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Sebastião Salgado
©Sebastião Salgado As baleias-francas-austrais

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Há modernismo, surrealismo, arte clássica e até urbana nas melhores exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana.

Por Francisca Dias Real
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Acha que não se passa nada em Lisboa este fim-de-semana? Nada disso. E há muitas exposições para provar que está bem enganado. Portanto, torne os próximos dias mais culturais, sozinho ou com a família toda atrelada (sim, há exposições kids friendly). Com tantos museus e galerias na cidade, é impossível não ter o que ver. Mas não queremos que se perca e, por isso, dizemos-lhe quais as exposições a que deve prestar atenção em Lisboa. Não há desculpas, só precisa é de ter cuidados: leve o álcool-gel e a máscara e mantenha o distanciamento. Ah e não se esqueça que com as novas medidas do estado de emergência a circulação só pode ser feita até às 13.00, pelo que os museus abrem apenas durante a manhã.

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Ballad of Today
Ballad of Today
André Cepeda

1. Ballad of Today

Arte MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Belém

Esta exposição do portuense André Cepeda apresenta um lado da cidade de Lisboa que poucos querem ver. O artista “parece seguir os cães, os vadios, o trajecto dos noctívagos e dos desempregados através dos canais de um organismo complexo”, lê-se no site do maat, onde a exposição está patente até 25 de Janeiro. André Cepeda vai fundo nesta busca por algo na cidade, algo que aguce os sentidos e o pensamento de quem vê agora estes trabalhos. São cerca de 80 fotografias a cor e a preto e branco e em diversos formatos, que dão agora forma a um corpo visual da cidade. “Ballad of Today” é acompanhada por duas instalações sonoras produzidas em colaboração com Maria Reis e Gabriel Ferrandini. 

Esculturas Infinitas
Esculturas Infinitas
Pedro Pina

2. Esculturas Infinitas

Coisas para fazer Exposições Fundação Calouste Gulbenkian, São Sebastião

Na Galeria Principal da Gulbenkian, 16 artistas contemporâneos partilham o fascínio pela técnica da moldagem e pelas suas múltiplas possibilidades na reprodução tanto de obras de arte como de elementos do quotidiano ou da natureza. As obras representadas imortalizam momentos, umas em gesso e outras que mostram que a tecnologia é um meio válido no mundo da arte com a digitalização e impressão 3D, por exemplo. Nesse sentido, coloca, ao lado dos acervos históricos, obras de artistas contemporâneos. Co-produzida pelo Museu Calouste Gulbenkian e a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, em colaboração com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a exposição tem como um dos temas centrais a noção de multiplicação infinita, só possível devido ao molde que permite essa pluralidade.

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Festa. Fúria. Femina
Festa. Fúria. Femina
©João Neves / FLAD

3. Festa. Fúria. Femina

Arte MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Belém

A exposição assinala os 35 anos da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e é dada a conhecer pela primeira vez a colecção de arte contemporânea que leva ao maat 228 obras de 61 artistas portugueses de várias gerações. A mostra parte do acervo da FLAD e inclui trabalhos de desenho, pintura, fotografia e escultura, todos eles de diferentes épocas e contextos sociais e históricos, sendo postos agora lado a lado. Os eixos que dão nome à exposição evocam a “dimensão de performatividade nas artes contemporâneas e destacam a sua dimensão feminina, exigindo um renovado olhar sobre a História de Arte”, lê-se na apresentação de “Festa. Fúria. Femina”.

Vintage PUB – a memória das farmácias
Vintage PUB – a memória das farmácias
DR

4. Vintage PUB – a memória das farmácias

Arte Museu da Farmácia, Chiado/Cais do Sodré

Os anúncios de rebuçados para a tosse podem ser dos poucos que ainda fazem parte do imaginário da publicidade farmacêutica, mas não são os únicos. Desde há muito que este tipo de publicidade se instalou nas televisões, rádios e publicações escritas. “Vintage PUB – a memória das farmácias” é a nova exposição do Museu da Farmácia e reúne diversos anúncios da década de 1960 em publicações do Grémio Nacional das Farmácias, organização que representou o sector durante o Estado Novo. Além de estar presente fisicamente no museu e ficar por lá até 31 de Janeiro de 2021, a exposição terá também uma versão online.

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Exposição Gabriela Albergaria
Exposição Gabriela Albergaria
DR

5. A natureza detesta linhas rectas

Arte Culturgest, Avenidas Novas

Desde meados dos anos 1990, Gabriela Albergaria tem registado e explorado a transformação e manipulação da natureza pela mão humana, a aculturação e apropriação da paisagem natural – impulsionadas pela globalização iniciada no século XV com as explorações marítimas –, e a alteração dos ecossistemas devido à importação e domesticação de espécies vegetais. É esta fricção entre humano e natural que atravessa “A natureza detesta linhas rectas”, exposição antológica que está na Culturgest até 28 de Fevereiro e que passa em revista vários momentos do trajecto da artista, com particular incidência nos últimos 15 anos. Com um percurso irrepreensível e consolidado, sobretudo no estrangeiro, Gabriela Albergaria tem agora a sua exposição mais completa no circuito institucional português. Cada sala é “uma espécie de statement”, já que a organização é temática e não cronológica. Há uma divisão com três peças que dialogam entre si: uma gravura sobre madeira a partir de desenho sobre o Parque Trianon, em São Paulo, uma instalação com dois troncos finos esticados com molas e uma colecção de pauzinhos de todo o mundo que a artista limpou, corrigiu e preencheu com plasticinas naturais. Destacam-se, ainda, a sala dedicada a peças novas em cerâmica ou madeira sobre sementes colhidas numa expedição à Amazónia em 2016 e a sala com desenhos sobre as florestas de sequóias da Califórnia, resultantes de uma viagem à costa oeste dos Estados Unidos em 2012.

René Lalique e a Idade do Vidro
René Lalique e a Idade do Vidro
© Catarina Gomes Ferreira

6. René Lalique e a Idade do Vidro

Arte Fundação Calouste Gulbenkian, São Sebastião

Mestre na arte do vidro. Estas simples e curtas palavras não podiam ser atribuídas a mais ninguém que não René Lalique. Entre jóias, peças decorativas e objectos de uso quotidiano, esta exposição, que acontece três décadas após a última exposição inteiramente dedicada ao artista, mostra algumas peças do espólio do Museu Gulbenkian mas também um conjunto jeitoso de obras do Museu Lalique (Wingen-sur-Moder) e de outras vindas de colecções particulares. A exposição percorre os grandes momentos da carreira do artista, desde a sua fase de produção artesanal como joalheiro à altura em que se começou a dedicar apenas ao vidro assumindo-se como "industrial-criador". Esta exposição coincide com o encerramento temporário da Sala Lalique do Museu Calouste Gulbenkian para uma intervenção de requalificação.

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exposições
exposições
Fotografia: DR

7. Meet Vincent Van Gogh

Coisas para fazer Terreiro das Missas, Grande Lisboa

Conhecem o nome, mas não conhecem a história. Ou melhor, conhecem as obras, associam-nas a um nome, mas não sabem quem foi realmente o pintor holandês Vincent van Gogh. “Meet Vincent van Gogh” é uma produção do Vincent van Gogh Museum, em Amesterdão, em parceria com a UAU, que depois de Pequim, Barcelona e Seul chegou a Lisboa para ocupar o recinto do Terreiro das Missas, em Belém, e já pode ser visitada novamente. A exposição é uma máquina do tempo multissensorial que convida o visitante a entrar e a remexer nos sentimentos, angústias, amores e pensamentos do artista.

Um oásis ao entardecer
Um oásis ao entardecer
GONCALO ROSA DA SILVA

8. Um oásis ao entardecer

Arte MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Belém

Há 20 anos que a Fundação EDP reconhece a obra de artistas consagrados e historicamente relevantes e revela novos talentos, possibilitando a continuação da sua investigação e produção artística. A festa vem em forma de uma exposição, que junta galardoados das várias edições do Prémio Novos Artistas Fundação EDP e do Grande Prémio Fundação EDP Arte no maat. A selecção apresentada inclui obras pré-existentes, obras novas que dão seguimento à prática de determinado artista e inéditos que resultam do diálogo e interacção entre artistas de várias gerações e linguagens. André Romão, Lourdes Castro, Vasco Araújo, Mário Cesariny, Diana Policarpo, Ana Santos, Claire de Santa Coloma, Ana Jotta, Eduardo Batarda e Álvaro Lapa são alguns nomes presentes no alinhamento.

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Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na formação de Portuga
Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na formação de Portuga
©DR

9. Guerreiros e Mártires. A Cristandade e o Islão na formação de Portugal

Arte Museu Nacional de Arte Antiga, Estrela/Lapa/Santos

O Museu Nacional de Arte Antiga assinalou os 800 anos da morte dos chamados Mártires de Marrocos, um grupo de missionários franciscanos torturados no Norte de África, com uma exposição em 2020. Comissariada por Santiago Macias e Joaquim Oliveira Caetano, reúne peças de ourivesaria, cerâmica, pintura, iluminura e têxteis, entre outros objectos que remetem para este período.

Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras
Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras
The Ugly Duckling Agency

10. Impressive Monet & Brilliant Klimt

Arte Reservatório da Mãe d'Água, Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Após o sucesso da Immersivus Gallery no Porto, surgiu a vontade de criar um espaço dedicado a experiências imersivas em Lisboa, com o objectivo de ser um ponto de referência artístico e de diversificar a oferta cultural da capital. Nasce assim a Immersivus Gallery Lisboa no Reservatório da Mãe D'Água das Amoreiras, transformada numa monumental tela onde o conteúdo será projectado a 360º. Impressive Monet & Brilliant Klimt convida a um mergulho no universo do pintor francês impressionista Claude Monet e do pintor simbolista austríaco Gustav Klimt. Este novo projecto do atelier OCUBO mistura hologramas com projecções imersivas a 360º.

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 Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas
 Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas
Museu Bordalo Pinheiro

11. Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas

Arte Museu Bordalo Pinheiro, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

O Museu Bordalo Pinheiro acolhe até Fevereiro de 2021 a exposição "Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro | Histórias Desenhadas", que evoca o trabalho e obra de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, ilustrador, ceramista e filho de Rafael Bordalo Pinheiro. A exposição, instalada na Sala da Paródia, serve de retrospectiva do trabalho de Manuel Gustavo com especial foco na sua obra gráfica, pela qual ficou conhecido sendo pioneiro da ilustração infantil em Portugal. Foi também ele que fundou em 1908 a Fábrica Bordalo Pinheiro onde conseguiu juntar a técnica naturalista das Caldas da Rainha com a Arte Nova, nas suas peças de cerâmica. A par desta mostra, há ainda uma exposição virtual dedicada ao autor na recém lançada página do museu no Google Arts & Culture, sendo o primeiro equipamento da EGEAC a integrar a plataforma online.

Pavilhão do Conhecimento
Pavilhão do Conhecimento
Pavilhão do Conhecimento

12. Viral

Miúdos Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações

Criada de raiz pelo Pavilhão do Conhecimento, em colaboração com outros dois centros de ciência europeus, esta premiada exposição itinerante e interactiva já foi vista por mais de dois milhões de pessoas e está de volta ao Pavilhão do Conhecimento – agora com novos conteúdos relacionados com a Covid-19. Talvez se lembre do Túnel Virulento, talvez o vá percorrer pela primeira vez. Mas se ouvir um “atchim”, tenha cuidado: há micróbios e vírus invisíveis por todo o lado. Pronto para aprender a proteger-se ou, quem sabe, a ser “Viral”?

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Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019
Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019
Grupo do Risco

13. Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019

Arte Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Princípe Real

Pouco antes de fechar portas devido à pandemia, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) inaugurou a exposição “Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019”. Patentes estão registos visuais – desenho de campo, fotografia de natureza e paisagem, e vídeo – dos últimos dez anos do Grupo do Risco, uma associação feita de professores universitários e profissionais das artes e ciências que faz registos da natureza em desenho e fotografia em expedições a espaços relevantes do património natural e histórico de Portugal, tendo um importante papel na sensibilização ambiental.

exposição LEGO
exposição LEGO
exposição LEGO

14. Exposição de Modelos de peças LEGO®

Arte Cordoaria Nacional, Belém

Qualquer exposição que vá parar à Cordoaria Nacional promete dimensões consideráveis – é o caso. Esta galeria recebe a maior exposição europeia de modelos feitos com peças LEGO. Para se perceber a dimensão de uma exposição deste tipo é bom ter números em cima da mesa: são dois mil metros quadrados de zona expositiva, que dão palco a mais de uma centena de maquetas feitas a partir de mais de cinco milhões de peças LEGO. A exposição está dividida em vários núcleos, sendo o mais inacreditável o que contém o modelo do Titanic construído com meio milhão de peças – uma construção com 11 metros de comprimento e três de altura. É uma recriação detalhada que apresenta até os interiores do navio. Há uma zona com um mapa da Europa, um núcleo dedicado ao corpo humano e até uma área com mais de 100 peças de Star Wars.

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Hortas de Lisboa
Hortas de Lisboa
Museu de Lisboa

15. Hortas de Lisboa

Arte Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

São seis núcleos, quase cronológicos, sobre a evolução e a necessidade das hortas em Lisboa, que é coisa que remonta já à Idade Média. Estes pedaços de terra sempre foram um elemento particular da paisagem urbana, sobretudo no que toca à subsistência das populações. Agora, e cada vez mais, são vistas como uma forma de sustentabilidade das cidades, com o sucessivo crescimento dos parques hortícolas municipais. Ao longo da exposição "Hortas de Lisboa", patente no Palácio Pimenta, põem-se a descoberto histórias e técnicas do passado num claro cruzamento com o presente e o possível futuro destes espaços na cidade, tudo através de cartografia, pintura, vídeo e narrativas de hortelãos que mantêm vivos estes elementos da malha urbana.

Roteiro de arte em Lisboa

arte urbana na Amadora
Câmara Municipal da Amadora

Treine o olho com este roteiro de arte urbana na Amadora

Coisas para fazer

Na rota da arte pública, a Amadora destaca-se pela mais de uma centena de murais, graças sobretudo ao projecto “Conversas na Rua”, organizado pelo município desde 2015, que promove todos os anos várias intervenções artísticas, em articulação com o património e a paisagem urbana da cidade.

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