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Woody Allen
©DRO Herói do Ano 2000 (1973), de Woody Allen

O melhor do cinema alternativo em Lisboa

Este mês, há bom cinema em Lisboa para quem aprecia ciclos temáticos, fitas antigas e cinema alternativo.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Se é daqueles que não deixa passar uma estreia, pode espreitar os filmes em cartaz esta semana. Mas, se é um verdadeiro cinéfilo (ou aspirante), deve ter em mente que algumas pérolas do cinema escapam às grandes salas. São clássicos para ver e rever – ou apenas filmes fora da rota comercial e por isso fora dos grandes centros comerciais (e em salas sem pipocas, diga-se). Para não perder nada, todos os meses lhe damos as melhores sugestões de cinema alternativo em Lisboa e em salas muito especiais. Há propostas para todos os gostos.

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Cinema alternativo em Lisboa esta semana

  • Filmes
  • Grande Lisboa

O FORNO - Espaço Cultural, em Rio de Mouro, entra no cinema alternativo de exibição de filmes, com as Quartas de Cinema, um evento mensal desenhada pela RUGAS Associação Cultural, em parceria com a produtora Cidades Irrequietas Filmes. Nesta primeira fase, será dado destaque ao trabalho de realizadores recém-licenciados das escola de cinema portuguesas, e em Fevereiro são apresentadas as curtas-metragens Para outra maré (2021), de Francisca Alarcão, que passou pelo Doclisboa; Registos (2021), de Lourenço Pinheiro; e Na minha vida (2023), de José Lobo Antunes, ambas exibidas no IndieLisboa.

  • Filmes
  • Avenidas Novas

Durante três dias, A AMPLA - Mostra de Cinema exibe 22 filmes premiados na Culturgest, numa iniciativa que tem como missão ser totalmente inclusiva e dar a conhecer algum do melhor cinema que tem sido feito nos últimos tempos. Todas as sessões contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, audiodescrição e legendas descritivas, para que ninguém fique de fora deste filme. A curadoria deste programa passa por seleccionar filmes premiados nos festivais portugueses, entre curtas e longas-metragens dos mais variados géneros, entre drama, comédia, documentário, terror ou filmes infantis. Organizado pela Horta Seca - Associação Cultural em parceria com a Duplacena e a Javalimágico, com a co-produção da Culturgest, a mostra prevê sessões Descontraídas para crianças e adultos com espectro de autismo ou outras perturbações de desenvolvimento, assim como acessibilidade para pessoas utilizadoras de cadeiras de rodas ou com mobilidade condicionada. A entrada para acompanhantes de pessoas cegas, com baixa visão ou utilizadoras de cadeiras de rodas é gratuita.

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  • Filmes
  • São Sebastião

No Ano do Dragão chinês, o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa acolhe um ciclo de cinema dedicado ao país do sol-nascente, em várias sessões enquadradas no projecto de investigação "AspirE-Decision making os Aspiring (re) migrants to/within the EU: the case of labour market-leading migrations from Asia", financiado pela Comissão Europeia e desenvolvido em Portugal pelo CIES-Iscte. Uma das sessões (China Fora da Caixa) é organizada em parceria com a Zero em Comportamento, composta por um conjunto de quatro curtas-metragens que em comum têm um lado da China menos conhecido. Em particular, a comunidade LGBTQI+ e também uma história sobre uma sobrevivente de abuso sexual numa zona rural do Império do Meio. Eyes, de Naixin Xu; Tang Long, de Jiangtian Zong; I Love You Mama, de Maya Peters; Ruins, de He Yi; e We Outlaws, de Kaixuan Wang são os filmes em exibição.

  • Filmes
  • Documentários

Ícone do punk tornada grande dama da moda, Vivienne Westwood não limitou a sua provocação à roupa, investindo o seu prestígio no activismo ambiental, como demonstra este documentário biográfico que, misturando imagens mais actuais com outras recolhidas em arquivos vários, é quase um manifesto sobre a importância e significado cultural da estilista. Organizado pela Zero em Comportamento, esta digressão do filme de Lorna Tucker passa por três bibliotecas municipais e pelo Cinema City de Alvalade.

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  • Filmes
  • Belém

Inaugurado em Outubro, o novo MAC/CCB arrancou com três exposições, entre elas "Atravessar uma ponte em chamas", de Berlinde De Bruyckere, que dá continuidade ao trabalho da artista belga em torno de conceitos como a morte, a dor, a violência e o sexo. E que dá o mote a este ciclo de cinema, ao qual se associam a Festa do Cinema Italiano e a Risi Film. A escultura de Berlinde De Bruyckere também dialoga com o cinema de Pier Paolo Pasolini e a artista seleccionou os quatro filmes deste ciclo, que se prolonga até 2 de Março. O ciclo de cinema inclui também visitas guiadas à exposição.

  • Filmes
  • Lisboa

É em torno dos temas da desinformação e das falsas narrativas que se desenha este ciclo de cinema da Prosa, numa tentativa de alertar a população para os perigos que as democracias enfrentam actualmente. Porque nem sempre tudo é o que parece. Em O Ovo da Serpente (1977), de Ingmar Bergman, um acrobata tenta sobreviver na decadente Alemanha de 1923 e encontra trabalho numa clínica que desenvolve experiências clandestinas; e em A Vila (2004), de M. Night Shyamalan, mergulhamos numa comunidade isolada e rodeada por uma floresta onde vivem misteriosas criaturas que impedem os moradores de sair dali para fora.

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  • Filmes
  • Areeiro/Alameda

O CinePop leva, sem preconceitos, filmes de culto à tela do Fórum Lisboa, antigo Cinema Roma. Ou filmes que apenas ganharam o amor incondicional do público. Uma ideia do realizador e argumentista Tiago P. de Carvalho que acontece algumas vezes por ano, ao domingo. Entre Fevereiro e Abril, a programação inclui oito filmes, originalmente estreados entre 1984 e 1997, começando e terminando com o realizador Rob Reiner, nos filmes Um Amor InevitávelIsto é Spinal Tap.

  • Filmes
  • Lisboa

O cinema japonês contemporâneo está debaixo de foco neste ciclo da Prosa, que apresenta algumas das obras mais marcantes do país do sol nascente, nas últimas duas décadas. Takeshi Kitano, Hayao Miyazaki, Mami Sunada, Kiyoshi Kurosawa e Naomi Kawase são os realizadores em destaque nos seis filmes do programa, todos com estéticas e temáticas distintas.

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  • Filmes
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Com 11 nomeações aos Óscares, o filme Pobre Criaturas do realizador grego Yorgos Lanthimos é o mote para a programação desta mostra pelos filmes essenciais da sua carreira. E não é a primeira vez que um filme de Lanthimos chega aos prémios da Academia norte-americana. A estreia fez-se com A Lagosta (2015), nomeado para o Óscar de Melhor Argumento, uma distopia em que as pessoas solteiras são levadas para um hotel e são obrigadas a encontrar parceiro em 45 dias, sob pena de se transformarem num animal. Anos depois, o drama histórico A Favorita (2018) apresentou-se nos Óscares com nove nomeações, vencendo a de Melhor Actriz, para Olivia Coleman, no papel da Rainha Ana da Grã-Bretanha. Além destas três produções, o ciclo mostra ainda O Sacrifício de Um Cervo Sagrado (2017), que esteve na corrida para a Palma d'Ouro em Cannes, e Alpes (2011), então nomeado ao Leão de Ouro do Festival de Veneza.

  • Filmes
  • Alcântara

No ano em que se assinalam os 50 anos do 25 de Abril de 1974, o O Arquivo Municipal de Lisboa organiza uma mostra de cinema com produções feitas antes, durante e depois da Revolução dos Cravos, e cujo nome também fala para o MFA – Movimento das Forças Armadas, que pôs fim a mais de 40 anos de ditadura em Portugal. E são diversos os géneros cinematográfico que compõem este programa, da ficção ao documentário, ao ritmo de uma sessão por mês até Abril. A MFA – Mostra de Filmes em Alcântara é de acesso gratuito e que acontece no Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca, localizado em Alcântara.

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  • Filmes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O Instituto Cervantes acolhe o cinema peruano contemporâneo, num ciclo desenhado em parceria com a Embaixada do Peru em Portugal. Ao longo do mês de Fevereiro são exibidas três longas-metragens, estreadas entre 2016 e 2020, num evento de entrada gratuita que acontecem sempre à terça-feira, com excepção do Carnaval.

  • Filmes
  • Chiado/Cais do Sodré

Este gigante movimento internacional de curtas-metragens continua de boa saúde. Começou em Lisboa em 2010, depois espalhou-se por todo o mundo e acumula as funções de mostra e festival, já que há espaço para atribuições de prémios. Parte integrante do LABZ, projeto da Subfilmes Creative Network, já passou pelo Bicaense, pelo O Bom o Mau e o Vilão e agora as curtas-metragens são exibidas na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, onde projecta três curtas-metragens a cada terça-feira. Uma das produções é convidada, enquanto que as outras duas estão sempre em competição (saudável) para o galardão de Melhor Curta do Mês. 

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