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Mariana Valle Lima | Lisboa
Mariana Valle Lima

As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana

Das exposições ao teatro, sem esquecer a noite e a agenda musical, há muito para aproveitar esta semana.

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O que faz em casa é consigo, mas já sabe que o que faz na rua tem tudo a ver connosco. Assim sendo, a tutela prolonga-se pela semana inteira, para que não se fique a lamentar por aí por ter falhado algum evento crucial na agenda da cidade. Temos planos para todos os dias, de exposições peças de teatro, sem esquecer as festas e os concertos. E, se depois de consultar esta lista, ainda lhe sobrarem buracos no calendário, lembre-se que a cidade está cheia de borlas e que é aproveitar antes que acabem. 

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As melhores coisas para fazer em Lisboa esta semana

  • Coisas para fazer
  • Santa Maria Maior
Não é a primeira vez que o Terreiro do Paço é palco de uma experiência imersiva. Desde Novembro de 2025 que a sala subterrânea da estação de metro serve de “portal” para uma viagem ao Antigo Egipto, em particular à Grande Pirâmide de Gizé. Mas agora há uma nova expedição em catálogo. Desenvolvida pelo estúdio Virtual Worlds e apresentada pela Fever, “Machu Picchu: Viagem à Cidade Perdida” transporta-nos até ao alto da Cordilheira dos Andes, acima do vale do rio Urubamba. Basta colocar uns óculos imersivos para, de repente, estar noutro espaço e tempo. A experiência – que dura cerca de 40 minutos e foi criada por mais de 50 engenheiros, a partir de acesso exclusivo ao Machu Picchu durante a pandemia, através de drones, fotogrametria e tecnologia óptica de detecção remota – é acessível para todos, a partir dos 12 anos de idade. O bilhete custa entre 15€ e 21€ e há sessões de quinta a domingo, em vários horários.
  • Arte
  • Marvila
Há 11 anos que a equipa do Poster Mostra desafia artistas e novos talentos a expressarem a sua criatividade através do meio de comunicação mais antigo do mundo – o poster –, apresentado em grande formato no espaço público, entre a Rua Amorim e o 8 Marvila. Até 30 de Setembro, Marvila volta a ser uma galeria a céu aberto. Ao todo, são 40 trabalhos que cruzam fotografia, pintura, artes gráficas, desenho e ilustração, assinados pelos vencedores das duas open calls realizadas – a Open Call Poster e a Open Call Sandeman –, mas também por criativos convidados, como Binau, Daniela Guerreiro, Luís Perdigão, Teresa Freitas e Tiago Miranda.
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  • Coisas para fazer
  • Santos
É seguramente o arraial mais longo de Lisboa, começando em Maio e estendendo-se até Julho, com a ajuda do Mundial de 2026. No Terrapleno de Santos, junto ao rio, espere encontrar os acepipes do costume (sardinha, caldo verde e caracóis incluídos) e os manjericos e bandeirolas da praxe. Datas para cada um dos espectáculos ainda não há (promete-se actualização) e horários exactos também não, mas já se conhecem os nomes do cartaz: Quim Barreiros, Maria Leal com o Turb’Ó Baile, Santos Noventeiros (com assinatura da Revenge of the 90s), Rosinha, Micaela, Saul, Romana, Iran Costa, Jorge Guerreiro, Mónica Sintra, Xana Carvalho, Joana D’Arc e Kiko is Hot. 
  • Miúdos
  • Lumiar
Para os miúdos que passam o dia a cantarolar ou a ensaiar coreografias na sala, o ATL de Verão da Dance Spot é o plano ideal. A decorrer entre 15 de Junho e 4 de Setembro, este programa desafia crianças e jovens dos três aos 12 anos a subirem ao palco como verdadeiros artistas. Ao longo de cada semana, os participantes têm aulas de canto, oficinas de artes para construir os próprios cenários e figurinos, e sessões de dança que vão do Hip Hop ao Jazz. O grande objectivo é preparar um espectáculo musical temático – inspirado em fenómenos como Taylor Swift, K-POP ou sucessos do TikTok – para apresentar aos pais às sextas-feiras, às 16.30. O campo custa 155€ por semana (com 10% de desconto para irmãos ou alunos) e as actividades funcionam das 09.15 às 16.30, embora o acolhimento comece às 08.30 e o prolongamento se estenda até às 19.00 sem custos acrescidos. Quanto à alimentação, pode enviar o almoço de casa ou incluir o menu da escola por 9,50€ diários. Rua Fernando Vaz, 10B (Alvalade). 15 Jun-4 Set, Seg-Dom 08.30-19.00. 155€/semana
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  • Miúdos
  • Alvalade
Enquanto uns vão de férias, a Assembly trabalha numa grande aventura tecnológica. Para as crianças e os adolescentes apaixonados por programação, design, robótica e jogos, este é o programa de férias ideal. Quer ficar com água na boca? Está prevista programação do jogo Minecraft, LEGO com robótica e design com Inteligência Artificial. Os cursos semanais acontecem nos dias úteis de 15 de Junho a 11 de Setembro, das 09.00 às 19.00, e têm o custo de 131€ + IVA. As inscrições podem ser feitas no site da Assembly. R. Acácio de Paiva (Alvalade). 15 Jun-11 Set, Seg-Sex 09.00-19.00. 131€ + IVA
  • Miúdos
  • Parque das Nações
Este campo de férias quer agradar os miúdos interessados em ciências – e conquistar os que ainda não sabem que estão. Actividades sobre o mundo jurássico, a ciência da água e química estão incluídas no extenso programa da Science4You, que convida as crianças a mergulhar no universo das descobertas científicas. As inscrições, diárias ou semanais, incluem almoço, diploma e medalha de participação, e podem ser feitas pelo site. Passeio Neptuno, 25B – Loja C (Parque das Nações). 15 Jun-4 Set, Seg-Sex 09.30-17.00. 49,90€/1 dia; 224,90€/semana.
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  • Coisas para fazer
  • Encarnação
A participação no peddy-paper Pela Calçada dá a conhecer vários locais emblemáticos da cidade de Lisboa através da divulgação recreativa da calçada artística portuguesa, bem como alguns dos seus motivos. O público pode optar por dois percursos, um na Baixa Pombalina e outro no Parque da Nações. Os peddy-paper realizam-se de 1 de Abril a 30 de Setembro, de terça a sexta-feira, das 09.30 às 12.30. Para se inscrever, um representante de um grupo/entidade interessada (que esteja presente no dia da actividade) deve enviar um e-mail com a(s) data(s) pretendida(s), as idades e o número dos participantes por equipa (escoladecalceteiros@cm-lisboa.pt).
  • Arte
  • Belém
Uma selecção de desenhos e fotografias dos anos 70 e 80 do século passado ocupa a MAAT Gallery por estes dias. São de Anna Maria Maiolino, artista brasileira, nascida em Itália, cujo trabalho "integra a reacção à abstracção e ao concretismo dominantes na arte brasileira" da década de 50. Ao conjunto de imagens, juntam-se as esculturas de argila que criou a partir dos anos 80 e que representam o núcleo central da exposição. Para a sua passagem pelo MAAT, Maiolino criou uma dezena dessas pessas em barro modelado no local.
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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Campo de Ourique
No mês de Novembro assinalam-se os 90 anos da morte de Fernando Pessoa. Para marcar a efeméride, a Casa Fernando Pessoa inaugura “A Arca Eterna: Fernando Pessoa e a Posteridade”. Com curadoria de Antonio Sáez Delgado, a exposição – patente de 27 de Novembro a 6 de Dezembro de 2026 – propõe uma viagem pela forma como o escritor se projecta para além da sua própria existência. Cada visitante poderá tocar, escolher e levar consigo reproduções de documentos pessoanos, participando na continuidade desse legado. A inauguração é dia 27, das 18.30 às 19.30. No dia 30 – data que coincide com a da morte do poeta, em 1935, aos 47 anos –, há entrada livre e visitas orientadas gratuitas. Nos restantes dias, o bilhete para o museu custa entre 2,50€ e 6€.
  • Arte
  • Baixa Pombalina
"A minha liberdade fala por via desse humilde pedaço de papel, da sua imagem e das suas palavras. E como a democracia é o império da diferença, cada uma das vozes dos autocolantes não dá origem a uma cacofonia, mas a um coro. O coro da liberdade." Assim descreve o historiador e fundador da associação Ephemera a exposição que leva para o MUDE - Museu do Design 1800 autocolantes de cinco décadas. A mostra "explora a diversidade do autocolante como ferramenta de mobilização, pertença e activismo", começando na explosão do pós-25 de Abril até às urgências de hoje, como a habitação, os direitos LGBTQIA+ ou a emergência climática. Se os posters e cartazes têm estado na fila da frente de exposições que querem contar a história através do material gráfico produzido, os autocolantes foram como que esquecidos. A própria ideia do autocolante político implica "um desafio de design gráfico exigente", como qualifica o MUDE. "Deve sintetizar mensagens, mais ou menos complexas, num espaço delimitado, o que pede um domínio exímio da composição, da tipografia, da cor e das técnicas de impressão – num apelo surpreendente ao engenho e à criatividade dos autores."

Outono em Lisboa

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