A fotógrafa e cineasta dinamarquesa Ditte Haarløv Johnsen cresceu em Maputo no período pós-independência e nos anos da guerra civil. Ao regressar à cidade em 2000, começou a fotografar e a criar aquilo que viria a ser um diário pessoal e político, desenvolvido ao longo de mais de duas décadas. Neste diário em Maputo, acompanhou familiares, amigos, amantes e diferentes comunidades que fizeram parte da sua vida, documentando assim as transformações do país. Entre as várias relações captadas pela câmara, destaca-se a amizade com as "Manas", comunidade transgénero e queer da cidade, cuja presença se tornou fundamental no desenvolvimento do projecto. O registo chega agora à Narrativa, numa primeira presença da autora em Portugal.
Em Julho sobem as temperaturas e os museus e galerias surgem como oásis, não apenas de arte e cultura, mas também no sentido térmico. E opções não faltam, para todas as sensibilidades artísticas, mesmo que o ritmo de inaugurações abrande. Não é o caso desta semana, contudo. Reabre o Museu Gulbenkian – o grande acontecimento deste fim-de-semana na cidade. Está renovado, fica aberto até à meia-noite e a entrada é gratuita até 26 de Julho. Na Culturgest, a retrospectiva de João Penalva foi prolongada por mais uma semana. Pode ser visitada até domingo e vai ter uma visita guiada no sábado.
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