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40 Coisas Incríveis Para Fazer em Lisboa

De restaurantes onde vale a pena marcar mesa, a sítios onde dar uso à máquina fotográfica, temos 40 sugestões de coisas para fazer em Lisboa.

Por Editores da Time Out Lisboa |
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Lisboa é tão bonita que há quem lhe chame Lisbonita. Há também quem fale da luz, que parece ferir a vista, sobretudo quando reflectida numa parede de azulejo. E há ainda quem diga que as pessoas são simpáticas e que as ruas, mesmo que desenhadas em colinas difíceis de calcorrear, são inspiradoras. Juntámos três dezenas de ideias e criámos uma lista com sugestões de coisas para fazer. Entre uma ida a um restaurante que mantém a sua própria lavandaria, até à tarefa de subir ao pilar 7 da Ponte 25 de Abril, veja aquilo que ainda lhe falta conhecer.

Fez alguma coisa desta lista que tenha adorado? Pode partilhá-la no hashtag #TimeOutDoList e taggar @TimeOutEverywhere.

Saiba ainda como a Time Out cria as suas listas de coisas para fazer.

40 coisas para fazer em Lisboa

1
Time Out Market Lisboa
Restaurantes

Experimente a melhor comida portuguesa no Time Out Market Lisboa

Cais do Sodré

O que é? É um mercado do século XIX que começou por se chamar Mercado da Ribeira Nova e o povo, espantado por ver uma cúpula num mercado hortícola, chamava-lhe Mesquita do Nabo. As bancas com produtos frescos continuam a funcionar numa das alas, mas desde 2014 que se tornou o espelho da revista Time Out Lisboa.

Porquê ir? Tem uma selecção dos melhores restaurantes da cidade (são mais de 40), bares, espaços comerciais e uma sala de espectáculos. É o primeiro mercado do mundo em que tudo (com quatro ou cinco estrelas, nunca menos) é provado e escolhido a dedo por um painel independente de especialistas locais – os jornalistas e críticos da Time Out.

A não perder: Tudo. Se é bom, vai para a revista. Se é excelente, vai para o mercado.

2
MAAT
Fotografia: Arlindo Camacho
Museus

Espreite o mais jovem museu da cidade: o MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Belém

O que é? O mais recente museu de arte contemporânea de Lisboa. Parece um raio refectido no rio e tem sido destino de romaria dos instagrammers alfacinhas desde o início.

Porquê ir? Um projecto da Fundação EDP, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia já está mais do que consagrado nas iniciais MAAT. As suas formas arquitectónicas marcaram o ano de 2016 na cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém. Afinal, mais que não fosse, aquela estrutura assinada pela britânica Amanda Levete e o pôr-do-sol em fundo ficam mesmo a matar numa foto para partilhar nas redes. Claro que a visita não deve terminar aqui, recomendando-se que consulte as exposições programadas na agenda.

A não perder: A exposição “Playmode”, com trabalhos de Brad Downey, Gabriel Orozco e Ana Vieira, patente até Fevereiro de 2020.

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3
crepe suzette do gambrinus
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Jante no Gambrinus, um restaurante que tem a sua própria lavandaria

Santa Maria Maior

O que é? Estabelecido há 80 anos por uma dupla germano-galaica, era inicialmente uma cervejaria que servia comida alemã. Três décadas depois, uma nova gestão remodelou o espaço para o aspecto que tem ainda hoje.

Porquê ir? Manual de conduta para comer na barra do Gambrinus: 1) comer sempre um croquete com mostarda da casa; 2) pedir a tulipa Gambrinus, uma cerveja mista muito boa; 3) não ignorar as amêndoas torradas; 4) esperar pacientemente pelas torradas de pão de centeio; 5) trincar um prego ou uma sandes de rosbife com tártaro; 6) assistir à preparação do café de balão – e bebê-lo, claro. Já tem pelo menos seis razões para ir, mas convém também decorar que às segundas é dia de empadão de perdiz, às quartas de empadão de lagosta e às quintas de eisbein com chucrute.

A não perder: Os croquetes? O prego? Ou serão os crepes suzette?

4
rage room, smash it, sala de raiva
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

Partir a loiça toda na Smash it Room

Grande Lisboa

O que é? Foi a primeira rage room no país. E se não está familiarizado com o conceito, nós ajudamos: aqui pode descarregar a raiva numa sala cheia de equipamentos electrónicos e loiças.  

Porquê ir? É para partir a casa toda. E no fim nem vai ter de arrumar nada. Nesta sala, de ambiente controlado, pode partir tudo o que vê à frente num exercício de destruição recreativa. Não pense é que entra ali de qualquer maneira, tem de entrar em campo com um equipamento de segurança: macacão fluorescente, botas subidas, luvas, capacete e um colete-carapaça. Vestido a rigor, avizinha-se a destruição. As armas estão dispostas na parede, e vão desde uma simples panela ao bastão de beisebol, uma marreta ou um ferro. A partir daqui é escolher e começar a aplicar a ira que o invade em garrafas, monitores, teclados, quadros, bibelots, impressoras ou até treinar o jeito para o boxe num manequim de silicone. Tudo sem as consequências prejudiciais que um passatempo destes teria na vida real.

A não perder: Há vários menus disponíveis com material já pré-definido, mas pode simular uma ida ao supermercado e encher o carrinho com o que lhe apetecer, e aí o preço começa nos 29,95€ e acresce consoante o que escolher.

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5
Feira da Ladra
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer, Mercados e feiras

Vá atrás de pechinchas na Feira da Ladra

São Vicente 

O que é? É o equivalente lisboeta ao madrileno El Rastro ou ao Portobello Market, em Londres. A Feira da Ladra nasceu no século XIII e andou de um lado para o outro na cidade, até fixar-se no Campo de Santa Clara em 1903.

Porquê ir? “Ó linda, venha ver que estão baratas!” ou “Disto não arranja em mais lado nenhum” são algumas das coisas que certamente vai ouvir quando passear pela Feira da Ladra, com mais de 300 anos de história. Aqui vende-se de tudo – velharias, objectos em segunda mão, roupa vintage e artesanato. Mas nem só de compras vive a Feira da Ladra: há murais de grandes artistas, vistas privilegiadas sobre o Tejo e o Panteão Nacional.

A não perder: Ponha o despertador para bem cedo e, à terça ou ao sábado, negoceie achadões no Campo de Santa Clara.

6
Livraria Bertrand
Fotografia: Manuel Manso
Atracções

Visitar a Betrand do Chiado, a livraria mais antiga do mundo

Chiado

O que é? A Bertrand é considerada a rede livreira mais antiga de Portugal e a livraria mais antiga do mundo, sendo que em 2018 integrou o programa munícipal "Lojas com História. Tem livraria e um café catita para passar tardes de volta da leitura. 

Porquê ir? Claro que pode encontrar uma loja da cadeia livreira em vários centros comerciais, mas nada há mais épico que entrar na do Chiado, naquela que é a livraria mais antiga do mundo, de acordo com o livro de recordes do Guinness fundada em 1732 – logo aqui é razão mais que aceitável para pôr os pés nesta morada. Além da literatura local, oferece uma selecção razoável de romances ingleses, bem como guias e revistas estrangeiras, daquelas difíceis de encontrar noutras paragens. 

A não perder:  Há uns anos, a livraria ganhou uma sala-café com petiscos dos autores que estão nas prateleiras e vinhos nacionais.

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7
fauna e flora
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Aderir à moda do brunch sem restrições no Fauna & Flora

Estrela/Lapa/Santos

O que é? Abriu o primeiro na Madragoa em 2017 e desde então está no top dos cafés mais instagramáveis da cidade. Em 2019, abriu nos Anjos a segunda casa e continuam a ser especialistas em não ter horários para comer o que quer que seja a qualquer hora. 

Porquê ir? É um sucesso para  pequenos-almoços, almoços e brunches, e é aqui que está a maior vantagem – tudo pode ser pedido à la carte, sem restrições de menu. É sentar, fotografar (óbvio) e comer – e pode chorar por mais.

A não perder:  As panquecas são as grandes estrelas da carta (que tem também uma variedade grande de bowls e tostas): são altas e fofas, há desde as de aveia e banana com iogurte grego e compota caseira da época às de frutos vermelhos com doce de leite, com manteiga de amendoim às de matcha com lemon curd – há também uma versão salgada, com bacon crocante, ovo estrelado, maple syrup e cebola caramelizada. 

8
Mural Shepard Fairey e Vhils
Fotografia: Francisco Santos
Coisas para fazer

Siga este roteiro de arte urbana

O que é? Nos últimos anos, Lisboa tornou-se uma das capitais mundiais da arte urbana

Porquê ir? Vhils, Shepard Fairey, Bordalo II, Aka Corleone, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Se por um lado Lisboa está em guerra com taggers com pouco talento para a coisa – e que fazem questão de espalhar assinaturas por tudo quanto é sítio –, por outro a cidade é cada vez mais um museu a céu aberto de belíssimas obras de arte urbana. Embarque num passeio alternativo pela cidade.

A não perder: Famoso pelo cartazes “Hope” que desenhou para a campanha de Barack Obama, em 2008, Shepard Fairey juntou-se a Vhils para produzir um mural que representa o rosto de uma mulher em grande escala no bairro da Graça. Combina o estilo de ambos e fica na Rua da Senhora da Glória.

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9
Restaurante Zé da Mouraria
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Tente comer uma dose sem ajuda no Zé da Mouraria

Martim Moniz

O que é? É conhecido pelo “granda bacalhau assado”, ou como “aquele sítio na Mouraria que está sempre cheio”.

Porquê ir? É o restaurante ideal para quem quer comer muito, pagar pouco e passar uma tarde pós-almoço, à mesa, sem ser enxotado. Nenhuma fotografia faz jus ao tamanho e à beleza da travessa que chega à mesa com a posta alta, as batatas e o grão. Vale a pena também ferrar o dente no entrecosto com arroz de feijão, nos bifinhos ao alhinho ou nos chocos.

A não perder: Bom, deixa cá ver… ah! O bacalhau assado.

10
Casa Independente
© Marta Pina
Noite

Passe o dia — e a noite — na Casa Independente

Intendente

O que é? Inaugurada em 2012 no Largo do Intendente, funciona como associação cultural, sala de concertos, bar e restaurante. Tornou-se desde então destino favorito da noite lisboeta.

Porquê ir? Fica num antigo palacete, que também foi Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos, e tem uma programação regular de concertos e festas. No fim de 2016, alargou-se ao Andar de Cima, como lhe chamaram. No segundo piso, funciona mais um bar/sala de espectáculos, com uma das melhores varandas de Lisboa (tem vista para o famoso pátio da Casa Independente). Este piso pode também ser alugado para festas privadas.

A não perder: O bar serve chás, sumos naturais e cocktails. A cozinha alimenta o corpo com finger food até à meia-noite.

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11
Prado
Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Jante no Prado

Castelo de São Jorge

O que é? Um restaurante onde um adulto de ténis se sente confortável a comer com faqueiro de grife e a partilhar pratos. Na cozinha só se usam produtos portugueses da época. As técnicas, essas, são de todo o lado.

Porquê ir? António Galapito fez crescer um Prado ao pé da Sé, um restaurante onde trabalha o gado e a vegetação orgânica. Usa os ingredientes que os produtores portugueses lhe dizem que estão bons e, por isso, não tem uma carta propriamente fixa. Todos os dias há qualquer coisa que muda, dos cortes aos peixes. Do outro lado do aparthotel The Lisboans, onde fica o restaurante, há a Mercearia do Prado, onde se vendem produtos a granel, compotas e fiambres de porco preto.

A não perder: O berbigão com espinafres (a verdura muda consoante a estação ou o fornecedor), coentros e pão torrado; a cavala com creme de acelgas; o tártaro de carne Barrosã envolvida numa couve galega grelhada ou a couve coração com soro de leite de cabra e nozes; e o palito de entrecosto. Mas atenção que isto é tudo sazonal. 

12
Embaixada
© Ana Luzia
Compras

Abra os cordões à bolsa na Embaixada

Princípe Real

O que é? Uma concept store, ou galeria comercial, instalada no Palacete Ribeiro da Cunha, construção neo-árabe do século XIX.

Porquê ir? Em pleno Príncipe Real, salas e mais salas albergam design, moda, e exposições temporárias. Não há “embaixada” mais diplomática do que esta: tanto alberga lojas portuguesas como estrangeiras (originalidade garantida em todas elas), onde encontra produtos orgânicos para bebés, acessórios para homens ou um restaurante de nome francês mas cheio de petiscos portugueses. Espreite também o jardim.

A não perder: Sente-se no átrio de Le Jardin, peça qualquer coisa para beber e ponha-se a olhar para o ar. Não se vai arrepender.

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13
Ground Burger no Time Out Market
Restaurantes, Hambúrgueres

Prove os melhores hambúrgueres de Lisboa (e dónutes) no Ground Burger

São Sebastião

O que é? A melhor hamburgueria de Lisboa. Quando os alfacinhas achavam que estava tudo visto nesta matéria, apareceu o Ground Burger e deu uma lição a toda a gente.

Porquê ir? O que se passa no laboratório do restaurante, à vista dos clientes, é pura magia: 150 gramas de carne Black Angus, dentro de um pão de brioche feito ali mesmo, tostadinho por dentro, combinado com ingredientes de qualidade e acompanhado de onion rings. Qualquer um da ementa é bom, e casa bem tanto com os milkshakes XL como com as cervejas artesanais. Não deixe de provar os Crush Doughnuts, os dónutes artesanais que a existem em modo pop-up de quinta a domingo. 

A não perder: Obrigatório provar o Ground Burger, com cheddar, alface, tomate, cebola roxa e molho GB.

14
Park
© ARLINDO CAMACHO
Bares

Não perca o pôr-do-sol no Park

Chiado/Cais do Sodré

O que é? É o parque de estacionamento mais famoso da cidade, principalmente por causa do sexto piso, onde metade de Lisboa se costuma estacionar no terraço com melhor vista.

Porquê ir? Este rooftop bar tem cocktails, petiscos e DJs que costumam animar os finais de tarde dos alfacinhas e da multidão de turistas que visita o Park todos os dias. Fica na Calçada do Combro e, mesmo no Inverno, com mantinhas, aquecedores e uma esplanada coberta, é uma boa opção para beber um copo ao fim do dia. A oferta musical do Park está cada vez mais composta. De tal forma que criou uma editora chamada Parkbeat Records.

A não perder: A vista sobre o Tejo e a Ponte 25 de Abril é deslumbrante. Há snacks e refeições leves até às 15.00 e entre as 20.00 e as 23.00.

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15
Cone com três sabores da Nannarella
©Nannarella
Restaurantes, Geladarias

Lambuze-se num gelado na Nannarella

Chiado/Cais do Sodré

O que é? Aqui vende-se um dos melhores gelados de Lisboa. É artesanal, feito com produtos frescos, fruta portuguesa de um fornecedor do Mercado da Ribeira e, como manda a tradição romana, servem-no com uma espátula (e não em bola), sempre com um acrescento de natas batidas no topo, feitas várias vezes ao dia. Faça chuva ou faça sol, tem sempre filas à porta. Com estudantes impacientes ou com deputados apressados que se deslocam da Assembleia da República mesmo ali ao pé.

Porquê ir? Além dos clássicos de morango ou chocolate, a gelataria da romana Costanza Ventura tem outros bons sabores, como o gelado de avelã, o de pistácio de Bronte DOP, que vem da Sicília, e o de amêndoa DOP importada de Piemonte. “Escolhemos sempre boas matérias-primas.” É por isso que também usam leite Vigor, natas Gresso e chocolate Pantagruel. Pode ainda pedir para lhe fazerem um bolo de gelado. Sim, leu bem.

A não perder: Um cone – de uma marca italiana, a Coni – ou um copo custa 2€ (pequeno), 3€ (médio) ou 3,50€ (grande), com os sabores que quiser.

16
Prato com tomates da Taberna da Rua das Flores
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Vale a pena esperar na fila da Taberna da Rua das Flores

Chiado/Cais do Sodré

O que é? Durante o dia, é uma simples taberna com uma ementa feita de pratos tradicionais, como a meia-desfeita de bacalhau. À noite, transforma-se num laboratório, com o chef André Magalhães a experimentar e a misturar gastronomias de todo o mundo.

Porquê ir? A equipa da Taberna acredita numa abordagem à memória gastronómica nacional. Ajuda o facto de André Magalhães ser um investigador da área? Ajuda, claro. Foi desse estudo que nasceram os dois pratos-âncora da casa. Aqui faz-se uma cozinha sazonal e não usam produtos refrigerados. Na mercearia, pode contar com amostras de pequenos produtores, também à prova nas mesas. Exemplos? Manteiga Marinhas, Broa de Avintes, conservas Luças ou pão biológico da Herdade do Freixo do Meio. Atenção: não há reservas e está sempre cheio; vá cedo.

A não perder: A meia desfeita de bacalhau e as iscas com elas.

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17
Tábua mista da Manteigaria Silva
Fotografia: Ana Luzia
Compras

Visite a centenária Manteigaria Silva

Santa Maria Maior

O que é? Bacalhoaria de um lado e mercearia fina do outro. Os produtos regionais são a prata da casa – e motivo da fama e da longevidade desta casa histórica.

Porquê ir? Além de uma cortadora de presunto, datada de 1923, aqui encontra um pouco de tudo do melhor que há, do bacalhau aos queijos e presunto. Este espaço tornou-se Manteigaria Silva em 1956, mas começou por ser o matadouro que abastecia a Praça da Figueira. E histórias há muitas, como a restrição à compra do bacalhau após o 25 de Abril.

A não perder: O presunto de porco preto vintage, um rótulo que ganha graças aos 60 meses de cura.

18
Miradouro Panorâmico do Monsanto
Fotografia: Francisco Santos
Atracções, Torres e miradouros

Veja Lisboa de outro ângulo no Panorâmico de Monsanto

Benfica/Monsanto

O que é? O novo miradouro de Lisboa tem quase meio século. Foi restaurante de luxo, bingo, discoteca, edifício de escritórios e armazém.

Porquê ir? Este ovni desenhado pelo arquitecto Chaves da Costa tem uma nova vida – faz de miradouro, aquela que
 foi sempre a sua vocação secundária. Abandonado desde 2001, recebia apenas a visita esporádica de exploradores, turistas, curiosos ou pessoas munidas com latas de tinta para fazer aquilo que as pessoas munidas com latas de tinta fazem. Desde Setembro de 2017 que pode ser visitado legalmente e em segurança.

A não perder: A vista de 360º para toda a cidade e a localização privilegiada, no Alto da Serafina, fazem deste prédio devoluto o melhor sítio para ver as vistas em Monsanto. Para quê mentir? É a melhor vista de toda a cidade.

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19
Versailles
©Open House Lisboa/PedroSadio

Coma um croquete com um garfo na Pastelaria Versailles

O que é? É uma das pastelarias mais bonitas de Lisboa, inaugurada em 1922, com os tectos trabalhados, espelhos em art nouveau e candeeiros de cristal.

Porquê ir? Mantém-se desde o início como referência em tudo o que serve, do tradicional bolo-rei à pastelaria em geral que torna as vitrinas desta pastelaria numa das mais gulosas da cidade. Mas não se fica pelos éclairs, nem se esgota nos pastéis de nata, nem nos espessos chocolates quentes. É exímia também à hora da refeição.

A não perder: Tem carne de bom corte com a qual faz famosos os croquetes e os pregos no pão. O café sai bem servido e é, há quase um século, ponto de encontro de várias gerações.

20
conserveira de lisboa
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras

Abra uma lata na Conserveira de Lisboa

Santa Maria Maior

O que é? Um pequena loja histórica, inaugurada em 1930, com uma colorida panóplia de latas de conversa: sardinhas, atum, anchovas e pasta de peixe.

Porquê ir? A par do Elevador da Bica, da vista do Castelo de São Jorge e da Ponte 25 de Abril, é bem capaz de ser dos cenários mais fotografados por turistas. Talvez seja aquela perfeição das prateleiras de madeira com as latas coloridas todas alinhadas, talvez seja a perícia com que embalam as latas em papel pardo e atam com cordel, talvez porque quem lá entra aprende que aqui a matéria é toda 100% nacional e escolhida a dedo.

A não perder: Há três marcas da casa – Tricana, Prata do Mar e Minor – cada qual com a sua especificidade, que merecem ser conhecidas por todos os que se intitulam lisboetas.

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21
Lx Factory
Fotografia: Manuel Manso
Atracções

Conheça o refúgio hipster da cidade, a Lx Factory

Alcântara

O que é? Mercados, exposições, lojas, cafés, concertos, festas. Há todo um mundo para descobrir nesta “fábrica” cosmopolita que alterou por completo a paisagem de Alcântara a partir de 2008, quando este complexo saído de 1846 reabriu portas.

Porquê ir? Aqui pode cortar o cabelo, procurar pranchas de surf ou até dormir. É uma cidade de consumo dentro da cidade. Mas nada é deixado ao acaso neste complexo industrial tornado bairro trendy: os sítios para ler, vestir, decorar, comer, beber ou dançar são escolhidos a dedo e vão fazê-lo perder (algum) amor à carteira.

A não perder: O mercado semanal. Reserve parte do domingo.

22
Lux
© Luísa Ferreira
Noite

Dance a noite toda no Lux Frágil

São Vicente 

O que é? Esta é a discoteca mais famosa da cidade — e do país, para dizer a verdade. Abriu portas a 29 de Setembro de 1998, penúltimo dia da Expo 98.

Porquê ir? Em 2014, o britânico The Guardian distinguiu-o como uma das melhores 25 discotecas da Europa, algo que já estávamos fartos de saber. Tem duas pistas de dança e uma terraço com vista rio, onde DJs residentes e artistas de renome internacional fazem suar os convivas, num ambiente hip e mui fotogénico. Mais na moda impossível. Mesmo mais de 20 anos depois.

A não perder: Ver o nascer do sol da varanda do Lux é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante.

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23
Museu Calouste Gulbenkian
© Lydia Evans / Time Out
Museus

Visite o Museu Calouste Gulbenkian

São Sebastião

O que é? Um dos mais completos museus da Europa, com peças de arte que remontam ao ano 2000 a.C. O acervo vai até ao início do século XX.

Porquê ir? Estão aqui aproximadamente seis mil peças, mas pouco mais de mil estão expostas ao público em permanência. O Museu Calouste Gulbenkian, cujas portas abriram em 1969, é um espaço museológico da fundação com o mesmo nome e é formado por dois circuitos independentes: um dedicado à Arte Oriental e Clássica e outro dedicado à Arte Europeia. Há também exposições temporárias com peças que chegam de todo o mundo.

A não perder: Guarde tempo suficiente para a sala final e para a joalharia art nouveau de René Lalique, em metal e vidro. É de tirar o fôlego.

24
Tejo Bar
©DR
Noite

Entre numa jam session do Tejo Bar

Alfama

O que é? Um sítio alternativo e informal, com uma mancheia de mesas de assentos baixos e prateleiras a abarrotar de livros e jogos.

Porquê ir? O dono é um brasileiro de alcunha Mané do Café, que é um artista, escritor e poeta e amador, que promove leituras diárias no bar. Qualquer um pode pegar na guitarra da casa e tocar (mas não é para aplaudir: em vez disso, esfreguem as mãos; os vizinhos agradecem). O bar tem muitos clientes habituais – que se servem a si próprios e que vão anotando o que bebem  para pagar depois – e não faltam músicos e estudantes.

A não perder: Mané é incapaz de mandar as pessoas embora, pelo que o espaço fecha por vezes já depois das 05.00 da manhã.

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25
RIVE ROUGE
Fotografia: Arlindo Camacho
Bares, Bares

Comece a noite no Rive Rouge

Cais do Sodré

O que é? Foi o irmão mais novo do Lux Frágil. Continua como um espaço aclamado da noite lisboeta, agora entregue a outras mãos.

Porquê ir? Foi uma das grandes novidades da noite lisboeta em 2016. Mas o conceito é distinto do primogénito. É das 21.00 às 04.00, no Time Out Market, para um digestivo (em modo bebida ou em modo dança) depois do jantar. Isto pode significar: a) o fim de uma noite mais calma; ou b) uma primeira etapa à qual se segue uma outra, até mais tarde, noutra casa. As estruturas metálicas, as mesas e cadeiras altas, e a iluminação vermelha dão-lhe o seu ar distintivo.

A não perder: Os cocktails de autor. 

26
Red Frog Cocktail
Fotografia: Arlindo Camacho
Noite, Bares abertos de madrugada

Beba um cocktail Red Frog

Avenida da Liberdade

O que é? Situado na Rua do Salitre, recria o ambiente secreto dos speakeasies, os bares clandestinos surgidos em inícios do século XX, durante a Lei Seca, nos EUA.

Porquê ir? Abriu com o ambicioso objectivo de pôr os lisboetas a beber cocktails. E conseguiu cumprir (e ultrapassar) os objectivos, com muito trabalho, uma das melhores garrafeiras da cidade e um conjunto de barmen/alquimistas capazes de transformar qualquer bebida em ouro. O bar da rã vermelha foi eleito o Melhor Bar de Lisboa nos Time Out Bar Awards 2017. Passados uns meses, foi considerado o 92.º melhor bar do mundo pelos júris da competição The World’s 50 Best Bars.

A não perder: É impossível recomendar um cocktail, uma vez que a lista está em constante mudança. O melhor é deixar à imaginação do barman.

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27
cemitério dos prazeres
Fotografia: Ana Luzia
Atracções

Faça uma tour alternativa no Cemitério dos Prazeres

Campo de Ourique

O que é? O grande cemitério da parte ocidental de Lisboa. Destino final do eléctrico 28 e dos aristocratas da cidade, de artistas e de obras arquitectónicas de renomada assinatura.

Porquê ir? Constituído quase exclusivamente por jazigos particulares, foi construído no período romântico, em 1833, por ocasião da epidemia de “cólera morbus”. Na Capela dos Prazeres encontra a antiga sala de autópsias e, desde 2001, o Núcleo Museológico. Alberga monumentos e criações de anónimos e de arquitectos da vanguarda oitocentista.

A não perder: A visita guiada pela última morada de uma série de personalidades e admire o património arquitectónico.

28
MusicBox
© Ana Luzia
Noite

Entre na noite indie lisboeta com o Musicbox

Cais do Sodré

O que é? A caixinha de música da rua cor-de-rosa tem uma das mais generosas programações de concertos e estica-se noite dentro. Não vamos utilizar aqui a expressão “ecléctico” para definir a oferta do Musicbox porque estamos a guardar essa expressão para quando alguém que conhecemos mal quiser falar de música – “gosto de tudo, sou muito ecléctico”.

Porquê ir? A discoteca inaugurada em 2006 e que é epicentro do trabalho da empresa cultural CTL – Cultural Trend Lisbon tem música todos os dias da semana, excepto ao domingo. Quando grande parte dos bares do Cais do Sodré fecham portas, perto das quatro, a noite aqui ainda longe de morrer — e prolonga-se até às seis.

A não perder: As residências que vão surgindo por lá e anunciadas no Facebook do espaço. 

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29
Igreja de São Roque
@Júlio Marques
Atracções

Conheça a Igreja de São Roque, uma das primeiras igrejas jesuítas a ser construída no mundo

Chiado

O que é? Um dos mais belos locais de culto da cidade, mandado edificar no final do século XVI. Foi a primeira igreja em Portugal da Companhia de Jesus, ligação que se manteve durante dois séculos; e foi uma das primeiras igrejas jesuítas em todo o mundo.

Porquê ir? Os estilos maneirista e barroco dominam a Igreja de São Roque, um dos raros edifícios em Lisboa a sobreviver ao Terramoto de 1755, quase sem sofrer um arranhão. De tal forma que tanto a igreja como a residência auxiliar foram cedidas à Santa Casa da Misericórdia, para substituir os seus edifícios e igreja destruídos no sismo. O vínculo mantém-se até hoje, com a igreja a centralizar as atenções de turistas e não só.

A não perder: Além da visita ao espaço e das fotografias que vai querer tirar à sumptuosa decoração, conte com eventos pontuais, nomeadamente concertos.

30
Benamor
Manuel Manso
Compras

Compre cosmética portuguesa na Benamôr

Princípe Real

O que é? É uma marca de beleza portuguesa, conhecida pelo famoso Creme de Rosto, cuja fórmula se mantém desde 1925, agora sem parabenos. 

Porquê ir? As duas lojas que tem em Lisboa, primeiro na Rua dos Bacalhoeiros e depois no Príncipe Real, seguem à risca a tradição quase centenária naquilo a que gostam de chamar de “cozinha  de beleza”. Essa tradição, que nasceu em 1925, ainda é o que era, mas está de cara de lavada desde 2016, ano em que fizeram renascer a marca com uma nova imagem. Ambas as lojas são dos sítios mais instagramáveis da cidade pela arrumação impecável, das cores e do packaging de cada gama da marca. 

A não perder:  A família Benamôr foi crescendo ao longo dos anos e, mais recentemente, ganhou um novo membro: a gama Nata, inspirada na pastelaria portuguesa e nos doces tradicionais, com extrato de ovo e canela. A linha é composta pelo creme de mãos, de corpo e bálsamo de lábios.

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31
ponte 25 abril
Fotografia: Arlindo Camacho
Atracções

Suba até ao Pilar 7 da Ponte 25 de Abril

Alcântara

O que é? Um miradouro em plena ponte. Para ver o Tejo junto ao tabuleiro rodoviário e testar as vertigens.

Porquê ir? A ponte inaugurada em 1966 tem 14 pilares, mas o pilar que interessa agora fica na Avenida da Índia, nas traseiras do Village Underground. Agora que já ninguém se perde, um dos aspectos mais essenciais: esta é uma atracção turística de Lisboa que vai levar os visitantes ao interior deste pilar para uma experiência sensorial.

A não perder: O calafrio que nos percorre a coluna quando olhamos para os pés e ficamos com a sensação de que nos fugiu o chão (mas é aldrabice, pode ficar descansado).

32
Isco Pão e Vinho
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Padarias

Experimente pão de fermentação longa no Isco

Alvalade

O que é? Na Isco Pão e Vinho está tudo à vista de todos – sempre com um cheirinho a pão (de fermentação lenta) acabado de sair do forno.

Porquê ir? As qualidades de pão variam consoante o tempo e a criatividade, mas todos os dias há pão de trigo, feito com 90% de trigo branco, 10% de farinha de trigo persa e massa-mãe de trigo. Há sempre, também, pão de mistura com 40% de centeio integral, trigo branco e massa-mãe de centeio, e um de espelta, com 50% de espelta integral, 50% de trigo branco e umas papas de centeio com flocos.

A não perder: Além do pão, a vitrine desta pequena padaria tem também uma “pastelaria de padeiro”, com croissants, folhados, bolos de canela, de cardamomo, e brioches.

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Oceanário de Lisboa
Fotografia: Ana Luzia
Atracções

Mergulhe no Oceanário de Lisboa

Parque das Nações

O que é? Um aquário gigante com milhões de litros de água salgada e uma série de inquilinos para conhecer com entusiasmo, entre águas temperadas, tropicais e frias.

Porquê ir? Num país com uma extensão de costa destas, e com uma tradição marítima que se perde nos tempos, era praticamente criminoso imaginar que o peixe só tem lugar no prato. Vai daí, em 1998 (é verdade, já foi em 1998) a exposição universal que aconteceu em Lisboa, no actual Parque das Nações, encontrou neste edifício um dos seus pontos altos.

A não perder: Para além da recomendável romaria à exposição permanente, conte com mostras temporárias, actividades múltiplas (que tal dormir com os tubarões?) e com um vaivém Oceanário que faz acções fora de Lisboa.

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Tendinha do Rossio
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Coma uma sopa de feijão na Tendinha do Rossio

Baixa Pombalina

O que é? Pequena tasca com balcão de inox e um mundo de fritos para botar corpo. Para comer e andar.

Porquê ir? A fisionomia do espaço é a mesma “há uns 100 anos”, mas a localização turística fez com que as opções crescessem – além das sandes de panado e das bifanas grelhadas no pão, há agora também sandes de bacalhau – assim como os episódios caricatos, como um turista a pedir para aquecer um queijo fresco. Há rissóis
 de leitão, de camarão, pastéis de bacalhau e croquetes para comer com um copinho de vinho ou de ginja.

A não perder: A sopa de legumes. Um dia com feijão, noutro 
com grão, sempre com couve portuguesa, cotovelos de massa a entulhar e apuro no tempero – como manda a tradição.

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musa
Fotografia: Francisco Santos
Bares, Cervejaria artesanal

Beba uma cerveja artesanal na Musa

Marvila

O que é? Aqui juntam-se bar e fábrica de cerveja, consumo e produção, e ainda uma programação musical regular. 

Porquê ir? A Musa, cervejeira artesanal, abriu em Marvila o seu pousio ao público em Agosto de 2017. Um fresquíssimo bar/barracão, com direito a andar de cima e tudo, e vista para os silos onde a cerveja se faz. Para beber um copo e até dar ao dente, coisa que pode fazer também na mais recente Musa na Bica, mais dedicada ao petisco.

A não perder: São 12 bocas de cerveja a sair direitinhas da fonte. Beba com moderação.

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Pastelaria Careca
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Cafés

Coma um croissant n'O Careca

Belém

O que é? Um clássico da cidade e desta revista. Uma pastelaria gulosa onde nunca falta açúcar.

Porquê ir? Os croissants de massa folhada vêm quentes e polvilhados de açúcar cristalizado. A receita é mantida em segredo há mais de 30 anos e a fama traz até ali visitantes, além de gente do bairro, que usa o espaço para reuniões e ponto de encontro. No Careca também se vê muita gente sair de saco na mão: também ali se faz pão, há salgados e folhados e não faltam opções doces, incluindo miniaturas e biscoitos, que podem comprar-se ao quilo.

A não perder: Os duchesses quase conseguem rivalizar com os croissants.

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Cinema Ideal
©DR
Filmes

Descubra o último cinema de bairro de Lisboa

Bairro Alto

O que é? Por aqui já passou o Salão Ideal, o Cinema Ideal (versão 1.0), o Cine Camões e o picante Cine Paraíso. Aberto desde 1904, é (em resumo) o mais antigo cinema de Lisboa, apesar do actual Cinema Ideal ser uma versão moderna inaugurada em 2014.

Porquê ir? 1) Ir ao “cinema de bairro” é uma tradição que não se deveria perder nunca; 2) É um espaço vital para a circulação de filmes alternativos e independentes e a programação tem um especial carinho por produções europeias.

A não perder: No dia ideal, todas as quintas-feiras, paga apenas 5€.

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WASTED RITA Solo Show at Underdogs10 Human beings - God's only mistake 27/03/2015
©DR
Arte

Sinta-se alternativo na Galeria Underdogs

Marvila

O que é? Nascida em 2010 num armazém colossal no Braço de Prata, esta galeria é casa (ainda que temporária) para alguns dos mais mediáticos artistas urbanos da actualidade, de Wasted Rita a Alexandre Farto, conhecido por Vhils. Porquê ir? Tanto é espaço de exposição, aproximadamente uma por mês, como lugar para residências artísticas. E agora, a Art Store, a irmã nascida em 2014, que estava no Cais do Sodré, passou também para Marvila, onde nasceu entretanto o espaço Capsule, para pequenas exposições de artistas emergentes. 

A não perder: A exposição “And now for something completely different: a show that features at least one female artist”, da artista Wasted Rita, patente até 16 de Novembro. 

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Village Underground
Fotografia: Manuel Manso
Atracções

Aprecie arte urbana no Village Underground

Alcântara

O que é? É, juntamente com a Lx Factory, um dos albergues da maior representação de arte urbana por metro quadrado da cidade. 

Porquê ir? Os contentores que compõem a “vila” foram inicialmente pintados com obras dos portugueses Aka Corleone e Kruella d’Enfer, cujas cores e contornos ainda resistem agora acompanhados de adições de outros artistas como os Halfstudio que deixaram claro que “Lisbon is the New Lisbon” (não temos dúvidas).

A não perder: Depois da festa de arromba do quinto aniversário e já com uma nova entrada na Avenida da Índia, o Village Underground ganhou também uma happy-hour à sexta-feira. Nas Village Happy-Hours, cada semana há uma produtora ou editora convidada a tratar da música.
 Chegue cedo porque, até às 20.00, na compra de duas cervejas só paga uma.

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A Vida Portuguesa
© Ana Luzia
Compras, Decoração

Respire nostalgia n’A Vida Portuguesa

Intendente

O que é? Já toda a gente sabe: Catarina Portas fez o milagre de ressuscitar marcas nacionais mortas há uma data de tempo e juntou-as debaixo de um mesmo tecto (entretanto de vários, mas quem é que está a contar?).

Porquê ir? As lojas d’A Vida Portuguesa são o sonho de qualquer turista que não se contenta com um íman de frigorífico como recordação, mas também um lugar obrigatório para alfacinhas com saudades dos sabonetes Confiança e das conservas Minerva.

A não perder: No Intendente, a variedade é mais do que muita e vai dos brinquedos da era pré-electrónica aos estacionário que parou no tempo. Pelo caminho, há faianças, mantas, moda e iguarias diversas, tudo 100 por cento português e com ares de outras épocas. Parece-lhe incrível? Não é à toa que esta loja recebeu um Prémio Time Out em 2013.

Descobrir Lisboa

Fauna e Flora
Manuel Manso
Coisas para fazer

Ideias para sobreviver à chuva em Lisboa

É normal que um alfacinha, de gema ou não, se sinta um peixe fora da água quando começa a chover. Só que não precisa de ficar triste só porque o céu está a chorar. Encare a precipitação com calma e faça planos impermeáveis às condições meteorológicas. Tente passar entre os pingos da chuva com estas ideias que ajudam a, no mínimo, tolerar a precipitação em Lisboa. Desde testar a pontaria contra uma horda de zombies virtuais a ir jogar bingo, há muitos planos dentro de portas. 

Noobai
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

As melhores esplanadas para o Outono em Lisboa

Somos bons esplanadores e não é o Outono que nos vai fazer sair da cadeira ao lusco-fusco. Pelo contrário. Não deixe que os fins de tarde escuros o façam ir logo para casa e aproveite happy hours, esplanadas com aquecedores ou com aquela mantinha que já cai bem pelas costas. Saia de casa mas abrigue-se de brisas leves, ventanias e do briol que já se sente à noite numa destas esplanadas: temos propostas à beira-rio, nas alturas ou outras mais escondidas dentro de edifícios. 

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