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© Manuel Manso

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Abril de 2024

Quer aproveitar a cidade e não sabe por onde começar? Descubra as melhores coisas para fazer em Lisboa este mês.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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agenda da cidade continua a revelar-se mais do que animada, e não há razão para ficar em casa a olhar para as paredes – sobretudo no mês em que Lisboa fervilha com as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Está na hora de se organizar e decidir onde é que quer passar o seu tempo livre. Entre concertos, exposições, oficinas para toda a família e espectáculos de teatro, o difícil é mesmo escolher. Mas não se preocupe. Fomos à procura das melhores coisas para fazer em Lisboa este mês (se for uma pessoa de família, também temos ideias de coisas para fazer com crianças) para e encontrámos muito, muito mais de duas mãos cheias de sugestões, incluindo iniciativas gratuitas. Aproveite e viva a cidade ao máximo.

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Coisas para fazer este mês em Lisboa

  • Noite

As festas Thug Unicorn eram a internet na vida real, a cultura do Tumblr de meados da década passada materializada numa festa em que o hip-hop, o r&b e outras músicas urbanas do norte e do sul global davam as mãos ao seapunk, vaporwave e outros sons demasiado online. Entraram em hibernação em 2018, mas vão regressar nas próximas edições Y2K do Dengo Club. O cartaz inclui, além de Cativo e Supa, co-fundadoras do colectivo portuense, várias caras conhecidas das festas de Saint Caboclo, incluindo o próprio DJ, Runnan, Banu, Kiko is Hot, Von Di e Fvbricia.

  • Coisas para fazer
  • Eventos cinematográficos
  • Grande Lisboa

Entre 12 e 21 de Abril, várias salas de cinema de Lisboa acolhem mais uma edição da Festa do Cinema Italiano. E há duas novidades: aos habituais Cinema São Jorge, UCI El Corte Inglés e Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, juntam-se à festa o Cine-Teatro Turim e o Cinema Fernando Lopes. Uma das sessões mais esperadas é a de abertura, reservada para a noite de 12 de Abril no Cinema São Jorge, onde será exibido o filme Ainda Temos o Amanhã, que marca a estreia na realização da actriz Paola Cortellesi, que também escreve o argumento deste filme que bateu recordes em Itália (superando Barbie e Oppenheimer). Destaque ainda para a retrospectiva Sem Censura - Sucessos do Cinema Italiano no pós 25 de Abril, que celebra a relação entre o cinema italiano e a liberdade em Portugal. 

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  • Teatro
  • Avenidas Novas

Nesta peça escrita e encenada por Tiago Rodrigues, fala-se do “impossível” onde guerra, fome e violência destroem a vida. A partir de entrevistas elaboradas com profissionais humanitários que trabalham no Comité Internacional da Cruz Vermelha e nos Médicos Sem Fronteiras, fala-se da experiência quotidiana daqueles que recusam o título de “herói” e que, todos os dias, se vêem confrontados com questões em torno da vida e da morte.

Culturgest. 17-25 Abr. Qua e Sáb 19.00, Ter, Qui e Sex 21.00, Dom 17.00. 20€

 

  • Coisas para fazer
  • Marvila

É com o Contacto que as histórias de ficção especulativa saltam das páginas para a realidade. O festival literário, que este ano acontece entre 27 e 28 de Abril, quer dar resposta aos fãs de universos ficcionais de fama mundial (como o construído por Tolkien na trilogia O Senhor dos Anéis) e palco a criadores portugueses dentro de géneros como a ficção científica, a fantasia e o terror. Com entrada livre, na Biblioteca de Marvila, a programação inclui desde conversas a lançamentos de livros, passando por exposições, oficinas e até Corridas de Bules de Chá.

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  • Música
  • São Vicente 

Pouco mais de um ano depois do LuxFrágil abrir as portas, inaugurou em Londres outro dos grandes clubes da Europa, o Fabric, que faz 25 anos em 2024. Os festejos extravasam as fronteiras do Reino Unido e estendem-se a Lisboa a 27 de Abril, numa noite pautada pelo tech house de Craig Richards, residente dos sábados e uma das referências da discoteca londrina, e de Rui Vargas, um dos cabecilhas do Lux. Francesco Del Garda junta-se a eles.

  • Teatro
  • Marvila

Inspirado no universo artístico de Rafael Bordalo Pinheiro, indissociável da figura de Zé Povinho, Firmino Bernardo cria um texto dramático que nos leva a viajar a um Portugal intemporal. A partir daqui, a encenadora Natália Luiza procura, em palco, “ter razão, empregando ao mesmo tempo esforços titânicos para, de quando em quando, ter graça.” 

Teatro Meridional. 20 Mar-28 Abr. Qua-Sáb 21.00, Dom 16.00. 12€

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  • Arte
  • Grande Lisboa

Patente nos Coruchéus até 28 de Abril, a exposição “Espaços Disfarçados de Pessoas”, de Daniel V. Melim, apresenta uma pintura da Colecção Manuel de Brito, novas obras de pintura e um mural site specific de 4x6 metros, inspirado na fisicalidade, elementos e pistas visuais fornecidos pelo espaço dos Coruchéus e pela sua envolvente.

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Alvalade

Existem pedras nos olhos, nome da mais recente exposição de Alice Geirinhas, cita o primeiro verso de um poema de Maria Teresa Horta, incluído no livro Minha Senhora de Mim, que foi publicado pela Dom Quixote em 1971 e censurado e retirado das livrarias pela PIDE/DGS. Maria Teresa Horta, uma das Três Marias, é uma das históricas fundadoras do Movimento de Libertação das Mulheres (MLM), movimento feminista que em 1975 convocou uma manifestação/ performance para o Parque Eduardo VII, acção pública essa que foi boicotada e altamente incompreendida à época. É à volta desse episódio que a exposição gira. Como habitual, Alice Geirinhas cruza o registo diarístico e pessoal com o interesse pela investigação documental, convocando reflexões socio-políticas que não raro colocam o espectador numa situação de desconforto. A isso soma-se o humor, jogos de linguagem e referências várias, da literatura ao cinema e à cultura popular, que constituem a sua linguagem muito própria.

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  • Teatro
  • Princípe Real

De Pau Miró, a peça faz parte de uma trilogia que, incluindo Girafas e Búfalos, aborda os desequilíbrios das relações familiares e a agressividade e solidão gerados pelo crescimento em grandes cidades. Em Leões, encontramos um rapaz que, uma noite, chega a uma lavandaria com uma camisa ensanguentada. A partir daqui, a família que gere o negócio vê as coisas, que se espera que nunca mudem, transformar-se. 

Teatro da Politécnica. 11 Abr-4 Mai. Ter-Qui 19.00, Sex 21.00, Sáb 16.00 e 21.00. 6€-10€

  • Filmes
  • Avenida da Liberdade

Nem só de blockbusters saídos dos grandes estúdios de Hollywood se faz o cinema norte-americano. E é precisamente para divulgar a produção independente dos Estados Unidos que a Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento (FLAD) organiza o Outsiders – Cinema Independente Americano, este ano com uma selecção de 12 filmes de realizadores independentes, nunca antes exibidos em Portugal. Este ano o tema central é a família nas suas mais diversas formas, entre o documentário e a ficção.

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  • Coisas para fazer
  • Lumiar

O Centro Comercial Alvaláxia acolhe a mais detalhada exposição sobre o funcionamento dos sistemas nervoso, muscular, esquelético e circulatório, através da plastinação (um processo tecnológico de preservação de materiais biológicos) de corpos doados à ciência. Ao todo, são oito corpos reais, mais de 100 orgãos e múltiplos audiovisuais num espaço de mil metros quadrados.

  • Arte
  • São Sebastião

Maria Lamas foi jornalista, escritora e tradutora e uma voz sempre presente na defesa dos direitos das mulheres durante a ditadura, o que a levou por três vezes à prisão, em 1949, 1951 e 1953, e ao exílio em Paris, de 1962 a 1969. A sua obra mais conhecida, já mais etnográfica do que jornalística, As mulheres do meu país, é um documento precioso do que era ser mulher, de norte a sul do país, nesse período. É aqui que surge a Maria Lamas fotógrafa, mas a sua obra permanece basicamente desconhecida em Portugal. Jorge Calado, que tem combatido esta invisibilidade, é o curador de “As Mulheres de Maria Lamas”, onde se pode ver uma selecção de 67 das suas fotografias, maioritariamente provas de época, de pequenas dimensões, entre 8x6 cm e 14x18 cm, e também algumas ampliações.

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  • Filmes
  • Chiado/Cais do Sodré

Este gigante movimento internacional de curtas-metragens continua de boa saúde. Começou em Lisboa em 2010, depois espalhou-se por todo o mundo e acumula as funções de mostra e festival, já que há espaço para atribuições de prémios. Parte integrante do LABZ, projeto da Subfilmes Creative Network, já passou pelo Bicaense, pelo O Bom o Mau e o Vilão e agora as curtas-metragens são exibidas na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, onde projecta três curtas-metragens a cada terça-feira. Uma das produções é convidada, enquanto que as outras duas estão sempre em competição (saudável) para o galardão de Melhor Curta do Mês. 

Rua Nova da Piedade, 66. 12 Mar (Ter) 22.00. Próximas sessões: 19 e 26 Mar

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