Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right As peças de teatro em Lisboa a não perder em Setembro
A vida vai engolir-vos
Fotografia: Estelle Valente

As peças de teatro em Lisboa a não perder em Setembro

Comece a organizar a agenda: estas são as peças de teatro em Lisboa a não perder em Setembro.

Por Raquel Dias da Silva e Miguel Branco
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Este ano é particularmente atípico, mas Setembro não desiste de surpreender. Se a agenda de Agosto é sempre difícil de espremer, este mês compensa com estreias, reposições e, claro, a “monumental operação” que vai ser a maratona de Tchékhov proposta por Tónan Quito em A vida vai engolir-vos, para ver de 1 a 12 de Setembro, entre o D. Maria II e o São Luiz. Depois disso há mais propostas a partir de obras do autor russo, mas sobretudo produções nacionais, onde os artistas portugueses são estrelas do princípio ao fim. Curioso? Estas são as peças de teatro em Lisboa a não perder em Setembro.

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As peças de teatro em Lisboa a não perder em Setembro

Cinema São Jorge
Cinema São Jorge
Fotografia: Cinema São Jorge

1. Este é o meu corpo: Lar Doce Lar

Teatro São Luiz Teatro Municipal, Chiado

Mónica Calle continua a apresentar, no Teatro São Luiz, sete solos emblemáticos da sua carreira. Este Lar Doce Lar é um monólogo para um espectador, criado em 2006, numa reflexão sobre as estéticas de recepção.

Mais Respeito que sou tua Mãe
Mais Respeito que sou tua Mãe
Fotografia: Força de Produção

2. Mais Respeito que sou tua Mãe

Teatro Teatro Villaret, Lisboa

Ainda se lembra de Esmeralda Bartolomeu? A mãe de família e dona de casa mais desesperada da Baixa da Banheira e de Portugal está de volta nesta nova versão, onde regressa a braços com três filhos adolescentes (cada um com os seus problemas), um marido desempregado que só tem apego ao futebol e um sogro de 80 anos viciado em marijuana. Joaquim Monchique interpreta, encena e assina a adaptação do texto do argentino Hernán Casciari.

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Seis meses depois
Seis meses depois
Fotografia: Teatro Municipal D. Maria II

3. Seis meses depois

Teatro Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

Se, no seu último espectáculo, Olga Roriz reflectia sobre o impacto negativo que o ser humano tem vindo a causar ao planeta, Seis meses depois parte de uma reflexão sobre a humanidade que perdura em cada um de nós, apesar desta sociedade que nos consome, formata e massifica. Num futuro próximo, humanos, semi-deuses ou heróis, imaginam a sua existência através de sete personagens escolhidas ao acaso. Zhora Fuji, Naoki 21, Dawnswir, Gael Bera Falin, Kepler 354, Priscilla Noir e Human Cat habitam a cidade de Tannhauser, o ano é 2307 no planeta Terra 3.

peças de teatro em Lisboa
peças de teatro em Lisboa
Fotografia: Sara Pazos

4. A tragédia de Júlio César

Teatro São Luiz Teatro Municipal, Chiado

Júlio César quer o poder numa cidade que sabe estar minada pela podridão, pela intriga, pela alienação. O mote para o desenvolvimento da trama é o terrível incómodo que o poder e a influência conquistada por César gera nos seus companheiros políticos. Afinal, todos querem o seu quinhão. Para resolver a questão organiza-se um golpe de estado. O texto é todo ele feito de justificações para o assassinato e das suas consequências.

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peças de teatro em Lisboa
peças de teatro em Lisboa
Fotografia: Sara Carinhas

5. A Fox and a Woman Go Into a Bar

Teatro São Luiz Teatro Municipal, Chiado

Foi em 2016 que Sara Carinhas organizou o Ciclo de Leituras Encenadas no antigo Jardim de Inverno, onde se ouviram excertos de obras de Herberto Hélder, José Tolentino Mendonça, Luísa Costa Gomes, Maria Velho da Costa e Matilde Campilho. Agora regressa para um segundo ciclo, uma proposta que conta com mais de vinte mulheres, entre autoras, actrizes e equipa artística. Neste espectáculo, uma raposa e uma mulher entram num bar. A piada não acaba bem.

rosa
rosa
Fotografia: W

6. Este é o meu corpo: Rosa Crucificação

Teatro São Luiz Teatro Municipal, Chiado

Rosa Crucificação é o mais recente solo de Mónica Calle, estreado em Março de 2019, criado, encenado e interpretado pela actriz, a partir da trilogia homónima do escritor norte-americano Henry Miller, pensado para 15 espectadores.

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Elmano Sancho
Elmano Sancho
Damas da Noite, uma farsa de Elmano Sancho

7. Damas da noite, uma farsa de Elmano Sancho

Teatro Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

A premissa é simples: os pais esperavam uma menina, mas nasceu um menino. Para erguer essa figura ficcionada chamada Cléopâtre, Elmano Sancho mergulha no mundo fascinante e provocador do transformismo, evocando a conflituosa reviravolta de expectativas em torno do seu nascimento. Através dessa interpretação paradoxal da diferença, Damas da noite explora a presença ou ausência de fronteiras entre realidade e ficção, actor e personagem, homem e mulher, teatro e performance, tragédia e comédia, original e cópia, interior e exterior, dia e noite. Nesse jogo de relações, aposta-se a identidade como matéria fluida, "rimbaudiana”, revelando o outro que somos, o estrangeiro que albergamos.

Eurovisão da Canção Filosófica
Eurovisão da Canção Filosófica
Fotografia: Teatro Nacional D. Maria II

8. Eurovisão da Canção Filosófica

Teatro Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

A Eurovisão da Canção Filosófica tem origem no espetáculo 1973, criado no Festival d'Avignon em 2010, que consistia numa recriação do concurso Eurovisão da Canção desse ano da década de 70. Porque regressam agora Massimo Furlan e Claire de Raubepierre a esta ideia em torno do Festival da Canção? É que o concurso ajuda a compreender, não só a música pop, mas também as questões da identidade. Para este espectáculo-concurso, 11 pensadores foram convidados a escrever canções sobre a relação da humanidade com os grandes temas da filosofia, que serão interpretadas na língua original do autor e avaliadas por Massimo Furlan, Catarina Furtado e um júri local, constituído por figuras de destaque de várias áreas da sociedade. O público terá também direito a votar, para que a cada noite seja consagrado um país vencedor, tal como na Eurovisão.

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Antiprincesas
Antiprincesas
Antiprincesas

9. Antiprincesas: Carolina Beatriz Ângelo

Miúdos Estufa Fria, São Sebastião

Os miúdos podem alegrar-se com o regresso das Antiprincesas à Estufa Fria, em Setembro. A colecção de livros infantis com o mesmo nome deu origem a esta série de espectáculos criados por Cláudia Gaiolas e, como em equipa que ganha não se mexe, a saga continua. Nesta edição do Lisboa na Rua as heroínas são mulheres portuguesas que fizeram História, a começar pela Antiprincesa Carolina Beatriz Ângelo, a médica feminista, que foi a primeira mulher a votar em Portugal, em 1911.

Amado Monstro
Amado Monstro
Fotografia: Cartaz Amado Monstro

10. Amado Monstro

Teatro Teatro da Trindade, Chiado

Esta peça é a adaptação da obra com o mesmo nome, do reconhecido romancista espanhol Javier Tomeo. Retrata a vivência de um homem que, subjugado pela mãe, só aos 47 anos se candidata ao seu primeiro emprego, como guarda nocturno da garagem de um banco. Durante a entrevista, liderada pelo director de recursos humanos, os dois homens descobrem que ambas as mães são possessivas, criando uma empatia pouco esperada neste tipo de situações.

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Chicago
Chicago
Filipe Ferreira

11. Chicago

Teatro Teatro da Trindade, Chiado

Há espectáculos que a Broadway eternizou de tal forma que agora dificilmente nos veremos livres deles. Como este musical de Fred Ebb e Bob Fosse, que veste a roupa trazida pela encenação de Diogo Infante para contar mais uma vez a história de duas divas rivais que tentam escapar às acusações de assassínio enquanto aproveitam para subir na vida. Nos loucos anos 20, claro.

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Fotografia: Manuel Manso

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Museus e centros de difusão de arte contemporânea são o pão nosso de cada dia no habitual roteiro cultural dos lisboetas. Mas onde andam os artistas emergentes? Nestas galerias, está claro. Ora tome lá uma lista de galerias de arte alternativas, algumas ainda meninas e moças na capital onde se compra e desfruta de arte em todos os moldes.

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©João Saramago

Museus portugueses que oferecem visitas virtuais

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