Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Abrem à velocidade a que nascem cogumelos. Damos-lhe um guia dos melhores novos restaurantes em Lisboa
Restaurante Legaaal
Duarte Drago
Por Inês Garcia |
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A restauração floresce a grande velocidade na capital. Aliás, a nossa cidade tem uma diversidade cada vez maior no que à restauração diz respeito. E é mesmo caso para dizer: venham eles. Queremos toda a comida do mundo, chefs a abrir restaurantes de fine dining (com experiências que começam logo no elevador, numa viagem de 50 segundos) ou conceitos mais democráticos, restaurantes asiáticos com caldinhos fumegantes ou boa comida portuguesa; queremos ficar sentados no restaurante a apreciar as vistas, ou pegar e levar para casa. Isto sem esquecer os novos espaços para comer uma das refeições preferidas dos lisboetas, o brunch. Fizemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa abertos nos últimos meses. Não se sinta desactualizado.

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Os melhores novos restaurantes em Lisboa

1
Chérie Paloma
©Manuel Manso
Restaurantes, Mexicano

Chérie Paloma

icon-location-pin Santos

Outro queridinho para pequenos-almoços (e não só) em Lisboa. Os donos do minimalista Dear Breakfast abriram um segundo espaço na cidade em Dezembro de 2018, o Chérie Paloma, um café-restaurante mexicano para todas as horas do dia, com ritmos mais latinos. A lógica é muito simples: nem todas as manhãs têm de começar com uma meia de leite ou uma bica, também pode pegar numa margarita e dar os buenos dias com sotaque. Há huevos bem temperados, dos rancheros e divorciados aos benedictinos, uma versão mexicana dos benedict com molho holandês tradicionais. Há sempre guacamole, uns tacos e aguachilles e aos jantares, com uma forte vertente de cockteleria mexicana, com mezcais e tequilas, vão servir pratos que vão além da mais básica street food mexicana. No menu haverá polvo na brasa, carnitas de salmão com cinco especiarias, enchiladas ou frango de mole negro, uma receita feita com um molho rico e dezenas de ingredientes, uma das mais representativas da cultura mexicana.

2
Panda Cantina
© Duarte Drago
Restaurantes, Chinês

Panda Cantina

icon-location-pin Baixa Pombalina

Chegou à Rua da Prata em Outubro de 2018 e a popularidade tem aumentado num boca-a-boca que rapidamente se propagou. O Panda Cantina é um pedaço da região de Sichuan, na China, plantado no centro de Lisboa que quer fazer do tradicional a marca da casa. A decoração é suave e bem conseguida, os pormenores são interessantes e até a disposição dos lugares é pensada para acomodar a partilha em grupo ou a refeição a solo. A mão é de Lyn, responsável pelo espaço, que aterrou em solo português depois de uma aventura no ramo do design, em Paris, e que acabou por ficar. A falta de um espaço que representasse a cozinha chinesa da provincia natal foi a razão da estadia prolongada, e é precisamente esse o argumento maior do Panda Cantina. Aqui é tudo caseiro, os noodles são feitos na casa, os caldos e as carnes chegam a levar três horas de preparação e a sobremesa é, também ela, preparada na cozinha. O menu é simples, com o ramen como tema central, e há três variedades a provar: porco, vaca e tofu (7,80). O menu (9,60€), com sobremesa e bebida incluídas, dá-nos a carta de entrada num leque de escolhas. Há chá de jasmin, verde, oolong ou pu'er (1,50€) e leite de soja caseiro (1,50). A sobremesa, geleia de gelo de Sichuan com goji e gengibre é o toque final perfeito.

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3
Mercantina Bistro 37
©Duarte Drago
Restaurantes, Italiano

Mercantina Bistro 37

icon-location-pin Avenidas Novas

Depois de Alvalade e Chiado, a Mercantina compõe o triângulo das bermudas com um restaurante nas Avenidas Novas. O novo conceito vai bem para além das pizzas. O forno a lenha da marca Stefano Ferrara, uma espécie de Ferrari dos fornos a lenha, está bem à vista de todos no novo restaurante Mercantina. Afinal é esta a imagem de marca do grupo italiano, e de onde saem as suas pizzas napolitanas certificadas. Mas a terceira Mercantina na cidade é um Bistro, fica num espaço com história nas Avenidas Novas (no número 37, mais especificamente – daí Bistro 37), e tem muito mais do que pizzas.

4
© Manuel Manso
Restaurantes, Hambúrgueres

Guilty Oriente

icon-location-pin Parque das Nações

O novo Guilty é um pequeno oásis no piso térreo do Tivoli Oriente que, apesar da partilha de ADN com o anterior na Avenida da Liberdade, vem para subir a fasquia. Ainda há challenge, é certo, ainda há asinhas, as pizzas continuam a marca da casa, os hambúrgueres idem, mas as mudanças foram extensas. Os ingredientes ganharam responsabilidade, a apresentação é pensada à exaustão, a cor é omnipresente e a sensação é de que qualquer coisa que acabemos por comer não irá desapontar. Tudo em nome de um só propósito: que o que chegue no prato seja absolutamente – ênfase em absolutamente – pornográfico.

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5
Restaurante daTerra
Duarte Drago
Restaurantes, Vegetariano

daTerra

icon-location-pin Bairro Alto

Encha o prato e a barriga de iguarias vegans sem se preocupar com a saúde ou com o preço. No buffet vegan daTerra pode comer tudo o que conseguir a um preço fixo – 8,50€ ao almoço, de segunda a sexta, e 11,50€ ao jantar e nas refeições de fins-de-semana (sem bebidas ou sobremesas incluídas). Para lá dos inúmeros petiscos vegetarianos dispostos no balcão central, estão sempre ao dispor uma sopa e três pratos quentes, comuns a todos os restaurantes. Mas as opções mudam todos os dias – pode encontrar uma francesinha vegan, um rolo de seitan e cogumelos selvagens, uma lasanha de bróculos e queijo, legumes assados com molho de caril ou até tofu com migas de grelos e frutos secos. Se não gosta de surpresas e prefere conhecer os pratos do dia em antecipação, basta visitar a ementa semanal, publicada no site do restaurante.

6
Restaurante Legaaal
Duarte Drago
Restaurantes, Francês

Legaaal

icon-location-pin Bairro Alto

Plantado no Bairro Alto, o Legaaal – restaurante, loja de vinhos e loja de produtos com CBD (uma das substâncias encontradas na planta da cannabis, conhecida pelos seus efeitos terapêuticos) – casa o melhor vinho português e a melhor cozinha francesa a um preço baixo. Neste “restaurante familiar”, qualquer refeição começa com um “mimo”, oferta da casa, enquanto se bebe vinho (há cerca de 200 que podem ser pedidos a copo) e se espera pelo pedido. Entre as entradas, destacam-se o dueto de tartare de peixe, que se aparenta a um “mil folhas”, só que com o salmão e a dourada como protagonistas, e o carpaccio de vaca. Guarde algum apetite para os pratos principais, generosamente servidos, como o entrecosto com batata ou o colorido filetes de robalo com beterraba e batata doce. Mas não vá lá se está com pressa. O tempo-médio de uma refeição completa é uma hora, explica o dono do restaurante: “Quando as pessoas chegam, digo-lhes logo 'Cuidado, aqui é para comer devagar, não vão conseguir fazer uma refeição em 20 minutos'.”  

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7
Coyo Taco
©Duarte Drago
Restaurantes, Mexicano

Coyo Taco

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Não passa minimamente despercebido: as paredes do edifício do novo restaurante do Príncipe Real são de um azul eléctrico e há um neón forte a iluminar o nome do restaurante. O Coyo Taco é uma cadeia que nasceu em Miami pela mão de três amigos e chegou a Portugal em Novembro de 2018 com a chancela Multifood.

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8
Local Avenida
Duarte Drago
Restaurantes

Local-Your Healthy Kitchen Avenida

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A cozinha saudável do Local tem vindo a marcar terreno em Lisboa – estrearam-se no Mercado da Vila, em Cascais, e daí vieram à conquista do centro de Lisboa, primeiro com um espaço temporário no Palácio Chiado e depois, em Maio, com um restaurante com esplanada grande em Santos. O novo Local fica perto do Marquês de Pombal e da Avenida e faz parte da expansão consolidada da marca. Na ementa não houve grandes mexidas: há uma carta de pequenos-almoços todos os dias até às 11.30 e aos almoços e jantares há uma vasta escolha de pratos de peixe, carne e vegetarianos ou vegan.  À semelhança dos outros espaços, há um menu dedicado ao mar, com ostras da Ria Formosa, várias opções de poke e aos fins-de-semana aqui também são dias de brunch (17€).

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9
Seen Olivier
©DR
Restaurantes

Seen

icon-location-pin Avenida da Liberdade

Esqueça tudo o que sabe sobre o histórico Terraço, o restaurante do 9.º piso do hotel Tivoli Avenida. O restaurante mudou das mãos do chef Rui Paula, que esteve um ano a chefiar a cozinha, para as de Olivier Costa, que abriu o Seen, um conceito já testado em São Paulo, no Brasil. É bar e restaurante, com uma certa tropicalidade logo à entrada, onde está um  imponente tronco de árvore natural dentro do bar, com folhas artificiais a cobrir boa parte do tecto e tem uma vista incrível.

10
praia no parque
Fotografia: Duarte Drago
Restaurantes

Praia no Parque

icon-location-pin São Sebastião

Após anos de abandono, há nova vida naquele que foi outrora o restaurante Botequim do Rei – o espaço junto ao mítico lago do Parque Eduardo VII está de cara lavada e trouxe a praia para o centro da cidade. O Praia no Parque replica em Lisboa o mesmo conceito do projecto sazonal Praia na Villa, em Vilamoura, e faz a ponte entre o jantar e a noite sem ter de sair do restaurante. De quinta a sábado, a noite começa mais cedo e quem vai ali jantar sabe que vai acabar a dançar e de copo na mão. O conceito de partilha também reina para estes lados, a carta equilibra-se entre os pratos de peixe e os de carne (há 13 cortes no total), portanto é o melhor dos dois mundos. 

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11
Tacos do restaurante Tarara
Inês Félix
Restaurantes, Fusão

TARARA

icon-location-pin Xabregas

O nome deste restaurante não é comum e não vai perceber logo ao início o que se come aqui mas fica no ouvido. Mais que não seja porque vai querer saber o que é uma tarara (assim mesmo, sem acentos) – é um ventilador para limpar os cereais, que separa o trigo do joio. Neste restaurante no Beato, a comida servida é asiática, sul-americana e ibérica (dos tacos e ceviches às noites de sushi, à quarta-feira), mas esta máquina ganhou o seu lugar de destaque ao centro. Era dos avós de João Duarte, o chef.

12
Fifty Seconds
©Manuel Manso
Restaurantes, Haute cuisine

Fifty Seconds

icon-location-pin Grande Lisboa

O primeiro restaurante de Martín Berasategui, o chef espanhol com mais estrelas Michelin, em Lisboa, fica no topo da Torre Vasco da Gama, no hotel Myriad by Sana, e o nome faz jus à subida: do sopé até à sala demoramos exactamente 50 segundos. Lá em cima, vista 360º (parte da experiência é também a visita à cozinha, que com jeitinho permitem), dois menus de degustação (e escolha à carta) para uma viagem de três horas, no mínimo, pelos clássicos de Berasategui, como o mil-folhas de foie gras com maçã verde e enguia fumada e outras criações em parceria com o chef executivo Filipe Carvalho.

Comer o mundo em Lisboa

Ararate
Fotografia: Duarte Drago
Restaurantes

Os 80 melhores restaurantes do mundo em Lisboa

Já sabemos que não há comida como a nossa, mas é bom variar. Hoje em dia não tem de ir aos shoarma de centro comercial nem aos chineses com chop soy para ser uma boca viajada. O mundo é redondo como um prato e cabe inteirinho em Lisboa. Se dúvidas houvesse, demos a volta ao mundo em Lisboa com uma visita a 80 restaurantes que nos pôs a barriga a dar horas em todos os fusos horários. Dizemos-lhe onde comer em Lisboa a comida internacional. Aperte o cinto e atire-se aos melhores restaurantes do mundo em Lisboa.

Muito Bey - Tapas
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Os melhores restaurantes do Médio Oriente em Lisboa

Esqueça as mil e uma noites e coloque o mindset mais nos mil e um pratos. Temos Turquia, Líbano, Síria e o estilo do Médio Oriente inteiro: muitos pratos para partilhar e o pão como estrela da mesa. Nem precisa de pegar na bússola para rumar a Oriente, basta pegar nesta lista e orientar-se por estes restaurantes do Médio Oriente em Lisboa.

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pistola y corazon, desanuio
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Mexicano

Os melhores restaurantes mexicanos em Lisboa

O melhor é pedir uma marguerita ou um cocktail com mezcal assim que chegar um destes restaurantes mexicanos em Lisboa – afinal a cozinha mexicana é conhecida pelo seu nível de picante (e aqui convém ter atenção às malaguetas assinaladas nas cartas, que não estão lá para enganar ninguém). As maiores influências desta cozinha vêm dos povos pré-colombianos e dos costumes dos colonizadores espanhóis, mas os pratos típicos variam consoante a zona (a partir da cozinha mexicana surgiu, entretanto, a tex-mex, que reúne os sabores do estado do Texas, nos Estados Unidos, com o México). A base da cozinha mexicana tradicional é o milho – daí que não seja fácil fugir às tortilhas, que acompanham quase todas as refeições –, o feijão e a pimenta. Prove os tacos, o chilli com carne ou as enchiladas.  

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