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Alice – O Outro Lado da História
Fotografia: Alice – O Outro Lado da História

As peças de teatro para ver esta semana

Os teatros e outros equipamentos culturais já reabriram. Está na hora de voltar a ver peças de teatro ao vivo.

Por Editores da Time Out Lisboa
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A classe artística nunca parou de arranjar novas formas de se exprimir e mostrar trabalho ao longo desta pandemia. Enquanto as salas estiveram fechadas, apostaram as fichas todas na internet. Semana após semana continuaram a estrear novas peças de teatro em streaming. Até, finalmente, o sector da cultura voltar a abrir portas. Desde então tem-se apostado tanto na reposição de espectáculos outrora cancelados, como em novas estreias. Há propostas culturais de diferentes géneros, nascidas em diferentes épocas e com diferentes intenções. Muitas vezes com a chancela dos melhores criadores, companhias e salas de espectáculos do país. Portanto, não tem desculpa: vá ao teatro.

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As peças de teatro para ver esta semana em Lisboa

teatro
teatro
Fotografia: Felipe Drehmer

1. Aurora Negra

Teatro Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

Com criação e direcção artística de Cleo Tavares, Isabél Zuaa e Nádia Iracema, o espectáculo, vencedor da segunda edição da Bolsa Amélia Rey Colaço, aborda a invisibilidade a que os corpos negros estão sujeitos nas artes performativas em particular e na sociedade portuguesa no geral. A estes corpos é negado constantemente o acesso à construção das suas narrativas, quer seja pela sua ausência nas criações da maioria vigente, ou pela sua presença que, quando existente, é muitas vezes justificada e remetida a estereótipos e preconceitos. Em Aurora Negra, o canto começa na voz de uma mulher que fala crioulo, tchokwe e português.

Fio d'Azeite - Grupo de Marionetas do Chão de Oliva
Fio d'Azeite - Grupo de Marionetas do Chão de Oliva
Fio d'Azeite - Grupo de Marionetas do Chão de Oliva

2. Rei Ubu

Teatro Casa de Teatro de Sintra, Sintra

O Rei Ubu, de Alfred Jarry, é mais do que uma peça de sátira política, é um acto artístico de “humor meta-irónico” alinhado com os princípios da ciência imaginária fundada pelo autor: a patafísica. Entre metáforas alucinantes e apocalípticas, jogos de palavras, anacronismos e paradoxos, o Rei Ubu toca, paralelamente, aquilo que se passa em toda a parte, em todas as sociedades, através dos tempos. Um espectáculo do Fio d'Azeite Grupo de Marionetas do Chão de Oliva com actores, marionetas e música ao vivo que não vai querer perder.

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Alice – O Outro Lado da História
Alice – O Outro Lado da História
Fotografia: P35

3. Alice – O Outro Lado da História

Teatro O Lugar de Cabo Ruivo, Parque das Nações

O mundo imaginário criado por Lewis Carroll no século XIX encanta gerações desde a publicação da obra do autor britânico, em 1865. Mas a produção da P35, em cena numa antiga fábrica de Cabo Ruivo, conta “o reverso da moeda”: Alice – O Outro Lado da História não é uma peça para estômagos sensíveis, mas promete dar a conhecer a verdadeira Alice Liddell num espectáculo imersivo do princípio ao fim.

Perfeitos Desconhecidos
Perfeitos Desconhecidos
Perfeitos Desconhecidos

4. Perfeitos Desconhecidos

Teatro Teatro Municipal Maria Matos, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Com encenação de Pedro Penim, este grande sucesso de palco, já adaptado ao cinema, chega ao Teatro Maria Matos, para contar como num jantar de amigos a anfitriã propõe um jogo, que provoca uma série de surpresas e reviravoltas. Alternando entre o drama e a comédia, todos os segredos serão revelados, para no final da noite nada ser como dantes e os amigos descobrirem que são, afinal, Perfeitos Desconhecidos.

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Monólogos da Vagina
Monólogos da Vagina
Fotografia: Yellow Star Company

5. Monólogos da Vagina

Teatro Teatro Armando Cortez, Carnide/Colégio Militar

Os monólogos da vagina são compostos por vários textos. Cada um deles lida com a experiência feminina, abordando assuntos como sexo, prostituição, imagem corporal, amor, menstruação, mutilação genital feminina, masturbação, nascimento, orgasmo. Um tema recorrente em toda a peça é a vagina como uma ferramenta de capacitação feminina e a personificação máxima da individualidade. Todos os anos, um novo monólogo é adicionado para destacar uma questão actual que afecta as mulheres em todo o mundo.

O Senhor Ibrahim
O Senhor Ibrahim
©Nuno Figueira

6. O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão

Teatro

Em Paris, nos anos 60, Momo, um rapazinho judeu de onze anos, torna-se amigo do velho merceeiro árabe da rua Bleue. Mas as aparências iludem: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleue não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu.

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Filipe La Féria
Filipe La Féria
Teatro Politeama/ Filipe La Féria

7. Rapunzel

Teatro Infantil Teatro Politeama, Santa Maria Maior

Com encenação de Filipe La Féria, a partir do célebre conto dos irmãos Grimm, obra-prima da literatura para a infância, este espectáculo musical e interactivo acompanha as aventuras da princesa de longos cabelos de ouro com recurso ao teatro, à música, à dança e a uma fabulosa cenografia, auxiliada pelas mais modernas tecnologias de vídeo. Interpretado por actores, cantores e bailarinos, a proposta é para toda a família.

paranormal
paranormal
Fotografia: Mathew MacQuarrie

8. Paranormal

Teatro Teatro Villaret, Lisboa

Neste espectáculo, Joaquim Monchique convida-o a fazer parte de uma sessão espírita colectiva, onde encarna 16 personagens diferentes, num dos monólogos mais vistos da história do teatro português. Um one man show sobrenatural, que conta como o Professor Adamastor, que tem o dom de absorver a energia dos que o rodeiam e encarnar pessoas há muito desaparecidas, perde o controlo das ligações e deixa-as aparecer em catadupa ao tentarem entrar em contacto umas com as outras.

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