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Bea Borgers | Haribo Kimchi
Bea Borgers

As melhores peças de teatro e dança em Lisboa

Há muitos e bons espectáculos para ver em Lisboa. Passámos a agenda em revista e trazemos-lhe as melhores sugestões para este mês.

Raquel Dias da Silva
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Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Mas algumas estão tão pouco tempo em cena que é preciso correr, já que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e até os que ainda estão a tentar conquistar o seu lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro e dança a não perder em Novembro. Aqui ficam as nossas sugestões, para que na hora de escolher seja tudo mais fácil. Bom espectáculo!

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As melhores peças de teatro em Lisboa

  • São Vicente 

A estrutura Primeiros Sintomas regressa aos textos fundamentais do teatro europeu com uma das obras mais inquietantes do dramaturgo belga Maurice Maeterlinck. Com tradução e encenação de Bruno Bravo, a peça coloca em cena um grupo de cegos que aguarda inutilmente num bosque escuro de uma ilha o regresso do padre que os guiava de volta ao asilo, ignorando que o próprio guia jaz sem vida ao seu lado, caído sobre um tronco de carvalho. Num espaço cénico dominado pela incerteza e pelo mistério da existência, o universo dos protagonistas reduz-se a uma densa paisagem sonora, onde ressoam o sopro do vento nas árvores, o murmúrio distante do mar e o alvoroço dos pássaros. Em cena de 15 a 30 de Outubro, quarta a sábado às 21.30 e domingo às 18.00, no CAL – Centro de de Artes de Lisboa. O bilhete custa 12€.

  • Santa Maria Maior

Depois de três anos fechado para obras, o Teatro Nacional D. Maria II reabre as suas portas com Macbeth, a mesma que estava em cena na fatídica noite de 2 de Dezembro de 1964, quando um incêndio deixou o teatro em ruínas, alimentando as lendas e superstições que sempre rodearam a tragédia de Shakespeare. Com tradução e encenação de Pedro Penim, esta nova produção desafia as velhas superstições do meio teatral e coloca nos papéis principais um elenco encabeçado por Bárbara Branco e José Raposo.

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  • Campolide

Colocando em confronto directo duas famílias com visões culturais inconciliáveis – uma defensora do rigor da ópera e outra devota do cancioneiro pimba –, o Teatro da Comuna apresenta uma nova comédia musical satírica marcada pelo humor absurdo e pela música ao vivo. Com texto assinado por José Campos e André Pereira, concepção e encenação de Hugo Franco e direcção musical de Carlos Pires, a trama desenrola-se entre rivalidades domésticas, quedas na pista de gelo, mortes súbitas, sessões de karaoke e romances improváveis debaixo de tectos trabalhados. A produção reúne no elenco veteranos e novas caras da representação como Carlos Paulo, Elsa Galvão, Marco Paiva, Rita Cruz, Sara Belo e Tomás Taborda, acompanhados em cena por um quarteto instrumental. O bilhete custa 16€.

  • Dança
  • Lisboa

Cruzando as fronteiras entre o teatro documental e a dança contemporânea, o espectáculo E se a Mónica, produzido pela Escola de Mulheres, revisita o percurso, a energia e a herança artística de Mónica Lapa (1965–2001), nome basilar na afirmação e renovação das linguagens coreográficas em Portugal. Com texto original de Miguel Castro Caldas, encenação de Marta Lapa e interpretações em palco de Francisco Camacho e Mélanie Ferreira, a criação parte da biografia factual da bailarina e coreógrafa, de registos de arquivo e de testemunhos de contemporâneos para projectar um exercício especulativo de ficção que imagina as obras que teriam nascido se a sua trajectória não tivesse sido interrompida precocemente. Em cena até 1 de Novembro, com sessões de quarta a sexta às 21.00, sábado às 19.00 e domingos às 18.00. O bilhete custa 12,50€.

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  • Chiado

Construído a partir de arquivos documentais e de relatos verídicos de quem viveu sob o Estado Novo – de presos políticos e resistentes na clandestinidade a exilados em França, combatentes das guerras de libertação em África, cidadãos acuados pelo medo e antigos delatores da polícia política –, o espectáculo assinado e encenado por Teresa Sobral traça uma panorâmica visual e sonora sobre os 48 anos de ditadura em Portugal. Co-produzido pela Kind of Black Box e pela Tasca das Artes, o projecto junta em palco Beatriz Maia, Danilo da Matta, Mário Coelho, Miguel Nunes, Patrícia Fonseca, Rita Gonçalves e Tomás Barroso. Em cena até 1 de Novembro, de quarta a sábado às 19.30 e domingo às 16.00, no São Luiz Teatro Municipal. O bilhete custa 12€.

  • Marvila

O Teatro Meridional apresenta uma nova criação dedicada ao património literário, humano e histórico de Goa, Damão e Diu, com dramaturgia e encenação assinadas por Natália Luiza. Tecido a partir de contos, poesia e excertos romanescos de autores de diferentes épocas, o espectáculo resulta de uma pesquisa profunda que transborda a literatura para se expandir à música, ao trabalho corporal e à composição plástica. Ao resgatar a memória destes territórios, onde a língua portuguesa ainda ecoa, a produção estabelece um diálogo poético de Portugal com a sua própria história, homenageando as comunidades indo-portuguesas que residem no país e trazendo à cena um património que muitos desconhecem. O elenco reúne Fernando Nobre, Joana Brandão, Catarina Ribeiro e Rui Rebelo. Em cena até 1 de Novembro, de quarta a sábado às 21.00 e domingo às 16.00, no Teatro Meridional. Os bilhetes custam 13€.

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  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Depois de ter sido encenado por Daniel Gorjão, o aclamado texto do dramaturgo britânico Mike Bartlett regressa aos palcos numa nova e arrojada produção com a assinatura da Força de Produção. Encenada por Ricardo Neves-Neves, a trama acompanha um homem imerso numa relação estável mas desgastada com o seu namorado. Quando o casal decide fazer uma pausa, o protagonista cruza-se num café com uma mulher por quem se apaixona inesperadamente. A partir desse instante, a sua vida amorosa transforma-se num emaranhado de indecisões e conflitos de identidade que culminam num tenso e hilariante jantar a três. O elenco conta com interpretações de Cristóvão Campos, Gabriela Barros, Romeu Costa e Adriano Luz. Em cena de 12 de Outubro a 10 de Novembro, segunda e terça às 21.00, no Teatro Maria Matos. Os bilhetes custam entre 21€ e 23€.

  • Avenida da Liberdade

O carismático e incorrigível sargento-tenente-major Peçanha, uma das figuras mais conhecidas do universo Porta dos Fundos, salta do ecrã para os palcos nacionais. Nesta nova peça escrita e interpretada por Antonio Tabet, a personagem começa por dar as tradicionais instruções de segurança da sala, enquanto a plateia espera por uma encenação fictícia de Hamlet. Contudo, o actor principal atrasa-se e Peçanha é obrigado a improvisar, preechendo o tempo com hilariantes histórias do quotidiano policial, desabafos sobre a crise dos 40 e reflexões satíricas sobre o mundo contemporâneo, abordando temas como masculinidades e preconceitos. Em cena de 10 de Novembro, terça-feira às 21.00, no Teatro Tivoli. O bilhete custa entre 21,48€ e 26,84€.

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  • Chiado/Cais do Sodré

O Alkantara Festival está de regresso à cidade e a noite de arranque faz-se na pista de dança. A 13 de Novembro, o espaço DISASTER acolhe a festa-performance oficial de abertura, concebida e conduzida pelo colectivo MeioFio. Sob a premissa de um ciclo que cruza criação e consumo, luz e corpo, o colectivo propõe uma imersão performativa que habita o intervalo entre a festa e a celebração ritualística. Inspirada na metamorfose da matéria e na dança como reacção primordial, a noite pretende transformar o espaço num ponto de encontro entre artistas, público e noctívagos. O evento destina-se a maiores de 18 anos e os bilhetes têm o valor único de 5€.

  • Dança
  • Belém

Dois homens abraçados, em constante espiral, desafiam a gravidade e a resistência física no Foyer do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB) a 14 de Novembro. Integrado na programação do Alkantara Festival, Save the Last Dance for Me, criação de 20 minutos do coreógrafo italiano Alessandro Sciarroni, resgata a polka chinata, uma dança de cortejo popular bolonhesa do início do século XX, outrora praticada exclusivamente por homens, caracterizada por giros contínuos, flexões profundas e uma exigência física quase acrobática. Em cena, os bailarinos Gianmaria Borzillo e Giovanfrancesco Giannini executam uma coreografia fundada no equilíbrio, na confiança mútua e na transmissão viva de uma tradição que, quando Sciarroni a descobriu em 2018, contava com apenas cinco praticantes no mundo. O bilhete custa 7€.

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  • Santa Maria Maior

Em Menos de Cão Solteiro & André Godinho – espectáculo-festa que celebra o fim de 29 anos de resistência e invenção – convergem a realização de excertos de um filme, em tempo real, cenas teatralizadas em torno dessa realização, a desmontagem dos aparatos cinematográficos e teatrais, e uma festa. Criadores, intérpretes, técnicos e toda a equipa estarão transversalmente presentes no palco, num movimento contínuo que terminará com o esvaziamento total da cena. A música será assegurada por uma DJ.

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Um ursinho de goma, um caracol e uma enguia encontram-se num pojangmacha, os tradicionais bares nocturnos de comida de rua da Coreia do Sul. É neste cenário insólito que se desenrola Haribo Kimchi, a mais recente criação do artista sul-coreano Jaha Koo, que chega ao TBA entre 13 e 15 de Novembro. Através de uma linguagem híbrida que alia música, vídeo e performers robóticos, o espectáculo utiliza a gastronomia como metáfora e refúgio para quem vive distante da sua terra natal. Ao longo de 70 minutos, a peça cruza a evolução da cultura do kimchi com relatos sobre a dor amarga do racismo, a vergonha dos processos de integração e a procura pela sensação umami do que significa estar em casa. Esta viagem entre a melancolia e o humor absurdo promete convocar todos os sentidos do público, acompanhada por cheiros intensos e som alto. A performance é apresentada em coreano e inglês, com legendas em português e inglês.

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  • Chiado

Nos dias 14 e 15 de Novembro, a Sala Polivalente do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) acolhe a estreia nacional de Cinema Impero, uma criação da artista ítalo-eritreia Muna Mussie, integrada na programação do Alkantara Festival 2026. Com o nome a remeter para a icónica sala de cinema construída pelo regime fascista italiano em Asmara (Eritreia), em 1937, a performance de 20 minutos explora os meandros da propaganda e da dupla identidade cultural. Em cena, Mussie contrapõe imagens de arquivo do Instituto Luce com filmagens pessoais das suas viagens à Eritreia. O dispositivo sonoro cruza três camadas vocais: a descrição neutra de uma inteligência artificial, o relato intimista da própria artista e a apropriação gritada dos slogans de propaganda da época. A obra propõe uma reflexão sobre como o cinema e as imagens em movimento manipulam e reescrevem a memória colectiva. A performance desdobra-se em duas modalidades (sessões individuais e sessões em grupo), com vários horários disponíveis entre as 10.15 e as 17.15. O bilhete custa 5€.

  • São Sebastião

Três corpos, três territórios e um violoncelo encontram-se no palco do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian entre 14 e 16 de Novembro. A artista multidisciplinar Dorothée Munyaneza apresenta a estreia absoluta de Shikama, uma criação integrada na programação do Alkantara Festival 2026. O título deriva da palavra kinyarwanda Gushikama, que significa "criar raízes". Em cena, Munyaneza junta-se à bailarina e investigadora cultural Inés Sybille Vooduness e ao compositor e artista interdisciplinar Matthew Jamal. Através da improvisação contínua entre som, texto, canto e movimento, a peça aborda a ruptura como força dinâmica e questiona como é possível fixar pertença perante a instabilidade do mundo. A apresentação surge no âmbito do Prémio Salavisa European Dance Award. A sessão de 15 de Novembro conta com uma conversa pós-espectáculo com Dorothée Munyaneza e Aoaní (em inglês). Os bilhetes têm o valor único de 10€.

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  • Dança
  • São Sebastião

Inspirada na atmosfera ruidosa e viva do Mercado de Xiquelene, nos arredores de Maputo, a criação de dança Dzudza chega ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian a 17 de Novembro, às 21.00, em estreia nacional no âmbito do Alkantara Festival. Interpretada por 12 bailarinos, a peça desdobra-se através de uma fisicalidade intensa, cantos e passos rítmicos para reflectir sobre a resiliência, as fronteiras e a deslocação no mundo contemporâneo, utilizando a capulana, tecido tradicional associado à identidade e protecção, como elemento cénico e extensão do movimento. A apresentação insere-se no âmbito do Prémio Salavisa European Dance Award, cuja cerimónia de entrega decorre logo após o espectáculo, sendo complementada no dia seguinte, 18 de Novembro, por uma oficina gratuita ministrada pelo coreógrafo Idio Chichava no Espaço Alkantara. O espectáculo custa 15€.

  • Dança
  • Belém

Construído a partir das singularidades de cinco intérpretes do grupo Dançando com a Diferença – Bárbara Matos, Joana Caetano, Sara Rebolo, Sofia Marote e Telmo Ferreira –, o espectáculo Este Mundo, assinado pela coreógrafa marroquina Bouchra Ouizguen, sobe ao palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém a 19 e 20 de Novembro, às 21.00, no âmbito do Alkantara Festival. A peça desdobra-se numa colagem de gestos quotidianos, memórias e acasos onde cabem sonoridades tão distintas como o fado, o som de sinos e os ritmos vibrantes de Bollywood, estabelecendo pontes entre a Madeira e Marrocos sem exigir que nenhum corpo perca a sua identidade para fazer parte do colectivo. As duas sessões têm a duração de uma hora, custam 15€ (com os descontos habituais) e contam com audiodescrição e acesso a pessoas com mobilidade reduzida.

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  • Dança
  • Avenidas Novas

Inspirado na busca por futuros possíveis a partir da capital do Mali, o novo espectáculo concebido pelo encenador Stefan Kaegi e pela criadora Kettly Noël chega em estreia nacional, de 21 a 22 de Novembro, no Auditório Emílio Rui Vilar da Culturgest, no âmbito do Alkantara Festival. Durante 90 minutos, um músico-griot em palco com uma cora e um sampler acompanha a transmissão de um plano-sequência filmado em tempo real nas ruas de Bamako, onde os intérpretes Diarrah Dembelé e Kassim Dagnogo percorrem a cidade a pé e de moto, estabelecendo uma ponte entre o teatro documental, o cinema directo e a ficção científica. Falada em francês e bambarra com legendas em português e inglês, a apresentação tem bilhetes a 16€ e é complementada por uma masterclass ministrada por Stefan Kaegi no dia 22 de Novembro, às 11.00, na Sala 2 da Culturgest.

  • Dança
  • Belém

Regressando à primeira linguagem de movimento que conheceu nas festas populares e casamentos em Marrocos, o bailarino Bilal El Had apresenta Ch’ttahh (“dançarino”) na Black Box do Centro Cultural de Belém de 20 a 22 de Novembro, em estreia nacional integrada no Alkantara Festival. A solo ao longo de 45 minutos, o espectáculo combina os ritmos, canções e simbolismos centenários do Chaabi marroquino com o vocabulário da dança contemporânea, explorando os gestos sociais de homens que historicamente desafiaram as normas de género e masculinidade através da música e da poesia. Falado em inglês e árabe com legendas em português e inglês, a apresentação tem bilhetes a 13€ e é acompanhada por uma conversa aberta no dia 21 de Novembro, com Bilal El Had e a artista Piny.

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  • Dança
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Vestidos de roxo e movendo-se entre estruturas metálicas suspensas que ressoam em palco, os performers Inés Sybille Vooduness e Malvin Puerca de Goma apresentam Cadências crioulas, dez mil vezes desdobradas de 20 a 22 de Novembro, no TBA, no âmbito do Alkantara Festival. A peça cruza linguagens do kuduro, dancehall e denbow com elementos da cosmologia Vodou – evocando os gémeos Marassa como símbolos de dualidade e transformação –, construindo uma paisagem sonora e física onde a memória diaspórica, a cultura da internet e os gestos de arquivo se reconfiguram em movimento. O espectáculo tem a duração de uma hora, custa 12€ e é acompanhado pela oficina gratuita Corpo de inputs e outputs, orientada por Inés Sybille Vooduness a 25 de Novembro no Espaço Alkantara, mediante inscrição prévia.

  • Dança
  • Lisboa

O projecto coreográfico Espiões, concebido por Filipa Francisco e iniciado há quase três décadas com a premissa de inverter os papéis tradicionais entre criadores e intérpretes, chega à sua terceira edição na Sala Estúdio Valentim de Barros de 20 a 22 de Novembro, em estreia absoluta integrada no Alkantara Festival. Com direcção cénica de Sónia Baptista, a peça junta em palco a própria Filipa Francisco, Francisco Camacho, Miguel Pereira e Sílvia Real – figuras-chave na formação da encenadora –, num encontro que cruza o absurdo, a memória pessoal da dança e a reflexão sobre o fim do mundo contemporâneo. O espectáculo tem a duração de uma hora, custa 12€ (com descontos habituais), conta com legendas descritivas em português e inglês e é seguido de uma conversa aberta com o elenco e a artista Carlota Lagido no dia 22 de Novembro.

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  • Dança
  • São Sebastião

Nascido de uma cumplicidade artística iniciada em 1999 após o contacto com a arte surrealista, o dueto Coisa-Ponta, das criadoras e intérpretes Ana Rita Teodoro e Márcia Lança, sobe ao palco da Sala Estúdio do CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian de 21 a 23 de Novembro, no âmbito do Alkantara Festival. Ao longo de uma hora, a peça coloca o pensamento ético e estético das duas artistas em diálogo directo com estratégias de composição surrealistas, desactivando a acção consciente e cruzando matérias díspares para criar um espaço performativo onde a intuição e o não-sentido assumem o papel central num formato onde o público se pode deslocar livremente pelo espaço. Com bilhetes a 10€, a apresentação inclui livrete informativo em português e inglês e conta com sessão com audiodescrição no dia 22 de Novembro.

  • Carnide/Colégio Militar

A acção desenrola-se numa sala de redacção, onde um grupo de jornalistas trabalha num artigo sobre Fado e Democracia. À medida que exploram a obra de Ary dos Santos e outros autores relevantes para o 25 de Abril, a noite transforma-se numa jornada de memórias, debates e celebração. O espectáculo da Companhia da Esquina junta poesia e música numa experiência imersiva. Em cena até 25 de Novembro, quarta-feira às 21.00, no Teatro Armando Cortez. O bilhete custa 15€.

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  • Santa Maria Maior

O encenador e coreógrafo libanês Ali Chahrour apresenta Quando Vi o Mar, uma criação que cruza canto, dança e palavra com música ao vivo, no âmbito do Alkantara Festival. Na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, Zena Moussa, Tenei Ahmad e Rania Jamal dão voz às experiências de trabalhadoras domésticas migrantes no Líbano, entre a exploração laboral, o exílio e a sobrevivência. O espetáculo, falado em árabe e amárico, tem bilhetes a 18 €. A 28 de novembro, há uma sessão com audiodescrição, seguida de conversa; a 24 de novembro, realiza-se uma oficina gratuita com o encenador.

  • Avenidas Novas

Após a repercussão internacional do primeiro capítulo da trilogia Cadela Força, a encenadora e performer brasileira Carolina Bianchi e o colectivo Cara de Cavalo apresentam a estreia nacional de Capítulo II: The Brotherhood no Auditório Emílio Rui Vilar da Culturgest, de 26 a 28 de Novembro, no âmbito do Alkantara Festival. Ao longo de três horas e 40 minutos (com intervalo), o espectáculo investiga os pactos de masculinidade, os códigos de irmandade e a perpetuação da violência sexual como vocabulário de poder, mobilizando o teatro para reflectir sobre a História da arte, a misoginia e a representação do trauma real. Falada em português com legendas em português e inglês, a apresentação é classificada para maiores de 16 anos (contendo conteúdo sexual explícito e referências a violência sexual), tem bilhetes a 18€ e é antecedida pela conferência "Violência e Potência, no Feminino", com Carolina Bianchi e Gabriela Moita, a 24 de Novembro, no Pequeno Auditório.

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Cruzando teatro, cinema, mito e biografia, a criadora e actriz Cleo Diára apresenta Please, Love Me!, no TBA de 27 a 29 de Novembro, no âmbito do Alkantara Festival. Ao longo de uma hora e meia, o espectáculo acompanha a história de Klió – alter-ego de Cleo Diára e cantora pop aclamada pelo público mas ignorada pela crítica –, que decide documentar a sua trajectória ao celebrar uma década de carreira, confrontando assombrações enigmáticas, a cosmologia Yoruba e figuras míticas como Medusa, Medeia e Lilith para reflectir sobre o que significa ser uma mulher negra cabo-verdiana num mundo patriarcal. Falada em português e cabo-verdiano com legendas descritivas em português e inglês, a produção tem bilhetes a 12€ e conta com sessão especial com Interpretação em Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição no dia 29 de Novembro (incluindo reconhecimento de palco às 18.30).

  • Dança
  • Belém

A convite do MAAT e integradas na programação do Alkantara Festival 2026, as artistas e performers Tita Maravilha e Vânia Doutel Vaz apresentam em estreia absoluta duas intervenções criadas em diálogo com a exposição Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP, nos dias 28 e 29 de Novembro, a partir das 15.00. Com a duração de uma hora e início junto à obra Turn Around, de Luísa Cunha, o programa desdobra-se em simultâneo entre a vivacidade narrativa de Prato Feito (de Tita Maravilha, em relação com a peça de Rodrigo Oliveira) e a contenção irónica de REPARA (de Vânia Doutel Vaz, perante a intervenção de Fernanda Fragateiro), permitindo ao público circular livremente pelas salas e escolher como acompanhar cada actuação. Falado em português e com folha de sala em inglês, o evento tem bilhetes a 15€ e acesso adaptado a visitantes com mobilidade reduzida.

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  • Grande Lisboa

A Mostra de Teatro de Almada está de volta. Ao longo de um mês, entre 30 de Outubro e 29 de Novembro, o público é convidado a assistir a 18 criações teatrais, com autores tão diversos como Bertholt Brecht, Paul Viejo ou Joël Pommerat. As apresentações – promovidas por grupos de teatro com actividade regular no concelho – terão lugar em diversas salas e espaços ao ar livre, reforçando a relação entre o teatro e a comunidade local. Destaque para peças como Algoritmo da Solidão, com direcção e encenação de Joana Sabala, no Auditório Fernando Lopes-Graça (30 Out, Sex 21.00); Stories4Boys, de César Melo, que assina e interpreta, no Salão das Carochas (14 Nov, Sáb 21.00); e A Reunificação das Duas Coreias, de Joël Pommerat, com encenação de Marco Mendes, em estreia absoluta no Salão de Festas Incrível Almadense (18-19 Nov, Qua-Qui 21.00). Para não perder pitada, o melhor é consultar a agenda completa online. Além da programação principal, a Mostra integra ainda actividades complementares completamente gratuitas, como workshops de teatro, destinadas a aproximar o público das artes performativas e a estimular novas gerações de criadores e espectadores.

  • Santos

Dois dos maiores nomes do teatro nacional encontram-se no palco do Teatro Cinearte para dar vida a uma viagem tragicómica inspirada em Rei Lear, de William Shakespeare. Com texto assinado por Patrícia Portela – que convoca as traduções de Álvaro Cunhal, Millôr Fernandes e Manuel Gomes da Torre – e encenação de Martim Pedroso, a nova produção da companhia A Barraca junta em cena Maria Rueff e Maria do Céu Guerra. A narrativa acompanha um velho aristocrata de outros tempos que vaga perdido numa bomba de gasolina e uma comediante cuja viatura avaria em plena estrada nacional a caminho de um trabalho de Fim de Ano. Em cena de 14 de Outubro a 13 de Dezembro, de quarta a quinta às 19.30, sexta e sábado às 21.30 e domingo às 17.00, no Teatro Cinearte. Os bilhetes custam 22€.

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  • Chiado

Com texto de Tom Schulman e encenação de Hélder Gamboa, leva-nos até um colégio interno dos Estados Unidos, onde “Tradição, Disciplina, Honra e Excelência”, os pilares de um ensino rígido e espartilhado, serão postos à prova pelo carismático professor de Literatura, John Keating. Instigando os jovens alunos a questionarem o mundo e a adoptarem novos pontos de vista, Keating vai provocar-lhes uma intensa catarse e grande perturbação na vida diária do colégio. Em cena até 30 de Dezembro, de quarta a sábado às 21.00 e domingo às 16.30, no Teatro da Trindade. O bilhete custa entre 11€ e 19€ às quartas e entre 15€ e 24€ de quinta a domingo.

O melhor da agenda cultural de Lisboa

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