"VÉNUS – Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos"
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Exposições em Lisboa a não perder este mês: o essencial da agenda de arte

Pintura, escultura, fotografia. A agenda de Lisboa está cheia de opções para quem procura arte.

Mauro Gonçalves
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Entre grandes museus e pequenas galerias independentes, a cidade está cheia de boas ideias para quem procura traçar um roteiro artístico. Falamos de exposições de pintura, escultura, fotografia e de moda, assinadas tanto por talentos locais que estão a dar que falar como por grandes nomes do panorama internacional. Afinal, Lisboa transformou-se num relevante centro para a arte contemporânea, onde coleccionadores e galeristas andam à caça de novidades. Seleccionámos as sugestões que merecem o seu tempo. Pegue na agenda e tome nota das exposições em Lisboa a visitar nas próximas semanas.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Fotografia
É uma mostra de larga escala, disposta por vários espaços: os Jardins do Bombarda, os Pavilhões da Mitra, o Mercado de Campo de Ourique, o Mercado da Ribeira e a Casa da Imprensa. Entre Setembro e Dezembro, há para ver a retrospectiva de Céu Guarda; "Algarve 63", de Tim Motion; "Guerra com Gente Dentro", de André Luís Alves; e "Raspberries for Christmas", de Marc Schroeder. Expõem-se também "Outras Paisagens", de Manuel Falcão; "Chão Que Não Se Pisa Não Dá Fruto", de João Pedro Almeida; "A Cidade", de Rui Soares Esteves; e "Retrospectiva", de Manuel Moura. A programação completa está aqui.
  • Arte
  • Arte contemporânea
  • São Sebastião
Concebida por João Maria de Gusmão, a exposição apresenta obras da Colecção de Arte Contemporânea da Fundação "la Caixa". No total, serão quase quatro dezenas de obras de 31 artistas, com pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia. Entre os nomes presentes nesta mostra estão Antoni Muntadas, Giovanni Anselmo, Angela de la Cruz, Peter Halley, Damián Ortega, Sigmar Polke, Gerhard Richter, Doris Salcedo, Thomas Schütte, Michael Snow e ainda os portugueses Ana Jotta, Jorge Queiroz e a luso-alemã Susanne Themlitz.
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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Belém
Instalação, vídeo, fotografia e escultura convivem no corpo de trabalho de Ângela Ferreira e, consequentemente, na exposição que o MAC/CCB lhe dedica nos próximos meses. Nascida em Maputo e formada em Escultura na Universidade da Cidade do Cabo durante o período do apartheid, a sua biografia entrelaça-se com os temas que atravessam a sua obra. "Here I Stand" percorre a carreira da artista, dos primeiros trabalhos da década de 90 às mais recentes criações.
  • Arte
  • Fotografia
  • Grande Lisboa
Nesta viagem pela fotografia de Eikoh Hosoe (1933–2024) – nome incontornável da fotografia contemporânea – entramos nos campos e aldeias do Norte do Japão, mas também no nosso próprio corpo. Criada em colaboração com Tatsumi Hijikata, figura fundadora do butoh (forma de dança-teatro surgida no Japão no final da década de 1950), a série resulta dos encontros entre o performer e o fotógrafo e em cenários teatrais, próximos do sobrenatural. Ao mesmo tempo, a palavra "Kamaitachi" (que dá título à exposição) remete para uma figura do imaginário popular japonês associada ao vento e a ataques súbitos e invisíveis. "Nas fotografias de Hosoe, essa presença parece materializar-se através de Hijikata: aparece, desaparece, invade a paisagem, interage com os seus habitantes e perturba a fronteira entre realidade, memória e ficção." Publicado em livro em 1969, o trabalho é uma das séries mais reconhecidas de Hosoe.
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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Beato
A exposição da Lumina centra-se num longo período de trabalho de Luísa Ferreira. Entre 1991 e 2025, a autora manipulou diversas polaroids durante o próprio processo de revelação, momento em que ainda é possível "deslocar cores, dissolver contornos e alterar a imagem original". Cada fotografia torna-se, assim, testemunha de uma experimentação plástica que a aproxima mais do gesto da pintura. A par do seu trabalho como fotojornalista e fotógrafa documental, Luísa Ferreira desde cedo começou a explorar as possibilidades expressivas da manipulação de polaroids, um processo que ficou associado ao seu nome desde 1993, depois de uma exposição em que apresentou 110 polaroids intervencionadas e ampliadas distribuídas por 33 contentores marítimos no Jardim do Tabaco, em Lisboa. A par do seu trabalho, no espaço Le Mur, da mesma galeria, tem uma instalação de Paulo Robalo, intitulada "Le Mur des Mémoires".
  • Arte
  • Pintura
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Uma exposição exclusivamente dedicada a Arpad Szenes e à sua obra singular. Casado com Maria Helena Vieira da Silva, o pintor húngaro é descrito como um "experimentalista, permanentemente apaixonado pelos outros e pelas coisas do mundo". Depois de uma exposição inteiramente dedicada a Szenes em 2007, o Museu Arpad Szenes Vieira da Silva volta a reunir o espólio artístico, com peças de pequena e média escala, desenho, gravura, pintura e obras inéditas.
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  • Arte
  • Joalharia
  • Baixa Pombalina
Em parceria com a PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea, o MUDE volta a receber a exposição principal da Bienal de Joalharia de Lisboa. Em "Coexistências – A Joalharia e a Beleza do Mundo" surgem "questões ecológicas que interpelam o design do século XXI". As respostas chegam sob a forma de obras do território da joalharia contemporêna, assinadas por artistas e designers e que tocam em aspectos do presente, como a inteligência artificial, e reflectem influências dos mundos que os rodeiam – seja mineral, vegetal, animal ou digital.
  • Arte
  • Oeiras
Os melhores cartoons do ano apresentam-se ao mundo no Palácio Anjos, em Algés. São quase três centenas de trabalhos de 138 cartoonistas de 44 países, divididos pelas seguintes categorias que foram a concurso: Cartoon Editorial, Desenho de Humor e Caricatura. Pelo segundo ano consecutivo em Oeiras, a mostra de referência internacional inclui obras criadas em culturas muito diversas, através de olhares plurais sobre os acontecimentos e os protagonistas que fazem a actualidade. Da galeria de notáveis fazem parte reis, ditadores, desportistas, cineastas, músicos, papas e outras figuras históricas. No período da exposição, quem visitar o Palácio Anjos pode também ver mais 40 obras dedicadas a temas relacionados com a vida da União Europeia, uma mostra enquadrada nas comemorações do quadragésimo aniversário da adesão de Portugal às Comunidades Europeias.
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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
Inserida na bienal Mostra Espanha 2026, a exposição de Antonio Guerra aborda as transformações do território provocadas pela actividade mineira a partir de três locais: Fabero, Riotinto (Espanha) e Covas do Barroso (Portugal). Com recurso à fotografia, escultura e instalação, Umbral Mineral tem como ponto de partida a relação entre extracção, paisagem e imagem, atendendo às ligações entre os estratos geológicos, sociais e ambientais. Estão aqui espaços de fricção, nos quais a possibilidade de regeneração é um gesto crítico, em que podemos aprender a reler e reimaginar.  
  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Alvalade
É a última exposição na Galeria Vera Cortês (com vernissage dia 1 de Outubro, às 18.00), uma "instituição" no panorama da arte contemporânea em Lisboa e no país. Durante os três últimos meses do espaço, é Béatrice Balcou quem ocupa a casa, artista "conhecida pelas suas performances, esculturas e instalações que transformam o manuseamento e o cuidado das obras de arte num ritual". Com obras em colecções como a do Centre Georges Pompidou (Paris, França), da Fundação CAB (Bruxelas, Bélgica) ou da Kunsthalle (Recklinghausen, Alemanha), a artista traz a Alvalade perto de dez pinturas semelhantes a monocromias, junto a títulos que remetem para a história da pintura. O desejo e o trabalho da autora têm sido precisamente cuidar (e centrar a atenção) no que já existe. "Balcou, em cada quadro, tenta reproduzir à perfeição as preparações históricas, tal como Caravaggio, Monet ou Agnes Martin as realizavam eles próprios no atelier ou confiavam a sua execução a outros. Isto implica uma verdadeira investigação sobre os processos preparatórios, os pigmentos e os gestos que, precisamente, não se destinam a ser apreciados por si próprios, mas que, no entanto, permitem ainda hoje admirar tantas obras-primas", pode ler-se na nota enviada pela galeria.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo, em Lisboa e não só, há lugar para cozinhas de autor, de fogo, para peixe fresco, neo-tascas e os mais diversos projectos de cozinha internacional.

  • Compras

Lisboa não pára de somar novos balcões e montras que merecem uma visita. Entre laboratórios de perfumaria de nicho onde as fragrâncias são misturadas na hora, marcas nacionais empenhadas em promover um consumo sustentável, uma nova vaga de lojas de segunda mão e outras que honram o comércio tradicional da cidade, o roteiro de compras está em permanente renovação.

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