Dalíland
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Os filmes em cartaz esta semana, de ‘Daliland’ a ‘Contra Todos’

As estreias de cinema, os filmes em exibição e os novos filmes para ver em streaming, incluindo ‘Assassino Profissional’, ‘Daaaaaalí!’ ou ‘Challengers’.

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Tanto cinema, tão pouco tempo. Há filmes em cartaz para todos os gostos e de todos os feitios. Das estreias em cinema aos títulos que, semana após semana, continuam a fazer carreira nas salas. O que encontra abaixo é uma selecção dos filmes que pode ver no escurinho do cinema, que isto não dá para tudo. Há que fazer escolhas e assumi-las (coisa que fazemos, com mais profundidade nas críticas que pode ler mais abaixo nesta lista). Nas semanas em que há estreias importantes de longas-metragens no streaming, também é aqui que as encontra. Bons filmes.

Recomendado: As estreias de cinema a não perder nos próximos meses

Filmes em estreia esta semana

Daliland

Ben Kingsley personifica Salvador Dalí neste filme realizado por Mary Harron e passado em 1973. Um jovem assistente de uma galeria de arte é escolhido para ajudar o genial artista a preparar uma grande exposição em Nova Iorque. No elenco estão também Barbara Sukowa (no papel de Gala), Christopher Briney, Ezra Miller e Rupert Graves.

Contra Todos

Bill Skarsgard interpreta neste filme de acção, passado num mundo pós-apocalíptico, um rapaz traumatizado pelo assassínio da sua família, e que é treinado por um misterioso xamã para se tornar num instrumento de morte e consumar a sua vingança.

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O Amor Segundo Dalva

Filme da realizadora francesa Emmanuelle Nicot sobre Dalva, uma menina de 12 anos que se veste, maquilha e vive como se fosse uma mulher adulta, até ser retirada da casa onde vivia com o pai e levada para um centro de acolhimento de menores.

Época de Caça

Comédia sobre um casal parisiense que se muda para o campo com os dois filhos para ter sossego, e descobre que o bosque contíguo ao jardim da sua nova casa é um terreno de caça para animais de grande porte.

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Mamonas Assassinas: O Filme

A história do grupo de rock brasileiro originário de Guarulhos que se tornou célebre nos anos 90, transformando-se no maior fenómeno musical do Brasil dessa década.

Filmes em cartaz esta semana

  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Coreia do Sul, anos 70. O realizador Kim Ki-yeol (Sang Kang-ho, de Parasitas) é um tarefeiro cujo primeiro filme prometia muito mas que nunca mais voltou a fazer nada de jeito e até é humilhado em público pelos críticos de cinema, por conseguir rodar um novo final para a sua mais recente fita. E que será tão audacioso e especial que – pensa ele – lhe dará o reconhecimento que lhe escapa desde essa estreia e que ambiciona há tanto tempo. Só que para completar o que considera a sua obra-prima, o realizador terá que ultrapassar toda uma série de obstáculos, a começar pela presidente da produtora que não o quer autorizar a filmar as sequências necessárias. Há ainda os problemas com e entre os actores, os técnicos e com a censura, que tem o poder de encerrar uma produção se o argumento não agradar. O filme dentro do filme é apenas um dos elementos deste atarefadíssimo Cobweb – A Teia, em que Kim Jee-woon (História de Duas Irmãs, Eu Vi o Diabo) faz ainda um pastiche perfeito dos filmes comerciais médios que se faziam na Coreia do Sul nos anos 70; um retrato a meio caminho entre o sério e o satírico das condições de produção e dos constrangimentos institucionais dessa mesma cinematografia por essa altura; e uma farsa de características intemporais sobre um tema que o cinema nunca deixa de gostar de tratar: a confusão que se pode viver durante uma rodagem. A fita por vezes torna-se ela própria excessiva, confusa e sobreexcitada na forma como está a contar uma história caracterizada pelo excesso, pela confusão e pela sobreexcitação. E tal como Kim Ki-yeol acaba por ter fins a mais para o seu filme, Kim Jee-woon também tem tempo em demasia no seu. Pelo menos uns bons 20 minutos podiam ter sido “rapados” a Cobweb – A Teia, que não lhes sentíamos a falta. Mas há várias coisas boas nos bagunçados e gritados 135 minutos do filme. Toda a agitação cómica gerada pelo calvário que Ki-yeol atravessa para concretizar a sua obsessão; a simpatia que  Jee-woon sente pela personagem, pela sua determinação em conseguir fazer o filme como quer e impor a sua visão artística apesar de todas as barreiras e coerções, e mesmo apesar dela poder ser “pirosa e pretensiosa”, como lhe atira uma das actrizes a certa altura; e o mirabolante filme dentro do filme, um dramalhão de faca e alguidar que acaba em registo de terror delirante e dá sentido ao título do filme “real”. Outra qualidade revelada aqui por Kim Jee-woon: é melhor gozar com a moda “meta” do que levá-la muito a sério.

  • Filmes
  • Comédia
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Em Farta de Mim de Mesma, do norueguês Kristoffer Brogli, uma jovem quer prolongar nas redes sociais, por todos os meios possíveis e imaginários, mesmo que perigosos, os breves momentos de fama que gozou por causa de um incidente no café em que trabalhava. Agora, em O Homem dos Teus Sonhos, filmado nos EUA, Brogli conta a história de um anónimo, frustrado e mesquinho professor universitário, Paul Matthews (Nicolas Cage), que começa a aparecer, súbita e inexplicavelmente, nos sonhos de toda a gente (menos da mulher), como se fosse um “extra” num filme, e se torna mundialmente famoso. Quando Matthews começa a saborear essa fama e a pensar usá-la em seu proveito, a popularidade e a simpatia que granjeou transformam-se em medo e agressividade, porque de figura passiva e passageira, tornou-se numa presença ameaçadora e violenta. Parte fantasia nonsense de fundo jungiano, parte tragicomédia satírica sobre a natureza, a fragilidade e o lado negro da fama no nosso mundo massificado, digital e interligado, onde se pode ser herói adulado num dia e monstro execrado no dia seguinte, O Homem dos Teus Sonhos só perde gás no terceiro acto por causa de um dispositivo de ficção científica que o realizador introduz no enredo para o resolver, e à situação de Paul. Nicolas Cage interpreta-o sobriamente, abstendo-se de histrionismos e destrambelhamentos, nunca negando a humanidade a uma personagem que está longe de ser simpática e que seria fácil transformar num boneco pronto-a-gozar.

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  • Filmes
  • Comédia
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

Gary Johnson (Glen Powell), um professor de Filosofia de Nova Orleães apaixonado por electrónica e que colabora com a polícia da cidade fazendo escutas, vê-se “promovido” a falso assassino profissional que apanha em flagrante pessoas que o querem contratar para matar. Só que um dia quebra o protocolo da polícia ao recusar a proposta de uma jovem que quer mandar matar o marido abusador, e acaba por se envolver com ela. Esta, por sua vez, foi atraída pela personagem sob a qual Gary se lhe apresentou, o duro, sedutor e cool Ron. Inspirada em pessoas e factos reais e realizada por Richard Linklater, que também assina o argumento com Powell e Skip Hollandsworth, Assassino Profissional é uma comédia romântico-policial inteligente, desenvolta e divertidíssima, que não dá um passo em falso do princípio ao fim, não tem uma cena, um diálogo, uma piada ou uma peripécia a mais ou a menos, e tira interpretações inspiradas a Glen Powell no docente que aproveita o seu trabalho secreto com a polícia para se entreter a criar personagens extravagantes, e à moreníssima Adria Arjona na rapariga que se apaixona pelo carismático Ron, sem saber que ele é na realidade o chóninhas Gary. Este engenhoso, fluente e aprazível filme de bolso mantém Richard Linklater inabalável no seu trono de “rei” do cinema indie americano.

  • Filmes
  • Drama
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Em Graça Furiosa, filme de estreia de Paris Zarcilla (e primeiro de uma trilogia, segundo o realizador), Joy (Maxene Eigenmann), uma imigrante ilegal filipina que trabalha a limpar casas em Londres e é mãe solteira da pequena Grace (Jaeden Paige Boadilla), arranja emprego numa grande e sombria mansão no campo, onde vivem apenas a mulher que a contratou, Katherine Garrett (Leanne Best), e o seu tio idoso e acamado, Nigel (David Hayman). Nigel está a morrer de cancro e num estado de quase total inconsciência, sendo necessário cuidar dele com toda a atenção e medicá-lo todos os dias. Temendo não ter conseguido o trabalho se tivesse dito à sua patroa que tinha uma filha, Joy meteu Grace na casa sem ela a ver. Mas as suas tentativas de a manter fechada no quarto que partilham são inúteis, porque a miúda é muito curiosa e ainda mais traquinas. Graça Furiosa é uma amálgama de thriller gótico como manda a tradição e de filme social e realista ao gosto das agendas dos tempos que correm. Como sucede em muitas fitas de estreia, esta não está livre de imperfeições e de arestas por limar (sobretudo no último acto), nem de uma ou duas gaffes. Coisas que não existem nas interpretações, sobretudo na da pequena Boadilla, que leva a sua Grace aos limites da audácia (e do exasperante), nem na do veterano Hayman, tão persuasivo na pele de um avôzinho desprotegido e agradecido como na de um velho pérfido e tirânico. E como a tradição pesa bastante, no balanço final de Graça Furiosa, o “gótico” ganha ao “social”.

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Furiosa: Uma Saga Mad Max

Furiosa, a personagem feminina do anterior filme da saga Mad Max, personificada por Charlize Theron, é a heroína deste quinto título, que se apresenta como a sua origin story, sendo agora interpretada na juventude por Anya Taylor-Joy. Furiosa: Uma Saga Mad Max conta como a protagonista foi raptada ainda nova de um lugar verdejante e fértil onde vivia com a mãe e um grupo de colonos, caindo nas mãos de Dementus (Chris Hemsworth), líder da Grande Horda de Motociclistas. Este entrou depois em conflito com Immortan Joe pelo controlo da Cidadela e pela supremacia na Austrália pós-apocalíptica em que decorrem os filmes desta série, usando a jovem Furiosa como moeda de troca para adquirir mais poder. Pela primeira vez na saga, e ao contrário do que o título do filme sugere, Mad Max não participa na história.

  • Filmes
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

Cinco actores diferentes interpretam Salvador Dalí nesta fita em que o excêntrico realizador francês Quentin Dupieux compartilha, formalmente e do ponto de vista narrativo, do espírito surrealista do pintor, bem como do onirismo desabrido mas “lógico” das fitas de Luis Buñuel, com uma pitada de absurdo pythoniano e pózinhos de Dada. O filme, que parece começar normalmente mas a certa altura transforma-se numa série de sonhos dentro de sonhos dentro de sonhos, centra-se num projecto de entrevista sobre Dalí que nunca chega a ser concretizado por uma jornalista francesa nos anos 80, e passa-se tanto fora como dentro da cabeça do genial e demencial pintor, acabando por ser simplesmente indescritível e inclassificável. Interpretações de Anaïs Demoustier, Edouard Baer, Gilles Lellouche (o melhor e mais extravagante, física e verbalmente, dos vários Dalí), Jonathan Cohen, Pio Marmai e Romain Duris. A música, também ela “dalíesca”, é de Thomas Bangalter, dos Daft Punk, e Dupieux mantém-se fiel aos 77 minutos que costumam durar as suas realizações. é o OVNI cinematográfico do ano (ou, como diria o espalhafatoso Dalí de Lellouche, “Cinematogrrrrrrrrrrrráfico!”)

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  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Terror de fundo tradicional, humor muito negro e gore deliberadamente exagerado amalgamam-se neste filme sobre um grupo de malfeitores que não se conhecem uns aos outros, têm cada qual a sua especialidade e são contratados para raptar uma menina de 12 anos, filha de gente rica, e pedir um resgate milionário. Fechados numa mansão remota e soturna com ela, os raptores descobrem que a criança, que foram extrair a casa depois do seu regresso do ballet, é um vampiro. As surpresas não se ficam por aqui neste filme realizado por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, os responsáveis pelo reboot de Gritos (2022), cujo argumento dá várias reviravoltas e tem até espaço para uma ligação de contornos maternais-filiais entre a pequena Abigail (Alisha Weir, convincente na inocência e na ferocidade) e Joey (Melissa Barrera), uma das mulheres do bando. E, coisa rara no cinema de terror, as personagens viram e leram filmes e livros sobre vampiros e sabem como os combater. Abigail junta-se a Renfield, de Chris McKay, na lista dos bons filmes de vampiragem vistos recentemente.

  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

O novo filme de Luca Guadagnino, Challengers, escrito pelo estreante Justin Kuritzkes, junta um realizador que nunca teve grande interesse pelo ténis, e um argumentista que é apaixonado pelo jogo, para contarem a história de um triângulo de amizade e amoroso passada no meio tenístico, e onde os três protagonistas são todos profissionais da modalidade. As interacções afectivas, românticas e sexuais entre eles estão no centro do filme, embora em Challengers o ténis não seja subalternizado, já que funciona ora como agente, ora como filtro, ora como metáfora, ora como sublimador dos conflitos, das paixões ou das frustrações do trio.

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Profissão: Perigo

Comédia de acção com Ryan Gosling no papel de Colt Seavers, um “duplo” que deixou a profissão para se centrar na sua saúde física e mental, mas regressa ao cinema quando a vedeta de uma superprodução realizada pela sua ex-mulher desaparece misteriosamente. Emily Blunt, Hannah Waddingham e Lee Majors também entram em Profissão: Perigo, que adapta à tela a série The Fall Guy, que o mesmo Majors interpretou nos anos 80 e que passou então em Portugal na RTP com o título Colt em Acção.

Filmes em estreia no streaming

Please Don’t Destroy: O Tesouro de Foggy Mountain

Descontentes com o rumo que as suas vidas estão a tomar e com as fracas perspectivas de futuro, três jovens amigos decidem ir em busca de um tesouro em ouro que, diz uma lenda local, está enterrado numa montanha perto da cidadezinha dos EUA onde moram.

SkyShowtime. Estreia a 19 de Junho

Alerta de Risco

Jessica Alba interpreta, neste thriller de acção, uma veterana das Forças Especiais do exército americano que vai tomar conta do bar do pai, após a morte súbita deste, e entra em conflito com um violento bando que anda à solta na sua cidade natal.

Netflix. Estreia a 21 de Junho

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