Sítios para comer comida brasileira em Lisboa, do pão de queijo à feijoada

Acarajé, catupiry, aipim, vatapá. Se não percebeu nada disto, entre nestes sítios para comer comida brasileira em Lisboa

Arlindo Camacho

Não lhe vamos falar de rodízios de carnes grelhadas em situações all you caneat ou restaurantes onde o buffet se vende ao peso. Nada contra, mas nesta lista, o caminho vai ser outro, pelos quitutes, esses petiscos pequeninos para matar a fome aqui e ali, pela Bahia, com os seus clássicos como o óleo de dendê, o camarão seco, os coentros ou o leite de coco, e pelos ingredientes brasileiros que nos últimos anos ficaram na moda deste lado do Atlântico, como a tapioca ou o açaí. Reunimos uns quantos sítios para comer comida brasileira em Lisboa onde há variedade no receituário e que estão esperamos a abrir caminho para mais restaurantes brasileiros em Lisboa. É que samba sem um prato à frente não enche barriga.

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Sítios para comer comida brasileira em Lisboa

Comida de Santo

4 /5 estrelas

Com mais de 30 anos em Lisboa, o Comida de Santo fez um lifting e deu uma sacudida no menu, arranjou novas loiças e mudou o nome de alguns pratos. Estão lá os vatapás, as várias moquecas, as feijoadas – prato muito procurado aos fins-de-semana –, e o xim-xim de galinha, um estufado baiano com gengibre, caju, amendoim pasta e camarão seco. Tudo sempre em doses bem servidas e finalizado com "o melhor quindim da Europa" ou o Lampião e Maria Bonita, um gelado de nata com molho de chocolate. A banda sonora é sempre a condizer, com curadoria de Pierre Aderne.

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Princípe Real

Chamego

Eva e Henrique Matos, uma portuguesa e um brasileiro apaixonado pelo forró e natural de Minas Gerais, a terra natal do pão de queijo, abriram uma casa de chá nos Anjos em que a especialidade é o pão de queijo brasileiro. Não se ficam pelo tradicional de polvilho e queijo: há versões de bróculos, beterraba, azeitonas, sementes e um pão de queijo vegan e outro sem lactose; a todos é possível acrescentar recheios como queijo e goiabada ou doce de frutos vermelhos. Depois destes chamegos que é como quem diz em brasileiro aconchego há ainda uns brigadeiros ou uns beijinhos de coco.

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Beato
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Acarajé da Carol

A brasileira Carol começou por fazer por encomenda acarajés, os bolinhos de feijão baianos fritos em azeite de dendê e bem recheados de camarão e afins. Em 2017 encontrou um espaço à sua medida no Bairro Alto, onde serve em doses generosas os nomes que primeiro nos vêm à cabeça quando se pensa em receituário baiano: moqueca de peixe, escondidinhos de carne de sol, vegetariano ou de camarão, e bolinhos pequenos como acarajés, abarás ou bolinhos de estudante. Ao domingo à feijoada brasileira com tudo a que tem direito.

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Bairro Alto

Hó Tapioca

Neste balcão dos Armazéns do Chiado comem-se tapiocas com a farinha de mandioca Da Terrinha esta é a loja representante da marca em Portugal. Ângelo Neto, ex-funcionário da fábrica em São Paulo, mudou-se para Lisboa e aqui abriu a sua marca de beijus, os crepes tipicamente brasileiros com possibilidades de recheios praticamente infinitas. Aqui há umas nove variedades salgadas – do frango ao bacalhau e outras tantas doces que incluem ingredientes como requeijão com mel, doce de leite com queijo de cabra ou nutella com banana.

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Chiado
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El Gordo

Neste restaurante da rua do Alecrim ideal para ver a bola ou beber uns copos até mais tarde, o receituário é sul-americano. Salvador Almeida passou alguns anos no Rio de Janeiro e portanto, boa parte do menu é dedicada ao país do samba, embora estejam para lá os ceviches da moda. Os torresmos mineiros, moquecas, bobo de camarão, feijoada brasileira e uma data de cortes tradicionais da grelha brasileira como maminha ou picanha estão todos à mesa a gritar Ordem e Progresso.

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Chiado/Cais do Sodré

Feel Rio

À saída do metro da Baixa-Chiado, atrás dos Armazéns do Chiado, há um boteco que salva qualquer ratinho no estômago. A especialidade é o pastel de vento, um pastel rectangular e oco com recheios doces como goiabada de queijo, ou salgados, como carne e queijo catupiry. Para acompanhar (quem diz isto diz uma coxinha) há chopp ou caldo de cana, um sumo extraído da moagem da cana mesmo à sua frente.

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Baixa Pombalina
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Brigadeirando

O sotaque de Carolina Henke não engana ninguém: há Brasil ali (assim como há sangue alemão que se vê na casa de cachorros que abriu na Lx Factory). No seu primeiro espaço na rua principal da Lx Factory, a Brigadeirando, há destes docinhos brasileiros de leite condensado feitos artesanalmente e de sabores mais tradicionais, como o cacau, mais crocantes como os de cobertura de avelã, amêndoa e pistácio ou picantes, com especiarias. Além da versão clássica mini, há em bolos com brigadeiros no topo e tartes.

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Alcântara

Casa 55

Cruza-se a mercearia brasileira, com produtos como o doce de leite, águas de coco, tapiocas ou cremes de açaí, com um café onde se bebe a bica lisboeta com um pãozinho de queijo de Minas Gerais. Os pães podem vir recheados com sabores mais brasileiros, como palmitos, ou outros mais portugueses como sardinhas em conserva ou leitão. No final ou como um snack de desportista que vai dar força para fazer a Dom Carlos I até ao fim uma tacinha de açaí com banana e granola ou cupuaçu, um fruto semelhante ao do cacaueiro.

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Chiado/Cais do Sodré
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Comida do mundo em Lisboa

Três sítios para comer moqueca

Azeite de dendê, leite de coco, tomate, pimento e uma boa salpicadela de coentros: a partir daqui, quase tudo é moqueca. Especialmente se feita numa panela de barro, como aconselham as verdadeiras baianas. A viagem deste prato começou em África, foi até ao Brasil e aí se alterou com uma0 ou outra ideia europeia, mas sempre usando o que estava mais à mão, como o leite de coco e o dendê. A transformação continua hoje, com adaptações sucessivas à dieta de vegetariana — fica bem com couve-flor, banana e por aí fora. Aqui damos-lhe três sítios para comer moqueca de peixe ou marisco sem atravessar o oceano. Recomendado: Com desejos de outra coisa? Aqui encontra os melhores sítios em Lisboa para comer... de tudo. 

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Por Catarina Moura

Os melhores restaurantes do Médio Oriente em Lisboa

Esqueça as mil e uma noites e coloque o mindset mais nos mil e um pratos. Temos Turquia, Líbano, Síria e o estilo do Médio Oriente inteiro: muitos pratos para partilhar e o pão como estrela da mesa. Nem precisa de pegar na bússola para rumar a Oriente, basta pegar nesta lista e orientar-se por estes restaurantes do Médio Oriente em Lisboa.

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Por Catarina Moura
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Os melhores restaurantes japoneses em Lisboa

A oferta de restaurantes japoneses em Lisboa cresceu em larga escala nos últimos anos. Nem tudo o que abriu, porém, tem a qualidade de matéria-prima desejada ou mãos que a saibam tratar como merece. Bem espremidos, são poucos aqueles servem bom sushi, seja ele mais ou menos tradicional, mas confeccionado com talento. São poucos, mas já fazem um conjunto agradável. Ei-lo. 

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Por Mariana Correia de Barros

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