Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Abrem à velocidade a que nascem cogumelos. Damos-lhe um guia dos melhores novos restaurantes em Lisboa
Sumaya
©Duarte Drago
Por Inês Garcia |
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A restauração floresce a grande velocidade na capital. Aliás, a nossa cidade tem uma diversidade cada vez maior no que à restauração diz respeito. E é mesmo caso para dizer: venham eles. Queremos toda a comida do mundo, chefs a abrir restaurantes de fine dining ou conceitos mais democráticos, restaurantes vegan, vegetarianos e paleo ou a boa comida portuguesa; queremos ficar sentados no restaurante a apreciar as vistas, ou pegar e levar para casa. Isto sem esquecer os novos espaços para comer uma das refeições preferidas dos lisboetas, o brunch. Fizemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa abertos nos últimos dois meses. Não se sinta desactualizado.

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Os melhores novos restaurantes em Lisboa

1
Boteco da Dri
©Manuel Manso
Restaurantes, Brasileiro

Boteco da Dri

icon-location-pin Cais do Sodré

Este restaurante brasileiro responde a uma grande necessidade depois de uma noite no Cais do Sodré: pão de queijo até às 03.00 da manhã. E sanduíches de pernil. E picanha. E batidas de côco. O Boteco da Dri tem os snacks mais típicos e os pratos mais conhecidos do Brasil, mas quer mostrar que o receituário brasileiro é muito mais do que isso.

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2
Za'atar
©Grupo José Avillez
Restaurantes, Libanês

Za'atar

É o segundo projecto étnico de José Avillez na cidade (o primeiro foi a Cantina Peruana, com o chef Diego Muñoz, que se mudou também para o Cais do Sodré), agora com Joe Barza, o chef que é uma estrela televisiva no Líbano. Prove o kebab de peixe branco marinado (12€) e acabe com as ideias pré-feitas do que é esta gastronomia.

+ Entrevista a José Avillez e Joe Barza

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3
Sumaya
©Duarte Drago
Restaurantes, Libanês

Sumaya

icon-location-pin Princípe Real

O menu do Sumaya, um restaurante do grupo Atalho no Príncipe Real, tem um menu muito grande, muito completo, para dar a conhecer ainda mais (e melhor) os pratos típicos de forno e os grelhados do Líbano – a maior parte receitas da avó de Tarek Mabsout, o dono. Uma das grandes apostas deste restaurante é também nos vinhos: além dos portugueses, que não poderia deixar de haver, têm 18 referências libanesas, entre tintos, rosés e brancos, cultivados no vale de Bekaa, considerado o coração verde do Líbano.  Uma boa maneira de conhecer um pouco de tudo é pedir um dos combinados, para uma (13€), duas (26€) ou quatro pessoas (80€) e regar então com um copinho de vinho.

4
Treestory
©Manuel Manso
Restaurantes, Georgiano

#Treestory

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Mais uma bandeirinha no mapa gastronómico lisboeta. O primeiro restaurante georgiano da cidade chama-se #Treestory e abriu perto do Campo Mártires da Pátria. Prove pela primeira vez os khachapuri, um dos pratos nacionais do país, para comer com as mãos e carregadinho de queijo, ou os khinkali, dumplings georgianos.

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5
Má-Sá
©Duarte Drago
Restaurantes, Asiático contemporâneo

Má-Sá

icon-location-pin Bairro Alto

A primeira sensação de quem entra neste restaurante do Bairro Alto é a de que acabou de entrar numa casinha de bonecas. As mesas são pequeninas, a decoração eclética com gaiolas e bonecos, e o tecto forrado com plantas dá-lhe um certo aconchego.  A ementa é curta mas focada: há crepes de camarão, tempura de feijão verde e um grande capítulo de dim sums. O forte da casa são os noodles, com massa de ovo ou de arroz. Para beber e acompanhar os níveis de picante, há uma refrescante sangria de líchia.

6
mami organic food
©Manuel Manso
Restaurantes, Orgânico

Mami Organic Food

icon-location-pin São Sebastião

A comida orgânica do Mami traduz-se em hambúrgueres bem saborosos, como um de espadarte com zucchini salteado pesto, amendoim tostado, feta, alface, agrião e espinafres. Mas este restaurante é também cafetaria, padaria, pastelaria, wine bar e bar 100% biológico. 

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7
Salmoura
Manuel Manso
Restaurantes, Petiscos

Salmoura

icon-location-pin Alfama

O Salmoura nasceu em Alfama, pelas mãos dos donos da Taberna Sal Grosso, para servir refeições a saber a casa. Nada se desperdiça e é no pico da qualidade dos produtos que aqui se aproveita para os transformar. Prove o coelho amendoado, as iscas de pato ou a salada de melancia com queijo alentejano.

8
Izakaya Tokkuri
©Duarte Drago
Restaurantes, Japonês

Izakaya Tokkuri

icon-location-pin Bairro Alto

A maneira mais fácil de encontrar o Izakaya Tokkuri é procurar por uma lanterna vermelha. Esta tasca com pratos japoneses e uma longa tabela de saquês fica na Travessa dos Fiéis de Deus, no meio do Bairro Alto. O restaurante é estreito, completamente revestido a madeira clara e tem um longo balcão com 21 lugares. É provável que a primeira sensação ao entrar seja precisamente de aperto, mas a experiência de um izakaya (bar, em japonês) começa precisamente aí. Não há uma carta em papel a mostrar o que se come e bebe – está tudo escrito em quadros de ardósia pendurados na parede. E são pratos mais substanciais e mais típicos do Japão do que o sushi e o sashimi, ainda que existam uns rolos e umas fatias de peixe. Prove as gyosas caseiras ou os vários tipos de tempura, da de queijo (5,50€) e de anéis de lula (6€) à de camarão (10€), choco panado (7€). Sem ser petisco, e numa onda de jantar completo, prove os ramen – há o de porco (13,50€), de frango (10,50€), de peixe (12,50€) e até uma versão vegetariana (8,50€).

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9
Izanagi
©Duarte Drago
Restaurantes, Japonês

Izanagi

icon-location-pin Alcântara

Começou por ser um projecto para mais um SushiCorner, descentralizado e a dar uma nova vida e novos ares vindos do Oriente às Docas, mas o chef Daniel Rente, ao comando da cozinha do SushiCafé há anos, em conjunto com os sócios do grupo “esgalhou uma ideia diferente” – nasceu o Izanagi, um restaurante japonês com uma oferta gastronómica semelhante à que se come nas ruas japonesas ou até em lojinhas do metro. 

10
Ararate
Duarte Drago
Restaurantes

Ararate

icon-location-pin Avenidas Novas

No Ararate, os lisboetas vão reconhecer sabores que conhecem há muito. O Ararate é um acontecimento: mais de 70 anos depois de Calouste Gulbenkian ter aqui fixado residência, Lisboa vê abrir o primeiro restaurante arménio do país. Um empreendimento com um respeito milimétrico pela gastronomia deste povo milenar, cujas constantes provações o obrigaram a aprimorar métodos de conservação e a preparação dos alimentos. Pode entrar à-vontade: não vai sentir-se perdido na ementa.

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11
Erva
©Manuel Manso
Restaurantes, Português

Erva

icon-location-pin Sete Rios/Praça de Espanha

O Hotel Corinthia, em Sete Rios, remodelou completamente o seu restaurante de cozinha tradicional portuguesa. Chama-se agora Erva e aposta na sazonalidade. Um hotel cujo restaurante está no piso térreo e tem acesso para a rua tem meio caminho andado para não ser só mais um restaurante de hotel. O Corinthia, em Sete Rios, aproveitou isso mesmo para criar um novo restaurante, de cozinha portuguesa contemporânea.

12
Mano a Mano
©Duarte Drago
Restaurantes, Italiano

Mano a Mano

icon-location-pin Cais do Sodré

Na cozinha aberta para a sala há dois fornos a lenha: um para pizzas napolitanas, de massa alta feita a 500 graus, outro para romanas, finas e crocantes, a 300 graus. Lado a lado, mano a mano. Na carta há 15 pizzas, todas disponíveis em ambas as versões. Se precisar de indicações, a Margherita deve ser napolitana (12€), a de figos e prosciutto de Parma fica mesmo bem à romana (14,50€). Mas o Mano a Mano é mais do que uma pizzaria. Também lá estão as massas e toda uma carta italiana para todos os dias, dos filetes de carapau com crosta de pecorino romano e salsa (8,50€) à costeleta de cachaço de porco panada (9,50€) acompanhada por feijão branco aromatizado com laranja e sálvia (4,50€), ou umas bochechas de vitela estufadas em vinho tinto com puré de batata (14,50€).

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13
O Botanista
©Duarte Drago
Restaurantes, Vegano

O Botanista

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Bem-vindo ao maravilhoso mundo do vegetal: O Botanista, o novo projecto de Catarina Gonçalves, do Ao 26 - Vegan Food Project, com André Baptista, tem um piso térreo muito verde, carregadinho de plantas e um menu vegan para todas as horas do dia. Tem opções de pequeno-almoço, almoço e lanche, muitas que ninguém diria que são vegan - é, aliás, esse o objectivo. Nem Catarina, responsável pela doçaria, nem André, na cozinha, querem recriar o que já existe em versão vegan. Querem, antes, "apresentar coisas boas, que te alimentam e que te sabem bem, e que esqueças que não tem carne, peixe ou ovos. Não entra nada de origem animal mas nem dizes que é vegan”. 

14
Afuri
Duarte Drago
Restaurantes, Japonês

Afuri

icon-location-pin Chiado

Afuri é uma marca consolidada em Tóquio, onde tem 11 restaurantes, e que em 2016 começou a expandir-se via Portland. O Instagram do paraíso hipster da América encheu-se imediatamente do yuzu ramen que dá fama ao Afuri, e o mais provável é que as finas texturas deste prato de assinatura comecem a brotar nos telemóveis e a abrir-nos o apetite. Chegou a Lisboa no fim de Agosto de 2018 e a ementa é forte nos ramens (tem uma versão vegan também), tem um par de pratos de grelhados e inclui os inevitáveis nigiris, sashimis e sushi rolls.

Restaurantes por zona em Lisboa

Restaurantes

Uma pequena volta ao mundo em cinco restaurantes em Odivelas

Esqueça todos os preconceitos com zonas residenciais suburbanas: estão a ganhar novas dinâmicas e por isso também novos restaurantes. E nada maus: em 2017, das duas vezes que o crítica da Time Out rumou a Odivelas, fez o caminho de volta ao centro da cidade de barriga cheia e satisfeita. Foram quatro estrelas para cada um desses dois restaurantes, um de comida coreana, outro de comida indiana. A comida do mundo é, ao que parece, um forte nos restaurantes em Odivelas: damos-lhe cinco para ir ao Oriente, voltar à Europa e seguir para a América Latina. E para que não haja sombra de fome e possa aviar merendas para a viagem, leva ainda com uma pastelaria de fabrico próprio que nunca desilude. Boa jornada pelos arredores. 

Boteco 47
©Francisco Santos
Restaurantes

Dez restaurantes em Cacilhas que tem de conhecer

Há quem diga que é a margem certa, o sítio onde são feitos os sonhos. Cacilhas faz parte desse lote a Sul de Lisboa e é o sítio onde existem bons restaurantes de cozinha tradicional, pizzas em forno de lenha, petiscos para picar depois do trabalho ou as malgas de arroz com peixe cru da moda. E até bolas de Berlim com recheios criativos. Melhor, está praticamente tudo concentrado numa grande avenida principal, a Rua Cândido dos Reis, mesmo à saída do cais dos barcos (uma viagem Cais do Sodré-Cacilhas custa 1,20€). Além de novos restaurantes e os clássicos que já se impuseram como reis do peixe fresco e de mariscadas, Cacilhas é uma zona do futuro: está envolvida no projecto Comunidade Carbono Zero.  

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o mariscador
©Manuel Manso
Restaurantes

Os melhores restaurantes no Campo Pequeno

Não vamos falar do subsolo do Centro Comercial do Campo Pequeno para falar de bons restaurantes no Campo Pequeno. Estas refeições fazem-se com vista para a luz da rua e para as largas Avenidas Novas, em restaurantes na zona da praça de touros do Campo Pequeno. Nesta área tanto se come num tasco como num dos restaurantes de cozinha tradicional portuguesa da chef Justa Nobre; tanto se come sushi como marisco do rio à maneira portuguesa. Este campo é grande no sabor e está minado de opções: damos-lhe oito dos melhores restaurantes no Campo Pequeno.

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