Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Sítios para comer comida brasileira em Lisboa, do pão de queijo à feijoada

Sítios para comer comida brasileira em Lisboa, do pão de queijo à feijoada

Acarajé, catupiry, aipim, vatapá. Se não percebeu nada disto, entre nestes sítios para comer comida brasileira em Lisboa

O Boteco
©Inês Félix O Boteco
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Diz-se no Brasil que quem tem pressa come cru. Tome o seu tempo apreciar este roteiro, carregadinho de quitutes, petiscos pequeninos para matar a fome aqui e ali, e com uma viagem pela Bahia, com os seus clássicos como o óleo de dendê, o camarão seco, os coentros ou o leite de coco. Temos também os ingredientes brasileiros que nos últimos anos ficaram na moda deste lado do Atlântico, como a tapioca ou o açaí. No total, são 15 sítios para comer comida brasileira em Lisboa onde há variedade no receituário e que estão esperamos a abrir caminho para ainda mais restaurantes brasileiros em Lisboa. É que samba sem um prato à frente não enche barriga.

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Sítios para comer comida brasileira em Lisboa

1
Boteco
©Inês Félix
Restaurantes, Brasileiro

O Boteco

Bairro Alto

O chef Kiko Martins trouxe um best of de petiscos e pratos de tacho brasileiros para O Boteco, o novo restaurante em pleno Largo Camões, no Chiado. A primeira coisa a desviar a atenção é o enorme lustre com garrafas verde-bandeira. A segunda, ainda mais imponente, é a peça do artista Bordalo II. Está pendurada numa das paredes deste Boteco, de pé direito altíssimo e com muita luz, balcões em madeira à antiga e chão em mosaico. É um barco, que faz uma ligação entre Rio de Janeiro e Lisboa, com histórias que começam no Cristo Redentor e nas favelas e chegam a Portugal com símbolos como o eléctrico, o Castelo ou as redes de pesca. Um pouco como este restaurante que, embora seja um elogio ao Brasil, está no centro da cidade e tem produto português.

2
O hambúrger 86
© Manuel Manso
Restaurantes, Brasileiro

A Lanchonete

Belém

A Lanchonete, de sotaque brasileiro, abriu em 1986. Três décadas depois, a casa sofreu transformações: os espelhos, o metal, a identidade de padaria antiga, deram lugar a uma fórmula renovada, da carta ao espaço. Os hambúrgueres, um ex-líbris, permaneceram, mas é a herança do lado de lá do Atlântico que distingue o sabor. Há pastéis de feira à moda de São Paulo (1,80€) – também conhecidos como pastéis de vento – de carne de vaca picada ou de pizza, com mozzarela, tomate e orégãos. Mas também pode abrir o apetite com pão de queijo (1,60€ duas unidades), ou mini coxinhas de galinha (1,60€ duas unidades). No prato, os lanches brasileiros na chapa dão seguimento em três variedades: Bauru (5€) – com pão saloio, carne assada, tomate, queijo e alface –, o americano (5€), com ovo estrelado em pão de forma, bacon, queijo e fiambre, e o beirute (5,80€), onde o queijo creme, a carne assada, o ovo e queijo se encontram em pão de pita. Se optar pelos clássicos hambúrgueres – em pão ou no prato –, o 86 (6,85€), com molho especial de barbecue, carne de vaca, bacon e queijo é uma das opções. Há ainda o clássico (5,75€), ou o da horta (6,25€) para opção vegetariana. Para terminar, a tartelete de lima (1,50€), o bolo brigadeiro (1,95€) ou o pudim de leite condensado (1,95€), todos de fabrico caseiro, são mais um dos recortes canarinhos.

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3
chicachicaboom
©Manuel Manso
Restaurantes, Brasileiro

Chica Chica Boom

Alcântara

Jéssica Torres, Carla Upiati e Gabriela Loureiro, três brasileiras radicadas em Lisboa, abriram um restaurante em Alcântara que serve comida brasileira que foge aos pratos mais comuns (e que se espreitar pela janela lhe vai parecer uma casa de chá bonitinha e antiga, com muitos sofás). Aqui a carta é curta e explicam tudo. Pode começar com as coxinhas de frango (6€) ou o pão de queijo (6€), os mais reconhecíveis dos pratos brasileiros, mas há também pica-pau com corações de galinha (7,50€), sandes de carne de panela (8€) ou escondidinho de vazia. Para adoçar o final da refeição, fazem a torta paulista, uma espécie de bolo de bolacha português mas com um creme de amendoim e doce de leite.

4
Oak Berry
©Duarte Drago
Restaurantes, Brasileiro

Oak Berry

Grande Lisboa

No Oak Berry, uma marca fundada em 2016 em São Paulo e que chegou ao Cais do Sodré, o açaí é 100% natural, não tem corantes nem conservantes, e pode ser comido em bowls ou smoothies, de três tamanhos diferentes (350ml, 500ml ou 720ml). Depois dessa escolha, há uma data de toppings que pode acrescentar, como as granolas (clássica crocante, com cacau ou com maçã e canela), a amêndoa laminada, a aveia sem glúten, as sementes de abóbora, de chia ou de girassol, bagas goji, banana, morango, mel orgânico, manteiga de amendoim, leite condensado magro, proteína whey (por mais 2€) ou paçoca (por mais 0,50€).

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5
Borogodó
©Manuel Manso
Restaurantes, Brasileiro

Borogodó

Princípe Real

Não é restaurante mas sim uma cafetaria com comidas brasileiras. O Borogodó abriu no Príncipe Real para ser um complemento da livraria Travessa mas também viver por si aos finais da tarde, sempre com ritmo brasileiro: tem pequenos-almoços, almoços ligeiros e petiscos brasileiros e caipirinhas para o after-work. Se de manhã a escolha se faz entre açaís, sandes e croissants, ao almoço o Brasil fica mais presente com caldo de feijão preto, tapiocas recheadas, escondidinhos ou pamonha, um petisco dos estados do nordeste. Isto sem falar no pão de queijo ou coxinhas, sempre prontos para acompanhar com uma bebida. Às quintas-feiras, sextas e sábados há música ao vivo.

6
coxinharia
©Inês Félix
Restaurantes, Brasileiro

Coxinharia

Alcântara

A coxinha é a estrela da casa e é feita da forma mais simples e tradicional: com ingredientes frescos e de qualidade. Há sete variedades na ementa – além da tradicional há a coxeese, a de bacalhau com queijo da Serra; a croqueta, a veggie recheada com bróculos, cogumelos e tofu, a de gambas, recheada com creme do mesmo, abóbora e a fit, a opção mais saudável, assada no forno com massa de batata doce e frango do campo. Há quatro menus a preços acessíveis e uma happy hour com coxinha e imperial por 3€ ou de café mais coxinha por 2€.

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7
A Pastelaria
©Manuel Manso
Restaurantes, Brasileiro

A Pastelaria

Lisboa

É uma Pastelaria mas não é a tradicional
 casa portuguesa. A Pastelaria, no Saldanha,
 é brasileira e dedica-se ao pastel de feira, uma massa fresca e fina, feita com cachaça, farinha e alguma gordura. Pode ser refeição rápida mas também lanche consistente.
 Há sete recheios, entre os quais os mais tradicionais (2,50€), como queijo, pizza, carne ou frango e queijo tipo catupiry, e o de bacalhau, inspirado no pastel de bacalhau
do Mercadão (3€) ou o vegano, recheado 
com palmito (um ingrediente extraído das palmeiras, 3€). Neste espaço pequenino há também coxinhas de frango e pão de queijo.

8
Linguiça Capresa do Dona Beija
©Inês Félix
Restaurantes, Brasileiro

Dona Beija

Lisboa

O boteco Dona Beija (como a série Dona Beija, que tinha Maitê Proença no papel principal) está carregadinho de petiscos tradicionais brasileiros, como os dadinhos de tapioca (4,90€/oito unidades), as coxinhas de galinha (5,90€/quatro unidades), as chips de mandioca (3,50€), boa picanha (21,90€/350 gramas) e pratos de escondidinho de carne seca (14,90€) ou filé com catupiry gratinado (17,90€). E não é só quando está frio que há pratadas de feijoada: todos os sábados são dias de celebrar o Brasil com uma feijoada tradicional em formato buffet (12,90€). Sempre com caipirinhas a acompanhar e um brigadeiro de panela para adoçar a boca no final. 

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9
comida de santo, restaurante brasileiro
Arlindo Camacho
Restaurantes

Comida de Santo

Princípe Real

Ao fim de mais de 30 anos em Lisboa, o Comida de Santo fez um lifting e deu uma sacudida no menu, arranjou novas loiças e mudou o nome de alguns pratos. Estão lá os vatapás (16€), as várias moquecas (14-17€), a feijoada (14€), e o xim-xim de galinha, um estufado baiano com gengibre, caju, amendoim pasta e camarão seco (13€). Tudo sempre em doses bem servidas e finalizado com “o melhor quindim da Europa” (5€) ou o Lampião e Maria Bonita, um gelado de nata com molho de chocolate (4€). A banda sonora é sempre a condizer, com curadoria de Pierre Aderne.  

10
Acarajé da Carol
©Inês Félix
Restaurantes, Brasileiro

Acarajé da Carol

Bairro Alto

A baiana Carolina Britto começou a fazer acarajés, um bolinho de feijão-fradinho frito em azeite de dendê e bem recheado com camarão (e não só), por encomenda. Em 2017 encontrou um espaço à sua medida no Bairro Alto, onde serve os tais acarajés em versão prato do it yourself ou já aberto e recheado (5€), e também doses generosas de moqueca de peixe (12€), escondidinhos de carne de sol (10€) ou de camarão (12€). Aos sábados é dia de rabada e aos domingo há feijoada brasileira com tudo a que tem direito (10€).

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11
Restaurantes, Brasileiro

Cozinha de Rosália

Ajuda

Fabrizio Mariuzzo é o responsável pela Cozinha de Rosália, uma start-up brasileira em homenagem à mãe, Rosália, mas também a “todas as mulheres do Brasil e de Portugal”, reforça. É um projecto de comida regional brasileira assente no take-away e delivery (através das plataformas Glovo e Uber Eats). Todos os meses a ementa muda, fazendo uma viagem de norte a Sul do Brasil. “Por ser um país de dimensões continentais, executamos um profundo estudo da história da gastronomia brasileira, assim contemplamos pratos diversos sempre privilegiando ingredientes frescos, coloridos e saudáveis”, diz. Há três opções diárias (6,60€) mas os mais clássicos são a feijoada completa, a galinhada mineira , o arroz de carreteiro, o baião de dois ou a vaca atolada.

12
Ohlinda
©Duarte Drago
Restaurantes

Ohlinda

Estrela/Lapa/Santos

A tapioca de Olinda, cidade no nordeste brasileiro, nada tem a ver com as que se comem no Rio de Janeiro ou em São Paulo. É uma especialidade, foi até elevada a Património Imaterial e Cultural da cidade. Os donos da OHLINDA quiseram homenagem essa terra, onde aprenderam a receita e o ritual artesanal. A goma de tapioca aqui utilizada é obtida através da mandioca, não tem glúten nem conservantes. As opções aqui dividem-se entre as tradicionais, que têm como base o queijo coalho, e as contemporâneas, sempre com opções doces e salgadas. Nas primeiras há, por exemplo, uma de camarão temperado ao estilo da vóvó com queijo coalho (6,95€) ou de cogumelos pleurotos (5,95€). Nas segundas tanto pode encontrar uma de salmão fumado com queijo creme (6,45€) como uma gulosa, ainda que saudável, opção de manteiga de amendoim, banana, lascas de coco fresco e sementes de papoila (4,25€).

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13
Açaí Concept
©DR
Restaurantes, Brasileiro

Açaí Concept

Chiado

O açaí, fruto brasileiro, combate o envelhecimento das células, ajuda no combate à hipertensão, é um energético natural, evita câimbras, é rico em ómega 3. Os benefícios continuam e dá para entender porque é um queridinho dos brasileiros e não só. Em Portugal está já presente em cafés instagramáveis e saudáveis, em taças carregadinhas de fruta fresca e granola, mas há uma lojinha dedicada apenas ao açaí - chegou pela mão da empresa Retail Mind, chama-se Açaí Concept, e é grab&go. Pode escolher o tamanho e toppings que quiser (a partir de 2,90€). 

14
Boteco da Dri
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Brasileiro

Boteco da Dri

Cais do Sodré

Aqui há todos os snacks mais típicos e pratos mais conhecidos do Brasil, do pão de queijo na versão simples ou com bocadinhos de chouriço (6€), servidos quentinhos até às 03.00, pastéis de vento, picanha (28€) ou feijoada (16€) ou a sanduíche de pernil, uma recriação do Cervantes, um ícone do Rio. Mas há também pratos de conforto brasileiros que exploram as influências estrangeiras, como o strogonoff. Como digestivo, peça a batida de coco, feita com leite de coco, leite condensado, baunilha e cachaça. Docinho, docinho. 

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15
Fogo de Chão
Fogo de Chão
Restaurantes, Brasileiro

Fogo de Chão

Cascais

É uma rede de restaurantes que veio do Brasil – na Grande Lisboa existem cinco: Campo Pequeno, Marquês de Pombal, Cascais, Amadora e Rato – nascida pela mão de dois gaúchos. Deve o nome à maneira de assar a carne no Rio Grande do Sul, nas brasas das fogueiras acesas no solo. Tem um ambiente divertido e funciona em formato buffet de quentes e frios e rodízio de carnes (a partir de 16,98€) bem artilhado, com picanha, maminha, cachaço, lagarto, costela, alcatra. Tem até corações de galinha. Nos acompanhamentos há todos os clássicos, da batata frita, farofa, banana frita, arroz branco e feijão preto.

Comida do mundo em Lisboa

pistola y corazon, desanuio
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Mexicano

Os melhores restaurantes mexicanos em Lisboa

O melhor é pedir uma marguerita ou um cocktail com mezcal assim que chegar um destes restaurantes mexicanos em Lisboa – afinal a cozinha mexicana é conhecida pelo seu nível de picante (e aqui convém ter atenção às malaguetas assinaladas nas cartas, que não estão lá para enganar ninguém). As maiores influências desta cozinha vêm dos povos pré-colombianos e dos costumes dos colonizadores espanhóis, mas os pratos típicos variam consoante a zona (a partir da cozinha mexicana surgiu, entretanto, a tex-mex, que reúne os sabores do estado do Texas, nos Estados Unidos, com o México). A base da cozinha mexicana tradicional é o milho – daí que não seja fácil fugir às tortilhas, que acompanham quase todas as refeições –, o feijão e a pimenta. Prove os tacos, o chilli com carne ou as enchiladas. 

Dim sum do Estoril Mandarim
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Chinês

Os melhores restaurantes chineses em Lisboa

Os Golden Visa não melhoraram só o panorama do imobiliário da cidade. A procura de comida chinesa autêntica e regional aumentou a olhos vistos e já não é tudo acompanhado com arroz chau chau, com rebentos de soja lá pelo meio e com a banana fá si de sobremesa. Desde o Martim Moniz até ao Estoril, consegue-se comer de tudo um pouco, mesmo que por vezes tenhamos de entrar em apartamentos alheios. Estes são os melhores restaurantes chineses em Lisboa para todas as carteiras (sim, que esta lista também contempla o fine dining chinês). 

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Mille-feuilles tuna tartar
© Agência Zero
Restaurantes, Japonês

Os melhores restaurantes japoneses em Lisboa

A oferta de restaurantes japoneses em Lisboa cresceu em larga escala nos últimos anos. Nem tudo o que abriu, porém, tem a qualidade de matéria-prima desejada ou mãos que a saibam tratar como merece. Bem espremidos, são poucos aqueles servem bom sushi, seja ele mais ou menos tradicional, mas confeccionado com talento. São poucos, mas já fazem um conjunto agradável. Ei-lo. 

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