A Time Out na sua caixa de entrada

Procurar
Restaurante, Cozinha Japonesa, Tomo
©Gabriell VieiraTomo

Os melhores restaurantes japoneses em Lisboa

Peixe cru, petiscos, caldinhos e pratos quentes de sabores exóticos. Prove tudo num dos melhores restaurantes japoneses em Lisboa.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
Publicidade

A cozinha japonesa apareceu em Lisboa nos anos 1980 mas só nos anos 2000 atingiu o seu boom. Nos últimos anos a oferta de restaurantes tem crescido por toda a cidade, em parte por culpa dos buffets de sushi que democratizaram a relação dos portugueses com estas pecinhas de arroz e peixe cru. Nem tudo o que abriu, porém, tem a qualidade de matéria-prima desejada ou mãos que a saibam tratar como merece. E desengane-se se pensa que comida japonesa é só sushi. Na lista que se segue provamos-lhe que há muito mais a descobrir. São os melhores restaurantes japoneses em Lisboa.

Recomendado: Nestes restaurantes pan-asiáticos em Lisboa cabe a Ásia toda

Os melhores restaurantes japoneses em Lisboa

  • Restaurantes
  • Belém

"No Kanazawa aprende-se, está-se sempre a descobrir uma coisa nova", escreveu o crítico Alfredo Lacerda quando visitou o restaurante, antes de o chef japonês Tomoaki Kanazawa regressar ao Japão. No seu lugar ficou Paulo Morais, que manteve os oito lugares apenas e a cozinha kaiseki originais. A sazonalidade é quem manda nos quatro menus de degustação, que mudam todos os meses. Às sextas e sábados há lanches japoneses, com tabuleiros de doces tradicionais e chás de cerimónia. 

  • Restaurantes
  • Japonês
  • Sintra
  • preço 4 de 4

Pedro Almeida é o responsável pelas grandes mudanças que o Midori sofreu nos últimos anos. Dos cento e muitos lugares que o restaurante tinha, passou a apenas 18. Isso significou uma carta mais atenta ao detalhe, menos mainstream – e uma estrela Michelin. O que, paradoxalmente, significou mais clientes. A motivação para fazer mais e melhor também cresceu: logo a seguir à distinção, o chef pegou na equipa e viajou para o Japão, para visitar desde tascas aos mais refinados e premiados restaurantes, para aprimorar a experiência no restaurante do Penha Longa e tornar a refeição num ritual. 

Publicidade
  • Restaurantes
  • Japonês
  • Chiado
  • preço 2 de 4

Afuri é uma marca consolidada em Tóquio, onde tem 11 restaurantes, e que em 2016 começou a expandir-se via Portland. O Instagram do paraíso hipster da América encheu-se imediatamente do yuzu ramen que dá fama ao Afuri, e o mais provável é que as finas texturas deste prato de assinatura comecem a brotar nos telemóveis e a abrir-nos o apetite. Chegou a Lisboa no fim de Agosto de 2018 e a ementa é forte nos ramens (incluindo uma versão vegan), tem um par de pratos de grelhados e inclui os inevitáveis nigiris, sashimis e sushi rolls.

  • Restaurantes
  • Asiático contemporâneo
  • Grande Lisboa
  • preço 2 de 4

A história do Ajitama é anterior à deste restaurante. Tudo começou como um supperclub na casa de António Carvalhão, em parceria com João Ferreira, com processos demorados e aprendidos de maneira autodidacta. Correu tão bem o passa-a-palavra que a lista de espera ultrapassou o milhar. Em 2019, abriram o restaurante, depois de terem feito um curso intensivo em Tóquio com o sensei Takeshi Koitani: o ramen chef da Rajuku Ramen School, uma das melhores escolas do Japão. A especialidade é, por isso, o ramen. Há oito, divididos por intensidade e sabor do caldo, e uma boa carta de cocktails para acompanhar. 

Publicidade
  • Restaurantes
  • Japonês
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A marca japonesa de Olivier da Costa deixou a Rua da Escola Politécnica para se instalar no clássico Olivier Avenida. E tudo mudou, do chão ao tecto, ganhando uma decoração oriental e um pequeno jardim interior. A vontade de dar nova vida ao Yakuza já existia e a pandemia só a acelerou, afinal o restaurante estava num espaço arrendado (onde antes funcionou a Rota das Sedas). Há peças decorativas do velho restaurante, como o samurai à entrada, qual porteiro da festa, ou a tela sob o balcão de sushi em madeira e as lâmpadas de papel a iluminar, tenuemente, o espaço. Ao menu, carregado de fusão e outras especialidades de peixe fresco, juntam-se algumas novidades, como o nigiri de toro e caviar ou o de carabineiro, a pata de caranguejo grelhada com molho miso, o lombo de merluza no miso ou mesmo o preguinho yakuza, uma espécie de nigiri, mas aqui com base de pão brioche com cogumelos, lombo de novilho, caviar e trufa. Continuam os tacos e há ainda propostas a sair da grelha japonesa robata, como é o caso das asinhas de frango com flor de lima e sal. 

  • Restaurantes
  • Japonês
  • Lisboa
  • preço 3 de 4

O Aron Sushi da Praça de Espanha já estava entre os melhores japoneses da cidade quando o dono, Aron Vargas, discípulo de Takashi Yoshitake, figura tutelar da gastronomia tradicional japonesa em Portugal, abriu o segundo espaço no Mercado 31 de Janeiro. O peixe vem fresquinho das bancas vizinhas e o sushi serve-se à moda mais clássica, sem fusões desnecessárias. É obrigatório provar o ika mentaiko, umas lulas com ovas de bacalhau. 

Publicidade
  • Restaurantes
  • Japonês
  • Chiado/Cais do Sodré

Vem do tempo em que comer com pauzinhos era uma excentricidade, sendo hoje um dos restaurantes japoneses mais antigos da cidade. Sobreviveu ao boom de restaurantes de sushi, a algumas trocas de chefs e só a pandemia o parece estar a abrandar, por agora – já só está aberto ao jantar. Continua, ainda assim, a ser um dos melhores nipónicos de Lisboa, misturando excelentes pratos quentes de tasca japonesa com peixes crus, frescos e bem cortados. 

  • Restaurantes
  • Japonês
  • Cais do Sodré

Depois de ter conquistado Cascais, a marca Confraria estendeu a qualidade ao Cais do Sodré, para onde a equipa de sushimen tratou de levar as melhores receitas da casa. No piso térreo do Lx Boutique Hotel, o sushi tradicional e de fusão convive bem com diversas opções inspiradas na gastronomia ocidental. Há combinados com e sem invenções e muito peixe fresco, para ser mais ou menos manipulado, consoante o gosto do freguês. Remate com a tarte tatin ou o cheesecake que durante anos esteve no segredo dos deuses, mas que agora está à vista de todos na carta. 

Publicidade
  • Restaurantes
  • Japonês
  • Avenidas Novas

Apesar de passar despercebido, tem lugar cativo na lista dos melhores japoneses de Lisboa e há razões para isso. Desde que abriu em 2015, pelas mãos de uma equipa de antigos discípulos do Aya, que continua a respeitar a cozinha tradicional japonesa, com produtos sempre frescos e empratamento delicado. Este santuário da cozinha do Sol Nascente abre ao público para almoços, enquanto os jantares, de quinta a sábado, são essencialmente reservados para receber os membros do Clube Go Juu.

  • Restaurantes
  • Japonês
  • Campo de Ourique

É um dos japoneses mais autênticos da cidade, com um belíssimo e longo balcão de madeira que ocupa todo o restaurante e permite ir acompanhando o trabalho dos sushimen. A comandar a trupe está Agnaldo Ferreira, que abriu esta taberna japonesa em Campo de Ourique para trabalhar matéria-prima de qualidade e distinguir e mostrar o que é sushi tradicional e a verdadeira fusão. Nos pratos frios, além das fatias de peixe fresco em sashimi, niguiris ou chirashi, há um tártaro de salmão que não pode deixar passar, com mostarda kizami e gema de ovo de codorniz. Nos quentes vá para o naco de toro grelhado ou o wagyu.

Publicidade
  • Restaurantes
  • Japonês
  • Oeiras

É relativamente frequente um empregado de mesa ficar com a posse de um restaurante. Mas quando esse restaurante leva o nome do antigo chef-proprietário, e quando esse antigo chef-proprietário foi o mais notável cozinheiro japonês dos últimos 15 anos a viver em Portugal, a herança é complicada. Tomoaka Kanazawa deixou o Tomo em 2015 e Portugal em 2017. De então para cá, foi Saif quem tomou conta do negócio. Na cozinha está Harry, com passagens pelos Meninos do Rio, Confraria Lx e Arigato Sushi House. Na carta, estão todos os clássicos da cozinha tradicional japonesa. O Tomo pode ter saído do radar dos foodies de Instagram, mas continua muito bom e com uma qualidade/preço difícil de bater.

  • Restaurantes
  • Japonês
  • Alcântara

Ou se ama ou se odeia. Assim é o okonomiyaki, o prato estrela do Izanagi. Mas há muitas alternativas para quem não está inclinado para este género de panqueca e prefere ficar pelo sushi. A ideia deste restaurante do grupo Sushi Café é mostrar a Lisboa uma gastronomia semelhante à que se come nas ruas e lojas do metro no Japão, com pratos robatayaki, feitos na grelha japonesa robata, e teppanyaki, numa chapa. A forma mais doce de terminar a refeição é com o miso cheesecake, com caramelo de miso e maçã verde com Favaios e noz. 

Publicidade
  • Restaurantes
  • Japonês
  • São Sebastião
  • preço 3 de 4

Abriu na Torre de Picoas e leva ao alto a cozinha japonesa tradicional. A premissa é que não haja fusão nem apetrechos ocidentais, e a garanti-lo está Henry Park, o chef japonês que chegou do Dubai para fazer um elogio ao peixe da nossa costa. As mesas estão pensadas apenas para nove pessoas, um contraste com o balcão, que comporta 20 lugares. Ao almoço, há uma refeição típica japonesa (18€), e ao jantar é possível fazer um menu de degustação com nove momentos (75€). À carta, não faltam opções para descobrir as proezas de Henry Park.  

  • Restaurantes
  • Fusão
  • Avenidas Novas

Nómada é outro valor seguro da fusão, na zona do Campo Pequeno, que refresca o peixe com um vinagrete de hortelã, coentros e maracujá. O restaurante foi aberto por ex-funcionários do Sushic (o espaço em Almada entretanto desaparecido) e tem-se afirmado como uma casa de eleição para brincar com peixes crus, braseados ou marinados, molhos e frutas tropicais.

Publicidade
  • Restaurantes
  • Baixa Pombalina

No meio de tantos restaurantes da Baixa que são para inglês ver, está instalada a Tasca Kome. É para português ver. O trabalho de Yuko Yamamoto, japonesa radicada em Portugal há mais de uma década, vai muito para além do sushi e estende-se a pratos tradicionais do Japão, feitos com os produtos de mercado da época. São já famosas as takoyaki (bolas de polvo fritas), o zukedon de salmão (salmão marinado sobre arroz de sushi) ou o ika somen (sashimi de lula). Há menus de almoço em conta e jantares kaiseki regulares. 

  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Trocou o nome e o apelido em 2017, de forma a distanciar-se mais daquilo que faz o resto do grupo Sushicafé em Lisboa. Afinal, esta é a jóia da coroa da empresa e o sítio onde o chef Daniel Rente usa toda a sua criatividade. Com a mudança de nome vieram juntar-se às peças mais tradicionais outras aventuras que misturam a gastronomia japonesa com sabores internacionais e matéria-prima nacional. Vai um sashimi em pedra de sal dos Himalaias? Ou um maki com caranguejo no interior e wagyu por fora?

Novidades japonesas a ter debaixo de olho

  • Restaurantes
  • Cascais

Cascais foi o sítio escolhido por Tiago Penão para realizar um sonho antigo: abrir um restaurante japonês onde pode brilhar em equipa ao mesmo tempo que nos ensina um pouco da sua arte. O nome escolhido é o mesmo do estilo de cozinha japonesa que numa tradução literal significa “cortar e cozinhar”, mas que vai muito além disso, focando-se na proximidade entre chef e quem à sua frente se senta – à frente porque é à volta de um balcão onde se sentam pouco mais de dez pessoas que tudo acontece. Apesar de ser possível escolher à carta, para quem tem menos apetite ou pouco tempo para a refeição, o ideal é entregar-se a um dos dois menus de degustação, Saikai (50€), o mais pequeno e que significa união, e Danketsu (85€), reencontro em português. Um dos momentos mais marcantes da refeição acontece no sushi: são oito niguiris ao estilo edomae, uma técnica anciã em que todo o peixe passa por uma cura, em sal ou em algas, com um arroz sem adição de açúcar e trabalhado com três vinagres, um branco e dois feitos com o mosto do saké.

  • Restaurantes
  • Japonês
  • Santos

É sabida a devoção de São Paulo aos restaurantes japoneses. A história é longa e já soma mais de um século de relações entre os dois países. Hoje, o Brasil tem a maior comunidade japonesa fora do Japão e o resultado disso apresenta-se de várias formas e sabores, se a conversa for gastronomia. O by Koji é disso exemplo. Abriu há quase uma década no Estádio do Morumbi e rapidamente se foi fazendo notar. A marca chega agora a Lisboa pelas mãos de Koji Yokomizo, o chef que lhe dá nome, e de Michel Weber, que depois de viver em São Paulo não quis passar sem esta cozinha em Lisboa. Atrás do balcão, está Shinya Koike, o chef que estava desde 2018 no Bonsai, um clássico da cidade. De um lado ficam as mesas, do outro um grande balcão com vista para a cozinha, separada entre a zona de quentes e frios. Apesar de existirem pratos quentes na carta, é para o sushi que se viram todas as atenções. Não há fogo de vista nem fusão que se sobreponha ao sabor do peixe, que em grande parte vem dos Açores.

Mais Japão em Lisboa

  • Restaurantes

Dantes, para comer um bom ramen teria de ser obrigatoriamente durante os meses de tempo frio e conjugar bem a sua agenda com a do Bonsai. Entretanto os lisboetas começaram a estar mais atentos, e a arriscar mais, no que toca a comidas do mundo, e apareceram alguns sítios com bom ramen em Lisboa.

Recomendado
    Também poderá gostar
      Publicidade