os dias estão numerados, Daniel Blaufuks, MAAT
© Bruno Lopes

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Vá ao MAAT ver “os dias estão numerados”, a exposição de Daniel Blaufuks que acaba de inaugurar.

Helena Galvão Soares
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Daniel Blaufuks continua o seu trabalho em torno da memória na exposição “os dias estão numerados”. Pode ir vê-la já este fim-de-semana, no MAAT. Na ponta oposta do espectro, e da cidade, está "Atelier" – já só tem este fim-de-semana e o próximo para ir ver a grande exposição de Pedro Cabrita Reis. Já que está por Marvila, aproveite para não perder "Preconceptions", de Christine Streuli, na Galeria Filomena Soares, só até 31 de Julho. E, se ainda não viu, dê um saltinho à Underdogs, para ver os milhares (sim) de possibilidades de casinhas que saem do marcador de Ana Aragão em "Monopolis".

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Exposições para visitar este fim-de-semana

  • Arte
  • Belém

Desde 2018 que Daniel Blaufuks desenvolve um diário visual da actualidade e do próprio quotidiano. Agora, numa exposição intitulada "os dias estão numerados", o artista apresenta mais de 450 obras, entre elas fotografias, colagens e recortes. Um trabalho que abarca todo o ano de 2023, alguns dias dos cinco anos anteriores e ainda os primeiros meses de 2024. Versado na monotonia dos pequenos movimentos e oscilações, Blaufuks expõe "a sua memória", onde se cruzam "os seus dias e os dias do mundo", como se lê em comunicado. A exposição, que tem curadoria de João Pinharanda, pode ser visitada até 7 de Outubro, na Galeria 2. A 1 de Agosto é lançado um livro com o mesmo título, editado pela Tinta da China.

MAAT. Avenida de Brasília (Belém). maat.pt. Até 7 Out. Qua-Seg 10.00-19.00. 11€

  • Coisas para fazer
  • Exposições

Christine Streuli é conhecida pelas suas pinturas vibrantes e dinâmicas que exploram temas de cor e padrão e a interacção entre abstracção e figuração. As pinceladas fortes e camadas intrincadas de formas geométricas criam composições cheias de energia e movimento. São óbvias as referências à cultura pop neste festim visual de textura e ritmo que desafia as percepções de espaço e perspectiva. 

Galeria Filomena Soares. Rua da Manutenção, 80 (Xabregas). gfilomenasoares.com. Até 31 Jul. Ter-Sáb 10.00-13.00/ 13.30-19.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições

Alice Guittard já passou pela escrita, performance, vídeo e fotografia e agora trabalha a pedra, em particular o mármore, nesta técnica, o marchetado. Encontramo-la nas paredes e chãos de igrejas barrocas portuguesas, mas aqui aplica-se a um universo visual pop. A prática da artista está fortemente ligada aos acontecimentos da sua vida. Aqui a sua recentíssima maternidade é evocada nas diferentes peças, desde os meteoritos que rasgam o céu, e trazem o inesperado, à presença de uma âncora, em cerâmica vidrada, rodeada de fotos da bebé.

Madragoa. Rua dos Navegantes, 53 A (Estrela, junto à Basílica). galeriamadragoa.pt. Ter-Sáb 11.00-19.00. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições

O Summer Show da Pedro Cera apresenta trabalhos novos e inéditos de Anna Hulačová, Bruno Pacheco, Ilê Sartuzi, Isabel Cordovil e Oliver Laric. "A exposição reúne uma variedade de meios e de expressões artísticas, abrangendo temas contemporâneos de mutação, representação, teatralidade e idiomas simbólicos de visualidade", resume a folha de sala, debruçando-se depois sobre o trabalho de cada artista. Na foto, Icarus, peça em ferro de Isabel Cordovil.

Pedro Cera. Rua do Patrocínio, 67 E (Campo de Ourique). pedrocera.com. Até 7 Set. Ter-Sex 10.00-13.30/ 14.30-19.00, Sáb 14.30–19.00. Entrada livre (tocar à campainha)

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  • Coisas para fazer
  • Exposições

Duas curtas metragens de Gabriel Abrantes, para ver até ao fim do mês nesta exposição do ciclo Art Collections na Appleton: A Brief History of Princess X, 2016, 7'09'', da Colecção António Cachola, e Les Extraordinaires Mesaventures de la Jeune Fille de Pierre, 2019, 20', cortesia do artista e da Galeria Francisco Fino. Em ambas, diálogos e situações marcadamente cómicos convivem com o desejo de falar sobre a obra de arte. Leia o que diz Gabriel Abrantes na folha de sala.

A primeira curta parte da história da obra Princesa X, de Brancusi, que começou por ter uma versão em mármore a retratar a princesa Maria Bonaparte e acabou por ser uma escultura em bronze reluzente censurada pelo Salon des Indépendants por ter uma escandalosa aparência fálica. Na segunda curta, "um vídeo meta-naif", uma escultura de uma jovem Liberdade do Museu do Louvre ganha vida por intervenção da Vitória de Samotrácia e foge do museu porque "está farta de ser arte: insignificante, decorativa e politicamente inactiva".

Appleton. Rua Acácio Paiva, 27 r/c (Alvalade). Ter-Sáb 14.00-19.00. Até 31 Jul. Entrada livre (toque à campainha)

  • Coisas para fazer
  • Exposições

Vaginas dentatas é para meninos nesta exposição cujo nome completo é "Skewer, a dystopian Darwinism" e em que um folheto rosa entregue à entrada é peça integrante da exposição. Nele, Elizabeth Prentis descreve o processo que levou à sua distopia darwinista em que os picos dos pénis dos homens de há 800.00 anos (para facilitar a reprodução) se tornassem, daqui a 800.000 anos, em picos nas vaginas das mulheres (para autodefesa).
Descobriu horrorizada que a ideia de aparelhos com picos como solução contra o abuso sexual existia. O folheto reproduz pedidos de registo de patente reais de aparelhos antiviolação a serem usados por mulheres nas suas vaginas como forma de combater o abuso sexual por parte de homens. "Não devíamos viver numa sociedade em que fosse sequer posta a hipótese de fabricar aparelhos destes (...) Porque é que uma mulher havia sequer de considerar usar uma tal coisa?" [tradução livre]. Estes aparelhos inspiraram as peças expostas, e legendas como "Female Security Device, #915, 166, fig 6, Jun.23, 1998, 2024" (nome da peça à direita na foto) relembram que estamos a ver propostas de aparelhos reais.

Balcony. Rua Coronel Bento Roma, 12 A (entrada pela Estados Unidos da América, tocar à campainha). Ter-Sáb 14.00-19.30. 27 Jun-13 Set. Folha de sala. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições

A entrada na sala é desconcertante: seis bandeiras tão leves que parecem pairar, estão imobilizadas no ar, e um órgão no chão com um calhau sobre o teclado lança um som contínuo. As bandeiras perdem a imobilidade e agitam-se ao de leve com a deslocação do ar produzida pelo visitante. O ambiente altera-se.

A pedra pressiona uma oitava de sol a fá, evocando uma composição de Terre Thaemlitz, e toca 15 minutos de hora a hora. Uma outra peça sonora entra na exposição: é uma faixa-bónus escondida (spoiler: vai fazer-se ouvir ao pôr-do-sol). A série "Sunbird", as bandeiras, são mantas de sobrevivência a servir de tela a poemas de escritores e escritoras palestinianos na diáspora. O lado dourado tem os poemas na língua em que o artista os conheceu e o lado prateado a tradução para português, explica a folha de sala, acrescentando sobre elas que são testemunhas da violência, tal como aqueles que cobriram e viram a morte ou, pelo contrário, a quem tornaram a vida possível no meio da violência.

Galeria Vera Cortês. Rua João Saraiva, 16, 1º (Alvalade). Ter-Sex 14.00-19.00, Sáb 10.00-13.00/ 14.00-19.00 (toque à campainha). 20 Jun até 7 Set. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições

Em ano de celebração dos 50 anos do 25 de Abril, a Galeria 111 celebra também um grande número redondo: os seus 60 anos, no espaço que era o seu, originalmente, e onde está agora o Centro de Arte Manuel de Brito, sem objectivos comerciais e onde se mostram as obras da colecção do seu fundador. "60 anos de Galeria 111" apresenta mais de 200 obras, de quase todos os artistas que expuseram na galeria ao longo de todo este tempo.

Centro de Arte Manuel de Brito. Campo Grande, 113A. 03 Fev até 10 Ago. Ter-Sáb 10.00-13.00/ 14.00-19.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições

Cinco artistas e cinco interpretações do duelo entre São Jorge e o dragão. É essa a proposta em “Nunca se está sozinho”, exposição colectiva de cinco pintores brasileiros residentes em Portugal: Eduardo Antonio, Heron P Nogueira, Isadora Almeida, Pedro Barassi e Pedro Liñares. A folha de sala é da autoria de Gonçalo M. Tavares.

Galeria 111. Rua Dr. João Soares, 5B. Até 7 Set. Ter-Sáb 10.00-19.00. Entrada livre

  • Arte

Pedro Cabrita Reis pega em cerca de 1500 peças do seu atelier e transporta-as para oito pavilhões, na Mitra, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. "Atelier" é uma mostra que traz do ambiente de oficina 50 anos de produção artística de Cabrita Reis, do desenho à escultura.

Pavilhões da Mitra. Rua do Açúcar, 56 (Marvila). 19 Mai-28 Jul, Qui-Dom 14.00-18.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Cais do Sodré

"Monopolis", de Ana Aragão, parte das ideias subjacentes ao famoso jogo de tabuleiro, com as suas regras e disputas de poder. A exposição cobre todas as paredes com desenhos de cidades por construir. "Mais do que um manifesto político sobre o direito à habitação, "Monopolis" é um manifesto a reclamar o espaço da imaginação", diz o press release. 

Rua Fernando Palha, Armazém 56. Ter-Sáb 14.00-19.00. 28 Jun (Sáb) 18.00-21.00. Até 10 Ago. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Lisboa

A exposição "Nódoa negra"da artista Mimi Tavares, divide-se pelas duas salas da galeria Monumental, em dois núcleos: Fora e Dentro. Na sala de entrada – Fora – figuras humanas isoladas pontuam desenhos e pinturas que evocam a paisagem. Na seguinte – Dentro – os interiores, um tanto cenográficos, apresentam-se sem presença humana. Se já conhece a obra de Mimi Tavares, continua a haver razões para ir ver. Se não conhece, há razões para ir conhecer.

Galeria Monumental. Campos dos Mártires da Pátria, 101. Ter-Sáb 15.30-19.30. 27 Jun (Qui, 18.00-21.00). Até 3 Ago. Entrada livre

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  • Arte
  • Desenho e ilustração
  • Chiado/Cais do Sodré

"Do incessante diálogo entre o desenho e o caminhar sugere-se, pois, o movimento da demarcação. Este é o caso do trabalho intitulado Linha pontuada a tons de verde [na foto], no qual Joana regista a trajectória de uma geografia relacional, desenvolvida através dos seus percursos pedestres em torno de 25 espaços verdes da cidade", diz a folha de sala. 

São três as obras de desenho – Cruzamentos (série de 100 peças), Fragmentos e Linha pontuada a tons de verde (série de 25 peças) – complementadas por uma quarta: Vozes da cidade, constituída por um gravador áudio, media player e auscultadores, em que a artista nos desafia a gravar descrições de memórias dos nossos percursos pedestres. A concepção da exposição e a qualidade do desenho de Caminho entre duas linhas valem a visita à galeria da Cossoul.

Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul. Rua Nova da Piedade, 66. Ter-Sáb 15.00-19.00 (até às 23.00 em dias de eventos)

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Estrela/Lapa/Santos

Em "Viagem ao Ocidente", a dupla franco-chinesa Benoit+Bo propõe, com fotografias, pinturas, esculturas e instalações, uma reflexão sobre as culturas asiáticas e a sua relevância no mundo globalizado. A exposição inspira-se num romance do século XVI de Wu Cheng’en sobre a fantástica jornada de um monge budista e da sua escolta pela Ásia Central, numa extensa jornada física e interior pela Ásia e pela Europa, e inclui alguns dos protagonistas do romance nas obras expostas. O trabalho artístico de Benoit + Bo também se pode definir como activismo visual, ao procurar desmistificar noções preconcebidas e enfatizar como a história do colonialismo e das estruturas de classe influenciaram profundamente a percepção da arte popular e não ocidental.

Avenida de Brasília, Doca de Alcântara. Até 10 Out. Ter-Dom 10.00-18.00, Sex 10.00-20.00 (entrada gratuita das 18.00-20.00). 8€

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  • Arte
  • São Sebastião

"Siza", no Museu Calouste Gulbenkian, debruça-se sobre a obra, mas sobretudo sobre o génio de Álvaro Siza Vieira. A exposição está marcada por uma humanização sem precedentes daquele que foi o primeiro Pritzker português. A partir dos seus cadernos, item essencial para um desenhador compulsivo, a dupla de curadores – o galego Carlos Quintáns assistido por Zaida García-Requejo – revisitou a obra feita, mas sobretudo a obra imaginada e esboçada, os fascínios e adorações, os laivos de humor e de tédio. A mostra reúne elementos dos principais arquivos do arquitecto português, como é o caso do Canadian Centre for Architecture, em Montreal, da Fundação de Serralves, da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian, da britânica Drawing Matter e do próprio atelier de Siza Vieira, mas também de pequenas colecções particulares ou de instituições internacionais como o MoMA ou o Pompidou.

Museu Calouste Gulbenkian. Até 26 Ago. Qua-Dom 10.00-18.00. 10€ (gratuito aos domingos, após as 14.00)

  • Coisas para fazer
  • Exposições

O título é uma homenagem ao historiador da arte Daniel Arasse (Argel 1944 – Paris 2003), que se dedicou às questões da representação e às viagens do olhar na pintura italiana do Renascimento. Arasse desenvolveu a prática de procurar e detectar as histórias subtis ou humorísticas muitas vezes escondidas por trás do maravilhamento inicial do que nos é dado a ver. O seu livro On n’y voit rien (Paris, 2000) fala dos enigmas e dos jogos de sentidos que podemos encontrar nas obras.

Até 5 de Agosto, pode ver Metamorfose, de António Palolo, vídeo da Coleção do CAM, e três filmes de Francisco Novais, obras em que vai encontrar desafios e provocações como desdobramentos, sobreposições, multiplicações, desfocagens, brilho, fragmentação ou pixelização, por exemplo.

Contentor no Jardim da Gulbenkian. Avenida de Berna, 45 A. Ter-Dom 09.00-18.00. Até 5 Ago. Entrada livre

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  • Arte
  • Desenho e ilustração

A nova exposição do ilustrador André Ruivo retrata em tom diarístico a sua vida nos últimos dois anos, tal como o seu último livro, homónimo. Aqui encontramos referências à actualidade política, desde o conflito israelo-palestiniano às recentes manifestações nacionais "Vida Justa" ou "Casa para Viver" (2023) e aos 50 anos do 25 de Abril, evidenciando as posições políticas de André Ruivo.

Rua Maria da Fonte, 54. Ter-Sáb 18.00-22.00. Até 27 Jul. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

O Museu de Lisboa começou a preparar a sua exposição comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril em 2022 e o resultado pode ser visto no Pavilhão Preto. Chama-se “Lisboa em revolução 1383 – 1974. 6 momentos que mudaram a nossa história. 1383, 1640, 1820, 1836, 1910, 1974”, é comissariada por Daniel Alves, do Departamento de História e Instituto de História Contemporânea da Nova-FCSH, e tem projecto expositivo de António Viana (espere rigor, beleza – e surpresa).

Além de ecrãs em que é feito um enquadramento histórico de cada um dos seis momentos revolucionários, vai encontrar expostos objectos extraordinários (como a reconstituição de um telégrafo visual e uma montagem do levantamento da planta de Lisboa de 1904-11, que junta as 249 plantas que o compõem e que cobre toda a parede que abre a exposição, apesar de estar em escala reduzida), e objectos nunca antes vistos, como o mapa de Portugal com o planeamento da operação militar do 25 de Abril, cedido por um dos capitães do Conselho da Revolução. A título de curiosidade, há ainda um desconcertante quadro que visto de um ângulo é um retrato de D. Miguel e de outro a cabeça de um burro.

 “Temos 135 peças expostas e só 40 são do Museu de Lisboa, o resto veio de fora. Foi uma exposição muito desafiante, tentámos ir ao encontro das escolhas do comissário”, diz Paulo Almeida Fernandes, investigador do Museu de Lisboa e coordenador da exposição. “Tenho que dizer que foi muito divertido fazer esta exposição, com esta equipa extraordinária, divertimo-nos muito. Espero que isso se note na exposição”, diz Daniel Alves. A parede que fecha a exposição, com frases surrealizantes da época, como “Nem mais um faroleiro para as Berlengas”, “Nem mais um anticiclone para os Açores”, dá certamente uma nota de humor. Mais subtil será o quadro de Salazar exposto sobre uma cadeira, composição a que António Viana chegou enquanto visitávamos a exposição ainda em montagem. A não perder.

Pavilhão Preto, Palácio Pimenta, Museu de Lisboa, Campo Grande, 245. 26 Mai-05 Jan. Ter-Dom 10.00-18.00. 3€ (entrada livre ao domingo). Visitas orientadas pelo comissário, Daniel Alves: 9 Jun 11.00, 21 Set 15.00, 5 Out 11.00, 30 Nov 15.00, 8 Dez 11.00 (3€, inclui museu)

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  • Museus
  • Transporte

A propósito das celebrações dos 25 anos do seu museu, a Carris apresenta uma exposição temporária até 23 de Setembro com fotografias a preto e branco de Américo Simas e um vídeo de José Barbosa, com um olhar intimista sobre o dia a dia dos tripulantes.

Museu da Carris. Rua 1º de Maio, 101-103. Seg-Sáb 10.00-12.30/ 14.00-17.30. Até 23 Set

  • Arte
  • Belém

A convite do MAAT, no Verão de 2022, Nicolas Floc’h fez uma residência de dez dias no estuário do Tejo, entre o Bugio e Castanheira do Alentejo – durante esse período teve oportunidade de explorar várias paisagens e ecossistemas submarinos. Com curadoria de João Pinharanda, a exposição de Floc’h explora o potencial da fotografia subaquática na descoberta de novos imaginários artísticos, que nos remetem para o mundo natural, a biodiversidade e a ecologia.

MAAT. Até 26 Ago. Qua-Seg 10.00-19.00. 11€

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Santa Maria Maior

No ano em que se comemoram 50 anos de 25 de Abril e, consequentemente, 50 anos de liberdade, o Museu de Lisboa | Teatro Romano apresenta "Dez histórias de liberdade – de escravo a liberto em época romana". 

Na exposição esclarece-se que a escravatura da época era muito diferente da de períodos posteriores, pelo que o mais correcto é chamar-lhe servidão. Um escravo podia ter escravos. Podia fazer trabalho remunerado e assim comprar a sua liberdade, passando a ser um liberto. Como liberto estavam-lhe vedados alguns cargos públicos, mas podia ter propriedade, enriquecer e ter até vários escravos. Na direcção oposta, um homem livre podia tornar-se escravo, por ter dívidas incomportáveis, que não conseguia saldar. Vendia-se a si próprio. Crianças abandonadas eram também tornadas escravas.

As histórias escolhidas são bastante curiosas. Há um escravo médico, um liberto que é sacerdote imperial, uma actriz, um marmorista, um escravo conselheiro do imperador Cláudio, outro secretário de Cícero... Mas atenção, isto era uma minoria. O bem-estar dos escravos estava dependente da vontade dos seus proprietários.

Museu de Lisboa | Teatro Romano. Até 8 Set. 10.00-18.00. 3€

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  • Exposições
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Logo após o 25 de Abril as paredes começaram a cobrir-se de pichagens, murais e cartazes. A Biblioteca Nacional guarda nos seus Serviços de Iconografia uma grande colecção de cartazes deste período que quis mostrar ao público nestes 50 anos do 25 de Abril. A exposição resultante dessa vontade, A Revolução em Marcha: Os cartazes do PREC, 1974-1975, foi comissariada por Paulo Catrica, fotógrafo e investigador do Instituto de História Contemporânea, que seleccionou 92 cartazes de entre as centenas existentes. Os originais foram replicados e colados num mural de 16 metros de comprimento sob instruções do comissário (veja a lista completa de cartazes aqui).

“A produção e a colagem massiva de cartazes, em particular nos anos de 1974 e 1975, foram o instrumento preferencial de afirmação e consolidação dos novos protagonistas políticos e sociais, partidos políticos, sindicatos, comissões de moradores e de trabalhadores, associações cívicas e de dinamização cultural, etc.”, explica o comissário na folha de sala, onde cita ainda um dos pioneiros da poesia visual, E. M. de Melo e Castro, num artigo da Colóquio Artes de 1977: "Assim, Portugal se transformou num enorme Poema visual, que todos os dias, durante dois anos, se transformou, porque todos podiam escrever e escreviam: porque todos sabiam ler e liam".

Biblioteca Nacional de Portugal (Entrecampos). Seg-Sex 09.30-19.30, Sáb 09.30-17.30. Até 21 de Setembro. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Oeiras

A Censura Prévia, que com Marcello Caetano se eufemiza para Exame Prévio, foi uma das principais medidas, a par da acção, mais robusta, da polícia política, para reprimir a divulgação de opiniões políticas contrárias ao regime ou a expressão de posições incómodas no plano dos costumes. “Só existe aquilo que o público sabe que existe”, frase de Salazar, resume bem a estratégia da Censura.

“O material aqui exposto olha para um aspecto especial da censura em Portugal, o aspecto da defesa da autoridade e da ordem estabelecida, o respeito”, descreveu, na inauguração da exposição, José Pacheco Pereira, ele próprio autor de dois livros que foram censurados e mandados para a PIDE durante a ditadura. Nesta exposição do Palácio do Egipto, em Oeiras, há sobretudo livros e textos de jornais censurados, acompanhados dos despachos da Censura que descrevem as razões da proibição, que actualmente muitas vezes nos parecerão insólitas.

Destaque também para o design da exposição. Citando uma frase do site da Ephemera, "instalação ímpar de Carlos Guerreiro. Perdem muito se não forem lá".

Palácio do Egipto. Rua Álvaro António dos Santos, 10. Ter-Sáb 11.00-17.00. Até 28 Dez. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições

"Por quanto tempo mais terei de nadar? – Uma litania pela sobrevivência" é o nome da exposição de Sara Fonseca da Graça – Petra Preta, com curadoria de Melissa Rodrigues. A exposição funciona como conclusão do trabalho começado a apresentar há três anos, e assume a forma de um tríptico que reune a série "Humor Negro" à obra "Manchê Bom", inicialmente em vídeo, e agora expandindo-se para uma peça sonora. "Obras que se desdobraram em pintura, vídeo, instalação e performance e com as quais a artista se propõe a refletir sobre rir, sonhar e amar", diz o texto de apresentação.

Galeria da Boavista. Rua da Boavista, 50 (Cais do Sodré). Ter-Dom 10.00-13.00/ 14.00-18.00. Visitas guiadas por marcação mediacao@galeriasmunicipais.pt. Entrada livre 

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  • Arte
  • Belém

"Sendo pequena, [a joalharia] tem a capacidade de falar de coisas grandes e complexas." A frase de Patrícia Domingues, uma das curadoras da exposição "Madrugada – A Joalharia e a Matéria da Esperança", serve de preâmbulo à visita. Distribuídos por várias salas do Palácio da Calheta, em Belém, os oito núcleos temáticos reúnem as criações de mais de 90 autores, provenientes de mais de 30 países. Liberdade, política, democracia, activismo, guerra, diplomacia e direitos humanos são alvos de reflexão, pela lente da joalharia contemporânea. A escala das peças relativiza-se em prol de mensagens que falam mais alto.

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Estrela/Lapa/Santos

Inaugura hoje, quinta-feira, 11 de Julho, pelas 17.30, na Sala do Tecto Pintado do MNAA, a exposição "Épico e trágico – Camões e os românticos".

No ano em que se celebram os 500 anos de nascimento de Luís de Camões (1524-1580), o Museu Nacional de Arte Antiga apresenta uma exposição temporária sobre o poeta português, autor de Os Lusíadas, com um conjunto de obras que consagram o arranque do Romantismo na arte portuguesa. Este movimento artístico exalta os valores tradicionais, celebrando a história nacional e os seus heróis, razão pela qual surge nesta época todo este interesse pelo épico de Camões.

Entre as obras expostas, destaque para um óleo sobre tela de Francisco Vieira Portuense intitulado Vasco da Gama na Ilha dos Amores (Os Lusíadas, Canto IX), parte de uma série de composições para ilustrar cada um dos dez Cantos do poema, num projecto para uma grande edição que não chegou a acontecer, e destaque ainda para um estudo, em carvão e giz sobre papel, de A Morte de Camões, de Domingos Sequeira, dada a impossibilidade de exibir o quadro que foi apresentado no Salon de Paris de 1824 e oferecido ao imperador D. Pedro I (D. Pedro IV, de Portugal), que, lamentavelmente, se perdeu. A exposição é comissariada por Alexandra Markl e Raquel Henriques da Silva.

Museu Nacional de Arte Antiga. Rua das Janelas Verdes, 17. Ter-Dom 10.00-18.00. 12 Jul-29 Set. 10€ (entrada livre aos domingos e feriados para residentes em Portugal)

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  • Arte
  • Belém

A quietude própria de um museu é interrompida logo na primeira sala de "Restos, Rastros e Traços", exposição retrospectiva – expressão que o próprio artista prontamente substitui por introspectiva –, que ocupa por estes dias o Museu de Arte Contemporânea do CCB. Entre instalação, fotografia, vídeo e pintura, as artes plásticas que Fiadeiro sempre convocou desembocam numa derradeira manifestação, a performance. Em três salas, expõe criações do passado, revisita os próprios êxitos e explora, com a ajuda de jovens performers, as possibilidades do presente. A exposição pode ser visitada até 22 de Setembro. De 21 de Junho a 6 de Julho, paralelamente, decoore uma programação de espectáculos na Black Box e no Pequeno Auditório do CCB.

+ O homem, o estaleiro e a obra. A “introspectiva” de João Fiadeiro no MAC/CCB

  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A galeria Narrativa apresenta a exposição "Tudo é incómodo quando a terra treme", de Joana Dionísio, que ganhou o prémio Novos Talentos FNAC Fotografia 2024. Nesta exposição, a artista visual parte do arquivo fotográfico da família, num exercício de reflexão sobre as memórias e as imagens de um passado colonial que lhe é simultaneamente próximo e distante.

“A minha percepção de África encontra-se cunhada pelas fotografias dos álbuns de família. Durante o meu crescimento permaneceu constante na minha consciência uma representação idealizada da experiência africana, pois a autenticidade destas imagens está vinculada à experiência dos meus familiares e, embora sejam parte integrante das suas vivências, narram uma história que não resume a História”, explica Joana Dionísio, citada pela Narrativa.

Desde 2021, a Narrativa exibe na sua galeria o trabalho vencedor da categoria Novos Talentos Fotografia em resultado da sua parceria com a FNAC, com o objectivo de dar visibilidade aos novos nomes da fotografia portuguesa.

Rua Dr. Gama Barros, 60 (Alvalade). Qua-Sex 14.00-19.00, Sáb 14.00-17.00. 27 Jun até 3 Ago. Entrada livre

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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Nesta sua primeira exposição individual nas Salgadeiras Arte Contemporânea, Rita Gaspar Vieira constroi uma espécie de obra total, em que as paredes, chão e tecto da galeria dialogam com as peças expostas. "Na premissa, encontramos sempre o desenho, como disciplina e como pensamento. Desenhos feitos com água, um dos elementos mais presentes na prática artística de Rita Gaspar Vieira, em que recorre ao chão, a superfícies de trabalho como repositórios de memória e como suportes do seu processo criativo", pode ler-se na folha de sala.

Salgadeiras Arte Contemporânea. Avenida Estados Unidos da América, 53 D (Alvalade). De 06 de Jun até 14 Set (férias de 1 a 17 Ago) Qua-Sáb 14.30-19.30. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Marvila

Durante algumas semanas, Panmela Castro montou um atelier numa varanda com plantas e azulejos, e nela recebeu uma série de pessoas – amigos, portugueses e imigrantes, recém-conhecidos e desconhecidos – para serem retratados num processo a que chamou de “deriva afectiva”, em que "o acaso é sujeito de uma busca por pertencimento, de fazer parte da cidade, do local, e de conhecer a cultura". O resultado são 16 retratos apresentados na exposição “Do Jardim, um Oceano”, com curadoria do brasileiro Igor Simões, na Galeria Francisco Fino. "Apesar do caráter de celebração desses encontros, da empatia e do amor, a exposição possui também, um denso carácter político dos corpos decoloniais, apresentados no espaço expositivo e na sua relação com a sociedade portuguesa", pode ler-se na nota de imprensa.

Rua Capitão Leitão, 76 (Marvila). De 27 Jun até 14 Set. Ter-Sex 12.00-19.00, Sáb. 14.00-19.00. Entrada livre

Roteiro de arte em Lisboa

  • Arte

São 56 as estações de toda a rede do Metropolitano de Lisboa. E todas, mas mesmo todas, são verdadeiras galerias de arte urbana, não a céu aberto, mas debaixo de terra. Artistas consagrados da nossa praça deixaram o seu cunho na história dos transportes públicos alfacinhas e, embora seja uma tarefa difícil, escolhemos sete estações que merecem um olhar especial. Falamos-lhe de obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva e Arpad Szenes, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Maria Keil, Júlio Resende ou mesmo do célebre cartoonista António Antunes. Uma viagem para apreciar e partilhar.

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  • Arte
  • Arte urbana

Vhils, Bordalo II, Aka Corleone, Smile, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Se por um lado Lisboa está em guerra com taggers com pouco talento para a coisa – e que fazem questão de espalhar assinaturas por tudo quanto é sítio –, por outro a cidade é cada vez mais um museu a céu aberto de belíssimas obras de arte urbana. Embarque connosco num passeio alternativo pela cidade.

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