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Huawei - Miradouro de São Pedro de Alcântara
©Mariana Valle limaMiradouro de São Pedro de Alcântara

Quarenta coisas incríveis para fazer em Lisboa

De restaurantes onde vale a pena marcar mesa a lugares onde dar uso à máquina fotográfica, temos 40 sugestões de sítios para visitar e coisas para fazer em Lisboa.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Não é difícil tropeçar em coisas incríveis para fazer em Lisboa. A cidade está cheia de sítios novos para explorar, clássicos onde vale a pena voltar e pequenas pérolas escondidas que, por vezes, nem os alfacinhas de gema conhecem. Juntámos quatro dezenas de ideias e criámos uma lista com sugestões de coisas para fazer na capital portuguesa. Entre uma ida a um restaurante que mantém a sua própria lavandaria e uma subida ao pilar 7 da Ponte 25 de Abril, veja aquilo que ainda lhe falta conhecer e marque na agenda.

Recomendado: As melhores coisas para fazer este fim-de-semana

Quarenta coisas incríveis para fazer em Lisboa

Experimentar a melhor comida portuguesa no Time Out Market Lisboa
  • Restaurantes
  • Cais do Sodré

O que é? Um mercado do século XIX que começou por se chamar Mercado da Ribeira Nova e o povo, espantado por ver uma cúpula num mercado hortícola, chamava-lhe Mesquita do Nabo. As bancas com produtos frescos continuam a funcionar numa das alas, mas desde 2014 que se tornou o espelho da revista Time Out Lisboa.

Porquê ir? Tem uma selecção dos melhores restaurantes da cidade (são mais de 40), bares, espaços comerciais e uma sala de espectáculos. É o primeiro mercado do mundo em que tudo (com quatro ou cinco estrelas, nunca menos) é provado e escolhido a dedo por um painel independente de especialistas locais – os jornalistas e críticos da Time Out.

A não perder: Tudo. Se é bom, vai para a revista. Se é excelente, vai para o mercado.

  • Museus
  • Belém

O que é? Um museu de arte contemporânea em Belém. Parece um raio reflectido no rio e tem sido destino de romaria dos instagrammers alfacinhas desde o início.

Porquê ir? Um projecto da Fundação EDP, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia já está mais do que consagrado nas iniciais MAAT. As suas formas arquitectónicas  estrutura assinada pela britânica Amanda Levete marcaram o ano de 2016 na cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém. A visita não deve terminar aqui, recomendando-se que consulte as exposições programadas na agenda.

A não perder: A vista a partir do terraço na zona superior do edifício.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Santa Maria Maior
  • preço 3 de 4

O que é? Estabelecido há 80 anos por uma dupla germano-galaica, era inicialmente uma cervejaria que servia comida alemã. Três décadas depois, uma nova gestão remodelou o espaço para o aspecto que tem ainda hoje.

Porquê ir? Manual de conduta para comer na barra do Gambrinus: 1) comer sempre um croquete com mostarda da casa; 2) pedir a tulipa Gambrinus, uma cerveja mista muito boa; 3) não ignorar as amêndoas torradas; 4) esperar pacientemente pelas torradas de pão de centeio; 5) trincar um prego ou uma sandes de rosbife com tártaro; 6) assistir à preparação do café de balão – e bebê-lo, claro. Já tem pelo menos seis razões para ir, mas convém também decorar que às segundas é dia de empadão de perdiz, às quartas de empadão de lagosta e às quintas de eisbein com chucrute.

A não perder: Os croquetes? O prego? Ou serão os crepes suzette?

  • Coisas para fazer
  • Mercados e feiras
  • São Vicente 

O que é? O equivalente lisboeta ao madrileno El Rastro ou ao Portobello Market, em Londres. A Feira da Ladra nasceu no século XIII e andou de um lado para o outro na cidade, até fixar-se no Campo de Santa Clara em 1882.

Porquê ir? “Ó linda, venha ver que estão baratas” ou “disto não arranja em mais lado nenhum” são algumas das coisas que certamente vai ouvir quando passear pela Feira da Ladra. Aqui vende-se de tudo – velharias, objectos em segunda mão, roupa vintage e artesanato. Mas nem só de compras vive a Feira da Ladra: há murais de grandes artistas, vistas privilegiadas sobre o Tejo e o Panteão Nacional.

A não perder: Ponha o despertador para bem cedo e, à terça ou ao sábado, negoceie achadões no Campo de Santa Clara.

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  • Atracções
  • Torres e miradouros
  • Benfica/Monsanto

O que é? O novo miradouro de Lisboa tem quase meio século. Foi restaurante de luxo, bingo, discoteca, edifício de escritórios e armazém.

Porquê ir? Este ovni desenhado pelo arquitecto Chaves da Costa tem uma nova vida – faz de miradouro, aquela que
 foi sempre a sua vocação secundária. Abandonado desde 2001, recebia apenas a visita esporádica de exploradores, turistas, curiosos ou pessoas munidas com latas de tinta para fazer aquilo que as pessoas munidas com latas de tinta fazem. Desde Setembro de 2017 que pode ser visitado legalmente e em segurança.

A não perder: A vista de 360º para toda a cidade e a localização privilegiada, no Alto da Serafina, fazem deste prédio devoluto o melhor sítio para ver as vistas em Monsanto. Para quê mentir? É a melhor vista de toda a cidade.

  • Compras
  • Princípe Real

O que é? Uma marca de beleza portuguesa, conhecida pelo famoso Creme de Rosto, cuja fórmula se mantém desde 1925, agora sem parabenos. 

Porquê ir? As três lojas em Lisboa, primeiro na Rua dos Bacalhoeiros e depois no Príncipe Real e na Lx Factory, seguem à risca a tradição quase centenária naquilo a que gostam de chamar “cozinha de beleza”. Essa tradição, que nasceu em 1925, ainda é o que era, mas está de cara lavada desde 2016, ano em que fizeram renascer a marca com uma nova imagem. As lojas são dos sítios mais instagramáveis da cidade pela arrumação impecável, pelas cores e pelo packaging de cada gama da marca. 

A não perder: A família Benamôr foi crescendo ao longo dos anos. Uma das mais populares é a gama Nata, inspirada na pastelaria portuguesa e nos doces tradicionais, com extracto de ovo e canela. A linha é composta pelo creme de mãos, de corpo e bálsamo de lábios.

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  • Atracções
  • Chiado

O que é? A Bertrand é considerada a rede livreira mais antiga de Portugal e a livraria mais antiga do mundo, sendo que em 2018 integrou o programa municipal Lojas com História. Tem livraria e um café catita para passar tardes de volta da leitura. 

Porquê ir? Claro que pode encontrar uma loja da cadeia livreira em vários centros comerciais, mas nada se compara a entrar na do Chiado, considerada a livraria mais antiga do mundo pelo livro de recordes do Guinness e fundada em 1732 – só isto já é razão suficiente para pôr os pés nesta morada. Além da literatura local, oferece uma selecção razoável de romances ingleses, bem como guias e revistas estrangeiras, daquelas difíceis de encontrar noutras paragens. 

A não perder: Há uns anos, a livraria ganhou uma sala-café com petiscos dos autores que estão nas prateleiras e vinhos nacionais.

  • Arte
  • Marvila

O que é? Nascida em 2010 num armazém colossal no Braço de Prata, esta galeria é casa (ainda que temporária) para alguns dos mais mediáticos artistas urbanos da actualidade, de Wasted Rita a Alexandre Farto, conhecido por Vhils.

Porquê ir? Tanto é espaço de exposição, aproximadamente uma por mês, como lugar para residências artísticas. Agora, a Art Store, a irmã nascida em 2014 no Cais do Sodré, está também em Marvila, onde nasceu o espaço Capsule, para exposições de artistas emergentes. 

A não perder: As exposições temporárias.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Castelo de São Jorge
  • preço 2 de 4

O que é? Uma abordagem punk à cozinha tradicional portuguesa.

Porquê ir? O Velho Eurico já não é o modelo da taberna moderna em voga em 2010. Manda aqui o receituário regional, sem intromissões autorais e sem importações com sotaque castelhano. Menu coerente, aparentemente com algumas mudanças de ocasião, de acordo com a época e o produto. Bom ambiente, serviço expedito e conhecedor, má ventilação, carta de vinhos curta e fraca. Tudo como se quer numa taberna.

A não perder: A experiência completa, do início ao fim. É perder a noção do tempo enquanto os pratos chegam à mesa. 

  • Filmes
  • Bairro Alto

O que é? Por aqui já passou o Salão Ideal, o Cinema Ideal (versão 1.0), o Cine Camões e o picante Cine Paraíso. Aberto desde 1904, é (em resumo) o mais antigo cinema de Lisboa, apesar de o actual Cinema Ideal ser uma versão moderna inaugurada em 2014.

Porquê ir? 1) Ir ao “cinema de bairro” é uma tradição que não se deveria perder nunca; 2) é um espaço vital para a circulação de filmes alternativos e independentes e a programação tem um especial carinho por produções europeias.

A não perder: No dia ideal, todas as quintas-feiras, paga apenas 6€.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Castelo de São Jorge
  • preço 3 de 4

O que é? Um restaurante onde um adulto de ténis se sente confortável a comer com faqueiro de grife e a partilhar pratos. Na cozinha só se usam produtos portugueses da época. As técnicas, essas, são de todo o lado.

Porquê ir? António Galapito fez crescer um Prado ao pé da Sé, um restaurante onde trabalha o gado e a vegetação orgânica. Usa os ingredientes que os produtores portugueses lhe dizem que estão bons e, por isso, não tem uma carta propriamente fixa. Todos os dias há qualquer coisa que muda, dos cortes aos peixes. Do outro lado do aparthotel The Lisboans, onde fica o restaurante, há a Mercearia do Prado, onde se vendem produtos a granel, compotas e fiambres de porco preto.

A não perder: O tártaro de carne Barrosã envolvida numa couve galega grelhada é uma das estrelas da carta. Mas atenção que a ementa muda regularmente.  

  • Coisas para fazer
  • Grande Lisboa

O que é? Um espaço para saltar bem alto e descarregar toda a energia.

Porquê ir? É para saltar, saltar e saltar. Quem gosta de adrenalina não pode deixar de visitar o Jump Yard. Toda a gente salta nos 3500 metros quadrados de trampolins e outras atracções, como a Jump Tower, uma zona em que é possível saltar de uma plataforma para aterrar num colchão de ar, a Clip’Climb, uma área com sete paredes (uma delas dupla) possíveis para escalar, ou o Ninja Park, uma parte do armazém para os cada vez mais fervorosos adeptos do programa American Ninja Warrior.

A não perder: A jóia da coroa do Jump Yard é o Skyrider, que simula a experiência de estar numa montanha-russa. É a única das atracções paga à parte: 3€ a volta ou 7€ por três voltas.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Estrela/Lapa/Santos

O que é? Abriu o primeiro na Madragoa em 2017 e desde então está no top dos cafés mais instagramáveis da cidade. Em 2019, abriu nos Anjos. Em 2021, no Estoril. Continuam a ser especialistas em não ter horários para comer o que quer que seja a qualquer hora. 

Porquê ir? É um sucesso para pequenos-almoços, almoços e brunches, e é aqui que está a maior vantagem – tudo pode ser pedido à la carte, sem restrições de menu. É sentar, fotografar (óbvio) e comer – e pode chorar por mais.

A não perder: As panquecas são as grandes estrelas da carta (que tem também uma variedade grande de bowls e tostas): são altas e fofas, há desde as de aveia e banana com iogurte grego e compota caseira da época às de frutos vermelhos com doce de leite, com manteiga de amendoim às de matcha com lemon curd – há também uma versão salgada, com bacon crocante, ovo estrelado, maple syrup e cebola caramelizada. 

Comer um croquete com um garfo na Pastelaria Versailles
©Open House Lisboa/PedroSadio

14. Comer um croquete com um garfo na Pastelaria Versailles

O que é? Uma das pastelarias mais bonitas de Lisboa, inaugurada em 1922, com os tectos trabalhados, espelhos em art nouveau e candeeiros de cristal.

Porquê ir? Mantém-se desde o início como referência em tudo o que serve, do tradicional bolo-rei à pastelaria em geral que torna as vitrinas desta pastelaria numa das mais gulosas da cidade. Mas não se fica pelos éclairs, nem se esgota nos pastéis de nata, nem nos espessos chocolates quentes. É exímia também à hora da refeição.

A não perder: Tem carne de bom corte com a qual faz famosos os croquetes e os pregos no pão. O café sai bem servido e é, há quase um século, ponto de encontro de várias gerações.

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  • Coisas para fazer

O que é? Nos últimos anos, Lisboa tornou-se uma das capitais mundiais da arte urbana.

Porquê ir? Vhils, Shepard Fairey, Bordalo II, Aka Corleone, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Se por um lado Lisboa está em guerra com taggers com pouco talento para a coisa – e que fazem questão de espalhar assinaturas por tudo quanto é sítio –, por outro a cidade é cada vez mais um museu a céu aberto de belíssimas obras de arte urbana. Embarque num passeio alternativo pela cidade.

A não perder: Famoso pelo cartazes que desenhou para a campanha de Barack Obama, em 2008, Shepard Fairey juntou-se a Vhils para produzir um mural com o rosto de uma mulher em grande escala, na Graça. Combina o estilo de ambos e fica na Rua da Senhora da Glória.

  • Restaurantes
  • Martim Moniz

O que é? É conhecido pelo “grande bacalhau assado”, ou como “aquele sítio na Mouraria que está sempre cheio”.

Porquê ir? É o restaurante ideal para quem quer comer muito, pagar pouco e passar uma tarde pós-almoço, à mesa, sem ser enxotado. Nenhuma fotografia faz jus ao tamanho e à beleza da travessa que chega à mesa com a posta alta, as batatas e o grão. Vale a pena também ferrar o dente no entrecosto com arroz de feijão, nos bifinhos ao alhinho ou nos chocos.

A não perder: Bom, deixa cá ver… ah! O bacalhau assado.

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  • Noite
  • Intendente

O que é? Inaugurada em 2012 no Largo do Intendente, funciona como associação cultural, sala de concertos, bar e restaurante. Tornou-se desde então destino favorito da noite lisboeta.

Porquê ir? Fica num antigo palacete, que também foi Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos, e tem uma programação regular de concertos e festas. Fique-se pelo pátio durante o dia e depois passe para a pista de dança no interior. 

A não perder: Os cocktails ao final da tarde no pátio interior do espaço. 

  • Compras
  • Princípe Real

O que é? Uma concept store, ou galeria comercial, instalada no Palacete Ribeiro da Cunha, construção neo-árabe do século XIX.

Porquê ir? Em pleno Príncipe Real, salas e mais salas albergam design, moda, e exposições temporárias. Não há “embaixada” mais diplomática do que esta: tanto alberga lojas portuguesas como estrangeiras (originalidade garantida em todas elas), com uma boa selecção de marcas de moda, acessórios e decoração. Espreite também o jardim.

A não perder: A curadoria de lojas de moda masculina, como a Fairly Normal ou a Isto.

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  • Bares
  • Cervejaria artesanal
  • Cais do Sodré

O que é? Aqui juntam-se cerveja artesanal e bons petiscos.

Porquê ir? A Musa, cervejeira artesanal, abriu em Marvila o seu primeiro pousio ao público em 2017. Entretanto chegou também à Bica, num espaço mais dedicada aos petiscos.

A não perder: São 15 bocas de cerveja, quase todas produzidas pela Musa. E todas boas.

  • Bares
  • Chiado/Cais do Sodré

O que é? O parque de estacionamento mais famoso da cidade, principalmente por causa do sexto piso, onde metade de Lisboa se costuma estacionar no terraço com melhor vista.

Porquê ir? Este rooftop bar tem cocktails, petiscos e DJs que costumam animar os finais de tarde dos alfacinhas e dos turistas que visitam o Park todos os dias. Fica na Calçada do Combro e, mesmo no Inverno, com mantinhas, aquecedores e uma esplanada coberta, é uma boa opção para beber um copo ao fim do dia. A oferta musical também está cada vez mais composta.

A não perder: A vista sobre o Tejo e a Ponte 25 de Abril é deslumbrante. 

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  • Restaurantes
  • Geladarias
  • Chiado/Cais do Sodré

O que é? Aqui vende-se um dos melhores gelados de Lisboa. É artesanal, feito com produtos frescos, fruta portuguesa de um fornecedor do Mercado da Ribeira e, como manda a tradição romana, servem-no com uma espátula (e não em bola), sempre com um acrescento de natas batidas no topo, feitas várias vezes ao dia. Faça chuva ou faça sol, tem sempre filas à porta. Com estudantes impacientes ou com deputados apressados que se deslocam da Assembleia da República mesmo ali ao pé.

Porquê ir? Além dos clássicos de morango ou chocolate, a gelataria da romana Costanza Ventura tem outros bons sabores, como o gelado de avelã, o de pistácio de Bronte DOP, que vem da Sicília, e o de amêndoa DOP importada de Piemonte. “Escolhemos sempre boas matérias-primas.” É por isso que também usam leite Vigor, natas Gresso e chocolate Pantagruel. Pode ainda pedir para lhe fazerem um bolo de gelado. Sim, leu bem.

A não perder: Um cone – de uma marca italiana, a Coni – ou um copo custa 2,5€ (pequeno), 3€ (médio) ou 3,50€ (grande), com os sabores que quiser.

  • Restaurantes
  • Português
  • Chiado/Cais do Sodré

O que é? Durante o dia, é uma simples taberna com uma ementa feita de pratos tradicionais, como a meia-desfeita de bacalhau. À noite, transforma-se num laboratório, com o chef André Magalhães a experimentar e a misturar gastronomias de todo o mundo. 

Porquê ir? A equipa da Taberna acredita numa abordagem à memória gastronómica nacional. Ajuda o facto de André Magalhães ser um investigador da área? Ajuda, claro. Foi desse estudo que nasceram os dois pratos-âncora da casa. Aqui faz-se uma cozinha sazonal e não usam produtos refrigerados. Na mercearia, pode contar com amostras de pequenos produtores, também à prova nas mesas. Exemplos? Manteiga Marinhas, Broa de Avintes, conservas Luças ou pão da Herdade do Freixo do Meio. Atenção: não há reservas e está sempre cheio; vá cedo.

A não perder: A meia desfeita de bacalhau e as iscas com elas.

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  • Compras
  • Santa Maria Maior

O que é? Bacalhoaria de um lado e mercearia fina do outro. Os produtos regionais são a prata da casa – e motivo da fama e da longevidade desta loja histórica.

Porquê ir? Além de uma cortadora de presunto, datada de 1923, aqui encontra um pouco de tudo do melhor que há, do bacalhau aos queijos e presunto. Este espaço tornou-se Manteigaria Silva em 1956, mas começou por ser o matadouro que abastecia a Praça da Figueira. E histórias há muitas, como a restrição à compra do bacalhau após o 25 de Abril.

A não perder: O presunto de porco preto vintage, um rótulo que ganha graças aos 60 meses de cura.

  • Compras
  • Santa Maria Maior

O que é? Uma pequena loja histórica, inaugurada em 1930, com uma colorida panóplia de latas de conservas: sardinhas, atum, anchovas e pasta de peixe.

Porquê ir? A par do Elevador da Bica, da vista do Castelo de São Jorge e da Ponte 25 de Abril, é bem capaz de ser dos cenários mais fotografados por turistas. Talvez seja aquela perfeição das prateleiras de madeira com as latas coloridas todas alinhadas, talvez seja a perícia com que embalam as latas em papel pardo e atam com cordel, talvez porque quem lá entra aprende que aqui a matéria é toda 100% nacional e escolhida a dedo.

A não perder: Há três marcas da casa – Tricana, Prata do Mar e Minor – cada qual com a sua especificidade, que merecem ser conhecidas por todos os que se intitulam lisboetas.

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  • Atracções
  • Alcântara

O que é? Mercados, exposições, lojas, cafés, concertos, festas. Há todo um mundo para descobrir nesta fábrica cosmopolita que alterou por completo a paisagem de Alcântara a partir de 2008, quando este complexo saído de 1846 reabriu portas.

Porquê ir? Aqui pode cortar o cabelo, procurar pranchas de surf ou até dormir. É uma cidade de consumo dentro da cidade. Mas nada é deixado ao acaso neste complexo industrial tornado bairro trendy: os sítios para ler, vestir, decorar, comer, beber ou dançar são escolhidos a dedo e vão fazê-lo perder (algum) amor à carteira.

A não perder: O mercado semanal. Reserve parte do domingo.

Provar os melhores hambúrgueres de Lisboa (e dónutes) no Ground Burger
  • Restaurantes
  • Hambúrgueres
  • São Sebastião

O que é? A melhor hamburgueria de Lisboa. Quando os alfacinhas achavam que estava tudo visto nesta matéria, apareceu o Ground Burger e deu uma lição a toda a gente.

Porquê ir? O que se passa no laboratório do restaurante, à vista dos clientes, é pura magia: 150 gramas de carne Black Angus, dentro de um pão de brioche feito ali mesmo, tostadinho por dentro, combinado com ingredientes de qualidade e acompanhado de onion rings. Qualquer um da ementa é bom, e casa bem tanto com os milkshakes XL como com as cervejas artesanais. Não deixe de provar os Crush Doughnuts, os dónutes artesanais que entretanto ganharam espaço próprio – mas que continuam disponíveis neste restaurante. 

A não perder: Obrigatório provar o Ground Burger, com cheddar, alface, tomate, cebola roxa e molho GB.

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  • Noite
  • São Vicente 

O que é? A discoteca mais famosa da cidade — e do país, para dizer a verdade. Abriu portas a 29 de Setembro de 1998, penúltimo dia da Expo 98.

Porquê ir? Em 2014, The Guardian distinguiu-o como uma das melhores 25 discotecas da Europa, algo que já estávamos fartos de saber. Tem duas pistas de dança e um terraço com vista rio, onde DJs residentes e artistas de renome internacional fazem suar os convivas, num ambiente hip e mui fotogénico. Mais na moda impossível. Mesmo mais de 20 anos depois.

A não perder: Ver o nascer do sol da varanda do Lux é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante.

  • Museus
  • São Sebastião

O que é? Um dos mais completos museus da Europa, com peças de arte que remontam ao ano 2000 a.C. O acervo vai até ao início do século XX.

Porquê ir? Estão aqui aproximadamente seis mil peças, mas só pouco mais de mil estão expostas ao público em permanência. O Museu Calouste Gulbenkian, cujas portas abriram em 1969, é um espaço museológico da fundação com o mesmo nome e é formado por dois circuitos independentes: um dedicado à arte oriental e clássica e outro dedicado à arte europeia. Há também exposições temporárias com peças que chegam de todo o mundo.

A não perder: Além do périplo pelas exposições, guarde tempo suficiente para passear pelo jardim envolvente. É de tirar o fôlego.

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  • Noite
  • Alfama

O que é? Um sítio alternativo e informal, com uma mão cheia de mesas de assentos baixos e prateleiras a abarrotar de livros e jogos.

Porquê ir? O dono é um brasileiro de alcunha Mané do Café, que é um artista, escritor, poeta e amador, que promove leituras diárias no bar. Qualquer um pode pegar na guitarra da casa e tocar (mas não é para aplaudir: em vez disso, esfreguem as mãos; os vizinhos agradecem). O bar tem muitos clientes habituais – que se servem a si próprios e que vão anotando o que bebem  para pagar depois – e não faltam músicos e estudantes. Era também o bar de eleição de Madonna quando a cantora vivia na capital.

A não perder: Mané é incapaz de mandar as pessoas embora, pelo que o espaço fecha por vezes já depois das 05.00 da manhã. 

  • Bares
  • Santos

O que é? Um bar com o whisky, o piano e a tristeza como ingredientes principais, se bem que a decoração é tudo menos triste.

Porquê ir? Foi uma das grandes novidades da noite lisboeta em 2021. Além do piano de madeira – aberto também a quem quiser mostrar o seu talento –, o outro ingrediente especial para a melancolia do Bar Mais Triste da Cidade é o whisky. A garrafeira foi escolhida a dedo, com whiskies que começam nos nove euros e vão até aos 27 euros, incluindo bebidas mais difíceis de encontrar, como o James Martin. Só há um cocktail, a margarita de poejo, a oito euros, e ostras para petiscar. 

A não perder: A selecção de whisky. 

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  • Noite
  • Bares abertos de madrugada
  • Avenida da Liberdade

O que é? Recria o ambiente secreto dos speakeasies, os bares clandestinos surgidos em inícios do século XX, durante a Lei Seca, nos EUA.

Porquê ir? Na lista dos 100 melhores bares do mundo, o Red Frog, na Rua do Salitre, numa porta identificada com um sapo vermelho onde era preciso tocar à campainha para entrar, estava fechado desde Março de 2020, quando começou a pandemia. Na Primavera de 2021 reabriu dentro do outro bar do grupo, o Monkey Mash, num espaço bem mais pequeno e exclusivo, mas com o mesmo espírito e decoração de speakeasy. Convém reservar mesa.

A não perder: É impossível recomendar um cocktail, uma vez que a lista está em constante mudança.

  • Atracções
  • Campo de Ourique

O que é? O grande cemitério da parte ocidental de Lisboa. Destino final do eléctrico 28 e dos aristocratas da cidade, de artistas e de obras arquitectónicas de renomada assinatura.

Porquê ir? Constituído quase exclusivamente por jazigos particulares, foi construído no período romântico, em 1833, por ocasião da epidemia de cólera morbus. Na Capela dos Prazeres encontra a antiga sala de autópsias e, desde 2001, o Núcleo Museológico. Alberga monumentos e criações de anónimos e de arquitectos da vanguarda oitocentista.

A não perder: A visita guiada pela última morada de uma série de personalidades.

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  • Noite
  • Cais do Sodré

O que é? A caixinha de música da rua cor-de-rosa tem uma das mais generosas programações de concertos e estica-se noite dentro. Não vamos utilizar aqui a expressão “ecléctico” para definir a oferta do Musicbox porque estamos a guardar essa expressão para quando alguém que conhecemos mal quiser falar de música – “gosto de tudo, sou muito ecléctico”.

Porquê ir? A discoteca inaugurada em 2006 e que é epicentro do trabalho da empresa cultural CTL – Cultural Trend Lisbon tem música todos os dias da semana, excepto ao domingo. Quando grande parte dos bares do Cais do Sodré fecham portas, perto das quatro, a noite aqui ainda está longe de morrer – e prolonga-se até às seis.

A não perder: As residências que vão surgindo por lá e são anunciadas no Facebook do espaço. 

  • Atracções
  • Chiado

O que é? Um dos mais belos locais de culto da cidade, mandado edificar no final do século XVI. Foi a primeira igreja em Portugal da Companhia de Jesus, ligação que se manteve durante dois séculos; e foi uma das primeiras igrejas jesuítas em todo o mundo.

Porquê ir? Os estilos maneirista e barroco dominam a Igreja de São Roque, um dos raros edifícios em Lisboa a sobreviver ao Terramoto de 1755, quase sem sofrer um arranhão. De tal forma que tanto a igreja como a residência auxiliar foram cedidas à Santa Casa da Misericórdia, para substituir os seus edifícios e igreja destruídos no sismo. O vínculo mantém-se até hoje, com a igreja a centralizar as atenções de turistas e não só.

A não perder: Além da visita ao espaço e das fotografias que vai querer tirar à sumptuosa decoração, conte com eventos pontuais, nomeadamente concertos.

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  • Atracções
  • Alcântara

O que é? Um miradouro em plena ponte. Para ver o Tejo junto ao tabuleiro rodoviário e testar as vertigens.

Porquê ir? A ponte inaugurada em 1966 tem 14 pilares, mas este fica na Avenida da Índia, nas traseiras do Village Underground. Agora que já ninguém se perde, um dos aspectos mais essenciais: esta é uma atracção turística de Lisboa que vai levar os visitantes ao interior deste pilar para uma experiência sensorial.

A não perder: O calafrio que nos percorre a coluna quando olhamos para os pés e ficamos com a sensação de que nos fugiu o chão (mas é aldrabice, pode ficar descansado).

  • Restaurantes
  • Padarias
  • Alvalade

O que é? No Isco Pão e Vinho está tudo à vista de todos – sempre com um cheirinho a pão (de fermentação lenta) acabado de sair do forno.

Porquê ir? As qualidades de pão variam consoante o tempo e a criatividade, mas todos os dias há pão de trigo, feito com 90% de trigo branco, 10% de farinha de trigo persa e massa-mãe de trigo. Há sempre, também, pão de mistura com 40% de centeio integral, trigo branco e massa-mãe de centeio, e um de espelta, com 50% de espelta integral, 50% de trigo branco e umas papas de centeio com flocos.

A não perder: Além do pão, a vitrine desta pequena padaria tem também uma “pastelaria de padeiro”, com croissants, folhados, bolos de canela, de cardamomo, e brioches.

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  • Atracções
  • Parque das Nações

O que é? Um aquário gigante com milhões de litros de água salgada e uma série de inquilinos para conhecer com entusiasmo, entre águas temperadas, tropicais e frias.

Porquê ir? Num país com uma extensão de costa destas, e com uma tradição marítima que se perde nos tempos, era praticamente criminoso imaginar que o peixe só tem lugar no prato. Vai daí, em 1998 (é verdade, já foi em 1998) a exposição universal que aconteceu em Lisboa, no actual Parque das Nações, encontrou neste edifício um dos seus pontos altos.

A não perder: Para além da recomendável romaria à exposição permanente, conte com mostras temporárias, actividades múltiplas (que tal dormir com os tubarões?) e com um vaivém Oceanário que faz acções fora de Lisboa.

  • Restaurantes
  • Cafés
  • Belém

O que é? Um clássico da cidade e desta revista. Uma pastelaria gulosa onde nunca falta açúcar.

Porquê ir? Os croissants de massa folhada vêm quentes e polvilhados de açúcar cristalizado. A receita é mantida em segredo há mais de 30 anos e a fama traz até ali visitantes, além de gente do bairro, que usa o espaço para reuniões e ponto de encontro. No Careca também se vê muita gente sair de saco na mão: também ali se faz pão, há salgados e folhados e não faltam outras opções doces, incluindo miniaturas e biscoitos, que podem comprar-se ao quilo.

A não perder: Os duchesses quase conseguem rivalizar com os croissants.

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  • Atracções
  • Alcântara

O que é? É, juntamente com a Lx Factory, um dos albergues da maior representação de arte urbana por metro quadrado da cidade. 

Porquê ir? Os contentores que compõem o Village Underground foram inicialmente pintados com obras dos portugueses Aka Corleone e Kruella d’Enfer, cujas cores e contornos ainda resistem agora acompanhados de adições de outros artistas como os Halfstudio que deixaram claro que “Lisbon is the New Lisbon” (não temos dúvidas).

A não perder: A programação regular do Village Underground faz com haja sempre motivos para rumar a Alcântara.

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O que é? Já toda a gente sabe: Catarina Portas fez o milagre de ressuscitar marcas nacionais mortas há uma data de tempo e juntou-as debaixo de um mesmo tecto (entretanto de vários, mas quem é que está a contar?).

Porquê ir? As lojas d’A Vida Portuguesa são o sonho de qualquer turista que não se contenta com um íman de frigorífico como recordação, mas também um lugar obrigatório para alfacinhas com saudades dos sabonetes Confiança e das conservas Minerva.

A não perder: A variedade é mais do que muita e vai dos brinquedos da era pré-electrónica aos estacionário que parou no tempo. Pelo caminho, há faianças, mantas, moda e iguarias diversas, tudo 100 por cento português e com ares de outras épocas.

Descobrir Lisboa

  • Restaurantes

É uma tradição bem portuguesa, esta de rumar à esplanada assim que os casacos começam a ficar para trás. Talvez até antes disso, porque neste jardim à beira-mar plantado tudo serve de desculpa para fazer fotossíntese. Com isto em mente, quisemos trazer-lhe a papinha toda, dizer-lhe onde é que a pode fazer sem passar fome e sede. A lista que se segue é um apanhado das últimas novidades fresquinhas.

  • Coisas para fazer

Lisboa é uma cidade incrível, e se os conselhos dos locais ajudam a experiência dos forasteiros, também se aplica a regra de que muitas vezes são os estrangeiros quem mais e melhor desfruta da cidade que é sua, uma das mais estimulantes na Europa. Damos-lhe quatro mãos cheias de sugestões de coisas que os turistas fazem e todos os lisboetas devem experimentar.

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