"Something To Believe In", Underdogs
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Mike Doorline

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Dos grandes museus às pequenas galerias, não faltam exposições para ocupar este fim-de-semana.

Mauro Gonçalves
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Junho é aquele mês em que Lisboa entra em ebulição. Os Santos Populares transformam a cidade num grande arraial e a época dos festivais de Verão está mesmo quase a arrancar. Uma azáfama que faz abrandar a agenda de exposições, mas que não a sossega por completo. Dos grandes museus às pequenas galerias, quem anda à procura de arte encontra inúmeras possibilidades – grandes artistas portugueses, nomes emergentes da cena internacional, diálogos inesperados e linguagens que desafiam os cânones. Porque o Verão não é só praia, tome nota das exposições para visitar este fim-de-semana em Lisboa.

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Exposições para ver no fim-de-semana

  • Arte
  • Belém

Com um percurso ligado essencialmente ao desenho e à pintura, Jorge Martins é o artista em foco no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição "Timescape" reúne cerca de 50 obras centrados na questão da abstracção, linguagem que tem acompanhado Jorge Martins ao longo de décadas. "A obra de Jorge Martins aproxima-nos a temas ligados não só à história da arte – a paisagem, a luz, a cor ou a ausência desta –, mas também a outras áreas do saber, como a cosmologia quântica", pode ler-se no descritivo da exposição.

  • Arte
  • Ajuda

O Museu do Tesouro real assinala o regresso da Primavera com uma exposição que não lhe é, de todo, alheia. A partir do património régio – plantas, matérias naturais e produtos vindos de diferentes parte do mundo –, a mostra explora a relação entre a natureza e o poder nas cortes europeias. De matérias-primas como o chá, o tabaco, o cacau e pimenta às pratas e porcelanas que faziam parte do quotidiano, a exposição propõe uma viagem no tempo e entre dois universos nem sempre associados.

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  • Coisas para fazer
  • Chiado

Em Setembro de 2025, assinalou-se uma década desde que Estelle Valente iniciou o seu trabalho no Teatro São Luiz. O que começou de forma intuitiva evoluiu para uma relação contínua e profunda com o espaço, os artistas e as histórias aqui construídas. A exposição apresenta um percurso visual por dez anos de presença fotográfica no Teatro: imagens de cena, bastidores, retratos e instantes de silêncio captados no vazio dos corredores e dos palcos. Mais do que uma retrospectiva, trata-se de uma celebração da cumplicidade entre a fotografia e o Teatro – dois modos de olhar, de fixar o tempo e de criar memória. É também um testemunho sensível da vida interior do São Luiz e do seu papel como lugar de criação e encontro.

  • Arte
  • São Sebastião

A Galeria Principal da Sede da Fundação recebe um diálogo singular entre obras relevantes da colecção do Museu Gulbenkian e notáveis criações de alta-costura dos últimos 150 anos. Em "Arte & Moda", cerca de 140 peças assinadas por alguns dos mais consagrados criadores de moda internacionais, como Christian Dior, Yves Saint Laurent, Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier ou Alexander McQueen, vão ser expostos lado a lado com obras de arte – do Antigo Egipto ao século XX.

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  • Arte
  • Marvila

FAILE, dupla artística composta por Patrick McNeil e Patrick Miller, realiza a sua primeira exposição em Portugal. São 91 peças apresentadas no espaço da Underdogs, onde os artistas exibem o vasto leque de materiais e técnicas que têm trabalhado – pintura, escultura, têxtil e madeira. "Partindo de um vocabulário visual moldado pela experiência estratificada da cidade – onde publicidade, graffiti, arquitetura, artesanato, tipografia e imaginário popular coexistem – os artistas desenvolvem uma linguagem que circula entre o imediato e o simbólico", pode ler-se no descritivo da exposição.

  • Arte
  • Belém

A mais recente exposição colectiva da galeria P28 convida a observar a realidade através da lente da transformação. Com obras de artistas nacionais e internacionais, a mostra estende-se à UCCLA para abordar temas como a identidade, a diversidade e a ligação ao mundo natural. Podem ver-se obras de Adriana Proganó, Carla Cabanas e Francisco Trêpa, entre outros artistas.

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  • Arte
  • Avenidas Novas

Cada instalação de João Penalva é, por si só, uma exposição. Em torno de um processo, de um acontecimento, de uma figura. Numa altura em que imersivo é terminologia banalizada, a obra do artista – que começou por ser bailarino – absorve e demora-nos. "Personagens e Intérpretes" é a exposição que ocupa todas as galerias da Culturgest. Patente até 12 de Julho, a densidade da mostra pode implicar mais do que visita. Já a pensar nisso, adaptou-se a bilheteira – um único bilhete pode ser usado mais do que uma vez.

  • Arte
  • São Sebastião

O artista portuense Bruno Zhu ocupa, por estes dias, o Espaço Projeto do CAM Gulbenkian. Com uma obra influenciada pelo design de moda, pela edição e pela cenografia, o trabalho do artista reflecte a "desconstrução de hiererquias de poder e de gosto que estruturam as práticas museológicas". Em "Belas Artes", Zhu expõe seguindo normas por si estabelecidas no âmbito do projecto "Licença para Viver", apresentado em Londres, em 2024. Através da reconfiguração dos espaços, mas também de jogos cromáticos, vitrines, bustos em bronze e gesso e manequins do Museu Nacional do Traje, o artista aborda temas como o coleccionismo, o papel dos museus e a apresentação da arte.

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  • Arte
  • São Sebastião

É um dos mais relevantes fotógrafos americanos da segunda metade século XX e parte da sua obra está exposta, por estes dias, na Sede da Fundação Calouste Gulbenkian. A mostra compreende um conjunto de 61 fotografias resultantes das três viagens de Todd Webb a Portugal, entre 1972 e 1982. As imagens foram recentemente doadas à Gulbenkian e integradas no acervo da Biblioteca de Arte. Nas suas passagens pelo nosso país, Webb fotografou em vários locais, entre eles Lisboa, Lagos, Coimbra, Nazaré, Viana do Castelo e Braga.

  • Arte
  • Oeiras

A exposição apresenta 170 obras de desenho e pintura da artista portuguesa, proporcionando uma visão ampla da obra produzida desde a década de 1970. Os temas são os que marcam a carreira de Graça Morais: a relação com a terra e os seus frutos, as mulheres, a caça, a memória do lugar como espaço de cultura e, mais recentemente, "a atenção dada às metamorfoses do ser humano, enquanto vítima e algoz, cuidador e agressor." A exposição revela ainda a incursão recente da artista ao campo da fotografia, como ponto de partida para o trabalho de desenho e pintura. A mostra inclui ainda o painel de grandes dimensões, em homenagem aos presos políticos da prisão de Caxias.

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  • Arte
  • Baixa Pombalina

"A minha liberdade fala por via desse humilde pedaço de papel, da sua imagem e das suas palavras. E como a democracia é o império da diferença, cada uma das vozes dos autocolantes não dá origem a uma cacofonia, mas a um coro. O coro da liberdade." Assim descreve o historiador e fundador da associação Ephemera a exposição que leva para o MUDE – Museu do Design 1800 autocolantes de cinco décadas. A mostra "explora a diversidade do autocolante como ferramenta de mobilização, pertença e activismo", começando na explosão do pós-25 de Abril até às urgências de hoje, como a habitação, os direitos LGBTQIA+ ou a emergência climática. Se os posters e cartazes têm estado na fila da frente de exposições que querem contar a história através do material gráfico produzido, os autocolantes foram como que esquecidos. A própria ideia do autocolante político implica "um desafio de design gráfico exigente", como qualifica o MUDE. "Deve sintetizar mensagens, mais ou menos complexas, num espaço delimitado, o que pede um domínio exímio da composição, da tipografia, da cor e das técnicas de impressão – num apelo surpreendente ao engenho e à criatividade dos autores."

  • Arte
  • Belém

Uma selecção de desenhos e fotografias dos anos 70 e 80 do século passado ocupa a MAAT Gallery por estes dias. São de Anna Maria Maiolino, artista brasileira, nascida em Itália, cujo trabalho "integra a reacção à abstracção e ao concretismo dominantes na arte brasileira" da década de 50. Ao conjunto de imagens, juntam-se as esculturas de argila que criou a partir dos anos 80 e que representam o núcleo central da exposição. Para a sua passagem pelo MAAT, Maiolino criou uma dezena dessas pessas em barro modelado no local.

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  • Arte
  • Fotografia

O centenário do nascimento de Marilyn Monroe coincide com os 70 anos do lançamento do primeiro álbum e do primeiro filme de Elvis Presley. As datas redondas são a desculpa perfeita para o Centro Cultural de Cascais receber "Becoming Marilyn & Becoming Elvis", uma mostra que apresenta as super-estrelas em jovens, pouco antes da fama. As fotografias desta exposição, provenientes da prestigiada Colecção MUUS, norte-americana, são da autoria de André de Dienes e Alfred Wertheimer, que registaram, respectivamente, a diva do cinema e o rei do rock n'roll no limiar da consagração. Podem ser vistas até 6 de Setembro.

  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Comissariada pelo designer Jorge Silva e pelo director do Museu Bordalo Pinheiro, João Alpuim Botelho, a exposição "Toma! 150 anos de Zés Povinhos" acompanha o percurso de uma das figuras mais conhecidas do artista português, Zé Povinho, criada a 12 de Junho de 1875 nas páginas centrais do jornal A Lanterna Mágica. Mais de 150 anos depois, "o Zé continua tão presente no nosso quotidiano", "ganhando um lugar no nosso imaginário como símbolo do povo português". Ao longo do tempo, foi também apropriado por caricaturistas, profissionais do teatro, ceramistas e publicitários. Chegou, ainda, a ser mascote da selecção nacional de futebol. No mesmo espaço, está a nova exposição de longa duração, disposta por sete salas.

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  • Arte
  • Fotografia

A Galeria de Exposições do Palácio da Cidadela de Cascais apresenta a mostra “Abeng – Sinal de Resistência: O Arquivo de Tony Russell”, concebida a partir do arquivo do fotógrafo jamaicano a viver na Figueira da Foz. Com mais de 70 fotografias organizadas em núcleos temáticos, a exposição apresenta o trabalho de Russell na Jamaica da independência e da Guerra Fria e na região andina da Venezuela, dando também a conhecer o percurso do seu arquivo até chegar a Portugal. O conjunto, que inclui retratos de figuras históricas como Bob Marley, Elizabeth II e Fidel Castro, resulta de décadas de trabalho, marcadas por escolhas radicais e circunstâncias adversas. 

  • Arte
  • Chiado/Cais do Sodré

No âmbito das Comemorações do Centenário do Nascimento de Júlio Pomar, esta exposição percorre mais de sete décadas da obra do artista, através de cerca de 50 obras – entre gravuras, desenhos, pinturas, esculturas e assemblagens –, provenientes de várias colecções públicas e privadas.

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  • Arte
  • Baixa Pombalina

Professor e editor, Paulo de Cantos desenvolveu, entre 1917 e 1969, uma produção gráfica singular, marcada pelo experimentalismo pedagógico e em diálogo com o modernismo. Com curadoria de António Silveira Gomes e Cláudia Castelo, a exposição evidencia o papel do livro como suporte privilegiado pelo autor, bem como uma prática orientada para a superação de limites físicos e conceptuais.

  • Arte
  • Belém

O músico e performer Manuel João Vieira (que se também foi candidato à Presidência da República) mostra 44 anos de percurso nas artes plásticas. Reconhecido sobretudo pelo trabalho iniciado na década de 1980, quando co-fundou o Movimento Homeostético, Vieira regressa a essa altura com peças de 1982, traçando uma linha contínua até 2026. Nela, há figuras e relações improváveis, cenários de inferno e de paraíso, muita água, tensões e insconsciente. É uma espécie de síntese em que vemos as transformações na cor, a repetição de temas e de figuras e o desenrolar de novas histórias. Nestas perto de 50 peças, muitas de grande dimensão, entra-se rapidamente numa ilha inusitada.

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  • Arte
  • Belém

Gravuras, desenhos, relevos e esculturas de um dos artistas mais proeminentes da cena contemporânea portuguesa ocupam o eixo longitudinal do piso 0 do MAC/CCB. A selecção de obras para esta exposição individual revela a investigação contínua do artista sobre temas como o corpo, a escala, o espaço e a arquitectura, explorando os limites e as relações múltiplas entre o plano e o tridimensional. Esta é a segunda grande exposição do artista natural do Porto no Centro Cultural de Belém e tem a curadoria de Luiz Camillo Osorio, que decidiu organizar a mostra entre o fazer gráfico, a tradição construtiva e os elementos arquitectónicos e o rigor plástico do artista.

  • Arte
  • São Sebastião

Na sua primeira exposição individual, Diogo Pimentão ocupa a Sala de Desenho do CAM, onde enaltece a natureza experimental do trabalho em desenho cruzado com a escultura, a arquitectura do espaço e a performance. Foi, aliás, com performance que a mostra arrancou, no final de Março. Ao conjunto de obras inéditas, juntam-se duas que resultam do momento inaugural, protagonizado pelo artista e pelo bailarino e coreógrafo Emmanuel Eggermont.

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  • Arte
  • São Sebastião

A artista italiana Rosa Barba teve carta branca para ocupar a Nave do CAM. O resultado é "Desenhar Vocabulário", exposição que apresenta cerca de 25 obras, algumas delas inéditas, e que sobe até ao Mezanino, onde a artista expõe algumas obras seleccionadas da colecção do CAM para dialogarem o o seu próprio trabalho. A partir de película de celuloide e aparelhos cinematográficos, Rosa Barba cria instalações site-specific de grande escala, que representam elas próprias objectos escultóricos.

  • Arte
  • Belém

Mas há mais novidades na antiga central. A partir das vivências e registos de um grupo de mulheres que serviram na Guerra Colonial Portuguesa como enfermeiras pára-quedistas, Margarida Correia monta uma exposição de fotobiografias. A história destas mulheres num contexto de ditadura e opressão, mas também o que experienciaram durante o tempo de serviço em África e como as suas vidas se desenrolaram depois da queda do regime compõem uma exposição fotográfica e documental, dividida em pequenas salas.

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  • Arte
  • Belém

Três gerações de artistas, provenientes de três geografias diferentes. Lubaina Himid, Ines Doujak e Patricia Domínguez fazem do MAC/CCB um território comum, cada uma com uma prática artística própria. "Propõem narrar o mundo a partir do subterrâneo para refletir sobre as urgências do presente", pode ler-se no comunicado. Com curadoria de Nuria Enguita e Rafael Barber Cortell, "Olhos Múltiplos" explora temas como o carnaval, o bestiário e a botânica "como formas de conhecer o mundo.

  • Arte
  • Alcântara

O MACAM acolhe, desde final de Maio, uma nova exposição temporária, desta vez inteiramente dedicada à fotografia. A partir da colecção de Américo Marques, "uma das mais relevantes colecções privadas portuguesas", o museu apresenta obras de nomes proeminentes da fotografia contemporânea, como é o caso de Cindy Sherman, Helena Almeida, Helmut Newton, Jorge Molder, Martin Parr, Nan Goldin, Richard Prince, Wolfgang Tillmans, entre muitos outros. Este conjunto de obras, produzidas desde os anos 1950 até à actualidade, é apenas a primeira parte da exposição. A segunda leva de imagens tem inauguração prevista para Novembro de 2026.

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  • Arte
  • Belém

Frida Orupabo expõe pela primeira vez em Portugal a título individual. Em "Cloud of Confusion", a artista norueguesa revisita um conjunto de imagens que tem vindo a reunir na sua conta de Instagram – "material composto por tensões entre intimidade e violência". A exposição dialoga com a arquitectura do próprio museu, ao desenhar um percurso linear de oito momentos.

  • Arte
  • Belém

Instalada no Padrão dos Descobrimentos, a exposição debruça-se sobre as formas de representação visual do monumento desde 1940, reunindo um conjunto de objectos e materiais que o utilizam como imagem de referência. A mostra conta com a consultoria científica de Ellen W. Sapega, professora emérita do Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.

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  • Arte
  • Belém

É o MAAT a olhar para a própria colecção de arte contemporânea. "Turn around" é uma exposição debruçada sobre as mais de 2460 obras reunidas durante os últimos 25 anos. Num primeiro momento, o museu começou por expor obras seleccionadas de cariz escultórico e de instalação, de maior escala. A segunda parte da exposição, inaugurada no final de Abril, apresenta dezenas de obras de artistas nacionais, nomes proeminentes da arte contemporânea em Portugal, em formatos mais convencionais – como a pinturas e a fotografia.

  • Arte
  • Cascais

As Meninas Exemplares foi escrito pela Condessa de Ségur em 1858. O livro infantil da autora russa – que escreveu esta e muitas outras aventuras de meninas bem-nascidas que se comportam terrivelmente –, dá agora nome à nova exposição da Casa das Histórias Paula Rego. Com curadoria de Catarina Alfaro, tem a figura feminina, em criança e na idade adulta, como a protagonista e apresenta, por exemplo, as litografias coloridas à mão O vestido cor de salmão e Comunhão, inspiradas em poemas de Adília Lopes. A exposição, patente até ao final de Janeiro de 2027, inclui ainda obras das séries “Jane Eyre” (2001-2002) e “Bruxas de Pendle” (1996) influenciadas, respectivamente, pelo trabalho de Charlotte Brontë e de Blake Morrison, e as seis gravuras de “Mutilação Genital Feminina”, série de 2009 que denuncia práticas de violência de género que afectam meninas em várias partes do mundo. Ao mesmo tempo, pode espreitar uma outra exposição: "O Exilado: da criação à conservação".

Esta semana em Lisboa

  • Música

Todas as semanas, quase todos os dias, há música para ouvir nos bares e salas de espectáculos da cidade, da pop-rock mais orelhuda ao jazz mais livre, de pequenas bandas locais a grandes nomes internacionais, passando por tudo o que se encontra no meio.

Não precisa de procurar mais por peças de teatro e dança para ver esta semana. Aqui, damos-lhe muitas e boas sugestões. Não precisa de ir a todas, mas cuidado – é que algumas produções têm temporadas curtas e esgotam rápido, quer sejam reposições há muito aguardadas ou estreias, obras de companhias nacionais ou digressões estrangeiras.

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