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Campo Chicago - Chelas
Hoopers/Malagueta

Um roteiro de arte urbana em Marvila

Trabalhos de grande escala, uma explosão de cores e várias boas desculpas para instagramar. Descubra a arte urbana em Marvila.

Escrito por
Miguel Branco
,
Raquel Dias da Silva
e
Francisca Dias Real
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Nos últimos anos, Marvila tornou-se uma autêntica galeria a céu aberto. Anote como coordenadas o Bairro das Salgadas (Rua Dinah Silveira de Queiroz), a Quinta Marquês de Abrantes (Rua Alberto José Pessoa) e o Bairro da Quinta do Chalé (Rua José do Patrocínio), três dos núcleos abrangidos pelos artistas das tintas. Para um roteiro com orientação a preceito, consulte as visitas-guiadas da Galeria de Arte Urbana. De caminho, não se esqueça de visitar a Galeria Underdogs, meca da cultura visual, e de passar a pente fino a restante oferta ao nível das artes

Recomendado: O VOMA é o primeiro museu de arte totalmente virtual

Um roteiro de arte urbana em Marvila

Apeadeiro de Marvila
GAU

1. Apeadeiro de Marvila

Depois de obras de requalificação promovidas pela Infraestruturas de Portugal, que está empenhada em valorizar espaços ferroviários através da incorporação de graffiti regulados, o Apeadeiro de Marvila está de cara lavada. Desenvolvida em parceria com a Galeria de Arte Urbana da Câmara Municipal de Lisboa, a intervenção é da autoria de LS, um artista local com várias intervenções em Marvila, e de Styler a.k.a, conhecido pelo seu fotorrealismo. Do trabalho conjunto resultaram vários elementos geométricos coloridos e de símbolos identitários do bairro.

Azinhaga dos Alfinetes, perto da Biblioteca Municipal

Chicago
Hoopers/Malagueta

2. Chicago

Depois de Akacorleone tratar do campo do Campo Mártires da Pátria, há mais uma intervenção do género no mítico campo de basquetebol Chicago, no bairro dos Lóios, em Chelas, que ganhou cor por culpa dos Halfstudio. A dupla não se desviou daquilo pelo qual são conhecidos – o lettering. Nesta intervenção pode ler-se Chicago, o nome pelo qual “Maninho” baptizou o local nos anos 90, aberto a qualquer pessoa. O projecto de revitalização deste campo esteve a cargo da Hoopers – plataforma para praticantes e fãs de basquetebol que combina e promove campos, conteúdos e produtos – da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Marvila. Pode ler mais sobre a história do espaço aqui.

R. Miguel Nogueira Júnior

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Amizade Autêntica
© CML | DMC | DPC | Bruno Cunha 2017

3. Amizade Autêntica

Membro e co-fundador do colectivo Cabidela Ninjas, um grupo que explora estéticas peculiares, The Caver iniciou-se no graffiti em 1998, pintando regularmente desde então. Nesta sua obra, o artista destaca a amizade e a estima autêntica, representando um jovem com um cão e a forte relação que existe desde sempre entre o homem e o canis lupus familiaris, ao mesmo tempo que se simboliza também a importância da amizade e da conectividade entre uns e outros para atingir a felicidade.

Rua Padre António Ferreira

Consejo del água
© CML | DMC | DPC | Bruno Cunha 2017

4. Consejo del água

Steep Aeon, artista do Equador, é o autor deste “Consejo del água”, da série “Herbolarios Street”. Retrato de um conjunto de personagens e da sua conexão com a natureza, em contexto urbano, a intervenção foi criada com recurso a tinta plástica, aerosol e stencil.

Rua Alberto José Pessoa G14

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Etnias
© CML | DMC | DPC | Bruno Cunha 2017

5. Etnias

Parte do projecto “Etnias – Todos Somos Um”, este mural de Kobra representa Raoni Metuktire, líder indígena brasileiro da etnia Caiapó. O trabalho destaca a importância dos povos indígenas como representantes de um património cultural não só brasileiro, mas comum a todos os países da América Latina, que é preciso conservar.

Rua Alberto José Pessoa

Mi Madre
© CML | DMC | DPC | Bruno Cunha 2017

6. Mi Madre

O writer mexicano Cix, que pertence à Mugre Crew, tem como estética principal as personagens cartoonizadas, feitas sempre em cores vivas e fluorescentes, referências directas à cultura mexicana pré-hispânica. Em “Mi Madre” representa a figura da mãe enquanto símbolo da ancestralidade mexicana. Combina a deusa Coatlicue, mãe dos deuses, e a figura da Virgem de Guadalupe.

Rua José Alberto Pessoa

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Família
© CML | DMC | DPC | Bruno Cunha 2017

7. Família

Godmess é um artista do Porto com formação em várias áreas, passando pela ilustração, design gráfico, instalações, arte urbana. Para esta intervenção, atirou-se à “Família”, que através de uma mancha de cor sólida e de uma valente carga cromática retrata nesta empena de Marvila. Vemos, em movimento, rostos de uma família que pretende apagar fronteiras.

Azinhaga dos Alfinetes

Lugar
Fotografia: Hazul

8. Lugar

Mais um homem das artes natural do Porto. Hazul começou por fazer graffiti em 1997, até se deixar encantar pelos temas das antigas civilizações e, mais recente, por correntes artísticas como o modernismo, o cubismo e o surrealismo. Hazul da cor, pois claro, sempre presente nas suas obras, que adopta também em homenagem à sua cidade. “Lugar” tenta harmonizar alguns contrastes, entre o curvo e o recto, o masculino e o feminino, o real e o simbólico.

Bairro da Quinta do Chalé

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Oferenda
© CML | DMC | DPC | Bruno Cunha 2017

9. Oferenda

A portuguesa Kruella D’Enfer é das mais interessantes artistas visuais do país. Seja em pequena ou grande escala, a sua linguagem pauta-se por um mistério eterno. Ora estamos perante raposas mágicas ou veados xamanistas. Esta “Oferenda” apela ao tema da cultura ibero-americana sobre a qual o Muro incidiu em 2017. É um ramo de flores que podia ser feito em vários países destas latitudes. Sobre um fundo negro, pois claro.

Rua Alberto José Pessoa

O Respeito entre Povos
© CML | DMC | DPC | Bruno Cunha 2017

10. O Respeito entre Povos

“O respeito entre Povos” é o nome de uma obra de LS, artista local, com quase todas as cores do mundo e um rosto feminino, que pretende chamar a atenção para a discriminação religiosa e racial. Porque o mundo é de todos e todos somos o mundo.

Rua José do Patrocínio

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Multicultural

11. Multicultural

Las Medianeras, Vanesa Galdeano e Anali Chanquia, são duas artistas de rua argentinas, da cidade de Rosario, que brindaram Marvila com este “Multicultural”, uma figura com as cores exóticas das culturas ibero-americanas, e um sem fim de padrões sobrepostos. Para outros pode apenas ser uma figura de T-shirt e camisa. Mas que bela figura.

Bairro da Quinta do Chalé

O Encontro do Passado e do Presente

12. O Encontro do Passado e do Presente

Eis “O Encontro do Passado e do Presente”, com assinatura do colectivo uruguaio Licuado, composto por Camilo Núñez e Florencia Durán, que deixaram a sua marca na Quinta do Marquês de Abrantes. Numa interpretação da história portuguesa, vemos o explorador, com a nau e o livro, numa alusão às descobertas portuguesas, e uma mulher, mais jovem, com cravos na mão, como símbolo da liberdade e da revolução de 25 de Abril; nas suas roupas estão também representados motivos alusivos à azulejaria portuguesa.

Rua Alberto José Pessoa

Mais arte urbana em Lisboa

  • Coisas para fazer

“A Cidade da BD”, como se tem afirmado em Portugal e como confirma a parede de um túnel a caminho do Fórum Luís de Camões, é uma referência da expressão artística no espaço público e na cultura urbana da Grande Lisboa. Entre as diferentes propostas visuais, encontramos obras de artistas como Odeith, Akacorleone, Vile e Smile. Aproveite para programar um passeio em família com este roteiro de arte urbana na Amadora, onde procurámos reunir alguns dos melhores graffitis.

  • Coisas para fazer

Vhils, Bordalo II, Aka Corleone, Smile, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Mário Belém são alguns dos nomes mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas de todo o mundo, que escolhem Lisboa para servir de tela aos mais variados estilos e mensagens. Se por um lado Lisboa está em guerra com taggers, por outro a cidade é cada vez mais um museu a céu aberto de belíssimas obras de arte urbana. Embarque connosco num passeio alternativo pela cidade.

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  • Arte
  • Arte ao ar livre

São muitos os artistas urbanos que têm encontrado na cidade de Lisboa as telas perfeitas para exprimir a sua arte. Uma arte cada vez mais apoiada não só pela Câmara Municipal de Lisboa e juntas de freguesia, mas também por vários negócios da cidade. Desde Março, a cidade ganhou grandes peças de arte urbana, graças aos muitos talentos que saíram à rua para dar novas cores à cidade, tendo por base os mais variados temas. Seguimos o cheiro da tinta e propomos um roteiro fresquinho para descobrir este Verão.

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