"Arte & Moda", Museu Calouste Gulbenkian
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As exposições em Lisboa a não perder este mês

Artes plásticas, fotografia e mostras documentais. Este mês, a agenda de exposições em Lisboa não dá descanso.

Mauro Gonçalves
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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Bairro Alto
A ZDB inaugura esta antologia de Paulo Bruscky (1949, Recife), um dos pioneiros da arte conceptual do Brasil, que se manifesta desde a década de 1970 nas relações entre arte, comunicação e tecnologia. Entram no seu trabalho poesia visual e sonora, performances, livros e filmes de artista, xerox arte e fax arte, instalações, intervenções urbanas, e dos novos media. O tecnológico de outras eras, hoje quase visto como manual. A sua obra é caracteristicamente semiótica, privilegiando as significações não-literais, acasos e coincidências como bases para a criação. Tal como aconteceu no início dos anos 1980, quando viajou à cidade de Brusque, no estado de Santa Catarina, apenas atrás do acaso da quase-homonímia. Manipulou postais, fotografou placas informativas, sinaléctica e elementos da cidade. Tudo isto foi “Bruscky em Brusque”, num vínculo entre o acaso e a lógica.
  • Arte
  • Baixa Pombalina
"A minha liberdade fala por via desse humilde pedaço de papel, da sua imagem e das suas palavras. E como a democracia é o império da diferença, cada uma das vozes dos autocolantes não dá origem a uma cacofonia, mas a um coro. O coro da liberdade." Assim descreve o historiador e fundador da associação Ephemera a exposição que leva para o MUDE - Museu do Design 1800 autocolantes de cinco décadas. A mostra "explora a diversidade do autocolante como ferramenta de mobilização, pertença e activismo", começando na explosão do pós-25 de Abril até às urgências de hoje, como a habitação, os direitos LGBTQIA+ ou a emergência climática. Se os posters e cartazes têm estado na fila da frente de exposições que querem contar a história através do material gráfico produzido, os autocolantes foram como que esquecidos. A própria ideia do autocolante político implica "um desafio de design gráfico exigente", como qualifica o MUDE. "Deve sintetizar mensagens, mais ou menos complexas, num espaço delimitado, o que pede um domínio exímio da composição, da tipografia, da cor e das técnicas de impressão – num apelo surpreendente ao engenho e à criatividade dos autores."
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  • Arte
  • Belém
O músico e performer Manuel João Vieira (que se também foi candidato à presidência da República) mostra 44 anos de percurso nas artes plásticas. Reconhecido sobretudo pelo trabalho iniciado na década de 1980, quando co-fundou o Movimento Homeostético, Vieira regressa a essa altura com peças de 1982, traçando uma linha contínua até 2026. Nela, há figuras e relações improváveis, cenários de inferno e de paraíso, muita água, tensões e insconsciente. É uma espécie de síntese em que vemos as transformações na cor, a repetição de temas e de figuras e o desenrolar de novas histórias. Nestas perto de 50 peças, muitas de grande dimensão, entra-se rapidamente numa ilha inusitada.
  • Arte
  • Baixa Pombalina
Professor e editor, Paulo de Cantos desenvolveu, entr 1917 e 1969, uma produção gráfica singular, marcada pelo experimentalismo pedagógico e em diálogo com o modernismo. Com curadoria de António Silveira Gomes e Cláudia Castelo, a exposição evidencia o papel do livro como suporte privilegiado pelo autor, bem como uma prática orientada para a superação de limites físicos e conceptuais.
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  • Arte
  • São Sebastião
A artista italiana Rosa Barba teve carta branca para ocupar a Nave do CAM. O resultado é "Desenhar Vocabulário", exposição que apresenta cerca de 25 obras, algumas delas inéditas, e que sobe até ao Mezanino, onde a artista expõe algumas obras seleccionadas da colecção do CAM para dialogarem o o seu próprio trabalho. A partir de película de celuloide e aparelhos cinematográficos, Rosa Barba cria instalações site-specific de grande escala, que representam elas próprias objectos escultóricos.
  • Arte
  • Belém
Três gerações de artistas, provenientes de três geografias diferentes. Lubaina Himid, Ines Doujak e Patricia Domínguez fazem do MAC/CCB um território comum, cada uma com uma prática artística própria. "Propõem narrar o mundo a partir do subterrâneo para refletir sobre as urgências do presente", pode ler-se no comunicado. Com curadoria de Nuria Enguita e Rafael Barber Cortell, "Olhos Múltiplos" explora temas como o carnaval, o bestiário e a botânica "como formas de conhecer o mundo.
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  • Arte
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Chama-se Women in Art Fellowship e é uma bolsa destinada a apoiar mulheres artistas emergentes no campo da arte contemporânea. Lançada em 2025, a primeira edição (que contou com 210 candidaturas) distinguiu o trabalho de Beatriz Narciso que apresenta agora a sua primeira exposição individual no circuito institucional – "Sótão". Esta resulta do trabalho realizado no âmbito da bolsa e propõe uma "abordagem simbólica da importância do contributo feminino em objectos, descobertas e invenções, resgatando um legado algo esquecido ao longo da história."
  • Arte
  • Chiado/Cais do Sodré
No âmbito das Comemorações do Centenário do Nascimento de Júlio Pomar, esta exposição percorre mais de sete décadas da obra do artista, através de cerca de 50 obras – entre gravuras, desenhos, pinturas, esculturas e assemblagens –, provenientes de várias colecções públicas e privadas.
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  • Arte
  • Belém
A partir das vivências e registos de um grupo de mulheres que serviram na Guerra Colonial Portuguesa como enfermeiras pára-quedistas, Margarida Correia monta uma exposição de fotobiografias. A história destas mulheres num contexto de ditadura e opressão, mas também o que experienciaram durante o tempo de serviço em África e como as suas vidas se desenrolaram depois da queda do regime compõem uma exposição fotográfica e documental, dividida em pequenas salas.
  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Estávamos em 1986 e Portugal tinha acabado de entrar na Comunidade Económica Europeia (CEE). Pouco depois, dois fotógrafos alemães, Ute e Werner Mahler, aterraram em Lisboa, acompanhados pelo jornalista Wolfgang Kil. A ideia era comporem um livro de viagens, destinado aos residentes da República Democrática Alemã (RDA). São estas imagens que estarão expostas em mupis na Praça dos Restauradores a partir do dia 4 de Maio, naquele que é talvez o momento de maior visibilidade do Ciclo Narrativa, festival de fotografia organizado pela associação fundada pelo fotógrafo Mário Cruz, que inclui ainda a exposição "Luciérnagas", no espaço da galeria, entre outras iniciativas.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado.

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