Os 149 melhores restaurantes em Lisboa

Dos clássicos da cidade, onde nunca nos cansamos de voltar, aos surpreendentes recém-chegados, estes são os melhores restaurantes em Lisboa
Por Mariana Correia de Barros e Inês Garcia |
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Os críticos da Time Out visitam os restaurantes anonimamente e pagam pelas suas refeições – o mesmo é dizer, como qualquer cliente – e, na melhor parte dos casos, repetem a visita antes de se pronunciarem. Acresce que nenhum restaurante é criticado antes de cumprir três meses de porta aberta e, por princípio, nenhum é aclamado com cinco estrelas ou despachado com apenas uma sem que um segundo crítico subscreva essa avaliação.

Já sabia de tudo isto? É provável que sim. Há 10 anos que a Time Out faz questão de repetir esta cartilha em tudo o que faz. Mais que isso, há 10 anos que os jornalistas e críticos que foram construindo esta casa fazem questão de respeitar essa cartilha sem cedências. O que é que isso vale? Cabe-lhe a si dizer. O que lhe podemos garantir é que todos os 149 restaurantes que encontra nesta lista foram visitados pela nossa equipa pelo menos uma vez e que resulta de uma escolha, subjectiva como se espera, mas criteriosa como se exige. Como de costume, a coisa valeu discussões e zangas. Mas lá chegámos a um consenso e estes são os restaurantes em Lisboa que tem mesmo de conhecer.

 

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1
100 Maneiras
© Ana Luzia
Restaurantes

100 Maneiras

icon-location-pin Bairro Alto

Nasceu em 2009, com um menu de degustação único, onde o irreverente Ljubomir Stanisic mostra o seu lado mais autoral, em criações originais. Neste seu laboratório, cada prato é uma viagem de sabores portugueses - tem feito um trabalho cada vez mais próximo com os fornecedores nacionais - e, por enquanto, só há 30 lugares para o conhecer. Em breve, ainda sem data marcada, o 100 Maneiras muda-se para outro número da mesma rua e é provável que traga novidades - se há alguém que gosta de surpreender, é ele.

Perfeito para: uma experiência de cozinha de autor sem pretensiosismos e descontraída.

Obrigatório provar: o estendal do bairro, único residente fixo da carta.

A Time Out diz
2
casa do bacalhau
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

A Casa do Bacalhau

icon-location-pin Alfama

A Time Out costuma definir este restaurante como o sítio certo para apanhar uma overdose de bacalhau. A brincadeira é óbvia, mas ainda não encontrámos melhor forma de descrever uma casa - casa a sério, com arcos de pedra, que em tempos albergaram as cavalariças do Palácio do Duque de Lafões - onde são tão fiéis ao fiel amigo que ele está representado em 25 pratos. Do à Brás ao Gomes de Sá, do Margarida da Praça ao Zé do Pipo, encontra os suspeitos do costume e ainda aquelas partes menos nobres, como a língua ou as caras.

Perfeito para: levar um amigo estrangeiro de visita a Lisboa. E fazer um brilharete, claro.

Obrigatório provar: as pataniscas de bacalhau, vencedoras do primeiro concurso da Melhor Patanisca de Lisboa.

A Time Out diz
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3
A Cevicheria
© Ana Luzia
Restaurantes, Global

A Cevicheria

icon-location-pin Princípe Real

Kiko Martins viajou o mundo, explorou gastronomias de vários continentes e trouxe-as para Lisboa com a sua própria interpretação e estilo. Deu à cidade primeiro O Talho, depois A Cevicheria e, ainda antes de montar outros projectos, entrou num momento estrelato que ainda não passou. Em parte porque este seu pequeno-grande restaurante peruano é uma das melhores mesas de Lisboa. Homenageia o prato nacional do Peru com salmão, atum e bacalhau, mas tem também causas e quinotos em receitas que vão variando.

Perfeito para: ir com alguém com quem tem muita conversa, porque vai esperar na fila.

Obrigatório provar: o ceviche puro, com peixe branco da época, puré de batata doce, cebola, algas e leite de tigre.

A Time Out diz
4
Floresta do Salitre - Sala de Refeições
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

A Floresta do Salitre

icon-location-pin Avenida da Liberdade

Quando o relógio bate a uma da tarde já a sala d’A Floresta do Salitre está a rebentar pelas costuras - ler: se quer mesa ao almoço, chegue uns minutos antes. À medida que os minutos avançam, o Sr. Joaquim vai distribuindo as sopas caseiras, anunciando os pratos do dia, contando uma piada, trazendo peixes na brasa, bitoques e abrindo boas garrafas de vinho (aqui bebe-se e percebe-se do assunto). No final é só passar pela Sr. Rosa, pagar a conta e martirizar-se por não ter ido mais cedo ao balcão espreitar as sobremesas.

Perfeito para: comer bem, barato e em quantidade na Avenida da Liberdade.

Obrigatório provar: a entremeada de leitão acompanhada de batata frita caseira pala-pala (às sextas).

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5
Prato com tomates da Taberna da Rua das Flores
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

A Taberna da Rua das Flores

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Para infelicidade da população em geral, esta pequena taberna do século XXI deixou de aceitar reservas no segundo dia de funcionamento - já lá vão uns aninhos. E desde essa data há fila à porta, ao almoço e ao jantar. Nas horas de luz natural, para experimentar receitas tradicionais como a meia-desfeita; nas horas de luz artificial, com uma série de pratos e petiscos que o chef André Magalhães e comitiva inventam todos os dias com aquilo o que a estação e os produtores (muitos deles perto de Lisboa), trazem.

Perfeito para: levar um amigo estrangeiro e mostrar-lhe a boa comida portuguesa.

Obrigatório provar: as iscas com elas.

A Time Out diz
6
Restaurantes, Português

A Travessa

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Chega em 2018 aos 40 anos e isso é razão mais do que suficiente para lá ir festejar com os donos, Viviane Durieu e António Moita, o facto de se aguentarem há tanto tempo com um restaurante tão especial. Especial porque funde várias cozinhas - da perdiz à Convento das Bernardas à raia au beurre noir, das lamejinhas aos medalhões de veado com trufas, há um pouco de tudo -; especial porque um restaurante num antigo convento, com mesas no claustro é de filme; e especial porque há sempre um ou outro famoso sentado à mesa.

Perfeito para: um jantar de topo num sítio onde os restaurantes do género não abundam.

Obrigatório provar: o linguado à meunier.

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7
Adega das Gravatas
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega das Gravatas

icon-location-pin Carnide/Colégio Militar

Várias Insta Stories poderão ser feitas na Adega das Gravatas. Primeiro apontar a máquina à bizarra colecção de gravatas que os clientes vão deixando no restaurante; depois para imortalizar o bife a assentar na pedra, aquele leve barulho da confecção e provocar inveja nos seguidores; depois para fotografar a companhia, que este é um restaurante bom para ir em grupo e/ou família; e no final para gravar aquelas sobremesas à antiga, como o molotof, um pudim flan ou um pudim abade priscos. Likes? Ui, vão disparar.

Perfeito para: deixar aquela gravata que a sogra lhe deu e você “adorei, obrigada”, mas…

Obrigatório provar: o polvo à lagareiro, a nadar em azeite quente, com batatas a murro

A Time Out diz
8
Adega da Tia Matilde - Sala
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega da Tia Matilde

icon-location-pin São Sebastião

É difícil escolher a razão pela qual a Adega da Tia Matilde é mais conhecida: se pela comida tradicional, se por ter sido durante anos um dos poisos favoritos de Eusébio. Mas se não está familiarizado com ela ainda (como não?) pode lá ir tanto para ver a justa homenagem ao Pantera Negra, como para provar as pataniscas, o cozidos, os filetes de garoupa, o coelho à caçador, o bacalhau à Isabel, a feijoada à transmontana, o leite-creme, tudo o que é português e bom, em doses sempre muitíssimo generosas.

Perfeito para: matar saudades dos restaurantes da velha guarda, com serviço à antiga.

Obrigatório provar: o cozido à portuguesa (às terças).

A Time Out diz
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9
Adega Saraiva - Espaço
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega do Saraiva

icon-location-pin Sintra

“Cuidado com a Adega do Saraiva, o restaurante onde é tudo tão bom que é preciso ter mais barriga que olhos”, escreveu Miguel Esteves Cardoso numa das suas crónicas do Público. Uma grande verdade quando se trata desta casa tradicional em Nafarros, lugar de romarias de fim-de-semana, famosa pelo seu cabrito assado no forno, receita com décadas de vida, que também pode ser encomendado para fora. Quartas, sábados e domingos tem um óptimo cozido e serve ainda um bacalhau à Tia Emília bem conhecido.

Perfeito para: arrastar o grupo de Whatsapp para uma almoçarada em Sintra.

Obrigatório provar: o cabrito assado no forno.

10
Restaurante Adraga
Fotografia:Ana Luzia
Restaurantes, Frutos do mar

Adraga

icon-location-pin Sintra

Parte do encanto do restaurante de peixe e marisco da Adraga reside na simplicidade e descontracção do sítio. Os últimos anos conheceram um ou outro upgrade decorativo, mas as toalhas de papel, as travessas de alumínio e outros detalhes que acusam tradição, mantiveram-se intactos. Afinal, o que importa aqui é o peixe e o marisco frescos, algum apanhado ali perto, onde as águas são frias e agitadas, e grelhado por quem entende da matéria. Guarde espaço para as sobremesas, todas, sem excepção, exímias.

Perfeito para: um almoço com sol de Inverno, numa das mesas ao lado da janela.

Obrigatório provar: os robalos, pescados à linha ali na zona e os percebes, também locais.

A Time Out diz
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11
Água pela Barba - Espaço
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Água pela Barba

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

É uma daquelas recomendações infalíveis quando alguém pergunta, “e um sítio barato e giro para jantar?”. O Água pela Barba (ex-Isco da Bica, paz à sua alma) encaixa que nem uma luva no pedido e tem uma carta muito orientada para peixes e mariscos, sempre em pratos para dividir. Dos tacos de peixe frito ao ceviche de peixe, do arroz do mar à sapateira no pão, aqui a excepção ao oceano só se faz dois pratos de porco e belíssimas sobremesas - arme-se em egoísta e peça as canilhas só para si.

Perfeito para: um jantar de amigos animado, sem sofrer com a dolorosa no final

Obrigatório provar: a burrata com pesto de amêndoas e camarão grelhado

A Time Out diz
12
Restaurante Alma
Fotografia:Arlindo Camacho
Restaurantes

Alma

icon-location-pin Chiado

Dois mil e dezassete foi um ano feliz para Henrique Sá Pessoa. Consolidou o seu novo Alma no Chiado, ganhou, finalmente, a primeira estrela Michelin da sua carreira - repetiu a façanha em 2018 - e abriu um ateliê onde faz experiências para novos pratos. Em quatro menus de degustação (dos 80 aos 100€) e à la carte, apresenta uma cozinha de fine dining, com reinterpretações de clássicos portugueses, alguns toques asiáticos e outras influências de vida e trabalho lá fora. Atenção ao fogão, uma peça de 750kg desenhada pelo chef.

Perfeito para: ir a um restaurante estrela Michelin, de alma e aspecto mais descontraído.

Obrigatório provar: a calçada de bacalhau com puré de cebolada e gema de ovo.

A Time Out diz
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13
As Colunas - Sala
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

As Colunas

icon-location-pin Grande Lisboa

É um dos restaurantes mais peculiares da Grande Lisboa, mas merece a sua atenção. Ora veja: a cozinheira vem do Minho e serve as doses à moda do Norte; a ementa tem uma série de pratos tradicionais, carnes e peixes na brasa e boa cozinha de tacho; e depois há uma secção dedicada à caça brave, que podia ser a lista de espécies de um Jardim Zoológico, com coelho, perdiz, faisão, galinhola, rola, kudu, zebra, camelo, veado, canguru, não acaba; tem óptimas sobremesas conventuais; e a garrafeira é de luxo.

Perfeito para: comer carnes exóticas com acompanhamentos portugueses.

Obrigatório provar: o coelho bravo fritinho em azeite para duas pessoas.

A Time Out diz
14
Arola - Espaço
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Arola

icon-location-pin Sintra

A primeira aventura de Sergi Arola em Lisboa festeja 10 anos em 2018. Foi sofrendo algumas alterações, é verdade, viu metade da sala ser cortada para se transformar num restaurante de topo, mas manteve a linha de tapas quentes e frias e petiscos ibéricos, com outras influências do mundo com que abriu as portas. Tudo porque à cabeça tem Sergi Arola, o chef rockstar apaixonado por motas, que já se aventurou em restaurantes um pouco por todo o mundo, qual globetrotter, e trouxe o mundo à idílica Penha Longa.

Perfeito para: almoçar depois de treinar o swing no campo de golf. 

Obrigatório provar: as batatas bravas Arola, com aioli e tomate picante.

A Time Out diz
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15
Aaron Sushi
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Japonês

Aron Sushi

icon-location-pin São Sebastião

Aron Vargas, um dos discípulos de Takashi Yoshitake (Aya), já tinha um belíssimo restaurante ao pé da Gulbenkian, mas decidiu duplicar a receita no Mercado 31 de Janeiro, onde montou uma tasca japonesa com duas salas pequenas. O peixe vem, claro, das bancas mesmo ali ao lado - consta que a famosa peixeira Açucena Veloso é uma das fornecedoras - e tem desde opções mais clássicas a outras criações do chef. A ementa é tal e qual a mesma do primeiro espaço, por isso, este Aron Sushi vale por dois.

Perfeito para: experimentar boa cozinha japonesa num sítio cool e semisecreto. 

Obrigatório provar: Ika mentaiko, trocado por miúdos, lulas com ovas de bacalhau.

A Time Out diz
16
Atalho Real - Carne Maturada
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Atalho Real

icon-location-pin Princípe Real

Gente indecisa, este restaurante vai ser uma tormenta para vocês: há várias peças de carne, da entrecôte maturada à maminha Black Angus, duas formas de a comer, no pão ou no prato, e quatro possíveis acompanhamentos. Para complicar, os hambúrgueres são deliciosos (o corte de carne também é escolhido por si), é tolice ignorar as entradas - o queijo provolone e a salsicha grelhada, ui, ui - e até há várias salas do interior para decidir onde ficar. Isto para não falar da esplanada, virada para o Jardim Botânico.

Perfeito para: jogar ao pim-pam-pum na ementa - qualquer escolha é boa.

Obrigatório provar: o chuletón no prato com batatas wedges e coleslaw.

A Time Out diz
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17
SushiCafe Avenida
© Ana Luzia
Restaurantes

Avenida SushiCafé

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Trocou o nome e o apelido em 2017, de forma a distanciar-se mais daquilo que faz o resto do grupo Sushicafé em Lisboa. Afinal, esta é a jóia da coroa da empresa e o sítio onde o chef Daniel Rente põe a sua criatividade toda em pleno funcionamento. Com a mudança de nome vieram juntar-se às peças mais tradicionais outras aventuras que misturam a gastronomia japonesa com sabores internacionais e matéria-prima nacional. Vai um sashimi em pedra de sal dos Himalaias? Ou um maki com caranguejo no interior e wagyu por fora?

Perfeito para: fechar um negócio ao almoço na Avenida da Liberdade.

Obrigatório provar: o mille-feuilles tuna tartar, com folhas de pergaminho.

A Time Out diz
18
Restaurante Azenhas do Mar
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Azenhas do Mar

icon-location-pin Sintra

A idílica localidade em que está inserido deu o nome a este clássico restaurante de peixe e marisco, onde as refeições são feitas numa sala envidraçada em cima da piscina e da praia das Azenhas do Mar. E se não é mesmo isto que apetece num dia de sol radioso ou de chuva e mar bravo? Comece pelas amêijoas à Bulhão Pato e pela salada de polvo, lambuze-se com o camarão frito (não se esqueça das torradas para mergulhar no molho), siga para os percebes e depois divida um bife de atum ou do lombo. Aqui é tudo óptimo.

Perfeito para: um almoço de amigos, regado a vinho de Colares.

Obrigatório provar: os percebes, quase sempre da zona.

A Time Out diz
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19
Bairro do Avillez - Pateo
©DR
Restaurantes, Português

Bairro do Avillez

icon-location-pin Chiado

Um espaço, quatro restaurantes. É assim o grande casarão que José Avillez abriu no Verão de 2016 no Chiado, onde juntou quatro conceitos gastronómicos. Há a Taberna, com petiscos de assinatura; o Páteo, um mistura de marisqueira e restaurante de peixe com outros pratos de peixe; o Beco Cabaret Gourmet, sala de secreta de degustação, onde o jantar é acompanhado por um espectáculo de burlesco; e a Cantina Peruana, no andar de cima, uma aventura a quatro mãos de José Avillez com o peruano Diego Muñoz. Ah! E existe também uma mercearia.

Perfeito para: ter a experiência de cozinha José Avillez de uma ponta à outra.

Obrigatório provar: a corvina com migas de linguiça.

20
Restaurante Bastardo
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Cozinha contemporânea

Bastardo

icon-location-pin Baixa Pombalina

Tem sido difícil acompanhar as mudanças de chefia no Bastardo e com elas as alterações na ementa. O restaurante está agora nas mãos de Duarte Madeira, até aqui subchef, que continua o trabalho de romper com todas as ideias pré-concebidas de uma cozinha de hotel. Aqui fazem-se pratos de conforto, que vão das massas aos risotos, além de outros tradicionais, caso da caldeirada de corvina, camarão e amêijoa. O bar de entrada foi renovado e dedica-se agora à cockteleria de forma mais séria.

Perfeito para: instagramar os populares individuais com a frase “on this magic place calories don’t count”.

Obrigatório provar: os gnocchis com caranguejo, tomate e salicórnia.

A Time Out diz
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21
Belcanto
© Ana Luzia
Restaurantes, Português

Belcanto

icon-location-pin Chiado

José Avillez tem somado grandes feitos na (ainda curta) carreira. É o chef português com mais restaurantes em nome próprio no país, foi o primeiro português a carimbar duas estrelas Michelin no currículo e o primeiro a obter a distinção para a Grande Lisboa. O Belcanto é o menino dos seus olhos, aquele onde leva a sua criatividade ao máximo e onde explora a cozinha tradicional portuguesa em reinvenções e criações fora da caixa. Vá sem pressas, de mente aberta e pronto para uma viagem única de várias horas à mesa.

Perfeito para: ir numa data festiva e acompanhar a ocasião com um bom vinho.

Obrigatório provar: o mergulho no mar, ou melhor, o robalo com algas e bivalves.

A Time Out diz
22
Bica do Sapato
© Arlindo Camacho
Restaurantes

Bica do Sapato

icon-location-pin São Vicente 

Pode não ter o corrupio de portugueses e famosos de outros tempos, mas é um facto que a Bica do Sapato continua a ser uma boa morada para provar cozinha portuguesa de raiz tradicional com influências estrangeiras e alguns toques autorais. Aos comandos está, desde 2013, Manuel Bóia, responsável por ter deixado na ementa alguns ícones como os peixinhos da horta, mas a atirar-se para um menu consistente, assente em bons produtos e ainda criativo. Vale a pena também subir ao primeiro andar e jantar no sushi-bar.

Perfeito para: ir a restaurante que era giro há 15, há 10, há cinco anos. E ainda é.

Obrigatório provar: o leitão crocante com batata anna e esparregado.

A Time Out diz
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23
Bistro 100 Maneiras - Sala 1
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Bistro 100 Maneiras

icon-location-pin Chiado

O irreverente Ljubomir Stanisic já era uma figura da cidade. E 2017 transformou-o numa figura do país. Quem o seguiu para além do pequeno ecrã, descobriu um chef ligado à natureza, à pureza dos produtos, numa aposta, dos restaurantes no Douro aos de Lisboa, com a sazonalidade à mesa. No seu cada vez mais popular Bistro, mistura influências portuguesas com algumas das suas origens e outros países europeus, em pratos sempre criativos, saborosos e bons. Quer um restaurante com onda em Lisboa? Não procure mais.

Perfeito para: acompanhar a refeição com os cocktails de um dos melhores barmen de Lisboa.

Obrigatório provar: o tataki de entrecôte com torricado, cogumelos e ovo.

A Time Out diz
24
Boa Bao
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Asiático contemporâneo

Boa Bao

icon-location-pin Chiado

Esteve nas bocas de todos os lisboetas atentos às modas gastronómicas no ano que passou e, a julgar pelas filas à porta, tem tudo para continuar na mó de cima. Da cozinha, que mistura o melhor do Extremo Oriente e do Sudoeste Asiático, saem caris, pãezinhos chineses, dumplings, spring rolls, sopas e caldos de vários países e até mochis. O melhor mesmo é ir em grupo e entrar em modo partilha. Tem também óptimos cocktails e uma esplanada bem simpática para almoçar em dias de sol

Perfeito para: fazer um pré-noite, com jantar e copos num sítio animado.

Obrigatório provar: a tom yam kung, isto é, a sopa picante de camarão da Tailândia.

A Time Out diz
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25
Boi Cavalo - Espaço
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Boi-Cavalo

icon-location-pin Alfama

O chef Hugo Brito tem queda para a disrupção. Quando todos os seus pares estavam a abrir restaurantes nos bairros da moda, ele trotou por Alfama em cima do Boi-Cavalo; quando todos apostavam em menus de degustação a preços elevados, ele escolheu fazê-los a 35€ e rodá-los todas as semanas. Aqui não há duas semanas iguais, não há pratos-estrela, há, isso sim, um laboratório de experiências numa cozinha de base nacional, que apela à memória dos portugueses, mas pode viajar para outras latitudes.

Perfeito para: jantar em Alfama sem ter de fazer silêncio a cada 20 minutos.

Obrigatório provar: o menu completo que varia todas as semanas.

A Time Out diz
26
Bonsai
© Ana Luzia
Restaurantes, Japonês

Bonsai

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Encare este pequeno texto como uma lista de razões para ir ao Bonsai. Aqui vão elas: 1) serve há 31 anos boa comida japonesa que não se esgota no sushi; 2) tem um menu de almoço muito completo a 10€ que é um dos melhores negócios desta cidade; 3) nos meses frios, aos sábados, de 15 em 15 dias, há um ramen a sério, que demora dias a ser preparado; 4) já conheceu vários sushimen, mas agora tem à frente Lucas Azevedo que soube manter a qualidade do restaurante; 5) há quase sempre toro, a parte da barriga de atum. Convencido?

Perfeito para: uma refeição longe dos paparazzi, num dos cubículos privados do Bonsai.

Obrigatório provar: o ramen (no Inverno), o toro e o pudim (todo o ano).

A Time Out diz
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27
Bota Sal
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Frutos do mar

Bota Sal

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Abriu em meados de 2017 como uma extensão do Sal, na Praia do Pego (esse mesmo, onda Madonna almoçou), onde durante anos funcionou a tasca Bota Velha, e trouxe para Lisboa os pratos e petiscos de mar, algumas carnes e, esse é o único senão, os preços elevados. Ainda assim, vale a pena ir a esta simpática petiscaria moderna provar o pica-pau de lombo, as lulinhas à algarvia, sopa de peixe com pão frito e o mítico arroz nero de choco com tiras de bacon. Ah! Tem uma happy hour de cerveja das 18.00 às 19.30

Perfeito para: saudosistas da Bota Velha; saudosistas do Sal na Comporta.

Obrigatório provar: o pastel de massa tenra.

A Time Out diz
28
Butchers - Sala de Refeições
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Butchers

icon-location-pin Parque das Nações

Faça jejum, aqueça o maxilar, treine os cortes com uma faca imaginária e depois sente-se à mesa deste simpático restaurante de carnes do Parque das Nações. Vai precisar de tudo o que acima se escreveu para atacar devidamente um dos exemplares de carne maturada no restaurante ou de outros nacos ditos mais simples, como os bifes de lombo ou a maminha Black Angus. As peças vão para a grelha em bruto, sem sal e outros temperos, e chegam à mesa com saladas e batata doce frita. Quer algo mais simples? Peça um prego

Perfeito para: fazer um vegetariano cair em tentação.

Obrigatório provar: o chuletón com 35 dias de maturação.

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29
Cafe Buenos Aires
© Ana Luzia
Restaurantes, Argentino

Café Buenos Aires

icon-location-pin Chiado

No último Verão o Café Buenos Aires deu aos lisboetas aquilo que eles pediam há muito: o horário alargado aos almoços. E veio para ficar. Ou seja, uma das esplanadas com melhor vista da cidade, pode agora ser aproveitada durante tooooodo o dia - aos almoços há um menu a partir dos 12€. Felizmente, nada mais mudou. O restaurante continua a servir boa carne argentina, a famosa saladinha de flores e as massas frescas caseiras; continua a abastecer-se na Quinta do Poial e a adoçar a boca graças ao bolo de chocolate com doce de leite.

Perfeito para: comer um bom bife com vista para o Castelo de São Jorge.

Obrigatório provar: as endívias com pêras e roquefort em molho quente.

A Time Out diz
30
Cafe de Sao Bento
Restaurantes

Café de São Bento

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Já muita tinta foi escrita sobre o bife de lombo à Café de São Bento. Sobre a carne tenra, sobre o molho inspirado no Marrare, mas com a sua receita própria, onde entram as natas Longa Vida, a manteiga, o sal, a pimenta e, importantíssimo, os sucos da carne, sobre as batatas fritas amolecidas depois de nadarem na piscina de molho, sobre o modo simpático como tratam qualquer cliente, dos oito aos oitenta anos, sobre a aura pub do espaço. Mas já lhe falaram da tarte tatin de maçã? E do prego de lombo? E do carpaccio? Ah pois é.

Perfeito para: dizer ao mundo que já trincou o melhor bife de Lisboa.

Obrigatório provar: o bife à Café de São Bento (what else?).

A Time Out diz
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31
Café do Paço - Sala de Refeições
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Café do Paço

icon-location-pin Lisboa

“Olá, como está?” Assim se recebem todos os clientes que tocam à campainha do Café do Paço, sejam eles estreantes, sejam eles habitués. Os primeiros vão ficar boquiabertos com esta casa estilo pub inglês, de sofás capitonê encarnados, e com a ementa onde há pratos raros como o balchão de gambas e os bifinhos raspados. Os segundos vão atirar-se de imediato ao croquete com mostarda, ao bife do lombo a nadar em molho de natas e garantir que têm a dose de trouxas de ovos da Caldas no final. Já sabe como agir.

Perfeito para: voltar aos anos 90 no serviço, comida e zona de fumadores.

Obrigatório provar: o bife do lombo à Café do Paço.

A Time Out diz
32
Esplanada do Café Lisboa
©Paulo Barata
Restaurantes

Café Lisboa

icon-location-pin Chiado

Foi mais uma conquista territorial de José Avillez no Chiado, desta feita dentro (e fora também, com uma boa esplanada) do Teatro Nacional de São Carlos, onde se aprende que que um chef pode brilhar em pratos bem simples. Falamos de croquetes, pastéis de massa tenra, um caldo verde, um bacalhau assado com cebolada e de uma série de arrozes caldosos muito bons, tudo bem apresentado, com um ou outro toque de autor, que arrebatam o coração dos turistas e, admita-se, também derretem os dos portugueses

Perfeito para: ir a um restaurante com marca Avillez sem gastar sem gastar por aí além.

Obrigatório provar: os nuggets de bacalhau com arroz de tomate.

A Time Out diz
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33
Café Colonial, Príncipe Real
Fotografia: Arlindo Camacho
Noite

Café Príncipe Real

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A abertura do Memmo Príncipe Real trouxe a Lisboa mais um restaurante de cozinha de autor, nas mãos do talentoso Vasco Lello. O conceito é uma celebração da lusofonia, numa viagem que percorre as influências dos portugueses nas cozinhas brasileira, africana e asiática. Daí que a ementa apresente pratos tão diferentes quanto a tempura de legumes da época, o pato asiático ou a queijada de mandioca. Tem uma vista esplêndida sobre Lisboa e um terraço com bar de cocktails para a aproveitar antes ou depois das refeições

Perfeito para: conhecer um dos boutique hotéis com mais pinta de Lisboa.

Obrigatório provar: o escabeche de perdiz com tostas finas de pão caseiro.

A Time Out diz
34
Cantinho do Aziz
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Pan-africano

Cantinho do Aziz

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Tem onda de tasquinha portuguesa, com pratos do dia ao almoço, mesas corridas e empregados despachados, mas o que sai da cozinha são especialidades moçambicanas. Muitas além das chamuças (boas, sublinhe-se), dos caris de caranguejo ou das muambas de galinha. Atire-se a pratos desconhecidos do grande público como a ikala (gambas e caranguejo com casca em molho de coco e amendoim) ou o bakra piripiri (costeletas de borrego em molho avermelhado com legumes e picante). É detentor de uma boa esplanada.

Perfeito para: marcar aquele jantar de 30 pessoas sem menu fixo e preços astronómicos.

Obrigatório provar: o makoufe, uma mistura de couves com gambas e pata de caranguejo.

A Time Out diz
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35
cantinho do avillez parque das nações
Bruno Calado
Restaurantes, Português

Cantinho do Avillez

icon-location-pin Parque das Nações

Em teoria não foi o primeiro restaurante de José Avillez, na prática foi. Ou melhor, foi o primeiro de uma sucessão de aberturas no Chiado e aquele onde José Avillez deu um passo atrás na alta cozinha (para mais tarde dar outros à frente) e apresentou uma série de criações de raiz portuguesa e influências estrangeiras - queria um prego MX-LX, sff . Sete anos passaram desde a abertura, mas o seu Cantinho continua actual, bom e recomendável. E convém não esquecer que foi aqui que nasceu a mítica Avelã3.

Perfeito para: relembrar o primogénito do chef Avillez em nome próprio.

Obrigatório provar: as lascas de bacalhau, migas soltas, ovo BT e azeitonas explosivas.

36
Casa de Pasto - Sala de Jantar
©DR
Restaurantes, Português

Casa de Pasto

icon-location-pin Cais do Sodré

No final de 2016, Diogo Noronha deixou a Casa de Pasto e passou o testemunho a Hugo Dias de Castro, um vimaranense ainda pouco conhecido pelos lisboetas, que se inspirou numa cozinha de tacho e quis seguir aquilo que já era o lado tradicional mas criativo do restaurante. Mantiveram-se os rissóis de berbigão, as carnes cozinhadas no Josper e alguns dos pratos principais, nasceram outras especialidades com boas combinações de sabores. Tudo somado, a Casa de Pasto continua a ser um dos grandes da cidade.

Perfeito para: ir a uma das salas de jantar mais giras de Lisboa. Sem exageros.

Obrigatório provar: o mexilhão na brasa com escabeche de legumes.

A Time Out diz
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37
Casa Nepalesa
©Cesar Baltazar
Restaurantes, Nepalês

Casa Nepalesa

icon-location-pin Avenidas Novas

Tanka Sapkota tem vindo a ganhar fama em Lisboa graças aos seus restaurantes italianos - Come Prima, Forno d’Oro e Il Mercato. Poucos sabem é que o nepalês é detentor de um espaço que respeita as suas origens nas Avenidas Novas. A Casa Nepalesa sustenta-se em produtos frescos e da época, de muitas especiarias moídas na própria cozinha e de uma daquelas ementas infindáveis, mas onde qualquer prato é bom. Das receitas com cabrito às de gambas, das vegetarianas às de frango, é só escolher. É um bom sítio para grupos.

Perfeito para: matar a fome de comida nepalesa num sítio com decoração europeia.

Obrigatório provar: as chamuças, com massa estendida à mão.

38
Casanostra
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Italiano

Casanostra

icon-location-pin Bairro Alto

Os mesmos anos que passam (e tem deteriorado) o Bairro Alto têm deixado incólume o Casanostra. É verdade que o restaurante já não tem a frequência de artistas, políticos e jornalistas de outros tempos, que tem nascido em Lisboa concorrência à altura, mas Maria Paola Porru sabia o que fazia quando o abriu há 31 anos. A cozinha de pastas e outros piatti italianos mantém-se actual, a sala decorada estilo cozinha de avó continua a ser encantadora e nem o serviço falha. Decore: burrata, trofie al pesto, ossobuco e zabaglione.

Perfeito para: desenrascar um restaurante de última hora no Bairro Alto.

Obrigatório provar: o spaghetti al pomodoro, com folhas de manjericão.

A Time Out diz
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39
Pizza Primavera, Casanova
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Casanova

icon-location-pin São Vicente 

A sugestão “bora às pizzas do Lux?”, suscita nos adultos a mesma reacção que a frase “meninos, querem ir ao Festival do Panda?” tem numa criança de três anos: excitamento. É indiferente esperar na fila, é indiferente calhar ao lado de um casal que está a discutir, é indiferente que o cruzeiro atracado tire a vista toda ao Tejo, porque o que importa aqui vem em pratos brancos redondos, queimadinho nas pontas, húmido no centro e dá pelo nome de pizza. Peça a burrata de Puglia de entrada para acompanhar com focaccia.

Perfeito para: tirar a tarde e passá-la na esplanada a comer pizzas e beber prosecco com cremolato.

Obrigatório provar: a pizza Diavola? A San Daniele? A Parmigiana? Aiii...

A Time Out diz
40
Caxemira - Sala
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Indiano

Caxemira

icon-location-pin Santa Maria Maior

O aroma das especiarias começa a sentir-se ainda nas escadas que levam ao primeiro andar deste restaurante na Praça da Figueira. E se lá chegar depois de o relógio ter batido as 13.00, é provável que tenha de continuar a senti-lo do lado de fora da porta, enquanto espera por mesa. Porque a comida indiana do Caxemira, que não se compadece com estômagos sensíveis ao picante, é tão famosa que o sítio está sempre à cunha. O caril de camarão é excelente, o de borrego idem e deve ser acompanhado de nan.

Perfeito para: pôr à prova aquele amigo que se diz super tolerante ao picante.

Obrigatório provar: as chamuças de carne.

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41
Cervejaria Boa Esperança
©DR
Restaurantes, Frutos do mar

Cervejaria Boa Esperança

icon-location-pin Benfica/Monsanto

O crítico Alfredo Lacerda chamou-lhe a marisqueira mais invisível de Lisboa e não fossem os GPSs incorporados em telemóveis e ninguém daria por ela - isto só é válido para quem não mora na zona, claro. Aqui comem-se pregos com alho e carne fina, amêijoas à Bulhão Pato, umas gambas do Algarve quentinhas, além de saladinhas frias (polvo, búzios e orelha), cachorros, moelas e outros petiscos que tais. Se já está a sonhar com um pós-praia perfeito, de imperial e caracóis à frente, aqui também o pode fazer.

Perfeito para: uma mariscada simples fim de tarde a preços pré-crise.

Obrigatório provar: o prego especial, com carne do pojadouro, em carcaça.

A Time Out diz
42
cervejaria liberdade
Restaurantes, Cervejarias

Cervejaria Liberdade

icon-location-pin Avenida da Liberdade

As obras do Tivoli Avenida da Liberdade ditaram o encerramento da Brasserie Flo (Deus a tenha) e o nascimento de uma marisqueira chiquérrima com toalhas de pano e um serviço irrepreensível - mas atenção que o bife tártaro permanece na carta, ufa! Comece pelas gambas do Algarve que chegam com o couvert, siga por uma dose de marisco, entre pelos sashimis (porque não?) e depois avance para uns filetes de peixe galo ou uns secretos de porco preto. O remate perfeito faz-se com a mousse de cacau, bem amarga.

Perfeito para: uma mariscada fora da caixa, isto é, sem travessas de inox e barulho de talheres.

Obrigatório provar: a casquinha de santola.

A Time Out diz
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43
Chutnify
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Indiano

Chutnify

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

A abertura de um restaurante indiano moderno no Príncipe Real foi motivo de falatório entre a comunidade lisboeta mais atenta às novidades. O facto de a dona ser natural de Deli e radicada em Berlim, onde a marca Chutnify nasceu, de fugir aos típicos pratos com molhos de manga e natas e de pedir que se coma com as mãos, foram razões suficientes para ser impossível lá ir às sextas e sábados sem marcação. Prove os pani puri de entrada, as dosas (como a de pato picante) e o bagare baingan, com beringela, amendoim, tamarindo e coco

Perfeito para: uma experiência de cozinha indiana num restaurante giro e moderno.

Obrigatório provar: o caril de borrego à Telangana.

A Time Out diz
44
Cimas English Bar
©DR
Restaurantes, Global

Cimas English Bar

icon-location-pin Cascais

Entrar no Cimas English Bar é, qual pórtico mágico, viajar para outra realidade. Para os anos dourados da Costa do Estoril, onde os espiões, as famílias reais em exílio, os escritores e os políticos portugueses e estrangeiros eram clientes habituais da família Cima. A ementa é também uma viagem, desta feita às cozinhas francesa (ai a concha de marisco gratinada) e galega, mas também, e com grande destaque para os pratos de caça. Duas notas: a garrafeira tem mais de 20 mil referências e há lampreia na devida época.

Perfeito para: vestir por umas horas a pele de um aristocrata importante do séc XX.

Obrigatório provar: a galinhola à English Bar.

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45
Clube de Jornalistas - Sala
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Clube de Jornalistas

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

O rol de táxis e Ubers que param à porta do restaurante, de onde saem pessoas ainda a arrastar um “thank you” atestam a verdade dos factos: aqui há mais turistas que jornalistas. E às vezes, há que admitir, eles é que sabem o que é bom. Este antigo restaurante, reinventado há uns anos pelo brasileiro Ivan Fernandes, é bom. Tem uma gastronomia do mundo em pratos como o risoto de moqueca de camarão, a scamorza panada com nabiça e pêra ou o hambúrguer de borrego com arroz selvagem.

Perfeito para: um jantar romântico, numa sala antiga de um antigo palacete do século XVIII.

Obrigatório provar: a beringela assada, caramelo de miso e pistáchio.

A Time Out diz
46
Peixinhos da horta do Coelho da Rocha
©DR
Restaurantes, Português

Coelho da Rocha

icon-location-pin Campo de Ourique

Se o que procura neste guia é um restaurante com lugares ao balcão para almoçar sozinho, marque aqui o seu lugar; se é um carnívoro inveterado e gosta tanto de carne de vaca como de porco desde se seja boa, também é possível que seja feliz aqui; se por outro lado aquilo que o faz feliz é uma refeição só à base de petiscos e quanto mais portugueses forem melhor, pode fechar o livrinho (mentira, continue connosco) e começar à procura de lugar de estacionamento em Campo de Ourique. No “CR”, como se auto-intitulam, há de tudo.

Perfeito para: apreciar o trabalho que a equipa d’ O Magano fez no velhinho restaurante.

Obrigatório provar: as favinhas com linguiça.

A Time Out diz
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47
Restaurante Confraria Lx
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Japonês

Confraria Lx

icon-location-pin Cais do Sodré

A marca Confraria sopra este ano as 10 velas (ohhh!) e por isso mesmo já deveria dispensar apresentações. Ou seja, quem segue a Time Out tem obrigação de saber que recomendamos sempre os hot philadelphia e nos niguiri skin, que depois do restaurante cascaense veio o do Cais do Sodré, no LX Boutique Hotel, que além de bom sushi a puxar para uma fusão (de forma controlada) há umas saladas excelentes que fazem as vezes de refeição e que a forma de acabar com chave de ouro é com uma tarte tatin à frente.

Perfeito para: pedir um combinado de sushi daqueles à campeão.

Obrigatório provar: os hot philadelphia (não há como fugir-lhes).

A Time Out diz
48
COVA FUNDA ALAMDEDA
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Cova Funda (Alameda)

icon-location-pin Areeiro/Alameda

Antes de mais, face à proliferação de Cova Fundas pela cidade, a pergunta que se impõe é: qual Cova Funda? O da Alameda, caro leitor, aquele onde se come excelente peixe fresco na grelha, um óptimo cozido (às quintas-feiras) e uma picanha de primeiríssima qualidade, ladeada por arroz e batatas fritas às rodelas. O nome do estabelecimento, mais popular que o “Café Central”, a “Bijou” ou o “Cantinho dos Amigos” está relacionado com o facto de ficar numa cave, claro, apesar de ser um restaurante arejado e bom para ver a bola.
Perfeito para: não ser incomodado com telefonemas - a sala da cave não tem rede.
Obrigatório provar: a picanha com batatas fritas e arroz.

A Time Out diz
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49
DELIDELUX Avenida
Fotografia: MMP
Restaurantes

Delidelux (Avenida)

icon-location-pin Avenida da Liberdade

É a irmã mais nova da mercearia gourmet mais famosa de Lisboa, fica na Alexandre Herculano, tem também a vertente loja e cafetaria, mas joga as cartas altas todas como restaurante. A ementa é assinada por Luís Gaspar (Sala de Corte) e 70% define-se na palavra preferida das bloggers em 2017 “alimentação saudável”. Há uma série de saladas com inspiração nos quatro cantos do mundo e que podem ser provadas em trio (vale a pena), há tártaros e alguns pratos mais consistentes.

Perfeito para: almoçar e ainda levar qualquer coisinha boa para a dispensa lá de casa.

Obrigatório provar: o tártaro de novilho com espuma de aipo e maçã, alcaparras e avelã.

A Time Out diz
50
Frango Kong Pao com amendoins da Dinastia Tang
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Chinês

Dinastia Tang

icon-location-pin Marvila

Chegou a Marvila pela mesma altura em que os lisboetas começavam a abrir os olhos para essa zona da cidade e instalou-se num armazém gigante, bem recuperado por um casal sino-português (ele designer, com queda para a decoração). Mas se vai à procura de chop suey e afins, dê meia volta, porque aqui faz-se fine dining chinês, usam-se produtos de qualidade superior (como o tofu de seda) e é para provar especialidades como as patas de frango, os bolos de massa de arroz ou o frango kung pao com amendoins

Perfeito para: mostrar aos seus seguidores que conhece segredosde Marvila.

Obrigatório provar: a entremeada salteada com pimenta Sichuan.

A Time Out diz
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51
Dom Feijão
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Dom Feijão

icon-location-pin Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

É um daqueles templos da boa comida tradicional servida com requinte, ali no eixo Roma-Alvalade, que nasceu como dissidente d’Os Courenses. Também criado por pessoas de Paredes de Coura, é fortíssimo ao nível da grelha, por onde passam óptimos exemplares de peixe fresco e muitas carnes, gosta de trabalhar os pratos à lagareiro (polvo, ovas, lulas e bacalhau) e tem sempre lampreia na devida época. Convém marcar mesa, sobretudo ao fim-de-semana, e convém lembrar-se dele quando quiser uma esplanada para noites de calor.

Perfeito para: uma almoçarada de família, com pratos que agradam do avô ao neto.

Obrigatório provar: a massada de garoupa.

A Time Out diz
52
Ela Canela
©DR
Restaurantes, Português

Ela Canela

icon-location-pin Campo de Ourique

Podia estar num quarteirão de uma qualquer cidade nórdica, mas está numa esquina de Campo de Ourique. Podia prometer alimentação saudável, com produtos biológicos e sazonais, e limitar-se a abrir uns abacates, usar umas granolas e estava feito. Mas não: este Ela Canela leva a sério a história da cozinha da moda. Tem um curto menu de almoço, compensado por uma longa carta de lanches e opções para brunches, de onde se destacam os ovos escalfados com espinafres em tosta de requeijão e a panqueca de banana e quinoa, com iogurte, mel e granola.

Perfeito para: convencer aquele amigo que granola não é alpista.

Obrigatório provar: o pérola negra, o bolo de cacau vegan com pimenta rosa.

A Time Out diz
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53
Eleven
©DR
Restaurantes

Eleven

icon-location-pin São Sebastião

Mais um ano, mais uma renovação da Estrela Michelin para o Eleven. O restaurante chefiado por Joachim Koerper desde o primeiro dia, tem sabido manter-se na crista da onda, com menus que variam a cada estação e trazem uma cozinha de inspiração mediterrânica. Nem todas as proteínas mudam - o lavagante, o carré de cordeiro e o leitão costumam andar por lá -, mas os acompanhamentos são sempre diferentes. Quando reservar, marque as mesas junto à janela, com grandiosa vista para Lisboa inteira.

Perfeito para: festejar o primeiro, o quinto, o 25º ou o 50º aniversário de casamento.

Obrigatório provar: o carré de cordeiro, queijo e uvas de Azeitão, lentilhas beluga.

A Time Out diz
54
Casa da Comida - Esplanada
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Estórias na Casa da Comida

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Viveu tempos áureos nas últimas décadas do século XX, altura em que chegou a ter uma estrela Michelin, e navega numa velocidade de cruzeiro, com uma cozinha portuguesa contemporânea, segura e sem grandes invenções. Ao leme está o chef João Pereira, na ementa estão ainda alguns pratos de outras eras e a sala mantém-se com aqueles toques de decoração modernos, dentro do clássico que é o restaurante. Prove o escabeche de perdiz, o leitão com crosta crocante e beba um dos bons vinhos da garrafeira.

Perfeito para: jantar com os pais, os sogros ou os avós numa data especial.

Obrigatório provar: os pastéis da infância do Chefe Miguel.

A Time Out diz
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55
Estoril Mandarim
Restaurantes, Chinês

Estoril Mandarim

icon-location-pin Cascais

Ostentou durante vários anos o estatuto de único restaurante chinês de fine dining da Grande Lisboa. E soube fazê-lo sempre com muita qualidade, num serviço de luxo, em pratos exímios, numa base de cozinha cantonesa - apesar de o pato à Pequim, que vem para a mesa em dois momentos (primeiro a pele, depois a carne), ser um dos ex-líbris. A carta tem mais de 100 especialidades, é assinada pelo chef Dong Wei, e ao almoço há os míticos e delicados dim sums, dos quais deve provar o há-kau (gambas e cogumelos).

Perfeito para: poder dizer que já foi ao melhor chinês de Portugal.

Obrigatório provar: a sopa de barbatanas de tubarão supremo.

A Time Out diz
56
Everest Montanha - Sala
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Nepalês

Everest Montanha

icon-location-pin Alvalade

Faz sentido que um restaurante nepalês roube o nome à montanha mais famosa do seu país? Sim. Faz sentido que tenha um irmão e lhe dê o mesmo nome? Claro. E que haja mais três com a mesma nomenclatura na cidade? Pois. Não se confunda: os dois de Alvalade pertencem ao mesmo grupo e são um óptimo sítio para provar comida do Nepal. Tanto um chicken vindalu, como no lamb tikka massala ou um saag paneer, sempre a usar o pão paratha como talher. E não se esqueça de avisar sobre a intensidade do picante no pedido.

Perfeito para: descobrir os empregados de mesa mais felizes de Lisboa.

Obrigatório provar: o saag paneer, cubos de queijo num molho de espinafres.

A Time Out diz
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57
Farol da Torre
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Farol da Torre

icon-location-pin Oeiras

Por mais restaurantes étnicos que apareçam em Lisboa, ainda há uma pontinha de orgulho em cada um de nós, que vem ao de cima cada vez que se fala de um restaurante português de comida tradicional. Este Farol da Torre, casa minhota que fica em Linda-a-Velha, é um daqueles que não gostaríamos de ver trocados nem por uma estrela Michelin japonesa. Tem peixes e carnes nas brasas, alguns pratos de forno, bons pratos de caça, lampreia na devia época e até caracóis nos meses de Verão. Às quintas há cozido com carnes fumadas

Perfeito para: levar aquele amigos que acha que conhece todos os segredos da cidade.

Obrigatório provar: o pica-pau de javali com batatas fritas caseiras.

58
Feitoria
©DR
Restaurantes, Pan-asiático

Feitoria

icon-location-pin Belém

Ainda não foi este ano que João Rodrigues ganhou a (merecida) segunda Estrela. Ainda assim, vale sempre a pena ir o Feitoria quando muda uma estação, conhecer o exímio trabalho que o chef tem feito para aproximar os produtores dos clientes - como por exemplo, levar o produto à mesa em bruto. Com o objectivo de extrair o melhor sabor dos produtos, cada prato é uma descoberta e a refeição uma viagem de texturas e experiências aparatosas com fumos, pós e afins, orquestrada por um grande artista da cozinha.

Perfeito para: uma viagem pelo trabalho de uma das mais criativas mentes portuguesas.

Obrigatório provar: o carabineiro do Algarve.

A Time Out diz
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59
pannacota do forneria
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Italiano

Forneria

icon-location-pin Parque das Nações

Pizzas em forno de lenha, massa que fermenta 48 horas e um pizzaiolo que trabalhou 15 anos no Casanova. Está encontrada a chave do sucesso desta pizzeria-restaurante que abriu no Parque das Nações no final de 2016. O homem do know-how é Vítor Cunha, as pizzas são as romanas, fininhas, e vão das clássicas parmigiana e prosciutto e funghi às gourmet, como a pizza speck ou Joselito (sim, do presunto espanhol). Há também pastas, hambúrgueres no forno em massa de pizza e, claro, burrata que vem da Campânia.

Perfeito para: jantar antes de um concerto no Pavilhão At..., ai MEO Ar.., ai Altice Arena.

Obrigatório provar: a pizza pata negra, com parmesão e rúcula.

A Time Out diz
60
Fortaleza do Guincho
©DR
Restaurantes

Fortaleza do Guincho

icon-location-pin Cascais

Miguel Rocha Vieira veio da Hungria directamente para a praia do Guincho, alterar as linhas de uma cozinha Estrela Michelin, com veias alemãs e francesas, herança dos chefs que por lá tinham passado. Transformou-a numa carta muito virada para o mar, ali mesmo ao lado, assente na sazonalidade, com novidades frequentes. Ou seja, se já não apanhar o salmonete com couves, choco e batata ou o pargo com cevadinha e funcho, a culpa não é da Time Out. Agora, se ignorar o sommelier Ivo Peralta, a culpa aí já é sua.

Perfeito para: experimentar os pratos de mar, muitos inspirados ali mesmo à frente.

Obrigatório provar: o peixe galo de anzol, com alcachofra e lula.

A Time Out diz
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61
Fumeiro de Santa Catarina
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Fumeiro de Santa Catarina

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

As leis do fumeiro aplicam-se a todos os pratos deste castiço restaurante vizinho do Adamastor - perfeito para jantar depois de um fim de tarde de copos a ver a vista. Quer isto dizer que das entradas às sobremesas, todos os pratos têm um elemento que passa pelo fumeiro. Recomendam-se a salada de rosbife fumado com rabanetes, a fritada de cogumelos e espargos, a sandes de costela de boi e vinho do Porto e os sonhos de bacon com espuma de cardamomo. Às quartas é dia de piano assado no forno. E que piano...

Perfeito para: jantares de grupo com menus pré-definidos e variados.

Obrigatório provar: as batatas do Vovô (não vá em cantigas, peça umas só para si).

A Time Out diz
62
Furnas do Guincho
©Furnas do Guincho
Restaurantes, Frutos do mar

Furnas do Guincho

icon-location-pin Cascais

Há hábitos de restaurantes a que os portugueses já deviam estar habituados. O momento em que chega à sala um peixe em chamas (a receita é peixe ao sal) deslumbra estrangeiros mas ainda faz, e continuará a fazer, virar cabeças até de quem não come peixe. No Furnas do Guincho, é costume ver sair um carrinho destes da cozinha por dia, num aparatoso espectáculo. Contudo, pode poder o mesmo exemplar no forno, pode optar peça açorda de lagosta, a cataplana de polvo ou só pelos mariscos. Indoor ou na magnífica esplanada

Perfeito para: um almoço ao em cima do mar, naqueles dias sem vento em Cascais.

Obrigatório provar: o bacalhau à lagareiro.

A Time Out diz
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63
Gambrinus
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Gambrinus

icon-location-pin Santa Maria Maior

Manual de conduta para comer na barra do Gambrinus: 1) comer sempre um croquete com mostarda da casa; 2) pedir a tulipa Gambrinus, uma cerveja mista muito boa; 3) não ignorar as amêndoas torradas; 4) esperar pacientemente pelas torradas de pão de centeio; 5) trincar um prego ou uma sandes de rosbife com tártaro; 6) assistir à preparação do café de balão - e bebê-lo, claro. Convém também decorar que às segundas é dia de empadão de perdiz, às quartas de empadão de lagosta e às quintas de eisbein com chucrute.

Perfeito para: almoçar sozinho. Com tantos empregados, nunca está mesmo sozinho, percebe?

Obrigatório provar: Os croquetes? O prego? Ou serão os crepes suzette?

A Time Out diz
64
gazpaxo
Restaurantes

Gazpaxo

icon-location-pin Lisboa

É um microespaço que 10/12 pessoas, que se auto-intitula de comedor ibérico e não de restaurante. Originalidade Nº1. Tem uma ementa que mistura influências sul-americanas e varia consoante que há no mercado. Originalidade Nº2. Tanto podem servir um gaspacho de abacate como um burrito de pernil, um tártaro de beterraba ou um de salmão. Originalidade Nº3. Têm uma porca pendurada no tecto, muito Instagram friendly. Originalidade Nº4. Só há duas pessoas ao serviço, Sérgio na cozinha, Maria na sala. Originalidade Nº4.

Perfeito para: fugir aos food courts do Saldanha durante a hora de almoço.

Obrigatório provar: os tacos de pernil de porco.

A Time Out diz
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65
Restaurante Go Juu
©Go Juu
Restaurantes, Japonês

Go Juu

icon-location-pin Avenidas Novas

Abriu portas em 2015 por uma equipa de antigos discípulos do Aya e tem vindo a galgar caminho pela gastronomia tradicional do Japão até chegar ao top 5 dos melhores japoneses da Grande Lisboa, onde garantiu lugar cativo. Pelo menos se continuar a servir uma cozinha de matéria-prima fresquíssima, a respeitar os pratos tradicionais do Japão e a ter um serviço sem falhas. Abre ao público aos almoços de terça a domingo e aos jantares de quarta; e de quinta a sábado recebe (não só, mas quase) os clientes do Clube Go Juu.

Perfeito para: quem gosta de cozinha tradicional japonesa.

Obrigatório provar: o toro, isto é, parte da barriga do atum.

A Time Out diz
66
Restaurante Ground Burguer
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Hambúrgueres

Ground Burger

icon-location-pin São Sebastião

Quando os lisboetas achavam que estava tudo visto em matéria de hamburguerias em Lisboa, apareceu o Ground Burger e deu uma lição a toda a gente. O que se passa no laboratório do restaurante, à vista dos clientes é pura magia: 150 gramas de carne Black Angus, dentro de um pão de brioche feito ali mesmo, tostadinho por dentro, combinado com ingredientes de qualidade e acompanhado de onion rings. Qualquer um da ementa é bom, e casa bem tanto com os milkshakes XL (yes) como com as cervejas artesanais.

Perfeito para: ir aos Estados Unidos sem sair de Lisboa (nem estar sujeito a Trumpices).

Obrigatório provar: o Ground Burger, com cheddar, alface, tomate, cebola roxa e molho GB.

A Time Out diz
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67
Hikidashi
© Ana Luzia
Restaurantes, Japonês

Hikidashi

icon-location-pin Campo de Ourique

É “o japonês” de Campo de Ourique, um restaurante forrado a madeira, com uma só mesa comprida que acompanha o trabalho dos sushimen espalhados pelo comprido balcão. A chefiar tudo e todos, de fita na cabeça, está Agnaldo Ferreira, um nome durante anos associado a Olivier, que em boa hora se atirou num projecto a solo, onde a matéria-prima é de qualidade e a fusão a sério também tem lugar. Fusão quê? Falamos do toro grelhado com espinafres e molho de sésamo, da wagyu bowl ou do simples sushi to sashimi.

Perfeito para: quem prefere uma refeição ombro com ombro e não frente a frente.

Obrigatório provar: o salmon tartar, com com mostarda kizami e gema de ovo de codorniz.

A Time Out diz
68
IBO
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Pan-africano

Ibo

icon-location-pin Cais do Sodré

A oferta de restaurantes na zona ribeirinha do Cais do Sodré tem crescido, mas o Ibo original (não a marisqueira, nem o café) continua a ser o melhor que há para comer na zona. As mesas mais românticas são as do primeiro andar, em frente à janela, a esplanada tem uma localização bem privilegiada e a comida de raiz moçambicana, com alguns pratos portugueses mais importante que tudo o resto, continua a ser excelente. Prove os camarões selvagens à Laurentina, o caril de caranguejo desfiado ou o chacuti de cabrito.

Perfeito para: um almoço demorado em dias de sol (traga óculos escuros).

Obrigatório provar: os camarões selvagens à Laurentina.

A Time Out diz
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69
Il Covo - Bolognesa
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Italiano

Il Covo

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Fica numa ruela perdida da Madragoa e está entre os restaurantes mais escondidos de Lisboa. É, contudo, uma arca do tesouro que merece ser aberta por todos os apreciadores da vera cucina italiana. Primeiro porque fazem pasta fresca todos os dias das 16.00 às 19.00 e convidam quem quiser a assistir; segundo porque o Luca Salvadori, o cozinheiro, traz todos os dias peixe fresco da Costa da Caparica e diverte-se a inventar pratos com ele; terceiro porque tem um tiramisù caseiro muito bom. E quarto… ligue já o gps.

Perfeito para: levar o engate secreto em início de relação (ou a amante, também vale).

Obrigatório provar: a carbonara com guanciale, ovo e queijo

A Time Out diz
70
Il Matriciano
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Italiano

Il Matriciano

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Faz parte da vaga de bons italianos que abriram em Lisboa nos últimos anos, onde a matéria-prima, grande parte de Itália, é levada muito a sério por Alessandro Lagana, o dono. Aqui as pastas frescas são confeccionadas na casa, o spaghetti alla carbonara é autêntico, traz guanciale de Abruzzo e uma mistura de pecorino e parmesão, a beringela alla parmigiana tem presença regular na carta e os risotos são todos bons. De sobremesa, divida os fruttini gelato, várias cascas de fruta com gelados artesanais lá dentro.

Perfeito para: encontrar deputados e ministros da vizinha Assembleia.

Obrigatório provar: os ravioli fatti in casa con burrata.

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71
Il mercato
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Il Mercato

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Tanka Sapkota abriu em 2017 um restaurante italiano de massas frescas, com uma componente de mercearia onde um apreciador de charcutaria é capaz de deixar boa parte do ordenado. As pastas existem já feitas para consumo in loco, em receitas do dia (menu de almoço a 11,95€) ou à la carte e existem para take-away, também com molhos do restaurante. Pode ir à confiança que qualquer uma é excelente, mas aqui entre nós, a tagliatelle verde com camarão leva a taça.

Perfeito para: encher a despensa de iguarias italianas - depois de comer, claro.

Obrigatório provar: a burrata di Andria, da região de Puglia.

A Time Out diz
72
In Bocca al Lupa
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

In Bocca al Lupo

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Fica escondida numa ruazinha do Príncipe Real, mas é uma das melhores pizzerias de Lisboa. Tem uma linha biológica, só trabalha com fornecedores orgânicos, tanto portugueses como italianos, e a massa da pizza, desde que pedido com antecedência, pode vir sem glúten. A massa fina é denominador comum de todas as pizzas - prove a marinara ou a parma - e há outras especialidades, não só feitas como os frescos do dia, como a salada de pimentos e alcachofras ou burrata bio.

Perfeito para: experimentar pizzas com ingredientes originais e produtos bem frescos.

Obrigatório provar: a pizza pesto, com mozzarella de búfala.

A Time Out diz
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73
JNCQUOI
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

JNcQUOI

icon-location-pin Avenida da Liberdade

Qualquer lisboeta interessado em gastronomia já deve ter ouvido o “desculpe, mas hoje estamos cheios”, quando tentou marcar uma mesa no JNcQUOI. O restaurante não tem mel, mas tem uma sala linda, um serviço atencioso, uma cozinha sólida com clássicos de Itália, França e Portugal, um chef que sabe o que faz (António Bóia) e um daqueles ambientes cool que todo os restaurateurs sonham e só alguns alguns alcançam. Seja no andar de cima, onde a carta é variada, seja no DeliBar, vale a pena ir. Com reserva, claro.

Perfeito para: um programa de amigos bem regado e sem olhar a custos.

Obrigatório provar: o lombo de bacalhau tradicional com crosta de broa de milho.

A Time Out diz
74
Kaffeehaus
© John Wolf
Restaurantes, Cafés

Kaffeehaus

icon-location-pin Chiado

Abriu no Chiado quando os cafés modernos ainda eram uma miragem em Lisboa e foi, aos poucos conquistando o seu lugar no firmamento dos grandes restaurantes da cidade. Sim, restaurantes. Primeiro com o brunch, depois com os bifes panados, os bolos, o hambúrguer, as salsichas até chegar onde está hoje, com uma ementa cheia de pratos austríacos de nomes impronunciáveis e qualidade garantida. Sim, é bom ir lá beber o café de manhã e comer um dos croissants. Mas e jantar? Essa é a golden hour do Kaffeehaus, acredite.

Perfeito para: almoçar, tomar o pequeno-almoço ou lanchar a ler o jornal.

Obrigatório provar: Weinerschnitzel vom Huhn mit Erdäepfelsalat. Sim, o bife panado de frango.

A Time Out diz
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75
Restaurante Kampai
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Japonês

Kampai

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Antes de os Açores entrarem na rota de viagem de muitos portugueses (obrigada Ryanair), já a sua matéria-prima tinha entrado na rota deste restaurante na fronteira entre São Bento e a Estrela, com portas abertas desde 2010. Grande parte dos peixes servidos, quer em sashimi, quer em chirashi, niguiri ou temaki, vêm do arquipélago açoriano. Ora isso significa cruzar-se com lírios, atuns, pargos, encharéus que os sushimen trabalham da forma mais pura possível. Nota: tem um parque de estacionamento para clientes.

Perfeito para: descobrir que há mais no sushi para além de salmão e atum.

Obrigatório provar: o sashimi moriwase, variedade de peixe cru salteado.

76
Restaurante Kanazawa
Fotografia:Arlindo Camacho
Restaurantes

Kanazawa

icon-location-pin Belém

Tomoaki Kanazawa abriu, no final de 2015, o restaurante com que sempre sonhou: oito lugares, cozinha japonesa de degustação, sazonalidade e proximidade com os clientes. Em meados de 2017, teve de voltar para o Japão e deixou a cozinha nas mãos de Paulo Morais, chef conhecido da nossa praça, que mantém exactamente a mesma filosofia do restaurante, com menus ultracriativos que mudam todos os meses. Há quatro, entre os 60€ e os 150€, a reserva tem de ser feita online com antecedência, e é uma experiência única.

Perfeito para: ter a verdadeira experiência kaiseki em Lisboa.

Obrigatório provar: tudo o que o chef Paulo Morais servir.

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77
Lab by Arola
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

LAB by Sergi Arola

icon-location-pin Sintra

À cabeça está Sergi Arola, o catalão que já é figura conhecida do hotel há vários anos. Na execução do dia-a-dia está Vladmir Veiga, acabado de ocupar a posição deixada por Milton Anes, a trabalhar no hotel há cinco anos. Mudanças à parte, tudo se mantém bonito (e que beleza de sala, virada para o green) e imaculado no LAB. A cozinha aposta nas linhas mediterrânicas com algumas inspirações do mundo, seja para provar à la carte, seja para experimentar nos menus de degustação, um deles com todos os pratos da carta (!).

Perfeito para: ir a um laboratório onde os cientistas são chefs de pinças e maçaricos.

Obrigatório provar: a moleja de vitela assada em especiarias.

78
la Finestra
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Italiano

La Finestra

icon-location-pin Avenidas Novas

Por mais pizzas xpto que nasçam em Lisboa, com massas fofas ou finas, de Roma ou de Nápoles, com bordas gordas ou queimadinhas, ninguém se pode esquecer das que andam por cá há mais anos. O La Finestra, para quem a idade é um posto, mantém-se a servir com qualidade as suas pizzas de massa fina há vários anos - a par dos meios irmãos, Lucca e Tavola Calda. Dezenas de combinações, matéria-prima escolhida a dedo, óptimas calzones e preços de antigamente. Mais: é um óptimo sítio para levar os miúdos.

Perfeito para: escolher duas pizzas numa só (sim, eles deixam).

Obrigatório provar: a pizza Genova, com mozzarella, asiago e porcini.

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79
lambrettazzurra
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Pizza

Lambrettazzurra Pizzeria

icon-location-pin Cascais

É um curioso caso de sucesso em Cascais - tanto que mudaram em meados de 2017 para um restaurante maior - de uma pizzaria napolitana, idealizada por um casal de brasileiros radicado em Portugal há 25 anos, famoso por ter criado a marca de biquínis Marhum. O insólito aconteceu e Humberto, o homem família, decidiu mudar de vida, estudar Itália de uma ponta à outra, arranjar fornecedores em Nápoles (a burrata vem da Campânia, por exemplo) e abrir um restaurante simpático com pizzas de bordas gordas e centro húmido.

Perfeito para: jantar na primeira pizzaria a sério de Cascais.

Obrigatório provar: a pizza vegetariana, com beringela, curgete, tomate-chucha, orégãos e azeite.

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80
L'Artusi - Sala
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Italiano

L'Artusi

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Imagine que um cozinheiro português abria um restaurante chamado Modesto e só fazia receitas d’ A Cozinha Tradicional Portuguesa. É mais ou menos que que aqui acontece. A carta é baseada no receituário ao livro A Ciência na Cozinha e a Arte de Comer Bem (1891), de Pellegrino Artusi, publicado em 1891. Desta bíblia italiana saem especialidades numeradas - pode consultar o livro - que vão do empadão de caça frio ao vitelo tonnato, passando por outros pratos de uma ementa que vai variando com frequência,

Perfeito para: andar para trás no tempo e conhecer uma cozinha italiana fora da norma.

Obrigatório provar: a língua de vitela com salsa picante.

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