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Teresa Couto Pinto

Exposições em Lisboa para ver este mês

Artes plásticas, fotografia e mostras documentais. Este mês, a agenda de exposições em Lisboa não dá descanso.

Mauro Gonçalves
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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Marvila
Criadas no contexto dos 50 anos de independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, as 30 obras em papel e cartão pintadas por Dino D'Santiago a tinta-da-China inspiram-se na memória do tráfico transatlântico de pessoas africanas, fazendo questionar "de que serve a independência sem memória". O contraste com as cores vivas acentuam o conceito de “pessoa de cor”, sublinhando “as vidas que foram – e continuam a ser – interrompidas pelo preconceito”, na visão do artista. A exposição propõe assim um "movimento inverso", assumindo-se como "um acto de desobediência à cronologia da dor". “De que serve a soberania se o espírito permanece exilado?”, pergunta ainda o autor.
  • Arte
  • Marvila
Num tempo em que o ritmo urbano se acelera e a vida colectiva se fragmenta, esta exposição parte da ideia de que a cidade é um organismo em transformação permanente e propõe um olhar sobre as suas margens – espaços de contacto, conflicto e possibilidade –, onde o progresso e a memória coexistem. Através de linguagens digitais, fotográficas e escultóricas, os artistas revelam as múltiplas camadas que compõem a experiência urbana contemporânea. Participam na exposição Kirk Finkel (untitled, xyz), Yang Yongliang, Stijn Stragier, Khaled Makhshoush e o duo português Boris Chimp 504, apresentando obras inéditas e edições criadas especialmente para o projecto. Patente até 31 de Janeiro, na Eterno Gallery, para ver de terça a sábado, das 14.00 às 19.00. A entrada é livre.
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  • Arte
  • Baixa Pombalina
Sara Maia, artista residente na Ilha das Flores, apresenta em Lisboa um conjunto de obras que partem do livro de Luísa Costa Gomes, Visitar Amigos e Outros Contos. O título da exposição, "Ensinamento para Senhoritas", é também o título de uma das obras inéditas que a integra e sugere uma "revisitação do passado bafiento e de um lugar a que, durante séculos, as mulheres estiveram votadas: o do que é doméstico e encerrado no lar", destaca a curadora, Helena Mendes Pereira. A maioria das obras é inédita e conta muito sobre "a robustez plástica de uma artista que escolheu as margens das imagens e a ausência de limites formais do papel para se fazer ouvir”.
  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Nuno Andrade é o vencedor da primeira edição do Prémio Narrativa – Fujifilm (que distingue a fotografia portuguesa contemporânea). Com "PicNic", mostra-nos um território de limbo no Seixal, a Ponta dos Corvos (também conhecida como a Praia dos Tesos) e as comunidades que o compõem numa vivência fora da rota. Nele vivem "comunidades que, frequentemente, são retratadas sob o signo da carência, exclusão ou marginalização" mas que aqui surgem como uma janela de liberdade e um contraponto a uma Grande Lisboa em permanente mudança. Assim, o fotógrafo "transforma um território periférico, aparentemente marginal, num espaço de revelação e pertença", escreve a galeria Narrativa, que acolhe a exposição.
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  • Arte
  • Estrela/Lapa/Santos
É a segunda exposição individual de David Shillinglaw na Eritage. Reunindo pinturas, desenhos, cerâmicas e várias monotipias, “Only human” celebra o espectro da experiência humana, explorando as relações que temos connosco próprios, uns com os outros e com o mundo. Patente até 31 de Janeiro, com visitas gratuitas de terça a sexta-feira, das 15.00 às 19.00, e sábado, das 14.00 às 18.00.
  • Arte
  • Baixa Pombalina
O MUDE fechou a agenda de inaugurações de 2025 com um olhar sobre 16 anos de criação de Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils. Entre as ruas e o atelier, são 73 as obras de edição limitada que ocupam o primeiro piso do museu. A curadoria é de Pedro Ferreira, designer industrial e membro da equipa do artista português, que reuniu num único espaço a diversidade de técnicas e temas que Vhils tem incorporado no seu trabalho desde 2008.
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  • Arte
  • Baixa Pombalina
Teresa Couto Pinto foi fotógrafa, agente e amiga de António Variações. Com a sua máquina fotográfica, captou a essência e a espontaneidade do músico como nenhuma outra pessoa. A partir de 4 de Dezembro e até final de Abril, o MUDE, em colaboração com a Terra Esplêndida, recebe a exposição "Meu nome António", com 85 destas imagens e ainda uma selecção de vestuário e acessórios usados pelo artista, que nasceu em Dezembro de 1944.
  • Arte
  • Chiado/Cais do Sodré
Partindo das obras Húmus, de Raul Brandão e de Herberto Helder, a mais recente exposição do Atelier-Museu Júlio Pomar coloca matéria e espírito, memória e transformação em diálogo, através, não só de obras de Pomar, mas também de Graça Morais, Daniel Moreira e Rita Castro Neves.
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  • Arte
  • Belém
O paisagista, activista ambiental e artista plástico brasileiro é alvo do mais recente olhar do MAC/CCB. Através de uma selecção de projectos paisagísticos, o museu apresenta o legado de Roberto Burle Marx, figura do modernismo brasileiro, em diálogo com obras de Fernanda Fragateiro, Filipe Feijão, João dos Santos Martins, Juan Araujo, Lourdes Castro e Mónica de Miranda. Um legado colectivo "que nos ajuda a reflectir sobre o direito à cidade, a sociabilidade nos espaços públicos, o papel dos jardins na construção urbana, o património das espécies botânicas e o ativismo ecológico", como se lê no descritivo da exposição.
  • Arte
  • Avenidas Novas
Com curadoria de Bruno Marchand, esta é a primeira exposição individual de Sara Graça num espaço com o peso institucional da Culturgest. Em "Boa Good Sorte Luck", a artista percorre diferentes meios e disciplinas artísticas, com trabalhos extremamente influenciados pela sua experiência quotidiana. A exposição "reflecte os interesses e as preocupações de uma geração que cresceu com todo o acesso à informação, mas que tem cada vez mais dificuldade em alcançar coisas básicas como habitação ou segurança social", segundo se lê no descritivo.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a alta-cozinha, para aproximações às culinárias asiáticas, a Marrocos, a Espanha, e até à Palestina, estéticas inspiradoras e, claro, para a moda das sandes e dos smash burgers, sem esquecer a comida portuguesa de autor.

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