A Time Out na sua caixa de entrada

Procurar
Livraria da Travessa
Inês Félix

As melhores livrarias em Lisboa

Independentes ou mais comerciais, estas livrarias em Lisboa servem todas o mesmo propósito: aumentar a sua colecção lá de casa

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Francisca Dias Real
e
Raquel Dias da Silva
Publicidade

Estante a estante, lombada a lombada, página a página, lá se vão encontrando aquelas cópias que queremos juntar à colecção lá de casa, sejam eles clássicos da literatura ou aqueles livros mais comerciais que têm estampado uma citação de best seller do The New York Times. Entre livrarias mais conhecidas ainda sobrevivem na cidade outras independentes, onde muitas vezes ainda se sacode o pó das prateleiras. Romances, policiais, biografias, livros de história e de arte, de fotografia ou de banda desenhada, Lisboa está cheia de boas páginas para serem lidas e levadas para casa. Ora deite o olho na lista abaixo e descubra as melhores livrarias em Lisboa.

Recomendado: Roteiro de livrarias independentes em Lisboa

As melhores livrarias em Lisboa

  • Coisas para fazer
  • Estrela/Lapa/Santos

É galeria, café e livraria, tudo ao mesmo tempo, bem no coração da Madragoa. Sob o lema de que o desenho não tem fronteiras, é a esta arte que a Tinta nos Nervos se dedica. Na livraria douram as prateleiras autores como Philipe Guston, Lorenzo Mattotti, Robert Crumb, Charles Burns, Bruno Munari, Hector de la Valle, Maria João Worm, Dinis Connefrey, Filipe Abranches, André Ruivo ou Ema Gaspar. Na galeria as exposições vão rodando, sempre com a premissa de o artista ou artistas criarem um objecto em exclusivo para o espaço. Ao fundo, há um café com esplanada interior, onde além de chávenas de cafezinho da Flor da Selva e pão da Gleba, há espaço para ler e para participar nos workshops e conversas que vão aparecendo na agenda.

  • Coisas para fazer
  • Eventos literários
  • Lisboa

Há livros ao desbarato logo à entrada, edições do mais rebuscado que já se viu, volumes em segunda mão e pequenas editoras à espera de serem descobertas. Do que mais gostamos, temos de confessar, é da belíssima selecção de novidades, zines, literatura infantil e livros usados. Mas há de facto mais qualquer coisa além dos livros nas prateleiras. Com um pequeno auditório, onde se realizam eventos com alguma regularidade, a agenda costuma incluir desde lançamentos e conversas sobre livros até oficinas.

Publicidade
  • Compras
  • Livrarias
  • Campo de Ourique

Está num dos bairros mais catitas de Lisboa, apinhado de miúdos. Adivinhou qual? Campo de Ourique, pois claro. A Baobá abriu pelas mãos da Orfeu Negro, portanto já pode contar com todo o catálogo da editora, além de outras como a Tcharan ou a Planeta Tangerina. De qualquer forma, só precisa de saber que, nesta livraria, o principal foco está no encantado mundo dos livros ilustrados para os mais novos. Quanto ao calendário de eventos, costuma estar sempre cheio e os visitantes inesperados são bem-vindos.

  • Coisas para fazer
  • Princípe Real

“Os livros são objetos transcendentes”: é Caetano Veloso que canta, Rui Campos repete e faz do verso mote de negócio. Rui é o fundador da famosa Livraria da Travessa carioca que se instalou no Príncipe Real, integrada na Casa Pau-Brasil. Este é o primeiro espaço fora do Brasil, onde já existem oito, e traz o mesmo conceito que por lá vinga há 44 anos – uma livraria de bairro com uma curadoria literária única e programação cultural a condizer. Para Lisboa trazem uma valente bagagem para distribuir por mais de 300 . O lote de autores portugueses continua a pesar nas escolhas editoriais da livraria com nomes como António Lobo Antunes, Alexandra Lucas Coelho, Miguel Torga, Maria Gabriela Llansol ou Eça de Queirós. Para folhear em brasileiro, há autores como Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, Machado de Assis, Lilia Moritz Schwarcz, Jorge Amado, Chico Buarque ou Milton Hatoum. A Travessa tem também uma secção infantil só para eles e um pequeno cantinho com cadeiras para leituras miudinhas, que é como quem diz, para os gaiatos se entreterem enquanto os mais velhos se perdem noutros mares literários.

Publicidade
  • Coisas para fazer
  • Princípe Real

Num tempo em que nos habituámos a chorar a morte de velhas livrarias, é sempre de saudar o nascimento de uma nova. Em Novembro de 2017, a Almedina ganhou mais um espaço, na Rua da Escola Politécnica. Fica a um pulo do Rato, no lugar que pertencia a uma antiga oficina de vitrais e mosaicos e onde, agora, as antigas mesas de fabrico de vidro suportam o peso de outras artes, inscritas em milhares de livros.

  • Coisas para fazer
  • Eventos literários
  • Alcântara

Quando abriu na Lx Factory, a Ler Devagar era a única em Lisboa da sua espécie. Espaçosa, com livros por todo o lado, dois andares, um café e vestígios da maquinaria da antiga gráfica. As singularidades mantêm-se e continua a ser a melhor livraria da cidade para se ter um bom tempo de leitura, ou dar dois dedos de conversa, vá. E agora, no primeiro andar, também pode beber cerveja artesanal no Beber Devagar, ou comprar discos. É que a mais relevante distribuidora de jazz em Portugal, a catalã Distrijazz, uniu esforços com uma loja de discos conterrânea, a Jazz Messengers de Barcelona, para abrir este espaço – nas prateleiras estão cerca de 4000 títulos, que vão muito além do catálogo da Distrijazz.

Publicidade
  • Compras
  • Livrarias
  • Lisboa

Chamar-lhe livraria é pouco. O lado oficinal não fica de fora desta It's a Book, projecto nascido em 2016 no bairro dos Anjos. O mundo infantil é explorado ao nível da literatura, das edições de autor e das artes plásticas, através de uma programação repleta de actividades para os mais novos. Se tem dúvidas, basta espreitar a agenda online. Quanto aos títulos, as editoras nacionais convivem com as forasteiras e o lado didáctico e artístico prevalece.   

  • Compras
  • Livrarias
  • Areeiro/Alameda

Emblemática livraria de bairro e uma das mais antigas da cidade (est. 1957), a Barata tem uma excelente selecção de revistas nacionais e estrangeiras, uma cave só com livros infantis e papelaria. Como bónus, também serve café e organiza mini-eventos culturais. Ah, também serve para desenrascar um presentinho de última hora, tipo uma singela caneta Parker. A entrada a cães é permitida, o que, esperamos, venha elevar o nível de literacia dos nossos amigos de quatro patas.

Publicidade
  • Compras
  • Livrarias
  • Chiado

É a segunda livraria mais velhinha de Lisboa (a seguir à Bertrand, a mais antiga do mundo em funcionamento), mas está como nova. Renasceu em 2017 porque José Pinho, dono da livraria da Ler Devagar, investiu nesta nova Ferin, que tem agora um bar, uma secção infantil e até quer apostar na venda de autores portugueses traduzidos em línguas estrangeiras.

  • Arte
  • Campo de Ourique

O sonho de Luís Alves Dias sempre foi abrir uma livraria no bairro que ele considerava a rive gauche lisboeta. Na altura havia várias, hoje todas extintas. Perdura a Ler que, desde a abertura em 1970 até à revolução de Abril em 1974, foi uma referência para os livres pensadores, por poderem ali encontrar livros proibidos pelo regime. Vendidos clandestinamente, só a clientes de confiança, escondiam-se os exemplares em vãos de estantes, paredes falsas ou até baldes de tinta. Hoje, funciona também como um centro cultural alternativo, com récitas de poesia, um clube de leitura, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, workshops e até sessões para crianças.

Publicidade
  • Coisas para fazer
  • Chiado/Cais do Sodré

Precisa de um guia do Uganda? Então este é o sítio certo. A Palavra de Viajante vende livros de viagens, guias, álbuns, mapas e tudo o que tenha a ver com a nobre arte de laurear a pevide. É perfeita para ir antes das férias, mas melhor ainda para visitar antes sequer de as marcar – se precisa de ideias de um destino novo, este é o sítio onde vai encontrar inspiração.

  • Atracções
  • Chiado

Claro que pode encontrar uma loja da cadeia livreira em vários centros comerciais, mas nada há mais épico que entrar na do Chiado, a livraria mais antiga do mundo (de acordo com o livro de recordes do Guinness), fundada em 1732. Além da literatura local, oferece uma selecção razoável de romances ingleses, bem como guias e revistas estrangeiras. Há uns anos, a livraria ganhou uma sala-café com petiscos dos autores que estão nas prateleiras e vinhos nacionais.

Publicidade
  • Coisas para fazer
  • Chiado/Cais do Sodré

Nesta pequena (e recheada) livraria na Calçada do Combro, encontra livros novos, antigos e usados, obras de pequenas editoras, espécimes raros, difíceis de encontrar, e até edições próprias. Entre todos os exemplares disponíveis, predominam literaturas de língua portuguesa e ciências humanas, mas a política, a sociologia e a poesia também se destacam nas estantes. 

  • Coisas para fazer
  • Lisboa

Desde 2011 que a STET faz as delícias dos amantes de arte e fotografia. Antes, funcionava no Bairro Alto, numa cozinha do século XVIII, mas a falta de espaço para vender livros fê-los mudar para Alvalade. Entretanto, mudou novamente, desta feita para perto do Mercado de Arroios, onde não só vende livros dedicados à arte e à fotografia, mas também fotografias, livros de artistas e edições de autor. Há preços para todos os gostos. Os livros mais simples, como as fanzines, começam nos 5€, mais coisa, menos coisa, e há outros que por serem considerados relíquias podem chegar aos 800€. Enfim, uma livraria especializada a que vale a pena deitar olho.

Publicidade
  • Arte
  • Chiado/Cais do Sodré

Livros, música e papelaria. Em São Bento encontra um pouco de tudo isto na Distopia, que deve o nome a algumas das obras mais marcantes da literatura internacional, como 1984, de George Orwell, O Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Uma boa alternativa às grandes superfícies livreiras, com direito a sons experimentais alemães ou à obra escrita de João César Monteiro. Nas prateleiras, encontrará vários géneros literários e temáticas, da arte à vida prática.

  • Coisas para fazer
  • Avenida da Liberdade

Esta é uma livraria histórica, fundada em 1943 pelo alemão Karl Buchholz, que fugiu de Berlim onde tinha uma galeria de arte e uma livraria – tudo por causa da II Guerra Mundial e do regime que não permitia que tivesse determinados autores representados. Por cá, esteve na Avenida da Liberdade e saltou para a Duque de Palmela em 1965, onde salas carregadinhas de livros se estendem por três andares acolhedores. Em 2008, encerrou depois de declarar insolvência, mas ganhou uma nova vida quando se tornou, em 2010, numa das principais livrarias do Grupo Leya.

Publicidade
  • Coisas para fazer
  • Lisboa

É uma loja de livros em segunda-mão em inglês, que também serve como mini-centro cultural para os falantes da língua de Shakespeare. A proprietária é a finlandesa Leena Marjola, que coordena um book club que se vai reunindo de quando a quando. Entre a selecção de livros para levar para casa, encontra desde peças de teatro até às obras de Maya Angelou, passando por clássicos como Persuasion, de Jane Austen, biografias e livros de ficção-científica e fantasia.

  • Coisas para fazer
  • Eventos literários
  • Grande Lisboa

A Leituria está de cara lavada. Mas, apesar da morada diferente, a Estefânia continua a albergar esta livraria. Bem mais apertado que o antigo poiso, a nova Leituria serve-se de uma das entradas do Misturado – a outra é a de uma cafetaria – para dispor as altas estantes recheadas de livros, que até do tecto pendem, ainda que seja como decoração. Vítor Rodrigues, o dono, quis manter o mesmo conceito de livraria de bairro que já tinha na Rua Dona Estefânia, com uma selecção vasta de autores “pouco comerciais” e “livros usados que não se encontram em muitos locais.”

Publicidade
  • Compras
  • Livrarias
  • Lisboa

A Kingpin Books nasceu há cerca de 19 anos e já conta com três mudanças de casa. Agora está na Avenida Almirante Reis com um espaço de 215 metros quadrados. Impressiona a quantidade de livros de banda desenhada, mas esta não é uma simples livraria especializada: para além das obras aos quadradinhos, há uma zona reservada a apresentações de livros e a sessões de autógrafos, muito merchandising alusivo a super-heróis e as famosas Funko Pop Figures (pequenos bonecos cabeçudos de todas as personagens que possa imaginar). O objectivo desta nova loja é quebrar o estereótipo da loja de BD – escura e underground – e ser um espaço arejado e bonito não só para os aficcionados mas também para o grande público.   

  • Coisas para fazer
  • Carnide/Colégio Militar

Tirar o pó dos livros já foi uma tarefa mais difícil. Pôr de lado a ideia de os deitar fora e mentalizar-se que há mais sítios onde os levar — como é o caso da livraria solidária de Carnide, um projecto levado a cabo pela Boutique da Cultura, uma associação sem fins lucrativos. A livraria solidária tem um catálogo de quase 10 mil livros, vindos de particulares e doações de muitas bibliotecas, livros esses que vão estar à venda por valores simbólicos de 1€ a 5€, divididos entre dois espaços dentro do edifício. Qualquer pessoa, independentemente da sua área de residência, pode visitar a livraria, assim como doar os livros que pretender.

Publicidade
  • Bares
  • Cais do Sodré

Sim, é possível ler na Rua Nova do Carvalho, no Cais do Sodré. Aquela ideia de que a rua do pavimento cor-de-rosa é só barulho e copos caídos morre aqui. Bom, pelo menos é o intuito da livraria-bar Menina e Moça, desejo antigo de Cristina Ovídio, ex-professora de Literatura Portuguesa que actualmente faz parte da editora Clube do Autor. O tecto do espaço é obra do ilustrador João Fazenda e, além de uma porrada de livros (a colecção dá especial destaque à lusofonia e às traduções), há cocktails para vários gostos bem como refeições leves como tartes, folhados, quiches. Para que se lhe der a fome não comer páginas.

  • Compras
  • Livrarias
  • Grande Lisboa

Duarte Pereira e Rosa Azevedo dão a cara pela Snob, uma livraria independente originária de Guimarães, mas agora com o centro de operações em Lisboa. Tudo o que está nas prateleiras podia bem estar na biblioteca destes dois, desde títulos novos a livros em segunda mão, jornais fora de circulação, fanzines e outras edições raras. No site têm grande parte dos títulos à venda, separados por áreas de interesse, mas criaram também uma loja online no Facebook. É visitar, encomendar, esperar e, finalmente, ler. 

Publicidade
  • Compras
  • Livrarias
  • Avenidas Novas

Neste tempo de constante difusão tecnológica, esta nova livraria ambiciona levar cultura nacional e internacional ao público português. Como? Através de livros, claro. São mais de 100 mil exemplares, entre edições esgotadas, obras técnicas e literatura infanto-juvenil. Quanto ao espaço, é na verdade um canivete suíço. Dividido entre um amplo e luminoso piso térreo, um modesto mezanino e um piso inferior, todos ligados por uma escadaria curvilínea, alberga também uma galeria de arte e antiquário, uma papelaria e uma cafetaria.

Mais leituras

  • Miúdos
  • Eventos literários

A leitura é uma peça-chave para a educação dos miúdos e uma das melhores formas de os entreter. Em Lisboa, mas também em Sintra, a uma viagem de comboio de distância, já existem algumas livrarias dedicadas aos mais pequenos, onde a literatura infanto-juvenil é o foco, os livros de editoras independentes – da Pato Lógico à Planeta Tangerina – têm lugar de destaque e o mundo da ilustração é a chave de ouro. 

Recomendado
    Também poderá gostar
      Publicidade