Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo

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Malapata
Fotografia: Manuel Manso

Galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo

Entre talentos emergentes e nomes consagrados, conheça os lugares menos óbvios das galerias de arte em Lisboa

Por Editores da Time Out Lisboa
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Museus e centros de difusão de arte contemporânea são o pão nosso de cada dia no habitual roteiro cultural dos lisboetas. Mas, onde andam os artistas emergentes? Esses que não correm as bocas do mundo? Nestas galerias, está claro.

Enamorar-se de uma peça de design nórdico e aproveitar para ver o que está exposto nas paredes de uma loja no Cais do Sodré. Ir fazer compras à Mouraria e encontrar ilustrações no lugar de um antigo minimercado. Passear por Santos e acabar entre arte contemporânea e tatuagens. Todos estes cenários são possíveis e há muitos mais a descobrir com as galerias de arte em Lisboa.

Ora tome lá uma lista de galerias de arte alternativas, algumas ainda meninas e moças na capital onde se compra e desfruta de arte em todos os moldes. Cada uma delas merece uma visita com olhos de lince, atentos ao mais pequeno detalhe.

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Galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo

Ó Galeria
Ó Galeria
Fotografia: Arlindo Camacho

1. Ó Galeria

Arte Desenho e ilustração Castelo de São Jorge

Bendita a hora em que a galeria portuense resolveu rumar a sul e instalar-se na Mouraria. A vinda para Lisboa começou por ser temporária, mas o facto é que foi esticando, sem arredar pé. Além das exposições que dão a conhecer melhores uma nova geração de autores, para quem procura uma ilustração especial, a Ó Galeria é um verdadeiro mundo para os amantes da ilustração – quem nos dera ter paredes assim lá em casa. 

Telas de Ana Jacinto Nunes
Telas de Ana Jacinto Nunes
Fotografia: Inês Félix

2. Galeria Cisterna

Arte Chiado

Na sua primeira vida, pelo menos de que há registo, foi reservatório de água. A antiga cisterna do século XVII, paredes meias com a Muralha Fernandina, renasceu – a partir da sua capacidade original de armazenar e partilhar – como galeria de arte contemporânea. Mas a programação não se esgota na rotina de uma galeria tradicional. Há, nos mais de cem metros quadrados, vontade para cursos, workshops e conversas com artistas, curadores e outros intervenientes culturais.

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Underdogs: from lisbon to the world
Underdogs: from lisbon to the world
Bruno Lopes

3. Galeria Underdogs

Arte Marvila

Nascida em 2010 num armazém colossal do Braço de Prata, por aí passam alguns dos mais mediáticos artistas da actualidade. Dantes, o grande corpo artístico que é a Underdogs vivia com um pé em Marvila e outro no Cais do Sodré, mas os pés juntaram-se para caberem todos dentro do armazém na Rua Fernando Palha. Se antes havia duas casas a albergar obras de arte, agora passa a haver só uma – a Underdogs Art Store está instalada em Marvila, junto da galeria que sempre esteve por ali. Além disso, há também a Underdogs Capsule, dedicada a pequenas exposições e projectos experimentais.

4. Galeria Brisa

Arte Arte contemporânea Chiado

O casal Bebel Moraes e Daniel Mattar veio directamente do Rio de Janeiro para se apaixonar por Lisboa. A paixão pela cidade e pela arte fez com que abrissem uma galeria de arte contemporânea – a Brisa. Com uma longa experiência na área da fotografia é aí que está o ponto forte deste novo espaço no Chiado. As vivências no mundo da moda brasileira – ela como stylist e ele como fotógrafo – motivaram vários projectos fotográficos que abordam temáticas das sociedades tradicionais e que agora trazem para a nossa cidade.

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Oficina Impossível
Oficina Impossível
Fotografia: Inês Félix

5. Oficina Impossível

Coisas para fazer Grande Lisboa

Antes de ser o que é hoje, foi uma mercearia, um atelier de arquitectura e até uma biblioteca genealógica. No número 102 da Calçada Marquês de Abrantes, em Santos-o-Velho, vive agora a Oficina Impossível, onde os sonhos de artistas e artesãos se concretizam à medida das suas vontades. O espaço, que inclui um cowork, passou a ser “uma galeria viva com artistas e artesãos lá dentro”.

Malapata
Malapata
Fotografia: Manuel Manso

6. Malapata

Compras Arte, artesanato e passatempos Chiado

Abriu portas já a pensar numa nova vaga de autores cheios de jeito para o desenho, mas não se esqueceu dos nomes consagrados. A Malapata é um espaço exclusivamente dedicado à ilustração, onde brilham artistas como João Fidalgo, Murta, Tânia Ferrão e Madalena Braga. O formato, esse, é ao gosto do freguês. A galeria tem um gosto especial por coisas pequenas, do clássico A4 aos sacos de lona e pins.

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DUPLEX
DUPLEX
Duarte Drago

7. Duplex AIR

Coisas para fazer São Vicente 

Uma loja, uma galeria e um cowork artístico juntam-se num Duplex – é assim que a história começa, e a partir daí é simples. Já a chegar à Graça, onde a inclinação da Rua Angelina Vidal demove muitos caminhantes, uma antiga fábrica de móveis e cozinhas foi transformada num hub cultural com ateliês para artistas com espaço para exposições. É no piso subterrâneo que encontra a galeria espaçosa, cujas mostrasvão sendo anunciadas na página de Facebook do Duplex.

art room
art room
©DR

8. Art Room

Compras Arte, artesanato e passatempos Chiado/Cais do Sodré

Em dias de exposições individuais, a escolha fica mais limitada, ainda assim, a ilustração e a serigrafia são um dos pratos fortes deste sótão de ar encantador no Príncipe Real. Se quiser preparar uma visita, pode sempre dar uma vista de olhos no Facebook, onde o Art Room vai partilhando as últimas novidades.

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NOTE galeria de arquitectura
NOTE galeria de arquitectura
fotografia: Inês Félix

9. NOTE

Arte Arquitectura Bairro Alto

A NOTE é a primeira galeria privada de arquitectura em Lisboa. Nasceu como um novo espaço cultural do Bairro Alto, no número 32 da Travessa da Cara, dedicado à divulgação e ao debate sobre a arquitectura e o seu papel na construção da dinâmica das cidades e da sociedade. A Note quer tirar das instituições e levar para a rua a consciência do papel da arquitectura na qualidade de vida das pessoas.

10. Primner

Arte Santa Maria Maior

Chegou a Lisboa pelas mãos de Andrea e Rodolfo Guerra, para se instalar junto à Sé. A Galeria Primner ainda cheira a novo e assume-se como um espaço totalmente dedicado à arte brasileira do século XX, com particular destaque para o concretismo e neoconcretismo, movimento artístico surgido no Rio de Janeiro. Assumem-se como um veículo de divulgação da arte contemporânea do Brasil em Portugal, que ajuda no diálogo transatlântico e no enriquecimento da diversidade multicultural de Lisboa.

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JUANCRUZIBANEZ.COM

11. Uma Lulik

Arte Alvalade

A Uma Lulik é uma das mais recentes galerias de arte contemporânea na cidade. O espaço é dedicado à arte oriunda da América do Sul, África, Médio Oriente e sul da Ásia. A Uma Lulik tem como missão divulgar o trabalho de artistas daquelas regiões, funcionando como uma plataforma de divulgação e, simultaneamente, quer desmistificar a arte contemporânea proveniente de outras geografias emergentes.

balcony
balcony
©DR

12. Balcony

Arte Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A Balcony chegou à cidade pelas mãos dos coleccionadores portugueses Luís Neiva, Paulo Caetano e Pedro Magalhães e pretende dar a conhecer novos artistas para servir de rampa de lançamento das jovens carreiras na arte contemporânea. De paredes branquinhas e chão de linóleo azul, a galeria vai reunindo um portefólio de artistas que vai aumentando à medida que as exposições se vão desenrolando. 

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Galeria Madragoa
Galeria Madragoa
©DR

13. Galeria Madragoa

Arte Arte contemporânea Estrela/Lapa/Santos

É fácil adivinhar em que bairro alfacinha abriu as suas portas, em Abril de 2016. Na Galeria Madragoa, a arte contemporânea concentra as atenções dos seus fundadores, o italiano Matteo Consonni e o português Gonçalo Jesus, apostados em cavalgar a onda cool que varre a capital. Um encontro latino firmado nesta zona histórica de Lisboa, de portas abertas para o mundo, já que o espaço pretende trabalhar com artistas nacionais e internacionais. Luís Lázaro Matos e Sara Chang Yan (Portugal), Renato Leotta (Itália), Adrián Balseca (Equador), Joanna Piotrowska (Polónia) e Rodrigo Hernandez (México) são os nomes em destaque.

A pequena galeria
A pequena galeria
©DR

14. A Pequena Galeria

Arte Fotografia Cais do Sodré

Evoca a história da The Little Galleries of the Photo-Secession, uma galeria fundada a 24 de Novembro de 1905 por Alfred Stieglitz e Edward Steichen, em Nova Iorque, mas o espaço é bem lisboeta. Pequeno em tamanho, justamente grande na ambição. A fotografia e o coleccionismo são a alma desta galeria na 24 de Junho. A equipa de associados é composta por Carlos Oliveira Cruz, Luís Pereira, Carlos Gonçalves, Bernardo Trindade, Cristina H. Melo e Raquel Pinhão.

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Galeria Zaratan
Galeria Zaratan
©DR

15. Zaratan

Arte Arte contemporânea Avenida da Liberdade/Príncipe Real

É numa simpática esquina que se esconde e revela a Zaratan, onde a arte contemporânea, pensada pelos artistas que gerem a casa, se encontra com eventos paralelos, como a música e a performance. Outro dos pontos altos é a produção e publicação de múltiplos de arte, livros e edições de artistas, uma actividade estreada em 2015 quando a galeria abriu o Espaço Múltiplo, pequeno arquivo fundado em parceria com a 1359 (impressão e edição) e com a Associação Terapêutica do Ruído (promotor de música experimental). Aqui é possível aceder a uma selecção de temas e artistas do panorama actual da arte, da edição à música.

Grafiti Wozen
Grafiti Wozen
©DR

16. Wozen

Arte Arte contemporânea Estrela/Lapa/Santos

Imagine um espaço onde as exposições e residências artísticas se associam a tatuagens e até a bebés a pintar. Não é preciso imaginar mais. Tudo isto pode acontecer na Wozen (um acrónimo para World Citizenship), o espaço de encontro e disseminação da arte nas Janelas Verdes, ou uma galeria muito pouco convencional que funciona como estúdio vivo, sem fronteiras. O projecto nasceu em 2016 em Lisboa, e resulta do encontro de mentes portuguesas e cariocas. 

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Verso Branco
Verso Branco
Fotografia: Arlindo Camacho

17. Verso Branco

Compras Designer Chiado/Cais do Sodré

Não estranhe se a Verso Branco lhe parecer diferente sempre que passa pela Rua da Boavista. Esta loja de decoração, ateliê e galeria de arte aposta na mudança constante de visual, o que pode ser um enorme problema para quem costuma ficar a babar na montra: o mobiliário com pinta nórdica e as peças com assinatura portuguesa nunca mais acabam, e só apetece comprar tudo. Pelo meio, o espaço acolhe exposições de arte. 

Vista da exposição "PAPERWORKS II, além do desenho" com obras de Ernesto de Sousa, e Juliane Solmsdorf na Galeria Belo-Galsterer
Vista da exposição "PAPERWORKS II, além do desenho" com obras de Ernesto de Sousa, e Juliane Solmsdorf na Galeria Belo-Galsterer
©DR

18. Galeria Belo-Galsterer

Arte Arte contemporânea Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Alda Galsterer representa Alexandre Conefrey, Juliane Solmsdorf, Marcelo Costa, Mário Macilau, Mel O'Callaghan, Pedro Calapez, e Pedro Sousa Vieira. Mas o cardápio de artistas alarga-se se contarmos com convidados como Ana Jotta ou Jorge Molder. Não esquecer também participações de Cristina Ataíde, Carolina Almeida, Pedro Proença, Susana Anágua, Friederike Just, João Grama, Marta Alvim, entre outros. A Belo-Galsterer centra-se na arte contemporânea, ocupando desde 2012 o primeiro andar de um edifício art déco dos anos 40.

Arte em Lisboa

arte urbana
Bruno Barata

Roteiro de arte urbana em Lisboa

Coisas para fazer

Vhils, Bordalo II, Aka Corleone, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Se por um lado Lisboa está em guerra com taggers com pouco talento para a coisa – e que fazem questão de espalhar assinaturas por tudo quanto é sítio –, por outro a cidade é cada vez mais um museu a céu aberto de belíssimas obras de arte urbana.

Malapata
Fotografia: Manuel Manso

Lojas e galerias em Lisboa para comprar ilustrações

Compras Arte, artesanato e passatempos

Quem disse que a ilustração é o parente pobre da arte? Em Lisboa, conseguimos encontrar lojas e galerias que provam o contrário, com o melhor que anda a ser feito nas áreas da ilustração e da serigrafia. 

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