Arraial Largo da Graça, 2025
RITA CHANTRE | Arraial no Largo da Graça
RITA CHANTRE

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Junho de 2026

Quer aproveitar a cidade e não sabe por onde começar? Descubra as melhores coisas para fazer em Lisboa este mês.

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Junho é assumidamente dos meses mais quentes do ano – e não estamos a falar de graus celsius, mas sim da intensidade da agenda cultural. A Primavera está no seu auge e os eventos ao ar livre regressam em força. Mas não só – há concertos, festivais de cinema, peças de teatro, exposições, feiras de arte, eventos gastronómicos e festas para dançar até às tantas. É verdade, os Santos Populares já chegaram e agora só tem de decidir onde quer ir abanar a anca e dar ao pézinho: nesta lista sugerimos apenas quatro, mas o que não falta por aí são arraiais. E lembre-se: quando Junho acabar, o Verão já chegou.

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Coisas para fazer este mês em Lisboa

  • Coisas para fazer
  • Lisboa

Já acontecia há uns bons anos pelo mundo, mas foi em 2025 que chegou pela primeira vez a Portugal, implantando-se com 30 eventos e mais de 800 participantes em quatro cidades do país. Este ano, a internacional Refugee Week acontece em Lisboa, Porto, Leiria, Fafe e Odemira, de 15 a 21 de Junho, com uma programação que inclui concertos, gastronomia, oficinas, filmes e, acima de tudo, partilha de conhecimento, de diferenças e afinidades. O tema deste ano é “coragem”.

  • Arte
  • São Sebastião

A Galeria Principal da Sede da Fundação recebe um diálogo singular entre obras relevantes da colecção do Museu Gulbenkian e notáveis criações de alta-costura dos últimos 150 anos. Em "Arte & Moda", cerca de 140 peças assinadas por alguns dos mais consagrados criadores de moda internacionais, como Christian Dior, Yves Saint Laurent, Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier ou Alexander McQueen, vão ser expostos lado a lado com obras de arte – do Antigo Egipto ao século XX.

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  • Noite
  • Alcântara

A famosa festa de música electrónica celebra dez anos de existência e a festa promete ser de arromba. Esta edição arranca com o sul-africano Shimza, um dos artistas mais consistentes da house e da techno contemporâneas, e com Arodes, nome artístico de Adrian Rodriguez, cuja abordagem à produção e às remisturas, marcada por linhas melódicas e sets cuidados, tem vindo a ganhar espaço em palcos europeus.

  • Belém

Pode um filme em progresso ser uma performance? Joana Craveiro ensaia a resposta partindo de imagens que captou em duas viagens à Cisjordânia. Este espectáculo propõe um exercício de montagem em torno do que se viu e ouviu na Palestina, numa narrativa falada em português e árabe. Uma amálgama de memórias que questiona se o que ali se esconde é um acaso ou uma dramaturgia desenhada na própria paisagem. Em cena de 18 a 28 de Junho, de quinta a sexta às 20.00, sábado às 19.00 e domingo às 17.00, no Centro Cultural de Belém. O bilhete custa entre 12€ e 15€.

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  • Coisas para fazer
  • Chiado/Cais do Sodré

Escassos metros separam os dois arraiais deste típico bairro lisboeta, que acabam por se fundir e partilhar algo de muito característico: o ambiente, o declive acentuado e a estreiteza em torno da Rua da Bica de Duarte Belo. No Largo de Santo Antoninho, a festa é organizada pela associação Cardinal Boémio, e na Calçada da Bica Grande, os comandos são entregues ao Marítimo Lisboa Clube. A festa está sempre garantida e vai até mais tarde do que noutros arraiais ali à volta. É aproveitar enquanto dura e não esquecer que há-de aparecer sempre uma festa ou uma coluna improvisada pelo meio. Os vizinhos tratam.

  • Parque das Nações

É dos musicais mais conhecidos da Broadway, já foi premiado com um Pulitzer e um Tony, e entretanto ganhou uma adaptação portuguesa, que regressa aos palcos em 2026, de 21 a 31 de Maio, no Coliseu de Lisboa. Com texto, música e letra originais de Jonathan Larson e dramaturgia de Lynn Thomson, é encenado por Sissi Martins e conta com a direcção artística de Michael Greif, encenador da versão original. A história passa-se em Nova Iorque dos anos 90 e centra-se num grupo de artistas e activistas que, mesmo sofrendo com dificuldades económicas e problemas de saúde, cantam acerca do amor e da superação. Em cena de 21 de Maio a 28 de Junho, quinta e sexta às 21.00, sábado às 16.00 e 21.00, e domingo às 16.00, o Casino Lisboa. O bilhete custa entre 26€ e 35€.

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  • Música
  • Festivais de música

O festival volta a instalar-se no Parque Tejo durante dois fins-de-semana de Junho, prometendo uma experiência renovada e uma fasquia ainda mais elevada, com um recinto repensado. O cartaz conta com nomes populares como Linkin Park, Katy Perry, mas também pérolas escondidas como Cypress Hill ou Sepultura.

  • Avenidas Novas

Em Polo Norte, a mala voadora propõe uma sátira provocadora: e se o Éden nunca tivesse desaparecido, estando apenas soterrado e conservado no gelo? Sob esta premissa, o espectáculo questiona se o aquecimento global poderá ser a chave para derreter o gelo e devolver o Paraíso à humanidade. Uma reflexão irónica sobre a emergência climática que sugere usar o petróleo como uma espécie de óleo de extrema-unção. Em cena de 26 de Junho a 4 de Julho, de terça a sexta às 21.00 e sábado às 19.00, na Culturgest. O bilhete custa 16€.

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  • Música
  • Oeiras

Concertos ao ar livre num cenário histórico. Os jardins do Palácio do Marquês de Pombal volta a acolher um festival que cruza nomes nacionais e internacionais, com destaques como Baco Exu do Blues, The Stranglers, Arnaldo Antunes ou Dino D’Santiago. Entre rock, música lusófona e novas sonoridades, o Jardins do Marquês aposta numa programação eclética num ambiente intimista e ao ar livre.

  • Filmes
  • Lumiar

A cinema grátis não se olha o dente. O CineConchas está de volta à Quinta das Conchas entre 25 de Junho e 11 de Julho, de quinta-feira a sábado, às 21.45. A programação arranca com o thriller Foi Só Um Acidente, de Jafar Panahi, distinguido com uma Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2025. O cartaz, com um total de nove sessões, estende-se por três fins-de-semana, e sempre com fitas acabadas de sair das salas de cinema. A entrada é livre.

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  • Coisas para fazer
  • Alcântara

O DUO chega a Lisboa para cruzar poesia e performance num formato expandido. Entre Maio e Julho, a associação Fala Orgânica promove duas sessões mensais de 30 minutos, que cruzam poesia com outras áreas artísticas, da música às artes visuais, sem esquecer o teatro e o humor. A ideia é promover a comunidade de poetas e performers da palavra, com encontros entre artistas e público. Ao mesmo tempo, a organização espera reforçar “o espírito colectivo do Todo Mundo Slam, projecto criado em 2019 e que celebra agora sete anos de actividade contínua em Lisboa”.

  • Arte
  • Avenidas Novas

Cada instalação de João Penalva é, por si só, uma exposição. Em torno de um processo, de um acontecimento, de uma figura. Numa altura em que imersivo é terminologia banalizada, a obra do artista – que começou por ser bailarino – absorve e demora-nos. "Personagens e Intérpretes" é a exposição que ocupa todas as galerias da Culturgest. Patente até 12 de Julho, a densidade da mostra pode implicar mais do que visita. Já a pensar nisso, adaptou-se a bilheteira – um único bilhete pode ser usado mais do que uma vez.

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  • Arte
  • Parque das Nações

Como é que o design, a ciência e a natureza se podem unir para responder aos desafios do planeta? É a pergunta à qual esta exposição procura responder. Patente no Pavilhão de Portugal até 31 de Julho, tem curadoria da designer Ana Mestre, conta com a participação de investigadores da Universidade de Lisboa e encontra-se dividida em dois núcleos, um imersivo focado nos sentidos da floresta e outro que alia o design à biologia. As visitas podem ser feitas de terça a domingo, entre as 10.00 e as 18.00. O bilhete custa 6€.

  • Arte
  • Fotografia
  • Intendente

De que forma os estímulos do ambiente interferem na nossa memória, corpo e relação com o espaço? Foi com esta pergunta, e com enfoque nos diversos cheiros que sentiu, que Rita Barros, fotógrafa portuguesa residente em Nova Iorque (desde os anos 80 no emblemático Chelsea Hotel, por onde passaram figuras como Patti Smith, Janis Joplin ou Mark Twain), desenvolveu este exercício visual. Aqui, a fotografia é meio e fim para mostrar o que paradoxalmente é invisível. Da exposição faz também parte um livro da também professora na New York University, para consulta visual.

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  • Coisas para fazer
  • Santa Maria Maior

Antecipando as festas da cidade, o Museu de Lisboa – Santo António reúne numa única mostra peças únicas de colecções privadas. É uma oportunidade rara de descobrir histórias humanas, devoções particulares e a paixão por trás de cada objecto dedicado ao santo mais querido da capital. O bilhete de entrada custa 4€ e a exposição pode ser vista de terça a domingo, das 10.00 às 18.00.

  • Coisas para fazer
  • Oeiras

O Somersby Out Jazz celebra 20 anos com mais uma temporada de concertos gratuitos ao ar livre em Oeiras. Desde 1 de Maio que jardins e praças do concelho recebem música ao vivo e DJ sets, mantendo o ambiente descontraído que fez do evento um clássico dos fins de tarde de primavera e verão. A edição de 2026 traz novidades: concertos na primeira sexta-feira de cada mês e o novo Out Market no último domingo de cada mês.

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  • Filmes
  • Chiado/Cais do Sodré

Poucas duplas funcionam tão como esta. De um lado, as noites mais quentes de Lisboa, do outro, sessões de cinema ao ar livre, num terraço com vista sobre a cidade: o Carmo Rooftop. O melhor é mesmo não mexer e até entrar no Outono, sem receio do fresquinho nocturno, que se combate com as mantinhas e as pipocas disponíveis. Até 12 de Outubro, a Cine Society já tem uma programação bastante completa, que vai de clássicos dos anos 1940 a produções recentes e premiadas, como Sinners - Pecadores ou Batalha Atrás de Batalha.

  • Coisas para fazer
  • Grande Lisboa

A Câmara Municipal de Almada decidiu dar uma nova vida ao Salão das Carochas. O espaço reabre portas como CineCarochas a 21 de Maio, com um ciclo inteiramente dedicado ao cinema português. Com dez sessões programadas até Dezembro, o projecto marca o regresso da exibição cinematográfica regular ao centro histórico da cidade. Entre os filmes já confirmados, estão Projecto Global de Ivo Ferreira, O Riso e a Faca de Pedro Pinho e Banzo de Margarida Cardoso, com quem também será possível conversar.

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  • Filmes
  • Lisboa

Durante cinco meses, vai alternar entre o claustro da Igreja da Graça e o terraço do Palácio do Grilo. São mais de 120 filmes que compõem o ciclo de 2026 – cerca de metade exibidos pela primeira vez pela Black Cat Cinema. Quanto aos filmes escolhidos, são uma "celebração da cultura pop", segundo a organização. As sessões acontecem sempre às 19.00. As datas, filmes e locais podem ser consultados online.

  • Coisas para fazer

A Parques de Sintra vai começar a promover sessões de Forest Mind, um método finlandês criado por Sirpa Arvonen, que combina caminhadas na natureza com exercícios de mindfulness. O objectivo é abrandar o ritmo e aprender a prestar atenção. Os bilhetes – à venda no site da Parques de Sintra – custam desde 16€, para jovens dos dez aos 17 anos, e 18€, para adultos.

Mais que fazer em Lisboa

  • Coisas para fazer
  • Eventos literários

Nem só de livros vivem estes espaços culturais em Lisboa. Há também lanches e cartas de vinhos. Outro género de literatura, portanto. São mais de uma dúzia de livrarias, onde uma visita significa muito mais do que virar umas páginas e ler meia dúzia de prefácios na diagonal.

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  • Arte
  • Arte urbana

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves, Pantónio ou Mário Belém são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art.

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