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Nuno Perestrelo
Fotografia: Nuno PerestreloLost Empires

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Há modernismo, surrealismo, arte clássica e até urbana nas melhores exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Francisca Dias Real
e
Raquel Dias da Silva
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Acha que não se passa nada em Lisboa este fim-de-semana? Qual quê. Há muitas exposições para provar que está bem enganado, até porque a cultura precisa de ser reanimada. Portanto, torne os próximos dias mais culturais, sozinho ou com a família toda atrelada (há exposições kids friendly). Com tantos museus e galerias na cidade, é impossível não ter o que ver. Mas não queremos que se perca e, por isso, dizemos-lhe quais as exposições a que deve prestar atenção em Lisboa. Não há desculpas, só precisa é de ter cuidados: leve o álcool-gel e a máscara e mantenha o distanciamento.

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Grande Lisboa

A plataforma barreirense Estação Sul e Sueste parou no Convento da Madre de Deus da Verderena para apresentar uma mostra colectiva que reflecte sobre o significado do convento na actualidade. A exposição explora diversas dimensões, como a física, patrimonial, histórica, poética e funcional através de intervenções site specific de 14 artistas plásticos. São eles Ana Frois, Ana Paisano, Christiano Mere, Clara Imbert, Diana Cerezino, Frederico Vicente, Henrique Neves, Jéssica Burrinha, Maria Sassetti, Martinho Costa, Paula Simão, Tiago Rocha Costa, Tierri Correia e Tim Ralston. É também uma excelente oportunidade para visitar o convento.

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Após uma passagem pela Casa Comum da Universidade do Porto, a Biblioteca Nacional acolhe parte da exposição 100 Anos Nadir, Inéditos, que o ano passado assinalou o nascimento do pintor flaviense Nadir Afonso (1920-2013), vulto da arte portuguesa do século XX. Ao longo de vários núcleos, esta exposição dá a conhecer um conjunto de estudos inéditos que cruzam os vários períodos de mais de 75 anos de trabalho, do surrealismo às telas e guaches que evocam centros urbanos.

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  • Arte
  • Campo de Ourique

Pessoas com relações com Pessoa, da autoria do investigador, professor e fotógrafo Pedro Matos Soares e do poeta e investigador Carlos Pittella, ocupa agora a sala de exposições temporárias da Casa Fernando Pessoa. Para esta exposição, fotografaram-se leituras não-ensaiadas e procurou fixar-se momentos de encontro do poema na voz de quem o lê.

  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Na década de 1940, o escultor Joaquim Valente foi responsável por uma das representações plásticas mais icónicas da fadista. De cabeça inclinada, de olhos fechados, de rosto sereno, o busto de Valente retrata Amália em comunhão com as suas emoções e o fado. Associando-se às comemorações do centenário do nascimento da fadista, revisitando as coleções do Museu de Lisboa, esta exposição conta a história deste busto.

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  • Arte
  • Campo de Ourique

Num complemento à exposição patente no Atelier-Museu Júlio Pomar, Os Livros de Júlio Pomar – Itinerância da Leitura, Escrita, Pintura, a Casa Fernando Pessoa mostra desenhos do artista na exposição No Velho Mar Sempre o Homérico, ó Ulisses!, verso do poema de Álvaro de Campos. São mostrados 12 dos desenhos que Júlio Pomar fez para a edição, bilingue, do livro Odes Marítimas/Odes Maritimes (publicado em 1997, edição conjunta Assírio & Alvim/Casa Fernando Pessoa/Chandeigne). Fazem parte do acervo da Casa Fernando Pessoa desde 1998.

  • Arte
  • Belém

Compostas por 24 esculturas de barcos em ferro e redes de pesca, estas duas instalações site-specific de Cristina Rodrigues representam o Homem como explorador que criou um objecto capaz de atravessar o mar rumo ao desconhecido.

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  • Arte
  • Fotografia
  • Santa Maria Maior

Esta exposição do artista português Nuno Perestrelo inclui trabalhos de grande formato, inspirados pela relação metafísica entre a humanidade, a natureza e o infinito decorrer do tempo. Projecto de fotografia documental, trata-se de uma viagem solitária planeada para descobrir quatro dos ícones industriais da história recente do nosso país: a Lisnave (construção naval), a Companhia União Fabril (química), a Mundet (fabrico de cortiça), a Siderurgia Nacional e o seu alto-forno (siderúrgica).

  • Arte
  • Alvalade

Maka, em kimbundu, refere-se a uma conversa que suscita questões, a uma discussão com fim instrutivo. É precisamente essa a vontade de Francisco Vidal e Namalimba Coelho, que mergulham nesta exposição no legado da Companhia de Discos de Angola e em três discos antológicos em particular, que se destacam como referências discográficas do período da canção política. São eles Independência (1974), de Teta Lando; Mutudi Ua Ufolo / A Viúva Da Liberdade (1975), de David Zé; e Angola — Ano 1 (1975), de Carlos Lamartine. Contando e cantando a História e as Estórias da Rádio e do Disco, revisitam-se também as vozes e os sons da revolução e dos movimentos de libertação que, no período que antecedeu a independência, fizeram uso da música popular angolana e das línguas nacionais como armas poéticas.

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  • Arte
  • São Sebastião

A propósito das comemorações dos 700 anos da morte de Dante Alighieri (1265-1321), a Galeria do Renascimento do Museu Calouste Gulbenkian, acolhe Visões de Dante. O Inferno segundo Botticelli, que dará a ver, entre outras coisas, dois excepcionais desenhos sobre pergaminho de Sandro Botticelli (1445-1510) alusivos ao Inferno de A Divina Comédia e também dois manuscritos de Jacopo della Lana e de Boccaccio, cedidos pela Biblioteca Apostólica Vaticana.

  • Arte
  • Fotografia
  • Oeiras

A exposição fotográfica e multimédia Diário de Uma Pandemia inaugurou há um ano no espaço da associação cultural CC11, em Alvalade, documentando os primeiros meses da pandemia de Covid-19 através da lente de 130 fotógrafos portugueses. Agora, foi reposta no Núcleo Central do Taguspark. Constituída por quatro módulos, inclui o projecto Everydaycovid, criado no Instagram; retratos de Portugal pelas agências de notícias; capas dos jornais e revistas portuguesas entre Março e Julho de 2020, seleccionadas pelo editor João Paulo Cotrim; e a série “Claro e Escuro”, de Luísa Ferreira, com um olhar crítico e intimista sobre a pandemia.

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Belém

“Rapture” é a primeira exposição em Portugal do dissidente chinês Ai Weiwei. É, também, uma das maiores que já fez, ocupando uma área de 4356 metros quadrados e combinando peças inéditas, concebidas com materiais portugueses, e algumas das suas mais mediáticas criações. “É a melhor oportunidade para os portugueses perceberem o que aconteceu ao longo da minha carreira”, considera. “Estão lá muitos trabalhos, em diferentes meios: fotografias, esculturas, instalações, murais, filmes”.

  • Arte
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O artista plástico espanhol Luis Costillo (1956-2019) trabalhou em diversos suportes. Tendo trocado a pintura pelos livros de artista em 2005, foi nesta disciplina que acabou por dar corpo a Fahrenheit 2021. Esta exposição, que já foi apresentada nas cidades espanholas de Granada, Cáceres, Badajoz, Vitória e Oviedo, faz parte da Mostra Espanha 2021, um programa que pretende apresentar o melhor da cultura espanhola contemporânea em Portugal através de 50 propostas artísticas que se traduzem em mais de 100 eventos em áreas disciplinares tão diversas quanto a pintura, a fotografia, o teatro, a dança, a música, o cinema, o pensamento, a arquitectura, as instalações e performances.

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Belém

A história é universal. Uma menina com resposta sempre pronta vê-se de repente, por culpa da sua insaciável curiosidade, rodeada de maravilhas que nunca viu, com um rol de novas perguntas por fazer. Quantos relógios tem o tempo? É possível jogar às cartas com o futuro? E, o grande quebra-cabeças, quem somos de pernas para o ar? A partir das célebres obras de Lewis Carroll, As Aventuras de Alice no País das Maravilhas Alice do Outro Lado do Espelho, a nova instalação imersiva da Fábrica das Artes convida-nos a viver o absurdo conto de fadas, onde tudo se transforma à mercê da nossa imaginação. Do Outro Lado da Toca, no CCB, é possível espreitar por gavetas, sentar-se à mesa com o Chapeleiro e até conviver com flores gigantes.

  • Arte
  • Pintura
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

O pintor Luis Levy Lima ocupa o Centro Cultural de Cabo Verde, de cima até baixo, com a sua maior exposição de sempre em nome próprio. Téra Lonji e Músicos de Cabo Verde são as duas colecções que pode conhecer a partir de 17 de Setembro. A primeira fica patente durante um mês, até 17 de Outubro, e inclui dez obras pintadas durante a pandemia, quando o pintor se viu afastado de Cabo Verde. A segunda celebra o património cultural cabo-verdiano, através dos seus músicos e de uma colecção privada que desde 2017 esteve à guarda do Hotel Pestana Trópico, até sair pela primeira vez do país, rumo a Lisboa. Pode ser vista até 17 de Dezembro.

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  • Arte
  • Belém

O Museu Nacional dos Coches apresenta ao público a exposição de pintura Reis e Rainhas de Portugal, da autoria de Norberto Nunes. Composta por 35 retratos das quatro dinastias que governaram até 1910 os destinos nacionais, combina arte e história, surgindo de forma recreativa e algo inesperada na Galeria do Piso 2 do Museu.

  • Coisas para fazer
  • Santa Maria Maior

“Mulheres e Resistência – ‘Novas Cartas Portuguesas’ e outras lutas” é o nome da exposição no Museu do Aljube que adopta o nome do livro Novas Cartas Portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, publicado em 1972 e censurado três dias após o lançamento. O processo conhecido como Três Marias é o ponto de partida para a exposição que se alonga por outras histórias de resistência ao fascismo no feminino, desde os anos 30 do século passado, até ao 25 de Abril de 1974. Em paralelo à exposição, decorre um ciclo de cinema dedicado à luta e à resistência femininas.

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  • Arte
  • Carnide/Colégio Militar

Até ao final do ano, uma montra do Centro Colombo vai ser uma espécie de museu pop-up com mais de 37 obras do Museu Bordalo Pinheiro. As peças em exposição vão mudar todos os meses, para dar a conhecer as várias facetas criativas de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), desde a sua obra cerâmica ao seu trabalho como decorador ou ilustrador.

  • Arte
  • Belém

No ano em que se comemora o sétimo centenário da morte de Dante Alighieri, o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, em colaboração com o Museu Nacional dos Coches, organiza uma exposição que reúne um grupo de artistas, muito diferentes entre si, que procuram dar vida a uma nova identidade do Sumo Poeta. As linguagens utilizadas pelos artistas vão da pintura a têmpera à utilização de software em 3D, passando pelo desenho geométrico. Algumas das obras estão em realidade aumentada, visíveis através da aplicação gratuita para telemóvel ARIA the AR Platform e animadas pelo estúdio Alkanoids de Milão.

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  • Arte
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Mais de 30 autores, portugueses e estrangeiros, desenharam o jazz e vão estar em exposição no Hot Club, até 31 de Dezembro. Do bebop de Will Eisner ao Harlem de Guido Crepax. Do Thelonious Monk de Youssef Daoudi aos blues de Sergio Toppi. Os cartoons de Siné e Cabu e a pior banda do mundo de José Carlos Fernandes. Muñoz, Sampayo, Robert Crumb, Harvey Pekar, Alcimar Frazão e Loustal.

  • Arte
  • Belém

Com a participação de 38 artistas, Matéria Luminal explora abordagens em torno da luz através de um percurso pelas práticas artísticas em Portugal, desde meados dos anos 1960 até à actualidade. Contemplando um número significativo de obras que recorrem a um largo espectro de materiais e dispositivos de iluminação, esta exposição põe em evidência como os artistas prosseguem motivados em exprimir e reconverter a multiplicidade de formas e imaginários que rondam os nossos diferentes modos de sentir e entender a luz.

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  • Arte
  • São Sebastião

A Galeria Principal do Edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian vai ser palco de Hergé, uma exposição que reúne uma importante selecção de documentos, desenhos originais e várias obras criadas pelo célebre autor de Tintim. Apresentada pela primeira vez no Grand Palais, em Paris, e organizada em colaboração com o Museu Hergé de Louvain-la-Neuve, a mostra revela as múltiplas facetas de uma personalidade artística de referência, da ilustração à banda desenhada, passando pela publicidade, imprensa, desenho de moda e artes plásticas.

  • Arte
  • Parque das Nações

No Oceanário há sempre muito azul para explorar. E ficar a conhecer mais a fundo grande parte do território nacional, que fica debaixo de água: é que mais de 90% de Portugal é mar. O desafio foi apresentado pelo Oceanário à cineasta e fotógrafa Maya de Almeida Araújo, especialista em fotografia subaquática em movimento, que criou uma obra com imagens recolhidas no mar português entre os Açores, Algarve, Costa Alentejana, Cascais, Sintra, Nazaré e Aveiro.

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  • Arte
  • Fotografia
  • Intendente

Muitos ainda se lembram de como era Lisboa no início dos 80s, num país onde a democracia tinha praticamente acabado de chegar. Para esta exposição que inaugura no Arquivo Municipal de Lisboa, o jornalista e crítico cinematográfico José Vieira Mendes seleccionou um conjunto de imagens por si registadas entre 1982 e 1983 na sua primeira câmara fotográfica, uma reflex 35 mm que ainda guarda consigo. Para recordar, ou descobrir, uma Lisboa de outras modas, registada a preto e branco, entre o Cais das Colunas, o Cais do Sodré ou a Feira da Ladra.

  • Arte
  • Avenidas Novas

Nascido no Malawi em 1975, Samson Kambalu radicou-se no Reino Unido no início da década de 2000. Foi quando apresentou um conjunto dos seus filmes Nyau na Bienal de Veneza, em 2015, que o seu trabalho ganhou destaque internacional. Nesta exposição com curadoria de Bruno Marchand, que é a primeira do artista malawiano em Portugal, encontramos alguns dos trabalhos de Kambalu, que fazem uma tradução entre o universo africano e o ocidental através de um olhar que procura desmontar alguns dos mitos mais enraizados da atividade artística e intelectual da contemporaneidade.

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  • Arte
  • Belém

Nascido em 1961 em Bruxelas, filho de alemães, Carsten Höller licenciou-se em Fitopatologia e especializou-se em Ecologia Química, antes de se dedicar exclusivamente à arte. O seu trabalho explora e vira do avesso o conhecimento científico, reflectindo-se em instalações de grande escala, muitas vezes com recurso à tecnologia. Esta exposição monográfica – DIA de Carsten Höller – reúne uma vasta série de obras que produzem luz e escuridão. Esculturas com lâmpadas, projecções e elementos arquitectónicos, que abrangem um período que vai de 1987, altura em que Höller ainda trabalhava como cientista, até aos dias de hoje.

  • Arte
  • Princípe Real

Constituído por professores universitários e profissionais portugueses de diversos domínios das artes, ciências e humanidades, o Grupo do Risco iniciou as suas actividades em 2007 com uma expedição às ilhas Berlengas e desde então tem tentado mostrar a natureza, através de técnicas actuais de registo e comunicação, que a valorizam e dão a conhecer. Nesta exposição, poderá ver os registos visuais capturados ao logo dos últimos 12 anos. Através de fotografia, vídeo e desenho, é convidado a entrar num ambiente que apela aos nossos sentidos e, quem sabe, ao nosso lado mais sensível.

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  • Arte
  • São Sebastião

Onde se encontram as mulheres na Galeria do Oriente Islâmico? E como aparecem neste lugar? Estas questões, aparentemente simples, que nunca foram antes contempladas, levam a uma nova leitura feminista da colecção. Ao abandonar o enquadramento tradicional de categorias imperiais, que sempre enfatizou as dinastias de herança masculina, este projecto procura recuperar as vozes das mulheres que criaram estes objetos, ou que desempenharam um papel na sua existência.

  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Organizada em três núcleos, esta exposição dedicada a Bordalo Pinheiro convida a um percurso através da obra do artista, num ensaio que revisita os seus temas de eleição e oferece uma leitura plural e informada do seu talento, criatividade e notável capacidade de trabalho. À luz do presente, procura mostrar-se como o espírito crítico e o humor podem ser os aliados perfeitos para a construção de uma cidadania activa, participada e construtiva.

Roteiro de arte em Lisboa

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