A Time Out na sua caixa de entrada

Procurar
dois actores em palco
Fotografia: Filipe FerreiraÚltima Hora

‘Última Hora’ e outras peças de teatro para ver esta semana

Consuma espectáculos ao vivo sem moderação. Estas são as peças de teatro a não perder esta semana.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
Publicidade

A classe artística nunca parou de arranjar novas formas de se exprimir e mostrar trabalho ao longo desta pandemia. Enquanto as salas estiveram fechadas, apostaram as fichas todas na internet. Semana após semana continuaram a estrear novas peças de teatro em streaming. Até, finalmente, o sector da cultura voltar a abrir portas. Desde então tem-se apostado tanto na reposição de espectáculos, outrora cancelados, como em novas estreias. Há propostas culturais de diferentes géneros, nascidas em diferentes épocas e com diferentes intenções. Muitas vezes com a chancela dos melhores criadores, companhias e salas do país. Com as novas regras decretadas pelo Governo, é agora necessário apresentar um teste negativo à Covid-19 para poder assistir a qualquer espectáculo. Tirando isso, não tem desculpa: vá ao teatro.

Recomendado: As peças de teatro (e não só) que tem de ver nos próximos meses

As peças de teatro para ver esta semana em Lisboa

  • Teatro
  • Campolide

Com encenação de João Lourenço e Vera San Payo Lemos, este espectáculo, criado a partir de Começar de David Eldridge, acompanha as vidas de Laura e Daniel, dois solitários, que trocam olhares furtivos durante uma festa e, depois de toda a gente se ter ido embora, não sabem bem como se aproximar. Entre silêncios, desentendimentos e confissões, atravessam aquela noite no frágil equilíbrio de quem procura com medo e desejo de encontrar. Em cena, no Teatro Aberto.

  • Teatro
  • Chiado

Com encenação de Giacomo Scalisi e texto de Afonso Cruz, Não é a história de um “sim” que devia ter sido um “não”. Em palco, três mulheres fundem-se numa só para explicar que os monstros existem – e que ganham forma com os medos mais infundados. Como o medo que o Instituto das Pessoas Normais tem de comportamentos desviantes. Mas, afinal, o que é isso de ser normal? E o que são pessoas de bem? Marcado pelo canto polifónico, esta peça mostra-nos que três vozes diferentes são mais belas que o uníssono, e que a harmonia é possível.

Publicidade
  • Teatro
  • Campolide

Nesta peça do Teatro da Comuna, P. acorda com o som ensurdecedor de um alarme de emergêncla. Não há nada em seu redor a não ser uma intensa névoa de fumo. Sem saber quem é, procura respostas, mas a única pessoa que as pode fornecer é A,, a autora da sua história que vive imersa num desespero profundo com a iminente da extinção da Humanidade provocada peta erupção do vulcão Yellowstone. A personagem reivindica um novo final e a autora luta pela sua sanidade mental. Será que a presença de um terceiro elemento pode provocar o colapso na relação das duas?

  • Teatro
  • Santa Maria Maior

Sendo o Teatro Meridional uma companhia vocacionada para a itinerância, a influência dos lugares faz-se sentir nas suas criações. Com encenação de Miguel Seabra, Ilhas mergulha nas idiossincrasias do arquipélago dos Açores, transformando em matéria cénica a singularidade identitária deste território português e apresentando um modo de comunicar inspirado nos seus hábitos, ritos e mitos.

Publicidade
  • Teatro
  • Chiado

A partir de um texto de Wole Soyinka, Zia Soares encena este espectáculo sobre O Morto e A Morta. Trazidos de volta à vida pelo Deus Aroni, os “dois espíritos dos mortos inquietos”, que em vida foram marido e mulher, trazem consigo as feridas de um outro tempo e confrontam os seus carrascos num estranho ritual de morte, expiação, desobediência e renascimento.

  • Teatro
  • Princípe Real

Neste espectáculo experimental, com textos inéditos de Dimítris Dimitriádis a partir de mitos gregos, questiona-se o presente. Quem é agora Narciso? Quem é agora Tântalo? Que desejo (porque é disso que se trata), se imiscui no meio destas personagens desabrigadas, nuas, tristes? Com encenação de André Loubet, a interpretação fica a cargo de Diogo Freitas, Simon Frankel, Pedro Caeiro e Pedro Lacerda.

Publicidade
  • Teatro

Neste espectáculo de revista moderna, toda a actualidade social, política, desportiva e artística será escrutinada. Com um elenco de estrelas, composto de gente nova, além de oito bailarinos portugueses, esta nova proposta de La Féria conta com música de Miguel Amorim e Miguel Camilo e direcção vocal de Tiago Isidro. 

Mais artes dentro e fora de portas

  • Coisas para fazer

Vhils, Bordalo II, Aka Corleone, Smile, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Embarque connosco num passeio alternativo pela cidade.

Publicidade
Recomendado
    Também poderá gostar
      Publicidade