Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right As melhores esplanadas para o Outono em Lisboa

As melhores esplanadas para o Outono em Lisboa

A temperatura desce mas isso não significa ficar enclausurado em quatro paredes. Refastele-se numa das melhores esplanadas para o Outono em Lisboa.

Por Francisca Dias Real |
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Noobai
Fotografia: Manuel Manso Noobai

Somos bons esplanadores e não é o Outono que nos vai fazer sair da cadeira ao lusco-fusco. Pelo contrário. Não deixe que os fins de tarde escuros o façam ir logo para casa e aproveite happy hours, esplanadas com aquecedores ou com aquela mantinha que já cai bem pelas costas. Saia de casa mas abrigue-se de brisas leves, ventanias e do briol que já se sente à noite numa destas esplanadas: temos propostas à beira-rio, nas alturas ou outras mais escondidas dentro de edifícios. Das já clássicas às novidades mais recentes, estas são as melhores esplanadas para o Outono em Lisboa.

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Esplanadas para fingir que é Verão

Madame Petisca - Esplanada
Fotografia: Ana Luzia
Bares

Madame Petisca

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Vista para o Tejo, a ponte ao fundo e uma mantinha sobre as pernas – coisas boas da vida. A esplanada da Madame Petisca é um postal autêntico ou, nos tempos modernos, o cenário ideal para o Instagram. Há sempre um menu de almoço diferente todas as semanas, e outros petiscos para partilhar (regra na casa) como é o da alheira serrana (10€), a tábua mista de quijos nacionais (19€) ou uns belos ovos rotos (6€). E a happy hour aqui continua no tempo frio entre as 17.00 e as 19.00: a compra de um cocktail dá direito a outro.  

Esplanada café na fábrica
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Café da Fábrica

icon-location-pin Alcântara

Esta espécie de casinha de bonecas vintage estende a magia ao pátio exterior e, no tempo frio, as mesas de madeira corridas cá fora continuam firmes e as luzes ligam-se que nem um arraial. Ao fim-de-semana, atire-se ao brunch (13,5€) sem medo do frio – há mantas e aquecedores entre as mesas e muito espaço olhar atento dos pais. Durante a semana saem bem as tostas e as saladas, e o vinho a copo ao final da tarde.

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ferroviario
©DR
Noite

Ferroviário

icon-location-pin São Vicente 

Quando o frio bate à porta, o Ferroviário transforma-se num verdadeiro jardim de Inverno, digno de conto de fadas – o terraço fica coberto na sua maioria, há mantas nos sofás e luzes a pender do tecto, e as plantas continuam a dar o ar tropical. Agora parte do terraço fechado é ocupado pelo mais recente restaurante com uma carta que tanto dá para o petisco como para uma refeição composta, com assinatura de Victor Hugo. E esteja atento à agenda no Facebook do Ferroviário, que festas não faltam para estes lados.

Esplanada casanova
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Casanova

icon-location-pin São Vicente 

Não é por estar frio que as filas intermináveis do Casanova ficam mais pequenas. Se sabe bem no Verão estar na esplanada a comer uma das melhores pizzas de Lisboa com vista para o Tejo, saiba que também é bom com o frio. Há mantas e cogumelos aquecedores, como é habitual, que o protegem de eventuais arrepios. Tenha a fatia numa mão e o prosecco na outra.

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lost in
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Cafés

Lost In

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Escondido do frenesim do Príncipe Real está o Lost In. A esplanada exterior tem mantas para pôr sobre os ombros enquanto come uma sopinha de tomate com ovo escalfado (4,90€) para forrar o estômago nestes dias. Ao lanche tem bons (e grandes) scones, com manteiga e compotas, e das 17.00 às 20.00 há happy hour.

Royale
© Arlindo Camacho
Restaurantes, Cafés

Royale Café

icon-location-pin Chiado

Tem esplanada no largo mas é a que está lá dentro que aconchega: emprestam mantas e por cima da porta está um aquecedor de parede. Continua a servir brunch aos domingos e a ser um sítio acolhedor para lanches com chá ou chocolate quente – há saladas de inverno, bolos caseiros e refeições completas para encher a barriga. Se preferir ficar na agitação do largo, a esplanada exterior tem mantas. 

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The Insólito
©DR
Restaurantes, Português

The Insólito

icon-location-pin Bairro Alto

Uma coisa está garantida: a vista desafogada para o Castelo de São Jorge. Para garantir o ambiente acolhedor em dias frescos, há esplanada aquecida e mantas, e pode-se fechar o espaço com toldos retrácteis – não precisa de grandes agasalhos. Há finger food para sossegar a fome ao final do dia de trabalho e cocktails clássicos reinventados – destaque para o Holy-Sipo com vodka, sumo de limão, ananás, gengibre e hortelã, o antídoto para gripes. E fique com a tábua de queijos e enchidos debaixo de olho.

esplanada noobai inverno
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Cafés

Noobai

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

O Noobai anda nesta vida das melhores esplanadas de Lisboa há muito, seja qual for a estação. É o spot preferido de muitos para copos de final de dia com o pôr-do-sol em vista. O frio não importa: há mantas para pôr sobre as costas e aquecedores nos dois andares. A carta é extensa mas o que sai mais nos dias frios é o vinho a copo – há sempre um vinho do mês (4,5€)– e os chás quentinhos, do verde Gorreana à erva príncipe (2,5€).

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Park
© ARLINDO CAMACHO
Bares

Park

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Neste parque da Calçada do Combro estacionam lisboetas e turistas à procura de uma das melhores vistas – coisa que deixa de ter, mesmo com a cobertura de lona transparente com que o Park se veste por esta altura. Não há frio que entre. Se entrar, não é nada que as mantas, os cogumelos aquecedores, os cocktails e as tábuas de enchidos não resolvam. E dançar ao som dos DJs também ajuda a aquecer nesta meca do hip-hop. 

Chapitô
Duarte Drago
Restaurantes, Português

Chapitô

icon-location-pin Castelo de São Jorge

A vista é só uma das razões pela qual o Chapitô é um belo refúgio Outono-Inverno. No primeiro andar tem um restaurante panorâmico, no piso térreo há o terraço, mais para petiscos e grelhados, que nesta altura leva uma cobertura para não deixar entrar frio – as mantas e os aquecedores ajudam. Vir aqui é também sinónimo de apanhar coisas a acontecer – às segundas há clube de choro, às terças, fado e às sextas, samba. 

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esplanada à margem inverno
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

À Margem

icon-location-pin Belém

O nome (e a foto) não deixam mentir, fica mesmo à beira rio e com vista para a outra margem. Os aquecedores a gás dão o calor necessário à esplanada interior envidraçada, caso queira ficar mais recolhido e não perder o Tejo de vista.

Le chat
©DR
Bares

Le Chat

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

É das esplanadas mais imperdíveis de Lisboa, e agora que mudou de gerência e de visual, tem mais noites temáticas e com DJ sets a acontecer. Se está frio, nada tema, pode continuar a apreciar a vista privilegiada para o Tejo, com uma mantinha sobre as pernas – calor reforçado dos aquecedores – e uma petiscada à mesa, sendo que os pregos em bolo do caco e o vinho quente (que não está na carta, mas pode tentar a sua sorte) caem que nem ginjas. 

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Topo Chiado
©Manuel Manso
Restaurantes

Topo Chiado

icon-location-pin Chiado

Ainda que se divida entre 1500 m2, é difícil encontrar o Topo Chiado vazio. Nesta altura, veste-se a preceito com cogumelos aquecedores e mantas nas cadeiras e, este ano, um toldo para ajudar ao abrigo. À parte dos hambúrgueres, pizzas e saladas, há também aos fins-de-semana e feriados (12.00-16.00, 16€), e é dos poucos sítios em Lisboa onde pode beber cidra quente. 

Season Lisboa
©Manuel Manso
Restaurantes

Season

icon-location-pin Grande Lisboa

No primeiro piso deste restaurante há um bonito pátio com uma oliveira no meio, com paredes em madeira que aconchegam. As luzinhas fazem lembrar as noites quentes de Junho, mês de arraiais em Lisboa, e esquecer as mais frias que chegam. Há ainda um neón que indica a actual estação do ano afinal, neste restaurante dos mesmos donos do Água pela Barba da Bica, a aposta é na sazonalidade. Prove o tártaro de carne ou a salada de pato. A base de legumes e fruta está sempre a mudar, conforme o que chega fresco dos produtores.

 

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A esplanada interior do #Treestory
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Georgiano

#Treestory

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O primeiro restaurante georgiano da cidade, o #Treestory, na Luciano Cordeiro, perto do Marquês de Pombal, dá a conhecer pratos típicos desse país, desconhecidos dos portugueses, numa enorme esplanada meio escondida na parte de trás do restaurante. Por enquanto ainda não vai sendo preciso grandes aquecedores, mas assim que o Outono-Inverno se impuser, os prédios altos vão certamente ser uma ajuda na protecção do frio. Prove pela primeira vez os khachapuri, um dos pratos nacionais do país, para comer com as mãos e carregadinho de queijo, ou os khinkali, dumplings georgianos.

Boubou's
©Manuel Manso
Restaurantes

BouBou's

icon-location-pin Princípe Real

Se há coisa pelo qual o Príncipe Real é conhecido é pelos seus jardins interiores que se transformam em belas esplanadas, como é o caso da do Boubou’s. Nesta altura, parte da esplanada tem uma cobertura e há mantinhas em cada mesa, além dos aquecedores. É ideal para beber um cocktail da casa ou optar pelos clássicos vinho a copo e tábua de queijos. Há também novos menus para grupos, se for com amigos.

Outono em Lisboa

Círculo Ecuestre
© Irene Fernández
Música

Adeus Verão, olá festivais de Outono

Falamos habitualmente deles na altura do calor, mas cada vez mais os festivais acompanham-nos ao longo de todo o ano. Eis os festivais de Outono a não perder em Lisboa e arredores nos próximos meses. 

Outono
©Crisferrari1500
Coisas para fazer

Seis sítios para ver as folhas a cair em Lisboa

Quando mais alto está, maior é a queda. O provérbio português tanto é verdade metafórica como literal – é o caso das folhas e dos seus flutuantes saltos para o precipício. Quem de baixo olha, bonito lhe parece. Também deve haver um adágio nacional equivalente. Por isso, vestimos o casaco e fomos à procura dos melhores sítios para a prática deste desporto outonal e contemplativo: ver as folhas, no seu vestusto castanho avermelhado, a desprenderem-se dos ramos e a regressar à terra, para dali vir vida nova. 

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