Centro de Arte Moderna Gulbenkian
Francisco Romão Pereira | Centro de Arte Moderna Gulbenkian

Centro de Arte Moderna Gulbenkian

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O Centro de Arte Moderna Gulbenkian reabriu portas em Setembro de 2024 e está irreconhecível. Aberto ao exterior e a ligar o Jardim Gulbenkian ao seu mais recente prolongamento, a sul, tem espaço e luz de sobra para acolher três exposições simultâneas e ainda uma cápsula dedicada à videoarte, uma sala para arte sonora e ainda uma terceira dedicada ao desenho.

Detalhes

Endereço
Rua Marquês de Fronteira, 2
Lisboa
1050-078
Preço
8€-16€
Horário
Dom-Seg, Qua-Sex 10.00-18.00, Sáb 10.00-21.00

Novidades

A Exposição de um Sonho

A partir de textos de memórias e fragmentos de recordações escritos por Gabriel Abrantes, Robert Barry, Genesis Breyer P-Orridge, FM Einheit, Alexandre Estrela, Tim Etchells, Susie Green, Karl Holmqvist, David Link, Pierre Paulin, Emilie Pitoiset, Lee Ranaldo, Susan Stenger e Apichatpong Weerasethakul, o músico, compositor e performer alemão FM Einheit foi convidado a compor 16 obras, que surgem na exposição como sonhos interpretados sob a forma de canções. A exposição ocupa o Espaço Engawa do CAM e tem curadoria de Mathieu Copeland.

Inês Zenha. Águas Turvas

Depois da primeira exposição individual institucional, a artista portuguesa ocupa a Sala Projecto com uma exposição imersiva, que conta com trabalhos em pintura, escultura e instalação, com curadoria de João Mourão e Luís Silva. "Recorrendo a materiais como adobe, cerâmica e água, Zenha convida o público a uma viagem por corpos e seres híbridos, reservatórios, sistemas de drenagem e escoamento tanto urbanos como corporais", pode ler-se no descritivo.

Xerazade, a Coleção Interminável do CAM

Ao longo de 14 núcleos temáticos, a exposição (que não é permanente, mas quase – vai ficar durante dois anos) apresenta a colecção do Centro de Arte Moderna Gulbenkian em todo o seu esplendor. Ao todo, são cerca de 160 obras do século XX, assinadas por quase uma centena de artistas. Entre elas, algumas estão a ser expostas pela primeira vez desde que adquiridas pela fundação. Ora por coincidências formais, ora por linhas discursivas comuns, agrupam-se e sucedem-se ao sabor dos contos de As Mil e Uma Noites e da figura da sua narradora, Xerazade. A curadoria é de Leonor Nazaré.

Shikama

Três corpos, três territórios e um violoncelo encontram-se no palco do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian entre 14 e 16 de Novembro. A artista multidisciplinar Dorothée Munyaneza apresenta a estreia absoluta de Shikama, uma criação integrada na programação do Alkantara Festival 2026. O título deriva da palavra kinyarwanda Gushikama, que significa "criar raízes". Em cena, Munyaneza junta-se à bailarina e investigadora cultural Inés Sybille Vooduness e ao compositor e artista interdisciplinar Matthew Jamal. Através da improvisação contínua entre som, texto, canto e movimento, a peça aborda a ruptura como força dinâmica e questiona como é possível fixar pertença perante a instabilidade do mundo. A apresentação surge no âmbito do Prémio Salavisa European Dance Award. A sessão de 15 de Novembro conta com uma conversa pós-espectáculo com Dorothée Munyaneza e Aoaní (em inglês). Os bilhetes têm o valor único de 10€.

Coisa-Ponta

Nascido de uma cumplicidade artística iniciada em 1999 após o contacto com a arte surrealista, o dueto Coisa-Ponta, das criadoras e intérpretes Ana Rita Teodoro e Márcia Lança, sobe ao palco da Sala Estúdio do CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian de 21 a 23 de Novembro, no âmbito do Alkantara Festival. Ao longo de uma hora, a peça coloca o pensamento ético e estético das duas artistas em diálogo directo com estratégias de composição surrealistas, desactivando a acção consciente e cruzando matérias díspares para criar um espaço performativo onde a intuição e o não-sentido assumem o papel central num formato onde o público se pode deslocar livremente pelo espaço. Com bilhetes a 10€, a apresentação inclui livrete informativo em português e inglês e conta com sessão com audiodescrição no dia 22 de Novembro.
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