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Os filmes em cartaz esta semana, de ‘Sensibilidade e Bom Senso’ a ‘Drácula’

As estreias de cinema, os filmes em exibição e as novidades do streaming, incluindo ‘Memórias do Cárcere’, ‘Natal Amargo’ e ‘Digger’.

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Tanto cinema, tão pouco tempo. Há filmes em cartaz para todos os gostos e de todos os feitios. Das estreias em cinema aos títulos que, semana após semana, continuam a fazer carreira nas salas. O que encontra abaixo é uma selecção dos filmes que pode ver no escurinho do cinema, que isto não dá para tudo. Há que fazer escolhas e assumi-las (coisa que fazemos, com mais profundidade nas críticas que pode ler mais abaixo nesta lista). Nas semanas em que há estreias importantes de longas-metragens no streaming, também é aqui que as encontra. Bons filmes.

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Filmes em estreia esta semana

  • Filmes
  • Drama
  • Recomendado

Para interpretar esta nova adaptação do romance clássico de Jane Austen, que se segue à de 1995, realizada por Ang Lee e escrita por Emma Thompson, também intérprete (ganhou o Óscar de Melhor Argumento Adaptado), a cineasta Georgia Oakley foi buscar um ramalhete de novos actores britânicos, dando assim sentido à sua afirmação de que esta versão se dirige “a uma nova geração” de espectadores. O argumento é de Diana Reid, com a qual Oakley já colaborou anteriormente.

  • Filmes

Do realizador romeno Radu Jude (Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo, Kontinental’25) pode-se esperar tudo. Até mesmo uma leitura completamente fora dos gonzos da figura e do mito de Drácula, passada na Transilvânia dos nossos dias. E envolvendo Inteligência Artificial, terror clássico, sátira à mercantilização da cultura e ao mundo da política, greves de trabalhadores, uma história de amor, imagens kitsch, mais Drácula a furar uma greve e muito, muito sangue.

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  • Filmes

Baseado em duas bandas desenhadas de Yoshiharu Tsuge, esta fita do japonês Sho Miyake venceu o Festival de Locarno de 2025, e passa-se durante um Verão e um Inverno. Uma argumentista sul-coreana estabelecida no Japão tenta escrever um novo guião, e vai depois para uma estalagem no meio da neve.

  • Filmes
  • Drama

Segunda parte do ambicioso díptico de filmes assinados por Antonin Baudry, uma superprodução histórica que acompanha o general Charles De Gaulle (Simon Abkarian), entre o colapso da França em 1940 e a assinatura do armistício com a Alemanha, e o final da II Guerra Mundial, com a vitória dos Aliados.

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  • Filmes

Willem Dafoe é o principal intérprete de A Festa de Anos, de Miguel Ángel Jiménez, passado nos anos 70, e no papel de um milionário que organiza uma excêntrica festa de aniversário na sua ilha privada no Mediterrâneo. Em seu redor circulam oportunistas e ambiciosos.

  • Filmes
  • Animação
  • Recomendado

Longa-metragem animada de Travis Knight (Kubo e as Três Cordas) sobre um rapariga que, juntamente com o melhor amigo, vai resgatar o irmão mais pequeno, raptado por um bando de corvos e levado para uma floresta encantada. É o mais longo e mais caro filme de animação stop motion de sempre. 

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  • Filmes

Documentário do recentemente falecido realizador chileno Patricio Guzmán, e seu último filme, datado de 2022, sobre os protestos populares nas ruas de Santiago do Chile, em 2019, pedindo mais democracia e mais igualdade social.

  • Filmes

Versão para cinema da série de televisão de Fernando Vendrell já exibida na RTP, sobre a histórica travessia aérea do Atlântico Sul por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922. Com Miguel Damião e Gonçalo Waddington.

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  • Filmes

Filme de terror em que os inquilinos de um complexo de apartamentos de Los Angeles combatem uma invasão de aranhas mortíferas. A rodagem decorreu em Lisboa.

  • Filmes

Quarto filme da série alemã iniciada em 2021, baseada num conjunto de livros juvenis e passada numa escola em que cada estudante recebe um animal mágico para o acompanhar.

Filmes em cartaz esta semana

  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

No decorrer da sua vida literária, no espaço de quatro décadas e até que perdeu a visão, Camilo Castelo Branco escreveu mais de 260 livros, uma média de mais de seis por ano. Muitas dessas obras foram puramente alimentares, para poder comer e dar de comer aos seus. Conta-se que quando Camilo era pago à linha, o escritor ia à tipografia em que o livro ia ser impresso e pedia para ser usado um corpo de letra pequeno, para poder receber mais dinheiro. Além dos romances, novelas e contos, deixou também poesia, ensaios, folhetins, textos jornalísticos e de crítica, e entre os vários pseudónimos que usou contam-se alguns tão curiosos como Manoel Coco ou Anastácio das Lombrigas.

Desde que há televisão em Portugal que há obras de Camilo Castelo Branco adaptadas para este meio, datando as primeiras logo de 1957, primeiro ano de existência da RTP: A Morgadinha de Vale d’Amores e O Morgado de Fafe em Lisboa. No cinema, e durante o tempo do mudo, filmaram-se três adaptações de Amor de Perdição, respectivamente em 1914, 1918 e 1921, esta da autoria de Georges Pallu e com pouco mais de três horas de duração. Este clássico de Camilo continuou sempre a interessar os realizadores portugueses, como o demonstram as versões de António Lopes Ribeiro, em 1943 (com o célebre e raro papel dramático de António Silva como o ferreiro João da Cruz) e de Manoel de Oliveira, esta para cinema e televisão, em 1978/79. 

Mais recentemente, vimos Mistérios de Lisboa, de Raúl Ruiz (2010), e O Livro Negro, da viúva deste, Valeria Sarmiento (2018), que teve também uma versão em série de televisão, O Livro Negro do Padre Dinis (2021). A vida de Camilo Castelo Branco, sobretudo a sua turbulentíssima componente amorosa, daria um filme, ou melhor ainda, uma série de televisão, mas não tem interessado muito a quem de direito. Em 2020, a RTP exibiu a série O Processo de Camilo e Ana Plácido, sobre o processo de adultério que levou o escritor e a sua amante aos calabouços da Cadeia da Relação do Porto, na década de 60 do século XIX. Em 1992, Manoel de Oliveira havia filmado os seus últimos dias em O Dia do Desespero (1992). E agora estreia-se a adaptação, por Sérgio Graciano, de Memórias do Cárcere, o livro escrito por Camilo, após ter sido absolvido e libertado, e em apenas 40 dias, sobre o tempo em que ele e Ana Plácido penaram naquela lúgubre e desumana instituição, entre 1 de Outubro de 1860 e 16 de Outubro de 1861.

Tendo Albano Jerónimo no papel de Camilo, e Maria João Bastos no de Ana Plácido, Sérgio Graciano rodou, na própria Cadeia da Relação portuense, este Memórias do Cárcere, que será ainda uma série de televisão. A fotografia é de João Ribeiro e o argumento foi o último escrito por Carlos Saboga antes da sua morte, e recebido de um trio de guionistas que o precedeu (Luca Paiva Melo, André Catarinacho e Bruna Skrzypek). É uma fita extremamente fiel à obra e que não toma liberdades anacrónicas ou que a deturpem, combinando alguns acontecimentos narrados no prólogo do livro, a que Camilo chamou ‘Discurso Preliminar’, quando andava fugido à justiça antes de finalmente se ir entregar, com factos ocorridos na cadeia e histórias que foram contadas ao autor de Vinte Horas de Liteira por companheiros de cárcere, envolvendo mesmo o temível malfeitor José do Telhado.  

Sérgio Graciano e João Ribeiro aproveitam ao máximo a atmosfera carcerária como cenário limitador e opressivo, como intensificador dramático de climas emocionais, estados de espírito e das personalidades dos protagonistas, e como definidor da densa e ensombrada identidade visual de Memórias do Cárcere. A fita tem um elenco tão justamente dirigido como homogéneo no bom nível das interpretações. Além de Albano Jerónimo e Maria João Bastos, nele surgem, entre outros, Paulo Pires, Soraia Chaves (como Carolina, a irmã de Camilo), Afonso Pimentel, João Pedro Vaz (muito bom como Coutinho, o moedeiro falso que tem a companhia de uma cadelinha a que Camilo também se afeiçoa), Marcelo Urgeghe (idem, no morgado tirânico e tragicamente castigado pela filha), Adriano Luz, Adriano Carvalho, Filipa Areosa, Diogo Infante, Ricardo Pereira, Francisca Frazão ou Rodrigo Tomás (este no rei D. Pedro V, que visitou a Cadeia da Relação, e Camilo na sua cela, por duas vezes). 

A vasta, pitoresca e riquíssima obra de Camilo Castelo Branco, tal como a sua fascinante e tormentosa biografia, merecem muito mais atenção do que a que lhe tem sido dada pelo cinema português. Este conseguido Memórias no Cárcere pode contribuir para que haja, a partir de agora, mais filmes sobre os livros e a vida daquele que continua a ser um dos mais populares e lidos escritores portugueses.

  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Comédia de Bertrand Darondeau e Bertrand Usclat, centrada em Nina, que vai encenar a sua primeira peça na Comédie-Française, o Macbeth de William Shakespeare. Mas tudo corre mal três horas antes da estreia, a que vai assistir a ministra da Cultura, que está a pensar reduzir o financiamento à prestigiada instituição. Interpretada por Pauline Clemens, Marina Hands e Laurent Stocker, A Comédia Francesa tem um elenco totalmente composto por membros da dita, passa-se todo lá e é uma sátira muito divertida, despretensiosa e bem ritmada ao mundo do teatro e aos seus vários actores e idiossincrasias, em que nem falta uma aparição-surpresa do próprio Molière, para ajudar Nina a salvar o espectáculo – e dizer mal do seu colega Shakespeare. E tudo em apenas 70 minutos.

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  • Filmes

Filme policial de Jean-Paul Salomé, que recria a história real do engenheiro polaco Jan Bojarski (Reda Kateb), que na França do pós-guerra, e durante mais de 15 anos, se transformou no maior falsário da história, conhecido como “o Cézanne do dinheiro falso”, levando uma vida dupla sem o conhecimento da família e fingindo trabalhar em novas invenções. 

  • Filmes
  • Drama

Isabelle Huppert, Catherine Deneuve, Virginie Efira, Vincent Cassel e Pierre Niney são os principais intérpretes do novo filme do oscarizado realizador iraniano Asghar Farhadi (Uma Separação, O Passado, Todos Sabem, Um Herói), rodado em França. Huppert é Sylvie, uma romancista à procura de inspiração para o seu novo livro, e que começa a espiar os vizinhos do prédio do outro lado da rua com a ajuda de um telescópio. A certa altura, a realidade e a ficção vão acabar por se misturar.

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  • Filmes
  • Drama

Dezasseis anos após A Rede Social (2010), Aaron Sorkin volta a escrutinar o Facebook, e a figura de Mark Zuckerberg (Jeremy Strong substitui aqui Jesse Eisenberg no papel), em O Veredito Social, que se centra em Frances Haugen (Mikey Madison), uma jovem engenheira do Facebook, que com a ajuda do jornalista do The Wall Street Journal Jeff Horwitz (Jeremy Allen White), revelou ao mundo alguns dos segredos mais bem guardados daquela rede social, e quebrou a cultura de segredo da empresa.

  • Filmes
  • Drama

Primeira parte de um ambicioso díptico de filmes assinados por Antonin Baudry, que acompanha o general Charles De Gaulle (Simon Abkarian), entre o colapso da França em 1940 e a assinatura do armistício com a Alemanha, e o final da II Guerra Mundial, com a vitória dos Aliados, mostrando como é que um homem desconhecido e quase isolado ao princípio, se transformou no líder da resistência francesa. A segunda parte desta superprodução, De Gaulle: Liberdade (Filme 2), estreia dia 29 de Outubro.

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  • Filmes
  • Suspense
  • Recomendado

Robert Pattinson personifica aqui o jornalista Chris Evans, que em 2006 apresentava na NBC um controverso programa chamado To Catch a Predator, em que, com a ajuda de um grupo anti-pedofilia chamado Perverted-Justice, punha armadilhas a predadores sexuais, sendo o isco um actor maior de idade mas que interpretava um menor. Evans quer transformar o programa no mais visto dos EUA, mas o jornal sensacionalista National Enquirer ameaça revelar que ele tem uma relação extraconjugal. A realização é de Lance Oppenheim.

  • Filmes
  • Documentários
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Vencedor do Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza, este documentário valeu à dupla de realizadores a fúria do governo de Israel, bem como críticas de entidades e figuras ligadas à oposição ao regime de Benjamin Netanyahu, acusações de traição e a ameaça de retirada da nacionalidade por parte daquele. Yuval Abraham e Rachel Szor ouviram, em conversas secretas nos telhados de Telavive, filmadas sob a capa da noite, os testemunhos de um punhado de militares dos serviços de informação responsáveis pela concepção e pelo funcionamento dos sistemas militares utilizados por Israel contra os palestinianos (que incluem o recurso à Inteligência Artificial), com total desprezo pelas vidas dos civis. O que Naza traz precisamente de novo ao debate sobre a guerra em Gaza são esses testemunhos, detalhados e chocantes, não apenas pelo que descrevem como também pelo tom frio e desprendido de alguns deles.

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  • Filmes
  • Comédia
  • Recomendado

Uma comédia satírica de ficção científica passada num futuro próximo e em que Tom Cruise dá corpo a Digger Rockwell, o homem mais rico e mais poderoso do mundo. Quando acontece uma catástrofe numa das suas bases de exploração de petróleo no Alasca, a qual poderá provocar um cataclismo ecológico à escala mundial, Digger vai tentar resolver o problema. Mas em Digger as coisas não são o que parecem. Um filme de Alejandro González Iñárritu, também com John Goodman, Riz Ahmed, Sandra Hüller e Jesse Plemons.

  • Filmes
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

Olivier Nakache e Éric Toledano assinam esta comédia familiar autobiográfica (é dedicada aos pais de ambos) passada nos subúrbios de Paris, em 1985, no seio da família Dayan, formada pelo pai, Yves, pela mãe, Sandrine, e pelos dois filhos: Arnaud, já adolescente, e Vincent, de 12 anos. A euforia com a chegada ao poder dos socialistas está a desfazer-se, devido à crise económica. O pai perdeu o emprego mas não disse aos filhos, e é a mãe que paga as contas com o seu ordenado de secretária, embora queira progredir profissionalmente. Entretanto, Vincent apaixona-se por uma colega de turma, Anne-Karine, que não lhe liga nada e tem um pai muito severo.

Os excelentes Louis Garrel e Camille Cottin encabeçam o elenco desta comédia familiar e nostálgica que nunca é sentimentalona mas sempre calorosa, empática e sorridente, e está cheia de detalhes de época que dirão muito quer especificamente ao público francês, quer aos espectadores em geral, da roupa e dos carros aos objectos, da música e dos computadores aos programas de televisão e rádio. Depois de grandes sucessos como Amigos Improváveis (2011), O Espírito da Festa (2017) ou Especiais (2019), Nakache e Toledano confirmam, com Só Uma Ilusão, que continuam a saber como se fazem filmes simultaneamente populares e de qualidade, mantendo assim viva uma longa tradição do cinema francês

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  • Filmes
  • Recomendado

Em 2004, e depois da morte da mãe, Elsa, uma realizadora de publicidade tem um ataque de pânico que a obriga a fazer uma pausa e ir passar uns dias a Lanzarote com uma amiga, deixando o namorado em Madrid. Lá chegada, Elsa decide escrever um argumento de um filme passado em 2025, e para o qual se inspira nas desgraças dos seus amigos mais chegados. Pedro Almodóvar conta com interpretações de Bárbara Lennie, Victoria Luengo, Rossy de Palma, Leonardo Sbaraglia e Aitana Sánchez-Gijón.

  • Filmes

Após um horrível acidente de avião no Alasca, James Belmont (Brad Pitt), um antigo soldado das Forças Especiais, e o seu fiel cão, têm que lutar pela sobrevivência. Perdidos numa paisagem inóspita e hostil, humano e animal enfrentam o terreno adverso, os elementos inclementes e, no caso de James, o peso dos dramas pessoais, numa tentativa desesperada de se manterem vivos e de regressarem à civilização. Um filme de David Ayer, também com J.K. Simmons e Anna Lambe.

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  • Animação
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

A terceira longa-metragem animada da Ovelha Choné passa-se pouco antes do Dia das Bruxas, quando a maior confusão se instala na quinta e na aldeia, após o Agricultor ter aplicado em si inadvertidamente uma poção que aquela criou para acelerar o crescimento das abóboras das ovelhas, transformando-se numa criatura muito peluda que vai espalhar o pânico nas redondezas. O cinema de terror clássico é invocado da melhor e mais desopilante maneira para esta nova aventura da Ovelha Choné, do desastradíssimo Fazendeiro e dos restantes animais da quinta, com o selo de qualidade da Aardman e realização de Steve Cox e Matthew Walker. Um dos melhores filmes de animação do ano, sem pestanejar nem balir.

  • Filmes
  • Acção e aventura

Andrew Garfield, Jamie Bell, Tom Hollander, Stephen Dillane e Thomasina McKenzie são os principais intérpretes de A Revolta, um filme histórico passado na Inglaterra do século XIV, devastada pela peste. Um camponês desencadeia uma rebelião contra o rei Ricardo II e, sem o querer, torna-se numa lenda da resistência contra a opressão. Os acontecimentos aqui evocados por Paul Greengrass (Domingo Sangrento, Voo 93) estão na base da história de Robin dos Bosques.

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  • Filmes

Depois de A Gaiola Dourada e Miss, Ruben Alves assina aqui uma comédia passada em Lisboa e com um elenco onde surgem Rita Blanco, Joaquim Monchique, Maria Rueff, Ana Bola, Maria João Bastos, Joaquim de Almeida, Lídia Franco ou Rui Mendes. Os Casamentos de Santo António bateram no fundo, e antes que um grupo francês venha assumir a sua organização, dois funcionários da Câmara são intimados a criar um evento moderno e de sucesso, ou vão para a rua.

  • Filmes
  • Ficção científica
  • 3/5 estrelas
  • Recomendado

O regresso de Ridley Scott à ficção científica faz-se em Na Companhia das Estrelas, baseado num livro de Peter Heller e passado num mundo pós-apocalíptico em que um terrível vírus dizimou a população da Terra, e os sobreviventes têm que enfrentar perigosos saqueadores. Um mecânico (Jacob Elordi) que perdeu a mulher na pandemia vive num hangar de aviões no Colorado, na companhia do seu cão e de um amigo ex-militar e perito em armas (Josh Brolin). Um dia, após ter ido na sua avioneta a Denver buscar mantimentos, combustível e medicamentos que guarda lá num esconderijo, ouve de novo uma emissão de rádio que capta irregularmente. E decide, contra o conselho do amigo, ir ver de onde provém e quem a faz.

Na Companhia das Estrelas é uma boa surpresa: uma ficção científica pós-apocalíptica “realista” e aventurosa, sem zombies, criaturas mutantes nem peripécias desmedidas, realizada com conta, peso e medida por Ridley Scott, e adequadamente interpretada por Elordi, Brolin, Margaret Qualley e Guy Pearce.

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  • Filmes

Realizadora de O Espaço Entre Nós e Memórias de Paris, Alice Winocour apresenta agora um filme produzido e interpretado por Angelina Jolie, e passado no mundo da moda, em Paris. Jolie é Maxine Walker, uma realizadora e uma das quatro mulheres que a história segue, sendo as outras uma jovem modelo estreante nascida no Sudão, uma maquilhadora e a costureira de uma grande casa de moda. Também com Louis Garrel, Anyier Anei, Ella Rumpf, Vincent Lindon e Garance Marillier.

  • Filmes
  • Comédia
  • Recomendado

Animação e imagem real combinam-se nesta longa-metragem dos Looney Tunes em que o Coiote, cansado do mau e desastroso funcionamento dos produtos que compra à Acme para tentar capturar o Papa-Léguas, contrata um advogado para processar a empresa. O filme data de 2023 e a Warner Bros. esteve para não o estrear por razões fiscais, mas acabou por ser comprado por uma distribuidora independente. 

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  • Filmes
  • Suspense
  • 4/5 estrelas
  • Recomendado

Hope Harbor, o cenário de Hope, a nova realização de Na Hong-jin (O Lamento), é uma sonolenta vila costeira da Coreia do Sul, situada perto da Zona Desmilitarizada que a separa da Coreia do Norte. Não é para admirar, assim, a quantidade de cartazes a prevenir os locais sobre a possibilidade de andarem espiões na zona, e sobre os campos minados na separação entre os dois países. É numa estrada perto de um destes que um grupo de caçadores descobre um touro morto e estranhamente mutilado. Chamam o chefe da polícia da vila, Ko Bum-seok, e uma vez este presente começam as especulações sobre que tipo de animal poderia ter deixado o touro naquele estado.

É levantada a hipótese de ter sido um tigre da Sibéria, que conseguiu contornar os campos de minas. Mas as marcas de garras no touro são invulgarmente grandes. O chefe da polícia volta então à vila para lançar um aviso, enquanto os caçadores, que avançaram no terreno, encontram mais touros mortos numa quinta próxima, que foi parcialmente arrasada. E encontram também o dono desta morto e despedaçado: um dos braços foi parar aos ramos de uma árvore. E quando, pelo seu lado, Bum-seok chega a Hope, depara com um cenário de destruição e vários habitantes mortos, descobrindo que há um monstro à solta. Um monstro que se movimenta tão depressa, que não o consegue ver e está sempre vários passos à sua frente. Além disso, parece ter uma enorme resistência às balas. De onde terá vindo? Do mar? De sob a terra? Do espaço?

Combinando a acção, o terror e a ficção científica, e polvilhado de humor negro, Hope, que competiu no Festival de Cannes, onde causou sensação, é o filme mais caro da história do cinema da Coreia do Sul, a melhor e mais jubilatória superprodução deste Verão, e um dos filmes do ano. Através dele, Na Hong-jin vem confirmar e reiterar que a pujante, variada e inventiva indústria cinematográfica sul-coreana é hoje uma das mais produtivas e criativas do mundo, conseguindo já bater a americana no seu próprio jogo – a espectacularidade tamanho XXL –, e nos seus territórios de eleição – os géneros tradicionais, da ficção científica ao terror, da acção ao policial, e até mesmo no drama, na comédia ou no filme histórico. 

Os filmes ditos de grande entretenimento e de produção aparatosa a abundar de vedetas que Hollywood nos propôs nestes meses de calor, desde os títulos de super-heróis como Supergirl até A Odisseia, de Christopher Nolan, ou O Fim de Oak Street, empalidecem e fazem-se pequeninos perante a escala e a sofisticação, a inventividade e a vertigem cinematográfica, o vigor e o fôlego narrativo de Hope. E, ainda por cima, Na Hong-jin não tirou nenhum coelho da cartola, já que o seu filme glosa – e refresca – um tema familiar da ficção científica, em especial da de série B, mil vezes tratado pelo cinema americano: a cidadezinha remota que se vê ameaçada por criaturas alienígenas.

À medida que o caos se vai instalando em Hope e nos bosques em redor, com o aparecimento de mais monstruosas criaturas alienígenas, muito diferentes de aspecto, provindas de uma nave que ali aterrou ou se terá despenhado, e o chefe Bum-seok, a novata mas destemida agente Im Sung-ae, e Ko Sung-ki, o caçador que, quanto mais pancada apanha dos invasores, mais furioso fica, fogem a pé, a cavalo e de carro dos alienígenas enquanto tentam estoirar com eles a tiro e com granadas de morteiro e os alvejam com os piores insultos, Na Hong-jin vai introduzindo novos dados no enredo E faz-nos perceber que, afinal, as coisas não são tão simples como parecem. 

No final de Hope, que dura duas horas e meia mas parece passar num instante, fica anunciado um segundo filme (o realizador já o escreveu, falta agora financiá-lo e rodá-lo), com a queda de uma gigantesca nave extraterrestre na região, e com o diálogo entre os dois enormes alienígenas que os habitantes da vila combatem, interpretados, sob um manto de efeitos digitais, por Michael Fassbender e Alicia Vikander. Esperemos que a parte II de Hope não demore muito a chegar aos cinemas. Entretanto, Hollywood bem pode cobrir a cara de vergonha.

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  • Ficção científica
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Filme de ficção científica de David Robert Mitchell em que um misterioso acontecimento arranca a Rua Oak, típica de um subúrbio de classe média americano, do local em que se encontra, transportando essa parte do bairro para um local desconhecido – e muito perigoso. Em pouco tempo, a família Platt descobre que a sua sobrevivência depende de todos se manterem unidos, enquanto percorrem os arredores da sua casa, transformados e irreconhecíveis. Com Ewan McGregor e Anne Hathaway.

Filmes em estreia no streaming

Apocalipse Z: Novo Mundo

Uma missão de abastecimento a uma Espanha devastada pelo vírus que transforma as pessoas em zombies complica-se quando Roberto, chegado das seguras Ilhas Canárias, se junta à equipa com intenções secretas. O espanhol Carlos Torrens realiza este novo filme da série de terror e ficção científica Apocalipse Z.

Prime Video. Estreia a 30 de Outubro

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