Global icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os 149 melhores restaurantes em Lisboa

Os 149 melhores restaurantes em Lisboa

Dos clássicos da cidade, onde nunca nos cansamos de voltar, aos surpreendentes recém-chegados, estes são os melhores restaurantes em Lisboa

Por Inês Garcia |
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Os críticos da Time Out visitam os restaurantes anonimamente e pagam pelas suas refeições - o mesmo é dizer, como qualquer cliente – e, na melhor parte dos casos, repetem a visita antes de se pronunciar. Acresce que nenhum restaurante é criticado antes de cumprir três meses de porta aberta e, por princípio, nenhum é aclamado com cinco estrelas ou despachado com apenas uma sem que um segundo crítico subscreva essa avaliação. Há onze anos que a Time Out faz questão de repetir esta cartilha em tudo o que faz e de a respeitar sem cedências. O que é que isso vale? Ainda e sempre, é a si que cabe dizer.

O que lhe podemos garantir é que todos os 149 restaurantes que encontra nesta lista foram visitados pela nossa equipa pelo menos uma vez e que resulta de uma escolha, subjectiva como se espera, mas criteriosa como se exige. Como de costume, a coisa valeu discussões e zangas. Mas lá chegámos a um consenso e estes são os restaurantes em Lisboa que tem mesmo de conhecer.

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Os 149 melhores restaurantes em Lisboa

1
Casa do Bacalhau - Pataniscas
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

A Casa do Bacalhau

icon-location-pin Alfama

Até o maior apreciador de bacalhau é capaz de ficar indeciso nesta casa com história, instalada nas antigas cavalariças do Palácio do Duque de Lafões. A lista é uma homenagem ao bacalhau, com mais de 30 maneiras de o provar, das mais clássicas às receitas mais recentes: assado na brasa, cozido com todos, à Brás, à Gomes de Sá, à Zé do Pipo, em caril, pataniscas ou pastéis, e até as partes menos nobres, mas muito saborosas, como as línguas panadas ou em arroz e as caras de bacalhau.

Perfeito para: Descobrir as mil e uma caras do bacalhau. Obrigatório provar: A feijoada de sames de bacalhau.

2
A Cevicheria
© Ana Luzia
Restaurantes, Global

A Cevicheria

icon-location-pin Princípe Real

Kiko Martins andou a comer o mundo antes de se instalar em Lisboa com um bom leque de restaurantes diferentes. A Cevicheria abriu em 2014 e criou buzz em torno da gastronomia peruana na cidade: tem o prato tradicional do Peru na sua versão mais pura – com peixe branco, puré de batata doce, cebola, algas e leite de tigre – mas a carta vai rodando novidades e vai além dos ceviches, com quinotos do mar ou causas mistas. Não aceita reservas e é um espaço pequeno, por isso vá com convicção. Na espera, observe o enorme polvo no tecto, por cima do bonito balcão de 4,5 metros.

Perfeito para: se apaixonar pelo Peru à mesa
Obrigatório provar: o ceviche português, com bacalhau, polvo, puré de tremoço e creme de tomate

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3
Adega das Gravatas
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega das Gravatas

icon-location-pin Carnide/Colégio Militar

Explicamos já o nome: as gravatas são bibelôs da casa, acumuladas ao longo dos anos graças a amigos e clientes, pelo que se for engravatado pode optar por manter a tradição e sair só de camisa. Esta Adega é um dos restaurantes mais emblemáticos de Carnide, com boa comida portuguesa, especialmente grelhados, e sempre em doses generosas. O bife na pedra (um verdadeiro naco para duas pessoas), o polvo ou a açorda de gambas são apostas seguras para almoços e jantares, mais ou menos demorados.

Perfeito para: Praticar o desapego das gravatas lá de casa. Obrigatório provar: O polvo à lagareiro com batatas a murro.

A Time Out diz
4
Adega da Tia Matilde - Sala
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega da Tia Matilde

icon-location-pin São Sebastião

A Adega da Tia Matilde é um restaurante com estatuto de clássico. Abriu como tasca em 1926 e continua a ser sítio de romarias para comer bons pratos de cozinha regional, do bom cozido às terças-feiras, às pataniscas, filetes de garoupa ou feijoada à transmontana. Tem uma sala grande e bonita, daquelas cheias de fotografias de outros tempos – e não vai ser preciso olhar com muita atenção para descobrir Eusébio, grande fã desta casa durante os seus tempos em Lisboa (tem até um busto). O serviço é atencioso e simpático e as doses bem generosas, seja qual for o petisco.

Perfeito para: achar que está a comer no conforto da casa da tia.
Obrigatório provar: o leite-creme no final da refeição.

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5
Adega Saraiva - Espaço
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega do Saraiva

icon-location-pin Sintra

Esta casa tradicional em Nafarros, perto da vila de Sintra, tem uma receita de cabrito assado no forno com décadas de existência e tanta fama – devida – que ao fim-de-semana as romarias e almoçaradas em família enchem o restaurante e esgotam até alguns pratos. Às quartas, sábados e domingos a Adega do Saraiva serve também um óptimo cozido e o bacalhau à Tia Emília, a cozinheira de mão cheia desta casa. Isto tudo sempre acompanhado por pão saloio caseiro em forno de lenha.

Perfeito para: ir dar umas voltas à serra para desmoer
Obrigatório provar: o cabrito assado no forno




6
Restaurante Adraga
Fotografia:Ana Luzia
Restaurantes, Frutos do mar

Adraga

icon-location-pin Sintra

Restaurantes com vista ganham logo pontos e nisso o restaurante da praia da Adraga é rei: fica mesmo em cima do areal, com a sala de refeições virada para o mar. A tradição neste restaurante de peixe e marisco fresco, apanhado ali perto, ainda é o que era portanto o serviço é com travessas de alumínio e as mesas têm toalhas de papel à antiga. Comece com as amêijoas ou os percebes para entrada e siga para um dos peixes grelhados por quem entende do assunto.

Perfeito para: se sentar à janela e deixar o sol aquecer-lhe a alma
Obrigatório provar: o peixe grelhado, o mais fresco do dia




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7
A Floresta do Salitre - Entremeada de Leitão
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

A Floresta do Salitre

icon-location-pin Avenida da Liberdade

Comer bem e barato perto da Avenida da Liberdade não é uma utopia. Nesta Floresta, quando o relógio se aproxima das 13.00, as mesas já estão cheias, e da cozinha vão saindo bons pratos típicos portugueses. O serviço é simpático, à antiga, as sopas são caseiras, os pratos bem cheios. À sexta-feira há uma competição para ver se sai mais bacalhau com grão (sempre em postas generosas) ou a entremeada de leitão, acompanhada por batata frita caseira às rodelas. Mas o arroz de garoupa ou o bitoque da vazia são boas apostas todos os dias. Antes de pedir a conta, olhe para a montra de sobremesas. Vale a pena.

Perfeito para: Dizer que gastou menos de 15€ numa grande refeição junto à Avenida mais cara de Lisboa.
Obrigatório provar: O bitoque da vazia.

8
Água pela Barba - Espaço
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Água pela Barba

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Fica no meio da Bica mas podia estar junto ao mar. O Água pela Barba faz lembrar uma cabana na decoração descontraída mas também pela carta, forte em pratos de peixe e marisco, tudo em doses de partilha, pensadas pelo chef João Magalhães Correia. Há tacos de peixe, ceviches mistos ou um surpreendente arancini italiano com tinta de choco. Nos pratos grandes tem risoto de lingueirão, um arroz do mar com berbigão e um polvo grelhado, com creme de grão e limão a dar o toque fresco. Nem nas sobremesas vimos à tona e continuamos o mergulho, com umas canilhas doces.

Perfeito para: um jantar com sabor a praia e mar no meio do bairro
Obrigatório provar: o arroz d’ouro, com açafrão e camarão, às segundas-feiras




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9
Restaurante Alma
Fotografia:Arlindo Camacho
Restaurantes

Alma

icon-location-pin Chiado

O ateliê de Marvila, onde Henrique Sá Pessoa trabalha as ideias que depois leva para o Alma, parece estar a dar resultado: o chef ganhou a segunda estrela Michelin no restaurante do Chiado, na edição de 2019 do importante guia gastronómico. É um restaurante de “cozinha excepcional, que vale a pena o desvio”, avalia a Michelin, onde o Sá Pessoa faz alta cozinha e reinterpreta clássicos bem portugueses, como o bacalhau. Tem dois menus de degustação (um a 110€ e outro a 120€): no Alma mostra os seus clássicos, no Costa a Costa faz uma viagem pela costa nacional e traz para a mesa a água do mar e espécies sustentáveis. Pode optar por uma refeição a la carte, sempre num ambiente intimista, e com um sommelier à disposição para fazer uma harmonização completa e ter toda a experiência.

Perfeito para: sentir a alma duplamente estrelada de Henrique Sá Pessoa
Obrigatório provar: a calçada de bacalhau com gema confitada, puré de cebola e salsa

10
Arola - Espaço
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Arola

icon-location-pin Sintra

O primeiro restaurante de Sergi Arola, uma espécie de estrela rock da gastronomia, fez dez anos em 2018. Numa década foi mudando e evoluindo: é o mais descontraído do chef catalão (a estrela Michelin está no vizinho LAB by Sergi Arola) e à mesa comem-se tapas quentes e petiscos ibéricos, com influências de todo o mundo. É daqueles sítios que vale a viagem até Sintra em amena cavaqueira com um grupo de amigos e ir pedindo, sem medos, ora os peixinhos da horta, ora as molejas assadas com cremoso de mostarda antiga.

Perfeito para: Fazer uma pausa no jogo de golfe.
Obrigatório provar: As batatas bravas com aioli e tomate picante.

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11
Aron Sushi - Mercado 31 Janeiro
©DR
Restaurantes, Japonês

Aron Sushi (31 de Janeiro)

icon-location-pin Lisboa

O segundo restaurante de Aron Vargas, um dos discípulos de Takashi Yoshitake (referência incontornável quando falamos da história da gastronomia japonesa em Portugal), é uma pequena tasca com duas salas e boa matéria-prima. Se é purista no que toca ao sushi, aqui tem a garantia de que o peixe é muito fresco e usado da maneira tradicional. A palavra fusão não entra – nem nas combinações mais irreverentes. Há entradas diferentes, como as lulas com ovas de bacalhau, sushi a la carte e menus de almoço com uma boa relação qualidade/preço.

Perfeito para: comer boa cozinha japonesa sem as filas dos espaços mais trendy
Obrigatório provar: o kurodai, com dourada

12
As Colunas
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

As Colunas

icon-location-pin Grande Lisboa

Este é um restaurante que vale o desvio para lá da coroa principal do metro e não é só pelas doses generosas servidas pela cozinheira que veio do Minho. Na ementa há pratos tradicionais portugueses (tome nota: é paragem obrigatória na época da lampreia) e toda uma secção dedicada à caça brava com espécies mais ou menos exóticas, do mais comum coelho à perdiz, faisão, camelo, veado ou até canguru. A garrafeira forra toda a parede da sala de jantar e é de luxo. Na altura do doce, atenção ao arroz doce cremoso e às sobremesas conventuais.

Perfeito para: fazer um safari gastronómico
Obrigatório provar: o arroz de coelho bravo

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13
Atalho Real - Carne Maturada
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Atalho Real

icon-location-pin Princípe Real

Mal passado ou médio-bem? No Atalho Real há alguns dos cortes mais suculentos da cidade e antes de chegar a essa fase da decisão, tem muito por onde escolher, começando na maminha Black Angus até à entrecôte maturada e wagyu. Pode pedir no pão, em hambúrguer, ou no prato, com dois acompanhamentos. O chuletón, uma costeleta de boi com 450 g, é o único servido apenas no prato. Se for numa refeição vagarosa, não ignore as entradas. E se o sol brilhar, aproveite a esplanada virada para o Jardim Botânico.

Perfeito para: Os carnívoros apurarem o paladar.
Obrigatório provar: O chuletón com batatas gratinadas e coleslaw.

A Time Out diz
14
A Travessa
© Arlindo Camacho
Restaurantes

A Travessa

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

É, e sempre foi, uma das opções mais seguras para um jantar de qualidade em Lisboa. Criado com uma cozinha de inspiração belga, hoje mistura-se com o receituário português em pratos feitos com produtos de máxima qualidade e trabalhados com mestria – há perdiz à Convento das Bernardas mas também raia au beurre noir. O serviço, à moda antiga, é dos melhores da cidade. E é daqueles sítios onde viaja à mesa: o restaurante fica num antigo convento, com mesas no claustro, e por momentos é capaz de esquecer que está no centro da Madragoa.

Perfeito para: Jantar no claustro e fingir que está num filme enquanto janta à grande
Obrigatório provar: o tamboril flamejado

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15
SushiCafe Avenida
© Ana Luzia
Restaurantes

Avenida SushiCafé

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O Avenida SushiCafé é já uma instituição quando falamos de gastronomia japonesa. Daniel Rente, o chef executivo à frente dos restaurantes de todo o grupo SushiCafé, sabe-a toda: o menu deste restaurante, feito com matéria-prima nacional e uma boa dose de criatividade, é perfeito para quem gosta de sushi tradicional, com qualidade, mas também para aqueles que gostam de arriscar. O menu de degustação é a melhor maneira de provar de tudo um pouco, mas se preferir pedir à carta, peça o sashimi em pedra de sal dos Himalaias.

Perfeito para: Ter reuniões de copo e pauzinhos na mão. Obrigatório provar: O mille-feuilles tuna tartar, com tártaro de atum.

16
Restaurante Azenhas do Mar
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Azenhas do Mar

icon-location-pin Sintra

Antes de mais nada, temos de falar da vista incrível, de cortar a respiração, deste restaurante clássico de peixe e marisco. As refeições são numa sala envidraçada com vista para o mar das Azenhas do Mar e não são baratas – mas valem cada cêntimo. Pode começar com as gulosas amêijoas à Bulhão Pato e pela salada de polvo, pedir uma travessa de percebes, quase sempre da zona, e depois dividir um bife de atum ou do lombo. Ou pedir logo uma boa cataplana. De qualquer das maneiras, regue sempre tudo com vinho de Colares.

Perfeito para: registar uma ocasião especial com uma foto postal
Obrigatório provar: a cataplana de lagosta com amêijoa, mexilhão e gambas

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17
Bastardo -Sala de Refeições
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Cozinha contemporânea

Bastardo

icon-location-pin Baixa Pombalina

“Vai à merda. Vai tu.” Não somos nós que o dizemos, atenção, mas estas frases são o primeiro cenário de muitas fotografias que vai tirar no Bastardo. O restaurante do Internacional Design Hotel tem tentado romper com todas as ideias pré-concebidas de uma cozinha de hotel numa zona superturística, começando pela decoração. O chef é Renato Bonfim, responsável por alguns pratos com influências mais asiáticas, como o pad thai, e outros mais portugueses. Descanse, “on this magic place calories don’t count”, palavra do Bastardo.

Perfeito para: Actualizar as redes e tentar não ofender ninguém.
Obrigatório provar: O risoto de abóbora com espinafres, bagas goji e azeite de trufa.

18
Belcanto
© Ana Luzia
Restaurantes, Português

Belcanto

icon-location-pin Chiado

Mais do que um restaurante, o Belcanto é uma experiência imersiva com surpresas ao longo de toda a refeição que se quer vagarosa e atenta. É a jóia da coroa de José Avillez, o primeiro chef português a carimbar duas estrelas Michelin no seu currículo, e onde aplica todas as suas técnicas de alta cozinha. O restaurante no centro de Lisboa foi remodelado em 2012 e serve uma cozinha onde se trabalham produtos de luxo e se reinventam algumas tradições portuguesas. Tem dois menus de degustação, um dedicado à Evolução, outro a Lisboa, sempre com possibilidade de harmonização de vinhos.

Perfeito para: mostrar ao mais-que-tudo que não há só estrelas no céu
Obrigatório provar: a horta da galinha dos ovos de ouro

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19
tiramissu do bella ciao
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Italiano

Bella Ciao

icon-location-pin Chiado

Era uma pequena trattoria ao pé do metro da Baixa-Chiado, com toalhas aos quadrados vermelhos e brancos e mesas corridas. No final de 2017 mudou-se para um sítio maior, também na Baixa, e nem por isso perdeu a autenticidade. Na cozinha mantém-se o dono, italiano, Marcello di Salvatore, responsável por massas al dente frescas e caseiras, como o spaghetti carbonara e o bucatini all’amatriciana, os gnocchi alla sorrentina ou as almôndegas, sempre em doses generosas.Tem duas sobremesas absolutamente obrigatórias: o tiramisú e a mousse de Nutella.

Perfeito para: gesticular em italiano sem vergonha
Obrigatório provar: o tiramisú

20
Bica do Sapato
© Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Bica do Sapato

icon-location-pin São Vicente 

Abriu em 1999 e é um dos restaurantes clássicos mais conhecidos de Lisboa e a verdade é que a Bica do Sapato, à beira do Tejo, continua a ser uma morada segura para provar uma cozinha portuguesa de raiz tradicional agora chefiada por Henrique Mouro e Pedro Resende Pereira. No menu tanto há petiscos para um final de tarde feliz como pratos com toque de autor. Aos domingos há um menu de brunch muito completo.

Perfeito para: comprovar que há espaços que melhoram com a idade
Obrigatório provar: o borrego alentejano e crosta de biscoito de especiarias

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21
Bistro 100 Maneiras - Sala 1
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Bistro 100 Maneiras

icon-location-pin Chiado

Em 2018, o Bistro 100 Maneiras voltou a ser o único restaurante português nos dez primeiros lugares da lista dos 50 melhores do mundo para a importante revista Monocle. No Bistro, o chef Ljubomir Stanisic conjuga influências portuguesas com algumas das suas origens e de outros países europeus e tem vindo a mostrar cada vez mais a sua ligação à Natureza, à sazonalidade à mesa e o respeito pelos produtos. A regar qualquer refeição estão as criações do barman Jorge Camilo, um dos melhores de Lisboa.

Perfeito para: mostrar que nem todos os restaurantes são um pesadelo na cozinha
Obrigatório provar: o leitão a dois tempos

22
Boa Bao
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Asiático contemporâneo

Boa Bao

icon-location-pin Chiado

O mais provável é ter de ficar cá fora à espera de uma mesa – é o habitual desde que este pan-asiático abriu (com fama e sucesso tal que já chegou ao Norte). Nas tigelas reconfortantes do Boa-Bao há sopas thai com noodles de arroz, camarão e frango, sichuan com noodles de ovo e pato, ou outras com wontons de ovo e porco. O chef belga Chris Gielen andou a cruzar a Ásia e trouxe para o Chiado pratos tradicionais da Tailândia, Vietname, Laos, Camboja Malásia, Coreia, Japão e China. A acompanhar tudo isto há cocktails, dos tiki (com rum e copos exóticos) aos de assinatura.

Perfeito para: comer à mão e de uma tigela mas com estilo
Obrigatório provar: o caril amarelo da Malásia

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23
Cervejaria Boa Esperança
©DR
Restaurantes, Frutos do mar

Boa Esperança

icon-location-pin Benfica/Monsanto

Não tem filas enormes à porta, não é enorme e portanto passa facilmente despercebida. Ainda assim (ou por isso mesmo) está na nossa lista das melhores cervejarias da cidade. Tem a cozinha aberta para a sala e uma ementa curta e directa ao essencial de uma marisqueira – há saladinhas frias boas para começar a refeição, de polvo, búzios e orelha, e entre os mariscos frescos há percebes, canilha, gamba tigre, camarão e amêijoa do Algarve. Para a sobremesa, dois pregos com alho e carne tenra. No tempo deles serve caracóis bem temperados e saborosos.

Perfeito para: uma patuscada com imperais sempre a sair sem grandes filas de espera
Obrigatório provar: os pregos, o Sonhé, do pojadouro, e o Especial, de uma parte mais tenra do mesmo corte

24
boi cavalo
Fotografia Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Boi-Cavalo

icon-location-pin Alfama

Não há duas semanas iguais, não há especialidades da casa ou pratos-estrela. A ida ao Boi-Cavalo, o restaurante do chef Hugo Brito em pleno bairro histórico de Alfama, é para ser feita com mente aberta, sem restrições ou esquisitices. A cozinha é de base nacional mas volta e meia há experiências arrojadas, tanto nos snacks como nos pratos principais. Não há opções à carta mas o menu de degustação é bastante consistente e completo: tem sete momentos, incluindo entradas e sobremesa, e possibilidade de pairing de vinhos.

Perfeito para: Sair da zona de conforto.
Obrigatório provar: Os pratos todos que lhe chegarem à mesa, sem torcer o nariz.

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25
Bonsai
© Ana Luzia
Restaurantes, Japonês

Bonsai

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Abriu numa altura em que ninguém comia com pauzinhos e peixe cru era olhado de lado. O mais antigo restaurante japonês da cidade mudou de chef em 2018 – agora é o japonês Shinya Koike no comando, mas o registo é o mesmo de sempre. Nos meses frios, aos sábados, há ramen, sempre sujeito a reserva. Como se tudo isto não fosse suficiente, o Bonsai tem, há vários anos, um dos menus de almoço com melhor relação qualidade/preço de Lisboa: com 11 euros sai de barriga cheia com prato do dia, sopa miso, sushi ou sashimi, arroz e salada. Para o fim da refeição fica o pudim, um dos melhores da cidade.

Perfeito para: uma refeição no privado, nas salas-cubículo do restaurante onde se janta no tapete
Obrigatório provar: o toro (parte da barriga de atum) e o pudim à sobremesa

26
Bota Sal
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Frutos do mar

Bota Sal

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Os donos do Sal, restaurante especializado em peixe grelhado na Praia do Pego, trouxeram para o centro de Lisboa os pratos e petiscos do mar, para matar saudades naqueles dias em que não dá para fazer 100 quilómetros até à Comporta. Há a sopa de peixe com pão frito e o arroz negro de choco com tiras de bacon, conhecidos dessa primeira casa. Desta cozinha estão também sempre a sair petiscos como o pica-pau de lombo e as lulinhas à algarvia. Das 18.00 às 19.30 há happy hour com cerveja a 1€.

Perfeito para: combinar um final de tarde de petiscos com amigos a meio do Inverno
Obrigatório provar: o arroz negro de choco com tiras de bacon

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27
Restaurante Butchers
Fotografia:Ana Luzia
Restaurantes

Butchers

icon-location-pin Parque das Nações

Preparem-se os carnívoros desta cidade: a dificuldade no Butchers é decidir o que comer. Na lista há de maturados há chuletón com 35 dias de maturação, picanha Black Angus, New York Steak da vazia, entrecôte, T-Bone ou um tomahawk com praticamente um quilo e meio para dois. As peças vêm dos Estados Unidos, da Austrália, Dinamarca, Baviera, Uruguai ou Espanha e algumas são maturadas no restaurante. Vão, depois, para a grelha em bruto, sem sal e outros temperos e chegam à mesa acompanhadas por batata doce frita e salada. Há também hambúrgueres, pregos em bolo do caco e petiscos.

Perfeito para: quem ainda não está preparado para cortar nas carnes
Obrigatório provar: a picanha black angus




28
Café Buenos Aires - Sala
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Argentino

Café Buenos Aires

icon-location-pin Chiado

O restaurante da Calçada do Duque com vista para o Castelo de São Jorge é famoso pelos bifes argentinos ou pela massa fresca artesanal mas nos últimos anos tem mostrado como trabalhar bem a sazonalidade dos produtos e ir fazendo rodar a carta – prova disso é o menu de almoço (a partir de 12,50€). Nas entradas há pratos bem trabalhados como as endívias com pêras e queijo roquefort, a saladinha de flores ou os tão portugueses peixinhos da horta. Para beber, aqui há os chás da Companhia Portugueza do Chá, de Sebastián Filgueiras, um dos responsáveis pela abertura do Buenos Aires há 15 anos.

Perfeito para: ignorar os ainda existentes paus de selfie e comer com o Castelo no horizonte
Obrigatório provar: a tira argentina com batata a murro e chimichurri

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29
Cafe de Sao Bento
Restaurantes

Café de São Bento

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Já muito discorremos sobre o bife do lombo à Café de São Bento mas a verdade é que é impossível dissociar o prato da casa. A carne é tenra e o molho especial é feito com natas, manteiga, sal e os sucos da carne, onde nadam as saborosas batatas fritas. Se conhece este clássico de ginjeira, vale a pena olhar duas vezes para o menu e descobrir os camarões al ajillo, os carpaccios de salmão ou novilho e, por fim mas não menos importante, o crème brûlée e a tarte tatin de maçã.

Perfeito para: jogar ao quem é quem da política com os clientes à volta
Obrigatório provar: o clássico bife do lombo




30
Café do Paço - Sala de Refeições
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Café do Paço

icon-location-pin Lisboa

O atendimento neste restaurante ao estilo pub inglês é à antiga, o que significa que quer seja um cliente habitual ou um curioso na sua primeira vez, vai ser sempre tratado como se fosse família. O bife do lombo à Café do Paço é um dos clássicos indiscutíveis mas na ementa está também um afamado balchão de gambas. Não descure a vista de olhos às entradas e restantes pratos: os peixinhos da horta, ovos mexidos com espargos ou os pastéis de bacalhau com arroz de tomate são outros habitués alternativos à altura. Refastele-se nas confortáveis poltronas de veludo vermelho e vá-se deixando ficar.

Perfeito para: viajar no tempo e fazer um check na lista dos restaurantes clássicos de Lisboa
Obrigatório provar: a trouxa de ovos das Caldas no final da refeição

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31
Esplanada do Café Lisboa
©Paulo Barata
Restaurantes

Café Lisboa

icon-location-pin Chiado

O Café Lisboa, a meros passos do irmão estrelado Belcanto, fica dentro do Teatro Nacional de São Carlos e é José Avillez num registo simples, muito típico português e essencialmente despretensioso. Tem pastéis de massa tenra (servidos como entrada ou prato principal, com arroz de grelos), croquetes, caldo verde, um bom bife tradicional, como os que eram servidos nos antigos cafés lisboetas, e tachinhos de arroz que são a verdadeira comida de conforto. Aqui o chef tem também outros pratos tradicionais e alguns que se tornaram a sua imagem de marca, como o Bacalhau à Brás com as suas azeitonas explosivas.

Perfeito para: provar a comfort food portuguesa com toque de autor
Obrigatório provar: a portuguesinha, uma empada de carne com os vários sabores do cozido à portuguesa




32
Café Colonial, Príncipe Real
Fotografia: Arlindo Camacho
Noite

Café Príncipe Real

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A vista do Café Príncipe Real, o restaurante do hotel Memmo Príncipe Real, eleito como um dos melhores hotéis urbanos do mundo pela Monocle, é  para o Castelo; a vista dos pratos criados pelo chef Vasco Lello dá para uma quantidade de países que os portugueses influenciaram, com especial atenção às cozinhas brasileira, africana e asiática. A carta é sazonal e aos almoços há sugestões semanais com o melhor da época. Neste piso fica ainda o cocktail bar, com bebidas de assinatura, e o terraço com piscina, que no Verão ganha carta de snacks própria.

Perfeito para: olhar Lisboa nos olhos enquanto viaja no prato

Obrigatório provar: a sopa tailandesa (picante) tom yum




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33
Cantina peruana
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Peruano

Cantina Peruana

icon-location-pin Chiado

A Cantina Peruana de José Avillez com Diego Muñoz, o primeiro projecto étnico a dois do chef português, abriu em 2017 no primeiro piso do Bairro do Avillez, em pleno Chiado. Correu tão bem que em 2018 ganhou um espaço próprio, no Cais do Sodré,  para ter mais identidade e abrir aos almoços. O espaço é amplo e mantém a mistura de tons quentes com azul. Logo à entrada está o Pisco Bar, para dar a possibilidade de entrar e beber só um cocktail, sem se sentar para jantar, e a carta mantém a divisão em pratos crudos, brasas, frituras, woks e dulces.

Perfeito para: esquecer as cantinas das escolas e dar um novo significado à palavra cantina

Obrigatório provar: o tiradito nikkei, lâminas finas de atum com leite de tigre nikkei, rábano branco e sésamo

34
Portuguesinha do Cantinho do Avillez
Fotografia:João Saramago
Restaurantes

Cantinho do Avillez

icon-location-pin Chiado

O primogénito de José Avillez no Chiado, já com réplicas no Porto e no Parque das Nações, é um restaurante com uma série de criações de raiz portuguesa com influências de viagens. Há alguns pratos que já se tornaram clássicos, como os peixinhos da horta com molho tártaro, os ovos à professor séc. XXI, cozidos a baixa temperatura, com chouriço e pão frito, as lascas de bacalhau com migas soltas ou o prego MX-LX, um prato d.i.y. bem popular. Para finalizar, não podia faltar a sobremesa que se celebrizou no primeiro restaurante, a Avelã3, e que entretanto é presença assídua nas cartas do chef.

Perfeito para: Conhecer o restaurante onde começou o império Avillez.
Obrigatório provar: O porco alentejano com batata frita, farofa e feijão preto.

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35
O Cantinho do Aziz
Inês Félix
Restaurantes, Pan-africano

Cantinho do Aziz

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Foi um dos restaurantes pioneiros da Mouraria e mantém-se firme, com uma comida simples moçambicana, picante, e um menu cheio de piadas realmente com graça. As chamuças são bem boas, assim como os caris de caranguejo ou as muambas de galinha, mas arrisque em pratos menos vistos como a ikala (gambas e caranguejo com casca em molho de coco e amendoim), o makoufe (couves com gambas e pata de caranguejo) ou o bakra piripiri (costeletas de borrego em molho picante com legumes). Tome nota: tem um dos melhores negócios de almoço da cidade, um menu completo com prato, bebida e café por cinco euros.

Perfeito para: repor os níveis de picante na sua vida
Obrigatório provar: o wuco de amendoim

36
Casa de Pasto - Sala de Jantar
©DR
Restaurantes, Português

Casa de Pasto

icon-location-pin Cais do Sodré

Hugo Dias de Castro está na cozinha da Casa de Pasto a assegurar o lado tradicional porém criativo. O restaurante fica ao pé da boémia rua cor-de-rosa (mas se quiser jantar e beber um copo sem ir para a confusão, é mesmo este o seu sítio) e tem uma das salas mais bonitas e kitsch da cidade. Na carta tem uma série de bestsellers, como os rissóis de berbigão ou os croquetes rabo-de-boi com maionese de mostarda, e pratos principais como a perna de pato com citrinos e arroz de moelas ou um bom tacho de açorda de peixe e mariscos.

Perfeito para: ficar nas mãos do chef, num menu para duas pessoas (25€ por cabeça), cheio de surpresas

Obrigatório provar: a açorda de peixes e mariscos

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37
Casa Nepalesa
©Cesar Baltazar
Restaurantes, Nepalês

Casa Nepalesa

icon-location-pin Avenidas Novas

Tanka Sapkota é uma figura bem conhecida no panorama da restauração lisboeta – é dono dos italianos Come Prima, Forno D’Oro e Il Mercato –, mas é na Casa Nepalesa que homenageia as suas origens. Aqui utilizam-se produtos frescos e da época e muitas especiarias moídas no momento. A massa das chamuças é estendida à mão, assim como a do roti, o pão na versão simples ou recheado, como entrada ou para acompanhar toda a refeição. A lista tem muita variedade e por isso é só escolher desde as receitas de borrego e cabrito às de gambas, vegetarianas ou de frango. Há um menu de degustação para dois que faz uma viagem completa pela cozinha.

Perfeito para: Conhecer a gastronomia nepalesa num ambiente Europeu.
Obrigatório provar: O masaledar baakhra ko maasu, ou seja, o cabrito com molho de caril tradicional.

38
Casanostra
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Italiano

Casanostra

icon-location-pin Bairro Alto

Maria Paolo Porru, a italiana responsável pelo Casanova à beira-Tejo e o restaurante de pizza à fatia Pizza a Pezzi, abriu o Casanostra em pleno Bairro Alto há 32 anos. A clientela do mundo da política ou das artes ajudou a torná-lo num ícone mas no final de contas é a vera cucina italiana que se serve aqui que merece todos os títulos, começando pela burrata que vem de Andria e é servida com lâminas de trufa na época dela. Nos pratos há todos os clássicos, como o rotolo di ricotta e spinachi, a lasanha de carne, o spaggheti alla carbonara com um toque de alecrim picante, nos segundos pratos há pratos de peixe e de carne, onde está o ossobuco alla milanese.

Perfeito para: se sentir em casa de uma família italiana
Obrigatório provar: os gnocchi de requeijão, espinafres, açafrão e molho de tomate

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Casanova - Pesto
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Casanova

icon-location-pin São Vicente 

É capaz de ser a pizzaria mais concorrida da cidade e está aberta até à 01.30, por isso é muitas vezes escolhida pelos notívagos que seguem para o Lux, a discoteca mais famosa do país, ali mesmo ao lado, a seguir. Acenda a lâmpada vermelha para pedir as pizzas de massa fina e estaladiça, feitas em forno de lenha. Se a espera for grande, quando chegar às mesas corridas não se contenha e peça também os arancini tradicionais da Sicília, recheados com risoto de açafrão e, bem no centro, carne picada e mozarela. Um bom aperitivo. Isso e o prossecco com cremolato, boa bebida para todas as estações.

Perfeito para: aquecer para a pista do Lux
Obrigatório provar: a pizza de figos e presunto no Verão, a de pesto o ano inteiro

40
Cave 23
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Cozinha contemporânea

Cave 23

icon-location-pin Lisboa

O restaurante do Torel Palace tem um ambiente intimista, não é muito grande mas é muito bonito, com paredes forradas a madeira, luzes baixas e tem uma imponente garrafeira onde há 90% de vinhos naturais e biológicos escolhidos pelo escanção Thomas Domingues. Bernardo Agrela, o jovem chef na cozinha, faz um fine dining descontraído com influências das várias viagens que já fez. Não há uma carta fixa mas sim um menu de degustação às cegas com oito momentos onde tanto pode haver bolas de Berlim com rabo de boi como corvina com molho de dobrada e crumble de presunto

Perfeito para: ir com foodies aventureiros
Obrigatório provar: o vinho Quinta da Serradinha tinto, para se iniciar no mundo dos vinhos naturais

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41
Caxemira - Caril de Camarão
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Indiano

Caxemira

icon-location-pin Santa Maria Maior

É um restaurante pequeno, apertado, num discreto primeiro andar na Praça da Figueira e o serviço nem sempre é o melhor da cidade. Mas os defeitos acabam aqui e a fila que muitas vezes se forma ainda antes das 13.00 é prova disso. O Caxemira tem os melhores sabores da Índia, tudo com um toque a caseiro, das chamuças grandes e bem recheadas com interior húmido e picante e massa bem estaladiça, no top das melhores de Lisboa, aos intensos caris de camarão ou de borrego para acompanhar com o pão naan. Aqui é preciso ter atenção aos avisos de picante – são reais.

Perfeito para: desafiar aquele amigo que diz que aguenta todos os picantes
Obrigatório provar: as chamuças de carne

42
cervejaria liberdade
Restaurantes, Cervejarias

Cervejaria Liberdade

icon-location-pin Avenida da Liberdade

O restaurante do piso térreo do hotel Tivoli Avenida da Liberdade é uma marisqueira chique, com uma oferta especializada em peixes e mariscos da costa portuguesa, que recupera o serviço mais clássico – e aqui sempre irrepreensível – das cervejarias lisboetas. Há mariscadas, casquinha de santola, amêijoas à Bulhão Pato e outros pratos mais clássicos como as cataplanas, o linguado au meunier e o bife tártaro preparado à frente do cliente. Aos domingos há um brunch que é um verdadeiro banquete de rei, dos ovos Benedict às estações de marisco e lombos Wellington.

Perfeito para: uma mariscada chique
Obrigatório provar: a lagosta thermidor

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43
Chutnify
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Indiano

Chutnify

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Assim que se entra neste restaurante indiano moderno, com as paredes cobertas de Bollywood, há um bar onde servem cocktails com receitas da Índia, perfeitos para abrir as hostilidades – têm sabores fortes que se sobrepõem ao álcool, como os coentros (o especial da casa tem esta erva, gin e chilli), manga ou água de coco – ou para o after dos pratos picantes. Prove os pani puri de entrada, as dosas, uns crepes em forma de cone servido com caril de pato ou com recheio de batata (masala dosa), ou o caril de quiabo. Uma das melhores maneiras de ficar a conhecer esta Índia é com o menu de degustação (28€ por pessoa).

Perfeito para: conhecer a Bollywood moderna
Obrigatório provar: as dosas, uns crepes em forma de cone

44
Cimas English Bar - Lebre com Feijão
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Global

Cimas English Bar

icon-location-pin Cascais

Por aqui já passaram, nos anos 50 e 60, famílias reais, políticos portugueses, intelectuais e espiões. O ambiente aristocrático não mudou, tal como a lista com pratos de cozinha francesa e galega que mantém o cocktail de marisco nos “acepipes”, o bife raspado nos pratos e a banana flambé nas sobremesas. Tem também bons pratos de caça, como o perdiz ao madeira, a lebre com feijão ou a galinhola à English bar, uma das especialidades. A carta de vinhos com mais de 20 mil referências de vinho é um fun fact que temos de destacar.

Perfeito para: ser aristocrata por umas horas
Obrigatório provar: a favada de caça

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45
Clube de Jornalistas - Sala
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Clube de Jornalistas

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Nos anos 80 foi sede do Clube de Jornalistas, uma associação não sindical de jornalistas que ainda hoje existe (e entrega os Prémios Gazeta). Uma década depois, este espaço numa sala de um antigo palacete do século XVIII, tornou-se um restaurante que tem mudado de gerência. O brasileiro Ivan Fernandes foi o último a tomar o lugar e a manter o ambiente intimista. O Clube, que entretanto não é tanto frequentado por profissionais da área, serve pratos do mundo, como o ceviche de carapau com pipoca picante, o risoto de moqueca de camarão ou frango com farofa.

Perfeito para: um jantar a dois
Obrigatório provar: o foie-gras Carmen Miranda

46
coelho da rocha
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Coelho da Rocha

icon-location-pin Campo de Ourique

É um dos melhores restaurantes do bairro. Tem um balcão com bancos altos onde se come muito bem e ainda se consegue ter um showcooking mesmo ali, até porque a cozinha é à vista de todos. Pode fazer uma refeição só com petiscos – e tem muito por onde escolher, das óptimas pataniscas de polvo à perdiz em escabeche, pica-pau, saladinha de favas com linguiça ou ovos mexidos com trompetas. Ou um almoço e jantar sem partilhar nada com ninguém, como um prato de carnes maturadas no churrasco ou um peixe fresco escalado nas brasas. Independentemente da escolha, peça sempre o pratinho de presunto.

Perfeito para: Picar sabores do Alentejo em Lisboa. Obrigatório provar: As pataniscas de polvo com molho tártaro.

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47
Restaurante Confraria Lx
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Japonês

Confraria Lx

icon-location-pin Cais do Sodré

Depois ter ter conquistado Cascais, a marca Confraria estendeu a qualidade ao Cais do Sodré, para onde a equipa de sushimen tratou de trazer as melhores receitas da casa. No piso térreo do Lx Boutique Hotel, no Cais do Sodré, o sushi tradicional convive bem com as especialidades de fusão: do carpaccio 7 ervas, com salmão, peixe branco e atum aos uramaki e temakis bem recheados. Não esqueça a sobremesa: peça a tarte tatin.

Perfeito para: quem gosta de sushi de fusão sem confusão
Obrigatório provar: os uramaki panko com salmão crocante com molho à base de ovas

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COVA FUNDA ALAMDEDA
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Cova Funda (Alameda)

icon-location-pin Areeiro/Alameda

Quando puser no GPS as indicações para chegar a este restaurante, confirme se as coordenadas o estão a levar efectivamente para o Cova Funda da Alameda. É que Lisboa tem pelo menos sete restaurantes com este nome, todos de gastronomia tipicamente portuguesa, prato cheio. Neste que aqui elegemos como um dos melhores da cidade, a gerência é a mesma desde 1977, o atendimento é familiar e as toalhas ainda são de pano, assim como os guardanapos. Tem sempre a garantia de bom peixe fresco na grelha e carnes de óptima qualidade. Às quintas há cozido.

Perfeito para: ver a bola com os amigos e não ser incomodado (na cave não há rede)
Obrigatório provar: a picanha servida com arroz e batatas fritas

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49
DELIDELUX Avenida
Fotografia: MMP
Restaurantes

Delidelux (Avenida)

icon-location-pin Avenida da Liberdade

O irmão mais novo da mercearia fina de Santa Apolónia é mais do que um sítio bom para ir encher a despensa lá de casa com bons queijos e enchidos, chás, compotas ou vinhos. Tem, aliás, uma ementa completa que faz dele um restaurante a sério: tem uma dezena de opções de saladas compostas, com assinatura do chef Luís Gaspar, da Sala de Corte, bons tártaros e pratos principais como um magret de pato ou um lombo de bacalhau lascado. Aos fins-de-semana e feriados serve três menus de brunch.

Perfeito para: Pequenos-almoços, almoços e brunches em que nunca sai de mãos a abanar
Obrigatório provar: o tártaro de novilho e os ovos Benedict com bresaola nos dias de brunch

50
Dom Feijão
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Dom Feijão

icon-location-pin Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A cozinha tradicional é cumprida à risca para estes lados, um templo de boa comida com lugar cativo em Alvalade. Há que entrar neste restaurante, criado por pessoas vindas de Paredes de Coura, com a ideia de que vai sair satisfeito e com uma barrigada de uma óptima massada de peixe, do farto polvo à lagareiro ou de bons grelhados – quer de carne, quer de peixe. Tem o selo de restaurante familiar, para ir junto com avós e netos, mas recomenda-se marcar mesa, sobretudo ao fim-de-semana.

Perfeito para: uma almoçarada de família
Obrigatório provar: a massada de peixe

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51
brunch eleven
©DR
Restaurantes

Eleven

icon-location-pin São Sebastião

Tem uma estrela Michelin a brilhar e Joachim Koerper a encabeçar o restaurante desde o primeiro dia. O chef é defensor acérrimo da sazonalidade e, portanto, o menu muda a cada estação mantendo sempre a linha da cozinha mediterrânica, com produtos de primeira qualidade. Há almoços e jantares à carta, mas pode optar pelo menu de degustação ou caprichar com o menu lavagante – com este marisco do início ao fim. Ficar numa mesa junto à janela é a cereja no topo do bolo para ter uma refeição com uma vista incrível sobre Lisboa.

Perfeito para: festejar datas especiais
Obrigatório provar: A sopa da pedra da casa

52
Estórias na Casa da Comida
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Estórias na Casa da Comida

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Viveram-se tempos áureos por aqui no século XX, e foi com base nessa cozinha segura e contemporânea que este restaurante continua a triunfar. Sem grandes invenções, este clássico lisboeta continua com um serviço impecável e a servir tesourinhos da comida portuguesa,da clássica perdiz de escabeche, passando pela sardinha braseada com pimento assado, aos pratos de carne, como o leitão com rosti de batata e presunto ao bacalhau a baixa temperatura e o Cantaril a vapor com xerém de bivalves. A carta de vinhos é competente, com boa oferta de vinhos, e lembre-se de não sair sem provar a mousse de ananás com gelado de pistácio.

Perfeito para: contar a estória depois da refeição
Obrigatório provar: o leitão com rosti de batata e presunto

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53
Dim sum do Estoril Mandarim
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Chinês

Estoril Mandarim

icon-location-pin Cascais

É um dos mais genuínos restaurantes chineses em Lisboa e serve os verdadeiros sabores da região de Kuong Tong. Agora aparece de cara lavada, com uma esplanada toda envidraçada, mas com a carta de sempre, onde é bem provável que se perca, uma vez que apresenta mais de cem especialidades. Ao almoço os míticos dim sums são a jóia da coroa e estão sempre a sair, já ao jantar as opções continuam difíceis de enumerar, por isso facilitamos-lhe o trabalho: o pato à Pequim é uma das especialidades a par da sopa de barbatanas de tubarão.

Perfeito para: Entrar a falar português e sair a falar mandarim.
Obrigatório provar: A sopa de barbatanas de tubarão supremo.

54
Everest Montanha - Sala
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Nepalês

Everest Montanha

icon-location-pin Alvalade

É um dos mais genuínos restaurantes chineses em Lisboa e que serve os verdadeiros sabores da região de Kuong Tong. Agora aparece de cara lavada, com uma esplanada toda envidraçada, mas com a carta de sempre  onde é bem provável que se perca, uma vez que apresenta mais de 100 especialidades. Ao almoço os míticos dim sums são a jóia da e estão sempre a sair, já ao jantar as opções continuam difíceis de enumerar por isso facilitamos-lhe o trabalho: o pato à Pequim é uma das especialidades a par com a sopa de barbatanas de tubarão.

Perfeito para: subir o Everest aqui mesmo em Alvalade
Obrigatório provar: a sopa de barbatanas de tubarão supremo




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55
Feitoria
©Paulo Barata
Restaurantes, Pan-asiático

Feitoria

icon-location-pin Belém

João Rodrigues, o chef estrelado, continua a fazer do Feitoria um exemplo magnificente de sazonalidade, onde prima pela qualidade do produto e pela criatividade com que este é apresentado. Aqui leva-se o produto à mesa em bruto, coisa que faz parte do menu Matéria, que é também nome da plataforma do chef que quer aproximar os produtores dos clientes.  Isto porque o segredo está nos ingredientes e na sua origem, uma ode ao triângulo produtor-produto-chef. Cada prato é uma descoberta de sabores e texturas a cada mudança de estação. O carabineiro do Algarve é imperdível e a vitela minhota vai pelo mesmo caminho.

Perfeito para: entrar no mundo de um chef e levar a sustentabilidade mais além
Obrigatório provar: o arroz de algas e salicórnia queimada

56
pannacota do forneria
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Italiano

Forneria

icon-location-pin Parque das Nações

Uma das vantagens de ter cozinhas abertas é poder assistir ao espectáculo da preparação, neste caso da montagem das pizzas antes de irem parar ao grande forno da Forneria. Este italiano do Parque das Nações é famoso pela massa ao estilo romano que fica a fermentar durante 48 horas e aqui não faltam as clássicas parmigiana e prosciutto, que não desiludem nunca, mas se quiser elevar a fasquia vire a página para as pizzas gourmet onde encontra uma pizza spek e a de presunto pata negra Joselito. As opções estendem-se para os risotos e para as pastas com massa fresca.

Perfeito para: comer boas pizzas antes de um concerto ali mesmo ao lado
Obrigatório provar: a pizza pata negra, com parmesão e rúcula




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57
Fortaleza do Guincho
©DR
Restaurantes

Fortaleza do Guincho

icon-location-pin Cascais

À beira mar plantada, a cozinha da Fortaleza do Guincho mudou para responder ao que a sua localização exigia – uma carta mais virada para o mar e assente na sazonalidade. Com a saída repentina do chef Miguel Rocha Vieira – o português  chegou à Fortaleza do Guincho em 2015 para substituir Vincent Farges e alterou as linhas de uma cozinha estrela Michelin, que o restaurante mantém desde 2001 – espera-se que o restaurante mantenha o marisco e o peixe fresco como habitués à mesa, quer nos três menus de degustação, quer ao longo de toda a carta.

Perfeito para: olhar para o mar e comer o que vem de lá
Obrigatório provar: o salmonete com courgette e choco ou  pargo com cevadinha e funcho.

58
Fumeiro de Santa Catarina
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Fumeiro de Santa Catarina

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Todos os pratos deste restaurante, vizinho do Miradouro do Adamastor, são fumados. Se olhar para a ementa não sai defraudado e ainda se pode divertir a tentar adivinhar qual foi o ingrediente que passou pelo fumeiro. Das entradas às sobremesas, o conceito é bem aplicado em pratos como o salmão fumado com erva príncipe, o tritoque da vazia ou o frango fumado em barrica de whisky, acompanhados pelas batatas do vovô. Quando chegar às sobremesas, não desdenhe e continue neste campeonato do fumeiro com os sonhos de bacon com espuma de cardamomo.

Perfeito para: Jogar à caça ao fumado com os amigos à mesa.

Obrigatório provar: O piano assado a sair do osso às quarta-feiras.

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59
Furnas do Guincho
©Furnas do Guincho
Restaurantes, Frutos do mar

Furnas do Guincho

icon-location-pin Cascais

Faça chuva, faça sol, seja em que estação do ano estiver, com o mar manso ou revolto, a vista das Furnas do Guincho é sempre incrível e vale por si. E é do mar que vêm as maravilhas que se comem por lá, seja o marisco fresco ou cozinhado – a saborosa paella, por exemplo – ou o peixe, e aqui o segredo é mesmo ir pelo caminho mais simples e pedir peixe ao sal, uma especialidade da casa. Não contente, há outras opções imperdíveis como a açorda de lagosta ou a cataplana de polvo, para comer na sala interior ou na esplanada, quando o tempo estiver para isso.

Perfeito para: um almoço ao em cima do mar, naqueles dias sem vento em Cascais.
Obrigatório provar: o bacalhau à lagareiro

60
Gambrinus - Rosbife à Inglesa com Pudim de Legumes
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Gambrinus

icon-location-pin Santa Maria Maior

O tempo não passa por ele, como se costuma dizer, ou então passa, mas a fama e o proveito mantêm-se intocáveis. Neste restaurante, que também é Loja com História, é habitual a corrida aos croquetes, uma espécie de amuse-bouche obrigatória da casa, e o repasto segue por aí fora na barra com umas torradas de pão centeio, um prego ou um café de balão à moda antiga. Imperdível são também os empadões de perdiz à segunda e o de lagosta à quinta, dia em que se come um belo joelho de porco. Vale a pena terminar a refeição com o crepe Suzette, não só porque é bom, mas pelo espectáculo de labaredas junto à mesa.

Perfeito para: um convívio ao balcão
Obrigatório provar: o crepe Suzette

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61
Restaurante Go Juu
©Go Juu
Restaurantes, Japonês

Go Juu

icon-location-pin Avenidas Novas

Apesar de passar despercebido, tem lugar cativo na lista dos melhores japoneses de Lisboa e há razões para isso. Desde que abriu em 2015, pelas mãos de uma equipa de antigos discípulos do Aya, que continua a respeitar a cozinha tradicional japonesa, com produtos sempre frescos, um empratamento delicado e um serviço a que não se pode apontar uma falha. Este santuário da cozinha do Sol Nascente abre ao público para almoços, enquanto que os jantares, de quinta a sábado, são essencialmente reservados para receber os membros do Clube Go Juu.

Perfeito para: quem gosta de pertencer a um clube
Obrigatório provar: o chirashi de unagi

62
Ground Burguer
Inês Félix
Restaurantes, Hambúrgueres

Ground Burger

icon-location-pin São Sebastião

A meca dos hambúrgueres tem morada aqui (e desde 2018 também no Time Out Market). São os melhores da cidade e não temos pudor de o dizer. O brioche é caseiro, as batatas fritas estaladiças e os 150% gramas de carne Black Angus compõem o cenário para uma refeição irrepreensível, seja qual for a escolha que fizer. E quem faz hambúrgueres também faz donuts. 2018 foi o ano em que o Ground Burger começou a fazer donuts artesanais, com sabores como guave e queijo, tarte merengada ou crème brûlée – impossível provar só um. Anote também que é dos únicos restaurantes em Lisboa que apresenta tamanha carta com referências de cerveja artesanal.

Perfeito para: Uma refeição grounbreaking.
Obrigatório provar: O hambúrguer do mês ou o sempre seguro Double Cheeseburger, com queijo cheddar e cebola roxa caramelizada.

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63
Hikidashi
© Ana Luzia
Restaurantes, Japonês

Hikidashi

icon-location-pin Campo de Ourique

É um dos japoneses mais autênticos da cidade, com um belíssimo e longo balcão de madeira que ocupa todo o restaurante e permite ir acompanhando o trabalho dos sushimen. A comandar a trupe está Agnaldo Ferreira, que abriu esta taberna japonesa em Campo de Ourique para trabalhar matéria- prima de qualidade e distinguir e mostrar o que é sushi tradicional e a verdadeira fusão. Nos pratos frios, além das fatias de peixe fresco em sashimi, niguiris ou chirashi, há um tártaro de salmão que não pode deixar passar, com mostarda kizami e gema de ovo de codorniz. Nos quentes vá para o naco de toro grelhado ou o wagyu.

Perfeito para: Um tête-à-tête com os sushimen.
Obrigatório provar: O soft shell crab, um rolo com salmão com tempura de caranguejo.

64
Restaurantes, Global

IBO Restaurante

icon-location-pin Cais do Sodré

A zona ribeirinha cresce, mas o IBO, a comemorar uma década (e com todo um quarteirão para si), continua a ser um dos melhores para almoços com o Tejo como cenário. A raiz moçambicana continua presente, mas há novidades: nas entradas há um novo ceviche de peixe branco em lima, com limão e coentros (16€) e umas vieiras em beurre blanc de lima e tártaro de maçã (15€). Ao já icónico caril de caranguejo, junta-se o lombo de garoupa em molho de curcuma com arroz basmati ou, nas carnes, um rib-eye maturado com legumes assados e puré de batata trufado (56€ para dois). Para refrescar e adoçar a boca no final da refeição, peça o carpaccio de ananás com mel e raspas de lima.

Perfeito para: almoços demorados em dias de sol
Obrigatório provar: o caril de caranguejo desfiado

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Il Covo - Tiramisú
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Italiano

Il Covo

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Já não é propriamente um segredo bem guardado da cidade e assumimos parte da culpa. Mas ainda bem, porque a comida italiana que Luca Salvadori serve por aqui é autêntica. O Il Covo fica no meio da Madragoa e todos os dias a meio da tarde se faz pasta fresca para pratos como a mais clássica carbonara com guanciale, ovo e queijo ou os triangoloni neri recheados com burrata Há muitos outros que nem sequer têm lugar fixo na carta – os de peixe, por exemplo, vão variando consoante o que de mais fresco houver no mercado. O tiramisú é um espectáculo final imperdível, feito à frente do cliente num carrinho de sobremesas.

Perfeito para: entrar num covil italiano e sair a rebolar
Obrigatório provar: a bolonhesa alentejana, com ragu de bochecha de porco



66
Il Matriciano
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Italiano

Il Matriciano

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

As doses do Il Matriciano, que deve o nome à famosa maneira de fazer massa alla matriciana, estão pensadas para fazer uma verdadeira refeição italiana: começar com os antipasti e seguir depois para os primi e secondi e não sair sem os dolci. Os ingredientes são trazidos de Itália pelo dono, Alessandro Lagana, que todos os meses vai a Abruzzo tratar de negócios e aproveita para reabastecer a despensa do restaurante. As pastas frescas são confeccionadas na casa e tudo como manda a regra, mas o menu não é estanque e volta e meia há pratos novos com produtos sazonais.

Perfeito para: Treinar o seu italiano com os empregados. Obrigatório provar: A carbonara, com guaniciale de Abruzzo e uma mistura de pecorino e parmesão.

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67
mozzarela do il mercato
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Il Mercato

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O chef nepalês mais italiano de Lisboa, Tanka Sapkota, quis que o Il Mercato fosse mais do que um restaurante italiano- Deve o nome à parte de mercearia, onde tem uma selecção de produtos de charcutaria e queijos para escolher e comer numa das mesas do lado ou levar para casa. Há aqui máquinas artesanais onde se produzem vários tipos de massa fresca para provar no restaurante em receitas do dia ou da carta mas também para take-away – nesse caso, antes de se armar em chef, tome atenção ao tempo de cozedura ideal e aos molhos e acompanhamentos recomendados.

Perfeito para: jantar uma massada e levar pasta fresca para replicar em casa
Obrigatório provar: a burrata di Andria, da região de Puglia

68
In boca lupo
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

In Bocca al Lupo

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

A massa das pizzas da In Bocca al Lupo, no Príncipe Real, é fina e estaladiça e aparece no menu coberta de combinações clássicas feitas com bons produtos e outras mais fora da caixa mas sempre bem esgalhadas, da mozzarella biológica à muxama. Há também várias opções vegan e vegetarianas, como a de abóbora assada com amêndoas. Nesta pizzaria, de ambiente tranquilo e boa para ir em família, trabalha-se apenas com fornecedores orgânicos, portugueses e italianos, e se pedir atempadamente (até às 18.00 do própria dia) a massa da pizza pode até ser sem glúten.

Perfeito para: levar os gaiatos a ver a pizza sair directamente do forno para a mesa
Obrigatório provar: a pizza de gorgonzola e pêra

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69
Jamie's Italian
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Italiano

Jamie's Italian

icon-location-pin Princípe Real

2018 foi o ano em que Jamie Oliver chegou finalmente a Portugal com o seu restaurante italiano mais famoso, com três pisos e dois terraços com vista para a cidade. E o chef-estrela britânico fez jus a toda a expectativa: trouxe todos os seus pratos mais famosos, entre tábuas de queijos e enchidos, pizzas e massas que são feitas diariamente no restaurante do Príncipe Real.  Alguns pratos foram adaptados para o mercado português – prove o Jamie’s Italian Burger, com carne de vaca, pancetta, cebola e, queijo da Ilha (12,95€).

Perfeito para: confirmar que os pratos que vê na tv são realmente bons
Obrigatório provar: as tábuas de partilha com queijos e enchidos

70
JNCQUOI
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

JNcQUOI

icon-location-pin Avenida da Liberdade

O restaurante do JNcQUOI, o empreendimento de luxo do grupo Amorim, é um dos mais bonitos da cidade. O projecto assinado pelo arquitecto catalão Lázaro Rosa-Violá tem uma série de pormenores para estar atento antes do prato principal chegar à mesa, do esqueleto do velociraptor no meio da sala aos espelhos nas paredes e portas. Na cozinha sólida, com clássicos de Itália, França e Portugal, está o chef António Bóia, responsável também pela reinterpretação de alguns pratos e por especialidades como o arroz de lavagante e garoupa. Para a sobremesa, uma decisão difícil: as criações de Joaquim Sousa ou a pastelaria francesa da Ladurée?

Perfeito para: imaginar que está a jantar na Quinta Avenida
Obrigatório provar: o lombo de bacalhau tradicional com crosta de broa de milho




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71
Kaffeehaus
© John Wolf
Restaurantes, Cafés

Kaffeehaus

icon-location-pin Chiado

O café vienense da Rua Anchieta abriu em 2008 e conquistou-nos logo à partida com o seu menu com nomes impronunciáveis. Tem seis tipos diferentes de salsichas que o teletransportam rapidamente para a Áustria: a especialidade da casa é a käsekrainer, fumada e recheada com queijo emmental, mas há mais pratos austríacos, sempre com tradução para português. Para sobremesa peça a sachertorte ou o apfelstrudel. Ou então passe lá em modo brunch, servido durante a semana, todos os dias até às 12.00, e aos fins-de-semana até às 19.30.

Perfeito para: se refastelar nos sofás numa tarde de Inverno chuvosa
Obrigatório provar: o apfelstrudel com um chocolate quente

72
Restaurante Kampai
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Japonês

Kampai

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

A maior parte da matéria-prima do Kampai (“brinde”, em japonês) vem dos Açores. Atum, lírio, encharéu, lula, chicharro, entre outros. Tudo peixes frescos e com bons cortes aplicados em peças de sushi tradicional, dos rolos ao sashimi – há combinados sashimi moriawase, com o peixe cru fatiado, nas versões pequeno (23€) e grande (28€) – e chirashi. Tem também bons pratos quentes, como as massas udon ou o fondue japonês sukiyaki.

Perfeito para: descobrir o maravilhoso mundo do sushi e sashimi com peixes alternativos
Obrigatório provar: o lírio braseado




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Restaurante Kanazawa
Fotografia:Arlindo Camacho
Restaurantes

Kanazawa

icon-location-pin Belém

Em 2017 o chef japonês Tomoaki Kanazawa regressou ao Japão por motivos pessoais mas deixou um nome forte da cozinha japonesa à frente do seu Kanazawa, Paulo Morais. O chef português há mais anos a trabalhar a cozinha japonesa aceitou o desafio deste restaurante de oito lugares apenas e mantém a mesma linha de cozinha kaiseki desde o primeiro minuto. Aqui trabalha a sazonalidade e a proximidade com o cliente em quatro menus de degustação, que mudam mês a mês – três sem bebidas incluídas de 60, 90 e 100€ e um de 150€, com tudo incluído. Às sextas e sábados há lanches japoneses, com tabuleiros de doces tradicionais e chás cerimoniais.

Perfeito para: juntar a palavra kaiseki ao seu léxico japonês
Obrigatório provar: tudo o que Paulo Morais lhe puser à frente

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Lab by Arola
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

LAB by Sergi Arola

icon-location-pin Sintra

Em 2018, o catalão Sergi Arola, figura bem conhecida em Lisboa, confiou em Vladmir Veiga para a execução do dia-a-dia no seu restaurante com estrela Michelin em Sintra. À carta há uns quantos intocáveis, como a bomba de la Barceloneta, os calamares, o pastel de atum de Bilbao, as batatas bravas ou as molejas assadas com especiarias que vão sendo acompanhadas com produtos da época. Mas uma das melhores maneiras de conhecer a cozinha mediterrânica de Arola é ir para os menus de degustação – um deles, de loucura a loucura, inclui a prova de todos os pratos da carta.

Perfeito para: Perceber como funciona o laboratório de um chef.
Obrigatório provar: A bomba de la Barceloneta.

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la Finestra
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Italiano

La Finestra

icon-location-pin Avenidas Novas

Não chama por aí além às atenções, a decoração é hiper colorida e costuma ter uma boa dose de jantares de grupo. Mas o irmão do meio da família do Lucca, em Alvalade, e do Tavola Calda, em Algés, tem pizzas de massa fina e estaladiça e dezenas de combinações vencedoras diferentes. Há, até, algumas secretas (estatuto que se estende às sobremesas, onde há uma panacotta com nutella), como a de quatro queijos (gorgonzola, fontina, asiago e mozzarella) com salame picante. Se estiver indeciso, tem sempre aquele pedido especial imbatível em que pode pedir metade de uma e metade de outra.

Perfeito para: juntar os amigos e relembrar os jantares de curso
Obrigatório provar: a pizza secreta, com quatro queijos e salame picante

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Lambrettazzurra - Baronissi
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Lambrettazzura

icon-location-pin Cascais

Há uns bons anos, Humberto, o brasileiro dono desta Lambrettazzurra Pizzeria, deixou o negócio dos biquínis que o tornou famoso na vila de Cascais e resolveu ir estudar para Nápoles para ser um pizzaiolo a sério. No regresso aplicou tudo o que sabe neste restaurante e serve agora pizzas napolitanas excelentes, como a jóia da coroa La Pulcinella, com cogumelos porcini, tomate seco, pasta de trufa branca, queijo taleggio, queijo pecorino e azeite. De tempos a tempos vai fazendo novas combinações com ingredientes italianos que importa.

Perfeito para: meter conversa com Humberto e deixá-lo contar tudo sobre os ingredientes da pizza
Obrigatório provar: a Caruso, com mozzarella de búfala fresca e espinafres



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Risotto de Gorgonzola com pêra rocha em porto balsâmico Do Less
Fotografia: José Fernandes
Restaurantes

Less by Miguel Castro e Silva

icon-location-pin Princípe Real

Miguel Castro e Silva está, desde 2015, a dinamizar o bonito pátio interior do palacete da Embaixada, no Príncipe Real, a convite da Gin Lovers, que explora o espaço. Há um menu de degustação mas este é também o sítio ideal para almoços a meio da semana ou jantares de conforto, com um dos bons e cremosos risotos, como o de gorgonzola com pêra rocha ou o de manjericão, que se tornaram imagem de marca do chef neste espaço. Outra hipótese é juntar o grupo todo e ir pedindo.

Perfeito para: deixar o vinho a copo por uma vez e acompanhar a refeição com gin
Obrigatório provar: o ravioli de abóbora assada com amêndoas

78
loco, peixe em lisboa
dr
Restaurantes

LOCO

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Neste fine dining com estrela Michelin, Alexandre Silva foi louco o suficiente para arriscar tudo e fazer uma alta-cozinha criativa. O restaurante tem uma oliveira suspensa e uma cozinha grande apenas com um longo balcão a separá-la da sala de jantar, para ver tudo o que está a acontecer in loco. Não há escolha à carta, há dois menus de degustação: um 14 momentos, uma espécie de introdução à cozinha do chef (80€), e outro com 18, sempre imprevisível (90€). Em 2019 o chef vai abrir um novo restaurante, FOGO, com uma cozinha baseada apenas em fogo e terá Manuel Liebaut, responsável pelo I+D do LOCO, como chef residente.

Perfeito para: desafiar os sentidos e ter uma experiência única num restaurante que no dia seguinte pode mudar totalmente de menu

Obrigatório provar: os queijos produzidos pelo sous-chef Ricardo Leite na cozinha de investigação do LOCO 

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Macau Dim Sum Sopa Wonton
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Chinês

Macau Dim Sum

icon-location-pin Oeiras

Outrora conhecido como Yum Cha Garden, em 2016 mudou de identidade e começou um capítulo mais sério enquanto Macau Dim Sum. Importante será dizer que os responsáveis pelos famosos dim sums se mantiveram por lá a fazer o que de melhor sabem, proeza que continua a levar enchentes de gente a Oeiras para comer esta especialidade chinesa. A carta é longa e não se fica só pelos dim sums: há um bom pato à Pequim e as massas são outra das especialidades de Liu Yun Zhi.

Perfeito para: Encher o papo, dim sum a dim sim.
Obrigatório provar: Os raviólis de tubarão.

80
Mar do Inferno
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Frutos do mar

Mar do Inferno

icon-location-pin Cascais

É provável que já tenha ouvido alguém dizer que vai almoçar à “Lourdes”, o nome da matriarca da família e dona do restaurante, Lourdes Tirano. Aberto há mais de 40 anos, as receitas continuam as mesmas e as especialidades do mar têm a fama toda, das bruxas de Cascais aos lagostins, do carabineiro aos percebes. Imperdível é também o arroz de tamboril, reconfortante e solto, ou a travessa do mar, com robalo, dourada, gambas e mexilhões.

Perfeito para: almoçaradas em família na casa da Dona Lourdes
Obrigatório provar: as bruxas de Cascais

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mezze, restaurante sírio, arroios
©Francisco Santos
Restaurantes, Sírio

Mezze

icon-location-pin Lisboa

Aqui quem cozinha são refugiados sírios, uma verdadeira casa do Médio Oriente onde a mesa se enche de pratos feitos para partilhar. O restaurante, um projecto da Pão a Pão – Associação para a Integração de Refugiados do Médio Oriente, tem uma sala luminosa, com com vista para o interior do Mercado de Arroios. Aqui tudo se pode e deve comer com saj, um dos pães sírios caseiros – o hummus, o baba ghanoush ou até para fazer uma espécie de sanduíche de falafel. No fim, há uns quantos doces, que embora não pareçam muito trabalhados, são coisas sérias, como a baklava.

Perfeito para: se sentar à volta da mezze com amigos

Obrigatório provar: os kibbeh, uma espécie de croquetes de borrego com bulgur e nozes.

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Pratos do Mi dai
Fotografia: Ricardo Dias Felner
Restaurantes, Chinês

Mi Dai

icon-location-pin Martim Moniz

É conhecido ali na zona como a "cantinha chinesa" e é preciso procurar pelo número 7 da Calçada da Mouraria para encontra o Mi Dai, já que não temo nome à porta. Lá dentro está uma sala despretensiosa com um balcão ao fundo onde se deve deslocar e apontar para os ingredientes que quer -- depois é vê-los serem levados para o wok. Dali saem perfumados a alho, gengibre e pimentas. Neste tesourinho do Martim Moniz há boas sopas de noodles, de peixe ou de carne prontos a serem sorvidos.

Perfeito para: um prato faça você mesmo com a certeza que vai sair saboroso
Obrigatório provar: a sopa de noodles com carne

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