Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana
Luzes da Cidade
Adriano Fagundes "Luzes da Cidade"

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Há modernismo, surrealismo, arte clássica e urbana nas melhores exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana.

Por Francisca Dias Real
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Acha que continua sem se passar nada em Lisboa este fim-de-semana? Nada disso. Temos muitas exposições para provar que está bem enganado. Queremos ajudar a tornar os próximos dias mais culturais, sozinho ou com a família toda atrelada (sim, há exposições kids friendly). Com tantos museus e galerias na cidade, é impossível não ter o que ver. Não queremos que se perca e por isso dizemos-lhe quais as exposições a que deve prestar atenção em Lisboa. Não há desculpas, só precisa é de ter cuidados: leve o álcool gel e a máscara e mantenha o distanciamento.

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

POSTER 2020
POSTER 2020
DR

1. POSTER

Arte Arte ao ar livre Marvila, Marvila

A arte e a cultura voltam a ter encontro marcado em Marvila em mais uma edição da mostra POSTER. As ruas do bairro transformam-se numa galeria a céu aberto, com palavras, fotografias, desenhos e ilustrações, agora até 6 de Setembro, uma vez que a exposição foi prolongada mais dois meses. Em contracorrente com o que tem estado a acontecer com sucessivos eventos culturais a serem cancelados, a POSTER Mostra mantém-se intacta e volta a dar cor ao bairro oriental de Marvila com 30 posters, num formato adequado ao contexto atual. Os posters expostos são resultado dos dez trabalhos vencedores do Open Call e de outros 20 convidados nacionais e internacionais, entre eles Ljubomir Stanisic, Javier Mariscal, Inês Lopes Gonçalves, Rita Redshoes, Seamus Murphy, Alberto Garcia Alix, Vanessa Teodoro ou Maria Imaginário. Sempre ao ar livre e com as distâncias recomendadas, vai poder andar de cabeça no ar e tem um mês para o fazer. O percurso expositivo dos posters será ao longo da Rua do Açúcar, mas tal como em edições anteriores, o POSTER promove também o consumo nos negócios locais elaborando um mapa de restaurantes, lojas, cervejeiras e cafés de Marvila onde pode ir parando ao longo do percurso. 

Beeline - MAAT
Beeline - MAAT
Iwan Baan Photography

2. Beeline

Arte MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Belém

Nesta roda-viva de novidades, o MAAT apresenta uma nova instalação, “Beeline”. Esta foi desenvolvida pelo ateliê nova-iorquino SO – IL, tendo sido desenhada e instalada à escala do museu, atravessando-o desde a sua entrada principal do lado do rio a uma nova entrada através do cais de cargas. Surgem assim novos espaços, novos pontos de encontro, novas dinâmicas entre a arte e o visitante, em dois níveis do museu, ligados por uma escada. Este espaço foi desenhado para acolher o maat Mode (até 11 de Janeiro 2021), um programa público de talks e eventos iniciado pela nova diretora do MAAT, Beatrice Leanza. Dentro da instalação é ainda possível encontrar outras exposições como “The Peepshow” ou “Sound Capsules”. 

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3. Tim Burton – As Marionetas de Animação

Arte Museu da Marioneta, Estrela/Lapa/Santos

Tim Burton gosta de bonecada. Nesta exposição única em Portugal, a Monstra – Festival de Animação de Lisboa mostra as marionetas que protagonizaram alguns dos filmes do realizador. Mas não só. No Museu da Marioneta encontram-se, além de duas dezenas de bonecos fabricadas pelos estúdios Mackinnon & Saunders, desenhos originais, adereços, maquetas e material de pesquisa de três películas do realizador – Marte Ataca! (1996), A Noiva Cadáver (2005) e Frankenweenie (2012).

Exposição Julian Opie "Pessoas" - Museu Colecção Berardo
Exposição Julian Opie "Pessoas" - Museu Colecção Berardo
Rita Carmo

4. Obras Inéditas

Arte Museu Colecção Berardo, Belém

Considerado um dos mais importantes artistas contemporâneos do mundo, Julian Opie chegou pouco antes de o Museu Berardo ter de fechar devido à pandemia. Agora é finalmente possível visitar as famosas silhuetas deste artista, conhecido pela suas cores sólidas e pela simplicidade da representação dos retratos, figuras e paisagens, resultado de alterações digitais. Julian alargou o espaço expositivo à praça em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, aos pátios e jardins interiores do CCB e às galerias dedicadas à arte contemporânea do museu, sendo que a maioria das obras patentes na Coleção Berardo foram produzidas especificamente para esta exposição e galeria. 

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Arte, Exposição, Como silenciar uma poeta, Susana Mendes Silva, Judith Teixeira
Arte, Exposição, Como silenciar uma poeta, Susana Mendes Silva, Judith Teixeira
©DR

5. Como Silenciar Uma Poeta

Coisas para fazer Museu de Arte Contemporânea do Chiado, Chiado

A artista plástica Susana Mendes Silva inaugura “Como silenciar um poeta”, exposição criada a partir da obra da escritora portuguesa Judith Teixeira e patente na Sala Sonae do Museu Nacional de Arte Contemporânea, até 30 de Agosto. Além de uma instalação, a exposição integra uma leitura performativa do manifesto e duas performances: Tradução #1 e Tradução #2, que vão traduzir um poema de Judith para língua gestual portuguesa e mirandês. 

Swoon, underdogs
Swoon, underdogs
Swoon

6. Asteraceae

Arte Galeria Underdogs, Marvila

Três meses depois de ter de fechar a porta na cara da pandemia, a galeria regressa com duas exposições que ficam por lá até 8 de Agosto. A exposição da sala principal, “Asteraceae”, está entregue à artista americana Swoon e inclui uma vasta gama de obras expressivas em vários suportes – mostrando técnicas como os seus icónicos recortes e colagens em papel, estampa xilográfica, serigrafia e pintura aplicadas a diferentes superfícies. Também vai estar exposto um filme de animação stop-motion – todas criadas em anos recentes. Funcionando como uma primeira apresentação a um público português, este conjunto de obras intimistas e figurativas inspirado na vida pessoal de Swoon e nas suas interações com pessoas e com o mundo. O seu trabalho tornou-se conhecido por casar o fantástico e o mundano, juntando a isto elementos de fábulas e mitos e, recorrentemente, ao sagrado feminino. 

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Luzes da Cidade
Luzes da Cidade
Adriano Fagundes

7. Luzes da Cidade

Arte Stolen Books, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Rita Múrias e Paulo Barata (ex-Time Out Lisboa) são designers, e de há uns anos para cá têm andado de olhos postos nos letreiros, néons e reclamos – guardam-nos à espera de um museu, mas enquanto isso vão fazendo exposições sob a tutela do projecto Letreiro Galeria. “Luzes da Cidade” vai estar patente na Stolen Books, em Alvalade, até 12 de Julho. É uma exposição que apela à memória colectiva e individual e, apesar de não ter nenhum letreiro de uma casa de fado, o projecto está muito ligado à palavra e à cidade. Haverá uma zona da exposição dedicada ao bairro de Alvalade, com letreiros da Avenida de Roma e Avenida da Igreja, mas há letreiros de outras ruas lisboetas. O Letreiro Galeria tem na sua posse letreiros como os do Hotel Ritz, da Pastelaria Suíça, as letras da antiga livraria Diário de Notícias ou da livraria Aillaud Lello. 

Catarina Glam
Catarina Glam
Catarina Glam

8. Capital Vices – Os Vícios da Capital

Arte Crack Kids Lisboa, Cais do Sodré

A Crack Kids está de volta e com ela vêm as exposições habituais no seu hall de entrada que está sempre em mudança. Agora, foi a artista Catarina Glam que se apoderou do espaço com a exposição “Capital Vices – Os Vícios da Capital”, patente até 4 de Setembro. Todos sabem quais mas ninguém fala neles, são assim os pecados capitais desta exposição que traz ao Cais do Sodré as famosas figuras geométricas de Catarina Glam, que o levam numa viagem pelo Underground sempre de olhos postos no hip hop e na street art. As esculturas em madeira, vincadas e de cores berrantes, não têm figura aparente, mas Glam fez questão de lhes dar forma e feitio, são eles: Belzebu (Gula), Mamon (Ganância), Asmodeus (Luxúria), Azazel (Ira), Leviatã (Inveja), Belphegor (Preguiça), Lúcifer (Vaidade) e ainda Satanás (Soberba). É melhor espreitar e admitir que estes demónios existem. 

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A jóia da coroa de Pum! A Vida Secreta dos Intestinos, é este intestino real, tirado de um corpo humano
A jóia da coroa de Pum! A Vida Secreta dos Intestinos, é este intestino real, tirado de um corpo humano
Inês Félix

9. PUM! A Vida Secreta dos Intestinos

Arte Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações

Falar de puns e cocós sem levar um raspanete dos pais? Sim, na exposição do Pavilhão do Conhecimento, para ver até Agosto de 2020. O órgão mais subestimado do corpo humano e os seus inquilinos (bactérias, vírus e outros micro-organismos) são os grandes protagonistas de "PUM! A Vida Secreta dos Intestinos", que transformou as páginas do best-seller A Vida Secreta dos Intestinos, de Giulia Enders, numa exposição interactiva para toda a família. 

Pé d'Orelha
Pé d'Orelha
Manuel Manso

10. Pé d’Orelha

Arte Museu Bordalo Pinheiro, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A exposição "Pé d’Orelha", do Museu Bordalo Pinheiro, reúne cerca de 170 peças que aludem a um diálogo artístico entre os portugueses Bordalo Pinheiro e Querubim Lapa. Já não podemos falar com nenhum dos dois (infelizmente). Mas Querubim Lapa (1925-2016) tentou falar com Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) através da sua arte. É isso que se percebe em “Pé d’Orelha. Conversas entre Bordalo e Querubim”, exposição que atravessa décadas, unindo os dois artistas através do olhar do mais novo sobre a influência da obra do mais velho. Com perto de 170 peças de ambos os artistas, vindas do acervo do museu e de colecções privadas – muitas delas nunca viram a luz do dia –, esta é uma exposição de comparações constantes. Dividida em seis núcleos, a mostra arranca cronologicamente, em 1956, dois anos após Querubim ter inaugurado o seu percurso na cerâmica e é palpável a inspiração que tirava de Bordalo logo aí.

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A linha que fecha também abre
A linha que fecha também abre
Julião Sarmento

11. A linha que fecha também abre

Arte Museu Nacional de Arte Antiga, Estrela/Lapa/Santos

A reabertura do MNAA, em Lisboa, deu-se com a inauguração na Sala do Tecto Pintado da exposição “A Linha que Fecha Também Abre”, onde se confrontam cinco desenhos de Julião Sarmento com oito desenhos italianos do Renascimento, atribuídos a Baccio Bandinelli, Luca Cambiaso, Corregio, Pontormo e Francisco Venegas. A exposição quer abrir caminhos inesperados entre cada um dos elementos em jogo, entre o passado, o presente e o futuro. 

exposições
exposições
Fotografia: DR

12. Meet Vincent Van Gogh

Coisas para fazer Terreiro das Missas, Grande Lisboa

Conhecem o nome, mas não conhecem a história. Ou melhor, conhecem as obras, associam-nas a um nome, mas não sabem quem foi realmente o pintor holandês Vincent van Gogh. “Meet Vincent van Gogh” é uma produção do Vincent van Gogh Museum, em Amesterdão, em parceria com a UAU, que depois de Pequim, Barcelona e Seul chegou a Lisboa para ocupar o recinto do Terreiro das Missas, em Belém, e já pode ser visitada novamente. A exposição é uma máquina do tempo multissensorial que convida o visitante a entrar e a remexer nos sentimentos, angústias, amores e pensamentos do artista.

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one o mar como nunca o sentiu
one o mar como nunca o sentiu
©Pedro Pina

13. ONE | O mar como nunca o sentiu

Arte Oceanário de Lisboa, Parque das Nações

No Oceanário há sempre muito azul para explorar. Esta instalação artística no Átrio do Oceanário promove uma experiência sensorial sobre a ligação do ser humano com o oceano. Vai também poder conhecer mais a fundo grande parte do território nacional, que fica debaixo de água: é que mais de 90% de Portugal é mar salgado. O desafio foi apresentado pelo Oceanário à cineasta e fotógrafa Maya de Almeida Araújo, especialista em fotografia subaquática em movimento e que expõe pela primeira vez em Portugal, que criou uma obra com imagens recolhidas no mar português entre os Açores, Algarve, Costa Alentejana, Cascais, Sintra, Nazaré e Aveiro.

O Mar é a Nossa Terra
O Mar é a Nossa Terra
DR

14. O Mar é a Nossa Terra

Arte Centro Cultural de Belém, Belém

O CCB reabriu a Garagem Sul e por lá está a exposição “O Mar é a Nossa Terra”, inaugurada a 10 de Março, poucos dias antes de fecharem portas, e que apresenta as contradições que existem entre a terra e o mar, sob a perspectiva da arquitectura, do ordenamento do território e da construção da paisagem. O ponto de partida são as contradições físicas e a cultura popular da praia da Figueira da Foz, dando assim a conhecer um conjunto de experiências de pensamento, desenho e configuração das linhas de costa e da sua relação com a imensidão do oceano.

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biografia do Traço
biografia do Traço
Álbum de desenhos de Simões de Almeida

15. Biografia do Traço. Coleção de Desenho (1836-1920)

Arte Museu de Arte Contemporânea do Chiado, Chiado

Com curadoria de Maria Aires Silveira, a exposição "Biografia do Traço" traz a público a colecção de desenhos do museu, expondo 100 obras do seu núcleo de Desenho do século XIX ao início do XX. Mostra os trabalhos de 33 artistas e sugere que o lado pessoal de cada um influenciou a criação desta disciplina central ao ensino artístico. Há reconhecidos professores das Academias, várias gerações Romântica e Naturalista, um núcleo de Columbano, obras de D. Carlos I e há destaque para a figura de João Baptista Ribeiro, desenhador e mestre académico, criador do primeiro museu público de arte em Portugal, nos 270 anos do seu nascimento. 

Andreas_H_Bitesnich

16. Andreas H. Bitesnich. Deeper Shades. Lisboa e Outras Cidades

Arte Museu Colecção Berardo, Belém

A ocupar uma sala no Museu Berardo, esta exposição resulta da residência artística de Andreas H. Bitesnich em Lisboa, em 2019, e faz parte da série Deeper Shades: retratos de grandes cidades exploradas pelo artista nas últimas três décadas. Apesar de a maioria das fotografias serem de Lisboa, incluem-se ainda imagens dos seus projectos anteriores em Nova Iorque, Tóquio, Paris, Viena e Berlim. É tudo um jogo de equilíbrios de formas e sombras, numa interacção entre o natural e o construído.   

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Heather Benjamin
Heather Benjamin
Heather Benjamin

17. Split

Arte Galeria Underdogs, Marvila

Em 2019, a Underdogs passou a englobar também a Art Store e um espaço para pequenas exposições e projectos experimentais, o Underdogs Capsule. É aqui que a artista visual americana Heather Benjamin vai expor os seus trabalhos criados especificamente para este contexto com recurso a lápis, guache e acrílico sobre papel. “Split” é apenas uma amostra do trabalho da artista, que vive e trabalha em Nova Iorque, e apresenta uma faceta intimista e autobiográfica. É um meio para expressar as suas perspectivas sobre a dualidade de ser mulher, “comunicando tanto o júbilo da autoconfiança, da beleza e da força quanto a ansiedade do desalento, da humilhação e da insegurança através das suas originais personagens-avatares”, refere o comunicado. 

Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019
Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019
Grupo do Risco

18. Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019

Arte Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Princípe Real

Pouco antes de fechar portas devido à pandemia, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) inaugurou a exposição “Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019”. Patentes estão registos visuais – desenho de campo, fotografia de natureza e paisagem, e vídeo – dos últimos dez anos do Grupo do Risco, uma associação feita de professores universitários e profissionais das artes e ciências que faz registos da natureza em desenho e fotografia em expedições a espaços relevantes do património natural e histórico de Portugal, tendo um importante papel na sensibilização ambiental.

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O dia em que perdi o pé
O dia em que perdi o pé
Museu Bordalo Pinheiro

19. O dia em que perdi o pé

Arte Museu Bordalo Pinheiro, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

O Museu Bordalo Pinheiro está de braço dado com o Manicómio e tem patente "O dia em que perdi o pé", de Anabela Soares, que começou a trabalhar no atelier do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa em 2013. A exposição é resultado da residência artística feita por Anabela no Museu, entre finais de Fevereiro e inícios de Março deste ano. A sala expositiva enche-se com emoções carregadas e bem marcadas nas peças de cerâmica e escultura.

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