Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana
Maat
Gabriell Vieira

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Há modernismo, surrealismo, arte clássica e até urbana nas melhores exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana.

Por Francisca Dias Real
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Acha que não se passa nada em Lisboa este fim-de-semana? Nada disso. E há muitas exposições para provar que está bem enganado, até porque a cultura precisa de ser reanimada. Portanto, torne os próximos dias mais culturais, sozinho ou com a família toda atrelada (sim, há exposições kids friendly). Com tantos museus e galerias na cidade, é impossível não ter o que ver. Mas não queremos que se perca e, por isso, dizemos-lhe quais as exposições a que deve prestar atenção em Lisboa. Não há desculpas, só precisa é de ter cuidados: leve o álcool-gel e a máscara e mantenha o distanciamento. Ah e não se esqueça que com as novas medidas do estado de emergência a circulação só pode ser feita até às 13.00, pelo que os museus abrem apenas durante a manhã.

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Aquaria
Aquaria
Gabriell Vieira

1. Aquaria – Ou a Ilusão de Um Mar Fechado

Arte MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Belém

Ao longo de onze instalações, a exposição com curadoria de Angela Rui explora a relação do ser humano com o mundo marinho e em que medida é que estes dois mundos podem ou não convergir, através da arte, do design, da arquitectura e da tecnologia. A mostra apresenta documentação histórica desde meados do século XIX até aos nossos dias, e reflecte a evolução desta relação entre o homem e a natureza com obras contemporâneas em diálogo com outras sobre expedições científicas, exposições universais ou exibições naturalistas. O projecto da exposição inclui um filme comissariado a Armin Linke, feito nos bastidores do Oceanário de Lisboa, numa colaboração entre esta instituição e o museu, que terá direito a bilhete conjunto. A exposição vem também inaugurar o maat Explorations, um programa que inclui exposições, programas públicos e laboratórios tudo dedicado à acção climática onde está também incluída a instalação “Earth Bits – Sentir o Planeta”.

PAULA REGO/ JOSEFA DE ÓBIDOS: Arte Religiosa no Feminino
PAULA REGO/ JOSEFA DE ÓBIDOS: Arte Religiosa no Feminino
© Luísa Ferreira

2. Paula Rego/Josefa d'Óbidos: arte religiosa no feminino

Arte Casa das Histórias Paula Rego, Cascais

O museu da artista Paula Rego em Cascais, num edifício desenhado pelo Pritzker de 2011, Eduardo Souto de Moura, vale a visita que mais não seja para apreciar a obra de arquitectura. Mas já que ali está, entre e visite a mais recente exposição “Paula Rego/Josefa d'Óbidos: arte religiosa no feminino“. O museu acolhe esta exposição separada pelo espaço e tempo em que estas duas mulheres artistas viveram, ainda que seja comum a “intensa carga sensualista que ambas imprimem à pintura e ainda pela capacidade imaginativa de reconfiguração das temáticas religiosas”, pode ler-se na folha de sala. A escolha de elementos femininos como protagonistas das obras é um critério de aproximação de ambas, até porque coincidem, mais do que uma vez, nas suas escolhas quando representam "heroínas cristãs". No total, são apresentadas 115 obras de Paula Rego explorando diferentes técnicas (pintura, desenho, gravura, escultura) e 21 pinturas de Josefa de Ayala. 

 

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Halfstudio
Halfstudio
Halfstudio

3. We Still Have a Dream

Arte Galeria Underdogs, Marvila

Na Underdogs Capsule, é a dupla Halfstudio a tomar conta do espaço com “We Still Have a Dream”, que parte da reutilização de materiais descartados como serrotes, serras circulares, quadros ou letreiros, tudo recuperado de forma a ser utilizado em exposição. A exposição assenta na ideia de segundas oportunidades, no facto de haver necessidade de olhar para as coisas que nos rodeiam e conseguir dar-lhes outra vida, não assumindo que o lixo é o destino final. É também uma analogia com a segunda oportunidade que todos nós, humanos, merecemos. Para os artistas, a exposição serve assim de escape a um mundo inundado por desafios, notícias falsas, maus presságios e restrições na liberdade de cada um. “Acreditamos que a positividade, o amor, as palavras de esperança e de afecto que dão forma e cor a esta exposição são um ponto de partida para melhorar aquilo que precisa de ser melhorado”, explicam os artistas que continuam a sonhar. 

PRÉMIO "A Arte Chegou ao Colombo"
PRÉMIO "A Arte Chegou ao Colombo"
Rita Carmo

4. Prémio A Arte Chegou ao Colombo. Exposição de Finalistas

Arte Museu Colecção Berardo, Belém

No ano em que se assinala a 10.ª edição do programa A Arte Chegou ao Colombo, os artistas expõem no Berardo, um dos parceiros do prémio. Até 23 de Maio, vai estar patente a exposição que reúne os trabalhos dos dez finalistas do prémio de arte que visa apoiar artistas emergentes promovido pelo centro Colombo e co-organizado pela State of Art. O desafio lançado aos artistas foi que criassem uma obra de arte cujo denominador comum fosse o impacto da pandemia, tendo o Atelier Contencioso vencido esta 1.ª edição do Prémio A Arte Chegou ao Colombo. Além do valor monetário que arrecadou, vai expor a sua obra ao lado das restantes dos outros nove finalistas. São eles: Adriana Proganó, Ana Malta AKA NUMPÁRA, AMANTE, Duarte Perry, Henrique Neves, Manuel Rodrigues Almeida, Maria de Brito Matias, Nicoleta Sandulescu e Tomé Capa, que levam às salas do museu trabalhos de escultura, pintura e instalações de arte apresentados nesta exposição. Está ainda previsto um conjunto de dez visitas guiadas por cada um dos artistas ao longo das semanas da exposição.

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Happy Endings
Happy Endings
Crack Kids

5. Happy Endings

Arte Crack Kids Lisboa, Cais do Sodré

O que fazem Adamastor, Colombus3, Chure, Fedor, Fiumani, Gonçalo Mar, Margarida Fleming, Mariana Malhão, Mariana a Miserável, Nuno Alecrim, Ruído, Sepher Smile e Teresa Rego no mesmo espaço? Uma exposição, e das boas, daquelas que vem colorir os dias primaveris e a escuridão dos tempos incertos que se vivem. “Happy Endings” inaugura na zona de galeria da Crack Kids, no Cais do Sodré, onde habitualmente a loja recebe várias mostras ao longo do ano, sempre rotativas e gratuitas. Nesta exposição os 14 artistas vão mostrar o melhor lado de qualquer história, o lado que alimenta a esperança de um final feliz – todos eles com estilos e técnicas diferentes. E não diríamos melhor, a exposição é, “mais que um final feliz, um início radiante”. 

Add Fuel - Underdogs
Add Fuel - Underdogs
©Bruno Lopes

6. Chronos Redux

Arte Galeria Underdogs, Marvila

Finalmente de portas abertas, a galeria de Marvila inaugura no dia 9 de Abril “Chronos Redux”, uma exposição individual de Add Fuel que passa em revista grande parte do seu trabalho e percurso ao longo do tempo – uma relação também com o compasso que 2020 impôs a todos, obrigando a pausas forçadas e a uma imprevisibilidade desmesurada. O artista procura reflectir sobre a passagem do tempo no contexto de uma obra e na própria técnica da azulejaria tradicional – pela qual Add Fuel é conhecido reinterpretando-a noutros suportes. As peças estão dispostas ao longo de um percurso fixo na galeria, assumidamente temporal, e que mostra essa evolução tanto de técnicas como de cores, numa reapreciação do passado com olho nos itinerários futuros. 

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Self-Portrait New York 1953 ,  Vivian Maier
Self-Portrait New York 1953 ,  Vivian Maier
© Courtesy of Maloof Collection and Howard Greenberg Gallery, NY

7. Vivian Maier: Street Photographer

Arte Fotografia Centro Cultural de Cascais, Cascais

A norte-americana Vivian Maier (1926-2009) não era fotógrafa, facto que torna o seu trabalho ainda mais interessante. Trabalhou como ama durante mais de quatro décadas a partir do início dos anos 50 do século XX, tendo passado a sua vida inteira despercebida até à recente descoberta da sua obra fotográfica (em 2007), onde encontraram mais de cem mil negativos, filmes em Super 8 e 16 mm, várias gravações, fotografias diversas, e uma multitude de filmes por revelar. A exposição deveria ter inaugurado a 16 de Janeiro, mas abre apenas a 6 de Abril e fica até 18 de Maio de 2021, no Centro Cultural de Cascais, naquela que é uma mostra inédita em Portugal. Vivian fotografou ruas, pessoas, objectos, paisagens, tudo aquilo que estava ao alcance dos seus olhos no seu dia-a-dia. A simplicidade das coisas, no fundo. Nesta exposição podem ser vistos mais de uma centena de trabalhos, a maioria a preto e branco. Além disso estão ainda disponíveis uma série de episódios que contam a história da fotógrafa. 

X não É Um País Pequeno – Desvendar a Era Pós-Global
X não É Um País Pequeno – Desvendar a Era Pós-Global
Gabriell Vieira

8. X não É Um País Pequeno. Desvendar a Era Pós-Global

Arte MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Belém

Esta exposição, com curadoria de Aric Chen com Martina Muzi, apresenta na icónica sala oval do museu nove instalações de grande escala, incluindo uma edição especial da obra Teeter Totter Wall do Rael San Fratello Studio (vencedor do 2020 Beazley Design of the Year Award). Em “X não É Um País Pequeno – Desvendar a Era Pós-Global” explora-se a actual condição pós-global, observando em diferentes escalas territórios, cidades, infraestruturas, plataformas, corpos ou objectos os processos de desglobalização e realinhamento geopolítico, já influenciados alguns pela própria pandemia. Tudo o que aconteceu nos últimos doze anos transformou o normal fluxo das coisas, das pessoas, das ideias e dos recursos. O cenário expositivo apresenta desde uma intervenção performativa na fronteira entre os EUA e o México até fenómenos de migração, privação de direitos e o capital pós-colonial numa Lisboa periférica. Por lá, há projectos de Bard Studio, Bricklab, Ibiye Camp, Revital Cohen & Tuur van Balen, He Jing, Liam Young, Paulo Moreira (com Chão - Oficina de Etnografia Urbana e José Sarmento Matos), Rael San Fratello e Wolfgang Tillmans.

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exposições
exposições
Fotografia: DR

9. Meet Vincent Van Gogh

Arte Terreiro das Missas, Grande Lisboa

Conhecem o nome, mas não conhecem a história. Ou melhor, conhecem as obras, associam-nas a um nome, mas não sabem quem é realmente o pintor holandês Vincent van Gogh. “Meet Vincent van Gogh” é uma produção do Vincent van Gogh Museum, em Amesterdão, em parceria com a UAU, que depois de Pequim, Barcelona e Seul chega a Lisboa para ocupar o recinto do Terreiro das Missas, em Belém. A exposição é uma máquina do tempo multissensorial que convida o visitante a entrar e a remexer nos sentimentos, angústias, amores e pensamentos do artista.

Hortas de Lisboa
Hortas de Lisboa
Museu de Lisboa

10. Hortas de Lisboa

Arte Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

São seis núcleos, quase cronológicos, sobre a evolução e a necessidade das hortas em Lisboa, que é coisa que remonta já à Idade Média. Estes pedaços de terra sempre foram um elemento particular da paisagem urbana, sobretudo no que toca à subsistência das populações. Agora, e cada vez mais, são vistas como uma forma de sustentabilidade das cidades, com o sucessivo crescimento dos parques hortícolas municipais. Ao longo da exposição "Hortas de Lisboa", patente no Palácio Pimenta, põem-se a descoberto histórias e técnicas do passado num claro cruzamento com o presente e o possível futuro destes espaços na cidade, tudo através de cartografia, pintura, vídeo e narrativas de hortelãos que mantêm vivos estes elementos da malha urbana.

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Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras
Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras
The Ugly Duckling Agency

11. Impressive Monet & Brilliant Klimt

Arte Reservatório da Mãe d'Água, Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Após o sucesso da Immersivus Gallery no Porto, surgiu a vontade de criar um espaço dedicado a experiências imersivas em Lisboa, com o objectivo de ser um ponto de referência artístico e de diversificar a oferta cultural da capital. Nasce assim a Immersivus Gallery Lisboa no Reservatório da Mãe D'Água das Amoreiras, transformada numa monumental tela onde o conteúdo será projectado a 360º. A exibição Impressive Monet & Brilliant Klimt convida a um mergulho no universo do pintor francês impressionista Claude Monet e do pintor simbolista austríaco Gustav Klimt. Este novo projecto do atelier OCUBO mistura hologramas com projecções imersivas a 360º. Está estruturada de forma a dar a conhecer as obras-primas de Monet e Klimt, experienciando "uma nova fórmula lúdico-pedagógica", por via tecnológica.

 Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas
 Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas
Museu Bordalo Pinheiro

12. Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas

Arte Museu Bordalo Pinheiro, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

No ano em que se comemoram os 100 anos da morte de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (1867 – 1920), o Museu Bordalo Pinheiro acolhe até Fevereiro de 2021 a exposição "Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas", que evoca o trabalho e obra do ilustrador, ceramista e filho de Rafael Bordalo Pinheiro. A exposição, instalada na Sala da Paródia, serve de retrospectiva do trabalho de Manuel Gustavo com especial foco na sua obra gráfica, pela qual ficou conhecido, sendo pioneiro da ilustração infantil em Portugal. Foi também ele que fundou em 1908 a Fábrica Bordalo Pinheiro onde conseguiu juntar a técnica naturalista das Caldas da Rainha com a Arte Nova, nas suas peças de cerâmica. A par desta mostra, há ainda uma exposição virtual dedicada ao autor na recém-lançada página do museu no Google Arts & Culture, sendo o primeiro equipamento da EGEAC a integrar a plataforma online.

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Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na formação de Portuga
Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na formação de Portuga
©DR

13. Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na formação de Portugal

Arte Museu Nacional de Arte Antiga, Estrela/Lapa/Santos

O Museu Nacional de Arte Antiga assinala os 800 anos da morte dos chamados Mártires de Marrocos, um grupo de missionários franciscanos torturados no Norte de África, com uma exposição temática. Inaugurada ainda em 2020, e comissariada por Santiago Macias e Joaquim Oliveira Caetano, a mostra reúne peças de ourivesaria, cerâmica, pintura, iluminura e têxteis, entre outros objectos que remetem para este período. Aqui é ainda possível acompanhar uma série de documentários sobre a exposição. 

Pé d'Orelha
Pé d'Orelha
Manuel Manso

14. Pé d’Orelha

Arte Museu Bordalo Pinheiro, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A exposição ‘Pé d’Orelha’, do Museu Bordalo Pinheiro, reúne cerca de 170 peças que aludem a um diálogo artístico entre os portugueses Bordalo Pinheiro e Querubim Lapa.  Já não podemos falar com nenhum dos dois (infelizmente). Mas Querubim Lapa (1925-2016) tentou falar com Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) através da sua arte. É isso que se percebe na exposição “Pé d’Orelha. Conversas entre Bordalo e Querubim”, vai estar patente no Museu Bordalo Pinheiro e atravessa décadas, unindo os dois artistas através do olhar do mais novo sobre a influência da obra do mais velho. Com perto de 170 peças de ambos os artistas, vindas do acervo do museu e de colecções privadas – muitas delas nunca viram a luz do dia –, esta é uma exposição de comparações constantes, cada uma na sua época. Dividida em seis núcleos, a mostra arranca cronologicamente, em 1956, dois anos após Querubim ter inaugurado o seu percurso na cerâmica e é palpável a inspiração que tirava de Bordalo logo aí.

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Pavilhão do Conhecimento
Pavilhão do Conhecimento
Pavilhão do Conhecimento

15. Exposição Viral

Miúdos Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações

Criada de raiz pelo Pavilhão do Conhecimento, em colaboração com outros dois centros de ciência europeus, esta premiada exposição itinerante e interactiva já foi vista por mais de dois milhões de pessoas e está de volta ao Pavilhão do Conhecimento – agora com novos conteúdos relacionados com a Covid-19. Talvez se lembre do Túnel Virulento, talvez o vá percorrer pela primeira vez. Mas se ouvir um “atchim”, tenha cuidado: há micróbios e vírus invisíveis por todo o lado. Pronto para aprender a proteger-se ou, quem sabe, a ser “Viral”?

Roteiro de arte em Lisboa

arte urbana na Amadora
Câmara Municipal da Amadora

Treine o olho com este roteiro de arte urbana na Amadora

Coisas para fazer

Na rota da arte pública, a Amadora destaca-se pela mais de uma centena de murais, graças sobretudo ao projecto “Conversas na Rua”, organizado pelo município desde 2015, que promove todos os anos várias intervenções artísticas, em articulação com o património e a paisagem urbana da cidade.

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