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As melhores feiras e mercados de Lisboa

O seu guia para as melhores feiras e mercados em Lisboa

Mercado LX Rural

Lisboa tem espaço para todas as bancas e mais algumas. E se há variedade! Em palácios, à sombra de contentores, paredes meias com museus ou em jardins. Da moda à decoração e ao design, passando por produtos frescos do dia e traquitanas.

Frescuras

Agrobio Campo Pequeno e Santa Clara

Agrobio Campo Pequeno e Santa Clara

As anexações não param. Os mercados da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica continuam a marchar sobre Lisboa e o último território a ser conquistado foi o Campo de Santa Clara, ao lado da Feira da Ladra. As bancas cumprem os serviços mínimos, mas se é quantidade que quer, dê antes um salto ao Campo Pequeno. Até malaguetas biológicas tem e diz-se por aí que picam mais na língua que as outras. 

Sáb 09.00-18.00. 

Lx Rural

Lx Rural

Os produtores do Oeste ainda não aqueceram o lugar e já há quem venha de propósito à Lx Factory para comprar os frescos da semana. Aqui, pelo menos aos domingos, saloio é um bonito elogio. As bancas não são muitas (20 produtores e só alguns vêm todas as semanas), mas nas poucas que montam arraiais, os produtos são apreciados. Ele é pão de Mafra, verduras acabadas de colher, ou a sopa de feijão da Taska Tv, uma rulote que, na única semana em que tentou variar na ementa, quase deu azo a um motim. Tudo trazido de Torres Vedras e arredores, bem pela fresca. E há mesmo quem mantenha o transporte típico da região, a velha carrinha de caixa, coberta com uma lona e que traz tudo e mais alguma coisa. Atrás da banca, também há sempre histórias para contar. Cátia e Ulisses, os dois irmãos que arrancaram com o Lx Rural em Dezembro, fazem questão de identificar cada banca e de pôr clientes e produtores à conversa. O resultado são compras ainda mais eficazes e uns vislumbres do campo em plena cidade. 

Dom 09.30-16.00. 

Mercado Biológico do Príncipe Real

Mercado Biológico do Príncipe Real

“Como é que isto se faz?”, “Acompanha bem com o quê?”, “E isto dá-se em qualquer sítio?”. Guarde todas as dúvidas sobre hortícolas, leguminosas e afins para as manhãs de sábado, no Jardim do Príncipe Real. São as vantagens de ter o próprio produtor do lado de lá da banca. Encontre de tudo um pouco e descubra ingredientes nunca antes vistos nas grandes superfícies. 

Sáb 09.00-15.00. 

Mercado CAP

Mercado CAP

A Confederação dos Agricultores de Portugal chega todos os meses à Praça da Figueira, com cerca de 30 produtores vindos de todo o país. As frutas e legumes são a grande atracção, mas são os queijos e enchidos que perfumam o ar. 

Segundo fim-de-semana do mês 10.00-21.00 (Dom até às 20.00). 

Mercado de Cascais

Mercado de Cascais

O velhote mercado de Cascais tem 64 anos mas ganhou nova vida quando, em 2015, juntou a peixeiras e floristas restaurantes modernos e bares de cocktails. Todas as quartas-feiras e sábados de manhã enche-se de frutas e verduras frescas. Procure a banca da Faustina, a vendedora mais antiga do pedaço, que madruga para levar de Mafra para a Linha as suas batatas, alhos e ameixas.

Qua e Sex 06.30-14.00. 

Mercado da Quinta das Conchas

No Parque das Conchas, o mercado acontece todas as semanas, aos sábados, e junta produtores de Torres Vedras, Santa Cruz, Sintra e Mafra, com os legumes e frutas mais frescos da região e com pão, queijos e enchidos, mesmo a horas para o pequeno-almoço dos valentes. 

Sáb 09.00-14.00.

Modernices

Cargo

É preciso estar à coca, já que calendário fixo é coisa que não agrada ao mercado do Village Underground. A paisagem, já se sabe, é única, e as bancas esforçam-se por seguir a via da originalidade, seja com loiças, malhas, cadernos cosidos à mão, jóias ou acessórios para embonecar a bicicleta. São negócios com sangue jovem e génio criativo aguçado, DJs e furgonetas de comida, tudo ao molho e com muita fé nas artes. 

Rua 1º de Maio, 101 (Alcântara). 

Coolares Market

Coolares Market

Lá porque fica no cimo do monte, não quer dizer que o Coolares Market ande menos atento às últimas tendências de moda. Pelo contrário. O cenário campestre-chique da Caza e Quinta de Cima do Pé da Serra consegue ser verdadeiramente inspirador. Pelo caminho, desfrute da paisagem, nas calmas, que estas bancas estão lá à sua espera. 

Último fim-de-semana do mês 11.00-19.00.

Crafts & Design

Crafts & Design

A cada edição do Crafts & Design, o Jardim da Estrela adere em força ao tema, sejam os canteiros em flor da Primavera, sejam as primeiras folhas secas do Outono. O alinhamento de bancas junta alguns dos artesãos mais habilidosos da cidade com as marcas de que todos falam. Uma coisa é certa: este mercado transborda de boas ideias, mas também de vendedores cheios de pinta. Afinal, é o mais antigo de uma nova geração de feiras. 

Primeiro fim-de-semana do mês 10.00-19.00.

Feira Vizinha

Juntar banquinhas de rua com os lojistas mais antigos do Bairro é o objectivo desta feira que, apesar de pequena, já conquistou a simpatia da vizinhança. No final da Calçada do Combro, promovem-se os artistas e autores da zona, num bairro que tem cada vez mais para dar e mostrar à cidade. 

Lx Market

Começou por ser o mercado de eleição para todos os lisboetas de guarda-roupa bem recheado, atingidos de súbito pela vontade de cultivar o desapego. Em quatro anos de Lx Market, muita coisa mudou. O conceito chegou a ir ao Parque das Nações e a embarcar na caravana do Out Jazz, mas nos últimos tempos tem andado mais sossegado e cheio de pequenas marcas. Artesanato, discos, acessórios, peças de autor e alguns vestígios da segunda mão de outros tempos. 

Domingos 11.00-18.00.

Mercado do CCB

Mercado do CCB

Lembra-se do mercado que juntava relíquias de antiquário com peças de autor daquelas a que nem toda a gente lá chega? O Novo & Antigo assumiu a alcunha e tornou-se no Mercado do CCB. O conceito, esse, continua o mesmo. Uma pequena cidade, onde encontra de tudo, de camisolas quentinhas e sabonetes artesanais a compotas e fruta da época. De caminho, compre bilhetes para um espectáculo produzido pelo CCB. Tem 30 por cento de desconto em dia de mercado.

Primeiro domingo do mês 10.00-18.00. 

Mercados no Museu

Mercados no Museu

Vá às compras, sim, mas com o radar cultural bem alerta. Afinal, estamos ao lado de um museu e às portas do Jardim Botânico e, além das 50 bancas do costume, há visitas guiadas, música ao vivo e muita relva para estender a manta. A maioria dos visitantes é isso que aproveita em dias de sol, para não falar nos comes e bebes, aqui pensados para consumir na hora. Das sandes de chouriço assado da Tasca do Magriço às tripas de Aveiro e à cerveja Oitava Colina, fome ninguém passa. 

Terceiro sábado do mês 11.00-18.00.

Relíquias de colecção

Feira da Ladra

Feira da Ladra

Podiam todos os antiquários da cidade juntar-se que, ainda assim, não conseguiriam competir com a selecção ecléctica e absurda que a Feira da Ladra mostra todas as semanas. O clássico lisboeta não passa de moda e continua a ter achados daqueles, da roupa à decoração. Armas, moedas e selos antigos são as peças mais procuradas por coleccionadores, mas o surreal espreita ao virar de cada esquina na forma de Barbies descadeiradas, electrodomésticos moribundos e bibelôs que desafiam a criatividade dos decoradores mais atrevidos. Aqui, o velho predomina, mas o novo em folha pode aparecer onde menos se espera. Por isso, já sabe: se é para passar a Feira da Ladra a pente fino, que seja com os olhos bem atentos. 

Ter e Sáb 08.00-18.00.

Outros mercados

Aos domingos, as bancas de frescos tiram folga e a nave central do Mercado da Ribeira é ocupada pelo Mercado das Colecções (09.00-13.00). E querendo, também lhe pode chamar mercado dos palavrões: a filatelia, a numismática, os alfarrábios, a medalhística e a cartofilia são os pratos fortes, servidos a coleccionadores a sério, que sabem bem do que andam à procura. 

Bem mais diversificada é a Feira da Avenida da Liberdade, no segundo fim-de-semana do mês (10.00-19.00). Junte aos produtos biológicos o chamado artesanato urbano, identificável à distância pelas bolsinhas de retalhos e pela bonecada em papel maché. Gostos à parte, um belo passeio pelo Passeio Público de outros tempos. 

Nos últimos sábados do mês, as hortaliças partilham o jardim com a Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato do Príncipe Real (09.00- 18.00). O nome diz tudo. Apesar das poucas bancas, esta feira junta meio mundo.

Venha às compras cá dentro

Feira das Almas

Feira das Almas

E pensar que, há três anos, a primeira edição da Feira das Almas não passou de um ajuntamento de 20 bancas não muito promissor? Hoje, chamar-lhe fenómeno não é exagero. Além do primeiro fim-de-semana do mês, a feira mais alternativa de Lisboa vai ao Porto, ao Algarve e agora ocupa também os terceiros sábados com uma edição especial, no sítio do costume. Menos bancas, horas mais tardias e muita animação junto ao bar: o Late Market vai até às 11 da noite e dá lugar a bancas que ficam de fora das 70 contempladas no início do mês. 

É tudo obra de Catarina Querido. A cada edição, são mais de 300 candidaturas e talvez o segredo do sucesso esteja mesmo na variedade. Há bancas de vintage e segunda mão, os discos e livros estão logo à entrada, e ainda sobra espaço para artistas e ilustradores emergentes, moda jovem e fresquinha, jóias e coisas giras para a casa. Tudo acompanhado por misturas de DJs e concertos, normalmente reservados aos domingos. 

Regueirão dos Anjos, 70. Primeiro fim-de-semana do mês 11.00 e terceiro sábado do mês 16.00.

Hype Market

Hype Market

Os mais claustrofóbicos podem respirar de alívio. Apesar de ser num parque de estacionamento, o Hype Market não podia ser mais arejado. Com o Jardim do Arco do Cego mesmo ao lado, é ver as senhoras, as famílias e os estudantes do Técnico a passar por lá, para ver as modas e não só. A organização anda a ver se inclui mais marcas de design, decoração e arte e a verdade é que espaço não falta. São 70 bancas, a juntar ao aparato de street food do lado de fora. 

Último sábado do mês 11.00- 19.00. 

Palace Market

Palace Market

É, oficialmente, o mercado lisboeta com mais assoalhadas e tudo graças a uma mentora com olho para a prospecção imobiliária. O Palace Market tornou-se rapidamente um sucesso e todo o espaço é pouco para o número crescente de marcas e clientes que alinham num sábado de compras no Palacete Gomes Freire. O forte é o guarda-roupa feminino, se bem que os pequenos fashionistas não saem mal servidos. Uma ou outra sugestão de decoração e tem-se casa cheia. Isabel Almeida já andava a cozinhar o conceito há algum tempo, era só uma questão de encontrar o sítio certo. O cuidado ao seleccionar as marcas é crucial e são cada vez mais as lojas, portuguesas e internacionais, que suplicam por uma banca. E mesmo quando os preços fogem ao que se espera encontrar num mercado, as vendas não se ressentem. Não sabemos se a clientela é pouco contida, mas que até os casacos de 500€ já andaram num corrupio, isso já. É o mercado mais chique de Lisboa e arredores e o único da sua espécie. 

Rua Gomes Freire, 98. Terceiro sábado do mês 10.30-19.30.

Rehabbed Market

O Rehabbed Market mudou de poiso para o Mercado da Ribeira. Na nova fase, apuraram-se os critérios de selecção. Uma escolha mais refinada, com marcas consolidadas e de design próprio na mira. A edições vão continuar fiéis à moda feminina, mas com um limite máximo de 40 marcas por evento.

 

The Spot Market

Ainda nem o Espaço Amoreiras teve tempo de arrefecer, já o The Spot Market garantiu o seu lugar. O projecto partilha a filosofia do antecessor (o Rehabbed Market) e não quis largar o poiso onde a clientela mais fiel já se habituou a fazer compras. As marcas chegam de todo o país e como a maioria está habituada a vender online, tem aqui uma oportunidade de contactar directamente com as compradoras. Elas, por sua vez, podem mexer em tudo o que o ecrã, normalmente, não deixa. São 62 bancas com propostas fresquinhas e uma área com cinco marcas, dedicada aos mais pequenos. O trabalho do The Spot Market vai muito além dos primeiros sábados do mês. O apoio a marcas emergentes é dado todas as semanas, uma espécie de mentor que ajuda a levar os negócios a bom porto. 

Rua D. João V, 24. Primeiro sábado do mês 10.30-19.30. 

Pequenos feirantes

Mercadito da Carlota

O que é que nasceu primeiro, o blogue ou o mercado? A resposta é fácil. Fernanda Ferreira Velez começou por se lançar à conquista de cliques; o projecto a três dimensões veio menos de um ano depois. Desde 2011 que o Mercadito acontece duas vezes por ano, a cada mudança de estação, e ainda não parou de crescer. Mérito de um conceito pioneiro, que já passou pelo Ritz, pela Estufa Fria, pelo Museu da Carris e pelo CCB. Às compras, Fernanda junta uma boa dose de entretenimento infantil, mas nem tudo diz respeito aos mais pequenos. O leque de marcas para adultos tem vindo a aumentar, das últimas modas para pais e mães à decoração.

Em forma

A.ti.tudo

Aconselha-se os visitantes do novo mercado do Parque 1º de Maio a vestirem-se a rigor para uma espécie de bootcamp urbano. Avaliações físicas, aulas de ginástica e spinning e dicas de alimentação fazem parte do alinhamento, sempre voltado para a saúde e bem-estar. Este é, decididamente, o mercado dos saudáveis, embora os curiosos também sejam bem-vindos. 

Primeiro domingo do mês 10.00-18.00. 

Get Zen

Get Zen

Depois das carrinhas gourmet, da corrida ao vintage e da febre do design, chega uma nova geração de mercados. São ao ar livre, tiram partido da natureza envolvente e chegam com um pacote completo de aulas, terapias e espectáculos, sempre com o bem-estar e a saúde debaixo de olho. É o caso do Get Zen. Estreou-se recentemente nos jardins do Palácio Pimenta, e o nome não foi escolhido em vão. Há bancas de produtos naturais, dos alimentos biológicos à cosmética, mas também demonstrações de terapias alternativas, oficinas de aproveitamento de materiais, guerreiros japoneses, yoga, feng shui e a presença assídua de Kabeção Rodrigues, o artista português que domina o hang como ninguém. 

Último domingo do mês 10.00-18.00. 

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