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O maravilhoso mundo dos azulejos em Lisboa

Contam histórias, desdobram-se em arco-íris cerâmicos ou revestem monocromaticamente divisões ou fachadas da cidade.
surrealejos
©DR
Por Editores da Time Out Lisboa |
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Os azulejos fazem parte da identidade gráfica da cidade e lá vão contando histórias do passado de Lisboa. Os primeiros azulejos hispano-mouriscos foram importados de Sevilha por volta de 1503, mas o seu uso foi democratizado após o grande terramoto de 1755, quando muitos aproveitaram azulejos dos escombros para decorarem as suas casas, longe de serem palácios. Não demoraram muito tempo a ser produzidos em Lisboa e são hoje (e desde há muito tempo, na verdade) um dos cartões de apresentação da cidade. Os criativos da cidade vão trazendo esta arte para o século XXI, e assim, em Lisboa, podemos saltitar entre quadradinhos de outros tempos e contemporâneos.

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O maravilhoso mundo dos azulejos em Lisboa

oficina santa rufina
Fotografia: Inês Félix
Compras, Arte, artesanato e passatempos

Oficina Santa Rufina

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Um espaço que mora na colina do Castelo há cerca de cinco décadas, mas que é mais famoso entre quem nos visita. Poucos portugueses tocam à campainha da oficina hoje liderada pela artesã e desenhadora Cristina Lopes, nascida na Mouraria e formanda de Querubim Lapa na António Arroio. Começou a trabalhar nesta oficina com apenas 19 anos, conhece bem os cantos à casa e os cantos de todo o tipo de azulejos. 

solar antiques
©Inês Félix
Compras, Antiguidades

Solar Antiques

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

É a maior e mais antiga loja do mundo especializada em azulejos originais. Verónica Leitão é a terceira geração da família a abraçar o negócio que inclui um número infindável de azulejos portugueses dos séculos XV a XIX, painéis originais, como o Painel dos Saltimbancos que nasceu no século XVIII na Quinta dos Anjos de Carnide (por 8200€ é seu), muita porcelana das Caldas da Rainha, colunas em talha, portas, peças de exterior, um cantinho Bordalo – tudo, enfim, o que Manuel Leitão, filho do fundador, acredita ser a alma de um povo. “Não estamos a vender, estamos a transmitir conhecimento e peças a gerações futuras”, defende. E é seguro comprar aqui azulejos: “Não compramos em pequenas quantidades, porque podem ser azulejos roubados. Tudo o que compramos é reportado à polícia”, explica Verónica. Se quiser um bonito azulejo, por 10€ vai bem servido.

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Igreja da Madre de Deus
©Museu Nacional do Azulejo
Museus

Museu Nacional do Azulejo

icon-location-pin Beato

O azulejo é a prova física do sentido prático dos portugueses que escolheram este material convencionalmente pobre para decorar espaços interiores e edifícios. No Museu, instalado no Convento da Madre de Deus, estão representados alguns dos mais significativos exemplares da azulejaria nacional, do século XV até aos nossos dias.

Mural de André Saraiva
Fotografia: Ana Luzia

Mural de azulejos de André Saraiva

André Saraiva criou para o Jardim Botto Machado (junto à Feira da Ladra) um megalómano mural com 188 metros de comprimento 1011m2 de área e precisamente 52 738 mil azulejos. André, luso-francês, ficou conhecido nos anos 90 com o seu alter ego Mr. A, uma personagem que também funciona como a sua assinatura e que se espalhou por algumas cidades europeias. Este mural reinterpreta a cidade com alusão a alguns dos principais monumentos, misturados com outros elementos, como uma Torre Eiffel.

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livros sobre lisboa
©DR

Livro Azulejo em Lisboa

Os azulejos de Lisboa são um dos tesouros da Europa. E como qualquer tesouro que se preze, precisa de um mapa para ser encontrado, mesmo que muitas das suas joias estejam à vista de todos. Este álbum fotográfico da editora Zest chama-se Azulejo em Lisboa, é da autoria da Direcção Municipal de Cultura e além das fotografias, assinadas por José Vicente, traz um mapa acoplado que pode ser comprado em conjunto ou em separado. A viagem proposta começa no século XVI e ao longo de palácios, igrejas ou fachadas, dará atenção a artistas mais antigos, como o Ferreira das Tabuletas (Loja Viúva Lamego, no Largo do Intendente), a outros mais modernos, como Almada Negreiros (Rua do Salitre, 132).

Preço: 24€ em www.zestbooks.pt

Cortiço & Netos
©DR
Compras, Decoração

Cortiço & Netos

icon-location-pin São Vicente 

Os netos do senhor Cortiço herdaram um dos maiores stocks de azulejos da cidade. Nesta verdadeira azulejoteca encontra todo o tipo de formas, relevos e cores, entre azulejos mais comuns e outros mais raros. Se partiu um azulejo antigo na cozinha lá de casa, esta loja pode ser mesmo a única solução para tapar o buraco. Mas a Cortiço & Netos não se limita a vender quadradinhos. Os tabuleiros, também feitos com azulejos antigos, têm muita saída, fora os projectos desenvolvidos pela loja, já com um pé nas artes. Afinal, instalações, exposições e projectos de design, como o Bairro do Avillez, só ficam bem no currículo de uma das lojas mais especiais de Lisboa.

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fábrica santana, fornos
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras, Arte, artesanato e passatempos

Fábrica Sant’Anna

icon-location-pin Alcântara

A cada passo que damos, numa das mais antigas fábricas de Lisboa, encontramos quadrados de história nas paredes. Inaugurada em 1741 na Rua de Sant’Anna à Lapa, mudou-se para a Junqueira quando a Avenida Infante Santo rasgou a fábrica ao meio. Nos anos 30 instalou-se na Ajuda, onde ainda funciona hoje, também como loja (além da segunda loja na Rua do Alecrim). Aqui tudo se cria através do uso de técnicas ancestrais e processos artesanais, da modelação à cozedura. Tanto pode encomendar um azulejo com padrões do século XVI, painéis de azulejos e faiança, encomendar um restauro ou mesmo frequentar um workshop de azulejos. Estará a aprender com os melhores.

surrealejos
©DR
Compras, Arte, artesanato e passatempos

Surrealejos

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Um jovem italiano mudou-se para Lisboa para dar à azulejaria portuguesa uma pitada de surrealismo.Estes azulejos têm caveiras, elefantes, crustáceos de toda a espécie, insectos, sardinhas, tesouras e alfinetes de ama. Além de os poder comprar individualmente, o artista também está aberto a outras sugestões, seja um conjunto de quatro azulejos dentro de uma moldura minimalista, seja uma encomenda megalómana de um painel surrealista. Quer forrar as paredes da casa de banho? Também se arranja.

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Galeria Ratton
©DR
Arte

Galeria Ratton

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Um projecto tornado possível graças à colaboração de artistas portugueses, alemães, espanhóis e americanos, como Paula Rego, Júlio Pomar, Menez, Costa Pinheiro, Jorge Martins, Graça Morais, Lourdes Castro, João Vieira, Bartolomeu dos Santos, Pedro Proença, Andreas Stöcklein, Querubim Lapa, Isabel Azeredo, Cristina Lamas, lluis Hortallà, Pedro Cabrita Reis e Betty Woodman, entre outros. Em 1987, a galeria Ratton apostava na produção de cerâmica, convidando pintores e artistas plásticos a trabalharem o azulejo, essa bandeira nacional. Encetava-se assim um trajecto de recuperação da tradição deste ex-líbris, não só pelo enfoque na evolução das técnicas de produção como pelas novas formas de viver os espaços, com o azulejo a reflectir as tendências dos dias que correm.

Arte nas ruas da cidade

monumento ao calceteiro
Fotografia: Duarte Drago
Arte, Arte pública

Monumentos de Lisboa: estátuas de A a bronze

As estátuas são como aquele amigo que está sempre lá, mas com quem nunca conseguimos combinar um café. Estas são algumas das obrigatórias, para conhecer melhor e, de preferência, de bem perto. Há muitas coisas que os turistas fazem e todos os lisboetas devem experimentar, uma delas até passa por uma visita à Casa dos Gessos para ver o molde que deu origem à estátua de D. José I na Praça do Comércio. Mas desta vez queremos que preste mais atenção às obras finais, da mais antiga à mais polémica, ali no topo do Parque Eduardo VII.

Ó Galeria
Fotografia: Arlindo Camacho
Arte, Galerias

Galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo

Museus e centros de difusão de arte contemporânea são o pão nosso de cada dia no habitual roteiro cultural dos lisboetas. Mas, onde andam os artistas emergentes? Esses que não correm as bocas do mundo e que têm potencial para mover montes e vales no panorama artístico? Nas galerias, está claro. Enamorar-se de uma peça de design nórdico e aproveitar para ver o que está exposto nas paredes de uma loja no Cais do Sodré. Ir fazer compras à Mouraria e encontrar ilustrações no lugar de um antigo minimercado. Passear por Santos e acabar entre arte contemporânea e tatuagens. Todos estes cenários são possíveis e há muitos mais a descobrir com as galerias de arte em Lisboa. Ora tome lá uma lista de galerias de arte alternativas, algumas ainda meninas e moças na capital onde se compra e desfruta de arte em todos os moldes. Cada uma delas merece uma visita com olhos de lince, atentos ao mais pequeno detalhe.

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