Os melhores restaurantes japoneses em Lisboa

Peixe cru, petiscos e pratos quentes de sabores exóticos. Prove tudo num dos melhores restaurantes japoneses em Lisboa.

©Manuel MansoCombinado do Soão

A cozinha japonesa apareceu em Lisboa nos anos 1980 mas só nos anos 2000 atingiu o seu boom. Nos últimos anos a oferta de restaurantes tem crescido em larga escala por toda a cidade, em parte por culpa dos buffets de sushi que democratizaram a relação dos portugueses com estas pecinhas de arroz e peixe e cru. Nem tudo o que abriu, porém, tem a qualidade de matéria-prima desejada ou mãos que a saibam tratar como merece. Comida japonesa não é, de todo, só sushi, mas há já umas boas mãos cheias de restaurantes que servem sushi de qualidade e confeccionado com talento, seja ele mais ou menos tradicional. Prove-o num destes 18 restaurantes japoneses em Lisboa.

Recomendado: Nestes restaurantes pan-asiáticos em Lisboa cabe a Ásia toda

Os melhores restaurantes japoneses em Lisboa

Aron Sushi
1/18

Aron Sushi

4 /5 estrelas

Aron Vargas, um dos discípulos de Takashi Yoshitake (Aya), já tinha um belíssimo restaurante ao pé da Gulbenkian, mas decidiu duplicar a receita no Mercado 31 de Janeiro, onde montou uma tasca japonesa com duas salas pequenas. O peixe vem, claro, das bancas mesmo ali ao lado – consta que a famosa peixeira Açucena Veloso é uma das fornecedoras – e tem desde opções mais clássicas a outras criações do chef. A ementa é tal e qual a mesma do primeiro espaço, por isso, este Aron Sushi vale por dois.

Perfeito para: experimentar boa cozinha japonesa num sítio cool e semi-secreto. 

Obrigatório provar: Ika mentaiko, trocado por miúdos, lulas com ovas de bacalhau.

Ler mais
São Sebastião
Avenida SushiCafé
©Agência Zero
2/18

Avenida SushiCafé

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Trocou o nome e o apelido em 2017, de forma a distanciar-se mais daquilo que faz o resto do grupo Sushicafé em Lisboa. Afinal, esta é a jóia da coroa da empresa e o sítio onde o chef Daniel Rente põe a sua criatividade toda em pleno funcionamento. Com a mudança de nome vieram juntar-se às peças mais tradicionais outras aventuras que misturam a gastronomia japonesa com sabores internacionais e matéria-prima nacional. Vai um sashimi em pedra de sal dos Himalaias? Ou um maki com caranguejo no interior e wagyu por fora?

Perfeito para: fechar um negócio ao almoço na Avenida da Liberdade.

Obrigatório provar: o mille-feuilles tuna tartar, com folhas de pergaminho.

Reservar agora Ler mais
Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Bonsai
© Ana Luzia
3/18

Bonsai

4 /5 estrelas

Encare este pequeno texto como uma lista de razões para ir ao Bonsai. Aqui vão elas: 1) serve há 31 anos boa comida japonesa que não se esgota no sushi; 2) tem um menu de almoço muito completo a 10€ que é um dos melhores negócios desta cidade; 3) nos meses frios, aos sábados, de 15 em 15 dias, há um ramen a sério, que demora dias a ser preparado; 4) já conheceu vários sushimen, mas agora tem à frente Lucas Azevedo, que soube manter a qualidade do restaurante; 5) há quase sempre toro, a parte da barriga de atum. Convencido?

Perfeito para: uma refeição longe dos paparazzi, num dos cubículos privados do Bonsai.

Obrigatório provar: o ramen (no Inverno), o toro e o pudim (todo o ano).

Reservar agora Ler mais
Chiado/Cais do Sodré
Confraria Lx
©DR
4/18

Confraria Lx

4 /5 estrelas

A marca Confraria sopra este ano as 10 velas (ohhh!) e por isso mesmo já deveria dispensar apresentações. Ou seja, quem segue a Time Out tem obrigação de saber que recomendamos sempre os hot philadelphia e nos niguiri skin, que depois do restaurante cascaense veio o do Cais do Sodré, no LX Boutique Hotel, que além de bom sushi a puxar para uma fusão (de forma controlada) há umas saladas excelentes que fazem as vezes de refeição e que a forma de acabar com chave de ouro é com uma tarte tatin à frente.

Perfeito para: pedir um combinado de sushi daqueles à campeão.

Obrigatório provar: os hot philadelphia (não há como fugir-lhes).

Ler mais
Cais do Sodré
Go Juu
©DR
5/18

Go Juu

4 /5 estrelas

Abriu portas em 2015 por uma equipa de antigos discípulos do Aya e tem vindo a galgar caminho pela gastronomia tradicional do Japão até chegar ao top 5 dos melhores japoneses da Grande Lisboa, onde garantiu lugar cativo. Pelo menos se continuar a servir uma cozinha de matéria-prima fresquíssima, a respeitar os pratos tradicionais do Japão e a ter um serviço sem falhas. Abre ao público aos almoços de terça a domingo e aos jantares de quarta; e de quinta a sábado recebe (não só, mas quase) os clientes do Clube Go Juu.

Perfeito para: quem gosta de cozinha tradicional japonesa.

Obrigatório provar: o toro, isto é, parte da barriga do atum.

Ler mais
Avenidas Novas
Hikidashi
Fotografia: Ana Luzia
6/18

Hikidashi

4 /5 estrelas

É “o japonês” de Campo de Ourique, um restaurante forrado a madeira, com uma só mesa comprida que acompanha o trabalho dos sushimen espalhados pelo comprido balcão. A chefiar tudo e todos, de fita na cabeça, está Agnaldo Ferreira, um nome durante anos associado a Olivier, que em boa hora se atirou num projecto a solo, onde a matéria-prima é de qualidade e a fusão a sério também tem lugar. Fusão quê? Falamos do toro grelhado com espinafres e molho de sésamo, da wagyu bowl ou do simples sushi to sashimi.

Perfeito para: quem prefere uma refeição ombro com ombro e não frente a frente.

Obrigatório provar: o salmon tartar, com com mostarda kizami e gema de ovo de codorniz.

Ler mais
Campo de Ourique
Kampai
©DR
7/18

Kampai

Antes de os Açores entrarem na rota de viagem de muitos portugueses (obrigada Ryanair), já a sua matéria-prima tinha entrado na rota deste restaurante na fronteira entre São Bento e a Estrela, com portas abertas desde 2010. Grande parte dos peixes servidos, quer em sashimi, quer em chirashi, niguiri ou temaki, vêm do arquipélago açoriano. Ora isso significa cruzar-se com lírios, atuns, pargos e encharéus que os sushimen trabalham da forma mais pura possível. Nota: tem um parque de estacionamento para clientes.

Perfeito para: descobrir que há mais no sushi para além de salmão e atum.

Obrigatório provar: o sashimi moriwase, variedade de peixe cru salteado.

Ler mais
Chiado/Cais do Sodré
Kanazawa
Fotografia:Arlindo Camacho
8/18

Kanazawa

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Tomoaki Kanazawa abriu, no final de 2015, o restaurante com que sempre sonhou: oito lugares, cozinha japonesa de degustação, sazonalidade e proximidade com os clientes. Em meados de 2017, teve de voltar para o Japão e deixou a cozinha nas mãos de Paulo Morais, chef conhecido da nossa praça, que mantém exactamente a mesma filosofia do restaurante, com menus ultracriativos que mudam todos os meses. Há quatro, entre os 60€ e os 150€, a reserva tem de ser feita online com antecedência, e é uma experiência única.

Perfeito para: ter a verdadeira experiência kaiseki em Lisboa.

Obrigatório provar: tudo o que o chef Paulo Morais servir.

 

Ler mais
Belém
Midori
©DR
9/18

Midori

E eis que, ao fim de 25 anos, o Midori mudou. Dos cento e muitos lugares sobram apenas 18, da sala gigantesca ficou apenas um pedaço, mais intimista, com umas vidraças para poder apreciar os jardins do Penha Longa. À frente da cozinha, porém, mantém-se o chef Pedro Almeida, que apostou em refeições kaiseki, ou seja, de pequenos pratos tradicionais japoneses, tanto em menus de degustação, como à la carte, mas com muita rotatividade. A cozinha é, disse na altura da mudança à imprensa, “japonesa, de inspiração portuguesa.”

Perfeito para: uma experiência japonesa que pode vir a atrair o olho do Guia Michelin.

Obrigatório provar: cubos de toro, puré de feijão frade e nato (feijão japonês fermentado).

Ler mais
Sintra
Nómada
Fotografia: Ana Luzia
10/18

Nómada

4 /5 estrelas

Idealizado por ex-funcionários do mítico Sushic, em Almada, o Nómada é um restaurante de cozinha japonesa assumidamente de fusão, com espaço para criações de assinatura, gunkans, temakis, makis, ceviches e até carpaccios. Espere peixe de qualidade e com grande variedade (alguns dos Açores), muita técnica, algumas combinaçõe interessantes, mas também fritos, molhos e açúcares. Recomendações? O tataki de atum, o prato de sashimi e o fofo de chá verde com gelado de melão e gengibre.

Perfeito para: os fanáticos de sushi de fusão – mas em bom.

Obrigatório provar: o aji tártaro, carapau braseado, marinado e servido com crocantes.

Ler mais
Avenidas Novas
Yakuza
©DR
11/18

Yakuza

4 /5 estrelas

Já lá vão uns anos desde que Olivier decidiu meter-se nos caminhos do sushi. Primeiro com o Yakuza do Tivoli Forum, depois num espaço partilhado com o Olivier Avenida e agora num bonito restaurante no Príncipe Real. O Yakuza First Floor tem várias salas à escolha, um enorme balcão para quem gosta de ver os sushimen em acção e uma ementa cheia de fusões e especialidades com assinatura do chef. Destaque para os gunkans, aqui bem criativos, para o sashimi de toro e para os pratos na robata. Ao almoço tem um menu a 15€. 

Perfeito para: quem gosta de incluir toro na refeição sempre que vai a um japonês.

Obrigatório provar: os menos japoneses – mas muito bem feitos – tacos de peixe.

Ler mais
Princípe Real
Rabod'Pêxe
Fotografia: Arlindo Camacho
12/18

Rabod'Pêxe

4 /5 estrelas

Foi chefiado até ao último Verão por Paulo Morais e tem agora à frente a equipa formada por esse grande sushiman da cidade. O mais interessante, porém, é que pode trazer ao Rabod’Pêxe (sim, para pronunciar à açoriana) o seu avô a quem a ideia da comida crua causa arrepios e dividir um peixe. Como? Escolhe o exemplar na montra à entrada e eles fazem metade em sushi, metade na grelha. Há também combinados de sushi, pratos surf and turf e uma esplanada coberta no Inverno idílica para dias de frio.

Perfeito para: comer sushi, peixe grelhado e um prego na mesma refeição.

Obrigatório provar: a tempura de camarão com amêndoa com aioli de lima.

Ler mais
Avenidas Novas
Tasca Kome
Fotografia: Arlindo Camacho
13/18

Tasca Kome

4 /5 estrelas

No meio de tantos restaurantes para inglês ver da Baixa, está instalada a Tasca Kome para português ver. O trabalho de Yuko Yamamoto, japonesa radicada em Portugal há mais de uma década, vai muito para além do sushi e estende-se a pratos tradicionais do Japão, feitos com os produtos de mercado da época. São já famosas as takoyaki (bolas de polvo fritas), o zukedon de salmão (salmão marinado sobre arroz de sushi) ou o ika somen (sashimi de lula). Além dos imbatíveis menus de almoço a 9,50€

Perfeito para: almoçar na Baixa sem lhe assaltarem a carteira.

Obrigatório provar: o zukedon de salmão (foi capa da Time Out e tudo).

Ler mais
Baixa Pombalina
Tomo
Fotografia: Ana Luzia
14/18

Tomo

4 /5 estrelas

É curioso ver a herança deixada por Tomoaki Kanazawa em Lisboa, tanto pelo que ensinou, como por estar actualmente no Japão e ter ainda em Lisboa dois restaurantes com o seu nome. O Tomo foi a sua primeira morada em nome próprio, um sítio onde muitos iam para o ver ao balcão manejar a faca e inventar criações. Passou-o aos antigos colaboradores, que seguiram a linha de japonês tradicional, onde ainda se comem um dos melhores pratos de sushi to sashimi de Lisboa. Há menus de almoço a partir dos 15,50€.

Perfeito para: conhecer o legado de um dos grandes chefs japoneses que Lisboa conheceu.

Obrigatório provar: o sashimi de toro.

Ler mais
Oeiras
Soão
Fotografia: Manuel Manso
15/18

Soão

Ao lado do Cinema City de Alvalade, uma enorme cabeça dourada sopra os ventos quentes e secos vindos do Oriente – o soão –, candeeiros em papel de arroz com caracteres chineses, um mapa-mundo de seda. Esta taberna asiática, chefiada por Luís Cardoso, ex-pupilo de Takashi Yoshitake (o fundador do Aya, referência incontornável da gastronomia japonesa em Portugal), conta com dois pisos com ambientes distintos, muita atenção ao pormenor, pratos de seis países da Ásia, cocktails de autor e cerimónias do chá. Uma parte da carta é dedicada por inteiro ao sushi e sashimi. 

Perfeito para: viajar sem ter de fazer escalas

Obrigatório provar: o rolo de camarão tigre e yuzu e micro legumes

Ler mais
Alvalade
Aya Bistrôt
Fotografia: Manuel Manso
16/18

Aya Bistrôt

4 /5 estrelas

O Aya passa completamente despercebido numa rua da Cova da Piedade: tem aparência de snack bar e só os caracteres japoneses na montra indicam outra coisa. Na cozinha está Cícero, sushiman brasileiro discípulo de Takashi Yoshitake, que faz aqui uma cozinha tradicional japonesa utilizando bom peixe fresco – o crítico da Time Out Alfredo Lacerda deu-lhe quatro estrelas muito por culpa do peixe bem trabalhado e dos preços, mais acessíveis do que os grandes de Lisboa.

Perfeito para: fugir às massas e ir comer bom sushi à outra banda

Obrigatório provar: o aji com o carapau em cubos

Ler mais
Grande Lisboa
Tsubaki
©DR
17/18

Tsubaki

Uma viagem pela cozinha japonesa é a proposta do restaurante do Turim Saldanha Hotel, que abriu em 2015 com a ajuda de Paulo Morais. Entretanto ficou Miguel Bértolo na cozinha e agora está tudo nas mãos de Flávio Barbosa, um seguidor de Morais. A grande aposta do Tsubaki é o novo menu exclusivo para os jantares de sextas e sábados. É um all you can eat deluxe (19€) com sopa miso e todo o tipo de sushi. Peça a sangria de saké (12€) para acompanhar. Ao almoço, também há um all you can eat (14,80€), mas aqui não pode escolher o que vem para a mesa – sim, aqui a comida vem até si, nem precisa de se levantar.

Perfeito para: comer sushi até cair

Obrigatório provar: sangria de saké

Ler mais
São Sebastião
Unique Sushi Lab
©Manuel Manso
18/18

Unique Sushi Lab

A cozinha japonesa em Lisboa já evoluiu dos combinados básicos apenas com salmão, atum e peixe branco, por isso o sushiman brasileiro Johnny Keep não receou quando pôs niguiris de amêijoa japonesa, de enguia braseada com ovo de codorniz ou de ouriço mar na carta deste Unique Sushi Lab, a três passos da Avenida da Liberdade. Para provar um bocadinho de tudo, entre especialidades do chef e propostas do dia, há menus de combinados (entre os 15,90€ e os 26€).

Perfeito para: almoçar e ganhar um boost a meio do dia de trabalho

Obrigatório provar: o mysth, um rolo com enguia grelhada, abacate, cebola frita, tártaro de vieiras no topo e azeite trufado.

Ler mais
Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Mais Japão em Lisboa

Esta é a história do buffet de sushi em Portugal

Estranhou-se, depois entranhou-se. Os buffets de sushi viciaram muita gente nos últimos 10 anos. Em 2007, nasceu o Origami, agora Arigato (um restaurante no Campo Pequeno, outro no Parque das Nações) que pouco tempo depois criou o primeiro buffet de sushi com um preço mais democrático. Marcou o boom dos restaurantes de sushi para as massas em Lisboa e da moda do buffet.

Por Catarina Moura
Publicidade

Comentários

1 comments
Jose M

Melhor sushi de Lisboa com uma fusão que me surpreendeu e o novíssimo espaço no Saldanha , chama-se koi sushi Saldanha e do conhecido chefe kamura jr e o chefe Marco belmiro .

De todos os rodízios que conheci este é mesmo o melhor devido a diferença e a diversidade de peças que são sugeridas .