos de barro, em doses generosas, para comer com pão pita (1,50€) e com a mão, sem pudores. Há salada de beringela com feta, romã e coentros (7€), tahine com alcaparras e salsa (6€) ou um falafel crocante (5€/quatro unidades).

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11
© Manuel Manso
Restaurantes, Árabe e Médio Oriente

Tayybeh

icon-location-pin Parque das Nações

O menu do Tayybeh, o restaurante que Alan Ghunim e a mulher, Ramia começaram como uma empresa de catering, está em constante mudança e é preparado por mãos sírias. À mesa há um retrato completo da gastronomia, com opções como fattet makdous (8,75€) com beringela frita, carne moída e tomate, pão frito, molho de iogurte e tahine, kibbeh labanieh (8,75€) – massa de carne e bulgur recheada com carne, cebola, nozes, reservada com iogurte cozido ou ainda shish bil fakara, com peito de frango, batata, cogumelos, molho bechamel e mozzarella (8,75€). Nas entradas e para a sobremesa as opções também são muitas e bem completas. Se quiser continuar a viagem, o café Damascus (2€), importado da Síria, é o desfecho mais próximo da cultura.

12
Hummus Bar
©Manuel Manso
Restaurantes

hummusbar

icon-location-pin Campo de Ourique

Cadeia húngara dedicada ao prato do Médio Oriente chegou ao Mercado de Campo de Ourique. É uma loja-piloto, para testar o mercado e a aceitação dos lisboetas ao hummus, o prato-estrela da casa. Em todos os pratos simples que existem na carta deste espaço (maioritariamente vegetariana e com muitas opções vegan), o hummus, feito com grão-de-bico trazido do Egipto, é estrela. Há sanduíches de pita bem recheadas, saladas, shakshuka ou pratos de hummus, sempre acompanhados pelo pão pita fresco, que por enquanto continua a vir de Israel, com um aspecto meio tosco e artesanal, e a ser finalizado aqui, no forno. Pode escolher o prato de hummus simples com tahini (pasta de sésamo) (6,90€), hummus com salada turca, uma das saladas mais condimentadas do Médio Oriente, com a leveza e cremosidade do hummus a contrastar com a intensidade do tomate (7,90€), hummus com dez pequenos falafel crocantes (7,90€) ou o hummus completo, que combina seis bolas de falafel, cogumelos cozinhados com cominhos e grão de bico cozido (8,90€).

Comer o mundo em Lisboa

Ararate
Fotografia: Duarte Drago
Restaurantes

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Já sabemos que não há comida como a nossa, mas é bom variar. Hoje em dia não tem de ir aos shoarma de centro comercial nem aos chineses com chop soy para ser uma boca viajada. O mundo é redondo como um prato e cabe inteirinho em Lisboa. Se dúvidas houvesse, demos a volta ao mundo em Lisboa com uma visita a 80 restaurantes que nos pôs a barriga a dar horas em todos os fusos horários. Dizemos-lhe onde comer em Lisboa a comida internacional. Aperte o cinto e atire-se aos melhores restaurantes do mundo em Lisboa.

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Fotografia: Manuel Manso
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Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Mexicano

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O melhor é pedir uma marguerita ou um cocktail com mezcal assim que chegar um destes restaurantes mexicanos em Lisboa – afinal a cozinha mexicana é conhecida pelo seu nível de picante (e aqui convém ter atenção às malaguetas assinaladas nas cartas, que não estão lá para enganar ninguém). As maiores influências desta cozinha vêm dos povos pré-colombianos e dos costumes dos colonizadores espanhóis, mas os pratos típicos variam consoante a zona (a partir da cozinha mexicana surgiu, entretanto, a tex-mex, que reúne os sabores do estado do Texas, nos Estados Unidos, com o México). A base da cozinha mexicana tradicional é o milho – daí que não seja fácil fugir às tortilhas, que acompanham quase todas as refeições –, o feijão e a pimenta. Prove os tacos, o chilli com carne ou as enchiladas.  

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