'Amã', de Nadir Afonso, é uma das obras em exposição
© DR | 'Amã', de Nador Afonso
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Exposições em Lisboa para ver este mês

Artes plásticas, fotografia e mostras documentais. Este mês, a agenda de exposições em Lisboa não dá descanso.

Mauro Gonçalves
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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Belém
Na exposição "Habitar Portugal", a sétima de uma série que se iniciou em 2003, podemos partir de duas perguntas. Uma é: o que fez a democracia pela arquitectura? A outra inverte o ónus, questionando o que terá feito, então, a arquitectura pela democracia. Ambas serão válidas para pensar a mostra que reúne 100 obras marcantes da arquitectura em território nacional e no estrangeiro, todas assinadas por arquitectos portugueses, obedecendo a critérios como a diversidade geográfica, de tipologia ou o equilíbrio de género (dando visibilidade a arquitectas que pouco a tiveram no início do período democrático).
  • Arte
  • Belém
O MAAT faz 10 anos em Outubro e vai estar a olhar para a própria colecção de arte contemporânea. "Turn around" é uma primeira exposição debruçada sobre as mais de 2460 obras reunidas durante os últimos 25 anos. Um primeiro momento, que será complementado por mais uma inauguração no final de Abril. Com uma curadoria a seis mãos, esta segue elos menos óbvios entre as obras seleccionadas. Entre pintura, desenho, escultura, vídeo e instalação, o processo começou, segundo João Pinharanda, com artistas capazes de intervir no espaço.
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  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Comissariada pelo designer Jorge Silva e pelo director do Museu Bordalo Pinheiro, João Alpuim Botelho, a exposição "Toma! 150 anos de Zés Povinhos" acompanha o percurso de uma das figuras mais conhecidas do artista português, Zé Povinho, criada a 12 de Junho de 1875 nas páginas centrais do jornal A Lanterna Mágica. Mais de 150 anos depois, "o Zé continua tão presente no nosso quotidiano", "ganhando um lugar no nosso imaginário como símbolo do povo português". Ao longo do tempo, foi também apropriado por caricaturistas, profissionais do teatro, ceramistas e publicitários. Chegou, ainda, a ser mascote da selecção nacional de futebol. No mesmo espaço, está a nova exposição de longa duração, disposta por sete salas.
  • Arte
  • Fotografia
  • Beato
Uma nasceu nos anos 60, outra nos anos 90. Juntam-se, assim, duas gerações e duas perspectivas sobre os lados pagão e religioso, da tauromaquia às procissões. Mas com muitos pontos em comum. Em "A Prova do Tempo", as fotógrafas Inês Gonçalves e Ana Paganini mostram "surpreendentes afinidades temáticas, formais e simbólicas", como o facto de terem retratado, ambas aos 30 anos, diferentes protagonistas da festa brava, de toureiros a forcados. A acompanhar os trabalhos, no espaço Le Mur, na mesma galeria, está a instalação de Sebastião Castelo Lopes, "O som de fazer o último poema".
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  • Arte
  • Sintra
Enquanto "Connections", a exposição permanente de Albuquerque Foundation soma e segue, a fundação de Sintra inaugura mais uma mostra temporária, a primeira da programação contemporânea. Esta é dedicada ao trabalho da jamaicana-britânica Phoebe Collings-James, artista multidisciplinar que tem desenvolvido, ao longo das duas últimas décadas, uma prática que atravessa a música, o som, a pintura e a escrita, com um foco crescente na escultura em cerâmica. Quer nas esculturas em cerâmica, quer na pintura, Collings-James apresenta alusões mais ou menos explícitas ao confronto e à luta, mas também ao amor, ao desejo e à libertação.
  • Arte
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
O ano da fundação começa aqui, naquela que é a primeira leva de exposições de 2026. Ainda há detalhes por revelar, mas sabe-se já que os artistas envolvidos serão Teresa Segurado Pavão e Rui Sanches, Frida Baranek, Vasco Futscher, Sara & André, Francisco Janes e, claro, as obras de Vieira da Silva e Arpad Szenes.
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  • Arte
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Numa exposição inteiramente dedicada a um dos nomes maiores da pintura portuguesa do século XX, a Sociedade Nacional de Belas Artes apresenta 94 obras originais. Destas, 39 são pinturas sobre tela, entre elas sete de grandes dimensões e executadas nos últimos anos de vida do artista. Cinquenta e cinco são desenhos, estudos e guaches. "O conjunto propõe uma leitura cronológica e sensorial do pensamento plástico de Nadir Afonso, marcada pelo rigor formal, coerência e uma profunda reflexão estética", pode ler-se no comunicado.
  • Arte
  • Marvila
Criadas no contexto dos 50 anos de independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, as 30 obras em papel e cartão pintadas por Dino D'Santiago a tinta-da-China inspiram-se na memória do tráfico transatlântico de pessoas africanas, fazendo questionar "de que serve a independência sem memória". O contraste com as cores vivas acentuam o conceito de “pessoa de cor”, sublinhando “as vidas que foram – e continuam a ser – interrompidas pelo preconceito”, na visão do artista. A exposição propõe assim um "movimento inverso", assumindo-se como "um acto de desobediência à cronologia da dor". “De que serve a soberania se o espírito permanece exilado?”, pergunta ainda o autor.
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  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Nuno Andrade é o vencedor da primeira edição do Prémio Narrativa – Fujifilm (que distingue a fotografia portuguesa contemporânea). Com "PicNic", mostra-nos um território de limbo no Seixal, a Ponta dos Corvos (também conhecida como a Praia dos Tesos) e as comunidades que o compõem numa vivência fora da rota. Nele vivem "comunidades que, frequentemente, são retratadas sob o signo da carência, exclusão ou marginalização" mas que aqui surgem como uma janela de liberdade e um contraponto a uma Grande Lisboa em permanente mudança. Assim, o fotógrafo "transforma um território periférico, aparentemente marginal, num espaço de revelação e pertença", escreve a galeria Narrativa, que acolhe a exposição.
  • Arte
  • Baixa Pombalina
O MUDE fechou a agenda de inaugurações de 2025 com um olhar sobre 16 anos de criação de Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils. Entre as ruas e o atelier, são 73 as obras de edição limitada que ocupam o primeiro piso do museu. A curadoria é de Pedro Ferreira, designer industrial e membro da equipa do artista português, que reuniu num único espaço a diversidade de técnicas e temas que Vhils tem incorporado no seu trabalho desde 2008.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado.

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