Os melhores restaurantes em Lisboa

Dos clássicos da cidade, onde nunca nos cansamos de voltar, aos surpreendentes recém-chegados, estes são os melhores restaurantes em Lisboa

Fotografia: Manuel MansoO restaurante fica no Chiado

Os críticos da Time Out visitam os restaurantes anonimamente e pagam pelas suas refeições – o mesmo é dizer, como qualquer cliente – e, na melhor parte dos casos, repetem a visita antes de se pronunciarem. Acresce que nenhum restaurante é criticado antes de cumprir três meses de porta aberta e, por princípio, nenhum é aclamado com cinco estrelas ou despachado com apenas uma sem que um segundo crítico subscreva essa avaliação.

Já sabia de tudo isto? É provável que sim. Há 10 anos que a Time Out faz questão de repetir esta cartilha em tudo o que faz. Mais que isso, há 10 anos que os jornalistas e críticos que foram construindo esta casa fazem questão de respeitar essa cartilha sem cedências. O que é que isso vale? Cabe-lhe a si dizer. O que lhe podemos garantir é que todos os 150 restaurantes que encontra nesta lista foram visitados pela nossa equipa pelo menos uma vez e que resulta de uma escolha, subjectiva como se espera, mas criteriosa como se exige. Como de costume, a coisa valeu discussões e zangas. Mas lá chegámos a um consenso.

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Mi Dai

5 /5 estrelas

Fica no número 7 da Calçada da Mouraria, não tem nome à porta e é conhecido entre os frequentadores da zona como a “cantina chinesa”. O modus operandi para fazer o pedido assemelha-se, de facto, ao de um exemplar da espécie. Entra, dirige-se ao balcão do fundo, aponta para os ingredientes que quer e vê-os serem levados dali para o wok, de onde saem perfumados a alho, gengibre e pimentas - peça o arroz branco para acompanhar. Há ainda sopas de noodles para sorver (esqueça a etiqueta à mesa, a Paula Bobone aqui não entra).

Perfeito para: uma refeição estilo DIY, sendo que só escolhe (CIY?) e desfruta do resultado.

Obrigatório provar: a sopa de noodles com carne.

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Martim Moniz

Templo Hindu Radha Krishna

5 /5 estrelas

Caro leitor, tome nota: nesta cantina não há ementa, não há álcool, não há facas, não há garfos (e não há frango cru…). Feito o aviso prévio, vamos ao que interessa. A cantina do Templo Hindu, ex-segredo de Lisboa, funciona em regime buffet (8€ ao almoço e 10€ ao jantar), com uma cozinha 100% vegetariana de linhas orientais, onde têm sempre sopa, arroz branco, roti (pão indiano, a servir de talher), leguminosas, caril de vegetais, entre outros pratos. Chegar lá é uma aventura, mas como pode perceber, compensa.

Perfeito para: uma refeição diferente de tudo o que há na cidade.

Obrigatório provar: as chamuças.

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Lumiar
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The Food Temple

4 /5 estrelas

Nem tudo é comida étnica na Mouraria. Este The Food Temple é uma boa surpresa para quem gosta de experimentar restaurantes diferentes, onde pode até encontrar alguns pratos com ascendências noutras cozinhas, com um menu que muda todos os dias. A trabalhar as ideias e cozinhar tudo está Alice Ming, uma canadiana de ascendência chinesa adepta de frutos secos, seguidora da sazonalidade, que serve as refeições ora na esplanada, ora na mesa comunitária do interior. Uma refeição-experiência, portanto.

Perfeito para: jantar num dos mais pitorescos becos da Mouraria.

Obrigatório provar: aquilo que Alice Ming quiser.

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Castelo de São Jorge

A Floresta do Salitre

Quando o relógio bate a uma da tarde já a sala d’A Floresta do Salitre está a rebentar pelas costuras - ler: se quer mesa ao almoço, chegue uns minutos antes. À medida que os minutos avançam, o Sr. Joaquim vai distribuindo as sopas caseiras, anunciando os pratos do dia, contando uma piada, trazendo peixes na brasa, bitoques e abrindo boas garrafas de vinho (aqui bebe-se e percebe-se do assunto). No final é só passar pela Sr. Rosa, pagar a conta e martirizar-se por não ter ido mais cedo ao balcão espreitar as sobremesas.

Perfeito para: comer bem, barato e em quantidade na Avenida da Liberdade.

Obrigatório provar: a entremeada de leitão acompanhada de batata frita caseira pala-pala (às sextas).

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Avenida da Liberdade

A Taberna da Rua das Flores

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Para infelicidade da população em geral, esta pequena taberna do século XXI deixou de aceitar reservas no segundo dia de funcionamento - já lá vão uns aninhos. E desde essa data há fila à porta, ao almoço e ao jantar. Nas horas de luz natural, para experimentar receitas tradicionais como a meia-desfeita; nas horas de luz artificial, com uma série de pratos e petiscos que o chef André Magalhães e comitiva inventam todos os dias com aquilo o que a estação e os produtores (muitos deles perto de Lisboa), trazem.

Perfeito para: levar um amigo estrangeiro e mostrar-lhe a boa comida portuguesa.

Obrigatório provar: as iscas com elas.

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Chiado/Cais do Sodré
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Adega das Gravatas

4 /5 estrelas

Várias Insta Stories poderão ser feitas na Adega das Gravatas. Primeiro apontar a máquina à bizarra colecção de gravatas que os clientes vão deixando no restaurante; depois para imortalizar o bife a assentar na pedra, aquele leve barulho da confecção e provocar inveja nos seguidores; depois para fotografar a companhia, que este é um restaurante bom para ir em grupo e/ou família; e no final para gravar aquelas sobremesas à antiga, como o molotof, um pudim flan ou um pudim abade priscos. Likes? Ui, vão disparar.

Perfeito para: deixar aquela gravata que a sogra lhe deu e você “adorei, obrigada”, mas…

Obrigatório provar: o polvo à lagareiro, a nadar em azeite quente, com batatas a murro

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Carnide/Colégio Militar

Adega do Saraiva

“Cuidado com a Adega do Saraiva, o restaurante onde é tudo tão bom que é preciso ter mais barriga que olhos”, escreveu Miguel Esteves Cardoso numa das suas crónicas do Público. Uma grande verdade quando se trata desta casa tradicional em Nafarros, lugar de romarias de fim-de-semana, famosa pelo seu cabrito assado no forno, receita com décadas de vida, que também pode ser encomendado para fora. Quartas, sábados e domingos tem um óptimo cozido e serve ainda um bacalhau à Tia Emília bem conhecido.

Perfeito para: arrastar o grupo de Whatsapp para uma almoçarada em Sintra.

Obrigatório provar: o cabrito assado no forno.

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Sintra
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Cervejaria Boa Esperança

4 /5 estrelas

O crítico Alfredo Lacerda chamou-lhe a marisqueira mais invisível de Lisboa e não fossem os GPSs incorporados em telemóveis e ninguém daria por ela - isto só é válido para quem não mora na zona, claro. Aqui comem-se pregos com alho e carne fina, amêijoas à Bulhão Pato, umas gambas do Algarve quentinhas, além de saladinhas frias (polvo, búzios e orelha), cachorros, moelas e outros petiscos que tais. Se já está a sonhar com um pós-praia perfeito, de imperial e caracóis à frente, aqui também o pode fazer.

Perfeito para: uma mariscada simples fim de tarde a preços pré-crise.

Obrigatório provar: o prego especial, com carne do pojadouro, em carcaça.

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Benfica/Monsanto

Cantinho do Aziz

4 /5 estrelas

Tem onda de tasquinha portuguesa, com pratos do dia ao almoço, mesas corridas e empregados despachados, mas o que sai da cozinha são especialidades moçambicanas. Muitas além das chamuças (boas, sublinhe-se), dos caris de caranguejo ou das muambas de galinha. Atire-se a pratos desconhecidos do grande público como a ikala (gambas e caranguejo com casca em molho de coco e amendoim) ou o bakra piripiri (costeletas de borrego em molho avermelhado com legumes e picante). É detentor de uma boa esplanada.

Perfeito para: marcar aquele jantar de 30 pessoas sem menu fixo e preços astronómicos.

Obrigatório provar: o makoufe, uma mistura de couves com gambas e pata de caranguejo.

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Castelo de São Jorge
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Casanova

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

A sugestão “bora às pizzas do Lux?”, suscita nos adultos a mesma reacção que a frase “meninos, querem ir ao Festival do Panda?” tem numa criança de três anos: excitamento. É indiferente esperar na fila, é indiferente calhar ao lado de um casal que está a discutir, é indiferente que o cruzeiro atracado tire a vista toda ao Tejo, porque o que importa aqui vem em pratos brancos redondos, queimadinho nas pontas, húmido no centro e dá pelo nome de pizza. Peça a burrata de Puglia de entrada para acompanhar com focaccia.

Perfeito para: tirar a tarde e passá-la na esplanada a comer pizzas e beber prosecco com cremolato.

Obrigatório provar: a pizza Diavola? A San Daniele? A Parmigiana? Aiii...

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São Vicente 

Caxemira

O aroma das especiarias começa a sentir-se ainda nas escadas que levam ao primeiro andar deste restaurante na Praça da Figueira. E se lá chegar depois de o relógio ter batido as 13.00, é provável que tenha de continuar a senti-lo do lado de fora da porta, enquanto espera por mesa. Porque a comida indiana do Caxemira, que não se compadece com estômagos sensíveis ao picante, é tão famosa que o sítio está sempre à cunha. O caril de camarão é excelente, o de borrego idem e deve ser acompanhado de nan.

Perfeito para: pôr à prova aquele amigo que se diz super tolerante ao picante.

Obrigatório provar: as chamuças de carne.

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Santa Maria Maior
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Cova Funda (Alameda)

4 /5 estrelas

Antes de mais, face à proliferação de Cova Fundas pela cidade, a pergunta que se impõe é: qual Cova Funda? O da Alameda, caro leitor, aquele onde se come excelente peixe fresco na grelha, um óptimo cozido (às quintas-feiras) e uma picanha de primeiríssima qualidade, ladeada por arroz e batatas fritas às rodelas. O nome do estabelecimento, mais popular que o “Café Central”, a “Bijou” ou o “Cantinho dos Amigos” está relacionado com o facto de ficar numa cave, claro, apesar de ser um restaurante arejado e bom para ver a bola.

Perfeito para: não ser incomodado com telefonemas - a sala da cave não tem rede.

Obrigatório provar: a picanha com batatas fritas e arroz.

Perfeito para: não ser incomodado com telefonemas - a sala da cave não tem rede.

Obrigatório provar: a picanha com batatas fritas e arroz.

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Areeiro/Alameda

Dom Feijão

4 /5 estrelas

É um daqueles templos da boa comida tradicional servida com requinte, ali no eixo Roma-Alvalade, que nasceu como dissidente d’Os Courenses. Também criado por pessoas de Paredes de Coura, é fortíssimo ao nível da grelha, por onde passam óptimos exemplares de peixe fresco e muitas carnes, gosta de trabalhar os pratos à lagareiro (polvo, ovas, lulas e bacalhau) e tem sempre lampreia na devida época. Convém marcar mesa, sobretudo ao fim-de-semana, e convém lembrar-se dele quando quiser uma esplanada para noites de calor.

Perfeito para: uma almoçarada de família, com pratos que agradam do avô ao neto.

Obrigatório provar: a massada de garoupa.

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Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
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A Casa do Bacalhau

4 /5 estrelas

A Time Out costuma definir este restaurante como o sítio certo para apanhar uma overdose de bacalhau. A brincadeira é óbvia, mas ainda não encontrámos melhor forma de descrever uma casa - casa a sério, com arcos de pedra, que em tempos albergaram as cavalariças do Palácio do Duque de Lafões - onde são tão fiéis ao fiel amigo que ele está representado em 25 pratos. Do à Brás ao Gomes de Sá, do Margarida da Praça ao Zé do Pipo, encontra os suspeitos do costume e ainda aquelas partes menos nobres, como a língua ou as caras.

Perfeito para: levar um amigo estrangeiro de visita a Lisboa. E fazer um brilharete, claro.

Obrigatório provar: as pataniscas de bacalhau, vencedoras do primeiro concurso da Melhor Patanisca de Lisboa.

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Alfama

A Cevicheria

4 /5 estrelas

Kiko Martins viajou o mundo, explorou gastronomias de vários continentes e trouxe-as para Lisboa com a sua própria interpretação e estilo. Deu à cidade primeiro O Talho, depois A Cevicheria e, ainda antes de montar outros projectos, entrou num momento estrelato que ainda não passou. Em parte porque este seu pequeno-grande restaurante peruano é uma das melhores mesas de Lisboa. Homenageia o prato nacional do Peru com salmão, atum e bacalhau, mas tem também causas e quinotos em receitas que vão variando.

Perfeito para: ir com alguém com quem tem muita conversa, porque vai esperar na fila.

Obrigatório provar: o ceviche puro, com peixe branco da época, puré de batata doce, cebola, algas e leite de tigre.

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Princípe Real
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Adega da Tia Matilde

4 /5 estrelas

É difícil escolher a razão pela qual a Adega da Tia Matilde é mais conhecida: se pela comida tradicional, se por ter sido durante anos um dos poisos favoritos de Eusébio. Mas se não está familiarizado com ela ainda (como não?) pode lá ir tanto para ver a justa homenagem ao Pantera Negra, como para provar as pataniscas, o cozidos, os filetes de garoupa, o coelho à caçador, o bacalhau à Isabel, a feijoada à transmontana, o leite-creme, tudo o que é português e bom, em doses sempre muitíssimo generosas.

Perfeito para: matar saudades dos restaurantes da velha guarda, com serviço à antiga.

Obrigatório provar: o cozido à portuguesa (às terças).

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São Sebastião

Água pela Barba

4 /5 estrelas

É uma daquelas recomendações infalíveis quando alguém pergunta, “e um sítio barato e giro para jantar?”. O Água pela Barba (ex-Isco da Bica, paz à sua alma) encaixa que nem uma luva no pedido e tem uma carta muito orientada para peixes e mariscos, sempre em pratos para dividir. Dos tacos de peixe frito ao ceviche de peixe, do arroz do mar à sapateira no pão, aqui a excepção ao oceano só se faz dois pratos de porco e belíssimas sobremesas - arme-se em egoísta e peça as canilhas só para si.

Perfeito para: um jantar de amigos animado, sem sofrer com a dolorosa no final

Obrigatório provar: a burrata com pesto de amêndoas e camarão grelhado

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Chiado/Cais do Sodré
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As Colunas

4 /5 estrelas

É um dos restaurantes mais peculiares da Grande Lisboa, mas merece a sua atenção. Ora veja: a cozinheira vem do Minho e serve as doses à moda do Norte; a ementa tem uma série de pratos tradicionais, carnes e peixes na brasa e boa cozinha de tacho; e depois há uma secção dedicada à caça brave, que podia ser a lista de espécies de um Jardim Zoológico, com coelho, perdiz, faisão, galinhola, rola, kudu, zebra, camelo, veado, canguru, não acaba; tem óptimas sobremesas conventuais; e a garrafeira é de luxo.

Perfeito para: comer carnes exóticas com acompanhamentos portugueses.

Obrigatório provar: o coelho bravo fritinho em azeite para duas pessoas.

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Grande Lisboa

Atalho Real

4 /5 estrelas

Gente indecisa, este restaurante vai ser uma tormenta para vocês: há várias peças de carne, da entrecôte maturada à maminha Black Angus, duas formas de a comer, no pão ou no prato, e quatro possíveis acompanhamentos. Para complicar, os hambúrgueres são deliciosos (o corte de carne também é escolhido por si), é tolice ignorar as entradas - o queijo provolone e a salsicha grelhada, ui, ui - e até há várias salas do interior para decidir onde ficar. Isto para não falar da esplanada, virada para o Jardim Botânico.

Perfeito para: jogar ao pim-pam-pum na ementa - qualquer escolha é boa.

Obrigatório provar: o chuletón no prato com batatas wedges e coleslaw.

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Princípe Real
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Bastardo

4 /5 estrelas

Tem sido difícil acompanhar as mudanças de chefia no Bastardo e com elas as alterações na ementa. O restaurante está agora nas mãos de Duarte Madeira, até aqui subchef, que continua o trabalho de romper com todas as ideias pré-concebidas de uma cozinha de hotel. Aqui fazem-se pratos de conforto, que vão das massas aos risotos, além de outros tradicionais, caso da caldeirada de corvina, camarão e amêijoa. O bar de entrada foi renovado e dedica-se agora à cockteleria de forma mais séria.

Perfeito para: instagramar os populares individuais com a frase “on this magic place calories don’t count”.

Obrigatório provar: os gnocchis com caranguejo, tomate e salicórnia.

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Baixa Pombalina

Butchers

Faça jejum, aqueça o maxilar, treine os cortes com uma faca imaginária e depois sente-se à mesa deste simpático restaurante de carnes do Parque das Nações. Vai precisar de tudo o que acima se escreveu para atacar devidamente um dos exemplares de carne maturada no restaurante ou de outros nacos ditos mais simples, como os bifes de lombo ou a maminha Black Angus. As peças vão para a grelha em bruto, sem sal e outros temperos, e chegam à mesa com saladas e batata doce frita. Quer algo mais simples? Peça um prego

Perfeito para: fazer um vegetariano cair em tentação.

Obrigatório provar: o chuletón com 35 dias de maturação.

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Parque das Nações
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Café Buenos Aires

4 /5 estrelas

No último Verão o Café Buenos Aires deu aos lisboetas aquilo que eles pediam há muito: o horário alargado aos almoços. E veio para ficar. Ou seja, uma das esplanadas com melhor vista da cidade, pode agora ser aproveitada durante tooooodo o dia - aos almoços há um menu a partir dos 12€. Felizmente, nada mais mudou. O restaurante continua a servir boa carne argentina, a famosa saladinha de flores e as massas frescas caseiras; continua a abastecer-se na Quinta do Poial e a adoçar a boca graças ao bolo de chocolate com doce de leite.

Perfeito para: comer um bom bife com vista para o Castelo de São Jorge.

Obrigatório provar: as endívias com pêras e roquefort em molho quente.

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Chiado

Café do Paço

4 /5 estrelas

“Olá, como está?” Assim se recebem todos os clientes que tocam à campainha do Café do Paço, sejam eles estreantes, sejam eles habitués. Os primeiros vão ficar boquiabertos com esta casa estilo pub inglês, de sofás capitonê encarnados, e com a ementa onde há pratos raros como o balchão de gambas e os bifinhos raspados. Os segundos vão atirar-se de imediato ao croquete com mostarda, ao bife do lombo a nadar em molho de natas e garantir que têm a dose de trouxas de ovos da Caldas no final. Já sabe como agir.

Perfeito para: voltar aos anos 90 no serviço, comida e zona de fumadores.

Obrigatório provar: o bife do lombo à Café do Paço.

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Lisboa
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Prado

5 /5 estrelas

António Galapito fez crescer um Prado ao pé da Sé, um restaurante onde trabalha o gado e vegetação orgânica. Usa os ingredientes que os produtores portugueses lhe dizem que estão bons e, por isso, não tem uma carta propriamente fixa. Todos os dias há qualquer coisa que muda, dos cortes aos peixes. Do outro lado do aparthotel The Lisboans, onde fica o restaurante, há a Mercearia do Prado, onde se vendem produtos a granel, compotas e fiambres de porco preto. 

Perfeito para: jantar com amigos fartos dos clichés e das contas dos fine dinings

Obrigatório provar: o tártaro de carne Barrosã envolvido em couve galega grelhada

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Castelo de São Jorge

Adraga

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Parte do encanto do restaurante de peixe e marisco da Adraga reside na simplicidade e descontracção do sítio. Os últimos anos conheceram um ou outro upgrade decorativo, mas as toalhas de papel, as travessas de alumínio e outros detalhes que acusam tradição, mantiveram-se intactos. Afinal, o que importa aqui é o peixe e o marisco frescos, algum apanhado ali perto, onde as águas são frias e agitadas, e grelhado por quem entende da matéria. Guarde espaço para as sobremesas, todas, sem excepção, exímias.

Perfeito para: um almoço com sol de Inverno, numa das mesas ao lado da janela.

Obrigatório provar: os robalos, pescados à linha ali na zona e os percebes, também locais.

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Sintra
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Aron Sushi

4 /5 estrelas

Aron Vargas, um dos discípulos de Takashi Yoshitake (Aya), já tinha um belíssimo restaurante ao pé da Gulbenkian, mas decidiu duplicar a receita no Mercado 31 de Janeiro, onde montou uma tasca japonesa com duas salas pequenas. O peixe vem, claro, das bancas mesmo ali ao lado - consta que a famosa peixeira Açucena Veloso é uma das fornecedoras - e tem desde opções mais clássicas a outras criações do chef. A ementa é tal e qual a mesma do primeiro espaço, por isso, este Aron Sushi vale por dois.

Perfeito para: experimentar boa cozinha japonesa num sítio cool e semisecreto. 

Obrigatório provar: Ika mentaiko, trocado por miúdos, lulas com ovas de bacalhau.

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São Sebastião

Avenida SushiCafé

4 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Trocou o nome e o apelido em 2017, de forma a distanciar-se mais daquilo que faz o resto do grupo Sushicafé em Lisboa. Afinal, esta é a jóia da coroa da empresa e o sítio onde o chef Daniel Rente põe a sua criatividade toda em pleno funcionamento. Com a mudança de nome vieram juntar-se às peças mais tradicionais outras aventuras que misturam a gastronomia japonesa com sabores internacionais e matéria-prima nacional. Vai um sashimi em pedra de sal dos Himalaias? Ou um maki com caranguejo no interior e wagyu por fora?

Perfeito para: fechar um negócio ao almoço na Avenida da Liberdade.

Obrigatório provar: o mille-feuilles tuna tartar, com folhas de pergaminho.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
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Azenhas do Mar

4 /5 estrelas

A idílica localidade em que está inserido deu o nome a este clássico restaurante de peixe e marisco, onde as refeições são feitas numa sala envidraçada em cima da piscina e da praia das Azenhas do Mar. E se não é mesmo isto que apetece num dia de sol radioso ou de chuva e mar bravo? Comece pelas amêijoas à Bulhão Pato e pela salada de polvo, lambuze-se com o camarão frito (não se esqueça das torradas para mergulhar no molho), siga para os percebes e depois divida um bife de atum ou do lombo. Aqui é tudo óptimo.

Perfeito para: um almoço de amigos, regado a vinho de Colares.

Obrigatório provar: os percebes, quase sempre da zona.

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Sintra

Bairro do Avillez

Um espaço, quatro restaurantes. É assim o grande casarão que José Avillez abriu no Verão de 2016 no Chiado, onde juntou quatro conceitos gastronómicos. Há a Taberna, com petiscos de assinatura; o Páteo, um mistura de marisqueira e restaurante de peixe com outros pratos de peixe; o Beco Cabaret Gourmet, sala de secreta de degustação, onde o jantar é acompanhado por um espectáculo de burlesco; e a Cantina Peruana, no andar de cima, uma aventura a quatro mãos de José Avillez com o peruano Diego Muñoz. Ah! E existe também uma mercearia.

Perfeito para: ter a experiência de cozinha José Avillez de uma ponta à outra.

Obrigatório provar: a corvina com migas de linguiça.

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Chiado
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Bica do Sapato

4 /5 estrelas

Pode não ter o corrupio de portugueses e famosos de outros tempos, mas é um facto que a Bica do Sapato continua a ser uma boa morada para provar cozinha portuguesa de raiz tradicional com influências estrangeiras e alguns toques autorais. Aos comandos está, desde 2013, Manuel Bóia, responsável por ter deixado na ementa alguns ícones como os peixinhos da horta, mas a atirar-se para um menu consistente, assente em bons produtos e ainda criativo. Vale a pena também subir ao primeiro andar e jantar no sushi-bar.

Perfeito para: ir a restaurante que era giro há 15, há 10, há cinco anos. E ainda é.

Obrigatório provar: o leitão crocante com batata anna e esparregado.

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São Vicente 

Bistro 100 Maneiras

4 /5 estrelas

O irreverente Ljubomir Stanisic já era uma figura da cidade. E 2017 transformou-o numa figura do país. Quem o seguiu para além do pequeno ecrã, descobriu um chef ligado à natureza, à pureza dos produtos, numa aposta, dos restaurantes no Douro aos de Lisboa, com a sazonalidade à mesa. No seu cada vez mais popular Bistro, mistura influências portuguesas com algumas das suas origens e outros países europeus, em pratos sempre criativos, saborosos e bons. Quer um restaurante com onda em Lisboa? Não procure mais.

Perfeito para: acompanhar a refeição com os cocktails de um dos melhores barmen de Lisboa.

Obrigatório provar: o tataki de entrecôte com torricado, cogumelos e ovo.

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Chiado
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Boa Bao

4 /5 estrelas

Esteve nas bocas de todos os lisboetas atentos às modas gastronómicas no ano que passou e, a julgar pelas filas à porta, tem tudo para continuar na mó de cima. Da cozinha, que mistura o melhor do Extremo Oriente e do Sudoeste Asiático, saem caris, pãezinhos chineses, dumplings, spring rolls, sopas e caldos de vários países e até mochis. O melhor mesmo é ir em grupo e entrar em modo partilha. Tem também óptimos cocktails e uma esplanada bem simpática para almoçar em dias de sol

Perfeito para: fazer um pré-noite, com jantar e copos num sítio animado.

Obrigatório provar: a tom yam kung, isto é, a sopa picante de camarão da Tailândia.

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Chiado

Boi-Cavalo

4 /5 estrelas

O chef Hugo Brito tem queda para a disrupção. Quando todos os seus pares estavam a abrir restaurantes nos bairros da moda, ele trotou por Alfama em cima do Boi-Cavalo; quando todos apostavam em menus de degustação a preços elevados, ele escolheu fazê-los a 35€ e rodá-los todas as semanas. Aqui não há duas semanas iguais, não há pratos-estrela, há, isso sim, um laboratório de experiências numa cozinha de base nacional, que apela à memória dos portugueses, mas pode viajar para outras latitudes.

Perfeito para: jantar em Alfama sem ter de fazer silêncio a cada 20 minutos.

Obrigatório provar: o menu completo que varia todas as semanas.

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Alfama
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A Travessa

4 /5 estrelas

Chega em 2018 aos 40 anos e isso é razão mais do que suficiente para lá ir festejar com os donos, Viviane Durieu e António Moita, o facto de se aguentarem há tanto tempo com um restaurante tão especial. Especial porque funde várias cozinhas - da perdiz à Convento das Bernardas à raia au beurre noir, das lamejinhas aos medalhões de veado com trufas, há um pouco de tudo -; especial porque um restaurante num antigo convento, com mesas no claustro é de filme; e especial porque há sempre um ou outro famoso sentado à mesa.

Perfeito para: um jantar de topo num sítio onde os restaurantes do género não abundam.

Obrigatório provar: o linguado à meunier.

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Estrela/Lapa/Santos

Arola

4 /5 estrelas

A primeira aventura de Sergi Arola em Lisboa festeja 10 anos em 2018. Foi sofrendo algumas alterações, é verdade, viu metade da sala ser cortada para se transformar num restaurante de topo, mas manteve a linha de tapas quentes e frias e petiscos ibéricos, com outras influências do mundo com que abriu as portas. Tudo porque à cabeça tem Sergi Arola, o chef rockstar apaixonado por motas, que já se aventurou em restaurantes um pouco por todo o mundo, qual globetrotter, e trouxe o mundo à idílica Penha Longa.

Perfeito para: almoçar depois de treinar o swing no campo de golf. 

Obrigatório provar: as batatas bravas Arola, com aioli e tomate picante.

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Sintra
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Estórias na Casa da Comida

4 /5 estrelas

Viveu tempos áureos nas últimas décadas do século XX, altura em que chegou a ter uma estrela Michelin, e navega numa velocidade de cruzeiro, com uma cozinha portuguesa contemporânea, segura e sem grandes invenções. Ao leme está o chef João Pereira, na ementa estão ainda alguns pratos de outras eras e a sala mantém-se com aqueles toques de decoração modernos, dentro do clássico que é o restaurante. Prove o escabeche de perdiz, o leitão com crosta crocante e beba um dos bons vinhos da garrafeira.

Perfeito para: jantar com os pais, os sogros ou os avós numa data especial.

Obrigatório provar: os pastéis da infância do Chefe Miguel.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Estoril Mandarim

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Ostentou durante vários anos o estatuto de único restaurante chinês de fine dining da Grande Lisboa. E soube fazê-lo sempre com muita qualidade, num serviço de luxo, em pratos exímios, numa base de cozinha cantonesa - apesar de o pato à Pequim, que vem para a mesa em dois momentos (primeiro a pele, depois a carne), ser um dos ex-líbris. A carta tem mais de 100 especialidades, é assinada pelo chef Dong Wei, e ao almoço há os míticos e delicados dim sums, dos quais deve provar o há-kau (gambas e cogumelos).

Perfeito para: poder dizer que já foi ao melhor chinês de Portugal.

Obrigatório provar: a sopa de barbatanas de tubarão supremo.

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Cascais
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JNcQUOI

4 /5 estrelas

Qualquer lisboeta interessado em gastronomia já deve ter ouvido o “desculpe, mas hoje estamos cheios”, quando tentou marcar uma mesa no JNcQUOI. O restaurante não tem mel, mas tem uma sala linda, um serviço atencioso, uma cozinha sólida com clássicos de Itália, França e Portugal, um chef que sabe o que faz (António Bóia) e um daqueles ambientes cool que todo os restaurateurs sonham e só alguns alguns alcançam. Seja no andar de cima, onde a carta é variada, seja no DeliBar, vale a pena ir. Com reserva, claro.

Perfeito para: um programa de amigos bem regado e sem olhar a custos.

Obrigatório provar: o lombo de bacalhau tradicional com crosta de broa de milho.

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Avenida da Liberdade

Local

4 /5 estrelas

Só tem 18 metros quadrados e uma mesa para 10 pessoas. André Lança Cordeiro, que inaugurou o restaurante em 2017 e deixou de o chefiar no inicio de 2018 para se dedicar a outro projecto. Deixa o legado a Manuel Lino, que regressa à capital depois do hotel La Torre del Visco, em Espanha. A completar a dupla de cozinheiros está João Mealha, que já tinha feito equipa com Manuel Lino no Tabik, na Avenida da Liberdade. O Local continua a servir apenas 20 jantares por dia, com dois turnos, um às 20.00, outro às 22.00, e cada par ou pequeno grupo que chega tem de partilhar uma mesa corrida. Pode contar com uma entrada de gambas servidas com legumes como ervilhas, ervilhas tortas ou feijão verde redondo e com um creme com caldo de gambas e pesto de ervas. O prato de peixepode bem ser um pargo com espargos brancos servidos em várias texturas e alcaparras fritas e em pó. Para sobremesa: ganache de chocolate e creme inglês emulsionado com azeite. A fazer crescer esta brincadeira entre doce e salgado, Manuel Lino junta-lhe ainda pão frito e um fio de azeite.

Perfeito para: juntar 10 amigos à mesa (nem mais um) 

Obrigatório: entregar-se nas mãos do chef sem medos

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Chiado/Cais do Sodré
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O Relento

É uma popular cervejaria-marisqueira de Algés, que sopra este anos as 55 velas e, perdoe-se a queda em clichés, mas está como o vinho do Porto: cada vez melhor. Tem sempre óptimos mariscos - na devida época até tem o raro camarão da Quarteira (de rabo azul) - e, garantiu em tempos à Time Out, tem sempre percebes na lista, já que trabalha com vários fornecedores. Mas antes de se encher de mariscos tenha em conta dois factores: os salgados de entrada são divinais, as carnes idem. E agora?

Perfeito para: arranjar mais cinco amigos e convencê-los a dividir a Travessa de Marisco.

Obrigatório provar: o bife especial à Relento, com mostarda, na frigideira.

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Oeiras

RIB Beef & Wine

4 /5 estrelas

Foi a segunda aposta de restauração da Pousada de Lisboa (o Lisboeta deixou poucas memórias) e veio com um conceito que o grupo Pestana já tinha no Porto. Chama-se RIB Beef & Wine, tem à cabeça o chef Rui Martins, mas na execução de Lisboa, o chef Luís Rodrigues. Respeitando o nome, o core da ementa são os cortes de carne, como o exímio tomohawk ribeye steak ou o chateaubriand, há vários molhos e guarnições à escolha, mas deixe espaço para as entradas e sobremesas. Só é pena ter tantos turistas.

Perfeito para: admirar/invejar a vida dos estrangeiros que visitam Lisboa.

Obrigatório provar: a sopa de tomate escalfado à Alentejana com ovo escalfado e bacalhau.

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Santa Maria Maior
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100 Maneiras

4 /5 estrelas

Nasceu em 2009, com um menu de degustação único, onde o irreverente Ljubomir Stanisic mostra o seu lado mais autoral, em criações originais. Neste seu laboratório, cada prato é uma viagem de sabores portugueses - tem feito um trabalho cada vez mais próximo com os fornecedores nacionais - e, por enquanto, só há 30 lugares para o conhecer. Em breve, ainda sem data marcada, o 100 Maneiras muda-se para outro número da mesma rua e é provável que traga novidades - se há alguém que gosta de surpreender, é ele.

Perfeito para: uma experiência de cozinha de autor sem pretensiosismos e descontraída.

Obrigatório provar: o estendal do bairro, único residente fixo da carta.

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Bairro Alto

Alma

4 /5 estrelas

Dois mil e dezassete foi um ano feliz para Henrique Sá Pessoa. Consolidou o seu novo Alma no Chiado, ganhou, finalmente, a primeira estrela Michelin da sua carreira - repetiu a façanha em 2018 - e abriu um ateliê onde faz experiências para novos pratos. Em quatro menus de degustação (dos 80 aos 100€) e à la carte, apresenta uma cozinha de fine dining, com reinterpretações de clássicos portugueses, alguns toques asiáticos e outras influências de vida e trabalho lá fora. Atenção ao fogão, uma peça de 750kg desenhada pelo chef.

Perfeito para: ir a um restaurante estrela Michelin, de alma e aspecto mais descontraído.

Obrigatório provar: a calçada de bacalhau com puré de cebolada e gema de ovo.

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Chiado
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Belcanto

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

José Avillez tem somado grandes feitos na (ainda curta) carreira. É o chef português com mais restaurantes em nome próprio no país, foi o primeiro português a carimbar duas estrelas Michelin no currículo e o primeiro a obter a distinção para a Grande Lisboa. O Belcanto é o menino dos seus olhos, aquele onde leva a sua criatividade ao máximo e onde explora a cozinha tradicional portuguesa em reinvenções e criações fora da caixa. Vá sem pressas, de mente aberta e pronto para uma viagem única de várias horas à mesa.

Perfeito para: ir numa data festiva e acompanhar a ocasião com um bom vinho.

Obrigatório provar: o mergulho no mar, ou melhor, o robalo com algas e bivalves.

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Chiado

Cervejaria Liberdade

4 /5 estrelas

As obras do Tivoli Avenida da Liberdade ditaram o encerramento da Brasserie Flo (Deus a tenha) e o nascimento de uma marisqueira chiquérrima com toalhas de pano e um serviço irrepreensível - mas atenção que o bife tártaro permanece na carta, ufa! Comece pelas gambas do Algarve que chegam com o couvert, siga por uma dose de marisco, entre pelos sashimis (porque não?) e depois avance para uns filetes de peixe galo ou uns secretos de porco preto. O remate perfeito faz-se com a mousse de cacau, bem amarga.

Perfeito para: uma mariscada fora da caixa, isto é, sem travessas de inox e barulho de talheres.

Obrigatório provar: a casquinha de santola.

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Avenida da Liberdade
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Cimas English Bar

Entrar no Cimas English Bar é, qual pórtico mágico, viajar para outra realidade. Para os anos dourados da Costa do Estoril, onde os espiões, as famílias reais em exílio, os escritores e os políticos portugueses e estrangeiros eram clientes habituais da família Cima. A ementa é também uma viagem, desta feita às cozinhas francesa (ai a concha de marisco gratinada) e galega, mas também, e com grande destaque para os pratos de caça. Duas notas: a garrafeira tem mais de 20 mil referências e há lampreia na devida época.

Perfeito para: vestir por umas horas a pele de um aristocrata importante do séc XX.

Obrigatório provar: a galinhola à English Bar.

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Cascais

Eleven

4 /5 estrelas

Mais um ano, mais uma renovação da Estrela Michelin para o Eleven. O restaurante chefiado por Joachim Koerper desde o primeiro dia, tem sabido manter-se na crista da onda, com menus que variam a cada estação e trazem uma cozinha de inspiração mediterrânica. Nem todas as proteínas mudam - o lavagante, o carré de cordeiro e o leitão costumam andar por lá -, mas os acompanhamentos são sempre diferentes. Quando reservar, marque as mesas junto à janela, com grandiosa vista para Lisboa inteira.

Perfeito para: festejar o primeiro, o quinto, o 25º ou o 50º aniversário de casamento.

Obrigatório provar: o carré de cordeiro, queijo e uvas de Azeitão, lentilhas beluga.

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São Sebastião
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Feitoria

5 /5 estrelas

Ainda não foi este ano que João Rodrigues ganhou a (merecida) segunda Estrela. Ainda assim, vale sempre a pena ir o Feitoria quando muda uma estação, conhecer o exímio trabalho que o chef tem feito para aproximar os produtores dos clientes - como por exemplo, levar o produto à mesa em bruto. Com o objectivo de extrair o melhor sabor dos produtos, cada prato é uma descoberta e a refeição uma viagem de texturas e experiências aparatosas com fumos, pós e afins, orquestrada por um grande artista da cozinha.

Perfeito para: uma viagem pelo trabalho de uma das mais criativas mentes portuguesas.

Obrigatório provar: o carabineiro do Algarve.

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Belém

Fortaleza do Guincho

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Miguel Rocha Vieira veio da Hungria directamente para a praia do Guincho, alterar as linhas de uma cozinha Estrela Michelin, com veias alemãs e francesas, herança dos chefs que por lá tinham passado. Transformou-a numa carta muito virada para o mar, ali mesmo ao lado, assente na sazonalidade, com novidades frequentes. Ou seja, se já não apanhar o salmonete com couves, choco e batata ou o pargo com cevadinha e funcho, a culpa não é da Time Out. Agora, se ignorar o sommelier Ivo Peralta, a culpa aí já é sua.

Perfeito para: experimentar os pratos de mar, muitos inspirados ali mesmo à frente.

Obrigatório provar: o peixe galo de anzol, com alcachofra e lula.

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Cascais
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Kanazawa

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Tomoaki Kanazawa abriu, no final de 2015, o restaurante com que sempre sonhou: oito lugares, cozinha japonesa de degustação, sazonalidade e proximidade com os clientes. Em meados de 2017, teve de voltar para o Japão e deixou a cozinha nas mãos de Paulo Morais, chef conhecido da nossa praça, que mantém exactamente a mesma filosofia do restaurante, com menus ultracriativos que mudam todos os meses. Há quatro, entre os 60€ e os 150€, a reserva tem de ser feita online com antecedência, e é uma experiência única.

Perfeito para: ter a verdadeira experiência kaiseki em Lisboa.

Obrigatório provar: tudo o que o chef Paulo Morais servir.

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Belém

LAB by Sergi Arola

À cabeça está Sergi Arola, o catalão que já é figura conhecida do hotel há vários anos. Na execução do dia-a-dia está Vladmir Veiga, acabado de ocupar a posição deixada por Milton Anes, a trabalhar no hotel há cinco anos. Mudanças à parte, tudo se mantém bonito (e que beleza de sala, virada para o green) e imaculado no LAB. A cozinha aposta nas linhas mediterrânicas com algumas inspirações do mundo, seja para provar à la carte, seja para experimentar nos menus de degustação, um deles com todos os pratos da carta (!).

Perfeito para: ir a um laboratório onde os cientistas são chefs de pinças e maçaricos.

Obrigatório provar: a moleja de vitela assada em especiarias.

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Sintra
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Merendinha do Arco Bandeira

Foi um galego que abriu o restaurante, em frente ao célebre animatógrafo do Rossio, numa altura em que ainda havia carroças
 a passar, em 1944. Há 14 anos que está nas mãos de David Castro, mas os bons pratos 
e petiscos desta casa são obra da mulher, Fátima. O ambiente de tasca está lá todo, desde o balcão de alumínio aos garrafões pendurados na parede – só já não tem pata de presunto suspensa porque a ASAE não deixa. Serve refeições completas a toda a hora mas também umas moelas “cinco estrelas” ou pataniscas ao balcão

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Baixa Pombalina

O Cardoso da Estrela de Ouro

Na sala estreita, de um lado há os desenhos que Norberto Lobo faz nesta casa há uns dez anos. Do outro, para além dos azulejos antiquados, há um armário onde se guarda a biblioteca de referências ao Cardoso da Estrela de Ouro. A última foi no Lisboeta, do chef Nuno Mendes. Aparece lá o retrato da casa e do dono e “diz em inglês que os meus rissóis e croquetes são os melhores do mundo”, diz o Sr. Cardoso. Não se esqueça de verificar a lista de pontos turísticos da Graça na porta do estabelecimento. Imperdíveis: Cabrito ao sábado, bacalhau à minhota à quarta-feira e sábado, pastéis de bacalhau com arroz de feijão à terça-feira.

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São Vicente 
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Tasca do Gordo

Assim que se entra – cuidado com o degrau 
– vê-se logo o topo das paredes forradas a cachecóis vermelhos com toques aqui e ali de um branco e verde do Rio Ave ou de um azul do Belenenses. Essa primeira sala é só a entrada para um tasco cheio de potencialidades, com o expoente máximo no terraço das traseiras, com direito a umas quantas árvores e espaço para as corridas dos miúdos. Isto enquanto os pais resolvem uma dose de dobrada com feijão branco, a especialidade por que é conhecida esta casa em Pedrouços.

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Belém

Tendinha

“Isto aqui é como se fôssemos uma família”, diz Alfredo Gramaça, que trabalha na tasca do Rossio há 20 anos. A fisionomia do espaço é a mesma “há uns 100 anos”, mas a localização turística fez com que as opções crescessem – além das sandes de panado e das bifanas grelhadas no pão, há agora também sandes de bacalhau – assim como os episódios caricatos, como um turista a pedir para aquecer um queijo fresco. Há rissóis
 de leitão, de camarão, pastéis de bacalhau e croquetes para comer com um copinho de vinho ou de ginja.

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Baixa Pombalina
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Jorge d'Amália

Assim que se entra dá para perceber que
  nesta casa são todos do Belenenses, tal é o arraial de camisolas e fotografias da equipa penduradas na parede. Amália, mãe de Jorge, já tinha mão nesta cozinha há várias décadas quando Maria José, a mulher de Jorge, chegou à cozinha. Não há propriamente um menu nem grandes invenções, apenas alguns pratos muito elogiados no bairro e arredores, caso do bitoque, servido numa travessa de inox com molho bem temperado e ovo, do pica-pau, da alheira ou das moelas guisadas com batatas fritas, sempre caseiras.

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Ajuda

Rui do Barrote

Há cada vez mais actividade cultural que justifica uma visita a Marvila, mas ao nível da grelha, o que nesta zona oriental de Lisboa nos chama não é de hoje. Tem pelo menos uns 12 anos. No Rui do Barrote a picanha é famosíssima e com razão, acompanhada por batatas fritas no ponto. A ela juntam--se os secretos de porco preto e um bitoque digno. Na sala com equipamentos de futebol 
a completar o feng shui, não deixe de fazer
a vontade à cozinheira, D. Sílvia, e provar os pratos do dia que vão além dos grelhados.


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Marvila
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Cantinho do Bem Estar

É uma tasca típica mas o nome pedia mais conforto, então Tiago Parente, alentejano de Monforte, tratou de arranjar umas almofadas arranjadinhas, a condizer com os azulejos da casa, e uns grandes e fotogénicos girassóis para pôr no balcão. “Eu só quero que as pessoas se sintam bem aqui”, diz o cozinheiro, que já recebeu a “Oprah antes de ela ser conhecida” e tem um artigo do The New York Times na parede a recomendar a visita. Serve boa comida alentejana em doses generosas.

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Bairro Alto

Sé da Guarda

Para começar, o melhor peixe frito da Grande Lisboa é desta casa pequena em Algés – diz o crítico Alfredo Lacerda, que em Abril de 2017 deu quatro estrelas à Sé da Guarda. O Sr. José Esteves, nesta casa há 30 anos, garante que 
os jaquinzinhos, cachuchos e pescadinhas
 de rabo na boca chegam frescos todos os dias para acompanharem o arroz de tomate, de feijão ou a açorda. O Sr. José e a D. Rosa, que gere a cozinha, abrem às seis da manhã para os pequenos-almoços e mantêm-se por ali, sem fechar as portas, até às dez da noite.

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Oeiras
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Zé dos Cornos

Muita gente se há-de ter conhecido nestas mesas e bancos corridos que tanto dão azo 
à conversa. A família à frente do Zé dos Cornos veio de Ponte de Lima e instalou-se
 na Mouraria com o vinho da sua terra para instituir uma das grelhas mais clássicas da cidade, tanto na carne – onde o piano é rei – como nos peixes. A acompanhar, o arroz de feijão é dos imperdíveis. Quanto aos cornos do nome é olhar em frente quando se entra: estão pendurados ao alto, grandes e retorcidos.

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Castelo de São Jorge

Adega do Tagarro

O Sr. António passou o negócio às filhas, Paula e Judite, que modernizaram esta tasca do Bairro Alto, sem lhe tirarem a essência. Mantiveram a antiga caixa registadora, assim como os azulejos pintados à mão na parede, mas aumentaram a casa, até para dar vazão aos jantares de grupo. Continuam a servir bom peixe frito, como os jaquinzinhos, iscas de cebolada e pataniscas, estas últimas receita premiada da mãe, a D. Amália. Na parede há garantia de “boa pinga”, num quadro pintado por um antigo cliente.

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Bairro Alto
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Para a sobremesa

Os três melhores sítios para comer tiramisu

Mascarpone, palitos la reine, café, licor e cacau: são estes os ingredientes que tornam o tiramisu muito mais do que a melhor sobremesa de Itália, mas uma das melhores de todo o mundo. Em Lisboa, não faltam belos exemplares do doce que nasceu em Treviso (já terá Monica Bellucci experimentado algum?). Estes são os três melhores sítios para comer tiramisu.

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Por Mariana Correia de Barros

Três sítios para comer pudim Abade de Priscos

Açúcar, ovos, vinho do Porto e canela. Claro, indispensável, o segredo: toucinho. O pudim criado por um abade de uma localidade nos arredores de Braga, Priscos, não se come só no Norte. E ainda bem, que este é provavelmente o rei dos pudins. Encontra o campeão nestes três sítios.

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Por Catarina Moura
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Três sítios para comer cinnamon rolls

Está por todo o lado no Norte da Europa. Na Dinamarca é conhecido como Kanelsnegl, ou seja, o caracol de canela, mas apesar do nome tem pouco a ver com os caracóis cheios de frutas cristalizadas que despertam desamores. Damos-lhe três sítios para comer cinnamon rolls em Lisboa e assumir o melhor estílo nórdico.

Ler mais
Por Catarina Moura

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