Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Estas livrarias em Lisboa dão-lhe mais que fazer

Estas livrarias em Lisboa dão-lhe mais que fazer

Têm livros nas estantes, mas também comes e bebes. São as mais completas livrarias em Lisboa e estão à espera da sua visita

Por Raquel Dias da Silva |
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Livraria menina e moça
Fotografia: Arlindo Camacho

Nem só de livros vivem estes espaços culturais em Lisboa. Há também lanches e cartas de vinhos. Outro género de literatura, portanto. São uma dúzia de livrarias especiais, onde uma visita significa muito mais do que virar umas páginas e ler meia dúzia de prefácios na diagonal. A programação, quase sempre de entrada livre, conta também com exposições de arte, conferências, ciclos de leitura, workshops e até jogos de tabuleiro. Já para não falar do cafézinho da praxe. Parta então à descoberta e boas leituras (ou não). 

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Estas livrarias em Lisboa dão-lhe mais que fazer

Ler Devagar 2
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer, Eventos literários

Ler Devagar

Alcântara

Quando abriu na LX Factory, a Ler Devagar era a única em Lisboa da sua espécie. Espaçosa, com livros por todo o lado, dois andares, um café e vestígios da maquinaria da antiga gráfica. As singularidades mantêm-se e continua a ser a melhor livraria da cidade para se ter um bom tempo de leitura, ou de dois dedos de conversa, vá. Por exemplo, com Pietro Proserpio, o artista no piso de cima a mostrar as suas criações mecânicas – é ele o autor da bicicleta que está pendurada no meio do armazém e que já se tornou a imagem de marca do espaço. Entretanto, a agenda para este ano já conta com workshops de escrita criativa, lançamentos de livros e até concertos.

Livraria menina e moça
Fotografia: Arlindo Camacho
Bares

Menina e Moça

Cais do Sodré

Sim, é possível ler no Cais do Sodré. Aquela ideia de que a rua do pavimento cor-de-rosa é só barulho e copos caídos é para esquecer. Bom, pelo menos é esse o intuito da livraria-bar Menina e Moça, desejo antigo de Cristina Ovídio, ex-professora de Literatura Portuguesa que actualmente faz parte da editora Clube do Autor. O tecto do espaço é obra do ilustrador João Fazenda e, além de uma porrada de livros (a colecção dá especial destaque à lusofonia e às traduções), há cocktails para vários gostos bem como refeições leves como tartes, folhados e quiches. Para não comer páginas se bater a fome.

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Chiado Literário
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer, Eventos literários

Chiado Café Literário

Alcântara

Chiado Café Literário é mesmo uma livraria, apesar de poder passar um dia inteiro sem comprar um único livro e poupando-se a qualquer tipo de constrangimento. Há quem apareça para almoçar, para o chá das cinco ou para beber um copo de vinho ao fim do dia. Já a selecção de lombadas não se fica pela editora da casa. Nas poucas paredes disponíveis, vão rodando pequenas exposições de fotografia e pintura. Organizam-se ainda tertúlias literárias. Os temas são os possíveis e imagináveis, mas sempre no conforto desta espécie de salão de chá.

Tigre de papel
©DR
Coisas para fazer, Eventos literários

Tigre de Papel

Lisboa

Há livros ao desbarato logo à entrada, edições do mais rebuscado que já se viu, volumes em segunda mão e pequenas editoras à espera de serem descobertas. Mas há de facto mais qualquer coisa além dos livros nas prateleiras. A programação regular, diversificada e de qualidade inclui ciclos temáticos, debates, visionamento de filmes, comunidade de leitores, actividades para crianças e lançamento de livros.

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Leituria
Fotografia: Duarte Drago
Coisas para fazer, Eventos literários

Leituria

Grande Lisboa

A Leituria está de cara lavada, mas apesar da morada diferente a Estefânia continua a albergar esta livraria. Bem mais apertado que o antigo poiso, a nova Leituria serve-se de uma das entradas do Misturado – a outra é a de uma cafetaria – para dispor as altas estantes recheadas de livros, que até do tecto pendem, ainda que seja como decoração. Vítor Rodrigues, o dono, quis manter o mesmo conceito de livraria de bairro que já tinha na Rua Dona Estefânia, com uma selecção vasta de autores “pouco comerciais” e “livros usados que não se encontram em muitos locais.” A porta continua, portanto, um verdadeiro corrupio. 

Fábula urbis
©DR
Coisas para fazer, Eventos literários

Fabula Urbis

Santa Maria Maior

Numa livraria dedicada a Lisboa, a agenda segue pelo mesmo caminho. O tema estende-se a exposições, tertúlias e recitais – às vezes com bandas à mistura. A última novidade são os jogos de tabuleiro. Fica a saber mais sobre a história dos grandes clássicos e ainda sobra tempo para uma partidinha.

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Livraria barata
©DR
Compras, Livrarias

Livraria Barata

Areeiro/Alameda

Tem calçada portuguesa e isso é logo um ponto a favor. Emblemática livraria de bairro e uma das mais antigas da cidade (est. 1957), a Barata tem uma excelente selecção de revistas nacionais e estrangeiras, uma cave só com livros infantis e papelaria, serve café e organiza eventos culturais, desde exposições até lançamentos e tertúlias literárias. Melhor só o facto de permitir a entrada a cães, o que, esperamos, venha elevar o nível de literacia dos nossos amigos de quatro patas.

Livraria da Travessa
Inês Félix
Coisas para fazer

Livraria Travessa

Princípe Real

“Os livros são objectos transcendentes”: é Caetano Veloso que canta, Rui Campos repete e faz do verso mote de negócio. Rui é o fundador da famosa carioca Livraria da Travessa que se instalou no Príncipe Real, integrada na Casa Pau-Brasil. Este é o primeiro espaço fora do Brasil, onde já existem oito, e traz o mesmo conceito que por lá vinga há 44 anos – uma livraria de bairro com uma curadoria literária única e programação cultural a condizer. Para Lisboa trazem uma valente bagagem para distribuir por mais de 300 m2 e dividi-la entre áreas como Literatura, Fotografia, Arquitetura, Artes, Ciências Humanas ou Biografias. O lote de autores portugueses continua a pesar nas escolhas editoriais da livraria com nomes como António Lobo Antunes, Mia Couto, Alexandra Lucas Coelho, Miguel Torga, Maria Gabriela Llansol ou Eça de Queirós. Para folhear em brasileiro, há autores como Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, Machado de Assis, Lilia Moritz Schwarcz, Jorge Amado, Chico Buarque ou Milton Hatoum. A Travessa tem também uma secção infantil só para eles e um pequeno cantinho com cadeiras para leituras miudinhas, que é como quem diz, para os gaiatos se entreterem enquanto os mais velhos se perdem noutros mares literários.

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Tinta nos Nervos
Fotografia: Duarte Drago
Coisas para fazer

Tinta nos Nervos

Estrela/Lapa/Santos

É galeria, café e livraria, tudo ao mesmo tempo bem no coração da Madragoa. Sob o lema de que o desenho não tem fronteiras, é a esta arte que a Tinta nos Nervos se dedica. Na livraria doura as prateleiras autores como Philipe Guston, Lorenzo Mattotti, Robert Crumb, Charles Burns, Bruno Munari, Hector de la Valle, Maria João Worm, Dinis Connefrey, Filipe Abranches, André Ruivo ou Ema Gaspar. Na galeria as exposições vão rodando, sempre com a premissa de o artista ou artistas criarem um objecto em exclusivo para o espaço. Ao fundo há um café com esplanada interior, onde além de chávenas de cafézinho da Flor da Selva e pão da Gleba, há espaço para ler e para participar nos workshops e conversas que vão aparecendo na agenda.

Baobá Livraria
©DR
Compras, Livrarias

Baobá Livraria

Campo de Ourique

Está num dos bairros mais catitas de Lisboa, apinhado de miúdos. Adivinhou qual é? Campo de Ourique, pois claro. A Baobá abriu pelas mãos da Orfeu Negro, portanto já pode contar com todo o catálogo da editora, além de outras como a Tcharam ou a Planeta Tangerina. Aqui, o principal foco está no encantado mundo dos livros ilustrados do universo infanto-juvenil. Todos os sábados a livraria organiza sessões de histórias, oficinas ou exposições. O calendário de eventos está sempre cheio, só precisa de estar atento à página de Facebook.

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Bookshop Bivar
©DR
Coisas para fazer

Bookshop Bivar

Lisboa

Loja de livros em inglês que também serve como mini-centro cultural para os falantes da língua de Shakespeare. Tem um “book club” e todos os meses há workshops de escrita com uma “professional writing coach”.

Arte e Cultura em Lisboa

Ó Galeria
Fotografia: Arlindo Camacho
Arte, Galerias

Galerias de Lisboa: um roteiro alternativo em dez passos

Enamorar-se de uma peça de design nórdico e aproveitar para ver o que está exposto nas paredes de uma loja no Cais do Sodré. Ir fazer compras à Mouraria e encontrar ilustrações no lugar de um antigo minimercado. Passear por Santos e acabar entre arte contemporânea e tatuagens. Todos estes cenários são possíveis e há muitos mais a descobrir na Lisboa de todas as artes. Venha daí.

arte urbana
Bruno Barata
Coisas para fazer

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, Aka Corleone, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Embarque connosco num passeio alternativo pela cidade.

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cómoda de fernando pessoa na casa museu de fernando pessoa
©José Frade
Coisas para fazer

Casas de escritores: Um roteiro literário de Lisboa

Alguns espaços receberam novos inquilinos, outros tornaram-se museus que celebram o trajecto dos escritores, outros, ainda, serviram-lhes unicamente de última morada. De colina em colina, por ruelas, becos, largos e avenidas, de um rés-do-chão para Camões a um miradouro para Sophia, sem esquecer essa fachada emblemática no Bairro Alto por onde passaram não um mas vários escritores, a cidade fervilha com a presença histórica. Deixe os livros em casa e faça-se ao caminho.

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