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As peças de teatro para ver esta semana

Se há coisa que não queremos é ouvi-lo a dizer: “Não vou ao teatro faz agora três anos”. Deixamos-lhe as peças de teatro para ver esta semana em Lisboa

Por Miguel Branco |
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Osmarina Pernambuco não consegue esquecer
Filipe Ferreira

Como dizer? É mais ou menos aquela coisa do vá lá, não seja forreta, vá lá, não seja preguiçoso. Se vemos tantos filmes no cinema, se vamos a tantos bares e restaurantes, mercados e exposições, qual a justificação para não irmos mais vezes ao teatro? Esta é a nossa forma, delicada, de lhe dizer para se fazer à cena, para se fazer ao palco. Sim, que mostrar-se solidário perante a comunidade artística fica bem, mas sabe a pouco. A agenda cultural de Lisboa está ao rubro, com muitas peças boas para ver. Estas são as que pode ver já esta semana.

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As peças de teatro para ver esta semana

1
A Casa da Praia
D.R.
Teatro

A Casa da Praia

icon-location-pin Zé dos Bois, Bairro Alto
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Desde que, em Julho de 2018, o Negócio se despediu do número 9 da Rua de o Século que as artes performativas não abundam na programação da Zé dos Bois. Bom sinal este A Casa da Praia, espectáculo de Anabela Almeida cujo título remete para a casa de sua família na Praia da Chocas, a 200 km de Nampula, onde passavam os fins-de-semana. É esse regresso ao passado, com tios e tudo, que aqui se cumpre.

2
Karōshi
Filipe Ferreira
Teatro

Karōshi

icon-location-pin Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior
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O Teatro da Cidade volta à criação colectiva e à Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II. Desta vez centram-se na ideia de morte por excesso de trabalho, um conceito definido pela palavra Karōshi. Doença que surgiu nos anos 80 no Japão e que agora é apropriada para uma incursão por um mundo absurdo, estéril, onde a máquina não pára, onde é preciso continuar a trabalhar. 

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3
Vemo-nos ao nascer do dia
Jorge Gonçalves
Teatro

Vemo-nos ao nascer do dia

icon-location-pin Teatro da Politécnica, Princípe Real
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A nova produção dos Artistas Unidos é um regresso de Pedro Carraca ao lugar de encenador. Pegando em Vemo-nos ao nascer do dia, da dramaturga britânica Zinnie Harris, que faz emergir o tópico da morte junto ao mar, após um naufrágio. Duas mulheres encontram-se, ainda que meio perdidas, desejam sair dali, procurar outro lugar que não a penumbra. Andreia Bento e Joana Bárcia assumem a interpretação.

4
O lugar do canto está vazio
Bruno Simao
Dança

O lugar do canto está vazio

icon-location-pin Centro Cultural de Belém, Belém
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O Pequeno Auditório do CCB acolhe uma bela união: a Companhia Maior e a dupla Sofia Dias e Vítor Roriz. E é precisamente esse encontro que emerge este espectáculo, um lugar novo para o elenco da Companhia Maior, uma zona de experimentação, abstracta, onde se testam corpos, sensibilidades e possibilidades.

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5
Osmarina não consegue esquecer
Filipe Ferreira
Teatro

Osmarina Pernambuco não consegue esquecer

icon-location-pin Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior
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Nunca será demais repetir: o esquecimento é perigoso. Talvez tenha sido por isso que Osmarina Pernambuco, brasileira nascida em 1919, registou grande parte da sua vida em diários, do número de batatas para a sopa a coisas maiores, como as relações. Texto, encenação e interpretação de Keli Freitas.

6
Purgatório – A Divina Comédia
Rita Santana e Miguel Mares
Teatro

Purgatório – A Divina Comédia

icon-location-pin Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior
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Em 2017, o Teatro O Bando estreou Inferno, primeira estação de A Divina Comédia, de Dante. Agora, com a precisa ajuda de 40 coralistas do Coro Setúbal Voz, João Brites atira-se ao segundo capítulo: Purgatório. Uma multidão viaja em busca de uma autoridade que lhes diga o que ser. Percebe-se.

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7
Paixão Segundo João
D.R.
Teatro

Paixão Segundo João

icon-location-pin CAL- Primeiros Sintomas, São Vicente 
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O texto, que é também o nome do espectáculo, é do italiano Antonio Tarantino e parte da Lei 180, uma lei que em 1978 ditou o fim dos manicómios em Itália para outro género de habitação, menos deprimente. Porém, quando todos foram embora, Eu-Ele, personagem principal e doente mental sozinho em palco, ficou ali sozinho, no hospital Fatebenefratelli, em Brescia, enclausurado dentro de si. Este é o primeiro espectáculo da Companhia Macaco Nu, fundada por Frederico Barata e Sara Ribeiro em Novembro de 2018. É para ver no CAL – Primeiros Sintomas, integrado no Temps d'Images, sábado e domingo. 

8
Shopping and Fucking
ALFREDO MATOS
Teatro

Shopping and Fucking

icon-location-pin Parque Palmela, Cascais
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Depois de ter passado pelo Teatro da Politécnica com a criação Variações Sobre o Modelo de Kraepelin, de Davide Carnevali, a Palco13 regressa a casa para nos dar Shopping and Fucking, do dramaturgo inglês Mark Ravenhill. Num futuro distópico e lá para um planeta qualquer, alguém compra um mutante-escravo porque o pénis dele tem um metro. Depois quer libertá-lo, mas o mutante não tem autonomia. Encenação de Gonçalo Carvalho.

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9
Doença da Juventude
Filipe Figueiredo
Teatro

Doença da Juventude

icon-location-pin Teatro Aberto, Campolide
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O texto é do dramaturgo e encenador austríaco Ferdinand Bruckner, a versão, a dramaturgia e a encenação são de Marta Dias. O ponto de partida é um daqueles que parece sugado de um filme de domingo à tarde: “Maria terminou o curso de medicina e vai dar uma festa. A partir de agora começa a vida a sério”. Ex-namorados e intrigas, ódios, seduções, enfim, a superficialidade irritante também pode ser matéria digna de palco.

A semana em Lisboa

Passeio de bicicleta promovido pela Massa Crítica
Fotografia:Ana Luzia
Coisas para fazer

Coisas grátis para fazer em Lisboa

Grátis é a palavra mágica que todos gostamos de ouvir. Quando tem uma cidade a rebentar pelas costuras de coisas grátis para fazer, a solução certamente não é ficar fechado em casa à espera que lhe chovam ideias no colo. Trazemos-lhe sugestões para aproveitar, à borla, tudo o que Lisboa tem para oferecer esta semana.

Miradouro de São Pedro de Alcântara
©Inês Félix
Coisas para fazer

Passeios em Lisboa para fazer esta semana

Todas as semanas há uma série de passeios em Lisboa. E os dias que se seguem trazem uma programação particularmente variada. Sugestões para lhe ocupar o fim-de-semana não faltam, mas, se não quiser ficar a ver navios, já sabe que o melhor é agilizar o processo de reserva e inscrição nas diferentes actividades (muitas delas esgotam num ápice). 

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