Estrela by Olivier
DR | O Estrela by Olivier tem um menu de brunch e pequeno-almoço
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As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

A agenda cultural de que precisa. Os melhores eventos em Lisboa, restaurantes e concertos para salvar o fim-de-semana.

Mauro Gonçalves
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Junho segue a velocidade de cruzeiro e, nisto, começa o Verão. Este fim-de-semana, ainda há resquícios de Santos Populares aqui e ali, com alguns arraiais e bailaricos a resistir. O Mundial já mexe e com ele as esplanadas, quiosques e restaurantes de televisões sintonizadas nos principais jogos. Fomos ainda descobrir quais as novas exposições que merecem uma visita atenta, os concertos que não o vão fazer bocejar e aquela peça de teatro obrigatória para ver e pensar. Se a ideia for antes sentar-se à mesa, temos novidades frescas para pôr o paladar à prova.

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Sexta-feira

  • Cafés em parques
  • Estrela/Lapa/Santos

A estreia de Olivier num projecto para todas as horas do dia fica em pleno Jardim da Estrela. Existem duas cartas neste quiosque verde com uma esplanada com capacidade para mais de 100 pessoas: a de pequenos-almoços e brunches serve-se entre as 09.30 e as 12.30 e inclui os ovos, tostas e o completíssimo breakfast plate. A partir das 12.30 (e até às 22.00) há saladas, pizzas e as super sandwiches (o nome não engana, são realmente grandes), servidas em focaccia artesanal. Para beber, cafés, chás e várias opções de matcha, além de vinhos a copo, cocktails e cerveja. Acabe em doce com o bun roll de limão e mel, as panquecas estrela ou o gelado cremoso, uma espécie de sundae que pode ter como topping fruta da época, chocolate cookie crumble ou matcha framboesa.

+ Brunch, super-sandes e cartadas: o quiosque do Jardim da Estrela com selo Olivier

  • Dança
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Com conceito e direcção artística da coreógrafa e bailarina Piny, este novo espectáculo propõe uma investigação prática e íntima que cruza a cultura de rua, o clubbing e os arquivos pessoais recolhidos ao longo de vários anos. Em palco, a artista questiona a performance, o corpo e a academia, entrelaçando a cidade e as plantas com os processos sociais de destruição e construção das culturas urbanas.

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  • Coisas para fazer
  • Benfica/Monsanto

Um dos maiores arraiais da cidade, o de Benfica, é também um dos últimos. Além das muitas barraquinhas de comes e bebes, onde se podem encontrar não só as típicas sardinhas assadas portuguesas mas também especialidades como cachupa ou o pastel de milho cabo-verdiano, a festa da Alameda Padre Álvaro Proença recebe quatro dias de concertos que costumam arrastar multidões. Eis os cabeças de cartaz de 2026: Van Zee (dia 18), D.A.M.A. (dia 19), Delfins (dia 20) e Quim Barreiros (dia 21). Estão, ainda, previstos colectivos como o Grupo de Canto Tradicional de Benfica ou o Grupo de Danças e Cantares do Minho.

+ Os melhores concertos em Lisboa: entre hoje e o fim-de-semana

Sábado

  • Argentino
  • Chiado/Cais do Sodré

O Consentido é um verdadeiro negócio familiar com especialidades argentinas, pequeno-almoço e brunch. A carta prioriza também produtos portugueses. O café é da Torra, o chá e matcha da Companhia Portugueza do Chá, a cerveja artesanal da marca alentejana Barona, e a kombucha d’Aquela Kombucha. Na comida, há sopas, saladas e wraps, taças de iogurte com granola e papas de aveia para o pequeno, sem esquecer as empanadas, a tarte de coco e doce de leite e, claro, os alfajores argentinos.

+ Esta família veio do "fim do mundo" e abriu um café com especialidades argentinas

  • Coisas para fazer
  • Aulas e workshops
  • Lisboa

Para assinalar o Dia Mundial do Refugiado, o restaurante Mezze, no Mercado de Arroios, recebe um workshop de cozinha dedicado à gastronomia do Médio Oriente. Do pão sírio à baklava, são muitas as iguarias que povoam o receituário desta região do globo. A iniciativa, promovida pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), tem um fim solidário, revertendo o valor da inscrição na totalidade para este organismo internacional. O registo deve ser feito online, com um custo de 25€ por pessoa (ou 30€ se for feito no local, no dia do evento, sendo gratuito para menores de dez anos). Ao longo da tarde, haverá várias sessões, cada uma com a duração de uma hora e para grupos de dez a 15 pessoas.

+ Crítica: Mezze

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  • Noite
  • Alcântara

A famosa festa de música electrónica Brunch Electronik celebra dez anos de existência e a festa promete ser de arromba. Esta edição arranca com o sul-africano Shimza, um dos artistas mais consistentes da house e da techno contemporâneas, e com Arodes, nome artístico de Adrian Rodriguez, cuja abordagem à produção e às remisturas, marcada por linhas melódicas e sets cuidados, tem vindo a ganhar espaço em palcos europeus.

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Domingo

  • Arte
  • Marvila

Há 11 anos que a equipa do Poster Mostra desafia artistas e novos talentos a expressarem a sua criatividade através do meio de comunicação mais antigo do mundo – o poster –, apresentado em grande formato no espaço público, entre a Rua Amorim e o 8 Marvila. Até 30 de Setembro, Marvila volta a ser uma galeria a céu aberto. Ao todo, são 40 trabalhos que cruzam fotografia, pintura, artes gráficas, desenho e ilustração, assinados pelos vencedores das duas open calls realizadas – a Open Call Poster e a Open Call Sandeman –, mas também por criativos convidados, como Binau, Daniela Guerreiro, Luís Perdigão, Teresa Freitas e Tiago Miranda.

+ Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

  • Coisas para fazer
  • Santa Maria Maior

Não é a primeira vez que o Terreiro do Paço é palco de uma experiência imersiva. Desde Novembro de 2025 que a sala subterrânea da estação de metro serve de “portal” para uma viagem ao Antigo Egipto, em particular à Grande Pirâmide de Gizé. Mas agora há uma nova expedição em catálogo. Desenvolvida pelo estúdio Virtual Worlds e apresentada pela Fever, “Machu Picchu: Viagem à Cidade Perdida” transporta-nos até ao alto da Cordilheira dos Andes, acima do vale do rio Urubamba. Basta colocar uns óculos imersivos para, de repente, estar noutro espaço e tempo. A experiência – que dura cerca de 40 minutos e foi criada por mais de 50 engenheiros, a partir de acesso exclusivo ao Machu Picchu durante a pandemia, através de drones, fotogrametria e tecnologia óptica de detecção remota.

+ Machu Picchu em Lisboa? Esta experiência imersiva leva-nos até ao império Inca

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  • Arte
  • São Sebastião

O diálogo entre artes visuais e alta-costura é essencialmente estético, mas também histórico ou conceptual. E é sempre rico, sublimado pelo virtuosismo de mestres como Rembrandt, Rubens e Monet e pela excelência de criadores como Dior, Balenciaga e Alaïa. Este domingo, a exposição que gerou longas filas à porta da Gulbenkian chega ao fim. Tem até domingo çara programar uma visita.

+ A arte e a alta-costura na mesma sala. A nova exposição da Gulbenkian é um elogio à beleza

Mais que fazer em Lisboa

  • Noite
  • Cafés/bares

São lugares altos por natureza, com bebidas e petiscos por inerência, vistas desafogadas e, por vezes, ambientes festivos. Perca o medo das alturas (nós já o perdemos há muito tempo) e suba até um destes terraços com bar, ideais para reunir amigos ao pôr-do-sol e pela noite fora.

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