O maravilhoso mundo dos azulejos em Lisboa

Contam histórias, desdobram-se em arco-íris cerâmicos ou simplesmente revestem monocromaticamente divisões ou fachadas da cidade.

©DR

Os primeiros azulejos hispano-mouriscos foram importados de Sevilha por volta de 1503. Não demoraram muito tempo a ser produzidos em Lisboa e são hoje (e desde há muito tempo, na verdade) um dos cartões de apresentação da cidade.

O maravilhoso mundo dos azulejos em Lisboa

Museu Nacional do Azulejo

5 /5 estrelas

O azulejo é a prova física do sentido prático dos portugueses que escolheram este material convencionalmente pobre para decorar espaços interiores e edifícios. No Museu, instalado no Convento da Madre de Deus, estão representados alguns dos mais significativos exemplares da azulejaria nacional, do século XV até aos nossos dias.

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Beato
Mural de azulejos de André Saraiva

Mural de azulejos de André Saraiva

André Saraiva criou para o Jardim Botto Machado (junto à Feira da Ladra) um megalómano mural com 188 metros de comprimento 1011m2 de área e precisamente 52 738 mil azulejos. André, luso-francês, ficou conhecido nos anos 90 com o seu alter ego Mr. A, uma personagem que também funciona como a sua assinatura e que se espalhou por algumas cidades europeias. Este mural reinterpreta a cidade com alusão a alguns dos principais monumentos, misturados com outros elementos, como uma Torre Eiffel.

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Livro Azulejo em Lisboa

Livro Azulejo em Lisboa

Os azulejos de Lisboa são um dos tesouros da Europa. E como qualquer tesouro que se preze, precisa de um mapa para ser encontrado, mesmo que muitas das suas joias estejam à vista de todos. Este álbum fotográfico da editora Zest chama-se Azulejo em Lisboa, é da autoria da Direcção Municipal de Cultura e além das fotografias, assinadas por José Vicente, traz um mapa acoplado que pode ser comprado em conjunto ou em separado. A viagem proposta começa no século XVI e ao longo de palácios, igrejas ou fachadas, dará atenção a artistas mais antigos, como o Ferreira das Tabuletas (Loja Viúva Lamego, no Largo do Intendente), a outros mais modernos, como Almada Negreiros (Rua do Salitre, 132).

Preço: 24€ em www.zestbooks.pt

Cortiço & Netos

5 /5 estrelas

Os netos do senhor Cortiço herdaram um dos maiores stocks de azulejos da cidade. Nesta verdadeira azulejoteca encontra todo o tipo de formas, relevos e cores, entre azulejos mais comuns e outros mais raros. Se partiu um azulejo antigo na cozinha lá de casa, esta loja pode ser mesmo a única solução para tapar o buraco. Mas a Cortiço & Netos não se limita a vender quadradinhos. Os tabuleiros, também feitos com azulejos antigos, têm muita saída, fora os projectos desenvolvidos pela loja, já com um pé nas artes. Afinal, instalações, exposições e projectos de design, como o Bairro do Avillez, só ficam bem no currículo de uma das lojas mais especiais de Lisboa.

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São Vicente 
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Fábrica Sant’Anna

5 /5 estrelas

A cada passo que damos, numa das mais antigas fábricas de Lisboa, encontramos quadrados de história nas paredes. Inaugurada em 1741 na Rua de Sant’Anna à Lapa, mudou-se para a Junqueira quando a Avenida Infante Santo rasgou a fábrica ao meio. Nos anos 30 instalou-se na Ajuda, onde ainda funciona hoje, também como loja (além da segunda loja na Rua do Alecrim). Aqui tudo se cria através do uso de técnicas ancestrais e processos artesanais, da modelação à cozedura. Tanto pode encomendar um azulejo com padrões do século XVI, painéis de azulejos e faiança, encomendar um restauro ou mesmo frequentar um workshop de azulejos. Estará a aprender com os melhores.

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Alcântara

Surrealejos

Um jovem italiano mudou-se para Lisboa para dar à azulejaria portuguesa uma pitada de surrealismo.Estes azulejos têm caveiras, elefantes, crustáceos de toda a espécie, insectos, sardinhas, tesouras e alfinetes de ama. Além de os poder comprar individualmente, o artista também está aberto a outras sugestões, seja um conjunto de quatro azulejos dentro de uma moldura minimalista, seja uma encomenda megalómana de um painel surrealista. Quer forrar as paredes da casa de banho? Também se arranja.

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Castelo de São Jorge
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Galeria Ratton

5 /5 estrelas

Um projecto tornado possível graças à colaboração de artistas portugueses, alemães, espanhóis e americanos, como Paula Rego, Júlio Pomar, Menez, Costa Pinheiro, Jorge Martins, Graça Morais, Lourdes Castro, João Vieira, Bartolomeu dos Santos, Pedro Proença, Andreas Stöcklein, Querubim Lapa, Isabel Azeredo, Cristina Lamas, lluis Hortallà, Pedro Cabrita Reis e Betty Woodman, entre outros. Em 1987, a galeria Ratton apostava na produção de cerâmica, convidando pintores e artistas plásticos a trabalharem o azulejo, essa bandeira nacional. Encetava-se assim um trajecto de recuperação da tradição deste ex-líbris, não só pelo enfoque na evolução das técnicas de produção como pelas novas formas de viver os espaços, com o azulejo a reflectir as tendências dos dias que correm.

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Chiado/Cais do Sodré

Arte nas ruas da cidade

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