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Maria Lamas
© Maria Lamas "As Mulheres de Maria Lamas"

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Há de tudo um pouco nas melhores exposições em Lisboa para visitar no fim-de-semana. Não acredita? Vá ver por si.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
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Aproveite o fim-de-semana para descobrir as muitas exposições a decorrer em Lisboa. Uma proposta para tornar os próximos dias mais culturais – sozinho, com a família ou os amigos (vai tudo atrelado). Com tantos museus e galerias na cidade, é impossível não ter o que ver. Mas não queremos que se perca e, por isso, dizemos-lhe quais as exposições a que deve prestar mais atenção. Só tem de decidir por onde quer começar: pintura, fotografia, ilustração, design ou instalações de grande escala. Trace o roteiro cultural e bom fim-de-semana.

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Exposições para visitar este fim-de-semana

  • Arte

As peças da mais recente exposição do Museu Gulbenkian viajaram de Jerusalém até Lisboa. “O Tesouro dos Reis - Obras-Primas do Terra Sancta Museum” reúne uma centena de obras – muitas são provenientes do Terra Sancta Museum, e foram previamente doadas por reis a Jerusalém, e cerca de 40 foram alvo de conservação e restauro. A exposição pode ser visitada entre 10 de Novembro e 26 de Fevereiro de 2024, incluindo uma programação com visitas guiadas, com curadores e convidados, e oficinas para crianças, adultos e famílias.

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Avenidas Novas

Aos 75 anos, António Sala é uma das mais reconhecidas vozes da rádio portuguesa, onde iniciou a carreira há 60 anos. Ao longo das décadas, também se tornou uma estrela da televisão, onde continua a trabalhar. Todas estas vidas estão em exposição em “Retratos Contados de António Sala”, que pode ser vista até ao final do mês de Fevereiro na Tantos Livros, Livreiros, nas Avenidas Novas. Desenhada em parceria com a Junta de Freguesia das Avenidas Novas, podem ser vistos registos fotográficos dos seus últimos 60 anos, assim como caricaturas ou mesmo livros deste comunicador, como Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos (Oficina do Livro, 2011).

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  • Arte
  • Fotografia
  • Intendente

Augusto Brázio, Lara Jacinto, Mag Rodrigues, Paulo Catrica, Pedro Letria, São Trindade e Valter Vinagre apresentam no Arquivo de Lisboa|Fotográfico as suas representações e reflexões sobre a periferia social e urbana de Lisboa na exposição colectiva “O Cerco de Lisboa”. Trata-se de um regresso ao tema, agora que passam 25 anos sobre a marcante “Lisboa Anos 90”, encomendada pelo Arquivo, em que também sete fotógrafos, incluindo Paulo Catrica e Pedro Letria, mostraram a sua visão da cidade.

  • Arte
  • Chiado

Partindo da leitura de The Carrier Bag Theory of Fiction, de Ursula K. Le Guin, o espaço expositivo opera enquanto recipiente de diversas linhas de tempos e memórias de quem não é lembrado como herói, mas coleciona e reúne (quase secretamente) objectos como relíquias do existir. Patente até 17 de Março de 2024 na Galeria Millennium bcp, no MNAC, “Só Porque Foi, E Voo” coloca em cena a investigação realizada pelos alunos do Curso de Mestrado em Estudos Curatoriais do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, que se encontram em residência curatorial no museu lisboeta.

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Estrela/Lapa/Santos

A programação paralela do festival de animação Monstra também dá as mãos ao Museu da Marioneta (pela 17.ª vez), onde até Abril poderá visitar uma exposição temporária com marionetas e cenários de três filmes bastante familiares. Esta viagem aos bastidores inclui as peças originais de Interdito a Cães e Italianos, do realizador Alain Ughetto, sobre uma família italiana perseguida durante a Segunda Guerra Mundial; Retrato de Família, de Lea Vidakovic, que acompanha uma família da Croácia; e A Cada Dia que Passa, do português Emanuel Nevado, que foca uma família de ratos. Nos dias 24 de Fevereiro, 16 de Março e 6 de Abril, a equipa de Serviço Educativo do Museu da Marioneta promove visitas orientadas à exposição.

  • Arte
  • Belém

"Plug-in", da curadoria de João Pinharanda, é a nova exposição de Joana Vasconcelos, que marca o regresso da artista a Lisboa. No MAAT, até 25 de Março, pode contar com uma mostra de peças ainda mais monumental do que as anteriores. Há para ver peças icónicas do repertório de Joana Vasconcelos, algumas nunca antes vistas em Portugal, e uma peça inédita, o Drag Race. Após passar pelo Palácio de Versalhes e o Guggenheim de Bilbau, a premiada artista plástica traz a Lisboa obras como Valkyrie Octopus, Solitário e Strangers in the Night. A exposição pode ser visitada de quarta-feira a domingo, das 10.00 às 19.00.

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  • Arte
  • São Sebastião

Maria Lamas foi jornalista, escritora e tradutora e uma voz sempre presente na defesa dos direitos das mulheres durante a ditadura, o que a levou por três vezes à prisão, em 1949, 1951 e 1953, e ao exílio em Paris, de 1962 a 1969. A sua obra mais conhecida, já mais etnográfica do que jornalística, As mulheres do meu país, é um documento precioso do que era ser mulher, de norte a sul do país, nesse período. É aqui que surge a Maria Lamas fotógrafa, mas a sua obra permanece basicamente desconhecida em Portugal. Jorge Calado, que tem combatido esta invisibilidade, é o curador de “As Mulheres de Maria Lamas”, onde se pode ver uma selecção de 67 das suas fotografias, maioritariamente provas de época, de pequenas dimensões, entre 8x6 cm e 14x18 cm, e também algumas ampliações. A mostra, em exposição no átrio da Biblioteca de Arte Gulbenkian, inclui ainda objectos pessoais de Maria Lamas, exemplares de primeiras edições de livros e provas da época de outros fotógrafos com fotos publicadas em As mulheres do meu país. O catálogo apresenta as fotografias da exposição, cada uma em página inteira, e textos de Jorge Calado, Alexandre Pomar, Raquel Henriques da Silva e Alice Vieira.

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Belém

A montra mais rodada no Centro Comercial do Restelo tem novidades. Miguel Buzaglo, fotógrafo e morador no bairro desde 1957, volta à acção com o seu Projecto Montra com a exposição "Olhar o planeta que flutua...", convidando à reflexão sobre conflitos em curso um pouco por todo o mundo, do Afeganistão à Ucrânia, com a representação de um planeta em suspenso, decorado a bandeiras que assinalam guerras, crime organizado, terrorismo ou violência étnica. "Portugal é actualmente um dos países mais poupados ao sofrimento causado por conflitos violentos. Outros habitantes do nosso planeta desconhecem o significado da palavra paz e a banalização dos conflitos anula o sentimento de amor ao próximo. Hoje em dia, existem mais de 50 países que vivem momentos de angústia como consequência de confrontos armados", lamenta através de uma nota enviada à imprensa. A exposição está na montra até Maio e Buzaglo garante que o melhor intervalo horário para a ver é entre as 19.00 e as 23.30.

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  • Arte
  • Fotografia
  • Grande Lisboa

A apresentação do livro 25 de abril de 1974, Quinta-feira, do fotojornalista Alfredo Cunha, e a exposição homónima, na Galeria Municipal Artur Bual até ao próximo dia 23 de Junho, são as primeiras iniciativas do programa de celebração dos 50 anos do 25 de Abril no Município da Amadora, que se orgulha de ser o primeiro criado pós-25 de abril. Com entrada gratuita, inclui composição narrativa visual e cronológica de originais fotográficos em filme, com a sonorização musical do compositor Rodrigo Leão.

Roteiro de arte em Lisboa

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