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Os museus de Lisboa que tem mesmo de visitar

Vamos ter museus novos, aumentados e cheios de gente. Estes são os museus de Lisboa por onde tem de passar este ano.

Fotografia: Arlindo Camacho

Alguns museus ainda funcionam como a arrecadação lá de casa: servem para amontoar tralha. Mas as coisas estão a mudar, a começar pelo impressionante Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia e a acabar na proposta do Governo de fixar a entrada gratuita para quem tem menos de 30 anos de idade. Deixamo-lo com uma visita guiada aos museus de Lisboa, dando razões para redescobrir os clássicos e ideias para explorar colecções surpreendentes.

Museus de lisboa que tem mesmo de visitar

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Casa das Histórias

A casa assinada por Souto de Moura é a jóia da coroa do Bairro dos Museus, criado para gerar sinergias entre 12 museus da vila de Cascais. Há duas exposições por ano e em permanência 22 obras e 29 desenhos de Paula Rego, com destaque para “Centauro” (1964) e “Anjo” (1998). 

Av. da República, 300. Ter a Dom, das 10.00 às 18.00 (Inverno) ou às 19.00 (Verão), 3€.

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Cascais
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Casa Fernando Pessoa

A casa onde Pessoa viveu os últimos 15 anos não é um museu, mas uma casa de autor, com a sua preciosa biblioteca, exposições temporárias e uma sala multimédia a contar a vida do escritor. Mas é no quarto do poeta que apetece demorar: está lá a máquina de escrever, há cópias de manuscritos sobre a cómoda, os lápis afiados que Pessoa guardava no bolso e até uma carta astral, a lembrar o seu lado místico. Na parede, o contrato de arrendamento é o original: 14 escudos /mês.

Rua Coelho da Rocha, 16. Seg a Sáb, das 10.00 às 18.00, 3€ (O bilhete dá entrada por 1€ na Casa dos Bicos, Fundação José Saramago – Rua dos Bacalhoeiros, Seg a Sáb, das 10.00 às 18.00, 3€).

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Campo de Ourique
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Centro de Arte Moderna

Qualquer desculpa é boa para voltar ao CAM, também hospedado na Fundação Calouste Gulbenkian. Uma nova apresentação da colecção, rica em nomes do modernismo português e arte britânica do século XX, foi inaugurada em Junho. Em Setembro, é altura para conhecer a arte contemporânea angolana de Antonio Ole. Desde Janeiro que o CAM passou a funcionar sob a gestão da mesma directora do Museu Gulbenkian, Penelope Curtis.

A VER “Eu não evoluo, viajo – Retrospectiva de José Escada”, no CAM até 31 de Outubro.

Rua Dr. Nicolau de Bettencourt. Qua a Seg, das 10.00 às 17.45,5€. Entrada grátis ao domingo. 

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São Sebastião
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MUDE - Museu do Design e da Moda

A reabilitação do edifício obrigou a uma itinerância temporária do MUDE. E enquanto as obras não terminam, os objectos que revolucionaram o design continuam na Rua Augusta. Estão  lá o rádio dos irmãos Castiglioni e o candeeiro gigante de Gaetano Pesce, móveis de Le Corbusier, roupas assinadas por Gautier... e até uma cassete áudio.

IMPRESSIONA O salto alto de 22 cm de altura. Até Naomi Campbell tropeçou com ele na passerelle, quando desfilava a criação de Vivienne Westwood em Paris, em 1993.

Rua Augusta, 24. Ter a Dom, das 10.00 às 18.00. Entrada grátis

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Baixa Pombalina
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Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva

Foi em Paris que a pintora de perspectivas labirínticas conheceu o húngaro Arpad Szenes, mas foi a Lisboa que Vieira da Silva deixou o legado de ambos: desenhos e pinturas, mas também ilustrações, fotografias e cartas. As obras de coleccionadores e herdeiros também estão no museu e os pincéis e tintas de Vieira da Silva permanecem na casa onde morou, a mesma onde acontecem eventos relacionados com o ateliê e residências artísticas.

IMPRESSIONA Em Atelier Lisbonne (1934 -1935), Vieira da Silva introduziu pela primeira vez a perspectiva para representar um espaço interior fechado, sem portas nem janelas – é a obra mais valiosa da colecção do museu.

Praça das Amoreiras, 56. Ter a Dom, das 10.00 às 18.00, 5€. Grátis no primeiro domingo do mês. 

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
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Museu Calouste Gulbenkian

Lá dentro, há arte egípcia e greco-romana, pinturas de Rembrandt e Manet, uma Diana de mármore que pertenceu a Catarina da Rússia e uma libélula de arte nova, a estrela entre as jóias de René Lalique. No jardim, os recantos foram desenhados por Ribeiro Telles: conte com lagos, patos, pinturas, actividades e gelados.

A VER A exposição “60 anos – Mais ou Menos” para comemorar o aniversário da Fundação e “A Descida de Inanna ao infra-mundo”, do período Neo-Sumério, na nova vitrine dedicada à arte da Mesopotâmia.

 Av. de Berna, 45A. Qua a Seg, das 10.00 às 18.00, 5€. Entrada grátis ao domingo.

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São Sebastião
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Museu Colecção Berardo

O contrato do Estado com o Museu Berardo, instalado no CCB desde 2007, termina em 2016. O PS prometeu manter a colecção em Portugal e mais à frente se saberá em que moldes. Entretanto, há 862 razões para voltar ao CCB, entre o acervo e a exposição, que atravessa o século XX, inclui dois Picasso e uma tela de Chagall de 23 metros que foi avaliada pela Christie's em 316 milhões de euros.

VEM AÍ “A Conversa Inacabada: Codificação/Descodificação”, um desafio iniciado a partir do trabalho do historiador Stuart Hall, inaugura a 21 de Setembro.

A SABER A obra mais valiosa da colecção é o quadro de Picasso Femme dans un fauteuil (métamorphose), de 1929, avaliado em 18 milhões de euros.   

Praça do Império. Todos os dias, das 10.00 às 19.00. Entrada grátis (à excepção de algumas exposições temporárias).

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Belém
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Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia – MAAT

O MAAT nasceu em Junho, inaugura em Outubro e estará a funcionar em pleno em Março de 2017. Confuso? Nós explicamos. O MAAT vai englobar o Museu da Electricidade e a programação já arrancou, com exposições na Central Tejo. Em Outubro, é inaugurado o novo edifício, com a apresentação de uma instalação encomendada à artista Dominique Gonzales-Foerster. A partir daí, começam a realizar-se lá eventos relacionados com as exposições. Em Março do próximo ano há mais novidades e o novo edifício, desenhado pela inglesa Amanda Levete, passa a poder ser visitado no horário habitual, enquanto parte integrante do MAAT.

Av. Brasília, 21 002 81 90/30. Ter a Dom, das 10.00 às 18.00, preço a definir. 

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Museu do Aljube

Entender a ditadura de Salazar é também saber como funcionava o serviço de informações, ler despachos da censura e mergulhar no 3D de uma reunião clandestina, com panfletos escritos numa máquina de escrever protegida por madeira, para abafar o som das teclas. Não faltam testemunhos de tortura e episódios que desafiam os “brandos costumes”. Em 1958, a mulher do embaixador do Brasil viu cair um corpo de uma janela do quarto andar da sede da PIDE. O regime justificou-se: Era “apenas um comunista sem importância”.

IMPRESSIONA O telefone toca à passagem pelos curros, as celas de um metro por dois dos presos do regime. O som traz lembranças antigas, anunciava a tortura, um novo interrogatório.

Rua Augusto Rosa, 42. Ter a Dom, das 10.00 às 18.00. Entrada grátis

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Santa Maria Maior
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Museu do Dinheiro

Museu do Dinheiro

A descoberta da muralha que D. Dinis construiu no século XIII na zona que é hoje a baixa de Lisboa atrasou as obras do museu, mas trouxe-lhe relevância arqueológica. Lá dentro, geopolítica e história cruzam-se na colecção de notas de todo o mundo e a evolução do dinheiro mostra-se nas máquinas de cunhagem. A moderna tecnologia diz-nos se a nota que trazemos no bolso é verdadeira ou falsa.

EXPERIMENTAR A barra de ouro na foto pesa 12 quilos, mas vale a pena levantá-la só para poder dizer que já teve 388 mil euros na mão.

Largo de São Julião. Qua a Sáb, das 10.00 às 18.00. Entrada grátis

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