Os melhores restaurantes italianos em Lisboa

Não se resumem a pizzas e massas, oferecendo a Lisboa o que há de melhor do norte ao sul de Itália. Descubra os melhores restaurantes italianos em Lisboa

Fotografia: Manuel Manso

Nos melhores restaurantes italianos em Lisboa não vai encontrar apenas lugares comuns: as pizzas em forno de lenha, as massas frescas, ou sobremesas como tiramisù ou pannacotta. Viaje connosco do norte ao sul de Itália, sem tirar os pés da cidade.  

Os melhores restaurantes italianos em Lisboa

Casanostra

4 /5 estrelas

Os mesmos anos que passam (e tem deteriorado) o Bairro Alto têm deixado incólume o Casanostra. É verdade que o restaurante já não tem a frequência de artistas, políticos e jornalistas de outros tempos, que tem nascido em Lisboa concorrência à altura, mas Maria Paola Porru sabia o que fazia quando o abriu há 31 anos. A cozinha de pastas e outros piatti italianos mantém-se actual, a sala decorada estilo cozinha de avó continua a ser encantadora e nem o serviço falha. Decore: burrata, trofie al pesto, ossobuco e zabaglione.

Perfeito para: desenrascar um restaurante de última hora no Bairro Alto.

Obrigatório provar: o spaghetti al pomodoro, com folhas de manjericão.

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Bairro Alto

Casanova

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

A sugestão “bora às pizzas do Lux?”, suscita nos adultos a mesma reacção que a frase “meninos, querem ir ao Festival do Panda?” tem numa criança de três anos: excitamento. É indiferente esperar na fila, é indiferente calhar ao lado de um casal que está a discutir, é indiferente que o cruzeiro atracado tire a vista toda ao Tejo, porque o que importa aqui vem em pratos brancos redondos, queimadinho nas pontas, húmido no centro e dá pelo nome de pizza. Peça a burrata de Puglia de entrada para acompanhar com focaccia.

Perfeito para: tirar a tarde e passá-la na esplanada a comer pizzas e beber prosecco com cremolato.

Obrigatório provar: a pizza Diavola? A San Daniele? A Parmigiana? Aiii...

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São Vicente 
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Forneria

4 /5 estrelas

Pizzas em forno de lenha, massa que fermenta 48 horas e um pizzaiolo que trabalhou 15 anos no Casanova. Está encontrada a chave do sucesso desta pizzeria-restaurante que abriu no Parque das Nações no final de 2016. O homem do know-how é Vítor Cunha, as pizzas são as romanas, fininhas, e vão das clássicas parmigiana e prosciutto e funghi às gourmet, como a pizza speck ou Joselito (sim, do presunto espanhol). Há também pastas, hambúrgueres no forno em massa de pizza e, claro, burrata que vem da Campânia.

Perfeito para: jantar antes de um concerto no Pavilhão At..., ai MEO Ar.., ai Altice Arena.

Obrigatório provar: a pizza pata negra, com parmesão e rúcula.

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Parque das Nações

Il Covo

4 /5 estrelas

Fica numa ruela perdida da Madragoa e está entre os restaurantes mais escondidos de Lisboa. É, contudo, uma arca do tesouro que merece ser aberta por todos os apreciadores da vera cucina italiana. Primeiro porque fazem pasta fresca todos os dias das 16.00 às 19.00 e convidam quem quiser a assistir; segundo porque o Luca Salvadori, o cozinheiro, traz todos os dias peixe fresco da Costa da Caparica e diverte-se a inventar pratos com ele; terceiro porque tem um tiramisù caseiro muito bom. E quarto… ligue já o gps.

Perfeito para: levar o engate secreto em início de relação (ou a amante, também vale).

Obrigatório provar: a carbonara com guanciale, ovo e queijo.

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Estrela/Lapa/Santos
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Il Matriciano

Faz parte da vaga de bons italianos que abriram em Lisboa nos últimos anos, onde a matéria-prima, grande parte de Itália, é levada muito a sério por Alessandro Lagana, o dono. Aqui as pastas frescas são confeccionadas na casa, o spaghetti alla carbonara é autêntico, traz guanciale de Abruzzo e uma mistura de pecorino e parmesão, a beringela alla parmigiana tem presença regular na carta e os risotos são todos bons. De sobremesa, divida os fruttini gelato, várias cascas de fruta com gelados artesanais lá dentro.

Perfeito para: encontrar deputados e ministros da vizinha Assembleia.

Obrigatório provar: os ravioli fatti in casa con burrata.

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Chiado/Cais do Sodré

Il Mercato

4 /5 estrelas

Tanka Sapkota, já falado neste guia (ver Casa Nepalesa), abriu em 2017 um restaurante italiano de massas frescas, com uma componente de mercearia onde um apreciador de charcutaria é capaz de deixar boa parte do ordenado. As pastas existem já feitas para consumo in loco, em receitas do dia (menu de almoço a 11,95€) ou à la carte e existem para take-away, também com molhos do restaurante. Pode ir à confiança que qualquer uma é excelente, mas aqui entre nós, a tagliatelle verde com camarão leva a taça.

Perfeito para: encher a despensa de iguarias italianas - depois de comer, claro.

Obrigatório provar: a burrata di Andria, da região de Puglia.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
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In Bocca al Lupo

5 /5 estrelas

Fica escondida numa ruazinha do Príncipe Real, mas é uma das melhores pizzerias de Lisboa. Tem uma linha biológica, só trabalha com fornecedores orgânicos, tanto portugueses como italianos, e a massa da pizza, desde que pedido com antecedência, pode vir sem glúten. A massa fina é denominador comum de todas as pizzas - prove a marinara ou a parma - e há outras especialidades, não só feitas como os frescos do dia, como a salada de pimentos e alcachofras ou burrata bio.

Perfeito para: experimentar pizzas com ingredientes originais e produtos bem frescos.

Obrigatório provar: a pizza pesto, com mozzarella de búfala.

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Chiado/Cais do Sodré

L'Artusi

4 /5 estrelas

Imagine que um cozinheiro português abria um restaurante chamado Modesto e só fazia receitas d’ A Cozinha Tradicional Portuguesa. É mais ou menos que que aqui acontece. A carta é baseada no receituário ao livro A Ciência na Cozinha e a Arte de Comer Bem (1891), de Pellegrino Artusi, publicado em 1891. Desta bíblia italiana saem especialidades numeradas - pode consultar o livro - que vão do empadão de caça frio ao vitelo tonnato, passando por outros pratos de uma ementa que vai variando com frequência,

Perfeito para: andar para trás no tempo e conhecer uma cozinha italiana fora da norma.

Obrigatório provar: a língua de vitela com salsa picante.

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Chiado/Cais do Sodré
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La Finestra

4 /5 estrelas

Por mais pizzas xpto que nasçam em Lisboa, com massas fofas ou finas, de Roma ou de Nápoles, com bordas gordas ou queimadinhas, ninguém se pode esquecer das que andam por cá há mais anos. O La Finestra, para quem a idade é um posto, mantém-se a servir com qualidade as suas pizzas de massa fina há vários anos - a par dos meios irmãos, Lucca e Tavola Calda. Dezenas de combinações, matéria-prima escolhida a dedo, óptimas calzones e preços de antigamente. Mais: é um óptimo sítio para levar os miúdos.

Perfeito para: escolher duas pizzas numa só (sim, eles deixam).

Obrigatório provar: a pizza Genova, com mozzarella, asiago e porcini.

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Avenidas Novas

Lambrettazzurra Pizzeria

4 /5 estrelas

É um curioso caso de sucesso em Cascais - tanto que mudaram em meados de 2017 para um restaurante maior - de uma pizzaria napolitana, idealizada por um casal de brasileiros radicado em Portugal há 25 anos, famoso por ter criado a marca de biquínis Marhum. O insólito aconteceu e Humberto, o homem família, decidiu mudar de vida, estudar Itália de uma ponta à outra, arranjar fornecedores em Nápoles (a burrata vem da Campânia, por exemplo) e abrir um restaurante simpático com pizzas de bordas gordas e centro húmido.

Perfeito para: jantar na primeira pizzaria a sério de Cascais.

Obrigatório provar: a pizza vegetariana, com beringela, curgete, tomate-chucha, orégãos e azeite.

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Cascais
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Osteria

4 /5 estrelas

Chiara Ferro é uma cozinheira italiana de mão cheia, conhecedora da gastronomia do seu país de origem até ao tutano, mas não lhe venha cravar pizzas que na Osteria não as há. Chiara é também autora de um útil livro de massas, o Al Dente, mas não vá até à Madragoa só para isso (pode ir, mas fica a perder), porque há muito mais para além delas. Há almôndegas, uma lasanha de pão siciliano e outros pratos na linha Osteria, mais estilo tasca, a preços ajustados ao que se serve e um ambiente para lá de descontraído.

Perfeito para: descobrir aquilo que os italianos entendem como “tasca”.

Obrigatório provar: a pasta al pesto di rapa rossa, isto é, pesto de beterraba.

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Estrela/Lapa/Santos

Zero Zero

4 /5 estrelas

Abriu como uma pizzaria de massa especial, com base no método poolish, um tipo de pré-fermentação com várias fases e várias farinhas (entre elas a 00) e bons ingredientes italianos. Mas isso foi conversa que durou umas semanas, porque aquilo que os lisboetas fixaram e o tipo de informações que trocaram entre si foi: “pizzas em forno de lenha”, “os cocktails são óptimos”, “aquela montra de queijos e enchidos à entrada é uma loucura”, “vai para a esplanada que é incrível”, “tens de esperar um bocado na fila, mas anda rápido”.

Perfeito para: se abastecer de bons queijos e enchidos italianos.

Obrigatório provar: a pizza Di Graziano com ventricina calabrese picante, taleggio e cebola roxa.

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Princípe Real
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Cozinha do mundo em Lisboa

Esta é a história do buffet de sushi em Portugal

Estranhou-se, depois entranhou-se. Os buffets de sushi viciaram muita gente nos últimos 10 anos. Em 2007, nasceu o Origami, agora Arigato (um restaurante no Campo Pequeno, outro no Parque das Nações) que pouco tempo depois criou o primeiro buffet de sushi com um preço mais democrático. Marcou o boom dos restaurantes de sushi para as massas em Lisboa e da moda do buffet.

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Por Catarina Moura
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