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Seis exposições em Lisboa a não perder nos próximos meses

Do misterioso Banksy a duas mostras da obra de Sarah Affonso, aponte estas exposições em Lisboa que não pode perder

Sarah Affonso
Sarah Affonso Sarah Affoso. Os Dias das Pequenas Coisas
Por Sebastião Almeida e Francisca Dias Real |
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A agenda de exposições em Lisboa vai de vento em popa. Há seis, pelo menos, que não pode mesmo perder. Pode deitar o olho (e meter a mão na consciência) numa exposição que retrata 16 homens em papéis normalmente associados a mulheres, em Marvila, ou aventurar-se a descodificar quem é o misterioso Banksy e pensar sobre as suas reivindicações. Já o Palácio Anjos, em Algés, recebe uma mostra da fotógrafa Renate Graf, enquanto a Cordoaria Nacional exibe Fernando Lemos. E Sarah Affonso tem a sua obra exposta em duas exposições, uma no Museu do Chiado e outra no Museu Calouste Gulbenkian.

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Seis exposições em Lisboa a não perder

banksy
©banksy
Arte

Banksy: Genius or Vandal?

icon-location-pin Cordoaria Nacional, Belém
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Mais de 70 obras de Banksy estão expostas na Cordoaria Nacional, até 27 de Outubro, cedidas não pelo artista mas por vários coleccionadores privados. “Banksy: Genius or Vandal?” é a primeira grande exposição em Portugal de obras do artista britânico a quem nunca ninguém viu o rosto – e que mesmo assim consegue trocar as voltas ao mundo com os seus constantes manifestos artísticos. Nestas esculturas, stencils em telas, serigrafias, instalações, vídeos e fotografias encontra-se tudo o que fez de Banksy o artista que é hoje: as questões políticas, culturais, éticas e a troça ao mundo da arte.

Capa do folheto promocional do pavilhão brasileiro na Tokyo Trade Fair. Fernando Lemos, 1963
©Fernando Lemos
Arte, Design

Fernando Lemos Designer

icon-location-pin Cordoaria Nacional, Belém
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O MUDE continua fora de portas, desta vez na Cordoaria Nacional com a primeira exposição retrospectiva do trabalho de Fernando Lemos como artista gráfico. O fotógrafo, designer e pintor luso-brasileiro, hoje com 93 anos, tem ainda direito a duas mostras, associadas à exposição, promovidas pela Galeria Ratton que expõe o seu trabalho em azulejo e pela Galeria 111, onde encontra os últimos desenhos, aguarelas e fotografias da sua fase surrealista.

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Na Pele Dela
DR
Arte, Fotografia

Na Pele Dela

icon-location-pin TODOS, Marvila
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O projecto fotográfico de Maria Lopes e Mário César põe 16 homens, todos eles figuras públicas, em papéis normalmente associados a mulheres: Tomás Wallenstein, dos Capitão Fausto, a depilar as pernas, Albano Jerónimo a pintar os lábios, Carlão a fazer crochê, Julião Sarmento a costurar, e por aí adiante. A ideia da exposição (e do projecto), que se assume como uma "ode à igualdade", é questionar o papel normalmente atribuído às mulheres na nossa sociedade.

Renate Graf
Renate Graf
Arte, Fotografia

Renate Graf - The photographer’s chronicles: thoughts become images 1992 | 2019

icon-location-pin Palácio Anjos, Oeiras
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Renate Graf fotografa há mais de 25 anos e a maior parte da sua obra chega-nos graças às viagens que fez à Índia, Marrocos, Itália, Alemanha e Áustria. A proximidade ao célebre artista alemão Anselm Kiefer resultou numa série de fotografias que mostram a sua intimidade. Contudo, a artista não se define como uma fotógrafa no sentido tradicional, pois as suas imagens nunca estão completas ou concluem algo. A exposição patente no Palácio Anjos, em Algés, percorre uma carreira em que o mundano é retratado de forma abstracta. 

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Arte

Sarah Affonso e a Arte Popular do Minho

icon-location-pin Museu Calouste Gulbenkian, São Sebastião
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A pintora modernista Sarah Affonso nasceu em Lisboa, mas foram os anos que viveu em Viana do Castelo, entre 1904 e 1915, que marcaram a sua obra com o imaginário popular minhoto. O Museu Gulbenkian celebra o 120.º aniversário do nascimento da artista com uma exposição centrada nessa mesma relação com o Minho, onde as suas tradições, feiras, procissões e romarias ganham protagonismo. Em paralelo, a exposição inclui objectos como cerâmicas, têxteis e ourivesaria que “formam parte do léxico visual que a inspirou”, oriundos de museus e coleccionadores portugueses. 

Sarah Affonso
Sarah Affonso
Arte

Sarah Affonso. Os Dias das Pequenas Coisas

icon-location-pin Museu de Arte Contemporânea do Chiado, Chiado
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A celebração dos 120 anos do nascimento da artista portuguesa Sarah Affonso vem em dose dupla e resulta de uma parceria entre Museu Nacional de Arte Contemporânea e a Fundação Calouste Gulbenkian. Depois de a Gulbenkian receber “Sarah Affonso e a Arte Popular do Minho”, o Museu do Chiado acolhe a exposição “Sarah Affonso. Os Dias das Pequenas Coisas", com curadoria de Maria de Aires Silveira e Emília Ferreira, que decora a Ala Capelo com a multiplicidade de suportes da artista, da pintura ao desenho, passando pelo bordado – sempre com grande ligações à paisagem.

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