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As melhores pizzarias de Lisboa

A escolha foi difícil e exigiu uma mesa redonda (como o produto em questão) onde se debateram quais as dez melhores pizzarias de Lisboa. Este foi o resultado

©DR

É um assunto sensível, sobretudo numa cidade onde há cada vez mais restaurantes de pizzas de qualidade. Mas a escolha teve de ser feita. Escrutinámos uma lista de mais de 20 pizzarias, pensámos nas melhores pizzas trincadas nos últimos anos e chegámos a um veredicto final. Este é o nosso top 10 de pizzarias em Lisboa. 

As melhores pizzarias de Lisboa

Casanova

Escolha dos críticos

Há que dizê-lo sem qualquer vergonha: são as melhores pizzas da cidade. É certo que há excelentes restaurantes da especialidade em Lisboa, como comprova esta lista, mas nenhum como o Casanova (ou “as pizzas do Lux”, como lhe chamam). A massa estala a cada trinca, graças ao tempo ideal no forno de lenha, o conduto vem sempre em bastante quantidade e, sobretudo, os produtos são bons, muito bons. Seja o presunto da San Daniele, seja a mozarela de búfala do Casanova, sejam os queijos da 4 Formaggi. 

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São Vicente 

Zero Zero

Quem abre uma pizzaria em 2015 tem de se diferenciar por algum lado. Assim o fez o Zero Zero, quando decidiu apresentar uma massa especial, confeccionada segundo o método poolish, um tipo de pré-fermentação que acontece em várias fases – não o queremos maçar com pormenores técnicos, por isso, resumindo, leva três tipos de farinha (uma delas a 00) e fermenta durante uma média de três dias. O resultado? A massa pesa muito menos no estômago. Entre as nossas recomendações, atire-se à Margherita DOP, à Montanara, com mozarela fiordilatte, porcini, queijo asiago e speck, ou à Pugliese, com presunto de Parma 18 meses, ricota, ovo e Parmiggiano-Reggiano 16 meses. Sim, aqui os queijos e enchidos têm todos selo italiano. 

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Princípe Real

La Finestra

É o irmão do meio da família do Lucca, em Alvalade, e do Tavola Calda, em Algés, e as pizzas são semelhantes entre todos (há sócios em comum nos três restaurantes). Massa fininha, estaladiça e com dezenas de combinações diferentes de ingredientes. Continuam a ser fortes na relação qualidade/preço e continuam a deixar fazer aquele pedido especial que tanto gostamos: “olhe era metade desta e metade daquela”. No final, peça a sobremesa secreta: panacota com Nutella.

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Avenidas Novas

Mercantina Chiado

Esqueça a massa fina. Aqui a receita vem de Nápoles, onde a grossura da base é apreciada e as bordas deixam muito pão para mastigar. Todos os ingredientes são italianos, as pizzas são feitas em forno de lenha e estão no quentinho entre 60 a 90 segundos. Muitas delas têm assinatura de chef, no caso Giorgio Damasio, mas continuamos a preferir a mais simples de todas: Margherita DOP, com grandes pedaços de mozarela de búfala, manjericão e azeite. 

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Chiado

In Bocca al Lupo

Pizzas biológicas. A ideia pode causar estranheza a alguns ouvidos, mas a verdade é que funciona. E muito bem: levou cinco estrelas da nossa crítica, por exemplo. O restaurante do Príncipe Real é despretensioso, mas quem aqui vem, vem para comer bem. E para ver a massa fina ser estendida à frente dos olhos até ficar bem lisa e com pouca elasticidade; para provar mozarelas orgânicas de Itália e legumes vindos de uma quinta biológica em Portugal; ou para ter de decidir entre a gulosa pizza Pesto e a Hortolana, com vegetais grelhados. 

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Chiado/Cais do Sodré

La Puttana

O formato é simples: poucas mesas, corridas, um janelão a dar para a rua que se abre em dias de mais calor, um forno a cozer pizzas sem intervalo e uma ementa onde se tenta ir pela diferença. Isso vê-se na aposta das pizzas bianche, isto é, sem pinga de tomate, como a Popey, com espinafres, ovo e parmiggiano-reggiano, numa quattro formaggi, onde cada uma das qualidades do queijo (mozarela, gorgonzola, parmiggiano e mascarpone) está dividido nos quartos da pizza, ou nas pizzas stravaganti, de sabores muito fora da caixa, caso da geisha, com shitake, pancetta, crème fraîche, creme balsâmico e cebolinho.

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Cais do Sodré
Pizzaria Lisboa

Pizzaria Lisboa

Foi a terceira aventura de José Avillez pelo Chiado e aquela em que se meteu, sem quaisquer problemas, na comfort food. Fê-lo em bom, com uma massa cujo sal que leva é siciliano, a farinha é 00 e o forno onde é metida é de lenha e topo de gama. Quanto ao produto em si, as pizzas levam nomes lisboetas e, entre as melhores, estão a Castelo, com mortadela trufada italiana e burrata, a Sete Colinas, com cogumelos, fiambre, alcachofras, cebola e orégãos ou a mui portuguesa Santo António, com chouriço alentejano e pimento vermelho. 

Esperança da Sé

Seja o clássico do Bairro Alto, seja o encantador da Sé, o Esperança é, já o dizemos há muitos anos na Time Out, uma óptima bóia de salvação para uma mesa fora de horas (sobretudo a do Bairro). As pizzas são cozinhadas em forno de lenha, têm bons ingredientes na base e as combinações andam entre a deliciosa Tutto Funghi, com cogumelos de Paris, porcini e azeite de trufa e a Nostra, com espargos, cebola, tomilho e speck. São também fortíssimos nas calzones, uma excelente aposta para quem gosta do género.

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Santa Maria Maior
Forno D'Oro

Forno D'Oro

Regra geral, há que desconfiar de quem gosta de aportuguesar uma pizza. Mas no que toca ao Forno D’Oro – para interpretar de forma literal, já que o dito é revestido a folha de ouro –, não há nada a temer. Tanka Sapkota, o dono (que também tem o Come Prima), soube o que fazia quando decidiu fazer os dois menus, Alma Lusitana e Espírito Itálico. No primeiro há sabores como alheira, agrião ou paio de porco, no segundo há os suspeitos do costume, como queijos e carnes frias. Quanto à massa, é napolitana, isto é, mais grossa do que nas pizzas convencionais. 

Pizzas Baldracca

Também chamadas de pizzas do São Jorge, por funcionarem na cafetaria do cinema, têm a resposta perfeita para aqueles dias em que quer matar as saudades de comer pizza, sem ficar cheio. Sim, os exemplares aqui são para lá de finos, muito estaladiços e fáceis de despachar até à última migalha. Têm todas nomes de filmes italianos – destaque para a Il Gato Pardo, com fiambre e cogumelos, e a Quarto do Filho, com pimento, cogumelos e curgete – e os preços são bem em conta. 

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Por Mariana Morais Pinheiro

Comentários

3 comments
José F
José F

Em minha casa usamos a cloche para fazer pizzas e ficam sempre fantásticas. 

Helena H
Helena H

"Quanto à massa, é napolitana, isto é, mais grossa do que nas pizzas convencionais."

A pizza é napolitana, ou seja, o convencional é a massa napolitana, não é a estaladiça.

Quem escreveu isto não conhece o que está a comentar.

Aqui vai uma ajuda:

http://www.eccopizzaepasta.com/2015/06/12/breve-storia-della-pizza/

"(...) A pizza tem origem histórica em Nápoles (...)"

Carla A
Carla A

Discordo em deixar a Pizzaria Mezzogiorno de fora dessa lista