A Love Supreme Xavier Durringer/ Artistas Unidos
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As melhores peças de teatro em Lisboa para ver em Junho

Há muitos e bons espectáculos para ver em Lisboa. Passámos a agenda em revista e trazemos-lhe as melhores sugestões para este mês.

Raquel Dias da Silva
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Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Mas algumas estão tão pouco tempo em cena que é preciso correr, já que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e até os que ainda estão a tentar conquistar o seu lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro a não perder em Junho. Aqui ficam as nossas sugestões, para que na hora de escolher seja tudo mais fácil. Bom espectáculo!

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As peças de teatro em Lisboa em Maio

  • Xabregas

Com texto de Beatriz e Leonor W. Carretas – que também assina a encenação –, a mais recente produção da Retorno Contínuo acompanha um grupo de terraplanistas, que parte rumo à Antárctida para provar a sua teoria. O já antes navegado apresenta-se então como possibilidade de descoberta de uma nova verdade. Mas, na travessia que vai da hipótese à verificação, são confrontados com o perigo do relativismo, que nos faz reféns de populismos e propagandas. Em cena de 5 a 6 de Junho, sexta e sábado às 21.00, no Teatro Ibérico. O bilhete custa 10€.

  • Marvila

Numa árida e pequena localidade do interior australiano, um tiro ressoa na noite silenciosa. Levadas pelo desejo de vingança contra os maus-tratos de que foram vítimas em anos sucessivos de violência doméstica, uma mãe e as suas duas filhas recebem o chefe de família com uma bala no pescoço. O problema agora será desfazerem-se do corpo. Com texto de Angus Cerini, a encenação é de Fernando Mora Ramos. Em cena de 4 a 6 de Junho, de quinta a sábado às 21.00, no Teatro Paulo Claro. O bilhete custa entre 7€ e 12€.

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  • Carnide/Colégio Militar

A partir de William Shakespeare, com texto e encenação de Manuel Jerónimo, este espectáculo acompanha um grupo de jornalistas que tenta descobrir a verdade sobre uma conspiração para matar Júlio César. Mas qual é o papel de um jornalista no contexto político do seu país? É essa a grande questão colocada por esta versão da peça clássica, que nos convida a reflectir sobre o dever de cada um. Em cena até 6 de Junho, de quinta a sábado às 21.00, na Boutique da Cultura. O bilhete custa 10€.

  • Belém

A mais recente produção do colectivo SillySeason leva-nos numa viagem no tempo, até 1974, quando Rainer Werner Fassbinder se prepara para realizar mais um dos seus filmes. Provocador e enigmático, rejeita a construção paternalista e hierárquica de uma sociedade, tal como o próprio espectáculo que o conta, ao mesmo tempo que celebra um dos históricos gritos pelo direito fundamental ao amor. Em cena de 6 a 7 de Junho, sábado às 19.00 e domingo às 17.00, no Centro Cultural de Belém. O bilhete custa entre 10,50€ e 13€.

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  • Lisboa

Com texto e encenação de Ana Sampaio e Maia e co-criação e interpretação de Marta Lapa e Melanie Ferreira, fala-se do direito à liberdade, do direito à dignidade e, acima de tudo, à paz. Convocam-se também elementos visuais do universo do espaço público em parceria com a artista plástica Lea Managil, inserindo-os num espectáculo conduzido por duas intérpretes que usam a fisicalidade como veículo de protesto e onde se levantam questões sobre o quão profícuo poderá ser um manifesto dentro de uma sala de teatro e em que medida a arte é poderosa como arma de protesto. Em cena de 20 de Maio a 7 de Junho, de quarta a sábado às 21.30 e domingo às 18.00, no Clube Estefânia. O bilhete custa 12,50€.

  • Chiado

Com texto de Sam Shepard e encenação de Rita Lello, este espectáculo acompanha a vida de Austin, que está empenhado na escrita do seu argumento para um filme de Hollywood e é perturbado pela chegada do irmão mais velho, Lee, acabado de regressar de três meses no deserto. Durante um curto período de desconfortável convívio na casa da mãe, que está ausente, Lee dedica-se a pequenos assaltos nas casas da vizinhança e acaba com a hipótese do irmão escrever o argumento para Hollywood, apresentando a sua própria ideia ao produtor de Austin. Mas Lee não é um argumentista e os irmãos têm de chegar a um acordo, o que leva a uma verdadeira escalada da rivalidade entre os dois. Em cena de 23 de Abril a 7 de Junho, de quarta a domingo às 19.00, no Teatro da Trindade. O bilhete custa entre 10€ e 14€.

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  • Chiado

Quatro actores, a viverem diferentes fases das suas vidas, dividem o apartamento no Bairro Alto. António, o mais velho, tem de escolher as oito músicas que marcaram a sua vida como se essa fosse a sua última esperança. Bia, separada do marido, confronta-se com o afastamento da filha. Telma debate-se com a vontade de voltar ao palco, mas o pânico e a ansiedade que a ideia lhe provoca roubam-lhe a coragem. Já Carlos tenta, a todo o custo, conseguir trabalho, enquanto ignora o seu problema de surdez. Em cena de 3 a 14 de Junho, de quarta a sábado às 20.00 e domingo às 17.30, no São Luiz. O bilhete custa entre 12€ e 15€.

  • Lisboa

Com texto de Luís Camões e direcção artística, encenação e dramaturgia de Silvina Pereira, esta peça – que poderá ser vista no Auditório Camões e no Auditório de Santa Joana – recria a última aventura amorosa de Júpiter no mundo dos mortais. Para conquistar a virtuosa Almena, Júpiter assume a aparência física do seu marido, o general Enfatrião, enquanto este se encontra na guerra. A intriga atinge o seu auge com o regresso do verdadeiro Enfatrião, que se vê confrontado pela usurpação da sua identidade e da sua casa por um “duplo” divino. Em cena de 10 a 13 de Junho, quarta e sábado às 17.00 e às 21.00 e de quinta a sexta às 21.00, no Auditório Camões; e de 19 a 21 de Junho, de sexta a sabado às 21.00 e domingo às 17.00, no Auditório de Santa Joana.

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  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A partir da obra homónima de Isabela Figueiredo, com encenação de Sofia de Portugal e dramaturgia de Marta Dias, este espectáculo fala-nos sobre amor-próprio, um imenso amor de juventude e o maior desgosto que se pode viver, com o Portugal florescente e contraditório do pós-25 de Abril como pano de fundo. A protagonista é Maria Luísa que, apesar de ter feito uma cirurgia de redução de peso, pensa “como gorda”. Em cena de 15 a 24 de Junho, de segunda a quarta-feira às 21.00, no Teatro Maria Matos. O bilhete custa 24€.

  • Belém

Pode um filme em progresso ser uma performance? Joana Craveiro ensaia a resposta partindo de imagens que captou em duas viagens à Cisjordânia. Este espectáculo propõe um exercício de montagem em torno do que se viu e ouviu na Palestina, numa narrativa falada em português e árabe. Uma amálgama de memórias que questiona se o que ali se esconde é um acaso ou uma dramaturgia desenhada na própria paisagem. Em cena de 18 a 28 de Junho, de quinta a sexta às 20.00, sábado às 19.00 e domingo às 17.00, no Centro Cultural de Belém. O bilhete custa entre 12€ e 15€.

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  • Chiado

A partir de uma leitura pós-contemporânea e multidisciplinar do clássico de Tchékhov, As Três Irmãs, Tita Maravilha propõe uma narrativa onde os conceitos basilares da sociedade normativa são revisitados a partir das subjectividades de cada uma das três personagens. Ao palco sobem Ivvi Romão, June João e Luan Okun. Em cena de 26 a 28 de Junho, de sexta a sábado às 20.00 e domingo às 17.30, no São Luiz. O bilhete custa enrte 12€ e 15€,

  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A partir do musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, com encenação de Paulo Sousa Costa e direcção musical de Carolina Puntel, esta peça narra, em formato de ópera-rock, a ascensão e queda de Eva Perón, a carismática e controversa primeira-dama da Argentina. Passado nas décadas de 1930 e 1940, o musical acompanha a trajectória de Eva Duarte, uma jovem ambiciosa que sai do interior em busca de fama e fortuna em Buenos Aires. Determinada a vencer, Evita envolve-se com figuras influentes até conhecer Juan Perón, um oficial militar e político em ascensão. Casando-se com ele, Eva torna-se numa das figuras mais adoradas pelo povo, símbolo de esperança e progresso social, mas também odiada por muitos, alvo de críticas e acusada de manipulação política e sede de poder. Em cena de 27 de Março a 28 de Junho, quinta e sexta às 21.00 e fim-de-semana às 16.00 e às 21.00, no Capitólio. O bilhete custa entre 25€ e 35€.

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  • Parque das Nações

É dos musicais mais conhecidos da Broadway, já foi premiado com um Pulitzer e um Tony, e entretanto ganhou uma adaptação portuguesa, que regressa aos palcos em 2026, de 21 a 31 de Maio, no Coliseu de Lisboa. Com texto, música e letra originais de Jonathan Larson e dramaturgia de Lynn Thomson, é encenado por Sissi Martins e conta com a direcção artística de Michael Greif, encenador da versão original. A história passa-se em Nova Iorque dos anos 90 e centra-se num grupo de artistas e activistas que, mesmo sofrendo com dificuldades económicas e problemas de saúde, cantam acerca do amor e da superação. Em cena de 21 de Maio a 28 de Junho, quinta e sexta às 21.00, sábado às 16.00 e 21.00, e domingo às 16.00, o Casino Lisboa. O bilhete custa entre 26€ e 35€.

  • Avenidas Novas

Em Polo Norte, a mala voadora propõe uma sátira provocadora: e se o Éden nunca tivesse desaparecido, estando apenas soterrado e conservado no gelo? Sob esta premissa, o espectáculo questiona se o aquecimento global poderá ser a chave para derreter o gelo e devolver o Paraíso à humanidade. Uma reflexão irónica sobre a emergência climática que sugere usar o petróleo como uma espécie de óleo de extrema-unção. Em cena de 26 de Junho a 4 de Julho, de terça a sexta às 21.00 e sábado às 19.00, na Culturgest. O bilhete custa 16€.

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  • Marvila

A partir da obra de Xavier Durringer, os Artistas Unidos apresentam A Love Supreme, que regressa aos palcos, após a estreia em 2025. A peça segue a história de Bianca, despedida do peep show do bairro de Pigalle, em Paris, onde trabalha há 32 anos. A partir do seu camarim, a stripper em final de carreira oferece o último espectáculo: uma viagem íntima à sua vida e ao mundo da noite. A encenação é de Andreia Bento e Nuno Gonçalo Rodrigues. Em cena de 18 de Junho a 11 de Julho, de terça a quarta às 19.30, de quinta a sexta às 21.00 e sábado às 16.00 e às 21.00, no Teatro Paulo Claro. O bilhete custa 7€ e 12€.

  • Chiado

Com texto de Tom Schulman e encenação de Hélder Gamboa, leva-nos até um colégio interno dos Estados Unidos, onde “Tradição, Disciplina, Honra e Excelência”, os pilares de um ensino rígido e espartilhado, serão postos à prova pelo carismático professor de Literatura, John Keating. Instigando os jovens alunos a questionarem o mundo e a adoptarem novos pontos de vista, Keating vai provocar-lhes uma intensa catarse e grande perturbação na vida diária do colégio. Em cena de 30 de Abril a 2 de Agosto, de quarta a sábado às 21.00 e domingo às 16.30, no Teatro da Trindade. O bilhete custa entre 10€ e 22€.

O melhor da agenda cultural de Lisboa

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