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Os melhores restaurantes em Lisboa

Dos clássicos da cidade, onde nunca nos cansamos de voltar, aos surpreendentes recém-chegados, estes são os melhores restaurantes em Lisboa

© Ana Luzia

Chegarmos a acordo quanto ao primeiríssimo critério para eleger os melhores restaurantes de Lisboa foi simples: todos os lugares onde não nos importaríamos de voltar e voltar e voltar outra vez foram imediatamente admitidos. Claro que as novidades mais frescas da cidade também foram consideradas, mas como em muitas coisas na vida, apenas as mais aptas sobreviveram. Para a criação desta lista provámos tudo e mais alguma coisa, vasculhámos, trocámos opiniões com moradores, tudo com o objectivo de deixarmos apenas o filet mignon. E, após uma selecção criteriosa, chegámos àquele que é o mais fiel guia dos melhores restaurantes em Lisboa.

Os melhores restaurantes em Lisboa

Pho-Phu

Fica na Mouraria, o bairro mais internacional de Lisboa, não tem gerência vietnamita (os donos são chineses), mas serve os noodles que são a especialidade dessas latitudes. Pronuncia-se "fô" e trata-se de uma sopa fumegante, de propriedades quase medicinais, com massa de arroz, carne, especiarias, rebentos de soja, salsa, cebola, hortelã e caldo de marisco. Além do pho, há mais duas sopas chinesas (uma das quais de massa de arroz), crepes e raviolis. E mais? Não é preciso mais nada quando se tem uma sopa pho destas.

Mais: 
- Os empregados não falam português, por isso vai ter de gesticular um pouco.
- Tem a clássica cerveja chinesa Tsingtao.
- Em cima da mesa há molho de peixe que pode (e deve) verter para o caldo a ferver.

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Martim Moniz
Das Flores

Das Flores

A tasquinha da Rua das Flores tem a vida em risco desde que a construção de um hotel no edifício foi aprovada. Mas enquanto ainda não há data para o encerramento de portas, mais vale aproveitar para ir lá comer os croquetes (às terças, sextas e sábados), os pasteis de bacalhau (às terças e quintas), a alheira com batatas fritas e ovo, as iscas, as sopas caseiras, a tarte de amêndoa... Bom, apesar de a ementa não ser quilométrica, a verdade é que é sempre difícil escolher o que comer. Em caso de dúvida volte à infância e brinque ao pim-pam-pum. 
 
Mais:
- Só serve almoços e às onze da manhã já costuma ter a agenda do dia completa.
- Os pastéis de bacalhau ganharam uma prova cega dos criticos da Time Out.
- Não há letreiro à porta. Só tem de decorar o número da porta: 76. 

Mi Dai

Sem nome à porta, para encontrar esta verdadeira cantina chinesa tem de procurar o número 7 da Calçada da Mouraria. Lá dentro, fica uma sala despojada com um balcão ao fundo, o sítio onde tem de se deslocar – é o procedimento mais adequado – apontar para os ingredientes que quer, e vê-los serem levados para dentro. Dali vão para o wok, de onde saem perfumados a alho, gengibre e pimentas. Mais: há excelentes sopas de noodles, de peixe ou carne, em caldos aromáticos que chegam a ferver.

Mais:
- Tem sempre a televisão sintonizada em canais chineses.
- Ensinaram-lhe a não sorver a sopa de forma audível? Esqueça. Aqui pode.
-Prove o entrecosto frito, a beringela roxa e a barriga de porco.

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Martim Moniz

Empanaderia El Pibe

Os menus de almoço do El Pibe, que mudou de Santos para a colina de Santana em meados de 2016, são tão baratos que o instinto de quem se senta é de vasculhar a ementa de uma ponta à outra à procura da rasteira. Ela não existe. São mesmo em conta e não deixam ninguém com fome. Isto porque as empanadas, estrelas da casa, são muitíssimo bem recheadas. De quê? Espinafres e mozzarella, caril de vitela e porco, de cebola, malagueta e gengibre ou de cogumelos, alho francês e farinheira. É que além da tradição sul-americana, aqui gostam de viajar pelos sabores portugueses.

Mais:
- Também há um bom prego de lombo de vitela, de nome lomito
- À sobremesa tem alfajores, as famosas bolachas com doce de leite.
- O restaurante não tem grande graça e à noite está cheio de miudagem. Mas nem tudo pode ser perfeito.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Templo Hindu Radha Krishna

É preciso percorrer uns 100 metros barreiras para chegar à Cantina da Comunidade Hindu em Portugal. Sobe-se e desce-se escadas, passa-se por um parque de estacionamento gigante, mais escadas, uma porta, outra porta. Chega-se a uma sala grande e sem janelas, pega-se em tigelas e pratos de inox e ataca-se – de forma ordeira, s.f.f. – o buffet. A comida é 100% vegetariana, não há ementa, não há álcool, não há facas nem garfos: o pão serve para empurrar a comida.

Mais:
- Há sempre sopa, arroz branco, roti (pão indiano) e leguminosas cozinhadas.
- Tem sempre caril de vegetais. E atenção que não são comedidos no picante.
- Levou cinco estrelas na nossa crítica.

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Lumiar

The Food Temple

O restaurante fica num largo pitoresco da Mouraria, cheio de árvores no meio, uma escadaria em anfiteatro em frente, e tem uma vizinha que de vez em quando abre a janela e desata a cantar fado vadio. Agora esqueça a portugalidade e foque-se na cozinha vegetariana de Alice Ming, uma canadiana de ascendência chinesa, que pratica no seu restaurante, conseguido através de crowdfunding, uma gastronomia de pratos mediterrânicos, às vezes asiáticos e outras vezes portugueses. A ementa, como o mundo, está em constante mudança. 

Mais:
- Alice Ming costuma dar workshops de cozinha. Inscreva-se na mailing list para saber as datas.
- Prepare-se para pratos com frutos secos, muitos frutos secos.
- As refeições fazem-se na esplanada ou na mesa comunitária no interior.

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Castelo de São Jorge

Zé dos Cornos

O ano que passou não deve ter sido fácil para o Zé dos Cornos. As escadinhas em frente à porta, que dão acesso ao centro da Mouraria, estiveram sempre em obras e a zona tornou-se um caos nos acessos. A única vantagem para si, caro comensal, é ter mais facilidade em arranjar lugar. As mesas são corridas, os bancos são de pau, mas depois de ver chegar os pães, os queijos e os presuntos de entrada e de escolher o prato que vai comer – peixe ou carne na grelha – nem sequer se vai lembrar onde é que está sentado.

Mais: 
- Família, vinho e receitas têm todos a mesma origem: Ponte de Lima.
- O entrecosto, isto é, um piano assado no ponto, é um dos bestsellers.
- O arroz de feijão que acompanha alguns peixes fritos é dos bons.

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Castelo de São Jorge

Os melhores restaurantes em Lisboa

A Floresta do Salitre

Confissão: um grupo de trabalhadores da Time Out desloca-se quase todas as sextas-feiras à Floresta do Salitre para dividir duas especialidades imperdíveis: a entremeada de leitão e o bacalhau cozido. Porém, não é essa a razão pela qual este restaurante de comida tradicional figura, desde a primeira edição, no nosso Guia dos 150 melhores de Lisboa. Isso deve-se à comida portuguesa autêntica, do bitoque do lombo ao bacalhau, e ao excelente atendimento.

Mais:
- Há peixes e carnes grelhadas, algumas com selo DOP.
- São fortíssimos nos pratos de forno, caso do arroz de pato. Ninguém o manda embora.
- O bacalhau cozido à sexta é um clássico, tal como a entremeada de leitão.

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Avenida da Liberdade

A Taberna da Rua das Flores

Escolha dos críticos

Para se chefiar um restaurante onde a ementa muda todos os dias é preciso criatividade. André Magalhães e a respectiva equipa têm-na de sobra e ainda sabem à brava de produtos portugueses habitualmente fora de circulação ou caídos em desuso. É por isso que boa parte da ementa costuma suscitar dúvidas aos clientes – nada tema, eles estão lá para os esclarecimentos. De dia é uma taberna antiga lisboeta com receitas tradicionais, de noite é um laboratório de experiências dos chefs, com influências de todo o mundo.

Mais:
- Está sempre à pinha, não aceita reservas, por isso vá cedo.
- Além da comida, tem uma micromercearia com produtos de qualidade. Ninguém o manda embora.
- Prove as especialidades de almoço: iscas com elas e meia desfeita de bacalhau.

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Chiado/Cais do Sodré

Adega das Gravatas

Pouca gente sabe, mas onde hoje funciona a Adega das Gravatas, famosa pelos grelhados e pelo naco na pedra – Carnide pode, aliás, ser elevada a Capital do Bife na Pedra – existia uma tasca com data de inauguração em 1908. Em 1940 passou a servir petiscos e a requisitar gravatas aos clientes, em 65 iniciou o serviço de refeições mais consistentes e em 97 mudou de gerência, ganhando a vida que tem hoje em dia. E um prato que não pode mesmo ignorar: o polvo à lagareiro a nadar em azeite quente, com alho e com batatas a murro.

Mais:
- Sinta-se à vontade para deixar a sua própria gravata. Eles agradecem.
- Fique no pátio exterior e não se preocupe com o cheiro.
- É um bom restaurante para jantares de grupos (barulhentos).

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Carnide/Colégio Militar

Adega do Saraiva

Lugar de peregrinações a Nafarros, a Adega do Saraiva é sobretudo conhecida pelo cabrito assado no forno, cuja receita permanece inalterada há décadas. Mas há mais com que se perder: bacalhau assado na brasa, feijoada de choco e caldeirada mista de peixe. Nas suas crónicas, Miguel Esteves Cardoso resumiu-o melhor do que ninguém: “Os pratos são de arromba: deliciosos, bem servidos e modestamente apreçados. É preciso cuidado quando lá se vai para não comer de mais.”

Mais:
- Às quartas, sábados e domingos servem um também famoso cozido.
- Vá de estômago bem vazio. Até o pão vai querer deitar abaixo.
- O vinho não é o forte da casa. Se quer do bom, leve-o consigo.

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Sintra

Águas Livres

É um restaurante tradicional e sem peneiras. Numa sala grande e pouco aconchegante, toalhas aos quadrados e pratos de barro na parede, prova-se uma cozinha a fazer pendant com o décor. Serve umas das melhores pataniscas da cidade, estranhamente finas e redondas, mas bem recheadas de bacalhau, uma picanha com batatas fritas bem boa, umas bochechas de porco estufadas que encantaram a crítica Time Out e até uns bons filetes de peixe galo ao vapor, feitos com leite de coco, gengibre e pimentos. Confie, é tudo bom.

Mais: 
- Nas sobremesas, vá à tarte de limão gelada.
- É um bom sítio para resolver o velho dilema: jantar ou ver a bola.
- Fica o aviso: o serviço não é dos mais simpáticos da cidade.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Bella Ciao

Esta pequena trattoria de mesas com toalhas aos quadrados vermelhos, é um verdadeiro achado para os fanáticos da cozinha italiana autêntica. Na cozinha, Marcello di Salvatore, num verdadeiro one-man-show, cozinha cada pratada de massa individualmente. E é de lá que saem óptimos spaghetti carbonara, bucatini all’amatriciana, gnocchi alla sorrentina e até umas caseirinhas almôndegas com molho de tomate e pimentos. O ponto final deve ser (tem de ser!) dado pelo tiramisù. De ir aos céus.

Mais:
- Antes do prato principal vem sempre uma salada de rúcula, tomate e atum.
- Atenção à televisão, sempre sintonizada nos canais italianos (parliamo italiano?).
- Nutella lovers: há mousse de Nutella – e não é um enjoo.

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Chiado

Bota Feijão

É um restaurante sui generis, num sítio sui generis, especializado num único prato: leitão à moda da Bairrada. Sui generis porquê? São apenas duas salas de refeições, uma pequena salinha que alberga os fornos de lenha onde se assam os leitões (pode pedir para ver o bicho) e uma esplanada virada para a linha de comboio, mesmo atrás da Gare do Oriente. Tem fama merecida há vários anos, graças ao preceito com que trabalha o produto. E ele chega à mesa com a pele estaladiça, traz o molho picante e as clássicas batatas fritas às rodelas.

Mais:
- Para quem gosta muito, há leitão para fora, encomendado no mínimo um dia antes.
- Para quem não gosta muito, há bacalhau à lagareiro, cabrito e chanfana, por encomenda.
- Além de boa, a dose é bem barata (12€).

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Parque das Nações

Cantinho do Aziz

Se é pouco dado a restaurantes barulhentos, dê meia volta. No Cantinho do Aziz, uma tasquinha de ascendência moçambicana na Mouraria, é preciso falar alto para se fazer ouvir, é preciso entrar na onda descontraída de quem serve e é preciso ir com a mente aberta para provar tudo aquilo que lhe sugerem. Do caril de caranguejo à muamba de galinha, do yuka malaku (frango com quiabos e mandioca em molho de coco) ao makoufe (mistura de couves em molho de amendoim e coco com gambas e pata de caranguejo), aqui é tudo bom.

Mais:
- Há duas cervejas moçambicanas que deve pedir: Laurentina e 2M.
- O piripíri da casa chama-se Sacana e apetece comprar um frasquinho.
- O chacuti de cabrito é barato e imperdível.

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Castelo de São Jorge

Casanova

Escolha dos críticos

As pizzas do Casanova (ou “as pizzas do Lux”) costumam ser a bitola de comparação para qualquer lisboeta, em qualquer conversa sobre pizzarias. Em boa verdade, é difícil chegar perto da qualidade das que aqui se fazem. A massa é fininha e estala nas pontas, o tempo em forno de lenha é o ideal, nem de mais, nem de menos, os ingredientes têm todos muita qualidade e, lá está a comparação, ao contrário de alguns dos congéneres, vêm sempre em abundância. O que pedir? Hmmm… Diavola, San Daniele, Parmigiana ou, em caso de dúvida, metade de cada.

Mais:
- Aposte nas horas fora da refeição. É a única maneira de não esperar na fila.
- A burrata vem de Puglia e é incrível.
- A melhor bebida da casa é o prosecco com cremolato (e não é suminho, atenção).

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São Vicente 

Caxemira

A comida deste indiano num primeiro andar da Praça da Figueira não se compadece com estômagos sensíveis ao picante. Claro que nem tudo vem pronto para deixar os clientes a suar, mas se se mostrar favorável a que assim seja, eles não se fazem rogados. O caril de camarão é um dos pratos que vale a pena provar, acompanhado de nan, mas não sem antes pedir as chamuças, com lugar garantido no top 5 de Lisboa. A regar tudo isto, cerveja indiana – vai mesmo precisar de alguma coisa fresquinha ou de se entreter enquanto espera pela mesa.

Mais:
- Ainda nos caris: prove o de borrego.
- Ainda nas bebidas: prove o mango lassi (batido de iogurte).
- Ainda nas entradas: prove o peshawary nan (um pão com passas e caju).

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Santa Maria Maior
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Os melhores restaurantes em Lisboa

A Casa do Bacalhau

É o sítio certo para apanhar uma overdose de bacalhau – ou para impressionar turistas. A Casa do Bacalhau nasceu para homenagear o fiel amigo e não quis fazer a coisa por menos: desenhou uma ementa onde há cerca de 25 receitas do dito, com origens no país inteiro. Estão lá os suspeitos do costume, caso do Zé do Pipo, do Gomes de Sá ou do à Brás, mas também entram as versões menos comuns, como o caril, o carpaccio ou as caras (e estamos só na letra “c”...).

Mais:
- Não manda a regra, mas devia, que se comece sempre pelos pastéis de bacalhau.
- Para quem torce o nariz ao bacalhau, há outras receitas (e não só de peixe). 
- Guarde espaço para as sobremesas, quase todas tradicionais.

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Alfama

A Cevicheria

Não foi o primeiro restaurante em nome próprio de Kiko Martins em Lisboa – essa distinção pertence a O Talho – mas foi o responsável por pôr o nome do chef nas bocas do mundo. E por consequência, tornar o espaço numa das mesas mais concorridas da cidade. A Cevicheria nasceu para homenagear o prato nacional do Peru, serve-o com salmão, atum e até bacalhau, mas o melhor de todos, a valer a espera na fila, é mesmo o ceviche puro, com peixe branco da época, puré de batata doce, cebola, algas e leite de tigre.

Mais:
- A espera por mesa faz-se com um (ou dois, ou três) copo de pisco sour na mão.
- Para rematar, arrisque na mini-sandes surf and turf com barriga de porco e camarão.
- Se quer mostrar nas redes sociais onde está, fotografe o polvo gigante do tecto.

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Princípe Real

Adega da Tia Matilde

Comida tradicional, doses fartas, empregados lestos. Estas seis palavras bastariam para fazer justiça a um dos templos da comida tradicional em Lisboa. Felizmente há mais linhas que permitem falar da data de nascimento do espaço, em 1926, da qualidade da cozinha – as pataniscas, o cozido, os filetes de garoupa, o coelho à caçador... é tudo bom – e do ambiente, com gente engravatada, políticos, ex-jogadores da bola, por aí. Era o poiso diário de Eusébio e a galeria de fotografias à entrada do restaurante presta-lhe a devida homenagem.

Mais:
- Prove a sopa de cozido, um caldo com couves e cenoura exímio.
- Esqueça a EMEL, o restaurante tem um parque de estacionamento próprio.
- As meias doses são suficientes até para um esfomeado.

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São Sebastião

Aron Sushi

Aron Vargas é um dos discípulos de Takashi Yoshitake, do antigo Aya, que se aventurou num restaurante em nome individual (assim como os sushimen do GoJuu, Kampai e o próprio Tomoaki, do Kanazawa). No seu restaurante da Praça da Espanha, que só peca por ser um pouco frio, segue a tradição mais purista da cozinha japonesa, onde o peixe é sempre o protagonista do prato. A variedade é um dos trunfos da casa, inclui atum, robalo, dourada, polvo, lulas e enguia, e o corte é sempre impecável.

Mais:
- Tem um segundo Aron Sushi, no Mercado 31 de Janeiro.
- Escusado será dizer que o peixe dos dois restaurantes vem da banca de Açucena Veloso.
- Convém reservar: o espaço é muito pequeno.

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São Sebastião

As Colunas

A cozinha d’As Colunas, a porta certa a entrar caso esteja na Amadora, é um curioso misto entre pratos de caça e carnes exóticas. Dá ainda uma perninha nos arrozes de peixe e tem um rol de queijos e enchidos de entrada que é de ir aos céus. Mais: a cozinheira vem do Minho, logo as doses são à escala do Norte. A lista mais parece a de um jardim zoológico, com zebra, javali, veado, cobra piton, pombo bravo, camelo, canguru ou coelho, e antes de pedir os donos explicam-lhe tal e qual o sabor e textura de cada um dos bichos. Posto isto, é caso para dizer que vale a pena ir à Amadora só para conhecer As Colunas.

Mais:
- A garrafeira é um dos trunfos da casa.
- Mesmo sendo minhoto, um dos melhores pratos é a sopa de cação alentejana.
- Tem de guardar um bocadinho de espaço para os doces. Todos de alta qualidade.

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Grande Lisboa

Atalho Real

O Atalho Real é uma espécie de alfaiate de carnes. Tem várias peças, vários tamanhos e sempre duas formas de as vestir – dentro do pão ou no prato, bem acompanhados. A escolha nem sempre é fácil, mas recomendamos que se atire à entrecôte maturada ou à maminha Black Angus e que peça a salada coleslaw, difícil de encontrar em Lisboa. Em dias e noites de Verão, reserve mesa na esplanada/jardim exterior, com vista para o Jardim Botânico. Um luxo. 
É um dos melhores restaurantes de carne em Lisboa

Mais:
- Os hambúrgueres são tailor made. E são bem bons.
- Tem uma sala privada para grupos grandes.
- O serviço nem sempre corre de feição – vá preparado.

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Princípe Real

Bastardo

O Bastardo rompe com todos os preconceitos à volta das cozinhas de hotel. A sala é luminosa, a decoração é descontraída – uma cadeira de cada nação diz tudo sobre ela – e a ementa, portuguesa mais contemporânea, tem sentido de humor. Ou não servissem pratos como O Caçador (coelho de escabeche, cebola roxa, batatinha e alecrim), o Tio Patinhas (chamuça de pato, foie gras, shitake e gema de ovo) ou o Macaco (banana, amendoim, caramelo e mais banana). 

Mais:
- O couvert chega à mesa numa caixa feita de Lego (atenção às criancinhas).
- Quer ter um jantar romântico? Peça as mesas ao lado das janelas.
- Já que está num hotel, beba um aperitivo antes do jantar.

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Baixa Pombalina

Boi-Cavalo

No meio do very typical de Alfama, há um restaurante onde não se ouve fado – é provável até que oiça algum indie rock – nem se comem peixes e carnes na grelha, salvo alguma ideia parecida do chef Hugo Brito para o menu da semana. Mal comparado, o Boi-Cavalo é menino rebelde no meio de tantas caras iguais do bairro. Um laboratório de experiências com produtos portugueses menos comuns, influências asiáticas ou de outros cantos do mundo, feitas por um antigo estudante de artes gráficas, que em boa hora se virou para os tachos.

Mais:
- O espaço é um antigo talho – estão lá os frigoríficos para comprovar.
- O menu é curto, criativo e muda todas as semanas.
- O chef teve um pop up de pho no Outono e é provável que não se fique só por aí.

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Alfama

Butchers

Qualquer carnívoro que aterre no Butchers pensará, com certeza, ter chegado ao paraíso. O restaurante do Parque das Nações serve carne maturada que vem dos Estados Unidos, da Austrália, da Dinamarca, Baviera, Uruguai e Espanha, que tanto chega já pronta a ser consumida, como é maturada in loco, antes de ir para a grelha sem sal ou outros temperos. Desta primeira liga, prove o T-bone ou o chuletón. Da liga mais comum, há peças de lombo, há maminha Black Angus, há vários hambúrgueres e pregos em bolo do caco. O único conselho: leve muita fome.

Mais:
- Há risotos, saladas e petiscos (sem carne) para quem viu o Cowspiracy.
- Nem só a vaca se matura: aqui também há porco maturado.
- É um bom restaurante para jantares de grupo.

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Parque das Nações

Café Buenos Aires

Na Time Out costuma-se dizer que o Buenos Aires é um daqueles restaurantes bóia de salvação. Para ir quando queremos ser bem servidos, quando queremos jantar num sítio com pinta, comer bem e pagar em conta ou ainda beber vinho com vista para o castelo. Os bifes argentinos (da vazia) são o cartão de entrada da casa, mas, acredite, há muito mais por explorar na ementa: as massas frescas, a salada de espargos, as endívias com peras ou a incomparável salada com flores. Só lhe falta um pequeno grande detalhe: ter um terminal de multibanco.

Mais:
- É restaurante dois em um, já que há outro Buenos Aires, mesmo ali ao lado.
- Esqueça jantar sem reserva, é quase impossível.
- As sobremesas… ui… as sobremesas. Sobretudo o postre argentino.

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Chiado
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Os melhores restaurantes em Lisboa

Adraga

Escolha dos críticos

Sempre que se sonha com o peixe e o marisco fresco do restaurante da Praia da Adraga e se decide fazer os 40 km que o separam de Lisboa, é preciso ter em consideração um detalhe: a reserva. Sim, mesmo em dias chuvosos de Inverno (ou seja 50% do ano em Sintra…). O restaurante é tão bom, que o parque de estacionamento da praia enche só com clientes da casa. As mesas ao lado da janela são as mais cobiçadas, mas cá para nós a melhor vista é outra: a do peixe fresco a desfilar na mesa antes de andar para a grelha.

Mais:
- Os robalos são pescados à linha, ali mesmo perto do restaurante.
- Costumam ter também percebes da zona (e já se sabe que o mar agitado lhes dá textura).
- Merengue de morangos ou tarte de maçã? Hmmm… os dois.

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Sintra

Azenhas do Mar

O restaurante que rouba o nome à localidade onde está instalado personifica o sonho de todos os portugueses após um longo dia de praia: marisco fresco, imperiais geladas e uma vista incrível sobre a piscina e a praia das Azenhas do Mar. E apesar de o sítio parecer chiquérrimo, molhe o pão nas amêijoas à Bulhão Pato sem cerimónias, lamba os dedos depois de comer o camarão frito e, bom, tenha só algum cuidado com os esguichos dos gordos percebes, porventura apanhados pelo próprio dono, mergulhador profissional.

Mais:
- Tem pratos mais elaborados, como a divinal massada de cherne.
- Por justiça à região, beba vinho de Colares.
- No Verão abrem um bar mais descontraído mesmo na praia.

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Sintra

Bagos

Depois de alguns anos desaparecido em combate, Henrique Mouro voltou ao Chiado com um restaurante onde todos os pratos têm um denominador comum: o arroz. É impossível escapar-lhe, assim como é impossível fugir às bases de cozinha portuguesa que sempre caracterizaram o chef – mesmo quando gosta de se aventurar por misturas de receitas. Basta pedir um arroz de grelos com feijão e filetes de polvo fritos ou uma cabidela com perna cheia de farinheira para perceber do que se fala.

Mais:
- Carolino, integral, selvagem, basmati… foram todos chamados à festa.
- Remate com o velho e bom arroz doce tradicional.
- Uma cozinha sem gás? Existe. Aqui é tudo eléctrico, feito em placas de indução.

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Chiado

Bairro do Avillez

Não lhe bastava ser um dos latifundiários do Chiado, José Avillez abriu em 2016 um minifúndio. Uma casa inteira, de enormes dimensões, com um bonito claustro cheio de luz, onde criou conceitos distintos. À entrada tem uma Mercearia com livros, aventais e azeites, lado a lado com os melhores queijos e enchidos do país; na mesma sala está a Taberna, com petiscos de assinatura, muitos bem originais; mais à frente, no claustro, está o Pátio, que faz um mix de marisqueira, com restaurante de peixe e de carnes tratadas mais a sério.

Mais:
- A charcutaria tem assinatura da Manteigaria Silva.
- Prove: o alfacinha de bacalhau, o polvo com kimchi e a corvina com migas.
- No Pátio há reservas (difícil é arranjar mesa de outra forma), na Taberna não.

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Chiado

Bistro 100 Maneiras

Sem peneiras, sem medos ou, para usar aquela que seria a melhor descrição para Ljubomir Stanisic, sem limites. Ao contrário do 100 Maneiras, mais sério, o Bistro é um palco onde o chef desafia as barreiras das várias cozinhas que o inspiram, como a jugoslava, a francesa e, claro, a portuguesa, e onde atira para a mesa especialidades como o bife tártaro do acém, o risoto de cogumelos com camarão selvagem ou o incrível burek jugoslavo de queijo e acelga biológica. É também um dos melhores sítios da cidade para ver e ser visto (isto é, está sempre cheio de gente gira).

Mais:
- Jorge Camilo, o barman, é um artista cuja carta não deve ignorar.
- Há uma sala privada, patrocinada pela Hendrick’s, com menus a 180€.
- De uma vez por todas: não é bistrô, é bistro, que em sérvio significa “limpo”.

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Chiado

Bonsai

O Bonsai festejou, no final de 2016, 30 anos de vida. Ou trinta anos de boa comida do Japão, que não se esgota no sushi. Aqui há uma mistura consistente de pratos quentes tradicionais japoneses (como hot pot e noodles a sério) e especialidades com peixes frescos, crus e bem cortados (incluindo quase sempre toro, a parte da barriga do atum). A cozinha já conheceu alguns sushimen – está agora ao cuidado de Lucas Azevedo – mas curiosamente manteve-se sempre na mó de cima. É por isso que desejamos à casa outros 30 anos de vida pela frente.

Mais:
- Tem o melhor menu de almoço da cidade em relação qualidade/preço (custa 10€).
- Aos sábados, de 15 em 15 dias, nos meses quentes, há ramen do bom.
- Nem as sobremesas escapam à onda nipónica.

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Chiado/Cais do Sodré

Café de São Bento

Há o bife de lombo. Depois há o molho do bife de lombo. E ainda as batatas do bife de lombo, para molhar no molho do bife de lombo… Falar do Café de São Bento é falar deste portento da cozinha da cidade que todo o lisboeta devia trincar uma vez na vida. Claro que há uns pratos mais em conta, como o prego do lombo em pão alentejano ou o bife da vazia, com o mesmo molho, inspirado no histórico Marrare, mas a experiência não é a mesma. Ah! E faltou mencionar o esparregado, para acompanhar o bife do lombo, claro. O Café de São Bento um dos melhores restaurantes de carne em Lisboa.

Mais:
- Vá em absoluto jejum e no final prove a tarte tatin de maçã.
- Sopra 35 velas em 2017. Oh! É bonito.
- O molho do bife de lombo leva natas, pimenta, sal, manteiga e os sucos da carne.

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Chiado/Cais do Sodré

Café Lisboa

A par da Pizzaria Lisboa, é o restaurante de José Avillez que menos bruá causa na cidade. Talvez por estar dentro (e fora, também, com uma boa esplanada) do Teatro Nacional de São Carlos ou talvez por ser o sítio onde a cozinha é mais simples e descontraída. Ainda assim, os croquetes, os pastéis de massa tenra, os nuggets de bacalhau, o caldo verde e os arrozes malandros, todos à la Avillez, não merecem ser ignorados. Aqui faz-se comida portuguesa de boas bases, com sabores no ponto e apresentação bonita. Os turistas adoram e os lisboetas deviam seguir-lhes a adoração.

Mais:
- O chef apresenta aqui o seu próprio pastel de nata. É bom? Sim, senhor.
- Há de tudo, como numa tasca: creme de legumes, bitoque, bacalhau à Brás.
- Faça chuva ou faça sol, a esplanada é coberta no Inverno.

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Chiado

Cantinho do Avillez

Quando abriu o Cantinho, em 2011, naquilo que dizia ser um restaurante para os seus amigos, José Avillez dava uns passos atrás na alta cozinha. Aqui provou que um chef pode brilhar nuns simples peixinhos da horta, num hambúrguer com carne barrosã ou num risoto de cogumelos portobello. Claro que se meteu por misturas mais originais, como os carabineiros do Algarve com sabores thai ou as vieiras com batata doce de Aljezur, e com isso conquistou os lisboetas, abrindo caminho para o que construiu a seguir: cinco restaurantes de sucesso no Chiado.

Mais:
- Nunca esquecer que a famosa avelã3 nasceu aqui.
- Os antigos ovos à professor, típicos do Belcanto, só se servem no Cantinho.
- O prego MX-LX é um dos pratos DIY mais interessantes de Lisboa.

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Chiado

Casa de Pasto

No final de 2016, Diogo Noronha abandonou o grupo Mainside, dono da Casa de Pasto (que tem também o Rio Maravilha), restaurante com pinta de sala de jantar do início do século XX e cozinha portuguesa reinterpretada. Sucedeu-lhe Hugo Castro, um vimaranense, descendente da cozinha de tacho ensinada pela avó, que pretende manter a linha de gastronomia nacional do restaurante. A transição está a ser feita de forma lenta e a nova carta será apenas conhecida na Primavera. Até lá pode contar com novas sugestões semanais, ligadas aos produtos de época.

Mais:
- Prove os acepipes de entrada, em especial os rissóis de berbigão.
- Apesar do tradicional português, as técnicas são sofisticadas.
- Mick Jagger jantou lá a última vez que esteve em Lisboa.

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Cais do Sodré
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Os melhores restaurantes em Lisboa

A Travessa

Clássico incontornável de Lisboa, muitas vezes caído no esquecimento, há vários detalhes que convém recapitular sobre A Travessa. O que é que se come? Cozinha de inspiração belga, toques franceses e algumas receitas portuguesas. Quem é que vou encontrar? Alguns turistas, gente famosa que vem a Lisboa– há registos de avistamentos de John Malkovich – e residentes da Lapa, o bairro contíguo. O que tenho de levar vestido? Nada de especial, mas vai sentir-se melhor se não trouxer aquelas cómodas calças rotas.

Mais:
- Uma carrinha pão de forma antiga leva os clientes ao restaurante.
- Experimente uma receita do próprio edifício: perdiz à Convento das Bernardas.
- As melhores mesas são as que ficam junto ao claustro.

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Estrela/Lapa/Santos

Arola

Pinta de rockstar, estrelas Michelin no currículo e restaurantes espalhados pelos quatro cantos do mundo. De forma muito sintética, é assim a vida do chef catalão Sergi Arola, que assina dois espaços em nome individual no Penha Longa Hotel. A cozinha faz-se à base de tapas frias e quentes, algumas de assinatura – caso das icónicas e sofisticadas batatas bravas – e de outras receitas que casam Portugal e Espanha, com alguns toques de comida asiática. Afinal o chef é um verdadeiro globetrotter.

Mais:
- Os pratos são todos simples, bonitos e gostosos, diz a crítica da Time Out.
- Há um belo terraço com vista para o campo de golfe.
- Quebra-gelo para usar à mesa: o chef é um apaixonado pelo restaurante Adraga.

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Sintra

Bica do Sapato

O ícone do Cais da Pedra continua, à medida que os anos passam, a ser um dos grandes restaurantes desta cidade, sobretudo no que toca a comer bem, num ambiente cosmopolita e com serviço irrepreensível. Pela cozinha já rodaram alguns chefs, mas desde 2013, Manuel Bóia agarrou o leme, sustentado pelo chef António Marques na pastelaria (e quem já provou o brunch sabe que a qualidade está lá em cima). O que comer? Os míticos peixinhos da horta, a raia em beurre noisette ou o magret de pato braseado.

Mais:
- O sushi-bar, só aberto aos jantares, está cada vez melhor.
- No Verão a esplanada ganha uma carta exclusiva de snacks.
- E no Inverno a lareira faz com que queiramos que a mesa nunca mais fique pronta.

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São Vicente 

Estoril Mandarim

Escolha dos críticos

A abertura do Estoril Mandarim, já lá vão uns bons anos, introduziu os portugueses na cozinha fine dining chinesa. A ementa tem mais de 100 referências, de onde se destacam, entre os melhores dos melhores, a sopa de barbatana de tubarão supremo e o pato assado à Pequim, que vem para a mesa em dois momentos (primeiro a pele, depois a carne). Ao almoço, tem ainda os dim sums mais delicados da Grande Lisboa, feitos pelo mestre da área, Cham Kam Leong. Prove o siu-mai, com ovas de caranguejo no topo ou o há-kau, com gambas e cogumelos brancos.
O Estoril Mandarim é um dos melhores restaurantes chineses em Lisboa

Mais:
- À boa moda chinesa tem várias salas privadas.
- O pastel de nata é capaz de atirar muitos primos portugueses para um canto.
- Até a sopa de ninho de andorinha é fora de série.

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Cascais

Midori

Ainda os portugueses não tratavam o sushi por tu e já o Midori jogava cartas altas na cozinha japonesa. Foi escola de muitos sushimen desta cidade (Paulo Morais e a mulher, Anna Lins, passaram por lá), e agora tem à cabeça o chef Pedro Almeida, um talento em constante criação, que conquista os clientes com gyosas de lavagante ou bife wagyu, entre outros pratos. Uma conjugação perfeita entre o sushi mais tradicional e as várias potencialidades da cozinha do Japão. Ah! E deixe espaço para as sobremesas, outro dos trunfos do restaurante.

Mais:
- De terça a sexta há um menu de degustação japonês a 79€.
- Aos sábados faz o já famoso buffet que até nos deixa baralhados de tanta oferta.
- Ramen: aqui também o fazem e é do bom.

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Sintra

Monte Mar

Estrada do Guincho, Cais do Sodré e Time Out Market. O clássico cascaense cresceu e multiplicou-se, abriu em Lisboa também com uma senhora esplanada virada para a água, mas continuamos a preferir a casa-mãe para comer os famosos filetes de pescada com arroz de berbigão, o linguado frito com açorda e os crepes de lagosta – ou qualquer outro dos peixes do dia e mariscos frescos. É que depois tem a velha história da localização em cima das rochas, a deixar colados à janela os clientes em dia de mar picado.

Mais:
- De todos os restaurantes do Guincho é o que tem a melhor esplanada.
- E quem não gosta de peixe? Tem umas iscas deliciosas. - Há Santini à sobremesa. Yupi!

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Cascais

O Relento

A data de fundação, 1963, faz d’O Relento uma das cervejarias mais antigas da cidade. E neste caso a idade não só é um posto, como obriga a ir buscar a velha máxima do vinho do Porto: tem melhorado com os anos. O festim de bons sabores começa logo com os salgados de entrada (rissóis, chamuças, croquetes), entra pelos vários mariscos dentro – dizem os donos que a melhor forma de percebê-lo é com a Travessa de marisco (para 6 pessoas), que tem desde ostras a lagostins, canilhas e vários tipos de camarão – e só acaba no bife especial à Relento, com molho de mostarda.

Mais:
- Imite as mesas vizinhas e beba imperial em caneca de metal.
- Em épocas específicas tem mariscos raros, como o camarão de rabo azul do Algarve.
- Há sempre percebes, que vêm de fornecedores das Berlengas.

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Oeiras

Os melhores restaurantes em Lisboa

100 Maneiras

O percurso de Ljubomir Stanisic em Lisboa já deixou claro que irreverência e criatividade são duas marcas fundamentais da sua cozinha. No 100 Maneiras Bairro Alto mostra uma cozinha de autor, feita com técnicas modernas, produtos portugueses e peças menos convencionais de vários animais. Existe apenas um menu de degustação, com uma média de nove pratos, que roda todas as estações. Muda tudo, excepto um prato de assinatura, a provar pelo menos uma vez na vida: o estendal do Bairro, feito de bacalhau desidratado.

Mais:
- O preço do menu tem vindo a subir ao longo dos anos (custa 60€).
- Só tem 30 lugares e costumam encher aos fins-de-semana. Já sabe: reserve.
- Tem uma excelente garrafeira e gente que percebe do assunto a servir o vinho.

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Bairro Alto

Alma

Três anos depois de ter fechado o seu Alma, em Santos, Henrique Sá Pessoa reabriu-o. Fê-lo uns furos acima do antigo espaço, num bairro premium, o Chiado, e com uma cozinha já mais evoluída. E é caso para dizer ainda bem: o risco valeu-lhe a primeira estrela Michelin da carreira. O restaurante é mais moderno do que o anterior, uma síntese de fine dining e sítio trendy, e a cozinha mistura alguns clássicos portugueses com influências de viagens e leituras do chef, que sempre gostou de desbravar a cozinha asiática.

Mais:
- Há dois menus de degustação (70 e 90€) e pratos à la carte.
- A entrada de cenouras assadas deixou o crítico eufórico – experimente.
- O fogão, desenhado pelo chef, é uma peça única e pesa 750 kg.

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Chiado

Belcanto

Escolha dos críticos

José Avillez foi o primeiro chef português a carimbar duas estrelas Michelin no currículo e o primeiro a obter a distinção para a Grande Lisboa. No Belcanto, o segundo de seis restaurantes que abriu em Lisboa, está estampada toda a sua criatividade. Tanto em pratos tradicionais 100% revisitados, como o cozido à portuguesa, com o sabor bem concentrado num incrível caldo, como em experiências arrojadas, caso da já conhecida horta da galinha dos ovos de ouro, em que uma película dourada comestível envolve um ovo a baixa temperatura. Isto para não falar dos aperitivos, sempre surpreendentes.

Mais:
- Mais do que uma refeição, é uma experiência: vá com tempo.
- Abra os cordões à bolsa também nos vinhos. A carta merece.
- Os menus de degustação valem 125 e 145€, mas pode pedir à la carte.

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Chiado

Cimas English Bar

Espiões na II Guerra Mundial, famílias reais que passaram pela Linha, escritores, políticos. O livro de memórias deste clássico do Estoril, instalado num chalé da Marginal com vista para o mar, está cheio de nomes sonantes. Mas aquele que tem de decorar é “Cima”, apelido do galego que comprou o espaço na década de 50 (já vai na terceira geração), e que lhe deu a alma que tem hoje: cozinha internacional, raiz galega, influência francesa e um jeito especial para confeccionar pratos de caça – não fosse a galinhola à English Bar uma das estrelas do menu.

Mais:
- A garrafeira da casa tem mais de 20 mil referências.
- Tem um bife tártaro que vale cada euro gasto (são 32).
- Para quem gosta de caça, é o melhor restaurante deste guia.

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Cascais

Eleven

Joachim Koerper é a cabeça do restaurante estrelado desde o primeiro dia. Defensor da sazonalidade, não há estação do ano em que a ementa não receba um extreme makeover, sempre surpreendente. Nem todas as proteínas mudam, mas o chef alemão costuma trocar os métodos de confecção e os acompanhamentos – caso do carré de cordeiro, um clássico da ementa, já com vários matrimónios no currículo. Pode comer à la carte, atirar-se a um menu de degustação ou perder a cabeça com o menu lavagante, onde o marisco está presente do princípio ao fim.

Mais:
- Se reservar, peça as mesas junto à janela.
- O menu apresenta algumas incursões pela cozinha brasileira.
- O temido guia vermelho continua a agraciar o Eleven com a estrela.

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São Sebastião

Feitoria

João Rodrigues é uma das mentes mais criativas de Lisboa. E um mestre em extrair o melhor sabor de cada produto, seja ele peixe e marisco – que costuma chegar das lotas de Peniche e do Algarve –, sejam os vários legumes biológicos da Quinta do Poial. O restaurante tem a linha séria da cozinha de hotel, muito ligada ao mar e com fusões a oriente, mas o chef não se coíbe de fazer experiências aparatosas, com fumos, pós e afins. Como é de bom tom num fine dining, os aperitivos e amuse bouches são parte da experiência e o artista não desilude na sua criação.

Mais:
- Tem uma estrela Michelin, mas merecia ter ganho a segunda em 2017.
- O menu Terra, 100% vegetariano, é um assombro.
- Os menus custam 80€ (três pratos), 95€ (quatro pratos) e 135€ (seis pratos).

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Belém

Fortaleza do Guincho

Escolha dos críticos

Durante 17 anos, o Fortaleza do Guincho foi um dos estandartes da cozinha francesa em Portugal. Havia alguns cheiros de gastronomia alemã, dados pelo chef consultor Antoine Westermann, que abandonou o projecto em 2014. No ano seguinte, Vincent Farges, o chef executivo, saiu do restaurante e a cozinha passou para as mãos do cascaense Miguel Rocha Vieira. Um chef que já levava uma estrela Michelin no currículo, com o seu Costes, na Hungria, e conseguiu manter o feito aqui. O que serve está mais próximo de Portugal e do mar, a bater nas rochas mesmo ali ao lado.

Mais:
- Pargo, sapateira, peixe-galo, carabineiro: há uma clara inspiração nas redondezas.
- Inácio Loureiro, o sommelier premiado, sabe muito do assunto.
- Há menus de degustação entre os 95 e os 135€.

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Cascais

Kanazawa

Escolha dos críticos

Tomoaki Kanazawa chegou a Portugal em 1993 a convite do embaixador do Japão, esteve no Aya, fundou o Tomo, onde juntou uma legião de fãs e, finalmente, lançou o seu antigo sonho: um restaurante com apenas oito lugares ao balcão, onde tem um menu kaiseki (de degustação), que respeita muito a sazonalidade dos produtos. O chef é, aliás, um estudioso e é meticuloso na escolha e manuseamento de cada um dos ingredientes que serve. É por isso que o vai ver concentrado a trabalhar cada prato. Espere muita e boa fauna marinha e vários produtos e técnicas de que nunca ouviu falar.

Mais:
- Os menus andam entre os 60 e os 150€, mas pode haver flutuações no preço.
- Só aceitam reservas online com, pelo menos, três dias de antecedência.
- O menu é um manuscrito em papel vegetal que vem em japonês (há tradução).

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Belém

LAB by Sergi Arola

Acabadinho de receber a estrela Michelin, o LAB do chef Sergi Arola é um laboratório que em vez de cientistas de bata com pipetas e tubos de ensaio tem chefs de avental com maçaricos e pinças. O restaurante fica mesmo ao lado do Arola e partilha a chefia – apesar de ter Milton Anes como chef executivo. Desde o dia da abertura, em meados de 2015, trabalha na alta cozinha (e almeja a estrela Michelin), numa onda de pratos mediterrânicos e do resto do mundo, em três menus de degustação diferentes, todos com muito sabor.

Mais:
- Também há alguns pratos à la carte.
- O menu Locura a Locura tem uma degustação de vários produtos da carta.
- O restaurante é pequeno: 22 lugares.

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Sintra

Loco

Escolha dos críticos

Seis estrelas da Time Out ao extinto Bocca, cinco estrelas (só porque já não existe o sistema das seis) ao Loco e agora uma estrela Michelin. Alexandre Silva merece-a. É uma das mentes mais criativas de cidade, apesar da atitude calma e sóbria. Um pouco como o seu restaurante. Um alta cozinha onde os empregados recebem os clientes de ténis, numa sala muito descontraída, onde tudo o que é servido tem grande delicadeza e esforço. Um sítio onde vale mesmo a pena cometer loucuras (e gastar algum dinheiro) e se é tratado como um cliente único.

Mais:
- Além da comida, o highlight do restaurante é uma oliveira suspensa, presa ao tecto.
- Há dois menus de degustação: 14 momentos (70€) e 18 momentos (85€).
- As bebidas não são só as tradicionais dos fine dinings: há licores e sumos fermentados.

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Estrela/Lapa/Santos
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Os melhores restaurantes em Lisboa: por bairro

Os melhores restaurantes na Baixa

Bairro mal-amado pelos lisboetas, idolatrado pelos turistas, a Baixa continua a ter vários restaurantes que merecem a sua atenção. Quer ande à procura de boa comida portuguesa, de um japonês diferente dos congéneres da cidade ou de alguns clássicos que se mantêm com muita qualidade há vários anos. Estas são as nossas escolhas dos melhores restaurantes na Baixa.  Recomendado: Os melhores restaurantes na Mouraria

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Por Mariana Correia de Barros

Os melhores restaurantes na Mouraria

É o sítio ideal para quem quer visitar o que resta da Lisboa do fado e das tascas e para provar um pouco de tudo: chinês, goês e o mais típico do português. Um roteiro perfeito pelos melhores restaurantes na Mouraria. Recomendado: Onde comer em Lisboa a melhor comida do mundo

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Por Mariana Correia de Barros

Onde comer bem no Príncipe Real

É o bairro com as lojas mais alternativas, as noites mais coloridas e os restaurantes do momento. A oferta é variada e não desilude. Asiáticos, italianos, cozinhas de autor: abram alas para a família real de restaurantes do Príncipe Real.    Recomendado: Os melhores restaurantes na Avenida da Liberdade

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Por Mariana Correia de Barros

Os melhores restaurantes nas Avenidas Novas

Italianos, nepaleses, japoneses e, como não podia deixar de ser, portugueses, numa linha muito tradicional. As Avenidas Novas têm oferta para todos os gostos e carteiras. Esta é a nossa escolha dos melhores restaurantes nas Avenidas Novas para comer bem quando andar de passeio pela zona.

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Por Mariana Correia de Barros

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