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Teresa Couto Pinto

Exposições em Lisboa para ver este mês

Artes plásticas, fotografia e mostras documentais. Este mês, a agenda de exposições em Lisboa não dá descanso.

Mauro Gonçalves
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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Marvila
Criadas no contexto dos 50 anos de independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, as 30 obras em papel e cartão pintadas por Dino D'Santiago a tinta-da-China inspiram-se na memória do tráfico transatlântico de pessoas africanas, fazendo questionar "de que serve a independência sem memória". O contraste com as cores vivas acentuam o conceito de “pessoa de cor”, sublinhando “as vidas que foram – e continuam a ser – interrompidas pelo preconceito”, na visão do artista. A exposição propõe assim um "movimento inverso", assumindo-se como "um acto de desobediência à cronologia da dor". “De que serve a soberania se o espírito permanece exilado?”, pergunta ainda o autor.
  • Arte
  • Alcântara
Nesta exposição de Paula López-Bravo, a artista aprofunda o seu diálogo entre a abstracção e o figurativismo, oferecendo a sua voz distinta no panorama da arte contemporânea. O uso de acrílicos, óleos, pastéis e da própria superfície da tela evoca, nas suas obras, textura e energia. Patente na Ainori Contemporary Art Gallery, pode ser vista até 16 de Janeiro, de terça a sábado, das 14.00 às 19.00. A entrada é livre.
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  • Arte
O trabalho de Tito Mouraz explora geografias específicas através da fotografia, centrando-se na paisagem e de que forma esta é alterada pela presença humana. Estes territórios podem ser delimitados por fronteiras físicas mas, também, como tem acontecido em séries mais recentes, por fronteiras emocionais. Nesta exposição a preto e branco, o artista foca-se nos jogos que as luzes e sombras criam sobre a paisagem, aproximando-se do desenho. Assim, tendo como ponto de partida um olhar inquieto, esta série de trabalhos centra-se nas insignificâncias, acasos e pequenas coincidência do dia-a-dia. Patente na 3+1 Arte Contemporânea, pode ser vista até 17 de Janeiro, de terça a sexta, das 14.00 às 19.00, e sábado, das 11.00 às 16.00. A entrada é livre.
  • Arte
  • Marvila
Num tempo em que o ritmo urbano se acelera e a vida colectiva se fragmenta, esta exposição parte da ideia de que a cidade é um organismo em transformação permanente e propõe um olhar sobre as suas margens – espaços de contacto, conflicto e possibilidade –, onde o progresso e a memória coexistem. Através de linguagens digitais, fotográficas e escultóricas, os artistas revelam as múltiplas camadas que compõem a experiência urbana contemporânea. Participam na exposição Kirk Finkel (untitled, xyz), Yang Yongliang, Stijn Stragier, Khaled Makhshoush e o duo português Boris Chimp 504, apresentando obras inéditas e edições criadas especialmente para o projecto. Patente até 31 de Janeiro, na Eterno Gallery, para ver de terça a sábado, das 14.00 às 19.00. A entrada é livre.
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  • Arte
  • Baixa Pombalina
Sara Maia, artista residente na Ilha das Flores, apresenta em Lisboa um conjunto de obras que partem do livro de Luísa Costa Gomes, Visitar Amigos e Outros Contos. O título da exposição, "Ensinamento para Senhoritas", é também o título de uma das obras inéditas que a integra e sugere uma "revisitação do passado bafiento e de um lugar a que, durante séculos, as mulheres estiveram votadas: o do que é doméstico e encerrado no lar", destaca a curadora, Helena Mendes Pereira. A maioria das obras é inédita e conta muito sobre "a robustez plástica de uma artista que escolheu as margens das imagens e a ausência de limites formais do papel para se fazer ouvir”.
  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Nuno Andrade é o vencedor da primeira edição do Prémio Narrativa – Fujifilm (que distingue a fotografia portuguesa contemporânea). Com "PicNic", mostra-nos um território de limbo no Seixal, a Ponta dos Corvos (também conhecida como a Praia dos Tesos) e as comunidades que o compõem numa vivência fora da rota. Nele vivem "comunidades que, frequentemente, são retratadas sob o signo da carência, exclusão ou marginalização" mas que aqui surgem como uma janela de liberdade e um contraponto a uma Grande Lisboa em permanente mudança. Assim, o fotógrafo "transforma um território periférico, aparentemente marginal, num espaço de revelação e pertença", escreve a galeria Narrativa, que acolhe a exposição.
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  • Arte
  • Estrela/Lapa/Santos
É a segunda exposição individual de David Shillinglaw na Eritage. Reunindo pinturas, desenhos, cerâmicas e várias monotipias, “Only human” celebra o espectro da experiência humana, explorando as relações que temos connosco próprios, uns com os outros e com o mundo. Patente até 31 de Janeiro, com visitas gratuitas de terça a sexta-feira, das 15.00 às 19.00, e sábado, das 14.00 às 18.00.
  • Arte
  • Baixa Pombalina
O MUDE fechou a agenda de inaugurações de 2025 com um olhar sobre 16 anos de criação de Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils. Entre as ruas e o atelier, são 73 as obras de edição limitada que ocupam o primeiro piso do museu. A curadoria é de Pedro Ferreira, designer industrial e membro da equipa do artista português, que reuniu num único espaço a diversidade de técnicas e temas que Vhils tem incorporado no seu trabalho desde 2008.
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  • Arte
  • Baixa Pombalina
À quarta edição, esta mostra colectiva de fotografia começa a afirmar-se como tradição de final de ano. Na Galeria Santa Maria Maior, em co-organização com a CC11, "Edição Limitada" volta a juntar o trabalho de vários fotógrafos sob o mesmo tecto. Ao todo, são 54 imagens e 54 os fotógrafos representados numa exposição que pretende criar "um ambiente favorável para que a fotografia seja vista como um objecto adquirível e coleccionável, por particulares e instituições". É por isso que todas as fotografias – que vão do fotojornalismo aos trabalhos mais conceptuais – estão à venda. Os preços vão dos 200€ aos 750€, em função das tiragens.
  • Arte
  • Fotografia
  • Beato
Na nova galeria de fotografia documental e de autor em Lisboa, na zona da Alameda, "Route 66" mostra-se como uma aventura de Luís Vasconcelos (quando era editor de fotografia do jornal Público) pela famosa estrada americana. "Inspirado em On the Road, de Jack Kerouac, e embalado pela banda sonora de Bagdad Café, Vasconcelos partiu de Chicago ao volante de um Pontiac Catalina, acompanhado por três amigos, rumo ao horizonte inesgotável da 'Mother Road'", escreve a Lumina. Nessa viagem, encontram-se os típicos cafés americanos, uma rockabilly girl, um Elvis de beira de estrada ou uma parada gay em Los Angeles." No mesmo espaço está, ainda, "We’re on the Road to Nowhere", um conjunto de pinturas de António Faria que prolonga a reflexão sobre a viagem.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a alta-cozinha, para aproximações às culinárias asiáticas, a Marrocos, a Espanha, e até à Palestina, estéticas inspiradoras e, claro, para a moda das sandes e dos smash burgers, sem esquecer a comida portuguesa de autor.

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