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Rita CarmoColeção Berardo 1960 até à atualidade

Os melhores museus em Lisboa

Dos mais recentes às paragens históricas, estes são os melhores museus em Lisboa e arredores.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Edifícios relativamente novos, com linhas que são uma perdição para a fotografia, e clássicos da cidade que patrocinam autênticas viagens no tempo. Destacam-se ainda os inúmeros e regulares workshops e eventos que promovem para adultos e crianças, bem como as cafetarias e brunches que também são pequenas obras de arte. Deixamo-lo com uma visita guiada aos melhores museus da cidade, dando razões para redescobrir endereços obrigatórios e ideias para explorar colecções surpreendentes e que, por vezes, passam despercebidas. Conheça os 12 melhores museus de Lisboa e arredores, e muitos mais que também merecem uma visita.

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Os melhores museus em Lisboa

  • Museus
  • História natural
  • Princípe Real

O laboratório químico do século XIX e o jardim botânico são obrigatórios, mas à segunda visita pode entrar mesmo só para ver as borboletas, os répteis ou insectos. O tratamento é de choque para a aracnofobia: são mais de três mil espécies de aranhas. Por aqui, traças e dinossauros recebem o mesmo tipo de atenção. Esteja atento às sugestões temporárias do museu.

  • Museus
  • São Sebastião

Na Colecção do Fundador há arte egípcia e greco-romana, pinturas de Rembrandt e Manet, uma Diana de mármore que pertenceu a Catarina da Rússia e uma libélula de arte nova, a estrela entre as jóias de René Lalique (sala que está agora em renovação). No jardim, os recantos foram desenhados por Ribeiro Telles: conte com lagos, patos, pinturas, actividades e gelados. 

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  • Museus
  • Belém

O MAAT nasceu em Junho de 2016, inaugurou em Outubro desse ano e começou a funcionar em pleno em Março de 2017. Sem direito a quaisquer confusões, são as curvas desenhadas pela inglesa Amanda Levete, campeãs da atenção nas redes sociais, que mais chamam a atenção neste reduto imprescindível à beira-rio. E acredite que se por fora é fascinante, vale a pena estar atento à agenda de exposições e marcar uma visita. 

  • Museus
  • Belém

A colecção Berardo é uma viagem pelos principais movimentos artísticos dos séculos XX até aos dias de hoje, um museu que conta com nomes de peso com obras de artistas como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Marcel Duchamp, Piet Mondrian, Joan Miró, Francis Bacon, Andy Warhol, Donald Judd, Bruce Nauman ou Cindy Sherman. Nunca são demasiadas as visitas à exposição permanente, sempre para ver com mais detalhe as centenas de obras residentes do museu em Belém, mas nessas idas recorrentes aproveite para espreitar as mostras temporárias. Não sairá de lá arrependido, certamente. 

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  • Museus
  • Chiado

A história do MNAC remonta a 1911 mas na maior parte dos casos nem é preciso recuar tanto na cronologia para apreciar os trabalhos que mais relevam por estas bandas (o contemporâneo não está no nome por acaso, entenda-se). É aqui que nomes como Júlio Pomar, Paula Rego, José Pedro Croft ou Helena Almeida se cruzam com um Amadeo ou outros expoentes do nosso passado recente.

  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

Guarda um número razoável de peças de visita essencial para qualquer lisboeta que se preze e é uma daquelas instituições de paragem obrigatória nas Janelas Verdes. Com As Tentações de Santo Antão e os Painéis de São Vicente à cabeça, o MNAA está recheado de pintura, escultura, cerâmica, têxteis, vidros, desenhos, peças de ourivesaria e mobiliário. 

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  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

A relação de Portugal com o Oriente conta-se através de peças sumptuosas dos chamados Descobrimentos, mas também de algumas raridades curiosas, como o chapéu Namban de papel e laca que os japoneses inventaram para imitar o modelo de abas dos portugueses. No restaurante do museu o destaque vai para o menu de degustação com influências orientais, desenhado pela chef Anna Lins, para provar na hora de almoço, com vista sobre o Tejo. Siga a programação do museu para diferentes idades.

  • Museus
  • Santa Maria Maior

Entender a ditadura de Salazar é também saber como funcionava o serviço de informações, ler despachos da censura e mergulhar no 3D de uma reunião clandestina, com panfletos escritos numa máquina de escrever protegida por madeira, para abafar o som das teclas. Não faltam neste museu testemunhos de tortura e episódios que desafiam os “brandos costumes”. Em 1958, a mulher do embaixador do Brasil viu cair um corpo de uma janela do quarto andar da sede da PIDE. O regime justificou-se: era “apenas um comunista sem importância”. Um detalhe que impressiona? O telefone toca à passagem pelos curros, as celas de um metro por dois dos presos do regime. O som traz lembranças antigas, anunciava a tortura, um novo interrogatório.

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  • Museus
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

São muitos e bons os vários núcleos do Museu de Lisboa. No Palácio Pimenta, antigo Museu da Cidade, encontra o núcleo-sede e a sua exposição permanente que mostra a evolução de Lisboa, desde a pré-história até ao início do séc. XX. O núcleo Santo António dá a conhecer a figura do Santo, com destaque para a sua relação com Lisboa, cidade onde nasceu e viveu até aos 20 anos; no Teatro Romano pode entrar nas ruínas de um dos monumentos mais importantes de Olisipo; e no Torreão Poente explorar exposições temporárias de média duração, de temáticas diversas relacionadas com a história e o presente de Lisboa.

  • Museus
  • São Vicente 

O Museu da Água nasceu em 1987, mas os quatro núcleos que o compõem contam séculos de história: Aqueduto das Águas Livres (1748), Estação Elevatória dos Barbadinhos (1880), Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras (1834) e Reservatório da Patriarcal (1864). Associada a este património está a Galeria do Loreto (inaugurada em 1746), uma das cinco que integrou o sistema do aqueduto que faz sombra à cidade. E alguns troços desta galeria subterrânea ainda podem ser visitados (embora não estejam abertos os 2835 metros que incluem todos os seus ramais).

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  • Museus
  • Belém

Para sentir a envolvência da época é preciso atravessar a rua e ir até ao Picadeiro Real. Mas é no edifício mais recente que se pode ver de cima toda a colecção. Em baixo, a escala dos carrinhos dos infantes provoca sorrisos e o Coche dos Oceanos, que integrou a embaixada que D. João V enviou ao Papa em 1716, ofusca. Testemunha do regicídio de 1908, o landau do rei D. Carlos é para observar devagar — as marcas das balas ainda lá estão para ser vistas.

  • Museus
  • Arte e design
  • Cascais

A casa assinada por Souto de Moura é a jóia da coroa do Bairro dos Museus, criado para gerar sinergias entre 12 museus da vila de Cascais. A colecção deste espaço, constituída por pintura, desenho e gravura, reflecte o percurso artístico e criativo de Paula Rego, percorrendo cerca de 50 anos, e inclui ainda obras do seu marido, o artista britânico, Victor Willing. No total, são mais de 600 obras obrigatórias.

Outros museus que tem de visitar

  • Museus
  • Chiado/Cais do Sodré

Inaugurado a 5 de Abril de 2013, com projecto de Álvaro Siza Vieira, o Atelier-Museu dedicado ao artista, que morreu a 22 de Maio de 2018, surgiu no lugar de um armazém do século XVII. Apresenta um acervo de 400 obras entre pintura, escultura, desenho e cerâmica, tudo pertencente à Fundação Júlio Pomar. É, por isso, um museu que pretende homenagear a importância de Júlio Pomar. E chega.

  • Atracções
  • Campo de Ourique

Não, foi a primeira, nem a segunda casa do poeta. Mas foi a última. A morada de Fernando Pessoa, para onde se mudou em 1920, fica num prédio adquirido na década de 80 pela Câmara Municipal de Lisboa que na sua posse tinha parte relevante do espólio do poeta. Como a cómoda que fazia parte do quarto de Pessoa ou a estante onde guardava os seus livros. Depois de ter estado fechada durante um ano para obras no edifício, a casa reabriu no Verão de 2020 com uma área expositiva maior, dividida pelos três pisos. A exposição começa com um núcleo dedicado aos heterónimos de Pessoa, o segundo acolhe a biblioteca pessoal do poeta e uma zona de exposições temporárias, e, por último, o primeiro piso recria o apartamento de Fernando Pessoa exactamente naquele espaço. Este núcleo é mais biográfico e é onde estão expostos documentos como o bilhete de identidade, o contrato de arrendamento do apartamento, objectos pessoais e até a folha onde escreveu a célebre frase "I know not what tomorrow will bring". A Casa Fernando Pessoa renovou também a biblioteca do espaço dedicada ao poeta e à poesia, e deslocou o auditório para o piso térreo para poder funcionar de forma independente.

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  • Museus
  • São Sebastião

A primeira casa de artista da capital, Prémio Valmor em 1905, integrava-se no plano de crescimento da cidade de Lisboa. Foi um projecto do arquitecto Norte Júnior, mandado construir pelo pintor José Malhoa, destinado a servir de casa e ateliê. Em 1932, a “Casa-Malhoa” foi adquirida pelo Dr. Anastácio Gonçalves (1889-1965), que ali viveu e organizou a sua colecção até ao ano da sua morte. O espaço abriu ao público em 1980 e merece visita pelas exposições regulares e pequenos concertos que acolhe. Entrou em obras à boleia das andanças vizinhas – a torre de 17 andares erguida mesmo ao lado, no edifício 41. Para além de estar contemplada a renovação das áreas expositivas e de reserva, na Casa-Museu Anastácio Gonçalves, nas Picoas, espera-se uma nova entrada, melhores condições de acesso e um elevador.

  • Filmes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Tem por principal missão a divulgação e salvaguarda do património cinematográfico português e tem sessões diárias desde 1980 numa antiga moradia na Rua Barata Salgueiro. O edifício foi restaurado na viragem do século e hoje é possível assistir confortavelmente aos clássicos do cinema nacional e internacional em três salas: na sala Dr. Félix Ribeiro, a principal com 227 lugares, na Luís de Pina, com 47, e no terraço onde acontecem projecções quando a meteorologia o permite. No Palácio Foz, a primeira casa e onde hoje funciona a Cinemateca Júnior, está em permanência uma exposição sobre a génese do cinema, um percurso que começa nos espectáculos de sombras.

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  • Atracções
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Foi em Paris que a pintora de perspectivas labirínticas conheceu o húngaro Arpad Szenes, mas foi a Lisboa que Vieira da Silva deixou o legado de ambos: desenhos e pinturas, mas também ilustrações, fotografias e cartas. As obras de coleccionadores e herdeiros também estão no museu e os pincéis e tintas de Vieira da Silva permanecem na casa onde morou, a mesma onde acontecem eventos relacionados com o ateliê e residências artísticas.

  • Museus
  • História
  • Chiado

Não tenha medo de levar os miúdos a ver as peças que aqui se mostram – são deles as perguntas mais curiosas e são eles que menos incómodos revelam quando se cruzam com o ex-líbris do Museu Arqueológico do Carmo. Falamos de múmias, que deram entrada na colecção em finais do século XIX, pela mão daquele que viria a ser o segundo presidente do museu, o Conde de São Januário. Mas há muito mais a descobrir, acredite.

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  • Museus
  • Sete Rios/Praça de Espanha

Clubismo à parte, deixe-se convocar para esta visita, uma escolha dos leitores da Time Out numa das eleições dos melhores sítios na cidade. Mais do que uma "sala das taças" ou um sítio para observar pratas, galhardetes e medalhas, o Museu Cosme Damião é um lugar para conhecer detalhadamente a história do clube e da cidade. Sabia que em 1960 o Benfica foi campeão nacional de actividades submarinas? E que em 1918 recebeu a visita do tenor lírico Tito Schipa? Se tivesse visitado o Museu Cosme Damião, sabia. Há vários filmes, jogos e actividades interactivas, da qual destacamos a atracção final: um simulador de penáltis que vale o preço do bilhete.

  • Museus
  • Alcântara

É uma viagem imperdível à memória dos transportes públicos da cidade. Fundada em 1872, a Carris abriu este museu 127 anos depois e a colecção permanente inclui de tudo um pouco: fotografias, uniformes, títulos de transporte, equipamento oficinal, eléctricos, autocarros e ainda documentos de interesse histórico. Sem esquecer também a história do Metropolitano de Lisboa.

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  • Museus
  • Chiado/Cais do Sodré

O nome não faz justiça à colecção deste museu, já que visitá-lo é ficar também ficar a conhecer a história da saúde em todo o seu esplendor e embarcar numa viagem que ultrapassa todas as fronteiras – de uma rudimentar mó do neolítico até um modernaço kit de medicamentos da Estação Espacial MIR. Por lá pode ainda ver reconstituições de farmácias portuguesas (e uma chinesa), com destaque para a única em Portugal datada do século XVIII, a Farmácia Barbosa.

  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

Além de uma enorme variedade de marionetas portuguesas tradicionais, este Museu da Marioneta tem no seu acervo uma significativa colecção de exemplares do sudeste asiático, bem como outros respeitantes à ancestralidade africana e brasileira.

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  • Museus
  • Sete Rios/Praça de Espanha

De nome completo Museu Nacional da Música, abriu ao público em 1994 na estação de metro do Alto dos Moinhos. Embora a localização faça levantar uma sobrancelha, é aqui que acontecem recitais, conferências, visitas educativas e exposições temporárias que dão a conhecer o património musicológico, fonográfico e organológico português, num dos mais ricos acervos instrumentais da Europa.

Museu da Presidência da República
  • Museus
  • Belém

Olhando para a actual presidência, museologia é tudo o que talvez não venha à cabeça. Se não andar entretido na rua a tentar tirar uma selfie com o professor Marcelo Rebelo de Sousa, aproveite para visitar o Museu da Presidência. Este vive de uma exposição tradicional de peças de colecção com sistemas interactivos de informação e conhecimento. O percurso inicia-se com os símbolos nacionais e termina numa abordagem aos poderes, funções e actividade dos presidentes.

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Museu da Saúde
  • Museus
  • Ciência e tecnologia
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Desde Abril de 2017 que o Museu da Saúde se mostra ao público nas instalações do seu futuro espaço-sede, no antigo Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Santo António dos Capuchos com a exposição “800 Anos de Saúde em Portugal”. Se pensa que os cuidados actuais deixam muito a desejar, espere até passar em revista procedimentos e acessórios bem mais arcaicos. Um trajecto imperdível. 

  • Museus
  • Ciência e tecnologia
  • Chiado/Cais do Sodré

Comunicar parece hoje um processo mais simples que nunca, ou pelo menos com uma oferta de possibilidades inesgotável, sempre a desafiar os limites da tecnologia e sofisticação. Mas já se comunicou de muitas outras formas, e não são só os miúdos que vão abrir a boca de espanto. "Casa do Futuro na Cloud – Viver numa smart city", "Vencer a Distância – Cinco Séculos de Comunicações em Portugal" e "Mala-Posta" são exposições permanentes do museu

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Museu de Arte Popular
  • Museus
  • Belém

Esteve encerrado e deu brado quando um movimento de cidadãos se opôs ao seu desaparecimento da paisagem de Belém e da cidade de Lisboa. Mais tarde voltou a dar o ar de sua graça e hoje é assistir às filas que se formam quando recebe mostras temporárias. O museu apresenta-se sem as colecções etnográficas originais, recolhidas por António Ferro em período de Estado Novo, e pretende fazer-se valer de exposições mais pequenas. 

  • Museus
  • História
  • Alcântara
  • preço 1 de 4

Entre cerâmica, pintura, mobiliário, têxteis, documentos gráficos, numismática e ourivesaria, a colecção deste museu discretamente instalado na Rua da Junqueira distribui-se por dois núcleos, que passam em revista condições históricas e culturais, formas de espiritualidade e outros aspectos relevantes do início do encontro entre Portugal e Macau. Aproveite o jardim, uma verdadeira jóia escondida na cidade. 

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  • Museus
  • Baixa Pombalina

A descoberta da muralha que D. Dinis construiu no século XIII na zona que é hoje a baixa de Lisboa pode ter atrasado as obras do museu, mas trouxe-lhe relevância arqueológica. Lá dentro, geopolítica e história cruzam-se na colecção de notas de todo o mundo e a evolução do dinheiro mostra-se nas máquinas de cunhagem. A moderna tecnologia diz-nos se a nota que trazemos no bolso é verdadeira ou falsa. O Museu do Dinheiro é daqueles sítios que surpreende, mesmo quando se acha que já se viu tudo.

  • Museus
  • Alfama

Um património da humanidade que ganhou casa própria no ano de 1998, quando o Museu do Fado abriu portas no coração de Alfama. E porque nem só de turistas deve viver este endereço, conheça as colecções cedidas por centenas de intérpretes, autores, músicos, compositores, construtores de instrumentos, investigadores e simples amadores que para aqui convergem com um pouco da sua história.

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  • Atracções
  • Ajuda

É difícil imaginar a barraca de madeira e pano que D. José I mandou aqui construir no rescaldo do terramoto de 1755. No museu do último palácio real, a colecção vai do século XV ao XX e desde 2014 há uma paragem obrigatória: na capela da rainha, agora visitável, está o único quadro de El Greco em Portugal, A Santa Face de Cristo, do século XVII. Quer mais um pretexto? Recuperado em leilão, o centro de mesa pertencente à baixela de prata francesa da Casa Veyrat oferecida a D. Maria Pia, voltou à sala de jantar.

  • Museus
  • São Vicente 

É uma boa deixa para evocar “As armas e os Barões assinalados” e outras passagens do épico camoniano. Enfim, não é obrigatório. Basta que se desloque a este órgão do Exército Português, com vista para a Estação de Santa Apolónia. É o maior museu do Exército no país e expõe armas e canhões e outros materiais que complementam a parafernália bélica. As exposições contemplam pintura, escultura, fotografia, azulejaria e outras artes.

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  • Museus
  • Belém

Os guerreiros galaico-lusitanos de granito, à entrada do museu, datam do século I d.C. e são tesouro nacional. Mas há mais para ver: máscaras funerárias, esfinges egípcias e achados nacionais de ourivesaria, numismática, vidro e escultura. Quer saber algo realmente incrível? Chegou ao sítio certo, este cantinho nos Jerónimos. Ora veja um exemplo: Tem mais de 2000 anos e é uma múmia única no mundo. Em 2011, através de uma TAC, foi-lhe diagnosticado um cancro da próstata. 

Museu Nacional de Etnologia
  • Museus
  • Belém

É perfeito para seguidores da história da antropologia portuguesa e ainda por cima tem uma vista fabulosa sobre o rio Tejo. Fica no Restelo e inclui uma exposição permanente com sete núcleos temáticos. O bilhete de entrada dá também acesso às reservas visitáveis, casos da Galeria de Vida Rural e da Galeria da Amazónia. 

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  • Museus
  • Beato

Os estrangeiros não falham a visita ao antigo Mosteiro da Madre de Deus, construído no século XV, mas que isso não o desincentive, pelo contrário. Dentro do museu, a história faz-nos recuar ao tempo em que o mosaico deixou de confinar-se aos pavimentos e ganhou, por influência árabe, relevo na decoração. Em 1508, D. Manuel deu o exemplo: encomendou em Sevilha um lote de 10 mil azulejos para o Palácio Real de Sintra. Não perca os vinte e três metros de azulejos, com o retrato vivo da cidade vista do rio, de Algés até Xabregas, antes do terramoto de 1755. Gabriel del Barco terá pintado o painel em 1700.

  • Museus
  • Desporto
  • Santa Maria Maior

Foi inaugurado em 2012, 100 anos depois da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos e entre outros motivos de interesse alberga a Biblioteca Nacional do Desporto, com cerca de 60 000 itens registados. Tanto conservam monografias modernas sobre o tema em foco como registos históricos, caso de De Arte Gymnastica, de Hieronymi Mercurialis, considerado o primeiro livro de desporto editado em todo o mundo.

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  • Museus
  • Lumiar

O mundo do espectáculo ganha um novo palco neste reduto. O museu está instalado no Palácio Monteiro-Mor, um edifício do século XVIII restaurado e adaptado especificamente para o efeito. A colecção começou a ser constituída em 1979 e apresenta cerca de 250 mil peças. Estas incluem trajes e adereços de cena, cenários, figurinos, cartazes, programas, discos e partituras e cerca de 120 mil fotografias. Existe também uma biblioteca especializada com 35 mil volumes.

Museu Nacional do Traje
  • Museus
  • Lumiar

Cumprem-se quarenta anos da sua abertura e o figurino mantém-se: exibe indumentária histórica e acessórios de traje, desde o séc. XVIII à actualidade, apresentados ao público através da exposição permanente e das exposições temporárias. O Museu do Traje está instalado no Palácio Angeja-Palmela e tem mesmo ao seu lado o Parque Botânico do Monteiro-Mor. Vista-se a rigor e rume ao Lumiar.

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  • Museus
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Foi fundador e director artístico da fábrica das Caldas, criou peças únicas para homenagear amigos e imprimia a cada uma um estilo próprio, que não se esgota nas descrições do “revivalismo manuelino” e nos “elementos naturalistas”. Além disso, Rafael Bordalo Pinheiro era também republicano, maçónico, dono de uma crítica mordaz – e tudo isso transparece no primeiro piso do museu, através da colecção de ilustrações e caricaturas de A Lanterna Mágica (onde nasce o Zé Povinho, em 1875) ou O António Maria. Fique a saber que a talha manuelina tem mais de dois metros de altura. A fábrica das Caldas da Rainha estava em dificuldades e Bordalo Pinheiro fez a peça para equilibrar as contas. Foi comprada pelo rei D. Carlos, admirador do artista republicano, em 1893.

  • Coisas para fazer
  • Sintra

As novas tecnologias invadiram a morada do antigo Museu do Brinquedo e desde então a história das notícias conta-se através de 20 núcleos temáticos que abrangem também a comunicação e as guerras de propaganda. A interactividade do NewsMuseum explica o soundbyte: “Para ver, tocar e mexer”. Sabia que os visitantes podem simular um directo televisivo ou recriar a leitura do primeiro comunicado do MFA num estúdio de rádio? Experimente.

Mais museus em Lisboa

  • Museus

Há museus completamente gratuitos em Lisboa (já os listámos) e depois há outros que não dão o braço a torcer e onde vai ter sempre de se chegar à frente e abrir a carteira. Mas ainda há um meio termo, aqueles que dão tréguas em pelo menos um dos dias da semana ou do mês, para que possa entrar sem gastar dinheiro. Seja ao sábado, no primeiro domingo do mês ou depois de uma certa hora – há opções para tudo e não há grandes desculpas para não aderir a estas borlas. Está pronto para apontar estas dicas?

  • Arte

Lisboa entrou no mapa da arte contemporânea e tem razões para isso, a contrabalançar os artistas internacionais com os grandes portugueses que puseram a arte contemporânea num pedestal. De Júlio Pomar a Andy Warhol, de José de Almada Negreiros a Marcel Duchamp, pode correr as mais variadas variantes artísticas ao longo deste roteiro que aqui lhe traçamos.

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Os cinco museus mais estranhos de Lisboa
  • Coisas para fazer
  • Centros culturais

Moldes de esculturas, dinheiro falso, uma peça para serrar crânios... Esta selecção teria lugar numa suposta Ala de Insólitos de um hipotético Museu dos Museus. Se já foi várias vezes ao Museu Nacional de Arte Antiga, conhece os cantos à Casa das Histórias da Paula Rego e sabe enumerar toda a Colecção Berardo, então se calhar está a precisar de um novo desafio. A verdade é que há muito mais, e insólito quanto baste, para descobrir nos museus mais estranhos em Lisboa e arredores. Dos gessos à extinta cera, com uma pausa pelo caminho na Polícia Judiciária, conheça estes cinco.

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